Urbanização
Disciplina: Ciência Ambiental
Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia
Ambiental
Universidade Federal do ABC – UFABC
Professores:
Vitor Vieira Vasconcelos
Elisabete Campos de Lima
Leandro Reverberi Trambosi
Outubro de 2017
Conteúdo
•Definição de área urbana
•Processo de Urbanização
•Cidades e Meio Ambiente
Desastres Naturais
Justiça Ambiental
Ecologia Urbana
Mudanças Climáticas
Cidade Estado Grega
Cidade Natureza
Apolo Dionísio
Razão Emoção
Organização Social Physis (forças naturais)
GLOTZ, Gustave. A cidade grega. Difel, 1980.
NIETZSCHE, Friedrich W. Die Geburt der Tragödie aus dem Geiste der Musik [The Birth of Tragedy from the Spirit of
Music]. Kritische Gesamtausgabe, v. 3, n. 1, p. 4-152, 1872.
Área Urbana
• Definição como entidade
oDemográfico
 Quantidade e densidade de pessoas
oEconômico
 Porcentagem de empregos não-agropecuários
oAdministrativo
 Definição da área urbana pelo governo municipal
oFuncional
 Centros de fluxos de governo, transporte, serviços, informações, energia
 Extensão além dos limites administrativos
• Conurbações
• Regiões Metropolitanas
• Megalópoles
MARCOTULLIO, Peter J.; SOLECKI, William. What is a city? An essential definition for sustainability.
In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 11-25.
Área Urbana
• Lei Federal nº 9.636, de 1998, Art. 16-C
§ 2o Para os fins desta Lei, considera-se área urbana consolidada aquela:
I - incluída no perímetro urbano ou em zona urbana pelo plano diretor ou
por lei municipal específica;
II - com sistema viário implantado e vias de circulação pavimentadas;
III - organizada em quadras e lotes predominantemente edificados;
IV - de uso predominantemente urbano, caracterizado pela existência de
edificações residenciais, comerciais, industriais, institucionais, mistas ou
voltadas à prestação de serviços;
V - com a presença de, no mínimo, três dos seguintes equipamentos de
infraestrutura urbana implantados:
a) drenagem de águas pluviais;
b) esgotamento sanitário;
c) abastecimento de água potável;
d) distribuição de energia elétrica; e
e) limpeza urbana, coleta e manejo de resíduos sólidos.
Área Urbana
• Definição por qualidade
oCritérios Culturais
oFenômeno recente da Rururbanização
Rural Urbano
Baixa educação formal Alta educação formal
Homogênea Heterogênea
Religiosa Secular
Familiar Individualizada
Relações sociais personalizada Relações sociais
despersonalizadas
Redfield, R. (1953). Primitive world and its transformations . Ithaca: Cornell University Press.
CARDOSO, Maria Mercedes; FRITSCHY, Blanca Argentina. Revisión de la definición de espácio rururbano y sus
criterios de delimitación. Contrib. Científ, v. 241, p. 27-39, 2012.
Área Urbana
• Definição em Estudos Ambientais
oÁrea construída (impermeável)
 Critérios mínimos de área, textura e conectividade
 Tendem a passar a impressão de dicotomia entre
cidade (artificial) X natureza
• Desconsidera os ecossistemas urbanos
oUrbanização como expressão do aumento dos impactos
ambientais
 A culpa é da densidade demográfica ou da cultura de
consumo?
 Integração entre sistemas urbanos e rurais
MARCOTULLIO, Peter J.; SOLECKI, William. What is a city? An essential definition for sustainability.
In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 11-25.
Região Metropolitana de São Paulo
Bases: IBGE, 2010
Região Metropolitana de São Paulo
Limites Municipais
Bases: IBGE, 2010
Região Metropolitana de São Paulo
Limites urbanos legais
Bases: IBGE, 2010
Região Metropolitana de São Paulo
Áreas urbanizadas ou não em cidades
Bases: IBGE, 2010
Urbanização no Mundo
2014
UNITED NATIONS. World Urbanization Prospects: The 2014 Revision. 2014.
http://image.guardian.co.uk/sys-files/Guardian/documents/2007/06/27/URBAN_WORLD_2806.pdf
http://www.tiberiogeo.com.br/AssuntoController/buscaAssunto/93?pg=simulado
Crescimento Urbano
1990-2014
NATIONS, United. World Urbanization Prospects: The 2014 Revision. United Nations, 2014.
