USER EXPERIENSE
UX – EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO
FACULDADE DE APOIO À ESCOLA TÉCNICA DO ESTADO DO RJ – PARACAMBI
MARIA GABRIELA DA SILVA JEREMIAS
O QUE É USER EXPERIENCE?
O termo User Experience foi cunhado por Donald Norman, quando ele era Vice-Presidente
do Advanced Technology Group da Apple, pois ele acreditava que definições como Interface de Usuário e
Usabilidade limitavam o entendimento sobre o que o trabalho dele representava. Nas palavras de Don
Norman:
“Eu inventei o termo, porque eu pensei que interface humana e usabilidade eram muito restritos. Eu
queria cobrir todos os aspectos da experiência da pessoa com o sistema, incluindo gráficos de desenho
industrial, a interface, a interação física e o manual. Desde então, o termo se espalhou amplamente, tanto
que ele está começando a perder o seu significado.”
EXPERIÊNCIA DE USUÁRIO
Experiência é o que as pessoas sentem sobre o que importa para elas. São quais histórias elas contam
para as outras pessoas. São as boas memórias que elas mantêm. São os bons sentimentos que elas têm.
Não é a usabilidade. Não é a arquitetura da informação. Não é Design de Interação. Não é arquitetura de
software. Não é a user interface. Experiência é o todo e não as partes. Acima de tudo, experiência é o que
importa para as pessoas, não para nós que fazemos o código de um produto de Software, por exemplo,
também tem que funcionar bem. Também tem que ser limpo. Também não pode falhar. Mas para você,
usuário, isto é o mínimo. Você não adota um Software pelo código. Você também não adota um Software
pela Interface de Usuário. Mas sim porque você tem algum objetivo. Por isso, tudo tem que ser feito com a
experiência em mente.
EXPERIÊNCIA DE USUÁRIO
No final o usuário terá uma boa experiência se o Software for adequado ao seu modelo mental. Mas
observe, isto é bem importante: Não adianta o software pretender ser inovador. Você já ouviu o que as
“pessoas comuns” falam do Windows 8? Em sua maioria elas acham ruim! Do ponto de vista da Interface
de Usuário é inovador. Mas não é adequado ao seu modelo mental. Eu diria que é radical demais para o
momento cujo modelo ainda está atrelado ao próprio Windows tradicional. Se a solução não bate com a
expectativa o usuário acaba frustrado. Consequentemente, ele tem uma má experiência.
. A UX É UMA CONVERSA
Assim como o marketing, a UX é uma conversa. Como profissionais de UX, estamos criando um
diálogo com os usuários em que o objetivo é descobrir como podemos ajudá-los a fazer aquilo que eles
querem fazer. Portanto, devemos enxergar além do produto em si, e criar serviços que estejam
constantemente reagindo à evolução das necessidades do nosso público. Essa conversa diz respeito tanto a
como entregamos um produto quanto a forma como o vamos melhorando para o usuário.
UX NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE
SOFTWARE
Segundo o artigo “Why Software Fails” (Por que o
Software falha) de Robert N. Charette, entre os 12 principais
fatores, três estão diretamente ligados a área de UX:
• Requisitos mal definidos e validados.
• Péssima comunicação entre a empresa e os usuários.
• Políticas dos “stakeholders”
A área de UX está integrada em diversos momentos do
desenvolvimento e faz a conexão de todos, conforme a figura
ao lado:
UX NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE
SOFTWARE
• Planejamento: Todo desenvolvimento de um novo software/nova funcionalidade deve ser planejado
para que os profissionais sejam envolvidos desde o começo. Os profissionais de UX precisam entender o
que o software necessita para dizer onde irão atuar e quais técnicas irão aplicar.
• Análise: Os profissionais UX devem participar de todo o entendimento do problema junto aos usuários
e não somente com as explicações de analistas de negócios/funcionais/líderes de produtos etc. A forma
de pensar de um profissional UX tem uma perspectiva diferente. A área de UX tenta ao máximo trazer o
mundo real/modelo mental do usuário para o software, tornando-o cada vez mais intuitivo.
