PCBs

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Estudo sobre os PCBs

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  • Organoclorados no uso de parasiticida.
  • Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos
  • Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos
  • Cepa - linhagem de microrganismos
  • Pirólise
    1.transformação por aquecimento de uma mistura ou de um composto orgânico em outras substâncias.
    2.fenômeno de decomposição térmica.
    3.tratamento do lixo por intermédio do fogo, visando obter subprodutos comerciais
  • Hiperqueratose – endurecimento da pele
  • PCBs

    1. 1. PCBs Química Ambiental Prof.: Dr. Marcus Bandeira Discentes: Arimei Valéria, Queila Niquelen e Talita Sousa
    2. 2. INTRODUÇÃO
    3. 3. • Produzidos entre 1920 a 1970. • Produção acumulada mundial 1.200.000t. • Estima-se que 300.000t já estão no meio ambiente. • Áustria, China, Tchecoslováquia, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. • Não há registro de produção no Brasil. • Importados principalmente do EUA e Alemanha. INTRODUÇÃO
    4. 4. INTRODUÇÃO
    5. 5. INTRODUÇÃO
    6. 6. INTRODUÇÃO
    7. 7. • Propriedades Físico-Químicas • Fluidos ou sólidos sem cor. • Praticamente insolúvel em água. • Lipofílicas. • Baixa volatilidade. • Em condições normais não sofrem oxidação ou redução. • São inertes aos ácidos e bases. • Estabilidade Térmica. • Alta constante dielétrica. INTRODUÇÃO
    8. 8. • A utilização se difundiu, sendo aplicadas em comércios e industrias, como, óleo usado em motores e sistemas hidráulicos, adesivos, pesticidas, calafetagem, revestimento de assoalhos, entre outros usos. INTRODUÇÃO
    9. 9. LEGISLAÇÃO
    10. 10. As PCBs deixou de ser comercializado no Brasil desde 1981, quando, por meio de uma ação conjunta de três ministérios, Indústria e Comércio, Casa Civil e Minas e Energia, foi sancionada no país a Portaria Interministerial (MIC/MI/MME) 0019 de 19/01/1981, proibindo, em todo o território nacional, a fabricação, comercialização e uso das PCBs, em estado puro ou mistura. LEGISLAÇÃO
    11. 11. Portaria Interministerial nº 19, de 29 de janeiro de 1981 • Considerando ser urgente e indispensável evitar a contaminação do ambiente por bifenil policlorados PCB's (comercialmente conhecidos como Askarel, Aroclor, Clophen, Phenoclor, Kanechlor e outros), devida aos efeitos nocivos que esses compostos causam ao homem e animais. • Considerando que os mencionados compostos provocam males, como lesões dermatológicas acentuadas, alterações no fígado e rins, alterações morfológicas nos dentes, alterações psíquicas, perda da libido, efeitos teratogênicos e carcinógeno. LEGISLAÇÃO
    12. 12. Portaria Interministerial nº 19, de 29 de janeiro de 1981 I - A partir da data da publicação desta Portaria, fica proibida, em todo Território Nacional, a implantação de processos que tenham como finalidade principal a produção de bifenil policlorados - PCB's. LEGISLAÇÃO
    13. 13. Portaria Interministerial nº 19, de 29 de janeiro de 1981 II - Ficam proibidos, em todo Território Nacional, o uso e a comercialização do bifenil policlorados - PCB's, em todo estado, puro ou em mistura, em qualquer concentração ou estado físico, nos casos e prazos relacionados abaixo: a) como fluido dielétrico nos transformadores novos, encomendados a partir de 6 (seis) meses da data da publicação da presente Portaria; LEGISLAÇÃO
    14. 14. Portaria Interministerial nº 19, de 29 de janeiro de 1981 b) como fluido dielétrico nos capacitadores novos, encomendados depois de 20 (vinte) meses da data da publicação desta Portaria; c) como aditivo para tintas, plásticos, lubrificantes e óleo de corte, fabricados a partir de ]2 (doze) meses da data da publicação desta Portaria; d) em outras aplicações, que não as acima citadas, a partir de 24 (vinte e quatro) meses da data da publicação da presente Portaria. LEGISLAÇÃO
