Tumores benignos do fígado

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Tumores benignos do fígado

  1. 1. TUMORES BENIGNOS DO FÍGADO GABRIEL R. BONATTO R1 CIRURGIA GERAL HSL
  2. 2. Desenvolvimento e aplicação de métodos de imagem • ↑ Achado incidental nódulo hepático • PROBLEMAS: 1- Responsável pela sintomatologia do paciente? 2- Diferenciar entre Maligno e Benigno 3- Diferenciar Benignos entre si (condutas) A- Hemangioma cavernoso B- Adenoma hepatocelular C- Hiperplasia nodular focal
  3. 3. CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA DOS TUMORES BENIGNS DO FÍGADO *Kobayashi S., 2009.
  4. 4. HEMANGIOMA CAVERNOSO • Tumor benigno mais comum (0,4% e 20% necropsias) • Ocorre mais em mulher (3:1) • Média de idade 45 anos • Lesão única (>90%) • Geralmente lóbulo hepático direito • Maioria é pequeno (>5cm). Varia mm – 20cm • Maiores que 5cm → Hemangiomas gigantes
  5. 5. HEMANGIOMA - PATOLOGIA • Lesões bem circunscrita, muitas vezes rodeadas por uma cápsula fina. Pode ser pedunculado. • Composto por espaços vasculares cavernosos, revestida por uma camada de endotélio plana e cheia de sangue. • Os compartimentos vasculares estão separados por septos fibrosos finos e podem conter trombos.
  6. 6. HEMANGIOMA - ETIOLOGIA • Etiologia não é completamente compreendida (?) • Malformações vasculares ou hamartomas de origem congênita que crescem por ectasia. • Participação hormonal: Incidência e tamanho são maiores mulheres Eventual crescimento em: Gravidez Anovulatórios VO Terapia estrogênio
  7. 7. HEMANGIOMA – CLÍNICA • Tipicamente assintomáticos. Achado incidental. • Dor: Trombose - crescimento tumoral - compressão da cápsula de Glisson. • Massa palpável: (lesão gigante). • Hemopetitônio: Ruptura espontânea traumática • Compressão de órgãos adjacentes: náusea, anorexia, saciedade precoce
  8. 8. HEMANGIOMA – DIAGNÓSTICO Características clínicas + exames imagens • USG: Lesão sólida arredondada, contornos definidos Doppler colorido - Fluxo sanguíneo 10-50% Dx fortemente sugestivo (80%) em lesões >6cm
  9. 9. HEMANGIOMA - TC A- Lesão hipodensa (sem contraste) B- Realce nodular periférico com gradual preenchimento da lesão C- Lesão isodensa (pós contraste)
  10. 10. HEMANGIOMA - RM Sensibilidade 90% (lesões menores) Especificidade 91- 99% T1 sinal hipointenso T2 sinal hiperinteso
  11. 11. HEMANGIOMA Arteriografia: • Raramente usado – exame invasivo • TU atípicos, que não podem ser diagnosticados após vários exames de imagens • Vasos grandes, aparência de algodão que persiste durante a fase venosa
  12. 12. HEMANGIOMA Punção biópsia com agulha fina CONTRA-INDICADO • Discutível – sem aceitação universal • Risco de hemorragia • Dificuldade de diagnótica AP do material obtido • NÃO puncionar lesão suspeita de hemangioma
  13. 13. TRATAMENTO • Lesões < 5cm conduta expectante • Lesões > 5cm repetir TC ou RM cada 6-12 meses • Se não houver crescimento parar com exames imagens • Sintomático e/ou risco hemorragia – Ressecção cirúrgica • Embolização – Hemorragia aguda; Adjuvante pré-op • Suspender ACO?
  14. 14. ADENOMA HEPATOCELULAR • Rara lesão hepática • Proliferação benigna dos hepatócitos • Mais comum em mulheres jovens (20-44anos) • Frequentemente localizados lobo direito • Tipicamente solitários (70-80%) • Tamanho varia de 1 a 30cm • Risco de transformação maligna para carcinoma hepatocelular – *8 a 13% pacientes
  15. 15. AH - PATOLOGIA • Formado por espessas colunas de hepatócitos, repletos de glicogênio e lipídio. • Não há capsula fibrosa (↑ risco hemorragia)
