RPG Mazzola e Zaparoli



Cristiani Junqueira e Fabio Mazzola                    
Introdução

Há necessidade de reconhecermos que as ações
   estáticas e dinâmicas das unidades funcionais e
   anexos do sistema músculo esquelético, dependem
   dos conhecimentos dos folhetos, do superficial e do
   profundo, da morfologia dos tecidos e da
   biomecânica globalizada de todo o sistema.
Estrutura muscular
Propriedades Musculares
 Excitabilidade;
 Contratilidade;
 Elasticidade;
 Tonicidade.


            Produzir Movimento;
            Gerar Calor;
            Manter a Postura;
            Estabilizar as articulações.
Excitabilidade

                      Inibição Recíproca:


                         Reflexo Miotático;



                         Reflexo Miotático Inverso;



                         Reflexo Flexor e Extensor cruzado.



Mazzola & Zaparoli
Excitabilidade

 Inibição Recíproca:


    Reflexo Miotático;



    Reflexo Miotático Inverso;



    Reflexo Flexor e Extensor cruzado.
Elasticidade
Paradigmas
Pesquisa Científica
Tecido Conjuntivo

O tecido conjuntivo é o componente anatômico
que envolve e une todas as células, estruturas e
sistemas do Corpo Humano, sendo o principal
responsável pela forma que temos e por nossa
capacidade de adaptação ao campo gravitacional.
Tecido Conjuntivo

 Embriologia


    A Gênese  óvulo fecundado.
    3 sistemas funcionais: ectoderma,
     endoderma e mesoderma
    No corpo humano, a posição no
     espaço físico tridimensional
     (estrutura física) é determinada por
     elementos derivados do
     mesênquima, especificamente osso,
     músculo, ligamento, tendão e fáscia.
Constituintes do Tecido Conjuntivo

                Diferentes tipos de
                 células;
                Diferentes tipos de
                 Fibras;
                Substância
                 Fundamental Amorfa.
Constituintes do Tecido Conjuntivo
Constituintes do Tecido Conjuntivo

    Macrófagos;

    Plasmócitos;

    Adipócitos;

    Mastócitos;

    Fibroblastos.
Componentes Celulares

 FIBROBLASTOS:


    Colágeno;
    Elastina;
    Fibras Reticulares;
    G.A.G.s.
Colágeno

 Rápida renovação;
 Curta duração;
 Grande força de tração;
 Cede apenas 10% do seu tamanho
  (pouca extensibilidade);
 Instável;
 Modifica-se toda vida de acordo
  com o tensionamento do tecido.
Elastina

 Cede 150% do seu tamanho;

 Sem força de tração;

 Pouco renovada;

 Longa duração;

 Estável;

 Ramificam-se de acordo com o tensionamento do
   tecido.
Fibras Reticulares

 Colágeno de pequeno
   calibre;

 Finas, frouxas e irregulares;

 Ricas em microfilamentos;

 Formam redes em torno das
   células e órgãos delicados;
Substância Fundamental Amorfa

 Plasma;

 Proteínas (G.A.G.s);

 Água (60 a 70% do tec.
   conjuntivo).
Viscoelasticidade
Tecido Conjuntivo

Componente elástico:            Componente plástico:
                                (permanente) Após estiramento,parte
alteração temporária do         do comprimento ou extensibilidade
comprimento do tecido           ganha permanece após um tempo. Não
quando sujeito a estiramento.   há recolhimento posterior, por quebra
                                das fibras e pontes cruzadas de
Há recolhimento posterior.
                                colágeno.
Classificação Anatômica

• Fáscia superficial;

• Fáscia profunda;

• Fáscia subserosa ou
visceral;
Fáscia superficial
 Localização Anatômica:
   Subcutânea;

 Características:
   Rica em tecido conjuntivo
       frouxo e adiposo;
      Embebida em linfa
       intersticial;
      Espessura variável;
      Rica em vasos linfáticos e
       periféricos;
      Estica-se em qualquer
       direção.
Fáscia profunda
 Localização Anatômica:
   Abaixo da superficial
   Desdobra-se fundindo-se
       com tendões, ligamentos,
       ossos, etc.



 Características:
   Tecido conjuntivo denso e
     sem gordura
    Espessura variável
    Firme e rígida
Fáscia subserosa ou visceral
 Localização Anatômica:
   Localização profunda
   Envolve as membranas
       serosas que recobrem as
       vísceras, nervos e vasos


 Características:
   Tecido conjuntivo variável
   Forma a camada fibrosa das
       membranas serosas que
       cobrem as vísceras ( pleura,
       peritônio, pericárdio, etc.)
Modelo de Tensigridade
Modelo de Tensigridade
Reação a Tensão

              Quando o sistema musculoesquelético
    está sendo utilizado incorretamente, ocorre uma
    sequência de eventos que pode ser resumida da
    seguinte forma:
Reação a Tensão
       Aumento do Tônus


Detritos metabólicos   Falta de O2



        Edema e isquemia



        Dor / desconforto
Reação a Tensão

        Inflamação ou irritação crônica



Estímulos nervosos ao SNC – hiper-reatividade



Os macrófagos são ativados, a vascularidade e a
     atividade fibroblástica são aumentadas
Reação a Tensão
                  Aumenta ligação cruzada



                 Distorções em outros locais

(estruturas nervosas, musculares linfáticas e vasos sanguíneos)



               Mudanças nos tecidos elásticos

                 (hipertonicidade muscular)



                 Inibição do seu antagonista
Reação a Tensão
           Reação em cadeia


    Excesso de tensão  Isquemias


         Biomecânica anormal


Desequilíbrios e / ou Restrições Fasciais
        (restrições articulares)
Reação a Tensão