    15. 15. Portaria Interministerial nº 19, de 29 de janeiro de 1981 III - os equipamentos de sistema elétrico, em operação, que usam bifenil policlorados-PCB's, como fluido dielétrico, poderão continuar com este dielétrico, ate que seja necessário o seu esvaziamento, apos que somente poderão ser preenchidos com outro que não contenha PCB's. LEGISLAÇÃO
    16. 16. Portaria Interministerial nº 19, de 29 de janeiro de 1981 V - Fica terminantemente proibido 0 despejo de bifenil policlorados PCB's, ou produtos que contenham, quer direta ou indiretamente, nos cursos e coleções d’água ou locais expostos as intempéries. VI - Cabe aos órgãos estaduais do meio ambiente a vigilância e fiscalização para o cumprimento das normas contidas nesta Portaria. LEGISLAÇÃO
    17. 17. LEI No 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998 • Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e da outras providencias. Art. 56 – Produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva á saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos: Pena- reclusão, de um a quatro anos, e multa. LEGISLAÇÃO
    18. 18. Decreto Nº 875 de 19/07/93 • Trata-se da lei que oficializa a aderência do Brasil a Convenção da Basiléia de 22/03/89, que trata do controle dos movimentos transfronteriços de resíduos perigosos e de seu depósito, entre os países signatários. • O artigo 4o , item 9 “a“ da Convenção da Basiléia define que a exportação de resíduos somente poderá ser feita se o Estado (País) de exportação não dispuser de instalações adequadas para o tratamento e disposição final dos resíduos. LEGISLAÇÃO
    19. 19. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA INSTRUÇÃO NORMATIVA nº 42, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1999 ANEXO I - PLANO NACIONAL DE CONTROLE DE RESÍDUOS EM PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL “...o plano desenvolve suas atividades visando: (i) conhecer o potencial de exposição da população aos resíduos nocivos à saúde do consumidor, parâmetro orientador para a adoção de políticas nacionais de saúde animal e fiscalização sanitária e (ii) impedir o abate para consumo de animais oriundos de criatórios onde se tenha constatado violação dos LMR’s e, sobretudo, o uso de drogas veterinárias proibidas no território nacional.” LEGISLAÇÃO
    20. 20. RESOLUÇÃO CONAMA Nº 313, DE 29 DE OUTUBRO DE 2002 Dispõe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais • Art. 1º Os resíduos existentes ou gerados pelas atividades industriais serão objeto de controle específico, como parte integrante do processo de licenciamento ambiental. • Art. 3º As concessionárias de energia elétrica e empresas que possuam materiais e equipamentos contendo Bifenilas Policloradas-PCBs deverão apresentar ao órgão estadual de meio ambiente o inventário desses estoques, na forma e prazo a serem definidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis-IBAMA. LEGISLAÇÃO
    21. 21. Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010. • Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, objetivos e instrumentos, bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis. LEGISLAÇÃO
    22. 22. Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010. • Das proibições: Art. 47. São proibidas as seguintes formas de destinação ou disposição final de resíduos sólidos ou rejeitos: I - lançamento em praias, no mar ou em quaisquer corpos hídricos; II - lançamento in natura a céu aberto, excetuados os resíduos de mineração; III - queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade; IV - outras formas vedadas pelo poder público. LEGISLAÇÃO