UX NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE
SOFTWARE
• Desenvolvimento: A área de UX deve acompanhar o desenvolvimento para garantir a integridade e
padronização do que foi proposto e redefinir a proposta caso a equipe de desenvolvimento encontre
problemas técnicos para desenvolvê-la. Um problema muito frequente é que os desenvolvedores,
quando não conseguem desenvolver algo proposto pela área de UX, tendem a substituir elementos da
proposta, prejudicando a usabilidade. Por isso, a área de UX também deve estar bem próxima à área de
desenvolvimento para garantir que o trabalho anterior – realizado mediante uma série de pesquisas e
validações – não seja prejudicado.
• Pós-liberação: A área de UX deve acompanhar os usuários pós-liberação para corrigir eventuais
problemas que possam surgir, a fim de continuar garantindo a qualidade do produto e coletar os índices
de satisfação dos usuários, o que afirmará o sucesso do software.
GRANDES EXPERIÊNCIAS SÃO SIMPLES
Quando as pessoas estão tendo uma boa experiência, elas raramente notam o esforço que estão
despendendo para faze-la acontecer, e é assim que deve ser. O trabalho como profissional de UX é criar
produtos tão bem sucedidos ao ponto de que ninguém se lembre deles.
A ideia de simplicidade vai muito além do banal “menos é mais” que ouvimos
constantemente. Simplicidade não é sobre “quantidade”, mas sim sobre “clareza”. Se as pessoas podem
compreender ou usar algo com pouca dificuldade, então você fez algo simples. Provavelmente você terá
um esforço gigantesco para fazê-lo assim, pois fazer um design simples não é simples. Apenas o seu
resultado parece ser.
BIBLIOGRAFIA
• http://www.dclick.com.br/2013/04/16/o-que-%C3%A9-ux-pela-en%C3%A9sima-vez/
• http://www.uxdesign.blog.br/user-experience/
• http://www.uxdesign.blog.br/user-experience/10-principios-de-ux/
• http://usabilideiros.com.br/index.php/usabilidade/artigos/item/58-ux-no-processo-de-desenvolvimento-
de-software

User experiense

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    USER EXPERIENSE UX –EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO FACULDADE DE APOIO À ESCOLA TÉCNICA DO ESTADO DO RJ – PARACAMBI MARIA GABRIELA DA SILVA JEREMIAS
  • 2.
    O QUE ÉUSER EXPERIENCE? O termo User Experience foi cunhado por Donald Norman, quando ele era Vice-Presidente do Advanced Technology Group da Apple, pois ele acreditava que definições como Interface de Usuário e Usabilidade limitavam o entendimento sobre o que o trabalho dele representava. Nas palavras de Don Norman: “Eu inventei o termo, porque eu pensei que interface humana e usabilidade eram muito restritos. Eu queria cobrir todos os aspectos da experiência da pessoa com o sistema, incluindo gráficos de desenho industrial, a interface, a interação física e o manual. Desde então, o termo se espalhou amplamente, tanto que ele está começando a perder o seu significado.”
  • 3.
    EXPERIÊNCIA DE USUÁRIO Experiênciaé o que as pessoas sentem sobre o que importa para elas. São quais histórias elas contam para as outras pessoas. São as boas memórias que elas mantêm. São os bons sentimentos que elas têm. Não é a usabilidade. Não é a arquitetura da informação. Não é Design de Interação. Não é arquitetura de software. Não é a user interface. Experiência é o todo e não as partes. Acima de tudo, experiência é o que importa para as pessoas, não para nós que fazemos o código de um produto de Software, por exemplo, também tem que funcionar bem. Também tem que ser limpo. Também não pode falhar. Mas para você, usuário, isto é o mínimo. Você não adota um Software pelo código. Você também não adota um Software pela Interface de Usuário. Mas sim porque você tem algum objetivo. Por isso, tudo tem que ser feito com a experiência em mente.
  • 4.
