AvaliaçãO Formativa Alternativa

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AvaliaçãO Formativa Alternativa

  1. 1. Avaliação das Aprendizagens... Entre teorias e práticas moram sonhos e utopias... ... Vivem-se experiências e desafios...
  2. 2. COMPETÊNCIAS As competências são concebidas como saberes em uso, necessárias à qualidade da vida pessoal e social de todos os cidadãos, a promover gradualmente ao longo da educação básica. CONHECIMENTOS + CAPACIDADES + ATITUDES A AVALIAÇÃO 2 PERSPECTIVAS DIFERENTES ENSINO PARA A AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTOS Ensino Expositivo Avaliação: Medir / Classificar Sumativa ENSINO PARA A AQUISIÇÃO DE COMPETÊNCIAS Ensino Activo Avaliação: Regular Formativa
  3. 3. Avaliação das Aprendizagens... Porquê mudar?
  4. 4. Porquê mudar? <ul><li>Porque nos últimos 30 anos a população escolar aumentou de forma dramática e, acima de tudo, diversificou-se. </li></ul>Escola COM todos... Escola PARA todos... Escola PARA cada um de nós!
  5. 5. <ul><li>Massificação </li></ul>Porquê mudar? Diversificação Importantes conquistas sociais Obrigam a modificações profundas no sistema educativo
  6. 6. A Avaliação – Legislação em Portugal <ul><ul><ul><li>Decreto-Lei Nº 6/2001 </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Reorganização Curricular Ensino Básico </li></ul></ul>Orientações Relativas à Avaliação das Aprendizagens Desp. Normativo Nº 01/2005     Aprovação de Medidas de Desenvolvimento das Orientações Relativas à Avaliação Revoga o Desp. Normativo Nº 98-A/92 Revoga o Desp. Normativo Nº 30-2001
  7. 7. Faz Parte Integrante da Prática Educativa Tomada de decisões adequadas à melhoria da qualidade das aprendizagens Definição de Avaliação Função Reguladora do Processo Educativo Avaliação Recolha sistemática de informações e análise das mesmas
  8. 8. Finalidades da Avaliação    Promover o sucesso de todos os alunos Selecção de Metodologias e Recursos Necessidades Educativas dos alunos Certificar as diversas Competências adquiridas pelo aluno Avaliação Reajustamento dos Projectos Curriculares de Escola/Turma Apoiar o Processo Educativo
  9. 9.             AFERIDA Provas Nacionais de Aferição SUMATIVA DIAGNÓSTICA REGULADORA MODALIDADES DE AVALIAÇÃO FORMATIVA
  10. 10. A avaliação deve ser ... um meio para... e não um fim em si mesma.... avaliar competências ! que termina o processo ensino aprendizagem avaliando conhecimentos ! mas ...
  11. 11. Mas... Não foi ainda possível garantir que o fundamental do currículo fosse o desenvolvimento de processos mais complexos de pensamento dos alunos através: <ul><li>Resolução de problemas; </li></ul><ul><li>Interacção com situações problemáticas da vida real; </li></ul><ul><li>Recolha, análise, interpretação e apresentação de dados; </li></ul><ul><li>Realização de experiências; </li></ul><ul><li>... </li></ul>
  12. 12. O problema é... que a avaliação do trabalho dos alunos ainda não: <ul><li>os ajuda a melhorar as suas aprendizagens; </li></ul><ul><li>os ajuda a aprender com compreensão; </li></ul><ul><li>os ajuda a ser autónomos e responsáveis na avaliação do seu próprio trabalho; </li></ul><ul><li>os ajuda a ser mais capazes de assumir responsabilidades no desenvolvimento das suas aprendizagens; </li></ul><ul><li>... </li></ul>
  13. 13. 10 anos de investigação mostram ... que a utilização sistemática e regular de práticas de avaliação formativa melhoram de forma muito significativa as aprendizagens das crianças e jovens e, consequentemente, a qualidade geral do sistema educativo. Por que esperamos?
