SlideShare uma empresa Scribd logo
US e Doenças Renais
• US
– Modalidade de Diagnósticos por Imagem mais
utilizada para avaliar as doenças dos rins
• Rins / Lojas Renais
• Aparelho Urinário
• Abdome Total
US e Doenças Renais
• Lesão renal focal
– achado cada vez mais comum
US e Doenças Renais
• Lesão renal focal
– achado cada vez mais comum
• Massas renais
– Benignas
– Malignas
– Inflamatórias
Massas Renais
• Benignas
– Comuns
• cistos simples
• angiomiolipomas
– Incomuns
• oncocitoma
• adenoma
Chiong E, Singapore Med J 2007; 48 (6) : 495
Massas Renais
• Malignas
– Comuns
• carcinoma de células renais
• metástases
– Incomuns
• linfoma
• sarcomas
Chiong E, Singapore Med J 2007; 48 (6) : 495
Massas Renais
• Inflamatórias
– Comuns
• abscesso
• pielonefrite
– Incomuns
• cisto infectado
• tuberculose
• pielonefrite xantogranulomatosa
Chiong E, Singapore Med J 2007; 48 (6) : 495
Carcinoma de Células Renais
• Tríade clássica (rara em estágios iniciais)
– dor no flanco
– massa palpável
– hematúria
• Achado Incidental (US ou TC)
– cerca de 50% dos casos
– doença em estágio mais precoce
– a maioria US
• Pacientes Sintomáticos
– Estadio I: 23%
– Estadio IV: 54%
– Lesão grau 3 e 4: 42%
– Sobrevida 5 anos: 62%
• Achado Incidental
– Estadio I: 62%
– Estadio IV: 27%
– Lesão grau 3 e 4: 15%
– Sobrevida 5 anos: 85%
Tsui KH, J. Urol., 163: 426, 2000
Coorte retrospectiva com 633 pacientes
Los Angeles, Califórnia, EUA
Carcinoma de Células Renais
• Pacientes Sintomáticos
– Hematúria: 47%
– Dor no flanco: 33%
– Perda de peso e outros: 20%
– Cirurgia Conservadora: 9%
– Sobrevida 5 anos: 62%
• Achado Incidental
– Ultrassonografia: 78%
– Tomografia: 20%
– Intraoperatório: 2%
– Cirurgia Conservadora: 24%
– Sobrevida 5 anos: 98%
Dall Oglio MF, São Paulo Med J., 120(6):165-9, 2002
Coorte retrospectiva com 115 pacientes
H. Sírio Libanês, São Paulo, SP, Brasil
Carcinoma de Células Renais
Carcinoma de Células Renais
• Lesões primariamente sólidas
• 40% apresentem áreas císticas
– necrose ou hemorragia
• < 5% - predominantemente císticos
Charboneau JW AJR Am J Roentgenol 1983;140:87-94
Papel primário do US
• Detectar lesões focais
• Classificá-las em:
– definitivamente um cisto simples
– definitivamente um nódulo sólido
– indeterminada (cística, porém não um cisto simples)
Cisto Renal Simples
• Diagnóstico mais freqüente
• >70% das massas renais assintomáticas
• >50% população com mais de 50 anos
• Único ou múltiplo, unilateral ou bilateral
Cisto Renal Simples
• Geralmente assintomáticos
– sem significado clínico
• Sintomáticos
– Grande volume
– Complicação
– Pode requerer intervenção
Classificação de Bosniak
• Critérios descritos para Tomografia Computadorizada
– Uso de contraste iodado
• Não deve ser mencionado no laudo do exame de Ultra-
Sonografia
– Usaremos apenas como referência
• Estudo com Contraste de Microbolhas
– Alta concordância US e TC
Ascenti Gl, Radiology: Volume 243: Number 1—April 2007
Classificação de Bosniak
• Tipo I
– Cisto simples
– Lesão assumida como benigna
– Não há necessidade de prosseguir a investigação
• Tipo II
– Cistos minimamente complicados
– Baixa probabilidade de malignidade (~0%)
• Tipo IIF
– Cistos minimamente complicados que requerem acompanhamento (“Follow up”)
– Probabilidade de malignidade 5%
• Tipo III
– Cistos indeterminados
– Probabilidade de malignidade 45% a 60%
• Tipo IV
– Neoplasias císticas
– Probabilidade de malignidade 90 a 100%
Israel GM, Bosniak MA, AJR Am J Roentgenol. 2003 Sep;181(3):627-33Bosniak MA, Radiology. 1986 Jan;158(1):1-10
Cisto simples
