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Caminho percorrido...
Percurso a construir...

Auto-avaliação
In: “Pensar avaliação, melhorar a aprendizagem”/IIE
Lisboa: IIE, 1994


CAMINHO PERCORRIDO...

     Tempos houve em que, vista à distância, a vida dos professores era tranquila: os
alunos, disciplinados, acatavam obedientemente as ordens do professor, acreditavam
em tudo o que ele dizia e submetiam-se, com maior ou menor contestação surda, às
classificações afixadas nas pautas.
     Veio depois um tempo em que se entendeu ser vantajosa a participação dos alunos
no balanço do trabalho realizado durante um período ou até durante o ano inteiro. Os
alunos são chamados a propor uma classificação para o seu trabalho. Os professores
definem «as regras de jogo» e os alunos aplicam-nas com tanto rigor que, às vezes, a
nota proposta é inferior àquela que o próprio professor pretende atribuir.
     Casos há em que os professores atribuem aos alunos um papel importante na
identificação dos sucessos conseguidos e dos erros cometidos, bem como na sua cor-
recção: os alunos são chamados a verificar e(ou) classificar as suas aprendizagens, a
comparar os produtos obtidos com a solução apresentada pelo professor ou pelo ma-
nual, a identificar as diferenças encontradas e procurar chegar à mesma solução...
     Este processo de crescente participação do aluno na sua avaliação tem vindo a ser
acompanhado de outros meios e procedimentos.
     Com efeito, existem fichas de auto-avaliação que permitem ao aluno fazer um
balanço da sua participação na aula, no trabalho de grupo, etc., ao longo de uma
unidade de formação (período, ano lectivo...); os novos programas apresentam algumas
propostas de auto-avaliação que vão desde a explicitação de princípios até à
apresentação de alguns instrumentos; por sua vez, muitos professores, individualmente
ou em grupo, têm construído fichas que permitem ao aluno fazer um trabalho
independente. Estas fichas estão estruturadas de modo a que o aluno faça a sua
autocorrecção. Indicam as páginas do manual (ou outra documentação) que devem ser
consultadas para melhorar a aprendizagem, no caso de terem surgido erros.
         Trata-se de passos importantes na busca do sucesso. Mas, apesar de muitos
alunos participarem activamente nestes processos, com alguns efeitos positivos na sua
atitude perante o estudo e, consequentemente, na sua aprendizagem, a verdade é que
o insucesso escolar subsiste e é necessário ir mais longe.
PERCURSO A CONSTRUIR...

    ...por uma auto-avaliação «mais profunda
    e mais formativa»

     A participação dos alunos na classificação, na autocorrecção dos seus erros ou
mesmo na identificação das suas aprendizagens não basta. É necessária a sua
participação mais activa na construção e gestão do processo de ensino-aprendizagem,
na análise dos erros cometidos, no registo das aprendizagens conseguidas, na
determinação e planeamento das aprendizagens que ainda falta realizar. Por outras
palavras, é necessário promover uma forma mais profunda de auto-avaliação. A
apreciação crítica do aluno relativamente ao seu trabalho, ao seu processo de
aprendizagem, permite identificar e compreender as etapas que o constituem, analisar e
compreender os erros cometidos e os sucessos alcançados, comparar a acção
desenvolvida com o plano pensado, confrontar os produtos obtidos com os produtos
esperados e as operações realizadas com as concepções que delas tinha à partida,
planificar as tarefas de aprendizagem a desenvolver...
     Sob esta forma, a auto-avaliação consistirá então, na regulação do processo de
aprendizagem pelo sujeito dessa aprendizagem: antecipação das operações a
realizar para que determinada aprendizagem se verifique, identificação dos erros de
percurso cometidos e procura de soluções alternativas.
     Assim considerada, a auto-avaliação «vai mais longe» do que:
     . a «co-classificação», que assentando numa divisão de responsabilidades na
avaliação sumativa, não resulta, em geral, da construção partilhada do próprio processo
de formação;
     . a autocorrecção, que comparando o resultado obtido pelo aluno com um produto-
tipo, não leva em conta, na maior parte dos casos, nem os processos desenvolvidos,
nem os percursos feitos pelo aluno, nem a necessidade de este identificar a «lógica» do
erro cometido.
     Ao debruçar-se sobre o processo de aprendizagem, no sentido de o poder regular,
e não apenas sobre os seus produtos, a auto-avaliação assume-se como um modo de
avaliação formativa. Mais, se tivermos em conta que a remediação dos erros só pode
efectivamente ser realizada por quem os comete, uma vez que o conhecimento se
constrói não por acumulação mas por reconstrução e reestruturação dos saberes
adquiridos, a auto-avaliação constitui, como é evidente, um dos modos
privilegiados da avaliação formativa.
     Mas para isso há ainda um longo percurso a construir do qual constituem marcos
fundamentais o desenvolvimento de competências de auto-avaliação e a adequação
das práticas pedagógicas.