        Evolução de hiper-reatividade


       O desperdício de energia / fadiga


            Mudanças funcionais


Feedback neurológico / incapacidade de relaxar
Reação a Tensão

Alterações musculoesqueléticas crônicas e dor



Nesse estágio, a restauração da forma funcional
normal requer uma ação que envolva as mudanças
          diversificadas que ocorreram.
o
         Lesã ária                 Le sões árias
                                          d
           Prim correto
                       s             ecun turais
      Dor                   Do res S s Pos
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                   ções
              ensa
         Comp
Trilhos Anatômicos
Ação sobre a Fáscia

 A fáscia reage às cargas e tensões de uma forma
   elástica e ao mesmo tempo plástica; a sua reação
   depende do tipo, duração e quantidade da carga
   impostos.
Fáscia x Músculo

 “Em termos biomecânicos, pode parecer ilógico
   tentar considerar o músculo como uma estrutura
   separada da fáscia, já que ambos são tão
   estreitamente relacionados. Tire a ação do tecido
   conjuntivo e o músculo que resta pareceria uma
   estrutura gelatinosa, sem forma ou capacidade
   funcional”.
Pilates
MÉTODO PILATES

 Metodologia de condicionamento
   físico que visa o aprimoramento da FORÇA e
   FLEXIBILIDADE, buscando uma maior eficiência de
   movimento através de um bom alinhamento das
   articulações, trazendo EQUILÍBRIO POSTURAL,
   GANHO DE CONTROLE MOTOR E CONSCIÊNCIA
   CORPORAL.
 O QUE DIFERENCIA O MÉTODO PILATES DE OUTROS
   MÉTODOS SÃO OS PRINCÍPIOS ESSENCIAIS E
   BIOMECÂNICOS.
PRINCÍPIOS ESSENCIAIS:

 RESPIRAÇÃO;

 CONCENTRAÇÃO;

 CENTRALIZAÇÃO;

 CONTROLE;

 PRECISÃO;

 FLUIDEZ.
RESPIRAÇÃO


Pilates dizia: “Respirar é o primeiro e o último ato da
    vida”. Ele acreditava que a correta respiração era
    equivalente a um banho interno. Ele aconselha as
    pessoas a pressionarem os pulmões como se fosse
    uma toalha molhada: “Acima de tudo aprenda a
    respirar corretamente”.
CONCENTRAÇÃO

 Segundo Pilates “Você tem que se concentrar
   naquilo que está fazendo o tempo todo e deve se
   concentrar no seu corpo inteiro”.
 Pra Craig (2004), é a consciência cinestésica que
   permite a concentração da mente naquilo que o
   corpo está fazendo. A concentração traz o controle
   e a coordenação neuromuscular, que garante por
   sua vez, movimentos seguros.
CENTRALIZAÇÃO

Para adquirir o controle de seu corpo você deve ter um
   ponto de partida: o centro. O centro é o ponto
   principal do Método Pilates. Muitos instrutores de
   Pilates se referem a um grupo de músculos no
   centro do corpo como o POWERHOUSE (casa de
   força). Todo movimento no Pilates deve começar
   da casa de força e fluir externamente para os
   membros, através das cinturas pélvica e escapular.
CONTROLE

 Pilates (1945): “Idealmente nossos músculos
   deveriam obedecer a nossa vontade.
   Racionalmente nossa vontade não deveria ser
   dominada pela ação reflexa dos músculos. A
   Contrologia tem início com o controle da mente
   sobre os músculos”.
 Precisamos observar nossos alunos como um todo
   e não somente o grupo muscular trabalhado.
FLUIDEZ

Refere-se ao tipo de movimento que deve ser de forma
   controlada e contínua. Pilates e Miller (1998)
   acrescentam: “Os movimentos apropriados são
   naturais às pessoas como são aos animais,
   observando um gato ao acordar e espreguiçar,
   quão sabiamente ele realiza as etapas graduais,
   lenta e fluente, dentro desse próprio movimento”.
PRECISÃO

 No Pilates o que importa é a qualidade do
   movimento e não a quantidade de repetições.
   Pilates dizia: “Não muito e não muito pouco”. Por
   isso no Pilates realizamos de 6 a 12 repetições em
   uma única série priorizando a qualidade do
   movimento sem compensações.
 Dillman (2004) comenta que é preciso se
   concentrar no controle e na coordenação,
   enquanto se trabalha na integração dos músculos e
   da mente.
EVOLUÇÃO DO MÉTODO PILATES
   Retroversão do quadril;                 PELVE NEUTRA/COLUNA NEUTRA,
                                             mantendo as curvaturas fisiológicas
   Rotação externa do quadril, pés em       da coluna vertebral;
    “v”, calcanhares unidos;
                                            Articulações neutras, assegurando a
   Joelhos estendidos, porém                eficiência de movimento;
    destravados;
                                            Respiração ligada ao movimento
   Respiração ligada diretamente ao         concêntrico na expiração;
    movimento concêntrico na
    inspiração;                             Modificações que agregam
                                             conhecimentos adquiridos em
   COLUNA RETIFICADA, alongar o             pesquisas científicas sem perder a
    pescoço tirando a tensão dos             essência do Método;
    ombros;
                                            Adequado a estrutura e organização
   Sem modificações individualizadas.       corporal de cada praticante.
FUNDAMENTOS DA TÉCNICA

 ESTABILIZAÇÃO DO CENTRO/CORE/POWERHOUSE;

 CURVAS FISIOLÓGICAS DA COLUNA VERTEBRAL E
   PELVE NEUTRA;
 PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS;

 ALONGAMENTO AXIAL;

 ARTICULAÇÃO DE COLUNA.
ESTABILIDADE DO POWERHOUSE
ESTABILIDADE DO POWERHOUSE

       Músculos:
    Assoalho pélvico;

    Transverso do abdome;

    Multifidios;

    Diafragma.