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
1960
1963
1966
1969
1972
1975
1978
1981
1984
1987
1990
1993
1996
1999
2002
2005
2008
2011
2014
Proporção entre População Urbana e Rural no Brasil
"População Rural %" População Urbana %
Cidades e
Desastres Naturais
Ciclones, inundações, secas, terremotos, movimentos de terra e erupções vulcânicas
GU, D. et al. Risks of exposure and vulnerability to natural disasters at the city level: A global overview. UN.Population Division Technical Paper,
n. 2015/2, 2015.
Risco a Enchentes
GU, D. et al. Risks of exposure and vulnerability to natural disasters at the city level: A global overview. UN.Population Division Technical Paper,
n. 2015/2, 2015.
Risco a Secas
GU, D. et al. Risks of exposure and vulnerability to natural disasters at the city level: A global overview. Population Division Technical Paper, n. 2015/2, 2015.
GU, D. et al. Risks of exposure and vulnerability to natural disasters at the city level: A global overview. Population Division Technical Paper, n. 2015/2, 2015.
Urbanização e Meio Ambiente
• Principais correntes de estudo
o Justiça Ambiental
o Ecologia Urbana
o Mudanças globais
FRAGKIAS, Michail; BOONE, Christopher G. Towards a New Framework for Urbanization and
Sustainability. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 1-10.
Justiça Ambiental
• Articulação entre:
o Ativistas
o Academia
o Gestão pública
• Injustiça distributiva
o Populações mais pobres, ou etnicamente discriminadas são alocadas
em áreas com pior qualidade ambiental
 Poluição
 Riscos de desastres naturais
o Mensuração
 Amenidades e desamenidades ambientais
 Custos e Benefícios
 Distribuição dos Riscos
(Dano X Frequência X Vulnerabilidade X Resiliência X Adaptação)
• Injustiça participativa
o Populações mais pobres ou etnicamente discriminadas tem menos
voz nos meios de discussão e tomada de decisão
PICKETT, Steward TA; BOONE, Christopher G.; CADENASSO, Mary L. Ecology and Environmental Justice: Understanding Disturbance Using Ecological Theory.
In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 27-47.
BOONE, Christopher G.; FRAGKIAS, Michail. Connecting environmental justice, sustainability, and vulnerability. In: Urbanization and Sustainability. Springer
Netherlands, 2013. p. 49-59.
Justiça Ambiental em São Paulo
YOUNG, Andrea Ferraz. Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil.
In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116.
YOUNG, Andrea Ferraz. Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil.
In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116.
YOUNG, Andrea Ferraz. Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil.
In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116.
Risco de Desastres % da População por Regiões
Pobres Classe média Ricos
Áreas sem Risco 71,71 85,24 90,11
Áreas com Risco 28,29 14,76 9,89
Risco de Desastres Renda
Média (R$)
% Abastecimento
de Esgoto
% da população
em Favelas
Áreas sem Risco 1.421,05 90,58 5,68
Áreas com Risco 888,24 71,94 21,60
Risco de Desastres Crescimento Populacional entre 1991 e 2000 (%)
Pobres Classe média Ricos
Áreas sem Risco 3,26 -0,41 -1,1
Áreas com Risco 4,81 0,56 -1,2
Limitações comuns em estudos
urbanos de Justiça ambiental
• Foco nos problemas do aqui e agora
(para mobilização social)
• Pouco foco nas raízes sociais que geraram o problema
• Foco em resolução de curto prazo
• Pouco foco em processos regionais ou globais
• Foco nas pessoas
• Pouco foco em como poluição e desastres afetam os
processos ecológicos na área urbana
PICKETT, Steward TA; BOONE, Christopher G.; CADENASSO, Mary L. Ecology and Environmental Justice: Understanding Disturbance Using Ecological Theory.