DESENVOLVER COMPETÊNCIAS
DE AUTO-AVALIAÇÃO

    É verdade que ao ouvir os comentários do professor sobre o seu trabalho, ao ver as
notas dos exercícios escritos ou ao ver as notas na pauta, cada aluno vai fazendo uma
auto-avaliação informal ou espontânea das suas aprendizagens.
    A psicopedagogia contemporânea defende que se pode e se deve ir mais longe.
Nunziati (1990) considera que a auto-avaliação só pode ter um carácter formativo se se
tornar num procedimento sistemático integrado no processo de ensino-aprendizagem.
Mas a auto-avaliação sistemática é parte do processo e ela própria um produto de
aprendizagem, um saber que se aprende fazendo, pelo recurso a instrumentos e a
procedimentos específicos:
     . apropriação dos critérios de avaliação dos professores;
     . autogestão progressiva dos erros;
     . domínio dos instrumentos de antecipação e planificação.
     A auto-avaliação, no seu sentido mais pleno, só é possível sob a condição de que
os alunos:
     . tenham consciência de quais os critérios utilizados pelos professores na aprecia-
ção dos seus trabalhos e na avaliação das suas aprendizagens, o que só é possível
pela realização de exercícios, supondo a utilização desses critérios, nos quais os
aprendentes tenham uma participação activa;
     . consigam identificar e perceber os sucessos conseguidos e os erros cometidos
(em que consistem, porque aconteceram, qual a sua lógica, como podem ser
ultrapassados...) e, em consequência, possam reproduzir e aplicar os primeiros e
corrigir progressivamente os segundos;
     . sejam capazes de antecipar quais os procedimentos, instrumentais ou cognitivos,
a desenvolver para que determinada aprendizagem se realize e possam traduzir essa
previsão num plano de acção.



ADEQUAR AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

     Só se consegue responder a estas exigências mudando o modo de ensinar, rom-
pendo com certas rotinas pedagógicas fechadas: o professor que expõe a matéria e o
aluno que ouve atentamente; o professor que elabora e aplica o teste e o aluno que
responde; o professor que o corrige e atribui a respectiva nota e o aluno que a aceita.
     A sistematização e o aprofundamento da auto-avaliação dos alunos supõem um
conjunto de práticas pedagógicas mais adequadas:
     . Explicitação dos objectivos de aprendizagem. Normalmente, no início do ano
lectivo ou de cada unidade didáctica, os professores informam os seus alunos sobre os
conteúdos programáticos. Mas isso não basta. É preciso que, por meio de uma
linguagem acessível, como muitos professores já fazem, eles sejam também
informados sobre as capacidades, competências, destrezas e atitudes a desenvolver. É
preciso também que, progressivamente, os alunos vão sendo chamados a participar na
definição e no ajustamento dos objectivos.
     . Clarificação dos critérios de avaliação. Numa perspectiva de avaliação criterial
os professores clarificam para si próprios, no momento da planificação, quais são os
critérios de avaliação, as referências a partir das quais irão apreciar os trabalhos e as
aprendizagens dos alunos. Mas para desenvolver a competência de auto-avaliação dos
alunos é necessário ir mais longe, dedicando algum tempo à explicitação pelos alunos
da representação que têm desses critérios e procurando, ao longo do processo de
ensino-aprendizagem, aproximá-los gradualmente daqueles que o professor definiu
para si mesmo.
     . Uma relação pedagógica assente na reciprocidade e na partilha. Não se trata
de propor a abstenção pedagógica dos professores, fazendo uma formação
exclusivamente centrada no aluno. Trata-se da construção, em comum, do processo de
ensino-aprendizagem, com base no diálogo e na “negociação” de todos os momentos
que o constituem: definição de objectivos de aprendizagem e critérios de avaliação;
planificação das actividades e tarefas de aprendizagem; avaliação dos processos
desenvolvidos e produtos obtidos.
    Será para muitos um percurso de mudança e inovação, um caminho a trilhar
quando a meta é o sucesso de todos os alunos.