  14. 14. <ul><li>Há que criar Ambientes de Ensino - Aprendizagem </li></ul><ul><li>Em que os alunos tenham uma participação activa, ao nível da planificação, implementação e avaliação </li></ul><ul><li>Em que, frequentemente, se propõe um conjunto diversificado de tarefas </li></ul><ul><li>Em que se resolvem situações problemáticas </li></ul><ul><li>Em que se utilizam diferentes dinâmicas de trabalho </li></ul>Este cenário activo exige uma avaliação formativa diferente
  15. 15. Assim... A avaliação seria uma componente indissociável do processo constituído pelo... Ensino Avaliação Formativa Aprendizagem Elemento essencial de desenvolvimento do sistema educativo
  16. 16. Avaliação formativa porque... Os alunos precisam de mais oportunidades para analisar o seu trabalho, para tomarem consciência daquilo que sabem e como sabem, de como aprendem, para que possam definir formas de aprender mais e melhor. Auto-avaliação Auto-regulação Práticas Habituais Os professores precisam de mais oportunidades para conhecer as dificuldades dos alunos de forma a poder ajudá-los a superá-las
  17. 17. Avaliação formativa porque... A participação dos alunos na avaliação... Pode ser um processo de grande valor educativo e formativo Pois contribui para que desenvolvam um importante conjunto de aprendizagens de natureza: <ul><li>Cognitiva; </li></ul><ul><li>Metacognitiva; </li></ul><ul><li>Social; </li></ul><ul><li>Cultural, </li></ul><ul><li>Afectiva </li></ul>Competências que lhes permitem rever e reformular o seu trabalho.
  18. 18. Uma Avaliação Formativa que seja ... Mais contextualizada (porque ocorre à medida que os alunos vão resolvendo ou trabalhando as tarefas que lhes são propostas no contexto “real” da sala de aula;) Sem tantos constrangimentos de tempo e de administração que têm que ser utilizados nos testes standartizados;
  19. 19. Uma Avaliação Formativa que seja ... <ul><li>Mais participada (porque os professores partilham o poder da avaliação com: </li></ul><ul><li>Seus alunos; </li></ul><ul><li>Outros professores; </li></ul><ul><li>Com pais e encarregados de educação; </li></ul>Avaliação como meio para envolver outros intervenientes no apoio aos alunos , ajudando-os a superar dificuldades, a delinear estratégias de estudo e de trabalho ou a apreciar os seus trabalhos.
  20. 20. Uma Avaliação Formativa que seja ... Mais reflexiva (porque há oportunidades para que os alunos se habituem a rever os seus trabalhos de forma crítica, consciente e sistemática;) <ul><li>Os alunos podem: </li></ul><ul><li>Analisar o que fizeram; </li></ul><ul><li>Identificar o que de mais característico existe no seu trabalho; </li></ul><ul><li>Identificar o que foi evoluindo com o tempo; </li></ul><ul><li>Identificar o que ainda precisa ser feito e/ou melhorado; </li></ul>
  21. 21. Avaliação Formativa Alternativa O Desafio...
  22. 22. Uma estratégia de avaliação formativa alternativa Portfólio
  23. 23. Diferentes naturezas... Colecção; Albúm; Conjunto de fotografias de família; de poemas; de pinturas; ... Utilização do conceito...
  24. 24. <ul><li>São colecções sistemáticas feitas pelos alunos e pelos professores; </li></ul><ul><li>Podem servir de base para examinar o esforço, a melhoria, os processos e o rendimento; </li></ul><ul><li>Reflexão sobre colecções sistemáticas de trabalhos de um aluno; </li></ul><ul><li>Professores e alunos trabalham em conjunto no sentido de compreender as suas necessidades e progressos; </li></ul>Na educação... (Tierney et al, 1991)
  25. 25. Na educação... Para uma definição do conceito <ul><li>“ Colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos produzidos por um aluno durante um certo período de tempo.” </li></ul><ul><li>Fernandes, D. (2005) </li></ul>
  26. 26. Não confundir Portfólio com ... <ul><li>um mero conjunto de trabalhos dos alunos organizado numa pasta de arquivo ou numa caixa. </li></ul><ul><li>A organização do portfólio exige uma planificação com propósitos bem claros e uma articulação sistemática entre o desenvolvimento do currículo, a aprendizagem e a avaliação. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>O PortFólio repousa em normas de organização específicas e testemunha a reflexão do aluno e a sua participação no modo de efectivar a sua aprendizagem. </li></ul>Mostra claramente aquilo que o aluno aprendeu e como se processou essa aprendizagem
  28. 28. <ul><li>A sua organização deve ser tal que permita uma visão tão alargada, tão detalhada e tão profunda quanto possível das aprendizagens conseguidas pelos alunos </li></ul>Não há propriamente um modelo ou um formulário para a construção de um portfólio
  29. 29. PortFólio do Aluno Principal objectivo “ Mostrar que o aluno se envolve, de modo activo, numa reflexão sobre as suas aprendizagens” (Carpenter, et al (1995)
  30. 30. REGRAS Professores Alunos Objectivos Condições Recursos Tipo de trabalhos a incluir no portfólio; Condições em que o podem fazer; Objectivos de tal inclusão; Processo de avaliação; Objecto de discussão e negociação
  31. 31. Currículo Nacional / Orientações Curriculares Projecto Curricular de Escola Projecto Curricular de Turma Produtos elaborados pelos alunos Amostra alargada do que sabem e são capazes de fazer, devem contemplar os domínios previstos no CN; PCE, PCT.