In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 27-47.
BOONE, Christopher G.; FRAGKIAS, Michail. Connecting environmental justice, sustainability, and vulnerability. In: Urbanization and Sustainability. Springer
Netherlands, 2013. p. 49-59.
Ecologia nas Cidades
• Plantas, insetos, animais de rua, animais de estimação
• Fluxos biogeoquímicos nas áreas urbanas
• Comparação de áreas
oDiferentes áreas vegetadas na cidade
oUrbano X Natural
oGradiente (centro urbano -> afastamento da cidade)
 Borda difusa entre Urbano e Natural
CICERO, C. (1989) Avian community structure in a large urban park: Controls of local richness and diversity. Landscape and Urban
Planning 17, 221–240.
MCPHEARSON, Timon et al. Advancing urban ecology toward a science of cities. BioScience, v. 66, n. 3, p. 198-212, 2016.
Ecologia das Cidades
• Sistemas socio-ecológicos
oDiálogo com a sociologia
• Sistemas socio-tecno-ecológicos
oDiálogo com a arquitetura e a engenharia
• Estudos comparativos entre cidades
oGeneralização de teorias
oTipologias urbanas
MCPHEARSON, Timon et al. Advancing urban ecology toward a science of
cities. BioScience, v. 66, n. 3, p. 198-212, 2016.
Ecologia para as Cidades
• Ênfase na gestão ambiental urbana
o Tomada de decisões
o Métodos participativos (gestores e população)
• Teorias interdisciplinares
o Pegada ecológica
o Serviços ambientais
o Metabolismo urbano
o Infraestrutura verde
MCPHEARSON, Timon et al. Advancing urban ecology toward a science of
cities. BioScience, v. 66, n. 3, p. 198-212, 2016.
Estudo de Caso – Arborização Urbana
• Como poderia ser estudado na
o Ecologia nas Cidades?
 Fluxos de energia e nutrientes pelas árvores
 Relação Árvore – Solo – Clima
 Relação Árvore – Insetos – Aves
o Ecologia das Cidades?
 Interação das pessoas com as árvores
• Plantio e convivência
• Vandalismo
 Efeito do tráfego, poluição e ilhas de calor no crescimento das árvores
 Efeito da arborização no preço de imóveis
 Danos das raízes em tubulações, fiações e passeios
 Comparação entre diferentes cidades x espécies de árvores
o Ecologia para as Cidades?
 Serviços ambientais das árvores
 Política de arborização urbana
 Que espécies:
o São adaptam-se melhor à cada parte da cidade?
o Tem menor custo de manutenção?
o Geram melhor serviço ambiental?
 Tecnologias de poda e manutenção
 Paisagismo urbano
FISHER, Madeline. The urban forest and ecosystem services. Crops, Soils, Agronomy News, v. 61, n. 2, p. 4-8, 2016.
FISHER, Madeline. The urban forest and ecosystem services. Crops, Soils, Agronomy News, v. 61, n. 2, p. 4-8, 2016.
MCDONALD, R. et al. Planting healthy air: a global analysis of the role of urban trees in addressing particulate matter pollution and
extreme heat. The Nature Conservancy: 2016.
http://www.bbc.com/news/science-environment-37813709
Ilha de Calor em
São Paulo
Até 10º de diferença
entre centro e bordas
urbanas
Arborização Urbana
• Como poderia ser estudado pela justiça ambiental?
o Mais arborização em bairros ricos - injustiça?
o Causas sociais para essa distribuição desigual
o Políticas de saneamento incluem taxas de serviço
 Taxas para arborização ambiental?
 População não aceita bem a criação de taxas para o serviço ambiental de
arborização
o Sistema alternativo:
 Parcerias público-privadas
 Patrocinadores + ONGs + ProprietáriosMoradores Locais
 Como fazer esse sistema ser transparente e participativo?
o Bairros ricos abraçam melhor as iniciativas
o Bairros pobres são contrários ao plantio de árvore
 Custo de manutenção alto - outras prioridades
 Sombras abrigam ladrões - insegurança
PINCETL, Stephanie. Urban ecology and nature’s services infrastructure: Policy implications of the million trees initiative of the
city of Los Angeles. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 61-74.