SUGESTÕES DE ACTIVIDADES

         Em grupo:
    1)      . escolha um dos instrumentos de auto-avaliação que conhece e discuta-o
            tomando como referência os seguintes aspectos: situações concretas em
            que seria possível utilizá-lo; potencialidades e limitações;
    2)      . construa um dispositivo (conjunto de procedimentos e instrumentos)
            destinado a promover a auto-avaliação dos alunos, no seu sentido «mais
            profundo e mais formativo» e aplique-o numa turma.
            . registe os efeitos da sua aplicação e discuta-os com os colegas numa
            reunião de grupo disciplinar.


BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

Allal, L. (1986). Estratégias de avaliação formativa: concepções psicopedagógicas e
modalidades de aplicação. In L. Allal, J. Cardinet e P. Perrenoud (Eds.), A avaliação
formativa num ensino diferenciado (pp. 175-209). Coimbra: Livraria Almedina.
Amor, E. (1993). Didáctica do Português: fundamentos e metodologia. Lisboa: Texto
Editora.
Black, H. e Broadfoot, P. (1982). Keeping track of teaching: Assessing in the modern
classroom. London: Routledge e Kegan Paul.
Bonniol, J. J. (1989). Sur les regulations du fontionnement cognitif de l’élève:
contribuition a une théorie de l’évaluation formative. Atelier de recherche sur
l’évaluation des résultats scolaires. Liége: Conseil de l’Europe.
Jones, R. L. e Bray, E. (1992). Assessment. From principles to action. London:
Routledge.
Mas, M., Garcia-Debanc, C. Romian, H., Seguy, A., Tauveron, C. e Turco, G. (1991).
Comment les maîtres évaluent-ils les écrits de leurs élèves en classe?. Paris: INRP.
Nunziati, G. (1990). Pour construire un dispositif d’évaluation formatrice. Cahiers
Pédagogiques, 280, 47-64.