    AUMENTO DA PIA          ESTABILIDADE
ASSOALHO PÉLVICO
TRANSVERSO DO ABDOME
MULTÍFIDIOS
DIAFRAGMA
ESTABILIDADE DO POWERHOUSE
                         Diafragma




Transverso do Abdome                      Coluna Vertebral
Oblíquo Interno                           Transversos Espinais




                       Assoalho Pélvico
ESTABILIDADE DO POWERHOUSE

    Músculos estabilizadores: diafragma, transverso do
      abdome, multífidios, assoalho pélvico.
    Músculos mobilizadores: oblíquo interno e externo,
      reto do abdome, quadrado lombar, iliopsoas e
      extensores lombares.
    Principal função: aumentar a pressão intra
      abdominal e estabilizar a região lombo-pélvica.
    Estabilizar para mobilizar.
ESTABILIDADE DO POWERHOUSE


        “A contração do músculo transverso causa uma
       tensão na fáscia toracolombar e um conseqüente
       aumento na pressão intra abdominal a qual auxilia
       na redução das cargas compressivas”. (Gracovetsky
       et al.1985)
PELVE NEUTRA


 “A pelve neutra ocorre quando a espinha ilíaca
   ântero-superior e o púbis estão no mesmo plano
   coronal. Nesta posição, o sacro realiza movimentos
   recíprocos com a quinta vértebra lombar; a região
   lombar apresenta a lordose natural, com ápice da
   concavidade em L3; e o sacro repousa em flexão.
   Portanto, o alinhamento da pelve, da região lombar
   e do sacro é importante para produzir resultados
   efetivos.” (KENDALL; MACCREARY E PROVANCE
   1995)
ARTICULAÇÃO DE COLUNA

          Interação da coluna
            vertebral com a cabeça
            quando a flexão ou
            extensão é iniciada pela
            coluna cervical e com o
            quadril quando a flexão
            ou extensão é iniciada
            pela coluna lombar.
ALONGAMENTO AXIAL

      Sensação de crescer
        preservando as
        curvaturas da coluna.
      Maior espaço entre o
        topo da cabeça e a base
        da coluna ativando os
        paravertebrais e
        distribuindo a carga por
        toda a coluna.
PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS


 RESPIRAÇÃO;

 CINTURA PÉLVICA E COLUNA LOMBAR;

 CAIXA TORÁCICA E COLUNA TORÁCICA;

 CINTURA ESCAPULAR;

 CABEÇA E COLUNA CERVICAL.
RESPIRAÇÃO

“ANTES DE MAIS NADA, RESPIRAR É PREENCHER ESPAÇOS. A
   NOSSA RESPIRAÇÃO ESTÁ LIGADA INELUTAVELMENTE A
   NOSSA MECÂNICA CORPORAL. MAIS RECENTEMENTE,
   MUITOS ESTUDIOSOS DO ASSUNTO NOS ENSINAM QUE
   ANTES DE NOS PREOCUPARMOS COM O ATO
   INSPIRATÓRIO E EXPIRATÓRIO DEVEMOS NOS ENVOLVER
   COM O MOVIMENTO ORGANIZADO, OU SEJA, SE
   NOSSOS GESTOS POSSUEM UM EQUILÍBRIO ENTRE OS
   GRUPOS MUSCULARES QUE O REALIZAM, A RESPIRAÇÃO
   ACONTECE COM ESSA MESMA QUALIDADE E
   EQUILÍBRIO.” (PHELIPPE CAMPIGNION, 1998)
RESPIRAÇÃO
RESPIRAÇÃO
 Tridimensional na parte inferior da caixa torácica;

 Inspira pelo nariz e expira pela boca com os lábios cerrados
    freno labial;
 Na expiração enfatizar a ativação dos músculos profundos;

 Na inspiração a caixa torácica se abre para fora e para cima
    sugerindo uma extensão;
 Na expiração a caixa torácica se fecha para dentro e para
    baixo sugerindo uma flexão;
 Respirar adequadamente garante a estabilização da região
    lombo pélvica.
CINTURA PÉLVICA E COLUNA LOMBAR
CINTURA PÉLVICA E COLUNA LOMBAR

       POSIÇÃO NEUTRA: triângulo das espinhas ilíacas ântero superiores com a
        sínfise púbica no mesmo plano transverso. CADEIA CINÉTICA FECHADA;

       IMPRINT: retração dos oblíquos, sem ativação do glúteo, causando um
        flexão de pequena amplitude na coluna lombar e conseqüentemente
        uma inclinação posterior da pelve. CADEIA CINÉTICA ABERTA


            Quando não se pode manter a posição neutra por:

       Falta de fortalecimento muscular;

       Retrações;

       Grande massa glútea;

       Usando extensores da coluna lombar.
PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS

O aprendizado dos princípios biomecânicos garante ao
   seu aluno a segurança e a eficiência dos exercícios.
   Ensinamos e praticamos os princípios
   separadamente para conscientizar os alunos
   buscando uma automatização destes alinhamentos.
   Mas é importante lembrar que os princípios
   biomecânicos atuam conjuntamente em todos os
   exercícios do método pilates.
TÉCNICAS DE INSTRUÇÃO

     APREDIZAGEM MOTORA:
   Reaprender a fazer o movimento;

   Diminuir a hiperatividade dos músculos indesejados;

   Aumentar a ativação dos músculos do “core”;

   Melhora da propriocepção e consciência corporal;

   Prática repetitiva da habilidade motora aprendida;

   Movimento mais controlado, preciso e fluente;

   Movimento automatizado e funcional.
TÉCNICAS DE INSTRUÇÃO
Para ensinar os exercícios você precisa:

    1- Conhecer o exercício, a posição inicial, onde ele começa, onde
     termina e qual é o seu objetivo,