Metabolismo Urbano
http://www.bioazul.com/metabolismo-urbano-y-gestion-de-recursos/
ZHANG, Yan. Urban metabolism: A review of research methodologies. Environmental pollution, v. 178, p. 463-473, 2013.
Metabolismo
urbano de
Curitiba
CONKE, L. S.;
FERREIRA, T. L. Urban
metabolism: Measuring
the city's contribution to
sustainable
development.
Environmental
Pollution, v. 202, p.
146-152, 2015.
Metabolismo Urbano de Feliz - RS
KUHN, E. A. Metabolismo de um município brasileiro de pequeno porte: o caso de Feliz, RS. Tese de Doutrado. UFRGS 2014.
Infraestrutura Verde
Infraestrutura Verde
Telhados Verdes
Edifício Matarazzo, Viaduto do Chá - SP
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/10/haddad-veta-obrigatoriedade-de-novos-predios-terem-telhado-verde.html
Infraestrutura Verde
Jardins Verticais
Minhocão - SP
http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,jardins-verticais-e-telhados-verdes-vao-servir-em-sp-como-compensacao-ambiental,1648993
Infraestrutura Verde
Agricultura Urbana
Shopping Eldorado - SP
http://www.condominiosverdes.com.br/shopping-em-sp-possui-telhado-verde-e-investe-em-compostagem/
Crítica pela Justiça Ambiental
• Infraestrutura verde e tecnologias sustentáveis (painéis
solares, reúso da água, etc.) vendida como marketing
ambiental dos edifícios
• Apenas os mais ricos conseguem pagar
• Aumentam ainda mais a desigualdade espacial dos
impactos ambientais
• Áreas pobres X Áreas ricas intra e inter cidades
• Tendência de consumo de recursos per-capita urbano
continua aumentando
Oliveira, L.D. A Cidade e o Modelo de Desenvolvimento Sustentável. Rio de Janeiro: UERJ/CEDERJ. 2016
Edifício “Bosque Vertical” em Milão
Referência: BBC Brasil, 2014. http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/11/141114_predio_milao_ga
Serviços dos
“Bosques Verticais”
• Diminuicão da Temperatura
• Filtragem da Poluição
• Diminuição do CO2 na atmosfera
• Aumento da umidade do ar
Reflexão crítica
• Desigualdade da distribuição dos
benefícios
• Consumo de recursos naturais
• Custo-benefício em relação aos
serviços ambientais
Water Sensitive
Urban Design
Jardins de Chuva
Nova Iorque
http://www.nyc.gov/html/dep/html/stormwater/rain-gardens.shtml
Water Sensitive
Urban Design
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/parques/regiao_sul/index.php?p=19415
Parque Linear Castelo - SP
Orla da Represa de Guarapiranga
Parque Linear
Várzeas do Tietê
http://www.daee.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=370:parq
75km de extensão e área de 107km2
Cidades e
Mudanças Globais
Impacto das Cidades no Aquecimento Global
• Consomem 75% da energia e emitem 80% dos gases do
efeito estufa (GEE)
• Principais atividades emissoras nas cidades
oPaíses desenvolvidos -> climatização de ambientes
oPaíses em desenvolvimento -> transporte
• Cidades mais densas emitem menos GEE per capita
oClimatização e transportes mais eficientes
CHURKINA, Galina. Modeling the carbon cycle of urban systems. Ecological modelling, v. 216, n. 2, p. 107-113, 2008.
HOORNWEG, Dan et al.. Cities and climate change: An urgent agenda. The world Bank, 2011.