• Conteúdo anecóide
• Contornos regulares
• Sem septos
• Sem calcificações
• Lesão benigna
• Não há necessidade de
prosseguir a investigação
Cisto minimamente complicado
• Septações finas < 1mm
• Pequenas calcificações
lineares parietais ou
septais
• Cisto com conteúdo
hipoecóico < 3 cm
• Baixa probabilidade de
malignidade (~0%)
Cisto minimamente complicado*
• Maior nº de septações finas
• septos ou paredes
minimamente espessados,
porém regulares
• calcificações espessas ou
nodulares
• cistos com conteúdo
hipoecóico ≥ 3 cm
• Necessita acompanhamento
ou prosseguimento da
investigação
Cisto indeterminado
• Espessamento parietal
• Septações espessas e
irregulares
• Com ou sem
calcificações
• Probabilidade maior de
malignidade
• Necessário
prosseguimento da
investigação
Neoplasia cística
• Espessamento parietal ou
septal grosseiro e nodular
• Tecido sólido junto às
paredes ou septos
• Alta probabilidade de
malignidade
Cistos
O que informar
• Avaliar cada cisto
• Localização
• Dimensões
• Contornos
– Regular ou irregular
• Paredes
– Delgadas ou espessas
• Conteúdo
– Anecóico, hipoecóico, ecos em suspensão
• Septos
– Presentes, delgados ou espessos
• Calcificações parietais / septais
• Nódulo parietal
– Verificar fluxo com o Doppler
Angiomiolipoma
• Benigno
• Gordura, músculo liso e vasos
sanguíneos
• Mais comum em mulheres
• Mais freqüente entre a terceira e a
quinta décadas
• Associação com esclerose tuberosa
• Pode ser múltiplo ou bilateral
• Passível de complicações
(hemorragia)
Angiomiolipoma
• Nódulo sólido
• Acentuadamente hiperecogênico
– Conteúdo gorduroso
• Aspecto algodonoso
• Tamanho variável
• Pode haver áreas hipoecóicas
– Necrose ou hemorragia
Angiomiolipoma
• Alguns CCR podem simular
angiomiolipoma
• AML maiores que 2,0 cm,
detectado na US devem ser
estudados pela TC (para
confirmar conteúdo gorduroso)
Adenoma
• Tumores glandulares bem
diferenciados
• Assintomáticos
• Achado freqüente em necrópsias
(7%-23%)
• Achado raro em exames de
imagem (<1%)
• Difícil distinção com lesão maligna
pelos métodos de diagnóstico por
imagem
• O encontro acidental deve ser
investigado
Oncocitoma
• 3% a 7% das massas
renais sólidas
• Essencialmente benigno
• Difícil distinção entre
adenoma e
adenocarcinoma
• Cicatriz central em “roda
de carroça”
Metástase Renal
• Semelhante aos CCR
• Podem ser múltiplas,
pequenas ou bilaterais
• Origem
– Gastrintestinais
– Melanoma
– Pulmão
– Mamas
– Cabeça e pescoço
Carcinoma de
Células Transicionais
• Terceira malignidade renal em
freqüência (hipernefroma,
metástases)
• Nódulo no seio renal
• Dilatação pielocalicial
• Material hipoecóico no sistema
coletor
• Espessamento / irregularidade
do sistema coletor
Linfoma Renal
• Formas de apresentação
diferentes
• Nódulo único
• Nódulos múltiplos
• Infiltração focal ou difusa
• Envolvimento renal proveniente
de lesões retroperitoniais
Tumor de Wilms
• 90% dos tumores renais na
infância
• 0,5% e 1% dos tumores
infantis no nosso meio
• Geralmente abaixo dos 5 anos
– Pico de incidência 3 anos
• Massa sólida renal
• Lagos hipoecóicos
• Áreas de necrose
Nódulos de difícil detecção
Mayayo ES, Arch. Esp. Urol., 59, 4 (333-342), 2006
Invasão da veia renal / VCI
Nódulos Sólidos
O que informar
• Localização
– parênquima, seio renal
• Dimensões
– Estadiamento ( TI <4 cm; TIb 4-7 cm; TII >7cm)
• Contornos
– Do rim / do nódulo
• Ecogenicidade
• Áreas hipo ou anecóicas internas
• Dilatação pielocalicial
• Conteúdo ecogênico no sistema coletor
• Invasão da veia renal / VCI
Ultrassonografia da lesão renal focal

