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Apostila preparatória concurso see 2ª semana

  1. 1. APOSTILA PREPARATÓRIA CONCURSO SEE-MG<br />LÍNGUA PORTUGUESA.<br />INTERPRETAÇÃO TEXTUAL E GRAMÁTICA APLICADA AOS TEXTOS 2ª SEMANA.<br />PROFESSOR:<br />ANTÔNIO FERNANDES NETO.<br />CURSO TUTORIUM,<br />PREPARATÓRIO.<br />PROVAS DE CONCURSOS DA FCC<br />Língua Portuguesa<br />Atenção: As questões de números 1 a 9 baseiam-se no texto<br />apresentado abaixo.<br /> Durante muito tempo, a educação no Brasil deu pouco valor à formação para a cidadania. Primeiro porque, para exercê-la, não era necessário ter domínio sobre tantos conhecimentos: viver era bem mais simples. O mundo seguia apenas dois modelos: o ocidental e o comunista. Uma outra razão é que a escola atendia a uma minoria e, mesmo assim, somente metade dos alunos que entravam no primário terminavam o curso. Os “selecionados” para ser cidadãos eram poucos. <br /> Nos anos 1980, tudo mudou: o Brasil livrou-se do regime autoritário, fez uma nova constituição e reconstruiu o estado de direito. Nesse processo, ficou claro que era o exercício da cidadania o sustentáculo de todas as conquistas do país. Mas as mudanças sociais, econômicas e políticas aconteceram no mundo todo, principalmente depois da queda do muro de Berlim. De um lado, houve a fragmentação de vários focos de poder. De outro, abriu-se a oportunidade de todos pensarem o planeta de modo global.<br /> A globalização, reforçada pelo desenvolvimento acelerado das novas tecnologias da informação e comunicação, ampliou a velocidade da produção e da disseminação de conhecimento. Agora, para ser cidadão ativo, é preciso dominar conceitos e relações, compreender tendências e extrapolações, mobilizar e aplicar conhecimentos de modo pertinente, mesmo em situações incertas.<br /> O impacto dessa nova realidade na educação foi enorme. A escola agora é desnecessária como armazém de dados, mas tornou-se fundamental como usina na qual os conhecimentos ganham sentido. O currículo voltou-se para competências básicas, como aprender a aprender, saber acessar e interpretar a informação, trabalhar em grupo e usar as linguagens com propriedade – tudo o que é preciso para<br />exercer a cidadania. <br /> O problema é que os conteúdos foram esquecidos, como se competências para ser cidadão fossem constituídas no vazio, sem base nas ciências, no mundo físico e na sociedade, nas linguagens e nos códigos da modernidade, nas artes e nas letras. [...] Mais que constituir cidadania, temos de dar a ela uma dimensão de conteúdo.<br />(Adaptado de Guiomar Namo de Mello, Escola, setembro 2004, p. 16)<br />1. O assunto principal do texto encontra-se<br />(A) na ênfase dada à retomada de antigos conteúdos<br />curriculares, ampliados por força da globalização.<br />(B) no retorno a um currículo bastante amplo, embora<br />voltado para um modelo mais simples de vida.<br />(C) no impacto negativo da globalização nos objetivos<br />de uma educação básica de reconhecida qualidade.<br />(D)) no desenvolvimento de competências básicas importantes<br />como suporte da educação para a cidadania.<br />(E) no histórico da educação escolar no Brasil, com as<br />alterações de acordo com os diferentes regimes<br />políticos.<br />_________________________________________________________<br />2. Identifica-se, no texto,<br />(A) saudosismo, ainda que velado, de uma escola que<br />privilegiava o conhecimento imediato da realidade,<br />baseado na simplicidade do mundo antigo.<br />(B) proposta de aceitação de um modelo escolar intermediário<br />entre os valores embasados em ideologias<br />opostas, que apresentam significado no mundo<br />atual.<br />(C) crítica a certos resultados da globalização, trazidos<br />pela disseminação do conhecimento no mundo todo,<br />com evidente prejuízo de valores pessoais.<br />(D) descrença na possibilidade de que o conhecimento<br />escolar seja suficiente para suprir as necessidades<br />geradas pelo desenvolvimento científico.<br />(E)) defesa de uma aprendizagem dinâmica, voltada para<br />o sentido das inúmeras relações necessárias ao<br />desenvolvimento técnico e científico atual.