    2- Saber descrever cada uma das posições: posição inicial,
     sequenciamento das ações,

    3- Saber demonstrar o exercício se necessário,

    4- Saber as progressões, regressões caso seja necessário modificar para
     seu aluno,

    5- Saber exatamente onde tocar seu aluno para estimulá-lo a executar o
     movimento cada vez mais correto,

    6- Incorporar o tempo todos os princípios essenciais e biomecânicos.
TÉCNICAS DE INSTRUÇÃO
         INSTRUÇÃO VERBAL                              INSTRUÇÃO VISUAL

   Descrição da posição inicial;                  Demonstração do exercício;

   Descrição do seqüenciamento do                 Mostrar o errado, depois o certo;
    movimento, enfatizando que estabiliza e o
    que mobiliza;                                  Correção.
   Imagens;
                                                        FEEDBACK TÁTIL
   Sensações;
                                                   Tocar para estimular a contração ou
   Perguntas;                                      relaxar uma contração desnecessária;
   Correção.                                      Conduzir o movimento;

                                                   Correção.
POSIÇÃO INICIAL

 Posição inicial = livre de tensão e dor o mais neutro
   possível
 Apoios de cabeça

 Apoios para sentar

 Arc barrel

 Apoio para EIAS em decúbito ventral

 Apoio para a testa em decúbito ventral
Metódo Mézières
F. Mézières

 Em 1947, F. Mézières constatou numa paciente que
   apresentava dor lombar:
    Que a sua musculatura paravertebral posterior não
     era fraca e insuficiente, mas pelo contrário estava
     retraída, demasiado curta e extremamente
     resistente.
    Que esta musculatura posterior se comportava
     como um único músculo, como uma cadeia
     muscular da cabeça aos pés.
Cadeias Musculares

 A abordagem das Cadeias Musculares é a
   identificação de um padrão existente no sistema
   musculoesquelético como unidade.
Cadeia Posterior




(Pawlina, Olson, 1997 baseado em
 Souchard, 1998; Marques, 2000;
       Santos, 2002; Paiva, 2003)
Reflexo Antálgico

 É um evento fisiológico onde em presença de dor ou
   desequilíbrio, o corpo, para se defender, deforma-se
   e compensa (Cadeia Posterior - Lordose);
 O corpo memoriza (mantém) a atitude que lhe
   permite não sentir a dor;
O Corpo Deforma-se e Compensa

  Em Lordose;

  Em Bloqueio diafragmático em inspiração;

  Em rotação interna dos membros.
Abordagem da Tridimensionalidade

    A Individualidade
       Todo ser é único e indivisível e manifestará sua
         patologia de maneira única e individual.

    A Causalidade
       Observar as alterações posturais partindo do efeito
         até a causa.

    A Globalidade
       Corrigir ao mesmo tempo a sintomatologia, as
         fixações e a causa de uma patologia.
Intervencão

 Diminuir o tônus da musculatura posterior e ou
   lordosante: tensionar excentricamente uma cadeia
   muscular para impedir ou anular a contração
   compensadora, o tensionamento é duradouro,
   além de sua eslasticidade, afim de de gerar
   deformação plástica do músculo e dos materiais
   semi-fluidos (fáscia).
Respiração
Reeducação Postural Global




(Pawlina, Olson, 1997 baseado em
 Souchard, 1998; Marques, 2000;
       Santos, 2002; Paiva, 2003)
Reeducação Postural Global
          ÂNGULO ABERTO           ÂNGULO FECHADO
1. D.D.                     1. D.D.




2. EM PÉ, COM APOIO         2. SENTADA




3. EM PÉ, SEM APOIO         3. EM PÉ, INCLINADO
Reeducação Postural Global

 Diferentes Cadeias;

 Diferentes Posturas;

 Trabalho em Simetria;

 Ativo-Assistido;

 Respiração Paradoxal;

 Pelve em Posição Neutra.
Sistema Cruzado do Tronco

 Cadeia Cruzada Anterior Direita;

 Cadeia Cruzada Posterior Direita;

 Cadeia Cruzada Anterior Esquerda;

 Cadeia Cruzada Posterior Esquerda.
Sistema Cruzado
RPG Contemporâneo
Técnicas Posturais Integradas - Introdução

       “Em termos funcionais, é ilógico tentar considerar o
       músculo como uma estrutura separada da fáscia, já
       que ambos são tão estreitamente relacionados. Tire a
       ação do tecido conjuntivo e o músculo que resta
       pareceria uma estrutura gelatinosa, sem forma ou
       capacidade funcional”.
Técnicas Posturais Integradas

Conceito focado nos movimentos fundamentais do
   corpo humano baseado no sistema miofascial,
   tendo como característica realizar a
   convergência das habilidades biomotoras
   fundamentais, partindo de posições passivas
   mantidas por tempos prolongados, evoluindo
   obrigatóriamente, para atos ativos de
   diferentes complexidades, com o uso do CORE,
   afim de gerar uma melhor postura e atos
   biomotores mais eficientes.
Técnicas Posturais Integradas

 Equilíbrio;

 Força;

 Flexibilidade;

 Resistência;

 Coordenação;

 Postura.
Intervenção
   Analisar o trilho anatômico comprometido;

   Iniciar uma posição passiva, onde através da inibição recíproca,
    coloquemos as estruturas com aumento de tônus em tensão excêntrica
    máxima, em simetria, com expiração até o volume residual por um
    tempo próximo de 12 minutos;

   Desenvolver controle em padrões de exercícios simples (Analíticos), com
    a atividade parcial ou total do trilho em desequilíbrio, mantendo a
    ativação do CORE;

   Desenvolver controle em padrões de exercícios complexos (Globais),
    com a atividade de todo o trilho em desequilíbrio, mantendo a ativação
    do CORE;