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Doenças pancreáticas avaliadas pelo ultrassom
Doenças pancreáticas avaliadas pelo ultrassomDoenças pancreáticas avaliadas pelo ultrassom
Doenças pancreáticas avaliadas pelo ultrassom
Marcelo Madureira Montroni
 
Doppler hepático
Doppler hepáticoDoppler hepático
Doppler hepático
Iared
 
Anatomia clínico cirúrgica de pâncreas e vias biliares
Anatomia clínico cirúrgica de pâncreas e vias biliaresAnatomia clínico cirúrgica de pâncreas e vias biliares
Anatomia clínico cirúrgica de pâncreas e vias biliares
Everton Cazzo
 
Protocolo FAST POCUS
Protocolo  FAST POCUSProtocolo  FAST POCUS
Protocolo FAST POCUS
Carlos D A Bersot
 
Doenças Benignas da Próstata e Vesículas Seminais
Doenças Benignas da Próstata e Vesículas SeminaisDoenças Benignas da Próstata e Vesículas Seminais
Doenças Benignas da Próstata e Vesículas Seminais
Marcelo Madureira Montroni
 
Radiologia do abdome
Radiologia do abdomeRadiologia do abdome
Radiologia do abdome
Gleibson Brasil
 
Doppler hepático hemodinâmica
Doppler hepático hemodinâmicaDoppler hepático hemodinâmica
Doppler hepático hemodinâmica
Iared
 
SINAIS EM RADIOLOGIA TORÁCICA 2.0
SINAIS EM RADIOLOGIA TORÁCICA 2.0SINAIS EM RADIOLOGIA TORÁCICA 2.0
SINAIS EM RADIOLOGIA TORÁCICA 2.0
Brenda Lahlou
 
Bi rads - mamografia
Bi rads - mamografiaBi rads - mamografia
Bi rads - mamografia
dapab
 
Ultrassom - emergências em ginecologia e obstetrícia
Ultrassom  - emergências em ginecologia e obstetríciaUltrassom  - emergências em ginecologia e obstetrícia
Ultrassom - emergências em ginecologia e obstetrícia
Fernanda Hiebra Gonçalves
 
Bi rads 3, 4 e 5 – como conduzir
Bi rads 3, 4 e 5 – como conduzirBi rads 3, 4 e 5 – como conduzir
Radiografia normal do tórax
Radiografia normal do tóraxRadiografia normal do tórax
Radiografia normal do tórax
Flávia Salame
 
Aula 3: Nódulos e Massas Pulmonares
Aula 3: Nódulos e Massas PulmonaresAula 3: Nódulos e Massas Pulmonares
Aula 3: Nódulos e Massas Pulmonares
Flávia Salame
 
Ultrassonografia do sistema urinário
Ultrassonografia do sistema urinárioUltrassonografia do sistema urinário
Ultrassonografia do sistema urinário
Cibele Carvalho
 
Radiologia torácica: Hilos pulmonares e Doenças do Mediastino
Radiologia torácica: Hilos pulmonares e Doenças do MediastinoRadiologia torácica: Hilos pulmonares e Doenças do Mediastino
Radiologia torácica: Hilos pulmonares e Doenças do Mediastino
Flávia Salame
 
Anatomia Cirúrgica da Região Abdominal
Anatomia Cirúrgica da Região Abdominal Anatomia Cirúrgica da Região Abdominal
Anatomia Cirúrgica da Região Abdominal
Ozimo Gama
 
Ultrassom Joelho
Ultrassom JoelhoUltrassom Joelho
Ultrassom Joelho
MarceloMadureiraRama
 
Neoplasias Periampulares
Neoplasias PeriampularesNeoplasias Periampulares
Propedeutica abdominal l
Propedeutica abdominal lPropedeutica abdominal l
Propedeutica abdominal l
pauloalambert
 
Avaliação sistemática da radiografia do tórax
Avaliação sistemática da radiografia do tóraxAvaliação sistemática da radiografia do tórax
Avaliação sistemática da radiografia do tórax
Bruna Cesário
 

Mais procurados (20)

Doenças pancreáticas avaliadas pelo ultrassom
Doenças pancreáticas avaliadas pelo ultrassomDoenças pancreáticas avaliadas pelo ultrassom
Doenças pancreáticas avaliadas pelo ultrassom
 
Doppler hepático
Doppler hepáticoDoppler hepático
Doppler hepático
 
Anatomia clínico cirúrgica de pâncreas e vias biliares
Anatomia clínico cirúrgica de pâncreas e vias biliaresAnatomia clínico cirúrgica de pâncreas e vias biliares
Anatomia clínico cirúrgica de pâncreas e vias biliares
 