<br />_________________________________________________________<br />3. De acordo com o texto, está correto o que se afirma em:<br />(A)) O novo modelo educacional deve estar simultaneamente<br />alicerçado no desenvolvimento de competências<br />básicas e nos dados do mundo real.<br />(B) O conceito de cidadania passou por uma profunda<br />alteração, considerando-se os conteúdos didáticos<br />do passado e os da escola atual.<br />(C) Uma escola voltada para o atendimento a determinados<br />segmentos da sociedade pode constituir<br />base sólida para o desenvolvimento do país.<br />(D) É desnecessário haver preocupação com vários<br />conteúdos, por parte da escola, pois na vida moderna<br />o importante é ser cidadão.<br />(E) A escola atual, que valoriza conteúdos diversos,<br />sofreu poucas alterações, apesar das grandes<br />mudanças ocorridas no mundo todo.<br />4. ... e usar as linguagens com propriedade ... (final do<br />4o parágrafo)<br />É correto interpretar a afirmativa transcrita acima como<br />capacidade de<br />(A) dominar perfeitamente as normas da língua padrão,<br />utilizada como garantia do processo de comunicação.<br />(B) mostrar ao ouvinte ou ao leitor a habilidade no uso<br />do idioma, especialmente quanto à escrita.<br />(C)) reconhecer a situação de interlocução como parâmetro<br />para a linguagem que deve ser utilizada.<br />(D) obter reconhecimento social por meio de uma linguagem<br />correta, como instrumento de poder.<br />(E) desenvolver seu repertório familiar anterior à fase<br />escolar, adequando-o às normas da língua padrão.<br />_________________________________________________________<br />5. ... ter domínio sobre tantos conhecimentos: viver era bem<br />mais simples.<br />O mundo seguia apenas dois modelos: o ocidental e o<br />comunista.<br />O emprego dos dois pontos, como surgem nas frases<br />acima, ambas do 1o parágrafo, indica que eles<br />(A) assinalam a introdução de vozes de diferentes<br />interlocutores no discurso.<br />(B)) podem introduzir segmentos que denotam diferentes<br />noções dentro do contexto.<br />(C) introduzem habitualmente segmentos de mesmo<br />valor semântico.<br />(D) especificam, muitas vezes, noções aparentemente<br />desnecessárias, por estarem implícitas no contexto.<br />(E) constituem um recurso expressivo supérfluo, pelo<br />fato de ser possível substituí-los por quaisquer<br />outros sinais.<br />_________________________________________________________<br />6. A escola agora é desnecessária como armazém de dados,<br />mas tornou-se fundamental como usina na qual os<br />conhecimentos ganham sentido. (início do 4o parágrafo).<br />Os conectivos assinalados na frase acima, que garantem<br />a coesão do período, estão corretamente substituídos por<br />(A) visto que −de que<br />(B) pois que −nos quais<br />(C)) entretanto −em que<br />(D) conquanto −aonde<br />(E) contudo −cujos<br />_________________________________________________________<br />7. A concordância permanece correta se a forma verbal<br />grifada estiver no singular na frase:<br />(A)) ... somente metade dos alunos que entravam no<br />primário...<br />(B) Os “selecionados” para ser cidadãos eram poucos.<br />(C) Mas as mudanças sociais, econômicas e políticas<br />aconteceram no mundo todo ...<br />(D) O problema é que os conteúdos foram esquecidos ...<br />(E) ... como se competências para ser cidadão fossem<br />constituídas no vazio ...<br />8. Está INCORRETO o que se afirma em:<br />(A) Na frase −viver era bem mais simples −a palavra<br />grifada está empregada com valor de substantivo.<br />(B) O uso de aspas na palavra “selecionados” −final do<br />1o parágrafo – confere intenção irônica ao contexto.<br />(C) Os substantivos que se formam do mesmo radical<br />de seguir e compreender estão corretamente<br />grafados como seguimento e compreensão.<br />(D) A concordância verbal está de acordo com a norma<br />culta em ambas as frases: Houve a fragmentação de<br />vários focos de poder e Houve várias mudanças no<br />mundo todo.<br />(E)) Os vocábulos conteúdo, armazém e tendências recebem<br />acento gráfico pela mesma regra gramatical.<br />8. . Está INCORRETO o que se afirma em:<br />(A) Na frase −viver era bem mais simples −a palavra<br />grifada está empregada com valor de substantivo.