SlideShare uma empresa Scribd logo
COLÉGIO MILITAR DE CAMPO GRANDE
                DISCIPLINA DE HISTÓRIA 1º ANO DO ENSINO MÉDIO

       ASSUNTO: INVASÕES HOLANDESA E INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA

                                1. INVASÕES HOLANDESAS

Antecedentes: A Confederação das Sete Províncias Unidas, atualmente a
Holanda, pertencia a Espanha conseguindo a independência em 1579, depois
de uma guerra de 70 anos.
      Como a Espanha perdeu a guerra, decretou que as suas colônias não
poderiam comercializar com os holandeses. O Brasil pertencia a Portugal que,
pela União Ibérica estava unido a Espanha, por isso, também foi proibido de
comercializar com a Holanda.
      Lembramos que os holandeses eram responsáveis pelo refinamento do
açúcar e também da distribuição do mesmo na Europa, ou seja, lucravam
muito com o açúcar brasileiro. Com a proibição perderam muito dinheiro. Foi ai
que o governo holandês decidiu invadir o Brasil e recuperar seus interesses na
exploração açucareira.

Invasão Holandesa em Salvador em 1624: a primeira tentativa de invasão
holandesa aconteceu no ano de 1624 e foi na cidade de Salvador, que era a
capital do Brasil.
               O governador geral, Diogo de Mendonça Furtado, organizou a defesa mas foi preso
e mandado para a Holanda. Matias de Albuquerque, sucessor do governador, juntamente com o
bispo D. Marcos Teixeira organizaram a defesa usando a tática de pequenos ataques de emboscada,
que impediam a saída dos holandeses da capital.
        No começo a Espanha não tomou nenhuma medida para a expulsão dos holandeses. Mas
depois, receando que o domínio holandês se estendesse também até o México e o Peru, onde
havia ricas minas de ouro e prata, mandaram uma poderosa esquadra, que juntamente com a
resistência por terra conseguiram expulsar os holandeses da Bahia.
        A cidade do Salvador ficou tão empobrecida com a ocupação holandesa que o governador
não tinha dinheiro nem para pagar as tropas. Naquele tempo um soldado ganhava um vintém por
dia, o que correspondia num mês, em moeda atual, à quantia de sessenta centavos.
        Logo em seguida, para se recuperarem do golpe sofrido, os holandeses
roubaram uma embarcação espanhola cheia de prata americana.

Invasão holandesa em Pernambuco: (1630- 1654): no ano de 1630, com
o uso de 77 barcos e mais de 7000 homens os holandeses chegaram até à
região de Pernambuco.
        Liderados por Matias de Albuquerque, que era governador da capitania,
os portugueses ofereceram resistência à invasão holandesa no território
brasileiro, mas com poucos recursos ( 03 caravelas e 27 soldados) foram
derrotados e nada puderam fazer contra a esquadra inimiga. Os holandeses
tomaram facilmente Recife e Olinda. Matias de Albuquerque, porém, ainda teve tempo de incendiar
vinte e quatro navios que estavam no porto, carregados de pau-brasil e açúcar, para que o inimigo
não                 se                 apoderasse                dessas                  riquezas.
Para cortar as comunicações entre Recife e Olinda, Matias de Albuquerque fundou o Arraial do
Bom Jesus que, durante cinco anos, resistiu a todos os ataques.
Em Pernambuco a situação dos invasores era cada vez mais difícil, pois as guerrilhas e
emboscadas impediam que eles avançassem para o interior. Mas, em 1632, a deserção de Domingos
Fernandes Calabar, que antes havia lutado ao lado de Matias de Albuquerque, favoreceu os
holandeses.
Guiados por Calabar, que conhecia o território, os holandeses foram aos poucos ganhando território
e conquistaram o Arraial do Bom Jesus, em 1635. Matias de Albuquerque não pôde mais ficar em
Pernambuco e retirou-se para Alagoas, numa longa caminhada, acompanhado de milhares de
pessoas, homens, mulheres e até crianças, que não queriam viver sob o domínio dos invasores.
Durante essa retirada, houve o combate de Porto Calvo e Calabar foi entregue aos insurretos, que o
enforcaram. Logo em seguida Matias de Albuquerque foi chamado a Portugal e acusado de não ter
sabido defender a colônia. Com isso o movimento enfraqueceu.
       Em 1637, chegava a Pernambuco, para governar os domínios holandeses
no Brasil, o Conde João Maurício de Nassau, que para vencer a resistência,
ofereceu vantajosos acordos em que prometia investir na formação de novas
lavouras e na construção de engenhos. Com isso, os proprietários de terras
pernambucanos passaram a apoiar a entrada dos holandeses no Brasil. Ele fez
muito boa administração e chegou a conquistar a simpatia dos vencidos. Só
depois de sua volta para a Europa, é que recomeçou a luta, até a expulsão
definitiva dos invasores.