   Progressivamente aumentar a amplitude/tempo no trabalho passivo e a
    complexidade do trabalho ativo.
Análise dos Trilhos
Fábio Mazzola
Contatos

    Cristiani Junqueira            Fabio Mazzola
 crica@libertypilates.com.br    f.mazzola@uol.com.br

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                                   RPG Mazzola e Zaparoli

Terapias Integradas - RPG e Pilates

  • 1.
    RPG Mazzola eZaparoli Cristiani Junqueira e Fabio Mazzola 
  • 2.
    Introdução Há necessidade dereconhecermos que as ações estáticas e dinâmicas das unidades funcionais e anexos do sistema músculo esquelético, dependem dos conhecimentos dos folhetos, do superficial e do profundo, da morfologia dos tecidos e da biomecânica globalizada de todo o sistema.
  • 3.
  • 4.
    Propriedades Musculares  Excitabilidade; Contratilidade;  Elasticidade;  Tonicidade.  Produzir Movimento;  Gerar Calor;  Manter a Postura;  Estabilizar as articulações.
  • 5.
    Excitabilidade  Inibição Recíproca:  Reflexo Miotático;  Reflexo Miotático Inverso;  Reflexo Flexor e Extensor cruzado. Mazzola & Zaparoli
  • 7.
    Excitabilidade  Inibição Recíproca:  Reflexo Miotático;  Reflexo Miotático Inverso;  Reflexo Flexor e Extensor cruzado.
  • 8.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
    Tecido Conjuntivo O tecidoconjuntivo é o componente anatômico que envolve e une todas as células, estruturas e sistemas do Corpo Humano, sendo o principal responsável pela forma que temos e por nossa capacidade de adaptação ao campo gravitacional.
  • 12.
    Tecido Conjuntivo  Embriologia  A Gênese  óvulo fecundado.  3 sistemas funcionais: ectoderma, endoderma e mesoderma  No corpo humano, a posição no espaço físico tridimensional (estrutura física) é determinada por elementos derivados do mesênquima, especificamente osso, músculo, ligamento, tendão e fáscia.
  • 13.
    Constituintes do TecidoConjuntivo  Diferentes tipos de células;  Diferentes tipos de Fibras;  Substância Fundamental Amorfa.
  • 14.
  • 15.
    Constituintes do TecidoConjuntivo  Macrófagos;  Plasmócitos;  Adipócitos;  Mastócitos;  Fibroblastos.
  • 16.
    Componentes Celulares  FIBROBLASTOS:  Colágeno;  Elastina;  Fibras Reticulares;  G.A.G.s.
  • 17.
    Colágeno  Rápida renovação; Curta duração;  Grande força de tração;  Cede apenas 10% do seu tamanho (pouca extensibilidade);  Instável;  Modifica-se toda vida de acordo com o tensionamento do tecido.
  • 18.
    Elastina  Cede 150%do seu tamanho;  Sem força de tração;  Pouco renovada;  Longa duração;  Estável;  Ramificam-se de acordo com o tensionamento do tecido.
  • 19.
    Fibras Reticulares  Colágenode pequeno calibre;  Finas, frouxas e irregulares;  Ricas em microfilamentos;  Formam redes em torno das células e órgãos delicados;
  • 20.
    Substância Fundamental Amorfa Plasma;  Proteínas (G.A.G.s);  Água (60 a 70% do tec. conjuntivo).
  • 21.
  • 22.
    Tecido Conjuntivo Componente elástico: Componente plástico: (permanente) Após estiramento,parte alteração temporária do do comprimento ou extensibilidade comprimento do tecido ganha permanece após um tempo. Não quando sujeito a estiramento. há recolhimento posterior, por quebra das fibras e pontes cruzadas de Há recolhimento posterior. colágeno.
  • 23.
    Classificação Anatômica • Fásciasuperficial; • Fáscia profunda; • Fáscia subserosa ou visceral;
  • 25.
    Fáscia superficial  LocalizaçãoAnatômica:  Subcutânea;  Características:  Rica em tecido conjuntivo frouxo e adiposo;  Embebida em linfa intersticial;  Espessura variável;  Rica em vasos linfáticos e periféricos;  Estica-se em qualquer direção.
  • 28.
    Fáscia profunda  LocalizaçãoAnatômica:  Abaixo da superficial  Desdobra-se fundindo-se com tendões, ligamentos, ossos, etc.  Características:  Tecido conjuntivo denso e sem gordura  Espessura variável  Firme e rígida
  • 30.
    Fáscia subserosa ouvisceral  Localização Anatômica:  Localização profunda  Envolve as membranas serosas que recobrem as vísceras, nervos e vasos  Características:  Tecido conjuntivo variável  Forma a camada fibrosa das membranas serosas que cobrem as vísceras ( pleura, peritônio, pericárdio, etc.)
  • 34.
  • 35.
  • 36.
    Reação a Tensão  Quando o sistema musculoesquelético está sendo utilizado incorretamente, ocorre uma sequência de eventos que pode ser resumida da seguinte forma:
  • 37.
    Reação a Tensão Aumento do Tônus Detritos metabólicos Falta de O2 Edema e isquemia Dor / desconforto
  • 38.
    Reação a Tensão Inflamação ou irritação crônica Estímulos nervosos ao SNC – hiper-reatividade Os macrófagos são ativados, a vascularidade e a atividade fibroblástica são aumentadas
  • 39.
    Reação a Tensão Aumenta ligação cruzada Distorções em outros locais (estruturas nervosas, musculares linfáticas e vasos sanguíneos) Mudanças nos tecidos elásticos (hipertonicidade muscular) Inibição do seu antagonista