<br />(B) O uso de aspas na palavra “selecionados” −final do<br />1o parágrafo – confere intenção irônica ao contexto.<br />(C) Os substantivos que se formam do mesmo radical<br />de seguir e compreender estão corretamente<br />grafados como seguimento e compreensão.<br />(D) A concordância verbal está de acordo com a norma<br />culta em ambas as frases: Houve a fragmentação de<br />vários focos de poder e Houve várias mudanças no<br />mundo todo.<br />(E)) Os vocábulos conteúdo, armazém e tendências recebem<br />acento gráfico pela mesma regra gramatical.<br />9 Leia cuidadosamente o Pop Card abaixo:<br />Assinale a alternativa que apresenta uma leitura ADEQUADA sobre o texto acima.<br />A expressão facial do senhor não representa o estado de espírito de quem padece de diabetes.<br />O semblante do homem não pode significar que ele possui o plano de saúde em questão.<br />O fato de o ator escolhido ser um idoso pode não prestar à associação entre a idade dele e a doença como sendo típica dessa faixa etária.<br />Fotografado numa piscina, o personagem se afasta de um modelo de homem ativo e saudável, fim do plano de saúde divulgado.<br />O uso do advérbio “sempre” e do adjetivo “cheio” pode se relacionar ao fato de o homem ter uma idade avançada.<br />Linguagem e interação<br />Maria Marta Furlaneto.<br />É interessante observar que, já no século XIX, a chamada função comunicativa da linguagem foi relegada a segundo plano, quando W. HUMBOLDT a encarou como acessória. Façamos parênteses: se ainda hoje – mesmo que por força de expressão – salienta-se a função comunicativa (retomada através de SAUSSURE, no Curso de lingüística geral), é que o foco de interesse dos estudiosos se desloca ciclicamente na história. Pois bem, para o primeiro plano passou "a função formadora da língua sobre o pensamento, independente da comunicação" (BAKHTIN, 1992, p. 289).<br />HUMBOLDT entendia que a língua é indispensável ao homem para pensar, mesmo que estivesse sempre sozinho. É a função expressiva, portanto, que se passa a focalizar (exteriorização do pensamento). BAKHTIN, porém, avalia que "a linguagem é considerada do ponto de vista do locutor como se este estivesse sozinho, sem uma forçosa relação com os outros parceiros da comunicação verbal" (ibid, p. 289).<br />Por outro lado, o que se generalizou, hoje, como função comunicativa corresponde a um arcabouço pobre, considerando a complexidade das relações humanas. Com efeito, os termos ‘falante-emissor’, ‘ouvinte-receptor’ pressupõem um papel ativo para o primeiro e passivo para o segundo (recepção / compreensão). Embora tal esquema corresponda a um aspecto do real, é falho quando se pretende que represente o todo da comunicação. BAKHTIN salienta que quem ouve um discurso adota para com ele uma atitude "responsiva ativa", ou seja: concorda, discorda, completa, adapta, executa – mesmo que em grau muito variável. E quem fala, por outro lado, não diz apenas palavras num mercado de simples troca de informações – pelo contrário, as palavras representam, na troca efetiva, pedidos, súplicas, ameaças, interrogações, manifestações de carinho, apreço, solidariedade; ou seja, o discurso tem a materialidade de seu selo histórico. Dizer e escutar palavras, assim, é só uma pequena parte do que se pode entender por comunicação.<br />Tendo em vista que o aspecto da compreensão é de importância crucial no processo de interação humana, gostaríamos de sintetizar aqui as várias facetas deste fenômeno, do ponto de vista de BAKHTIN.<br />Para ele, a compreensão passiva das significações do discurso ouvido não é senão uma etapa do processo que é a compreensão responsiva ativa, que corresponde a uma resposta subseqüente que, entretanto, não precisa ser fônica ou gráfica; no caso de uma ordem, ela pode realizar-se como um ato; pode, mesmo, corresponder a uma atitude que se retarde por algum tempo, e ainda ao mutismo da indiferença. Isto também vale para o discurso lido ou escrito. O próprio locutor, é claro, pressupõe a compreensão ativa responsiva: ele não esperaria que seu pensamento fosse simplesmente duplicado no espírito do outro; "o que espera é uma resposta, uma concordância, uma adesão, uma objeção, uma execução, etc." (1992, p. 291). Além disto, o locutor é também um virtual respondente, na medida em que não é o primeiro que rompe o silêncio de um mundo mudo: além do sistema da língua que utiliza e é partilhado pelos outros, ele também conta com a existência de enunciados anteriores, dele e de todos os outros – enunciados que, nas suas diversas formas, compõem um imenso arquivo nas comunidades lingüísticas. Cada enunciado funciona como um elo numa cadeia complexa de outros enunciados.