    EXPERIÊNCIA DE USUÁRIO Nofinal o usuário terá uma boa experiência se o Software for adequado ao seu modelo mental. Mas observe, isto é bem importante: Não adianta o software pretender ser inovador. Você já ouviu o que as “pessoas comuns” falam do Windows 8? Em sua maioria elas acham ruim! Do ponto de vista da Interface de Usuário é inovador. Mas não é adequado ao seu modelo mental. Eu diria que é radical demais para o momento cujo modelo ainda está atrelado ao próprio Windows tradicional. Se a solução não bate com a expectativa o usuário acaba frustrado. Consequentemente, ele tem uma má experiência.
  • 5.
    . A UXÉ UMA CONVERSA Assim como o marketing, a UX é uma conversa. Como profissionais de UX, estamos criando um diálogo com os usuários em que o objetivo é descobrir como podemos ajudá-los a fazer aquilo que eles querem fazer. Portanto, devemos enxergar além do produto em si, e criar serviços que estejam constantemente reagindo à evolução das necessidades do nosso público. Essa conversa diz respeito tanto a como entregamos um produto quanto a forma como o vamos melhorando para o usuário.
  • 6.
    UX NO PROCESSODE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE Segundo o artigo “Why Software Fails” (Por que o Software falha) de Robert N. Charette, entre os 12 principais fatores, três estão diretamente ligados a área de UX: • Requisitos mal definidos e validados. • Péssima comunicação entre a empresa e os usuários. • Políticas dos “stakeholders” A área de UX está integrada em diversos momentos do desenvolvimento e faz a conexão de todos, conforme a figura ao lado:
  • 7.
    UX NO PROCESSODE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE • Planejamento: Todo desenvolvimento de um novo software/nova funcionalidade deve ser planejado para que os profissionais sejam envolvidos desde o começo. Os profissionais de UX precisam entender o que o software necessita para dizer onde irão atuar e quais técnicas irão aplicar. • Análise: Os profissionais UX devem participar de todo o entendimento do problema junto aos usuários e não somente com as explicações de analistas de negócios/funcionais/líderes de produtos etc. A forma de pensar de um profissional UX tem uma perspectiva diferente. A área de UX tenta ao máximo trazer o mundo real/modelo mental do usuário para o software, tornando-o cada vez mais intuitivo.
  • 8.
    UX NO PROCESSODE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE • Desenvolvimento: A área de UX deve acompanhar o desenvolvimento para garantir a integridade e padronização do que foi proposto e redefinir a proposta caso a equipe de desenvolvimento encontre problemas técnicos para desenvolvê-la. Um problema muito frequente é que os desenvolvedores, quando não conseguem desenvolver algo proposto pela área de UX, tendem a substituir elementos da proposta, prejudicando a usabilidade. Por isso, a área de UX também deve estar bem próxima à área de desenvolvimento para garantir que o trabalho anterior – realizado mediante uma série de pesquisas e validações – não seja prejudicado. • Pós-liberação: A área de UX deve acompanhar os usuários pós-liberação para corrigir eventuais problemas que possam surgir, a fim de continuar garantindo a qualidade do produto e coletar os índices de satisfação dos usuários, o que afirmará o sucesso do software.
  • 9.
    GRANDES EXPERIÊNCIAS SÃOSIMPLES Quando as pessoas estão tendo uma boa experiência, elas raramente notam o esforço que estão despendendo para faze-la acontecer, e é assim que deve ser. O trabalho como profissional de UX é criar produtos tão bem sucedidos ao ponto de que ninguém se lembre deles. A ideia de simplicidade vai muito além do banal “menos é mais” que ouvimos constantemente. Simplicidade não é sobre “quantidade”, mas sim sobre “clareza”. Se as pessoas podem compreender ou usar algo com pouca dificuldade, então você fez algo simples. Provavelmente você terá um esforço gigantesco para fazê-lo assim, pois fazer um design simples não é simples. Apenas o seu resultado parece ser.
  • 10.
    BIBLIOGRAFIA • http://www.dclick.com.br/2013/04/16/o-que-%C3%A9-ux-pela-en%C3%A9sima-vez/ • http://www.uxdesign.blog.br/user-experience/ •http://www.uxdesign.blog.br/user-experience/10-principios-de-ux/ • http://usabilideiros.com.br/index.php/usabilidade/artigos/item/58-ux-no-processo-de-desenvolvimento- de-software