Mitigação: padrões de construção
para isolamento térmico
Mitigação: transporte coletivo
Limites de resolução dos
modelos climáticos
Impacto do Aquecimento Global nas cidades
Projeções climáticas do modelo regional
Eta-CPTEC 40km para a RMSP
NOBRE, Carlos A. et al. Vulnerabilidades das megacidades brasileiras às mudanças climáticas: Região Metropolitana de São
Paulo. INPE, UNICAMP, USP, IPT, UNESP, 2010.
https://engtechmag.wordpress.com/2012/11/06/top-20-cities-vulnerable-to-climate-change-flooding-an-annotated-graphic/

Urbanização e Meio Ambiente

  • 1.
    Urbanização Disciplina: Ciência Ambiental Programade Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental Universidade Federal do ABC – UFABC Professores: Vitor Vieira Vasconcelos Elisabete Campos de Lima Leandro Reverberi Trambosi Outubro de 2017
  • 2.
    Conteúdo •Definição de áreaurbana •Processo de Urbanização •Cidades e Meio Ambiente Desastres Naturais Justiça Ambiental Ecologia Urbana Mudanças Climáticas
  • 4.
    Cidade Estado Grega CidadeNatureza Apolo Dionísio Razão Emoção Organização Social Physis (forças naturais) GLOTZ, Gustave. A cidade grega. Difel, 1980. NIETZSCHE, Friedrich W. Die Geburt der Tragödie aus dem Geiste der Musik [The Birth of Tragedy from the Spirit of Music]. Kritische Gesamtausgabe, v. 3, n. 1, p. 4-152, 1872.
  • 5.
    Área Urbana • Definiçãocomo entidade oDemográfico  Quantidade e densidade de pessoas oEconômico  Porcentagem de empregos não-agropecuários oAdministrativo  Definição da área urbana pelo governo municipal oFuncional  Centros de fluxos de governo, transporte, serviços, informações, energia  Extensão além dos limites administrativos • Conurbações • Regiões Metropolitanas • Megalópoles MARCOTULLIO, Peter J.; SOLECKI, William. What is a city? An essential definition for sustainability. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 11-25.
  • 6.
    Área Urbana • LeiFederal nº 9.636, de 1998, Art. 16-C § 2o Para os fins desta Lei, considera-se área urbana consolidada aquela: I - incluída no perímetro urbano ou em zona urbana pelo plano diretor ou por lei municipal específica; II - com sistema viário implantado e vias de circulação pavimentadas; III - organizada em quadras e lotes predominantemente edificados; IV - de uso predominantemente urbano, caracterizado pela existência de edificações residenciais, comerciais, industriais, institucionais, mistas ou voltadas à prestação de serviços; V - com a presença de, no mínimo, três dos seguintes equipamentos de infraestrutura urbana implantados: a) drenagem de águas pluviais; b) esgotamento sanitário; c) abastecimento de água potável; d) distribuição de energia elétrica; e e) limpeza urbana, coleta e manejo de resíduos sólidos.
  • 7.
    Área Urbana • Definiçãopor qualidade oCritérios Culturais oFenômeno recente da Rururbanização Rural Urbano Baixa educação formal Alta educação formal Homogênea Heterogênea Religiosa Secular Familiar Individualizada Relações sociais personalizada Relações sociais despersonalizadas Redfield, R. (1953). Primitive world and its transformations . Ithaca: Cornell University Press. CARDOSO, Maria Mercedes; FRITSCHY, Blanca Argentina. Revisión de la definición de espácio rururbano y sus criterios de delimitación. Contrib. Científ, v. 241, p. 27-39, 2012.
  • 8.
    Área Urbana • Definiçãoem Estudos Ambientais oÁrea construída (impermeável)  Critérios mínimos de área, textura e conectividade  Tendem a passar a impressão de dicotomia entre cidade (artificial) X natureza • Desconsidera os ecossistemas urbanos oUrbanização como expressão do aumento dos impactos ambientais  A culpa é da densidade demográfica ou da cultura de consumo?  Integração entre sistemas urbanos e rurais MARCOTULLIO, Peter J.; SOLECKI, William. What is a city? An essential definition for sustainability. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 11-25.
  • 9.
    Região Metropolitana deSão Paulo Bases: IBGE, 2010
  • 10.