<br />É especialmente para este papel ativo do outro que chamamos a atenção, uma vez que a concepção de linguagem como comunicação tem esquecido a bilateralidade do processo. Em suma, os enunciados concretos, como unidades interativas, se determinam pela alternância dos sujeitos, dos locutores; suas fronteiras, portanto, são sempre aquelas que se constroem com os outros. É a esse dispositivo essencial da vida comunitária que BAKHTIN chama dialogismo. O modo mais direto e evidente dessa alternância é, sem dúvida, o que chamamos tradicionalmente de diálogo, que é, então, apenas a forma mais simples e clara do dialogismo constitutivo. Cada réplica de um diálogo tem, segundo Bakhtin, um acabamento específico, que expressa uma posição do locutor, na medida em que ele faz parte de uma comunidade – desempenhando, portanto, papéis determinados em relação aos outros. Exemplos de relações entre réplicas: pergunta-resposta, asserção-objeção, oferecimento-aceitação.<br />Fonte: http://br.geocities.com/agatha_7031/inter.html#LINGUAGEM (Acessado em 07/12/2008).<br />QUESTÃO 10 Assinale a alternativa que FOGE à explanação do autor.<br />Citando Bakhtin, a autora menciona que é costume do locutor, na comunicação, conceber um interlocutor.<br />Moldada - a comunicação - na relação entre emissor e receptor, o texto expõe o caráter ativo do ouvinte.<br />Mesmo aparentemente contraditório, a resposta do interlocutor pode residir na “indiferença do mutismo”.<br />Devido à aleatoriedade dos enunciados, estes se configuram como peças desprovidas de elo entre si.<br />Com exceção da objeção, a resposta e a ressalva são procedimentos que instauram a bilateralidade da comunicação.<br />QUESTÃO 11 Assinale alternativa que APRESENTA o objetivo do texto.<br />Expor que a linguagem foi feita a partir do pensamento humano.<br />Discutir o caráter responsivo da linguagem.<br />Exemplificar as maneiras de se estabelecer elos comunicativos.<br />Analisar a alternância dos sujeitos-locutores.<br />Especular o modo como se dão os posicionamentos dos interlocutores em objeções.<br />QUESTÃO 12 Assinale a alternativa em que o termo grifado FOGE à exclusividade do campo semântico da área da análise do discurso.<br />“(..) o que se generalizou, hoje, como função comunicativa corresponde a um arcabouço pobre,<br />“ Com efeito, os termos ‘falante-emissor’ pressupõem um papel ativo<br />“E quem fala (...) não diz apenas palavras num mercado de simples troca de informações...”<br />“Além disto, o locutor é também um virtual respondente,”<br />“(...) ele também conta com a existência de enunciados anteriores, dele e de todos os outros”<br />FORMAÇÃO ESPECÍFICA<br />Atenção: As questões de números 31 a 37 referem-se ao texto abaixo.<br />"Cheguei com tudo no lugar"<br />Há duas semanas, a paraense Aida Mendes, de 100 anos, tornou-se a mulher mais velha do mundo a saltar de paraquedas. Amarrada a um instrutor, Vovó Iaiá, como é conhecida, saltou de um monomotor a 8 000 pés de altitude em Macapá, no Amapá.<br />Por que a senhora decidiu saltar de paraquedas? Sempre gostei de ver o mundo de cima, nos aviões. Então meu neto, que é paraquedista,<br />sugeriu que eu fizesse um salto. Fui ao médico e ele me liberou.<br />Como foi a experiência?<br />Sentir o vento no meu rosto e ver tudo miudinho lá do alto foi a maior emoção da minha vida.<br />O instrutor lhe fez alguma recomendação especial?<br />Meu filho, ele só me pediu que tirasse a dentadura na hora do salto. Ficou com medo que<br />ela saísse voando. Mas eu preferi saltar de dentadura mesmo, porque tinha muitos fotógrafos lá<br />embaixo, esperando por mim. Deu certo: cheguei com tudo no lugar.<br />Não sentiu nenhum medo?