Coordenador do Projecto: Carlos Cardoso
Autores: João Barbosa, Vitor Alaiz

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Auto aval

  • 1. Caminho percorrido... Percurso a construir... Auto-avaliação In: “Pensar avaliação, melhorar a aprendizagem”/IIE Lisboa: IIE, 1994 CAMINHO PERCORRIDO... Tempos houve em que, vista à distância, a vida dos professores era tranquila: os alunos, disciplinados, acatavam obedientemente as ordens do professor, acreditavam em tudo o que ele dizia e submetiam-se, com maior ou menor contestação surda, às classificações afixadas nas pautas. Veio depois um tempo em que se entendeu ser vantajosa a participação dos alunos no balanço do trabalho realizado durante um período ou até durante o ano inteiro. Os alunos são chamados a propor uma classificação para o seu trabalho. Os professores definem «as regras de jogo» e os alunos aplicam-nas com tanto rigor que, às vezes, a nota proposta é inferior àquela que o próprio professor pretende atribuir. Casos há em que os professores atribuem aos alunos um papel importante na identificação dos sucessos conseguidos e dos erros cometidos, bem como na sua cor- recção: os alunos são chamados a verificar e(ou) classificar as suas aprendizagens, a comparar os produtos obtidos com a solução apresentada pelo professor ou pelo ma- nual, a identificar as diferenças encontradas e procurar chegar à mesma solução... Este processo de crescente participação do aluno na sua avaliação tem vindo a ser acompanhado de outros meios e procedimentos. Com efeito, existem fichas de auto-avaliação que permitem ao aluno fazer um balanço da sua participação na aula, no trabalho de grupo, etc., ao longo de uma unidade de formação (período, ano lectivo...); os novos programas apresentam algumas propostas de auto-avaliação que vão desde a explicitação de princípios até à apresentação de alguns instrumentos; por sua vez, muitos professores, individualmente ou em grupo, têm construído fichas que permitem ao aluno fazer um trabalho independente. Estas fichas estão estruturadas de modo a que o aluno faça a sua autocorrecção. Indicam as páginas do manual (ou outra documentação) que devem ser consultadas para melhorar a aprendizagem, no caso de terem surgido erros. Trata-se de passos importantes na busca do sucesso. Mas, apesar de muitos alunos participarem activamente nestes processos, com alguns efeitos positivos na sua atitude perante o estudo e, consequentemente, na sua aprendizagem, a verdade é que o insucesso escolar subsiste e é necessário ir mais longe.
  • 2. PERCURSO A CONSTRUIR... ...por uma auto-avaliação «mais profunda e mais formativa» A participação dos alunos na classificação, na autocorrecção dos seus erros ou mesmo na identificação das suas aprendizagens não basta. É necessária a sua participação mais activa na construção e gestão do processo de ensino-aprendizagem, na análise dos erros cometidos, no registo das aprendizagens conseguidas, na determinação e planeamento das aprendizagens que ainda falta realizar. Por outras palavras, é necessário promover uma forma mais profunda de auto-avaliação. A apreciação crítica do aluno relativamente ao seu trabalho, ao seu processo de aprendizagem, permite identificar e compreender as etapas que o constituem, analisar e compreender os erros cometidos e os sucessos alcançados, comparar a acção desenvolvida com o plano pensado, confrontar os produtos obtidos com os produtos esperados e as operações realizadas com as concepções que delas tinha à partida, planificar as tarefas de aprendizagem a desenvolver... Sob esta forma, a auto-avaliação consistirá então, na regulação do processo de aprendizagem pelo sujeito dessa aprendizagem: antecipação das operações a realizar para que determinada aprendizagem se verifique, identificação dos erros de percurso cometidos e procura de soluções alternativas. Assim considerada, a auto-avaliação «vai mais longe» do que: . a «co-classificação», que assentando numa divisão de responsabilidades na avaliação sumativa, não resulta, em geral, da construção partilhada do próprio processo de formação; . a autocorrecção, que comparando o resultado obtido pelo aluno com um produto- tipo, não leva em conta, na maior parte dos casos, nem os processos desenvolvidos, nem os percursos feitos pelo aluno, nem a necessidade de este identificar a «lógica» do erro cometido. Ao debruçar-se sobre o processo de aprendizagem, no sentido de o poder regular, e não apenas sobre os seus produtos, a auto-avaliação assume-se como um modo de avaliação formativa. Mais, se tivermos em conta que a remediação dos erros só pode efectivamente ser realizada por quem os comete, uma vez que o conhecimento se constrói não por acumulação mas por reconstrução e reestruturação dos saberes adquiridos, a auto-avaliação constitui, como é evidente, um dos modos privilegiados da avaliação formativa. Mas para isso há ainda um longo percurso a construir do qual constituem marcos fundamentais o desenvolvimento de competências de auto-avaliação e a adequação das práticas pedagógicas. DESENVOLVER COMPETÊNCIAS DE AUTO-AVALIAÇÃO É verdade que ao ouvir os comentários do professor sobre o seu trabalho, ao ver as notas dos exercícios escritos ou ao ver as notas na pauta, cada aluno vai fazendo uma auto-avaliação informal ou espontânea das suas aprendizagens. A psicopedagogia contemporânea defende que se pode e se deve ir mais longe. Nunziati (1990) considera que a auto-avaliação só pode ter um carácter formativo se se tornar num procedimento sistemático integrado no processo de ensino-aprendizagem.