    Região Metropolitana deSão Paulo Limites Municipais Bases: IBGE, 2010
  • 11.
    Região Metropolitana deSão Paulo Limites urbanos legais Bases: IBGE, 2010
  • 12.
    Região Metropolitana deSão Paulo Áreas urbanizadas ou não em cidades Bases: IBGE, 2010
  • 13.
    Urbanização no Mundo 2014 UNITEDNATIONS. World Urbanization Prospects: The 2014 Revision. 2014.
  • 14.
  • 15.
    Crescimento Urbano 1990-2014 NATIONS, United.World Urbanization Prospects: The 2014 Revision. United Nations, 2014.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
    Ciclones, inundações, secas,terremotos, movimentos de terra e erupções vulcânicas GU, D. et al. Risks of exposure and vulnerability to natural disasters at the city level: A global overview. UN.Population Division Technical Paper, n. 2015/2, 2015.
  • 19.
    Risco a Enchentes GU,D. et al. Risks of exposure and vulnerability to natural disasters at the city level: A global overview. UN.Population Division Technical Paper, n. 2015/2, 2015. Risco a Secas
  • 20.
    GU, D. etal. Risks of exposure and vulnerability to natural disasters at the city level: A global overview. Population Division Technical Paper, n. 2015/2, 2015.
  • 21.
    GU, D. etal. Risks of exposure and vulnerability to natural disasters at the city level: A global overview. Population Division Technical Paper, n. 2015/2, 2015.
  • 22.
    Urbanização e MeioAmbiente • Principais correntes de estudo o Justiça Ambiental o Ecologia Urbana o Mudanças globais FRAGKIAS, Michail; BOONE, Christopher G. Towards a New Framework for Urbanization and Sustainability. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 1-10.
  • 23.
    Justiça Ambiental • Articulaçãoentre: o Ativistas o Academia o Gestão pública • Injustiça distributiva o Populações mais pobres, ou etnicamente discriminadas são alocadas em áreas com pior qualidade ambiental  Poluição  Riscos de desastres naturais o Mensuração  Amenidades e desamenidades ambientais  Custos e Benefícios  Distribuição dos Riscos (Dano X Frequência X Vulnerabilidade X Resiliência X Adaptação) • Injustiça participativa o Populações mais pobres ou etnicamente discriminadas tem menos voz nos meios de discussão e tomada de decisão PICKETT, Steward TA; BOONE, Christopher G.; CADENASSO, Mary L. Ecology and Environmental Justice: Understanding Disturbance Using Ecological Theory. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 27-47. BOONE, Christopher G.; FRAGKIAS, Michail. Connecting environmental justice, sustainability, and vulnerability. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 49-59.
  • 24.
    Justiça Ambiental emSão Paulo YOUNG, Andrea Ferraz. Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116.
  • 25.
    YOUNG, Andrea Ferraz.Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116.
  • 26.
    YOUNG, Andrea Ferraz.Urbanization, environmental justice, and social-environmental vulnerability in Brazil. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 95-116. Risco de Desastres % da População por Regiões Pobres Classe média Ricos Áreas sem Risco 71,71 85,24 90,11 Áreas com Risco 28,29 14,76 9,89 Risco de Desastres Renda Média (R$) % Abastecimento de Esgoto % da população em Favelas Áreas sem Risco 1.421,05 90,58 5,68 Áreas com Risco 888,24 71,94 21,60 Risco de Desastres Crescimento Populacional entre 1991 e 2000 (%) Pobres Classe média Ricos Áreas sem Risco 3,26 -0,41 -1,1 Áreas com Risco 4,81 0,56 -1,2
  • 27.
    Limitações comuns emestudos urbanos de Justiça ambiental • Foco nos problemas do aqui e agora (para mobilização social) • Pouco foco nas raízes sociais que geraram o problema • Foco em resolução de curto prazo • Pouco foco em processos regionais ou globais • Foco nas pessoas • Pouco foco em como poluição e desastres afetam os processos ecológicos na área urbana PICKETT, Steward TA; BOONE, Christopher G.; CADENASSO, Mary L. Ecology and Environmental Justice: Understanding Disturbance Using Ecological Theory. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 27-47. BOONE, Christopher G.; FRAGKIAS, Michail. Connecting environmental justice, sustainability, and vulnerability. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 49-59.