<br />Nem um tiquinho. Gostei tanto que, se Deus permitir, vou dar um novo salto quando<br />completar 101 anos. Ah, e também pretendo realizar um sonho: experimentar como é andar em<br />uma montanha-russa.<br />A senhora leva uma vida ativa?<br />Sempre pratiquei esportes. Até hoje jogo futebol, vôlei e faço caminhada. Minha energia vem<br />do açaí. Quase toda noite, como uma tigela de açaí com farinha de mandioca. E, vez ou outra,<br />bebo uma cervejinha.<br />(“Conversa com Aida Mendes”, Leonardo Coutinho, Revista Veja, edição 2146, 6 de janeiro de 2010 – http://veja.abril.com.br/060110/conversa-com-aida-mendes-p-032.shtml)<br />QUESTÃO 13 . Nas respostas de Vovó Iaiá podem ser encontrados exemplos que confirmam a espontaneidade e a informalidade a que o nome dado à seção da revista – “Conversa com...” – procura fazer alusão, como: <br />(A) a elipse do sujeito, que atenua, mas marca a participação direta do agente, em Sempre gostei ou Ficou com medo, e a<br />utilização de diminutivos como miudinho e cervejinha.<br />(B) os desvios gramaticais observados em frases como ele só me pediu e tinha muitos fotógrafos, em lugar de “ele só pediume” e “tinham muitos fotógrafos”.<br />(C) a referência à dentadura e à tigela de açaí com farinha de mandioca, assuntos prosaicos, e a utilização de Mas em início<br />de frase.<br />(D) a presença do vocativo Meu filho, da interjeição Ah e de expressões como ver tudo miudinho e Nem um tiquinho.<br />(E) a utilização de frases curtas e justapostas, o que seria incomum na situação de uma entrevista formal.<br />32. Considere as afirmações abaixo sobre a frase da entrevistada cheguei com tudo no lugar (linha 12), colocada como título pelo entrevistador ou pelo editor da revista.<br />I. A frase foi escolhida como destaque pela possibilidade que ela oferece de despertar o interesse e a curiosidade do leitor,<br />que se pergunta sobre o que poderia ter chegado “fora do lugar”.<br />II. Depois de lido o texto da entrevista, o leitor dá-se conta de que o humor da situação imaginada – de que a dentadura de<br />Vovó Iaiá pudesse sair voando durante o salto – está concentrado na frase.<br />III. Ao ser precedida de dois pontos na transcrição, a frase pode ser entendida como uma autocitação do que Vovó Iaiá teria dito ao instrutor depois de provar que eram infundados os receios dele quanto à perda da dentadura.<br />Está correto APENAS o que se afirma em<br />(A) I.<br />(B) I e II.<br />(C) I e III.<br />(D) II.<br />(E) III.<br />QUESTÃO 14 Considere as afirmações abaixo sobre a frase da entrevistada cheguei com tudo no lugar (linha 12), colocada como título pelo entrevistador ou pelo editor da revista.<br />I. A frase foi escolhida como destaque pela possibilidade que ela oferece de despertar o interesse e a curiosidade do leitor,<br />que se pergunta sobre o que poderia ter chegado “fora do lugar”.<br />II. Depois de lido o texto da entrevista, o leitor dá-se conta de que o humor da situação imaginada – de que a dentadura de<br />Vovó Iaiá pudesse sair voando durante o salto – está concentrado na frase.<br />III. Ao ser precedida de dois pontos na transcrição, a frase pode ser entendida como uma autocitação do que Vovó Iaiá teria<br />dito ao instrutor depois de provar que eram infundados os receios dele quanto à perda da dentadura.<br />Está correto APENAS o que se afirma em<br />(A) I.<br />(B) I e II.<br />(C) I e III.<br />(D) II.<br />(E) III.<br />QUESTÃO 15 Caso a entrevista faça parte de uma atividade de Língua Portuguesa, uma orientação metodológica em concordância com a Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a disciplina é:<br />(A) Discutir o gênero do texto – “entrevista transcrita para ser lida em uma revista semanal” – e suas principais características, sem abordar os aspectos propriamente gramaticais, o que será feito por meio de textos literários, mais adequados para esse estudo.<br />(B) Valer-se do texto como motivador da livre manifestação dos alunos, que assim se tornarão verdadeiros interlocutores,<br />produtores criativos de seu próprio texto, sem qualquer constrição gramatical ou linguística.