Realizações de Maurício de Nassau no Brasil:
•      Estabeleceu relações amistosas entre holandeses, comerciantes e
latifundiários. Estes restauraram seus engenhos com empréstimos concedidos
pela WIC, utilizados também na venda a crédito dos engenhos abandonados,
visando restabelecer a produção de açúcar.
•     Organizou a Câmara dos Escabinos, um conselho composto de brasileiros
e holandeses para decidir algumas questões.
•     Dividiu a Nova Holanda em quatro estados: Alagoas, Itamaracá, Paraíba
e Rio Grande.
•     Permitiu a liberdade de culto e a construção de sinagogas e de um
zoológico.
•    Obrigou o plantio de mandioca, alimento dos escravos e proibiu a
derrubada de cajueiros.
•      Impediu o lançamento do bagaço da cana nos rios.
•    Promoveu eventos culturais e encarregou pintores de catalogar, pintar e
estudar a fauna e flora brasileira.
•    Embelezou a cidade de Recife, que chamou de Maurícia, com pontes
sobre os rios.
•      Restaurou a cidade de Olinda.
•      Construiu Friburgo para sua moradia.
•      Liderou a conquista de Angola, São Tomé e do Maranhão em 1641.
No ano de 1643 Nassau recebeu a carta de dispensa dos Estados Gerais, com a
promessa de o designar para importantes funções na Europa. Partiu numa
esquadra de treze naus que transportava carga avaliada em 2,6 milhões de
florins. A sua bagagem pessoal ocupava duas naus.
INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA

      Após a volta de Maurício de Nassau para a Europa a Companhia das Índias
Ocidentais, passaram a exigir dos senhores de engenho o pagamento total de
suas dividas. Como boa parte dos produtores de açúcar de Pernambuco eram
inadimplentes, a Companhia das Índias Ocidentais ordenou a confiscação de
bens. Não querendo ficar no prejuízo, os senhores de engenho iniciaram uma
revolta       armada     conhecida      como Insurreição    Pernambucana.

       Em Agosto de 1645 João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros,
liderando um grande número de nativos, deram início aos combates, sendo
que os principais confrontos ocorreram na Batalha do Monte Tabocas e
na Batalha de Guararapes. Nos combates também destacaram-se o
negro Henrique Dias e o indígena Felipe Camarão.
       Somente em 1648 a Insurreição Pernambucana chegaria ao fim. Os
holandeses foram derrotados depois que Portugal mandou auxilio aos
pernambucanos.
       Mesmo vencidos no campo de batalha a Holanda foi indenizada por
Portugal ao receber um grande pagamento em dinheiro e possessões
territoriais no Oriente. Em 1661 Portugal e Holanda assinaram o Tratado de
Haia. Ao assinar este tratado a Holanda se comprometeu em deixar de lado
seu interesse pelos centros produtores de açúcar do nordeste brasileiro. Em
troca os holandeses receberam de Portugal uma elevada quantia em ouro além
do          território     do        Ceilão       e     Ilhas       Molucas.
       Esse movimento assinala o início do nacionalismo brasileiro, pois os
elementos étnicos brancos, africanos e indígenas fundiram os seus interesses
na luta pelo Brasil e não por Portugal. Foi esse movimento que deu à
população local a verdadeira compreensão de seu valor, incutindo no povo o
espírito de rebeldia contra qualquer tipo de opressão.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

10 OcupaçãO Holandesa
10 OcupaçãO Holandesa10 OcupaçãO Holandesa
10 OcupaçãO Holandesa
Renato Coutinho
 
Brasil séc XVII e XVIII
Brasil séc XVII e XVIIIBrasil séc XVII e XVIII
Brasil séc XVII e XVIII
Marcos Judice
 
Brasil colônia união ibérica até bandeiras
Brasil colônia  união ibérica até bandeirasBrasil colônia  união ibérica até bandeiras
Brasil colônia união ibérica até bandeiras
Kerol Brombal
 
Holandeses no brasil
Holandeses no brasilHolandeses no brasil
Holandeses no brasil
Izaac Erder
 
Invasão Holandesa
Invasão HolandesaInvasão Holandesa
Invasão Holandesa
Aulas de História
 
Brasil Colonial - expansao e diversidade economica
Brasil Colonial - expansao e diversidade economicaBrasil Colonial - expansao e diversidade economica
Brasil Colonial - expansao e diversidade economica
Alexandre Protásio
 