    23. 23. Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010. Art. 49. É proibida a importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos, bem como de resíduos sólidos cujas características causem dano ao meio ambiente, à saúde pública e animal e à sanidade vegetal, ainda que para tratamento, reforma, reúso, reutilização ou recuperação. LEGISLAÇÃO
    24. 24. INSTRUÇÃO NORMATIVA SEMA/STC/CRS Nº 1, DE 10 DE JUNHO DE 1983 • Disciplinar as condições de armazenamento e transporte de bifenilas policloradas (PCBs) e/ou resíduos contaminados com PCBs. • A execução das atividades de manuseio, armazenamento e transporte de bifenilas policloradas (PCBs) e/ou resíduos contaminados com PCBs reger-se-ão pelo disposto na presente Instrução Normativa e demais atos complementares. LEGISLAÇÃO
    25. 25. 2. NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES Na apreciação desta Norma se faz necessário consultar: • - NBR 7500 - Simbologia para o Transporte, Armazenamento e Manuseio de Materiais; • - NBR 7501 - Terminologia para Transporte de Cargas Perigosas; LEGISLAÇÃO
    26. 26. • - NBR 7502 - Classificação para Transporte de Cargas Perigosas; • - NBR 7503 - Ficha de Emergência; • - NBR 7504 - Envelope para o Transporte de Cargas Perigosas; • - Portaria Interministerial nº 019, de 29 de janeiro de 1981 - MINTER/SEMA; Modulação conforme NBR 7500 LEGISLAÇÃO
    27. 27. www.ipef.br
    28. 28. www.ipef.br
    29. 29. Estado de São Paulo Lei 12.288 de 22.02.06 • Dispõe sobre a eliminação controlada dos PCBs e dos seus resíduos, a descontaminação e da eliminação de transformadores, capacitores e demais equipamento elétricos que contenham PCBs. LEGISLAÇÃO
    30. 30. Estado de São Paulo Lei 12.288 de 22.02.06 Proibições : • Entrada e saída de resíduos de PCBs no Estado de São Paulo que não seja para sua Destinação Final segundo as definições desta Lei. • Comercialização de transformadores e seus óleos dielétricos sem a comprovação laboratorial dos teores de PCBs inferiores a 50 ppm. LEGISLAÇÃO
    31. 31. LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL SOBRE PCBS • United States Code of Federal Regulations n.40/91. – USCFR As PCBs são consideradas internacionalmente, pela Regulamentação da ONU para produtos perigosos, como “Substâncias Perigosas Diversas”, Classe 9. Internamente, as NBR-7500 E 7504 atendem à regulamentação internacional para transporte e classificação de cargas perigosas. LEGISLAÇÃO
    32. 32. TÉCNICA DE QUANTIFICAÇÃO
    33. 33. • Análises e amostragem • Amostragem obedece a ABNT NBR 8840:1992 – Guia de amostragem de líquidos isolantes. • Screening- Teste de varredura  Classificar de forma rápida para declaração no inventario.  Reduzir o número de amostras a serem analisadas em laboratório. • Análise obedece a ABNT NBR 13882:2008 líquidos e isolantes elétricos – Determinação do teor de bifenilas policloradas. • Cromatografia gasosa empregando colunas capilares. TÉCNICA DE QUANTIFICAÇÃO
    34. 34. TÉCNICA DE QUANTIFICAÇÃO • PCBs podem conter 60% dos 209 congeneres. • Até decada de 70 cromatografia por empacotamento. • 1984 todos os 209 congeneres de PCBs foram sintetizados e analizados por cromatografia a gas com coluna capilar.
    35. 35. TÉCNICA DE QUANTIFICAÇÃO • Remoção de interferentes Extração Solos e sedimentos: Soxlet, extração com ultra-som e centrifugação. Material particulado atmosferico: Soxlet Amostras líquidas: Extração em fase sólida empregando colunas empacotadas com Amberlite XAD-2 Biota : Extração Soxlet e Fluido super critico
    36. 36. TÉCNICA DE QUANTIFICAÇÃO
    37. 37. TÉCNICA DE QUANTIFICAÇÃO Clean –Up :Eliminar interferentes no extrato da matriz. • Solos e sedimentos Enxofre:utiliza-se cobre em pó como adsorvente. Gorduras: podem ser eliminados por hidrolise alcalina Biológicas: Processo laborioso que pode envolver sequencias de etapas de hidrolises, extração líquido-liquido e percolação por absorventes como alumina, florisil, sílica ou carbono.