Protocolo FAST POCUS
Protocolo  FAST POCUSProtocolo  FAST POCUS
Protocolo FAST POCUS
 
Doenças Benignas da Próstata e Vesículas Seminais
Doenças Benignas da Próstata e Vesículas SeminaisDoenças Benignas da Próstata e Vesículas Seminais
Doenças Benignas da Próstata e Vesículas Seminais
 
Radiologia do abdome
Radiologia do abdomeRadiologia do abdome
Radiologia do abdome
 
Doppler hepático hemodinâmica
Doppler hepático hemodinâmicaDoppler hepático hemodinâmica
Doppler hepático hemodinâmica
 
SINAIS EM RADIOLOGIA TORÁCICA 2.0
SINAIS EM RADIOLOGIA TORÁCICA 2.0SINAIS EM RADIOLOGIA TORÁCICA 2.0
SINAIS EM RADIOLOGIA TORÁCICA 2.0
 
Bi rads - mamografia
Bi rads - mamografiaBi rads - mamografia
Bi rads - mamografia
 
Ultrassom - emergências em ginecologia e obstetrícia
Ultrassom  - emergências em ginecologia e obstetríciaUltrassom  - emergências em ginecologia e obstetrícia
Ultrassom - emergências em ginecologia e obstetrícia
 
Bi rads 3, 4 e 5 – como conduzir
Bi rads 3, 4 e 5 – como conduzirBi rads 3, 4 e 5 – como conduzir
Bi rads 3, 4 e 5 – como conduzir
 
Radiografia normal do tórax
Radiografia normal do tóraxRadiografia normal do tórax
Radiografia normal do tórax
 
Aula 3: Nódulos e Massas Pulmonares
Aula 3: Nódulos e Massas PulmonaresAula 3: Nódulos e Massas Pulmonares
Aula 3: Nódulos e Massas Pulmonares
 
Ultrassonografia do sistema urinário
Ultrassonografia do sistema urinárioUltrassonografia do sistema urinário
Ultrassonografia do sistema urinário
 
Radiologia torácica: Hilos pulmonares e Doenças do Mediastino
Radiologia torácica: Hilos pulmonares e Doenças do MediastinoRadiologia torácica: Hilos pulmonares e Doenças do Mediastino
Radiologia torácica: Hilos pulmonares e Doenças do Mediastino
 
Anatomia Cirúrgica da Região Abdominal
Anatomia Cirúrgica da Região Abdominal Anatomia Cirúrgica da Região Abdominal
Anatomia Cirúrgica da Região Abdominal
 
Ultrassom Joelho
Ultrassom JoelhoUltrassom Joelho
Ultrassom Joelho
 
Neoplasias Periampulares
Neoplasias PeriampularesNeoplasias Periampulares
Neoplasias Periampulares
 
Propedeutica abdominal l
Propedeutica abdominal lPropedeutica abdominal l
Propedeutica abdominal l
 
Avaliação sistemática da radiografia do tórax
Avaliação sistemática da radiografia do tóraxAvaliação sistemática da radiografia do tórax
Avaliação sistemática da radiografia do tórax
 

Destaque

Lesão hepática focal i
Lesão hepática focal iLesão hepática focal i
Lesão hepática focal i
Norberto Werle
 
Tumores Benignos Hepáticos
Tumores Benignos HepáticosTumores Benignos Hepáticos
Tumores Benignos Hepáticos
Fernanda Clara
 
Tumores anexiais
Tumores anexiaisTumores anexiais
Criança e Rim
Criança e RimCriança e Rim
Criança e Rim
Criança & Rim
 
Cisto de Pâncreas
Cisto de PâncreasCisto de Pâncreas
Cisto de Pâncreas
WorkshopInternacional
 
Rx Ombro
Rx OmbroRx Ombro
Rx Ombro
Marcos Dias
 
Refluxo
RefluxoRefluxo
Refluxo
Marcos Dias
 
Neoplasias foliculares tireóide
Neoplasias foliculares tireóideNeoplasias foliculares tireóide
Neoplasias foliculares tireóide
Iared
 
Sistema excretor
Sistema excretorSistema excretor
Sistema excretor
Conceição Raposo
 
Doença inflamatória e infecciosa do urotélio
Doença inflamatória e infecciosa do urotélioDoença inflamatória e infecciosa do urotélio
Doença inflamatória e infecciosa do urotélio
Marcos Dias
 