Invasões estrangeiras no Brasil
Invasões estrangeiras no BrasilInvasões estrangeiras no Brasil
Invasões estrangeiras no Brasil
Thiago Leal
 
Invasões Francesa e Holandesa no Brasil Colônia
Invasões Francesa e Holandesa no Brasil ColôniaInvasões Francesa e Holandesa no Brasil Colônia
Invasões Francesa e Holandesa no Brasil Colônia
Marcos Mamute
 
Brasil colônia final
Brasil colônia  finalBrasil colônia  final
Brasil colônia final
Kerol Brombal
 
Brasil colônia seculo XVII
Brasil colônia seculo XVIIBrasil colônia seculo XVII
Brasil colônia seculo XVII
Bruno E Geyse Ornelas
 
América Portuguesa - Expansão e diversidade econômica
América Portuguesa - Expansão e diversidade econômicaAmérica Portuguesa - Expansão e diversidade econômica
América Portuguesa - Expansão e diversidade econômica
isameucci
 
Invasão Holandesa
Invasão HolandesaInvasão Holandesa
Invasão Holandesa
Pré Master
 
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesaCapítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
Marcos Antonio Grigorio de Figueiredo
 
3 brasil colônia completo
3 brasil colônia completo3 brasil colônia completo
3 brasil colônia completo
Kerol Brombal
 
Brasil: Século XVI
Brasil: Século XVIBrasil: Século XVI
Brasil: Século XVI
Max Rodrigues
 
O início da colonização brasileira
O início da colonização brasileiraO início da colonização brasileira
O início da colonização brasileira
Eefg Tj
 
Colonização
ColonizaçãoColonização
Colonização
Cátia Botelho
 
170 a brasil colonial os primeiros 30 anos
170 a brasil colonial os primeiros 30 anos170 a brasil colonial os primeiros 30 anos
170 a brasil colonial os primeiros 30 anos
cristianoperinpissolato
 
Governo Geral, Açúcar e Invasões Holandesas
Governo Geral, Açúcar e Invasões HolandesasGoverno Geral, Açúcar e Invasões Holandesas
Governo Geral, Açúcar e Invasões Holandesas
Valéria Shoujofan
 
171 ab brasil colonial 1530 1580 inicio da colonização e administração colonial
171 ab brasil colonial 1530 1580 inicio da colonização e administração colonial171 ab brasil colonial 1530 1580 inicio da colonização e administração colonial
171 ab brasil colonial 1530 1580 inicio da colonização e administração colonial
cristianoperinpissolato
 

Mais procurados (20)

10 OcupaçãO Holandesa
10 OcupaçãO Holandesa10 OcupaçãO Holandesa
10 OcupaçãO Holandesa
 
Brasil séc XVII e XVIII
Brasil séc XVII e XVIIIBrasil séc XVII e XVIII
Brasil séc XVII e XVIII
 
Brasil colônia união ibérica até bandeiras
Brasil colônia  união ibérica até bandeirasBrasil colônia  união ibérica até bandeiras
Brasil colônia união ibérica até bandeiras
 
Holandeses no brasil
Holandeses no brasilHolandeses no brasil
Holandeses no brasil
 
Invasão Holandesa
Invasão HolandesaInvasão Holandesa
Invasão Holandesa
 
Brasil Colonial - expansao e diversidade economica
Brasil Colonial - expansao e diversidade economicaBrasil Colonial - expansao e diversidade economica
Brasil Colonial - expansao e diversidade economica
 
Invasões estrangeiras no Brasil
Invasões estrangeiras no BrasilInvasões estrangeiras no Brasil
Invasões estrangeiras no Brasil
 
Invasões Francesa e Holandesa no Brasil Colônia
Invasões Francesa e Holandesa no Brasil ColôniaInvasões Francesa e Holandesa no Brasil Colônia
Invasões Francesa e Holandesa no Brasil Colônia
 
Brasil colônia final
Brasil colônia  finalBrasil colônia  final
Brasil colônia final
 
Brasil colônia seculo XVII
Brasil colônia seculo XVIIBrasil colônia seculo XVII
Brasil colônia seculo XVII
 
América Portuguesa - Expansão e diversidade econômica
América Portuguesa - Expansão e diversidade econômicaAmérica Portuguesa - Expansão e diversidade econômica
América Portuguesa - Expansão e diversidade econômica
 
Invasão Holandesa
Invasão HolandesaInvasão Holandesa
Invasão Holandesa
 
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesaCapítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
Capítulo 5 - A América portuguesa e a presença holandesa
 
