BIÓPSIA RENAL: QUANDO INDICAR?

3.419 visualizações

Publicada em

FUNDAÇÃO DO ABC Santo André - SP Disciplina de Urologia Faculdade de Medicina ABC 2008
Marcos Tobias Machado Setor de Uro-oncologia BIÓPSIA RENAL: QUANDO INDICAR?

Publicada em: Saúde e medicina
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
3.419
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
9
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

BIÓPSIA RENAL: QUANDO INDICAR?

  1. 1. FUNDAÇÃO DO ABC Santo André - SP Disciplina de Urologia Faculdade de Medicina ABC 2008
  2. 2. Marcos Tobias Machado Setor de Uro-oncologia BIÓPSIA RENAL: QUANDO INDICAR?
  3. 3. <ul><li>Técnicamente difícil </li></ul><ul><li>Possibilidade de implante no trajeto </li></ul><ul><li>Complicações </li></ul><ul><li>Pouca utilidade - tem que operar mesmo </li></ul><ul><li>Difícil análise pelo patologista </li></ul><ul><li>Material insuficiente </li></ul>MOTIVOS PARA NÃO INDICAR BIÓPSIA EM TUMORES RENAIS SÉCULO XX
  4. 4. MOTIVOS PARA INDICAÇÃO DE BIÓPSIA RENAL NO SÉCULO XXI <ul><li>Melhoria dos métodos de imagem </li></ul><ul><li>Aprimoramento técnico dos dispositivos de biópsia – redução das complicações </li></ul><ul><li>Um maior n.o de pacientes com pequenas massas renais </li></ul><ul><li>Maior n.o de casos em idade mais avançada – candidatos a vigilância </li></ul><ul><li>Um melhor conhecimento do comportamento biológico dos tumores renais pequenos </li></ul><ul><li>Novos marcadores biológicos de prognóstico e resposta a terapia sistêmica </li></ul>
  5. 5. Indicações <ul><li>Metástases para os rins ( 8 a 13% das massas renais) </li></ul><ul><li>Ca pulmão, cólon, melanoma e hepatocarcinoma e linfoma </li></ul><ul><li>DD entre tumor e Abcesso/Pielonefrite focal </li></ul><ul><li>Suspeita de linfoma renal </li></ul><ul><li>CCR metastático pré tratamento </li></ul><ul><li>CCR com restrições clínicas/ candidatos a vigilância </li></ul><ul><li>Controles pós ablações por energia </li></ul>
  6. 6. Linfoma difuso Linfoma bilateral múltiplos + linfonodos Linfoma renal TC Maranhão e Bauab Radiol Bras 2005 (38): Pré QT Pós QT Pré QT
  7. 7. <ul><li>Benignos: 20-30% </li></ul><ul><li> <2,0cm:30% </li></ul><ul><li>2,0-3,0 cm:22% </li></ul><ul><li>4,0-5,0 cm:9% </li></ul><ul><li>Agressividade biológica </li></ul><ul><ul><li>< 2,0 cm : 9,2% alto grau / 11%invasão gordura (pT3a) </li></ul></ul><ul><ul><li>Sintomáticos: mau prognóstico </li></ul></ul>Pequenas massas renais Potencial biológico “indolente” Frank et al., 2003 L ane et al. 2007
  8. 8. <ul><li>300 casos seguidos por 2 a 3 anos </li></ul><ul><li>0,28 cm/ano (0,1 a 0,9 cm) </li></ul><ul><li> 4 metástases (1,1%) </li></ul><ul><li>CCR= 0,40 cm /ano </li></ul><ul><li>5/6 casos com 0 cm de crescimento: malignos </li></ul><ul><li>Não há taxa segura para excluir câncer </li></ul>Chawla et al., 2006 Crescimento Tumoral Tumores malignos crescem mais rápido
  9. 9. <ul><li>88 biópsias guiadas por CT </li></ul><ul><li>Tus <4,0 cm - média 2,8 cm </li></ul><ul><li>Morbidade: nenhuma </li></ul><ul><li>66 Neoplasias malignas (65 CCRs e 1 linfoma) </li></ul><ul><li>14 benignos (15,9%) </li></ul><ul><li>Acurácia: Tipo histológico: 92% </li></ul><ul><li>Grau de Fuhrman: 69,8% </li></ul><ul><li>Mudança da conduta em 20 % dos casos </li></ul>Neuzillet et al. J Urol 2004;171(5): 1802-5 Biópsia de tumor renal mínimo Procedimento seguro com potencial para mudança da conduta
  10. 10. <ul><li>Implantes tumorais </li></ul><ul><li><0,01% </li></ul><ul><li>Desde 1994 sem relatos Silverman et al. Radiology 2006;240:6 </li></ul><ul><li>8 casos: </li></ul><ul><li>1Carcinoma urotelial </li></ul><ul><li>1 Oncocitoma </li></ul><ul><li>6 CCR (CCRs , CCR sarcomatóides ou sarcomas renais) </li></ul>Não biopsiar massas infiltrativas, exceto linfomas Implantes tumorais
  11. 11. <ul><li>Falhas da Biópsia </li></ul><ul><li>Material inconclusivo ou insuficiente ( repetir?) </li></ul><ul><li>Material suficiente e Biópsia indeterminada ?? </li></ul><ul><li>Falsos negativos e falsos positivos </li></ul><ul><li>Diferenciação histológica </li></ul><ul><li>CCR com citoplasma granular x Oncocitoma </li></ul>