  • 29.
    Ecologia nas Cidades •Plantas, insetos, animais de rua, animais de estimação • Fluxos biogeoquímicos nas áreas urbanas • Comparação de áreas oDiferentes áreas vegetadas na cidade oUrbano X Natural oGradiente (centro urbano -> afastamento da cidade)  Borda difusa entre Urbano e Natural CICERO, C. (1989) Avian community structure in a large urban park: Controls of local richness and diversity. Landscape and Urban Planning 17, 221–240. MCPHEARSON, Timon et al. Advancing urban ecology toward a science of cities. BioScience, v. 66, n. 3, p. 198-212, 2016.
  • 30.
    Ecologia das Cidades •Sistemas socio-ecológicos oDiálogo com a sociologia • Sistemas socio-tecno-ecológicos oDiálogo com a arquitetura e a engenharia • Estudos comparativos entre cidades oGeneralização de teorias oTipologias urbanas MCPHEARSON, Timon et al. Advancing urban ecology toward a science of cities. BioScience, v. 66, n. 3, p. 198-212, 2016.
  • 31.
    Ecologia para asCidades • Ênfase na gestão ambiental urbana o Tomada de decisões o Métodos participativos (gestores e população) • Teorias interdisciplinares o Pegada ecológica o Serviços ambientais o Metabolismo urbano o Infraestrutura verde MCPHEARSON, Timon et al. Advancing urban ecology toward a science of cities. BioScience, v. 66, n. 3, p. 198-212, 2016.
  • 32.
    Estudo de Caso– Arborização Urbana • Como poderia ser estudado na o Ecologia nas Cidades?  Fluxos de energia e nutrientes pelas árvores  Relação Árvore – Solo – Clima  Relação Árvore – Insetos – Aves o Ecologia das Cidades?  Interação das pessoas com as árvores • Plantio e convivência • Vandalismo  Efeito do tráfego, poluição e ilhas de calor no crescimento das árvores  Efeito da arborização no preço de imóveis  Danos das raízes em tubulações, fiações e passeios  Comparação entre diferentes cidades x espécies de árvores o Ecologia para as Cidades?  Serviços ambientais das árvores  Política de arborização urbana  Que espécies: o São adaptam-se melhor à cada parte da cidade? o Tem menor custo de manutenção? o Geram melhor serviço ambiental?  Tecnologias de poda e manutenção  Paisagismo urbano
  • 33.
    FISHER, Madeline. Theurban forest and ecosystem services. Crops, Soils, Agronomy News, v. 61, n. 2, p. 4-8, 2016.
  • 34.
    FISHER, Madeline. Theurban forest and ecosystem services. Crops, Soils, Agronomy News, v. 61, n. 2, p. 4-8, 2016.
  • 35.
    MCDONALD, R. etal. Planting healthy air: a global analysis of the role of urban trees in addressing particulate matter pollution and extreme heat. The Nature Conservancy: 2016. http://www.bbc.com/news/science-environment-37813709
  • 36.
    Ilha de Calorem São Paulo Até 10º de diferença entre centro e bordas urbanas
  • 37.
    Arborização Urbana • Comopoderia ser estudado pela justiça ambiental? o Mais arborização em bairros ricos - injustiça? o Causas sociais para essa distribuição desigual o Políticas de saneamento incluem taxas de serviço  Taxas para arborização ambiental?  População não aceita bem a criação de taxas para o serviço ambiental de arborização o Sistema alternativo:  Parcerias público-privadas  Patrocinadores + ONGs + ProprietáriosMoradores Locais  Como fazer esse sistema ser transparente e participativo? o Bairros ricos abraçam melhor as iniciativas o Bairros pobres são contrários ao plantio de árvore  Custo de manutenção alto - outras prioridades  Sombras abrigam ladrões - insegurança PINCETL, Stephanie. Urban ecology and nature’s services infrastructure: Policy implications of the million trees initiative of the city of Los Angeles. In: Urbanization and Sustainability. Springer Netherlands, 2013. p. 61-74.