Revisão sistemática de estudos de acurácia
Revisão sistemática de estudos de acuráciaRevisão sistemática de estudos de acurácia
Revisão sistemática de estudos de acurácia
Iared
 
Doença cística renal
Doença cística renalDoença cística renal
Doença cística renal
Urovideo.org
 
Uroradiologia
UroradiologiaUroradiologia
Uroradiologia
Urovideo.org
 
Rx ombro
Rx ombroRx ombro
Rx ombro
Marcos Dias
 
Mapeamento de varizes
Mapeamento de varizesMapeamento de varizes
Mapeamento de varizes
Iared
 
Filtração glomerular trab biologia
Filtração glomerular trab biologiaFiltração glomerular trab biologia
Filtração glomerular trab biologia
grupocdh
 
Ultrassonografia na Síndrome do desfiladeiro
Ultrassonografia na Síndrome do desfiladeiroUltrassonografia na Síndrome do desfiladeiro
Ultrassonografia na Síndrome do desfiladeiro
Iared
 
Doppler hepático
Doppler hepáticoDoppler hepático
Doppler hepático
Fernanda Hiebra Gonçalves
 
Doença renal inflamatória
Doença renal inflamatóriaDoença renal inflamatória
Doença renal inflamatória
Marcos Dias
 

Destaque (19)

Lesão hepática focal i
Lesão hepática focal iLesão hepática focal i
Lesão hepática focal i
 
Tumores Benignos Hepáticos
Tumores Benignos HepáticosTumores Benignos Hepáticos
Tumores Benignos Hepáticos
 
Tumores anexiais
Tumores anexiaisTumores anexiais
Tumores anexiais
 
Criança e Rim
Criança e RimCriança e Rim
Criança e Rim
 
Cisto de Pâncreas
Cisto de PâncreasCisto de Pâncreas
Cisto de Pâncreas
 
Rx Ombro
Rx OmbroRx Ombro
Rx Ombro
 
Refluxo
RefluxoRefluxo
Refluxo
 
Neoplasias foliculares tireóide
Neoplasias foliculares tireóideNeoplasias foliculares tireóide
Neoplasias foliculares tireóide
 
Sistema excretor
Sistema excretorSistema excretor
Sistema excretor
 
Doença inflamatória e infecciosa do urotélio
Doença inflamatória e infecciosa do urotélioDoença inflamatória e infecciosa do urotélio
Doença inflamatória e infecciosa do urotélio
 
Revisão sistemática de estudos de acurácia
Revisão sistemática de estudos de acuráciaRevisão sistemática de estudos de acurácia
Revisão sistemática de estudos de acurácia
 
Doença cística renal
Doença cística renalDoença cística renal
Doença cística renal
 
Uroradiologia
UroradiologiaUroradiologia
Uroradiologia
 
Rx ombro
Rx ombroRx ombro
Rx ombro
 
Mapeamento de varizes
Mapeamento de varizesMapeamento de varizes
Mapeamento de varizes
 
Filtração glomerular trab biologia
Filtração glomerular trab biologiaFiltração glomerular trab biologia
Filtração glomerular trab biologia
 
Ultrassonografia na Síndrome do desfiladeiro
Ultrassonografia na Síndrome do desfiladeiroUltrassonografia na Síndrome do desfiladeiro
Ultrassonografia na Síndrome do desfiladeiro
 
Doppler hepático
Doppler hepáticoDoppler hepático
Doppler hepático
 
Doença renal inflamatória
Doença renal inflamatóriaDoença renal inflamatória
Doença renal inflamatória
 

Semelhante a Ultrassonografia da lesão renal focal

Tumores benignos do fígado
Tumores benignos do fígadoTumores benignos do fígado
Tumores benignos do fígado
gabrielrb87
 
Aula de Câncer de Tireoide
Aula de Câncer de Tireoide Aula de Câncer de Tireoide
Aula de Câncer de Tireoide
Mateus Cornélio
 
Tumores renais
Tumores renaisTumores renais
Aula sobre adenocarcinoma aspecto clínico e citológico
Aula sobre adenocarcinoma  aspecto clínico e citológicoAula sobre adenocarcinoma  aspecto clínico e citológico
Aula sobre adenocarcinoma aspecto clínico e citológico
Jaqueline Almeida
 
Neoplasias fígado
Neoplasias fígadoNeoplasias fígado
Neoplasias fígado
Juliana Benevides
 
6542111 neoplasias-de-tireoide
6542111 neoplasias-de-tireoide6542111 neoplasias-de-tireoide
6542111 neoplasias-de-tireoide
dbmtr
 