3 brasil colônia completo
3 brasil colônia completo3 brasil colônia completo
3 brasil colônia completo
 
Brasil: Século XVI
Brasil: Século XVIBrasil: Século XVI
Brasil: Século XVI
 
O início da colonização brasileira
O início da colonização brasileiraO início da colonização brasileira
O início da colonização brasileira
 
Colonização
ColonizaçãoColonização
Colonização
 
170 a brasil colonial os primeiros 30 anos
170 a brasil colonial os primeiros 30 anos170 a brasil colonial os primeiros 30 anos
170 a brasil colonial os primeiros 30 anos
 
Governo Geral, Açúcar e Invasões Holandesas
Governo Geral, Açúcar e Invasões HolandesasGoverno Geral, Açúcar e Invasões Holandesas
Governo Geral, Açúcar e Invasões Holandesas
 
171 ab brasil colonial 1530 1580 inicio da colonização e administração colonial
171 ab brasil colonial 1530 1580 inicio da colonização e administração colonial171 ab brasil colonial 1530 1580 inicio da colonização e administração colonial
171 ab brasil colonial 1530 1580 inicio da colonização e administração colonial
 

Destaque

Aula
AulaAula
Zumbi
ZumbiZumbi
Aula 03 escravidao
Aula 03  escravidaoAula 03  escravidao
Aula 03 escravidao
Fabiana Tonsis
 
Zumbi dos Palmares
Zumbi dos PalmaresZumbi dos Palmares
Zumbi dos Palmares
Wilma Badan C.G.
 
Principais Revoltas Pernambucanas
Principais Revoltas PernambucanasPrincipais Revoltas Pernambucanas
Principais Revoltas Pernambucanas
Joseneide Ferreira
 
Quilombo dos Palmares
Quilombo dos PalmaresQuilombo dos Palmares
Quilombo dos Palmares
Lourdes Grasel
 
Pernambuco (imortal)
Pernambuco (imortal)Pernambuco (imortal)
Pernambuco (imortal)
Leonardo Cabral
 
Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa AvanciniAula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
alexrrosaueja
 

Destaque (8)

Aula
AulaAula
Aula
 
Zumbi
ZumbiZumbi
Zumbi
 
Aula 03 escravidao
Aula 03  escravidaoAula 03  escravidao
Aula 03 escravidao
 
Zumbi dos Palmares
Zumbi dos PalmaresZumbi dos Palmares
Zumbi dos Palmares
 
Principais Revoltas Pernambucanas
Principais Revoltas PernambucanasPrincipais Revoltas Pernambucanas
Principais Revoltas Pernambucanas
 
Quilombo dos Palmares
Quilombo dos PalmaresQuilombo dos Palmares
Quilombo dos Palmares
 
Pernambuco (imortal)
Pernambuco (imortal)Pernambuco (imortal)
Pernambuco (imortal)
 
Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa AvanciniAula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
Aula Quilombos no Brasil - Prof. Elsa Avancini
 

Semelhante a Plano ins. pernambucana tmp

A conquista holandesa
A conquista holandesaA conquista holandesa
A conquista holandesa
Jonas
 
Brasiil: invasões estrangeiras (francesas e holandesas) 2020
Brasiil: invasões estrangeiras (francesas e holandesas) 2020Brasiil: invasões estrangeiras (francesas e holandesas) 2020
Brasiil: invasões estrangeiras (francesas e holandesas) 2020
Celso Firmino História, Filosofia, Sociologia
 
.pptx
.pptx.pptx
Erick
ErickErick
Erick
Jonas
 
PPT - As Invasões holandesas no Brasil
PPT - As Invasões holandesas no BrasilPPT - As Invasões holandesas no Brasil
PPT - As Invasões holandesas no Brasil
josafaslima
 
O Brasil holandês
O Brasil holandêsO Brasil holandês
O Brasil holandês
Carlos Teles de Menezes Junior
 
Cultura Holandesa
Cultura HolandesaCultura Holandesa
Cultura Holandesa
Luciana Ferratto
 
O Brasil Holandês
O Brasil HolandêsO Brasil Holandês
O Brasil Holandês
Paulo Alexandre
 
Holandeses no brasil
Holandeses no brasilHolandeses no brasil
Holandeses no brasil
Jonas
 
Disputas européias e suas repercussões no brasil
Disputas européias e suas repercussões no brasilDisputas européias e suas repercussões no brasil
Disputas européias e suas repercussões no brasil
Charlies Ponciano
 
3ão - aulas 1 e 2 - 1 C - Brasil Colônia
3ão -  aulas 1 e 2 - 1 C - Brasil Colônia3ão -  aulas 1 e 2 - 1 C - Brasil Colônia
3ão - aulas 1 e 2 - 1 C - Brasil Colônia
Daniel Alves Bronstrup
 