    38. 38. • Cromatografia a gás , com coluna capilar e detecção por captura de elétrons (ECD). Duas Etapas:  Separação:Interação de cada congênere com a fase liquida que recobre a coluna, podendo ser utilizados colunas com polaridades diferentes. Amostras com coeluição está sendo empregado a cromatografia a gás multidimensional (MDGC)  Detecção: Converte o sinal químico em elétrico. • ECD devido a sua sensibilidade e seletividade para compostos halogenados • EAD detector de emissão atômica que utiliza o plasma para desintegrar compostos eluidos na coluna, transformando em átomos excitados que emitem energia na região do ultravioleta visível sendo captadas no fotodiodos. • Espectroscopia de massa acoplada ao CG. TÉCNICA DE QUANTIFICAÇÃO
    39. 39. IMPACTOS AMBIENTAIS
    40. 40. • Do ponto de vista Biológico, as PCBs apresentam como principais características, a não biodegradabilidade, a bacteriostaticidade, e a bioacumulação em tecidos animais e vegetais. • Do ponto de vista do ser humano, sua principal característica é a acumulação nas células renais, hepáticas, adiposas e epiteliais, podendo provocar disfunções nestes órgãos após longos períodos de exposição. Sua interferência nos tecidos nervosos e células reprodutoras é ainda objeto de estudo. IMPACTOS AMBIENTAIS
    41. 41. • “Poluentes Orgânicos Persistentes” (POPs). • A sua não biodegradabilidade, significa que as PCBs não são processadas por nenhum microrganismo da natureza e, como possuem também elevada estabilidade química, permanecem no meio ambiente por períodos de tempo extremamente longos. • A bioacumulação do produto atinge a cadeia alimentar humana. IMPACTOS AMBIENTAIS
    42. 42. • Os PCBs apresentam tempos de meia-vida (t1/2) estimados que variam de algumas semanas até 2 anos no ar e, com exceção dos mono e diclorobifenilas, mais de 6 anos em solos aeróbios e sedimentos. • Os PCB também apresentam longos tempos de meia-vida em peixes adultos (t1/2> 10 anos). • As PCBs têm sido indicadas como causadoras de câncer. Maior parte da população está exposta aos PCBs por meio do ar, da ingestão de água e alimento. IMPACTOS AMBIENTAIS
    43. 43. • PCBs são persistentes no ambiente, acumulam‐se no organismo e permanecem no tecido mamário, justificando sua possível relação com o câncer da mama. Uma das evidências encontrada foi a detecção de concentração dessas substâncias em leite materno, maior que no sangue. • Estudos toxicológicos realizados em cobaias têm demonstrado que a contaminação por PCBs pode alterar principalmente as funções reprodutivas dos organismos. IMPACTOS AMBIENTAIS
    44. 44. • A produção mundial acumulada foi de aproximadamente 1.200.000 toneladas. • 60% foi utilizado em transformadores e capacitores, • 15% para fluídos de transferência de calor e, • 25% como aditivos na formulação de plastificantes, tintas, adesivos e pesticidas. IMPACTOS AMBIENTAIS
    45. 45. IMPACTOS AMBIENTAIS Estimativa do peso dos estoques: O total em peso de resíduos existente em estoque em 1981 era: Transformadores: 70.000 t Capacitores: 28.000 t Total em estoque em 1981: 98.000 t
    46. 46. • Os estoques de PCB existentes no país permaneceram inalterados até cerca de 1990 quando a empresa Rechem, do Reino Unido, constituiu como sua representante no Brasil a “Koren Consultants” que iniciou o envio de PCBs para destruição nos incineradores da Rechem. • Em 1995 a Bayer S/A licenciou seu incinerador instalado em Belfort Roxo, Rio de Janeiro, para a incineração de resíduos PCB. IMPACTOS AMBIENTAIS
    47. 47. • Aproximadamente na mesma época, os incineradores das empresas de tratamento de resíduos dos polos Petroquímico de Camaçari, na Bahia, CETREL, e Cloroquímico de Maceió, em Alagoas, CINAL, foram também licenciadas para a incineração das PCBs. • Através de informações destas empresas, estima-se que até o momento tenham sido processadas no Brasil e Reino Unido cerca 30.000 toneladas, remanescendo, portanto até o momento um total de 68.000 toneladas. IMPACTOS AMBIENTAIS
    48. 48. • As mais importantes e prováveis rotas de contaminação de PCBs ao ambiente são: • - Acidente ou perda no manuseio de PCBs e/ou fluídos contendo PCBs; - Vaporização de componentes contaminados com PCBs; - Vazamentos em transformadores, capacitores ou trocadores de calor; - Vazamento de fluídos hidráulicos contendo PCBs; - Armazenamento irregular de resíduo contendo PCBs ou resíduo contaminado; - Fumaça decorrente da incineração de produtos contendo PCBs; - Efluentes industriais e/ou esgotos despejados nos rios e lagos. IMPACTOS AMBIENTAIS
    49. 49. IMPACTOS AMBIENTAIS Não há no Brasil regulamentação legal específica sobre os processos aceitáveis para destruição de resíduos contendo bifenilas policloradas. A regulamentação estabelece que “qualquer transformador será classificado como PCB até uma análise química de seu líquido isolante prove o contrário”.