  • 40.
    Reação a Tensão Reação em cadeia Excesso de tensão  Isquemias Biomecânica anormal Desequilíbrios e / ou Restrições Fasciais (restrições articulares)
  • 41.
    Reação a Tensão Evolução de hiper-reatividade O desperdício de energia / fadiga Mudanças funcionais Feedback neurológico / incapacidade de relaxar
  • 42.
    Reação a Tensão Alteraçõesmusculoesqueléticas crônicas e dor Nesse estágio, a restauração da forma funcional normal requer uma ação que envolva as mudanças diversificadas que ocorreram.
  • 43.
    o Lesã ária Le sões árias d Prim correto s ecun turais Dor Do res S s Pos t os In raçõ e im e n Alte Mov ntá lgica ções is ão A Altera iona ç c Posi -fun Morfo ções ensa Comp
  • 44.
  • 45.
    Ação sobre aFáscia  A fáscia reage às cargas e tensões de uma forma elástica e ao mesmo tempo plástica; a sua reação depende do tipo, duração e quantidade da carga impostos.
  • 46.
    Fáscia x Músculo “Em termos biomecânicos, pode parecer ilógico tentar considerar o músculo como uma estrutura separada da fáscia, já que ambos são tão estreitamente relacionados. Tire a ação do tecido conjuntivo e o músculo que resta pareceria uma estrutura gelatinosa, sem forma ou capacidade funcional”.
  • 47.
  • 48.
    MÉTODO PILATES  Metodologiade condicionamento físico que visa o aprimoramento da FORÇA e FLEXIBILIDADE, buscando uma maior eficiência de movimento através de um bom alinhamento das articulações, trazendo EQUILÍBRIO POSTURAL, GANHO DE CONTROLE MOTOR E CONSCIÊNCIA CORPORAL.  O QUE DIFERENCIA O MÉTODO PILATES DE OUTROS MÉTODOS SÃO OS PRINCÍPIOS ESSENCIAIS E BIOMECÂNICOS.
  • 49.
    PRINCÍPIOS ESSENCIAIS:  RESPIRAÇÃO; CONCENTRAÇÃO;  CENTRALIZAÇÃO;  CONTROLE;  PRECISÃO;  FLUIDEZ.
  • 50.
    RESPIRAÇÃO Pilates dizia: “Respiraré o primeiro e o último ato da vida”. Ele acreditava que a correta respiração era equivalente a um banho interno. Ele aconselha as pessoas a pressionarem os pulmões como se fosse uma toalha molhada: “Acima de tudo aprenda a respirar corretamente”.
  • 51.
    CONCENTRAÇÃO  Segundo Pilates“Você tem que se concentrar naquilo que está fazendo o tempo todo e deve se concentrar no seu corpo inteiro”.  Pra Craig (2004), é a consciência cinestésica que permite a concentração da mente naquilo que o corpo está fazendo. A concentração traz o controle e a coordenação neuromuscular, que garante por sua vez, movimentos seguros.
  • 52.
    CENTRALIZAÇÃO Para adquirir ocontrole de seu corpo você deve ter um ponto de partida: o centro. O centro é o ponto principal do Método Pilates. Muitos instrutores de Pilates se referem a um grupo de músculos no centro do corpo como o POWERHOUSE (casa de força). Todo movimento no Pilates deve começar da casa de força e fluir externamente para os membros, através das cinturas pélvica e escapular.
  • 53.
    CONTROLE  Pilates (1945):“Idealmente nossos músculos deveriam obedecer a nossa vontade. Racionalmente nossa vontade não deveria ser dominada pela ação reflexa dos músculos. A Contrologia tem início com o controle da mente sobre os músculos”.  Precisamos observar nossos alunos como um todo e não somente o grupo muscular trabalhado.
  • 54.
    FLUIDEZ Refere-se ao tipode movimento que deve ser de forma controlada e contínua. Pilates e Miller (1998) acrescentam: “Os movimentos apropriados são naturais às pessoas como são aos animais, observando um gato ao acordar e espreguiçar, quão sabiamente ele realiza as etapas graduais, lenta e fluente, dentro desse próprio movimento”.
  • 55.
    PRECISÃO  No Pilateso que importa é a qualidade do movimento e não a quantidade de repetições. Pilates dizia: “Não muito e não muito pouco”. Por isso no Pilates realizamos de 6 a 12 repetições em uma única série priorizando a qualidade do movimento sem compensações.  Dillman (2004) comenta que é preciso se concentrar no controle e na coordenação, enquanto se trabalha na integração dos músculos e da mente.
  • 56.
    EVOLUÇÃO DO MÉTODOPILATES  Retroversão do quadril;  PELVE NEUTRA/COLUNA NEUTRA, mantendo as curvaturas fisiológicas  Rotação externa do quadril, pés em da coluna vertebral; “v”, calcanhares unidos;  Articulações neutras, assegurando a  Joelhos estendidos, porém eficiência de movimento; destravados;  Respiração ligada ao movimento  Respiração ligada diretamente ao concêntrico na expiração; movimento concêntrico na inspiração;  Modificações que agregam conhecimentos adquiridos em  COLUNA RETIFICADA, alongar o pesquisas científicas sem perder a pescoço tirando a tensão dos essência do Método; ombros;  Adequado a estrutura e organização  Sem modificações individualizadas. corporal de cada praticante.
  • 57.
    FUNDAMENTOS DA TÉCNICA ESTABILIZAÇÃO DO CENTRO/CORE/POWERHOUSE;  CURVAS FISIOLÓGICAS DA COLUNA VERTEBRAL E PELVE NEUTRA;  PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS;  ALONGAMENTO AXIAL;  ARTICULAÇÃO DE COLUNA.
  • 58.
  • 59.