_O Brasil Holandes.pptx
_O Brasil Holandes.pptx_O Brasil Holandes.pptx
_O Brasil Holandes.pptx
HelderCastro22
 
Aula 12 crise no sistema colonial
Aula 12   crise no sistema colonialAula 12   crise no sistema colonial
Aula 12 crise no sistema colonial
Jonatas Carlos
 
Brasil invasões estrangeiras - francesas e holandesas
Brasil invasões estrangeiras - francesas e holandesasBrasil invasões estrangeiras - francesas e holandesas
Brasil invasões estrangeiras - francesas e holandesas
Celso Firmino História, Filosofia, Sociologia
 
Ataques e invasões francesas e holandesas brasil colonial
Ataques e invasões francesas e holandesas   brasil colonialAtaques e invasões francesas e holandesas   brasil colonial
Ataques e invasões francesas e holandesas brasil colonial
Professora Natália de Oliveira
 
Revisão brasil açucar
Revisão brasil açucarRevisão brasil açucar
Revisão brasil açucar
Edilson Elaine Rossi
 
Brasil colonial
Brasil colonial Brasil colonial
Brasil colonial
Fatima Freitas
 
Revisão brasil açucar
Revisão brasil açucarRevisão brasil açucar
Revisão brasil açucar
Edilson Elaine Rossi
 
História do Brasil - Colônia - Expansão marítima [www.gondim.net]
História do Brasil - Colônia - Expansão marítima [www.gondim.net]História do Brasil - Colônia - Expansão marítima [www.gondim.net]
História do Brasil - Colônia - Expansão marítima [www.gondim.net]
Marco Aurélio Gondim
 
Aspectos políticos da colônia portuguesa
Aspectos políticos da colônia portuguesaAspectos políticos da colônia portuguesa
Aspectos políticos da colônia portuguesa
BriefCase
 

Semelhante a Plano ins. pernambucana tmp (20)

A conquista holandesa
A conquista holandesaA conquista holandesa
A conquista holandesa
 
Brasiil: invasões estrangeiras (francesas e holandesas) 2020
Brasiil: invasões estrangeiras (francesas e holandesas) 2020Brasiil: invasões estrangeiras (francesas e holandesas) 2020
Brasiil: invasões estrangeiras (francesas e holandesas) 2020
 
.pptx
.pptx.pptx
.pptx
 
Erick
ErickErick
Erick
 
PPT - As Invasões holandesas no Brasil
PPT - As Invasões holandesas no BrasilPPT - As Invasões holandesas no Brasil
PPT - As Invasões holandesas no Brasil
 
O Brasil holandês
O Brasil holandêsO Brasil holandês
O Brasil holandês
 
Cultura Holandesa
Cultura HolandesaCultura Holandesa
Cultura Holandesa
 
O Brasil Holandês
O Brasil HolandêsO Brasil Holandês
O Brasil Holandês
 
Holandeses no brasil
Holandeses no brasilHolandeses no brasil
Holandeses no brasil
 
Disputas européias e suas repercussões no brasil
Disputas européias e suas repercussões no brasilDisputas européias e suas repercussões no brasil
Disputas européias e suas repercussões no brasil
 
3ão - aulas 1 e 2 - 1 C - Brasil Colônia
3ão -  aulas 1 e 2 - 1 C - Brasil Colônia3ão -  aulas 1 e 2 - 1 C - Brasil Colônia
3ão - aulas 1 e 2 - 1 C - Brasil Colônia
 
_O Brasil Holandes.pptx
_O Brasil Holandes.pptx_O Brasil Holandes.pptx
_O Brasil Holandes.pptx
 
Aula 12 crise no sistema colonial
Aula 12   crise no sistema colonialAula 12   crise no sistema colonial
Aula 12 crise no sistema colonial
 
Brasil invasões estrangeiras - francesas e holandesas
Brasil invasões estrangeiras - francesas e holandesasBrasil invasões estrangeiras - francesas e holandesas
Brasil invasões estrangeiras - francesas e holandesas
 
Ataques e invasões francesas e holandesas brasil colonial
Ataques e invasões francesas e holandesas   brasil colonialAtaques e invasões francesas e holandesas   brasil colonial
Ataques e invasões francesas e holandesas brasil colonial
 
Revisão brasil açucar
Revisão brasil açucarRevisão brasil açucar
Revisão brasil açucar
 