  • 38.
    Metabolismo Urbano http://www.bioazul.com/metabolismo-urbano-y-gestion-de-recursos/ ZHANG, Yan.Urban metabolism: A review of research methodologies. Environmental pollution, v. 178, p. 463-473, 2013.
  • 39.
    Metabolismo urbano de Curitiba CONKE, L.S.; FERREIRA, T. L. Urban metabolism: Measuring the city's contribution to sustainable development. Environmental Pollution, v. 202, p. 146-152, 2015.
  • 40.
    Metabolismo Urbano deFeliz - RS KUHN, E. A. Metabolismo de um município brasileiro de pequeno porte: o caso de Feliz, RS. Tese de Doutrado. UFRGS 2014.
  • 41.
  • 42.
    Infraestrutura Verde Telhados Verdes EdifícioMatarazzo, Viaduto do Chá - SP http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/10/haddad-veta-obrigatoriedade-de-novos-predios-terem-telhado-verde.html
  • 43.
    Infraestrutura Verde Jardins Verticais Minhocão- SP http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,jardins-verticais-e-telhados-verdes-vao-servir-em-sp-como-compensacao-ambiental,1648993
  • 44.
    Infraestrutura Verde Agricultura Urbana ShoppingEldorado - SP http://www.condominiosverdes.com.br/shopping-em-sp-possui-telhado-verde-e-investe-em-compostagem/
  • 45.
    Crítica pela JustiçaAmbiental • Infraestrutura verde e tecnologias sustentáveis (painéis solares, reúso da água, etc.) vendida como marketing ambiental dos edifícios • Apenas os mais ricos conseguem pagar • Aumentam ainda mais a desigualdade espacial dos impactos ambientais • Áreas pobres X Áreas ricas intra e inter cidades • Tendência de consumo de recursos per-capita urbano continua aumentando Oliveira, L.D. A Cidade e o Modelo de Desenvolvimento Sustentável. Rio de Janeiro: UERJ/CEDERJ. 2016
  • 46.
    Edifício “Bosque Vertical”em Milão Referência: BBC Brasil, 2014. http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/11/141114_predio_milao_ga Serviços dos “Bosques Verticais” • Diminuicão da Temperatura • Filtragem da Poluição • Diminuição do CO2 na atmosfera • Aumento da umidade do ar Reflexão crítica • Desigualdade da distribuição dos benefícios • Consumo de recursos naturais • Custo-benefício em relação aos serviços ambientais
  • 47.
    Water Sensitive Urban Design Jardinsde Chuva Nova Iorque http://www.nyc.gov/html/dep/html/stormwater/rain-gardens.shtml
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    Parque Linear Várzeas doTietê http://www.daee.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=370:parq 75km de extensão e área de 107km2
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    Impacto das Cidadesno Aquecimento Global • Consomem 75% da energia e emitem 80% dos gases do efeito estufa (GEE) • Principais atividades emissoras nas cidades oPaíses desenvolvidos -> climatização de ambientes oPaíses em desenvolvimento -> transporte • Cidades mais densas emitem menos GEE per capita oClimatização e transportes mais eficientes CHURKINA, Galina. Modeling the carbon cycle of urban systems. Ecological modelling, v. 216, n. 2, p. 107-113, 2008. HOORNWEG, Dan et al.. Cities and climate change: An urgent agenda. The world Bank, 2011. Mitigação: padrões de construção para isolamento térmico Mitigação: transporte coletivo
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    Limites de resoluçãodos modelos climáticos Impacto do Aquecimento Global nas cidades
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    Projeções climáticas domodelo regional Eta-CPTEC 40km para a RMSP NOBRE, Carlos A. et al. Vulnerabilidades das megacidades brasileiras às mudanças climáticas: Região Metropolitana de São Paulo. INPE, UNICAMP, USP, IPT, UNESP, 2010.
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