Tumores+da+ves%c3%a dcula+biliar
Tumores+da+ves%c3%a dcula+biliarTumores+da+ves%c3%a dcula+biliar
Tumores+da+ves%c3%a dcula+biliar
Mijkail Sanchez
 
Patologias da Bexiga
Patologias da BexigaPatologias da Bexiga
Patologias da Bexiga
alleyrand
 
Câncer de pulmão novembro 2011
Câncer de pulmão novembro 2011Câncer de pulmão novembro 2011
Câncer de pulmão novembro 2011
upload718
 
Cancer de ovario
Cancer de ovarioCancer de ovario
Cancer de ovario
Nilton Caetano da Rosa
 
Oncologia ginecologica
Oncologia ginecologicaOncologia ginecologica
Oncologia ginecologica
Thiago Henrique
 
Câncer colorretal.pptx
Câncer colorretal.pptxCâncer colorretal.pptx
Câncer colorretal.pptx
LusHenriqueSalvadorF
 
Massa cervical UFRJ - 2017
Massa cervical   UFRJ - 2017Massa cervical   UFRJ - 2017
Massa cervical UFRJ - 2017
Leonardo Rangel
 
Tne tgi
Tne tgiTne tgi
Câncer de pênis
Câncer de pênisCâncer de pênis
Pólipos colônicos epiteliais
Pólipos colônicos epiteliaisPólipos colônicos epiteliais
Pólipos colônicos epiteliais
Mário Netto
 
Cancer de próstata
Cancer de próstata Cancer de próstata
Cancer de próstata
Alexandre Rodrigues Alves
 
Baço e pancreas do jesus
Baço e pancreas do jesusBaço e pancreas do jesus
Baço e pancreas do jesus
Norberto Werle
 
Um caso de Hemorragia Digestiva Alta
Um caso de Hemorragia Digestiva AltaUm caso de Hemorragia Digestiva Alta
Um caso de Hemorragia Digestiva Alta
Bruno Castro
 
Tumores hepáticos
Tumores hepáticosTumores hepáticos
Tumores hepáticos
kalinine
 

Semelhante a Ultrassonografia da lesão renal focal (20)

Tumores benignos do fígado
Tumores benignos do fígadoTumores benignos do fígado
Tumores benignos do fígado
 
Aula de Câncer de Tireoide
Aula de Câncer de Tireoide Aula de Câncer de Tireoide
Aula de Câncer de Tireoide
 
Tumores renais
Tumores renaisTumores renais
Tumores renais
 
Aula sobre adenocarcinoma aspecto clínico e citológico
Aula sobre adenocarcinoma  aspecto clínico e citológicoAula sobre adenocarcinoma  aspecto clínico e citológico
Aula sobre adenocarcinoma aspecto clínico e citológico
 
Neoplasias fígado
Neoplasias fígadoNeoplasias fígado
Neoplasias fígado
 
6542111 neoplasias-de-tireoide
6542111 neoplasias-de-tireoide6542111 neoplasias-de-tireoide
6542111 neoplasias-de-tireoide
 
Tumores+da+ves%c3%a dcula+biliar
Tumores+da+ves%c3%a dcula+biliarTumores+da+ves%c3%a dcula+biliar
Tumores+da+ves%c3%a dcula+biliar
 
Patologias da Bexiga
Patologias da BexigaPatologias da Bexiga
Patologias da Bexiga
 
Câncer de pulmão novembro 2011
Câncer de pulmão novembro 2011Câncer de pulmão novembro 2011
Câncer de pulmão novembro 2011
 
Cancer de ovario
Cancer de ovarioCancer de ovario
Cancer de ovario
 
Oncologia ginecologica
Oncologia ginecologicaOncologia ginecologica
Oncologia ginecologica
 
Câncer colorretal.pptx
Câncer colorretal.pptxCâncer colorretal.pptx
Câncer colorretal.pptx
 
Massa cervical UFRJ - 2017
Massa cervical   UFRJ - 2017Massa cervical   UFRJ - 2017
Massa cervical UFRJ - 2017
 
Tne tgi
Tne tgiTne tgi
Tne tgi
 
Câncer de pênis
Câncer de pênisCâncer de pênis
Câncer de pênis
 
Pólipos colônicos epiteliais
Pólipos colônicos epiteliaisPólipos colônicos epiteliais
Pólipos colônicos epiteliais
 
Cancer de próstata
Cancer de próstata Cancer de próstata
Cancer de próstata
 
Baço e pancreas do jesus
Baço e pancreas do jesusBaço e pancreas do jesus
Baço e pancreas do jesus
 