Brasil colonial
Brasil colonial Brasil colonial
Brasil colonial
 
Revisão brasil açucar
Revisão brasil açucarRevisão brasil açucar
Revisão brasil açucar
 
História do Brasil - Colônia - Expansão marítima [www.gondim.net]
História do Brasil - Colônia - Expansão marítima [www.gondim.net]História do Brasil - Colônia - Expansão marítima [www.gondim.net]
História do Brasil - Colônia - Expansão marítima [www.gondim.net]
 
Aspectos políticos da colônia portuguesa
Aspectos políticos da colônia portuguesaAspectos políticos da colônia portuguesa
Aspectos políticos da colônia portuguesa
 

Mais de Péricles Penuel

Arte pré histórica
Arte pré históricaArte pré histórica
Arte pré histórica
Péricles Penuel
 
Arte egípicia
Arte egípiciaArte egípicia
Arte egípicia
Péricles Penuel
 
éTica capitulo 6
éTica capitulo 6éTica capitulo 6
éTica capitulo 6
Péricles Penuel
 
Cultura e ideologia unidade 6 capitulo 18
Cultura e ideologia unidade 6 capitulo 18Cultura e ideologia unidade 6 capitulo 18
Cultura e ideologia unidade 6 capitulo 18
Péricles Penuel
 
3 revolução industrial 2013
3 revolução industrial 20133 revolução industrial 2013
3 revolução industrial 2013
Péricles Penuel
 
1 diversidade da vida
1 diversidade da vida1 diversidade da vida
1 diversidade da vida
Péricles Penuel
 
Lista 1 2013 escalas termométricas
Lista 1 2013   escalas termométricasLista 1 2013   escalas termométricas
Lista 1 2013 escalas termométricas
Péricles Penuel
 
Aula 2 população
Aula 2   populaçãoAula 2   população
Aula 2 população
Péricles Penuel
 
Aula de matrizes
Aula de matrizesAula de matrizes
Aula de matrizes
Péricles Penuel
 
Aula de matrizes
Aula de matrizesAula de matrizes
Aula de matrizes
Péricles Penuel
 
Aula de matrizes
Aula de matrizesAula de matrizes
Aula de matrizes
Péricles Penuel
 
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap cópia
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap   cópia2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap   cópia
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap cópia
Péricles Penuel
 
1absolutismo monárquico
1absolutismo monárquico1absolutismo monárquico
1absolutismo monárquico
Péricles Penuel
 
1absolutismo monárquico
1absolutismo monárquico1absolutismo monárquico
1absolutismo monárquico
Péricles Penuel
 
Biologia 2º ano frente 2 - procariontes
Biologia 2º ano   frente 2 - procariontesBiologia 2º ano   frente 2 - procariontes
Biologia 2º ano frente 2 - procariontes
Péricles Penuel
 
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap cópia
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap   cópia2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap   cópia
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap cópia
Péricles Penuel
 
Aula de matrizes
Aula de matrizesAula de matrizes
Aula de matrizes
Péricles Penuel
 
Aula 1 o brasil
Aula 1   o brasilAula 1   o brasil
Aula 1 o brasil
Péricles Penuel
 
Entradas e bandeiras imagens tmp
Entradas e bandeiras imagens tmpEntradas e bandeiras imagens tmp
Entradas e bandeiras imagens tmp
Péricles Penuel
 
Imagens invvasão holandesa tmp
Imagens invvasão holandesa tmpImagens invvasão holandesa tmp
Imagens invvasão holandesa tmp
Péricles Penuel
 

Mais de Péricles Penuel (20)

Arte pré histórica
Arte pré históricaArte pré histórica
Arte pré histórica
 
Arte egípicia
Arte egípiciaArte egípicia
Arte egípicia
 
éTica capitulo 6
éTica capitulo 6éTica capitulo 6
éTica capitulo 6
 
Cultura e ideologia unidade 6 capitulo 18
Cultura e ideologia unidade 6 capitulo 18Cultura e ideologia unidade 6 capitulo 18
Cultura e ideologia unidade 6 capitulo 18
 
3 revolução industrial 2013
3 revolução industrial 20133 revolução industrial 2013
3 revolução industrial 2013
 
1 diversidade da vida
1 diversidade da vida1 diversidade da vida
1 diversidade da vida
 
Lista 1 2013 escalas termométricas
Lista 1 2013   escalas termométricasLista 1 2013   escalas termométricas
Lista 1 2013 escalas termométricas
 
Aula 2 população
Aula 2   populaçãoAula 2   população
Aula 2 população
 
Aula de matrizes
Aula de matrizesAula de matrizes
Aula de matrizes
 
Aula de matrizes
Aula de matrizesAula de matrizes
Aula de matrizes
 
Aula de matrizes
Aula de matrizesAula de matrizes
Aula de matrizes
 
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap cópia
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap   cópia2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap   cópia
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap cópia
 
