SAÚDE DO HOMEM: UM DESAFIO NECESSÁRIO   Amanda Thaís Thomé de Morais  Ana Amélia David Geraldes  Mariah de Paula Leite Juliana Portella Veiga Drumond Fernanda Correa Chaves Magdalene Salomão da Fonseca Cláudia Correard de Lima Elisa Maria Amorim da Costa
Introdução Diferenças entre os sexos no adoecimento e na morte foram consideradas naturais, e as explicações sempre estavam ligadas a biologia e ao gênero.; Mortalidade masculina x feminina; Questões sociais e culturais.
Inclusão do homem nas ações de saúde Incluir a participação do homem nas ações de saúde é, no mínimo, um desafio. Saúde do homem, uma visão do futuro? Medo? Fisiculturismo?  Resistência?
O homem como foco Na atualidade, a medicina preventiva é essencial para a qualidade e longevidade, contudo o sexo masculino permanece defasado. No âmbito dos programas de saúde, o programa de saúde da mulher possui um acesso simplificado, assim como um maior enfoque, fato este observado na mídia de um modo geral.
Objetivo A partir dessa perspectiva, objetivamos no presente estudo problematizar aspectos da sexualidade masculina que, se não devidamente abordados, poderão comprometer a saúde do mesmo; assim como a necessidade de uma melhoria nos programas de saúde que tem o homem como foco principal.
Resultados Em virtude de uma sociedade ainda machista, observamos uma alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis no sexo masculino.  Como exemplo, os casos de homens com ejaculação precoce que não admitem seu problema, e o tem como motivo de ignomínia.
Resultados Problematizando a dificuldade de promovermos medidas preventivas, temos como exemplo as ações contra o câncer de próstata. O toque retal é uma medida preventiva de baixo custo e essencial nos dias atuais. No entanto, é um procedimento que mexe com o imaginário masculino, a ponto de afastá-los.
Resultados O fato de caber à mulher acompanhar crianças, adolescentes e idosos a seus respectivos serviços de saúde, além de, em determinado período de sua vida, freqüentar o pré-natal, faz com que ela se torne mais predisposta à utilização desses serviços, fazendo com que esta o freqüente muito mais e utilize os benefícios a ela oferecidos.
Discussão No campo da saúde pública, é de fundamental importância que sejam promovidas discussões voltadas para a sexualidade masculina, não só a prevenção do câncer de próstata, mas diversas outras ações tangenciadas por tais sentidos atribuídos possam ser melhor abordadas.
Facilidades Saúde Escolar; Campanhas; Dias e horários especiais; Consultas no local de trabalho. EDUCAÇÃO!
Discussão A estratégia de prevenção e promoção da saúde tem de levar em conta a mudança comportamental, em toda a população, tendo em mente as diferenças de gênero em relação ao hábito de fumar, alcoolismo, tipo de dieta, ao ambiente de trabalho, à atividade física, ao peso corporal, entre outros.
Referências - AQUINO, Estela Maria Leão de. Saúde do homem: uma nova etapa da medicalização da sexualidade?. Ciênc. saúde coletiva 2005, vol.10, n.1, pp. 19-22 . - GOMES, Romeu. Sexualidade masculina e saúde do homem: proposta para uma discussão. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2003, vol.8, n.3, pp. 825-829 . - SCHRAIBER, Lília Blima; GOMES, Romeu  and  COUTO, Márcia Thereza. Homens e saúde na pauta da Saúde Coletiva. Ciênc. saúde coletiva 2005, vol.10, n.1 pp. 7-17 . - BRAZ, Marlene. A construção da subjetividade masculina e seu impacto sobre a saúde do homem: reflexão bioética sobre justiça distributiva. Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro,  v. 10,  n. 1, Mar.  2005 .   - GOMES, R 2003. Sexualidade masculina e saúde do homem: proposta para uma discussão. Ciência & Saúde Coletiva 8(3):825-829. - BIRD C & RIEKER, P 1999. Gender matters: an integrated model for understanding men's and women's health.  Social Science & Medicine 48:745-755. - KORIN, D 2001. Novas perspectivas de gênero em saúde. Adolescência Latino-Americana 2(2):1-16.  - VILELA, W 1998. Homem que é homem também pega Aids?, pp. 129-142. In M Arilha, S Ridenti & B Medrado (orgs.). Homens e masculinidades – Outras palavras. Ed. 34, São Paulo. - GIDDENS, A 1993. A transformação da intimidade: sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. Unesp, São Paulo. - NOLASCO, S 1995. O mito da masculinidade. Editora Rocco, Rio de Janeiro.    - BASS, BA 2001. The sexual performance perfection industry and the medicalization of male sexuality.  Family Journal Counseling & Therapy for Couples & Families 9(3): 337-340. - KRIEGEN, N & Fee E 1994. Man-made medicine and women's health: the biopolitics of sex/gender and race/ethnicity.  International Journal of Health Services 24(2): 265-283. - ROHDEN, F 2001. Uma ciência da diferença: sexo e gênero na medicina da mulher. Rio de Janeiro: Fiocruz. [Antropologia e Saúde] - VIEIRA, EM 2002. A medicalização do corpo feminino. Fiocruz. Rio de Janeiro. (Antropologia e Saúde). - WINGARD, DL 1984. The sex differential in morbidity, mortality, and life.  Annu Rev Public Health 5: 433-458. (Review)