  16. 16. AH - ETIOLOGIA ACO / Terapia estrogênio: • Incidência anual 1:1.000.000 30-40: 1.000.000 • ↑ quantidade adenoma; mais propenso ao sangramento • Regressão adenoma após sessão ACO • Hipótese?? Estrogênio causa transformação direta no hepatócito através dos receptores de esteroides
  17. 17. Esteróides Anablizantes: • Está associado com a utilização do esteroides orais alfa- alquilação 17. • Predispõem à múltiplos adenomas. Doenças de depósito de glicogênio: • Tipo I - incidência de 51% e tipo III - 25% • Mais comum no homem, geralmente múltiplos adenomas Gravidez: • Associado ao ↑ níveis endógenos de esteroides • Rompimento adenoma é RISCO para mortalidade fetal e maternal
  18. 18. AH – QUADRO CLÍNICO • Assintomáticos 30% • Dor QSD e/ou epigástrio • Massa abdominal >30% • Hepatomegalia 25% • Icterícia menos frequente • Risco de ruptura espontânea com hemorragia intraperitoneal (não é raro, pode levar quadros de choque)
  19. 19. Apresentação clínica de mulheres com histórico de uso de ACO
  20. 20. DIAGNÓSTICO Características clínicas + exames imagens • USG: sem sinais característicos
  21. 21. AH - TC Fase pré-injeção: • Imagem isodensa • Imagem hiperdensa (sangramento recente) • Lesão > 5cm heterogênea Fase Pós-injelção: • Fase arterial – contrastação • Fase porta – rápido clareamento
  22. 22. AH - RM Aparência variável • Sinal hiperintenso em T2 • Intensidade variável em T1 gordura e glicogênio
  23. 23. ADENOMA HEPÁTICO Arteriografia: Lesão hipervascularizada Biópsia Percutãnea: EVITAR!! • Não diferencia: Hiperplasia nodular focal x CHC bem diferenciado • Lesão hipervascularizada • Fragmento pequeno
  24. 24. AH - CINTILOGRAFIA Enxofre coloidal marcado com Tc99: Pouca captação pela ausência de células de Kupffer
  25. 25. TRATAMENTO AH Ressecçaõ cirúrgica: • Todos pacientes sintomáticos • AH > 5cm Suspender ACO • Exame de imagem depois de 6m, se não houver regressão ou se aumentar, sugerir cirurgia Desaconselhado gravidez. Ressecção ou ablação por radiofrequência (<2cm) antes de engravidar.
  26. 26. HIPERPLASIA NODULAR FOCAL • 2° TU hepático benigno mais comum • 8% da série de autopsias 96.625 pacientes • Mais com mulher 8,5:1 • Idade 20-50anos • Tamanho médio 5cm (raramente >10cm) • Frequentemente único (7-20% múltiplos)
  27. 27. HNF - PATOLOGIA Grande aglomerados (nódulos) de hepatócitos normais ao redor de área fibrótica contento um vaso geralmente artéria dilatada. Células de Kupffer (direrencia AH) *Critérios microscópicos: Arquitetura nodular, vasos anormais, proliferação ductos bilares
  28. 28. ETIOLOGIA - HNF • Resposta hiperplásica para hiperperfusão arterial encontrada no centro dos nódulos • Associação com telangiectasia hemorrágica hereditária • Anomalia vascular congênita
  29. 29. CLÍNICA- HNF • Assintomático – pode ter dor e/ou desconforto abdominal • Tumoração no fígado / hepatomegalia • Dor se ruptura ou hemorragia
  30. 30. DIAGNÓSTICO HNF Incidental por exames de imagens (⅔-¾) USG: • 20% cicatriz central • Variável – imagem hiper/hipo/isoecogênica • Doppler com fluxo arterial (AH fluxo venoso) - Hipervascularizado
  31. 31. HNF - TC • Fase pré-contraste: isodenso. Cicatriz central (⅓) • Fase arterial - hiperdenso • Fase portal - hipodenso
  32. 32. HNF - RM
  33. 33. HNF - CINTILOFRAFIA • Marcador se concentra na lesão (nem sempre) • Diferencia do adenoma hapatocelular
  34. 34. TRATAMENTO • Geralmente conservador • Estudo de imagem de 6 a 12 meses em mulheres em tratamento de ACO/estrogênio • Ressecção cirúrgica em pacientes sintomáticos
  35. 35. BIBLIOGRAFIA 1. Gg 2. 3.
  36. 36. FIM OBRIGADO

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