  32. 32. É desejável que os trabalhos a integrar no portfólio tenham as seguintes características.... <ul><li>Contemplem todos os domínios do currículo ou, pelo menos, os que são considerados essenciais e estruturantes </li></ul><ul><li>Sejam suficientemente diversificados quanto à forma (escritos, visuais, audiovisuais, multimédia). </li></ul><ul><li>Evidenciem processos e produtos de aprendizagem. </li></ul><ul><li>Exemplifiquem uma variedade de modos e processos de trabalho. </li></ul><ul><li>Revelem o envolvimento dos alunos no processo de revisão, análise e selecção de trabalhos. </li></ul>
  33. 33. O que incluir, afinal ??!! <ul><li>As circunstâncias e os contextos em que os actores educativos funcionam é que determinam o tipo de trabalhos a incluir. </li></ul><ul><li>Variam de: </li></ul><ul><li> Valência para valência; </li></ul><ul><li> De ano de escolaridade para ano de escolaridade </li></ul><ul><li> De disciplina para disciplina </li></ul>
  34. 34. Algumas Sugestões... <ul><li>Relatórios; </li></ul><ul><li>Composições; </li></ul><ul><li>Comentários (a textos; filmes; peças de teatro; eventos festivos; acontecimentos sociais; tecnológicos, científicos, notícias, exposições, ...); </li></ul><ul><li>Relatos e reacções escritas a visitas de estudo; </li></ul><ul><li>Trabalhos individuais e de grupo; </li></ul><ul><li>Produtos multimédia; </li></ul><ul><li>Desenhos e ilustrações; </li></ul><ul><li>Reflexões sobre a disciplina / a aula; </li></ul><ul><li>Os seus progressos; </li></ul><ul><li>As suas dificuldades; </li></ul><ul><li>Resoluções de problemas e/ou relatos de experiências </li></ul><ul><li>Fichas de trabalho </li></ul><ul><li>... </li></ul>
  35. 35. <ul><li>A ideia de ... </li></ul>Organizar de forma pensada e deliberada os trabalhos dos alunos num portfólio... ... É a de obter uma imagem, tão nítida quanto possível, das aprendizagens que desenvolveram ao longo de um dado período de tempo ... ...das suas experiências, dificuldades e progressos. Promovendo uma avaliação formativa mais contextualizada, mais participada e mais reflexiva.
  36. 36. Aderir a esta abordagem pode trazer vantagens tais como: <ul><li>Abranger mais processos e objectos de avaliação; </li></ul><ul><li>Fazer coincidir tarefas de avaliação e de aprendizagem, contribuindo para melhorar a consistência entre o currículo, o seu desenvolvimento e a avaliação; </li></ul><ul><li>Contextualizar a avaliação na medida em que ela surge associada à situação em que a aprendizagem teve lugar e não numa situação mais formal, desligada do ambiente em que se trabalham as tarefas; </li></ul>
  37. 37. Aderir a esta abordagem pode trazer vantagens tais como: <ul><li>Mostrar mais acerca do que os alunos sabem e são capazes de fazer; </li></ul><ul><li>Incentivar os alunos a participar mais activamente no processo de avaliação e a reflectir criticamente sobre o seu próprio trabalho; </li></ul><ul><li>Melhorar a auto-estima dos alunos porque têm mais oportunidades para mostrar o que conseguem fazer e para evoluir; </li></ul>
  38. 38. Aderir a esta abordagem pode trazer vantagens tais como: <ul><li>Identificar mais facilmente os progressos e as dificuldades dos alunos dada a natureza longitudinal do portfólio ; </li></ul><ul><li>Conhecer mais detalhada e profundamente as aprendizagens dos alunos, o que permite tomar melhor decisões; </li></ul>
  39. 39. Tipos de Portfólio : <ul><li>Portfólio de Apresentação; </li></ul><ul><li>Portfólio de Aprendizagem; </li></ul>
  40. 40. Portfólio de Aprendizagem Actividades em diferentes suportes e inerentes a uma ou mais disciplinas; Reflexões; Auto-avaliações do aluno; comentários dos colegas, professor e enc. Educação; Conteúdos Co-responsabilizar o aluno pela sua aprendizagem; Ilustrar o desenvolvimento do aluno durante 1 ou + anos da sua escolaridade; Finalidade É uma colecção de trabalhos terminados e de outros em desenvolvimento. Dele devem fazer parte as reflexões do aluno sobre as escolhas dos seus trabalhos. O que é?