    ESTABILIDADE DO POWERHOUSE  Músculos:  Assoalho pélvico;  Transverso do abdome;  Multifidios;  Diafragma.  AUMENTO DA PIA ESTABILIDADE
  • 60.
  • 61.
  • 62.
  • 63.
  • 64.
    ESTABILIDADE DO POWERHOUSE Diafragma Transverso do Abdome Coluna Vertebral Oblíquo Interno Transversos Espinais Assoalho Pélvico
  • 65.
    ESTABILIDADE DO POWERHOUSE  Músculos estabilizadores: diafragma, transverso do abdome, multífidios, assoalho pélvico.  Músculos mobilizadores: oblíquo interno e externo, reto do abdome, quadrado lombar, iliopsoas e extensores lombares.  Principal função: aumentar a pressão intra abdominal e estabilizar a região lombo-pélvica.  Estabilizar para mobilizar.
  • 66.
    ESTABILIDADE DO POWERHOUSE  “A contração do músculo transverso causa uma tensão na fáscia toracolombar e um conseqüente aumento na pressão intra abdominal a qual auxilia na redução das cargas compressivas”. (Gracovetsky et al.1985)
  • 67.
    PELVE NEUTRA  “Apelve neutra ocorre quando a espinha ilíaca ântero-superior e o púbis estão no mesmo plano coronal. Nesta posição, o sacro realiza movimentos recíprocos com a quinta vértebra lombar; a região lombar apresenta a lordose natural, com ápice da concavidade em L3; e o sacro repousa em flexão. Portanto, o alinhamento da pelve, da região lombar e do sacro é importante para produzir resultados efetivos.” (KENDALL; MACCREARY E PROVANCE 1995)
  • 68.
    ARTICULAÇÃO DE COLUNA  Interação da coluna vertebral com a cabeça quando a flexão ou extensão é iniciada pela coluna cervical e com o quadril quando a flexão ou extensão é iniciada pela coluna lombar.
  • 69.
    ALONGAMENTO AXIAL  Sensação de crescer preservando as curvaturas da coluna.  Maior espaço entre o topo da cabeça e a base da coluna ativando os paravertebrais e distribuindo a carga por toda a coluna.
  • 70.
    PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS  RESPIRAÇÃO; CINTURA PÉLVICA E COLUNA LOMBAR;  CAIXA TORÁCICA E COLUNA TORÁCICA;  CINTURA ESCAPULAR;  CABEÇA E COLUNA CERVICAL.
  • 71.
    RESPIRAÇÃO “ANTES DE MAISNADA, RESPIRAR É PREENCHER ESPAÇOS. A NOSSA RESPIRAÇÃO ESTÁ LIGADA INELUTAVELMENTE A NOSSA MECÂNICA CORPORAL. MAIS RECENTEMENTE, MUITOS ESTUDIOSOS DO ASSUNTO NOS ENSINAM QUE ANTES DE NOS PREOCUPARMOS COM O ATO INSPIRATÓRIO E EXPIRATÓRIO DEVEMOS NOS ENVOLVER COM O MOVIMENTO ORGANIZADO, OU SEJA, SE NOSSOS GESTOS POSSUEM UM EQUILÍBRIO ENTRE OS GRUPOS MUSCULARES QUE O REALIZAM, A RESPIRAÇÃO ACONTECE COM ESSA MESMA QUALIDADE E EQUILÍBRIO.” (PHELIPPE CAMPIGNION, 1998)
  • 72.
  • 73.
    RESPIRAÇÃO  Tridimensional naparte inferior da caixa torácica;  Inspira pelo nariz e expira pela boca com os lábios cerrados freno labial;  Na expiração enfatizar a ativação dos músculos profundos;  Na inspiração a caixa torácica se abre para fora e para cima sugerindo uma extensão;  Na expiração a caixa torácica se fecha para dentro e para baixo sugerindo uma flexão;  Respirar adequadamente garante a estabilização da região lombo pélvica.
  • 74.
    CINTURA PÉLVICA ECOLUNA LOMBAR
  • 75.
    CINTURA PÉLVICA ECOLUNA LOMBAR  POSIÇÃO NEUTRA: triângulo das espinhas ilíacas ântero superiores com a sínfise púbica no mesmo plano transverso. CADEIA CINÉTICA FECHADA;  IMPRINT: retração dos oblíquos, sem ativação do glúteo, causando um flexão de pequena amplitude na coluna lombar e conseqüentemente uma inclinação posterior da pelve. CADEIA CINÉTICA ABERTA  Quando não se pode manter a posição neutra por:  Falta de fortalecimento muscular;  Retrações;  Grande massa glútea;  Usando extensores da coluna lombar.
  • 76.
    PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS O aprendizadodos princípios biomecânicos garante ao seu aluno a segurança e a eficiência dos exercícios. Ensinamos e praticamos os princípios separadamente para conscientizar os alunos buscando uma automatização destes alinhamentos. Mas é importante lembrar que os princípios biomecânicos atuam conjuntamente em todos os exercícios do método pilates.
  • 77.
    TÉCNICAS DE INSTRUÇÃO  APREDIZAGEM MOTORA:  Reaprender a fazer o movimento;  Diminuir a hiperatividade dos músculos indesejados;  Aumentar a ativação dos músculos do “core”;  Melhora da propriocepção e consciência corporal;  Prática repetitiva da habilidade motora aprendida;  Movimento mais controlado, preciso e fluente;  Movimento automatizado e funcional.
  • 78.
    TÉCNICAS DE INSTRUÇÃO Paraensinar os exercícios você precisa:  1- Conhecer o exercício, a posição inicial, onde ele começa, onde termina e qual é o seu objetivo,  2- Saber descrever cada uma das posições: posição inicial, sequenciamento das ações,  3- Saber demonstrar o exercício se necessário,  4- Saber as progressões, regressões caso seja necessário modificar para seu aluno,  5- Saber exatamente onde tocar seu aluno para estimulá-lo a executar o movimento cada vez mais correto,  6- Incorporar o tempo todos os princípios essenciais e biomecânicos.