<br />(C) Relevar o contexto em que se dá a elocução, insistindo que algumas peculiaridades nela presentes, como a utilização do diminutivo, são somente justificadas pela oralidade e, assim, inadequadas num texto escrito.<br />(D) Enfatizar os aspectos morfológicos característicos do diminutivo e as regras de sua formação, procurando minimizar a discussão pelos alunos do contexto em que ele é utilizado na entrevista, o que seria um desvio do foco principal.<br />(E) Propor a discussão acerca da experiência de vida da entrevistada, tal como reconstruída no texto, e do contexto em que se dá a elocução, a partir da experiência dos interlocutores, os alunos, sem desconsiderar aspectos linguísticos e discursivos.<br />QUESTÃO 16 . Considere as estratégias de dois professores de Língua Portuguesa ao proporem a entrevista para uma atividade em sala de aula que envolva o ensino de leitura:<br />I. O professor dividiu a classe em grupos e entregou alguns exemplares da revista a cada um deles, buscando incentivar os alunos não só a lerem a entrevista feita com Vovó Iaiá como também a folhear e a percorrer reportagens, propagandas e outras eventuais entrevistas.<br />II. O professor dividiu a classe em grupos e entregou a cada um dos alunos uma cópia digitada do texto da entrevista,<br />procurando incentivá-los a discutir as características principais do depoimento de Vovó Iaiá, tanto no nível discursivo<br />como no linguístico. A respeito dessas estratégias, é correto afirmar que<br />(A) I é mais adequada que II, porque esta privilegia a discussão dos aspectos linguísticos do texto, hoje considerados de somenos importância.<br />(B) I e II são inadequadas, ao deixar a discussão do texto a cargo dos alunos, tarefa que deveria caber ao professor.<br />(C) I é mais adequada que II, pois possibilita o contato com o suporte em que se deu a produção e a circulação do texto, e<br />que é também mediador do sentido no ato da recepção.<br />(D) I e II são igualmente adequadas, já que em ambas os alunos têm acesso ao principal, o texto da entrevista, sendo<br />secundário o acesso ao veículo que o publicou.<br />(E) II é mais adequada que I, pois evita a dispersão dos alunos, que fixarão a atenção exclusivamente no objeto a ser<br />investigado. 35. No estudo da entrevista, o enunciado "Cheguei com tudo no lugar" contribuiria para ampliar a compreensão sobre a linguagem caso considerado como evidência.<br />(A) de que, num único enunciado, ressoam outras possibilidades de sentido, ancoradas em usos estabelecidos em diferentes<br />contextos socioculturais.<br />(B) do uso parafrástico de um enunciado, isto é, da apropriação de sua estrutura para reproduzir exata e fielmente o sentido<br />literal da frase.<br />(C) de que um enunciado tem seu sentido perfeitamente definido pelo contexto verbal em que se insere, rejeitando<br />possibilidades advindas de inferências ou suposições.<br />(D) de que toda leitura supõe o cotejo de todos os sentidos que um enunciado tem no âmbito cultural, para eleição de um e descarte dos demais, evitando assim qualquer possibilidade de duplo sentido.<br />(E) de situações comuns em que o falante se apropria indevidamente da fala alheia sem a necessária menção à sua autoria.<br />QUESTÃO 17 . No estudo da entrevista, o enunciado "Cheguei com tudo no lugar" contribuiria para ampliar a compreensão sobre a<br />linguagem caso considerado como evidência<br />(A) de que, num único enunciado, ressoam outras possibilidades de sentido, ancoradas em usos estabelecidos em diferentes contextos socioculturais.<br />(B) do uso parafrástico de um enunciado, isto é, da apropriação de sua estrutura para reproduzir exata e fielmente o sentido literal da frase.<br />(C) de que um enunciado tem seu sentido perfeitamente definido pelo contexto verbal em que se insere, rejeitando<br />possibilidades advindas de inferências ou suposições.<br />(D) de que toda leitura supõe o cotejo de todos os sentidos que um enunciado tem no âmbito cultural, para eleição de um e descarte dos demais, evitando assim qualquer possibilidade de duplo sentido.<br />(E) de situações comuns em que o falante se apropria indevidamente da fala alheia sem a necessária menção à sua autoria.<br />

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