    50. 50. • Os transformadores ou outros equipamentos elétricos serão classificados de acordo com o teor de PCBs em seu meio isolante como a seguir: • Menos de 50 ppm/p: Classe Não PCB - Não sujeito à legislação • Entre 50 e 500 ppm/p: Classe Contaminado por PCBs • Acima de 500 ppm/p: Classe PCB • Classe Contaminado: Sem restrições de uso ou manutenção. Não poderão ter o nível completado com óleo contendo mais de 500 ppm/p de PCB. IMPACTOS AMBIENTAIS
    51. 51. • Classe PCB: Podem operar até o fim de sua vida útil. • Requerem inspeção trimestral. • Devem ser rotulados e sinalizados. • Deve-se manter registros na empresa, na USEPA e no Corpo de Bombeiros. • Não deve haver combustíveis, alimentos, água e outros líquidos isolantes em locais próximos. • Devem ter meio de contenção de vazamentos. • Não podem sofrer manutenção que envolva a retirada de bobinas. • Podem ser reclassificados para classe “Não PCB” após ensaio que comprove a redução do teor de PCBs no líquido isolante. IMPACTOS AMBIENTAIS
    52. 52. • O tratamento de destinação para vários resíduos contaminados por PCBs, pode ser a sua descontaminação através de processo que, comprovadamente, remova as PCBs resultando em material livre de contaminação. • Resíduos em estado líquido: • Reação com Na. • Reação com Polipropileno Glicol ou Polietileno glicol. • Águas e Lodos Contaminados: • Foi desenvolvida uma cepa de bactérias, que é capaz de degradar biologicamente as moléculas de PCB. IMPACTOS AMBIENTAIS
    53. 53. • Resíduos em estado sólido: • Sólidos impermeáveis: podem ser tratados por processo de lavagem com solvente adequado. • Sólidos permeáveis: Aterramento, Incineração, Pirólise a plasma, Redução por Hidrogênio. IMPACTOS AMBIENTAIS
    54. 54. • Recursos disponíveis no Brasil • O Brasil dispõe dos seguintes recursos para o gerenciamento do problema relativo às PCBs: • LABORATÓRIOS DE ANÁLISE • INSTALAÇÕES PARA DESTINO FINAL • Atividades a realizar: Inventário, regulamentação, eliminação dos estoques existentes. IMPACTOS AMBIENTAIS
    55. 55. • Elaborar cronograma de eliminação de PCBs a partir da seguinte ordem de prioridades: • Escolas • Hospitais e centros médicos • Prédios comerciais • Centros de Compras (shopping centers) • Instalações públicas: Portos, Aeroportos, Ferrovias, Rodovias e Repartições públicas • Subestações urbanas de empresas distribuidoras de energia • Subestações de usinas hidrelétricas • Subestações de instalações industriais • Indústrias de montagem, mineração, siderúrgicas, químicas. • Subestações de empresas de energia localizadas fora de centros urbanos e usinas hidrelétricas IMPACTOS AMBIENTAIS
    56. 56. • Em 1968, na cidade de Yusho, capital da ilha de Kyusho, no Japão, ocorreu o superaquecimento de um dos trocadores de calor usados na refrigeração de óleo de farelo de arroz para fins alimentícios. • O líquido refrigerante deste trocador de calor era à base de PCBs e foi acidentalmente misturado ao óleo comestível que foi embalado e comercializado entre a população local. • A população de Yusho passou a apresentar um conjunto de sintomas patológicos, denominados então de "Mal de Yusho", que incluíam cloroacne, hiperqueratose, bronquite, edema e entorpecimento dos membros, entre outros. CASOS REAIS
    57. 57. • Em 1947 a empresa G.E. (General Eletric Company) inicia suas atividades na produção de capacitores elétricos com duas plantas situadas ao norte do rio Hudson. • A emissão de efluentes contaminados com PCBs pela G.E. teve um fluxo cerca de 14Kg/dia por mais de 30 anos até o encerramento de suas atividades naquele local. • Somente em 1969 foram detectados PCBs em peixes do rio Hudson e a partir de 1975 o fato foi encarado como um “sério problema ambiental”. • No início da década de 80, a G.E. foi obrigada a investir na recuperação do rio Hudson. Desde então a concentração de PCBs tem sido monitorada. CASOS REAIS