  • 79.
    TÉCNICAS DE INSTRUÇÃO  INSTRUÇÃO VERBAL  INSTRUÇÃO VISUAL  Descrição da posição inicial;  Demonstração do exercício;  Descrição do seqüenciamento do  Mostrar o errado, depois o certo; movimento, enfatizando que estabiliza e o que mobiliza;  Correção.  Imagens;  FEEDBACK TÁTIL  Sensações;  Tocar para estimular a contração ou  Perguntas; relaxar uma contração desnecessária;  Correção.  Conduzir o movimento;  Correção.
  • 80.
    POSIÇÃO INICIAL  Posiçãoinicial = livre de tensão e dor o mais neutro possível  Apoios de cabeça  Apoios para sentar  Arc barrel  Apoio para EIAS em decúbito ventral  Apoio para a testa em decúbito ventral
  • 82.
  • 83.
    F. Mézières  Em1947, F. Mézières constatou numa paciente que apresentava dor lombar:  Que a sua musculatura paravertebral posterior não era fraca e insuficiente, mas pelo contrário estava retraída, demasiado curta e extremamente resistente.  Que esta musculatura posterior se comportava como um único músculo, como uma cadeia muscular da cabeça aos pés.
  • 84.
    Cadeias Musculares  Aabordagem das Cadeias Musculares é a identificação de um padrão existente no sistema musculoesquelético como unidade.
  • 85.
    Cadeia Posterior (Pawlina, Olson,1997 baseado em Souchard, 1998; Marques, 2000; Santos, 2002; Paiva, 2003)
  • 86.
    Reflexo Antálgico  Éum evento fisiológico onde em presença de dor ou desequilíbrio, o corpo, para se defender, deforma-se e compensa (Cadeia Posterior - Lordose);  O corpo memoriza (mantém) a atitude que lhe permite não sentir a dor;
  • 87.
    O Corpo Deforma-see Compensa  Em Lordose;  Em Bloqueio diafragmático em inspiração;  Em rotação interna dos membros.
  • 89.
    Abordagem da Tridimensionalidade  A Individualidade  Todo ser é único e indivisível e manifestará sua patologia de maneira única e individual.  A Causalidade  Observar as alterações posturais partindo do efeito até a causa.  A Globalidade  Corrigir ao mesmo tempo a sintomatologia, as fixações e a causa de uma patologia.
  • 90.
    Intervencão  Diminuir otônus da musculatura posterior e ou lordosante: tensionar excentricamente uma cadeia muscular para impedir ou anular a contração compensadora, o tensionamento é duradouro, além de sua eslasticidade, afim de de gerar deformação plástica do músculo e dos materiais semi-fluidos (fáscia).
  • 92.
  • 93.
    Reeducação Postural Global (Pawlina,Olson, 1997 baseado em Souchard, 1998; Marques, 2000; Santos, 2002; Paiva, 2003)
  • 94.
    Reeducação Postural Global ÂNGULO ABERTO ÂNGULO FECHADO 1. D.D. 1. D.D. 2. EM PÉ, COM APOIO 2. SENTADA 3. EM PÉ, SEM APOIO 3. EM PÉ, INCLINADO
  • 95.
    Reeducação Postural Global Diferentes Cadeias;  Diferentes Posturas;  Trabalho em Simetria;  Ativo-Assistido;  Respiração Paradoxal;  Pelve em Posição Neutra.
  • 96.
    Sistema Cruzado doTronco  Cadeia Cruzada Anterior Direita;  Cadeia Cruzada Posterior Direita;  Cadeia Cruzada Anterior Esquerda;  Cadeia Cruzada Posterior Esquerda.
  • 97.
  • 98.
  • 99.
    Técnicas Posturais Integradas- Introdução “Em termos funcionais, é ilógico tentar considerar o músculo como uma estrutura separada da fáscia, já que ambos são tão estreitamente relacionados. Tire a ação do tecido conjuntivo e o músculo que resta pareceria uma estrutura gelatinosa, sem forma ou capacidade funcional”.
  • 100.
    Técnicas Posturais Integradas Conceitofocado nos movimentos fundamentais do corpo humano baseado no sistema miofascial, tendo como característica realizar a convergência das habilidades biomotoras fundamentais, partindo de posições passivas mantidas por tempos prolongados, evoluindo obrigatóriamente, para atos ativos de diferentes complexidades, com o uso do CORE, afim de gerar uma melhor postura e atos biomotores mais eficientes.
  • 101.
    Técnicas Posturais Integradas Equilíbrio;  Força;  Flexibilidade;  Resistência;  Coordenação;  Postura.
  • 102.
    Intervenção  Analisar o trilho anatômico comprometido;  Iniciar uma posição passiva, onde através da inibição recíproca, coloquemos as estruturas com aumento de tônus em tensão excêntrica máxima, em simetria, com expiração até o volume residual por um tempo próximo de 12 minutos;  Desenvolver controle em padrões de exercícios simples (Analíticos), com a atividade parcial ou total do trilho em desequilíbrio, mantendo a ativação do CORE;  Desenvolver controle em padrões de exercícios complexos (Globais), com a atividade de todo o trilho em desequilíbrio, mantendo a ativação do CORE;  Progressivamente aumentar a amplitude/tempo no trabalho passivo e a complexidade do trabalho ativo.
  • 103.
  • 104.
  • 105.
    Contatos  Cristiani Junqueira  Fabio Mazzola  crica@libertypilates.com.br  f.mazzola@uol.com.br  www.libertypilates.com.br  www.mazzolaezaparoli.com.br  Facebook:  Facebook:  Cristiane Junqueira  Fabio Mazzola  Liberty Pilates  RPG Mazzola e Zaparoli RPG Mazzola e Zaparoli