1absolutismo monárquico
1absolutismo monárquico1absolutismo monárquico
1absolutismo monárquico
 
1absolutismo monárquico
1absolutismo monárquico1absolutismo monárquico
1absolutismo monárquico
 
Biologia 2º ano frente 2 - procariontes
Biologia 2º ano   frente 2 - procariontesBiologia 2º ano   frente 2 - procariontes
Biologia 2º ano frente 2 - procariontes
 
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap cópia
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap   cópia2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap   cópia
2 ilum, indep amer, rev franc, imp nap cópia
 
Aula de matrizes
Aula de matrizesAula de matrizes
Aula de matrizes
 
Aula 1 o brasil
Aula 1   o brasilAula 1   o brasil
Aula 1 o brasil
 
Entradas e bandeiras imagens tmp
Entradas e bandeiras imagens tmpEntradas e bandeiras imagens tmp
Entradas e bandeiras imagens tmp
 
Imagens invvasão holandesa tmp
Imagens invvasão holandesa tmpImagens invvasão holandesa tmp
Imagens invvasão holandesa tmp
 

Plano ins. pernambucana tmp

  • 1. COLÉGIO MILITAR DE CAMPO GRANDE DISCIPLINA DE HISTÓRIA 1º ANO DO ENSINO MÉDIO ASSUNTO: INVASÕES HOLANDESA E INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA 1. INVASÕES HOLANDESAS Antecedentes: A Confederação das Sete Províncias Unidas, atualmente a Holanda, pertencia a Espanha conseguindo a independência em 1579, depois de uma guerra de 70 anos. Como a Espanha perdeu a guerra, decretou que as suas colônias não poderiam comercializar com os holandeses. O Brasil pertencia a Portugal que, pela União Ibérica estava unido a Espanha, por isso, também foi proibido de comercializar com a Holanda. Lembramos que os holandeses eram responsáveis pelo refinamento do açúcar e também da distribuição do mesmo na Europa, ou seja, lucravam muito com o açúcar brasileiro. Com a proibição perderam muito dinheiro. Foi ai que o governo holandês decidiu invadir o Brasil e recuperar seus interesses na exploração açucareira. Invasão Holandesa em Salvador em 1624: a primeira tentativa de invasão holandesa aconteceu no ano de 1624 e foi na cidade de Salvador, que era a capital do Brasil. O governador geral, Diogo de Mendonça Furtado, organizou a defesa mas foi preso e mandado para a Holanda. Matias de Albuquerque, sucessor do governador, juntamente com o bispo D. Marcos Teixeira organizaram a defesa usando a tática de pequenos ataques de emboscada, que impediam a saída dos holandeses da capital. No começo a Espanha não tomou nenhuma medida para a expulsão dos holandeses. Mas depois, receando que o domínio holandês se estendesse também até o México e o Peru, onde havia ricas minas de ouro e prata, mandaram uma poderosa esquadra, que juntamente com a resistência por terra conseguiram expulsar os holandeses da Bahia. A cidade do Salvador ficou tão empobrecida com a ocupação holandesa que o governador não tinha dinheiro nem para pagar as tropas. Naquele tempo um soldado ganhava um vintém por dia, o que correspondia num mês, em moeda atual, à quantia de sessenta centavos. Logo em seguida, para se recuperarem do golpe sofrido, os holandeses roubaram uma embarcação espanhola cheia de prata americana. Invasão holandesa em Pernambuco: (1630- 1654): no ano de 1630, com o uso de 77 barcos e mais de 7000 homens os holandeses chegaram até à região de Pernambuco. Liderados por Matias de Albuquerque, que era governador da capitania, os portugueses ofereceram resistência à invasão holandesa no território brasileiro, mas com poucos recursos ( 03 caravelas e 27 soldados) foram derrotados e nada puderam fazer contra a esquadra inimiga. Os holandeses tomaram facilmente Recife e Olinda. Matias de Albuquerque, porém, ainda teve tempo de incendiar vinte e quatro navios que estavam no porto, carregados de pau-brasil e açúcar, para que o inimigo não se apoderasse dessas riquezas. Para cortar as comunicações entre Recife e Olinda, Matias de Albuquerque fundou o Arraial do Bom Jesus que, durante cinco anos, resistiu a todos os ataques.