  12. 12. CCR: Tipos Histológicos Histologia Origem Alterações citogenéticas Síndromes familiares Ca. Células claras (60-80%) T. cont. proximal 3p25 (vHL) Misto 5+/ granular 8p-,9p-, 14q- Sind vHL, CCR Familiar ñVHL (-3) Ca. Papilífero 1 e 2 (7 -15%) T.cont. proximal 7+,17+, 12+,13+,20+, Y-,14- c Alterações em cmet Tipo 1 –Sind. HPRCC Tipo 2 – Sind. HLRCC Leiomiomatose e CCR Ca.cromófobo (3 -5%) Cél.intercaladas Y-,1-,2-,6-,10,-11-,13 -17-,21-,FH Sind Birt Hogg Dubé Ca. Ductos coletores (1%) T.Cont. medula renal 1-, 6-,8-,11-,14-,15- 18-,21-,Y- 22-, 7+,12+, 17+,20+, BHD Afro-americanos A.falciforme Ca. Não classificado (1%) ? ?
  13. 13. <ul><li>Tipos histológicos </li></ul><ul><li>CONCORDÂNCIA: 90-100% </li></ul><ul><li>41/45 Ca de células claras (91%) </li></ul><ul><li>10/11 papilíferos (91%) </li></ul><ul><li>5/5 cromófobos (100%) </li></ul><ul><li>Neuzillet et al. 2004 </li></ul><ul><li>14/14 CCR tipos histológicos corretos à biópsia </li></ul><ul><li>Volpe et al. 2006 </li></ul>AP da Biópsia vs AP da nefrectomia Grau de Fuhrman CONCORDÂNCIA :76- 83%
  14. 14. Marcadores de imuno-histoquímica <ul><li>Anidrase carbônica IX </li></ul><ul><li>Marcador de CCR Cél.Claras : Prognóstico e resposta a terapia sistêmica com citoquinas Lam JS, Urology 2005 </li></ul><ul><li>Marcadores melanocíticos (HMB 45) </li></ul><ul><ul><ul><li>Fat Poor angiomiolipoma ou AMP melanocítico Huang et al.,2007 </li></ul></ul></ul><ul><li>Citoqueratinas </li></ul><ul><ul><ul><li>Diferenciação de oncocitoma de CCR cromófobo Bui et al.,2003 </li></ul></ul></ul><ul><li>Expressão tecidual de VHL e HIF </li></ul><ul><li>Melhor resposta a terapia com inibidores da TK J Urol, 2008 </li></ul>
  15. 15. Novas tecnologias Biologia molecular <ul><li>FISH - cromossomos 3,7,10,13,17 e 21 e 3p25-26 </li></ul><ul><li>Acurácia biópsias 87% para 94% </li></ul><ul><li>Real Time PCR : 4 genes expressos em 60 casos Acurácia 90-95% CCR ou oncocitomas </li></ul><ul><li>Microarrays: Genes diferencialmente expressos </li></ul>Cornell- Barocas et al, BJU Int 2007 Yang et al. J Urol 2006 175.2302
  16. 16. Revisão sistemática da literatura Após 2001 - 7 estudos (N= 362) Lane et al., J Urol 2008 ;179:20-7 <ul><li>Agulhas 18 a 22G (US, TC, RM) </li></ul><ul><li>Câncer: 82% </li></ul><ul><li>Complicações 4,7% -menores 0,3% </li></ul><ul><li>Falha da biópsia: 5,2% </li></ul><ul><li>Patologia indeterminada: 3,8% </li></ul><ul><li>Falso negativos: 0,6 ( 1,0 a 5,5%) </li></ul><ul><li>Falso positivos: 0 </li></ul><ul><li>Acurácia: Câncer: 96% </li></ul><ul><li> Tipo Histológico: 94% </li></ul><ul><li> Grau: 70% (sem análise genética molecular) </li></ul>
  17. 17. Monitorização após terapia ablativa Crioterapia X Radiofrequência Kunkle et al, J Urol, 2008 Metanálise da literatura incluindo 47 estudos 2,5% 1% Metástases 13% 5% Progressão local 8,5% 1,5 % Re-ablação 90% 70% CCR 1,5a 2a Seguimento 2,7 cm 2,6 cm Tam. tu médio 775 600 n = 1375 Radiofrequência Crioterapia
  18. 18. Inacurada Difícil Perigosa Implantes Complicações Difícil ao patologista (10%) Material insuficiente (5%) Tem que operar mesmo! HOJE Não Biopsiar rotineiramente!!! Anatomia desfavorável Rim único Insuficiência renal
  19. 19. FUTURO Predizer tipo histológico Prognóstico Agressividade Orientação terapêutica Evitar super e subtratamentos Controle pós ablações Auxiliar no seguimento Guiar terapias Impacto na sobrevida Biópsia renal Nomogramas
  20. 20. Mensagens finais Biópsia renal <ul><li>O diagnóstico mais comum de pequenas massas, com uma possibilidade não desprezível de tumores benignos ou de baixo risco de progressão associado a melhoria técnica fizeram renascer o interesse pela realização da biópsia renal </li></ul><ul><li>Existe justificativa para indicação de biópsia renal pré-tratamento de pequenas massas para: </li></ul><ul><ul><li>Candidatos a vigilância </li></ul></ul><ul><ul><li>Pacientes que serão submetidos a ablação por fonte de energia </li></ul></ul>
  21. 21. Obrigado! <ul><li>Parabéns a UNICAMP pelo papel de destaque no desenvolvimento do ensino e da pesquisa na área da Urologia no nosso país </li></ul>

×