  41. 41. Portfólio de Aprendizagem Auxiliar o aluno a tomar consciência das suas aprendizagens e a geri-las mais eficazmente; Ajudar o aluno a fixar os seus objectivos pessoais de aprendizagem e a reflectir sobre o seu percurso escolar; Ajudar o professor a conhecer melhor o aluno e as suas dificuldades / necessidades; Utilidade / Objectivos Aluno; Professor; Colegas; Encarregado de Educação; Escola Utilizadores
  42. 42. Portfólio de Aprendizagem Ajudar o professor a escolher e a ajustar as actividades pedagógicas e as estratégias de ensino; Ajudar o professor a construir juízos de valor sobre a prossecução de objectivos por parte do aluno; Ajudar o professor e/ou a direcção da escola a informar com + clareza os enc. Educação sobre o desenvolvimento do seu educando e as competências que vai, progressivamente adquirindo; Utilidade / Objectivos
  43. 43. Portfólio de Aprendizagem Ajudar os encarregados de educação a acompanhar e a compreender o desenvolvimento do seu educando; Ajudar os encarregados de educação na escolha dos meios a privilegiar para acompanhar o seu educando no seu percurso escolar; Fornecer à escola um registo do percurso de aprendizagem do aluno. Utilidade / Objectivos
  44. 44. Fases de construção de um Portfólio <ul><li>Discussão, com os alunos, da noção de portfólio na vida corrente; </li></ul><ul><li>Definição de portfólio de aprendizagem; </li></ul><ul><li>Estabelecimento, de forma negociada dos tipos de conteúdo / documentos a incluir no portfólio ; </li></ul><ul><li>Definição, por parte de cada aluno, dos objectivos e dos desafios de aprendizagem do seu portfólio ; </li></ul>
  45. 45. Fases de construção de um PortFólio <ul><li>Determinação do cronograma para a recolha de documentos; </li></ul><ul><li>Negociação do suporte do portfólio ; </li></ul><ul><li>Calendarização das reuniões de análise do portfólio entre o professor e o aluno; </li></ul><ul><li>Estabelecimento de critérios de avaliação do portfólio ; </li></ul><ul><li>Balanço (vantagens e desvantagens) da organização do portfólio no sucesso de aprendizagem do aluno. </li></ul>
  46. 46. Em jeito de conclusão... A utilização desta estratégia não é simples ... Implica: <ul><li>Planificação e organização rigorosas; </li></ul><ul><li>Revisão sistemática e regular dos trabalhos dos alunos; </li></ul><ul><li>Cuidado especial com o tipo de tarefas que propomos </li></ul>Não há qualquer garantia que a utilização de portfólios implique, por si só, uma avaliação alternativa, mais autêntica, mais participada e mais reflexiva.
  47. 47. Em jeito de conclusão... Na verdade... Os portfólios podem facilmente tornar-se meras pastas com colecções de trabalhos dos alunos. Mas ... Se bem utilizados, podem influenciar positivamente as formas como se ensina, se aprende e se avalia .... Podem dar origem a uma outra cultura, a uma outra ideia de sala de aula...
  48. 48. Em jeito de conclusão... Sala de aula ... Espaço em que as aprendizagens se vão construindo em conjunto e/ou individualmente ao ritmo de cada um, em que se reflecte e se pensa, em que se valorizam as experiências, intuições e saberes de cada aluno, em que se acredita que as dificuldades podem ser superadas e em que, essencialmente, se ensina e se aprende (e não tanto se avalia ). Com mais ou menos esforço, mas sempre com gosto!
  49. 49. O processo Ensino aprendizagem nunca termina ... acompanha-nos pela vida fora... A avaliação dá-lhe vida... Porque é apenas o meio do caminho! Acreditamos que ...

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