    58. 58. • 1966: Pesquisadores na Suécia descobriram a presença de PCB em tecidos de pássaros, quando procuravam outro hidrocarboneto clorado. • 1979: Em Yu-cheng, Taiwan, houve a contaminação do óleo de arroz, com fluidos industriais KC-400 e KC-500, o qual apresentou altas concentrações de PCBs. CASOS REAIS
    59. 59. • 1981: Em Binghamton, Nova Iorque, houve um incêndio em um transfornador contendo ascarel devido a um defeito elétrico no disjuntor. O produto da combustão do PCB entrou no sistema de ventilação, sendo espalhado por toda a área dos 17 prédios, causando a contaminação de muitos trabalhadores. A descontaminação do edifício, de 19 andares, demorou 3 anos. • 1984: Incêndio em um banco de capacitores durante o ensaio de um transformador de potência, em Quebec, Canada. Neste acidente houve o derramamento de 670 litros de ascarel e 2560 litros de óleo mineral isolante no meio ambiente. • 1985: Durante o transporte de um transformador de Quebec para Alberta no Canada, houve um vazamento de cerca de 400 litros de líquido isolante contendo 56 % de PCB, contaminando 100 km da auto-estrada TransCanada, bem como todos os veículos que utilizavam a mesma rota. CASOS REAIS
    60. 60. • Como as leis brasileiras não obrigam a substituição de equipamentos contendo Ascarel, estes se tornam fontes em potencial de contaminações. • 1987: Em Curitiba no Paraná, houve um vazamento de um transformador isolado a Ascarel. • No mesmo ano, ocorreu um vazamento de 10 mil litros de Ascarel na subestação de Furnas Centrais Elétricas S.A que atingiu o solo e contaminou funcionários. CASOS REAIS
    61. 61. • Em 1996 na cidade de Irajá no Estado do Rio de Janeiro, uma subestação do metrô foi invadida e depredada por moradores do local, o que ocasionou o vazamento de 400 litros de Ascarel provenientes de dois transformadores. • Neste evento foram intoxicados cerca de nove moradores, sendo que se suspeita da morte de uma criança que apresentara manchas avermelhadas por todo o corpo dois dias depois do vazamento do Ascarel. CASOS REAIS
    62. 62. • ALMEIDA, F. V.; CENTENO, A. J.; BISINOTI, M. C. e JARDIM, W. F. Substâncias Tóxicas Persistentes (STP) no Brasil. Quim. Nova, Vol. 30, No. 8, 1976-1985, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100- 40422007000800033&script=sci_arttext Acessado em: 06 jul. 2015. • CRUVINEL, Karla Alcione da Silva,. et. al. PCBs Contaminação do solo: Risco Ambiental e à Saúde humana. Revista Eletrônica de Engenharia Civil, Vol. 7, nº 2.2013. • FIXEL, Adriana Tinoco Vieira. ESTABELECIMENTO DE GESTÃO DE RESÍDUOS DEBIFENILAS POLICLORADAS - PCB E SISTEMAS DE DISPOSIÇÃO. Disponível em: http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_prorisc_upml/_arquivos/apresen tao_adriana_fixel_na_oficina_1911_82.pdf Acessado em: 06 jul. 2015. REFERÊNCIAS
    63. 63. • LEI 12.305/2010 (LEI ORDINÁRIA) 02/08/2010. Disponível em: http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/l ei%2012.305-2010?OpenDocument Acessado em: 12 jul. 2015. • LEI No 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998. Disponível em: http://www.mma.gov.br/port/gab/asin/lei.html Acessado em: 12 jul. 2015. • Ministério do Meio Ambiente. Estudo sobre as bifenilas policloradas. Proposta para atendimento á “Convenção de Estocolmo”, ANEXO A – PARTE II. Disponível em: http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_prorisc_upml/_arquivos/estudo_ sobre_as_bifenilas_policloradas_82.pdf Acessado em: 06 jul. 2015. REFERÊNCIAS
    64. 64. • PENTEADO, J. C. P. e VAZ, J. M. O LEGADO DAS BIFENILAS POLICLORADAS (PCBs). Quím. Nova vol.24 no.3. São Paulo, 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100- 40422001000300016 Acessado em: 09 jul. 2015. • Portaria Interministerial n? 19, de 29 de janeiro de 1981. Disponível em: http://faolex.fao.org/docs/pdf/bra15389.pdf Acessado em: 06 jul. 2015. • Resolução nº 313, de 2002. CONAMA. Disponível em: http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=70 Acessado em: 12 jul. 2015. REFERÊNCIAS

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