Um caso de Hemorragia Digestiva Alta
Um caso de Hemorragia Digestiva AltaUm caso de Hemorragia Digestiva Alta
Um caso de Hemorragia Digestiva Alta
 
Tumores hepáticos
Tumores hepáticosTumores hepáticos
Tumores hepáticos
 

Ultrassonografia da lesão renal focal

  • 1.
  • 2. US e Doenças Renais • US – Modalidade de Diagnósticos por Imagem mais utilizada para avaliar as doenças dos rins • Rins / Lojas Renais • Aparelho Urinário • Abdome Total
  • 3. US e Doenças Renais • Lesão renal focal – achado cada vez mais comum
  • 4. US e Doenças Renais • Lesão renal focal – achado cada vez mais comum • Massas renais – Benignas – Malignas – Inflamatórias
  • 5. Massas Renais • Benignas – Comuns • cistos simples • angiomiolipomas – Incomuns • oncocitoma • adenoma Chiong E, Singapore Med J 2007; 48 (6) : 495
  • 6. Massas Renais • Malignas – Comuns • carcinoma de células renais • metástases – Incomuns • linfoma • sarcomas Chiong E, Singapore Med J 2007; 48 (6) : 495
  • 7. Massas Renais • Inflamatórias – Comuns • abscesso • pielonefrite – Incomuns • cisto infectado • tuberculose • pielonefrite xantogranulomatosa Chiong E, Singapore Med J 2007; 48 (6) : 495
  • 8. Carcinoma de Células Renais • Tríade clássica (rara em estágios iniciais) – dor no flanco – massa palpável – hematúria • Achado Incidental (US ou TC) – cerca de 50% dos casos – doença em estágio mais precoce – a maioria US
  • 9. • Pacientes Sintomáticos – Estadio I: 23% – Estadio IV: 54% – Lesão grau 3 e 4: 42% – Sobrevida 5 anos: 62% • Achado Incidental – Estadio I: 62% – Estadio IV: 27% – Lesão grau 3 e 4: 15% – Sobrevida 5 anos: 85% Tsui KH, J. Urol., 163: 426, 2000 Coorte retrospectiva com 633 pacientes Los Angeles, Califórnia, EUA Carcinoma de Células Renais
  • 10. • Pacientes Sintomáticos – Hematúria: 47% – Dor no flanco: 33% – Perda de peso e outros: 20% – Cirurgia Conservadora: 9% – Sobrevida 5 anos: 62% • Achado Incidental – Ultrassonografia: 78% – Tomografia: 20% – Intraoperatório: 2% – Cirurgia Conservadora: 24% – Sobrevida 5 anos: 98% Dall Oglio MF, São Paulo Med J., 120(6):165-9, 2002 Coorte retrospectiva com 115 pacientes H. Sírio Libanês, São Paulo, SP, Brasil Carcinoma de Células Renais
  • 11. Carcinoma de Células Renais • Lesões primariamente sólidas • 40% apresentem áreas císticas – necrose ou hemorragia • < 5% - predominantemente císticos Charboneau JW AJR Am J Roentgenol 1983;140:87-94
  • 12. Papel primário do US • Detectar lesões focais • Classificá-las em: – definitivamente um cisto simples – definitivamente um nódulo sólido – indeterminada (cística, porém não um cisto simples)
  • 13. Cisto Renal Simples • Diagnóstico mais freqüente • >70% das massas renais assintomáticas • >50% população com mais de 50 anos • Único ou múltiplo, unilateral ou bilateral
  • 14. Cisto Renal Simples • Geralmente assintomáticos – sem significado clínico • Sintomáticos – Grande volume – Complicação – Pode requerer intervenção
  • 15. Classificação de Bosniak • Critérios descritos para Tomografia Computadorizada – Uso de contraste iodado • Não deve ser mencionado no laudo do exame de Ultra- Sonografia – Usaremos apenas como referência • Estudo com Contraste de Microbolhas – Alta concordância US e TC Ascenti Gl, Radiology: Volume 243: Number 1—April 2007
  • 16. Classificação de Bosniak • Tipo I – Cisto simples – Lesão assumida como benigna – Não há necessidade de prosseguir a investigação • Tipo II – Cistos minimamente complicados – Baixa probabilidade de malignidade (~0%) • Tipo IIF – Cistos minimamente complicados que requerem acompanhamento (“Follow up”) – Probabilidade de malignidade 5% • Tipo III – Cistos indeterminados – Probabilidade de malignidade 45% a 60% • Tipo IV – Neoplasias císticas – Probabilidade de malignidade 90 a 100% Israel GM, Bosniak MA, AJR Am J Roentgenol. 2003 Sep;181(3):627-33Bosniak MA, Radiology. 1986 Jan;158(1):1-10