  • 2. Em Pernambuco a situação dos invasores era cada vez mais difícil, pois as guerrilhas e emboscadas impediam que eles avançassem para o interior. Mas, em 1632, a deserção de Domingos Fernandes Calabar, que antes havia lutado ao lado de Matias de Albuquerque, favoreceu os holandeses. Guiados por Calabar, que conhecia o território, os holandeses foram aos poucos ganhando território e conquistaram o Arraial do Bom Jesus, em 1635. Matias de Albuquerque não pôde mais ficar em Pernambuco e retirou-se para Alagoas, numa longa caminhada, acompanhado de milhares de pessoas, homens, mulheres e até crianças, que não queriam viver sob o domínio dos invasores. Durante essa retirada, houve o combate de Porto Calvo e Calabar foi entregue aos insurretos, que o enforcaram. Logo em seguida Matias de Albuquerque foi chamado a Portugal e acusado de não ter sabido defender a colônia. Com isso o movimento enfraqueceu. Em 1637, chegava a Pernambuco, para governar os domínios holandeses no Brasil, o Conde João Maurício de Nassau, que para vencer a resistência, ofereceu vantajosos acordos em que prometia investir na formação de novas lavouras e na construção de engenhos. Com isso, os proprietários de terras pernambucanos passaram a apoiar a entrada dos holandeses no Brasil. Ele fez muito boa administração e chegou a conquistar a simpatia dos vencidos. Só depois de sua volta para a Europa, é que recomeçou a luta, até a expulsão definitiva dos invasores. Realizações de Maurício de Nassau no Brasil: • Estabeleceu relações amistosas entre holandeses, comerciantes e latifundiários. Estes restauraram seus engenhos com empréstimos concedidos pela WIC, utilizados também na venda a crédito dos engenhos abandonados, visando restabelecer a produção de açúcar. • Organizou a Câmara dos Escabinos, um conselho composto de brasileiros e holandeses para decidir algumas questões. • Dividiu a Nova Holanda em quatro estados: Alagoas, Itamaracá, Paraíba e Rio Grande. • Permitiu a liberdade de culto e a construção de sinagogas e de um zoológico. • Obrigou o plantio de mandioca, alimento dos escravos e proibiu a derrubada de cajueiros. • Impediu o lançamento do bagaço da cana nos rios. • Promoveu eventos culturais e encarregou pintores de catalogar, pintar e estudar a fauna e flora brasileira. • Embelezou a cidade de Recife, que chamou de Maurícia, com pontes sobre os rios. • Restaurou a cidade de Olinda. • Construiu Friburgo para sua moradia. • Liderou a conquista de Angola, São Tomé e do Maranhão em 1641. No ano de 1643 Nassau recebeu a carta de dispensa dos Estados Gerais, com a promessa de o designar para importantes funções na Europa. Partiu numa esquadra de treze naus que transportava carga avaliada em 2,6 milhões de florins. A sua bagagem pessoal ocupava duas naus.
  • 3. INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA Após a volta de Maurício de Nassau para a Europa a Companhia das Índias Ocidentais, passaram a exigir dos senhores de engenho o pagamento total de suas dividas. Como boa parte dos produtores de açúcar de Pernambuco eram inadimplentes, a Companhia das Índias Ocidentais ordenou a confiscação de bens. Não querendo ficar no prejuízo, os senhores de engenho iniciaram uma revolta armada conhecida como Insurreição Pernambucana. Em Agosto de 1645 João Fernandes Vieira e André Vidal de Negreiros, liderando um grande número de nativos, deram início aos combates, sendo que os principais confrontos ocorreram na Batalha do Monte Tabocas e na Batalha de Guararapes. Nos combates também destacaram-se o negro Henrique Dias e o indígena Felipe Camarão. Somente em 1648 a Insurreição Pernambucana chegaria ao fim. Os holandeses foram derrotados depois que Portugal mandou auxilio aos pernambucanos. Mesmo vencidos no campo de batalha a Holanda foi indenizada por Portugal ao receber um grande pagamento em dinheiro e possessões territoriais no Oriente. Em 1661 Portugal e Holanda assinaram o Tratado de Haia. Ao assinar este tratado a Holanda se comprometeu em deixar de lado seu interesse pelos centros produtores de açúcar do nordeste brasileiro. Em troca os holandeses receberam de Portugal uma elevada quantia em ouro além do território do Ceilão e Ilhas Molucas. Esse movimento assinala o início do nacionalismo brasileiro, pois os elementos étnicos brancos, africanos e indígenas fundiram os seus interesses na luta pelo Brasil e não por Portugal. Foi esse movimento que deu à população local a verdadeira compreensão de seu valor, incutindo no povo o espírito de rebeldia contra qualquer tipo de opressão.