  • 3. Mas a auto-avaliação sistemática é parte do processo e ela própria um produto de aprendizagem, um saber que se aprende fazendo, pelo recurso a instrumentos e a procedimentos específicos: . apropriação dos critérios de avaliação dos professores; . autogestão progressiva dos erros; . domínio dos instrumentos de antecipação e planificação. A auto-avaliação, no seu sentido mais pleno, só é possível sob a condição de que os alunos: . tenham consciência de quais os critérios utilizados pelos professores na aprecia- ção dos seus trabalhos e na avaliação das suas aprendizagens, o que só é possível pela realização de exercícios, supondo a utilização desses critérios, nos quais os aprendentes tenham uma participação activa; . consigam identificar e perceber os sucessos conseguidos e os erros cometidos (em que consistem, porque aconteceram, qual a sua lógica, como podem ser ultrapassados...) e, em consequência, possam reproduzir e aplicar os primeiros e corrigir progressivamente os segundos; . sejam capazes de antecipar quais os procedimentos, instrumentais ou cognitivos, a desenvolver para que determinada aprendizagem se realize e possam traduzir essa previsão num plano de acção. ADEQUAR AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS Só se consegue responder a estas exigências mudando o modo de ensinar, rom- pendo com certas rotinas pedagógicas fechadas: o professor que expõe a matéria e o aluno que ouve atentamente; o professor que elabora e aplica o teste e o aluno que responde; o professor que o corrige e atribui a respectiva nota e o aluno que a aceita. A sistematização e o aprofundamento da auto-avaliação dos alunos supõem um conjunto de práticas pedagógicas mais adequadas: . Explicitação dos objectivos de aprendizagem. Normalmente, no início do ano lectivo ou de cada unidade didáctica, os professores informam os seus alunos sobre os conteúdos programáticos. Mas isso não basta. É preciso que, por meio de uma linguagem acessível, como muitos professores já fazem, eles sejam também informados sobre as capacidades, competências, destrezas e atitudes a desenvolver. É preciso também que, progressivamente, os alunos vão sendo chamados a participar na definição e no ajustamento dos objectivos. . Clarificação dos critérios de avaliação. Numa perspectiva de avaliação criterial os professores clarificam para si próprios, no momento da planificação, quais são os critérios de avaliação, as referências a partir das quais irão apreciar os trabalhos e as aprendizagens dos alunos. Mas para desenvolver a competência de auto-avaliação dos alunos é necessário ir mais longe, dedicando algum tempo à explicitação pelos alunos da representação que têm desses critérios e procurando, ao longo do processo de ensino-aprendizagem, aproximá-los gradualmente daqueles que o professor definiu para si mesmo. . Uma relação pedagógica assente na reciprocidade e na partilha. Não se trata de propor a abstenção pedagógica dos professores, fazendo uma formação exclusivamente centrada no aluno. Trata-se da construção, em comum, do processo de ensino-aprendizagem, com base no diálogo e na “negociação” de todos os momentos que o constituem: definição de objectivos de aprendizagem e critérios de avaliação;
  • 4. planificação das actividades e tarefas de aprendizagem; avaliação dos processos desenvolvidos e produtos obtidos. Será para muitos um percurso de mudança e inovação, um caminho a trilhar quando a meta é o sucesso de todos os alunos. SUGESTÕES DE ACTIVIDADES Em grupo: 1) . escolha um dos instrumentos de auto-avaliação que conhece e discuta-o tomando como referência os seguintes aspectos: situações concretas em que seria possível utilizá-lo; potencialidades e limitações; 2) . construa um dispositivo (conjunto de procedimentos e instrumentos) destinado a promover a auto-avaliação dos alunos, no seu sentido «mais profundo e mais formativo» e aplique-o numa turma. . registe os efeitos da sua aplicação e discuta-os com os colegas numa reunião de grupo disciplinar. BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA Allal, L. (1986). Estratégias de avaliação formativa: concepções psicopedagógicas e modalidades de aplicação. In L. Allal, J. Cardinet e P. Perrenoud (Eds.), A avaliação formativa num ensino diferenciado (pp. 175-209). Coimbra: Livraria Almedina. Amor, E. (1993). Didáctica do Português: fundamentos e metodologia. Lisboa: Texto Editora. Black, H. e Broadfoot, P. (1982). Keeping track of teaching: Assessing in the modern classroom. London: Routledge e Kegan Paul. Bonniol, J. J. (1989). Sur les regulations du fontionnement cognitif de l’élève: contribuition a une théorie de l’évaluation formative. Atelier de recherche sur l’évaluation des résultats scolaires. Liége: Conseil de l’Europe. Jones, R. L. e Bray, E. (1992). Assessment. From principles to action. London: Routledge. Mas, M., Garcia-Debanc, C. Romian, H., Seguy, A., Tauveron, C. e Turco, G. (1991). Comment les maîtres évaluent-ils les écrits de leurs élèves en classe?. Paris: INRP. Nunziati, G. (1990). Pour construire un dispositif d’évaluation formatrice. Cahiers Pédagogiques, 280, 47-64. Coordenador do Projecto: Carlos Cardoso Autores: João Barbosa, Vitor Alaiz