  • 17. Cisto simples • Conteúdo anecóide • Contornos regulares • Sem septos • Sem calcificações • Lesão benigna • Não há necessidade de prosseguir a investigação
  • 18. Cisto minimamente complicado • Septações finas < 1mm • Pequenas calcificações lineares parietais ou septais • Cisto com conteúdo hipoecóico < 3 cm • Baixa probabilidade de malignidade (~0%)
  • 19. Cisto minimamente complicado* • Maior nº de septações finas • septos ou paredes minimamente espessados, porém regulares • calcificações espessas ou nodulares • cistos com conteúdo hipoecóico ≥ 3 cm • Necessita acompanhamento ou prosseguimento da investigação
  • 20. Cisto indeterminado • Espessamento parietal • Septações espessas e irregulares • Com ou sem calcificações • Probabilidade maior de malignidade • Necessário prosseguimento da investigação
  • 21. Neoplasia cística • Espessamento parietal ou septal grosseiro e nodular • Tecido sólido junto às paredes ou septos • Alta probabilidade de malignidade
  • 22. Cistos O que informar • Avaliar cada cisto • Localização • Dimensões • Contornos – Regular ou irregular • Paredes – Delgadas ou espessas • Conteúdo – Anecóico, hipoecóico, ecos em suspensão • Septos – Presentes, delgados ou espessos • Calcificações parietais / septais • Nódulo parietal – Verificar fluxo com o Doppler
  • 23. Angiomiolipoma • Benigno • Gordura, músculo liso e vasos sanguíneos • Mais comum em mulheres • Mais freqüente entre a terceira e a quinta décadas • Associação com esclerose tuberosa • Pode ser múltiplo ou bilateral • Passível de complicações (hemorragia)
  • 24. Angiomiolipoma • Nódulo sólido • Acentuadamente hiperecogênico – Conteúdo gorduroso • Aspecto algodonoso • Tamanho variável • Pode haver áreas hipoecóicas – Necrose ou hemorragia
  • 25. Angiomiolipoma • Alguns CCR podem simular angiomiolipoma • AML maiores que 2,0 cm, detectado na US devem ser estudados pela TC (para confirmar conteúdo gorduroso)
  • 26. Adenoma • Tumores glandulares bem diferenciados • Assintomáticos • Achado freqüente em necrópsias (7%-23%) • Achado raro em exames de imagem (<1%) • Difícil distinção com lesão maligna pelos métodos de diagnóstico por imagem • O encontro acidental deve ser investigado
  • 27. Oncocitoma • 3% a 7% das massas renais sólidas • Essencialmente benigno • Difícil distinção entre adenoma e adenocarcinoma • Cicatriz central em “roda de carroça”
  • 28. Metástase Renal • Semelhante aos CCR • Podem ser múltiplas, pequenas ou bilaterais • Origem – Gastrintestinais – Melanoma – Pulmão – Mamas – Cabeça e pescoço
  • 29. Carcinoma de Células Transicionais • Terceira malignidade renal em freqüência (hipernefroma, metástases) • Nódulo no seio renal • Dilatação pielocalicial • Material hipoecóico no sistema coletor • Espessamento / irregularidade do sistema coletor
  • 30. Linfoma Renal • Formas de apresentação diferentes • Nódulo único • Nódulos múltiplos • Infiltração focal ou difusa • Envolvimento renal proveniente de lesões retroperitoniais
  • 31. Tumor de Wilms • 90% dos tumores renais na infância • 0,5% e 1% dos tumores infantis no nosso meio • Geralmente abaixo dos 5 anos – Pico de incidência 3 anos • Massa sólida renal • Lagos hipoecóicos • Áreas de necrose
  • 32. Nódulos de difícil detecção Mayayo ES, Arch. Esp. Urol., 59, 4 (333-342), 2006
  • 33. Invasão da veia renal / VCI
  • 34. Nódulos Sólidos O que informar • Localização – parênquima, seio renal • Dimensões – Estadiamento ( TI <4 cm; TIb 4-7 cm; TII >7cm) • Contornos – Do rim / do nódulo • Ecogenicidade • Áreas hipo ou anecóicas internas • Dilatação pielocalicial • Conteúdo ecogênico no sistema coletor • Invasão da veia renal / VCI