Saúde do Homem

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    SAÚDE DO HOMEM:UM DESAFIO NECESSÁRIO Amanda Thaís Thomé de Morais Ana Amélia David Geraldes Mariah de Paula Leite Juliana Portella Veiga Drumond Fernanda Correa Chaves Magdalene Salomão da Fonseca Cláudia Correard de Lima Elisa Maria Amorim da Costa
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    Introdução Diferenças entreos sexos no adoecimento e na morte foram consideradas naturais, e as explicações sempre estavam ligadas a biologia e ao gênero.; Mortalidade masculina x feminina; Questões sociais e culturais.
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    Inclusão do homemnas ações de saúde Incluir a participação do homem nas ações de saúde é, no mínimo, um desafio. Saúde do homem, uma visão do futuro? Medo? Fisiculturismo? Resistência?
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    O homem comofoco Na atualidade, a medicina preventiva é essencial para a qualidade e longevidade, contudo o sexo masculino permanece defasado. No âmbito dos programas de saúde, o programa de saúde da mulher possui um acesso simplificado, assim como um maior enfoque, fato este observado na mídia de um modo geral.
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    Objetivo A partirdessa perspectiva, objetivamos no presente estudo problematizar aspectos da sexualidade masculina que, se não devidamente abordados, poderão comprometer a saúde do mesmo; assim como a necessidade de uma melhoria nos programas de saúde que tem o homem como foco principal.
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    Resultados Em virtudede uma sociedade ainda machista, observamos uma alta incidência de doenças sexualmente transmissíveis no sexo masculino. Como exemplo, os casos de homens com ejaculação precoce que não admitem seu problema, e o tem como motivo de ignomínia.
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    Resultados Problematizando adificuldade de promovermos medidas preventivas, temos como exemplo as ações contra o câncer de próstata. O toque retal é uma medida preventiva de baixo custo e essencial nos dias atuais. No entanto, é um procedimento que mexe com o imaginário masculino, a ponto de afastá-los.
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    Resultados O fatode caber à mulher acompanhar crianças, adolescentes e idosos a seus respectivos serviços de saúde, além de, em determinado período de sua vida, freqüentar o pré-natal, faz com que ela se torne mais predisposta à utilização desses serviços, fazendo com que esta o freqüente muito mais e utilize os benefícios a ela oferecidos.
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    Discussão No campoda saúde pública, é de fundamental importância que sejam promovidas discussões voltadas para a sexualidade masculina, não só a prevenção do câncer de próstata, mas diversas outras ações tangenciadas por tais sentidos atribuídos possam ser melhor abordadas.
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    Facilidades Saúde Escolar;Campanhas; Dias e horários especiais; Consultas no local de trabalho. EDUCAÇÃO!
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    Discussão A estratégiade prevenção e promoção da saúde tem de levar em conta a mudança comportamental, em toda a população, tendo em mente as diferenças de gênero em relação ao hábito de fumar, alcoolismo, tipo de dieta, ao ambiente de trabalho, à atividade física, ao peso corporal, entre outros.
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    Referências - AQUINO,Estela Maria Leão de. Saúde do homem: uma nova etapa da medicalização da sexualidade?. Ciênc. saúde coletiva 2005, vol.10, n.1, pp. 19-22 . - GOMES, Romeu. Sexualidade masculina e saúde do homem: proposta para uma discussão. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2003, vol.8, n.3, pp. 825-829 . - SCHRAIBER, Lília Blima; GOMES, Romeu  and  COUTO, Márcia Thereza. Homens e saúde na pauta da Saúde Coletiva. Ciênc. saúde coletiva 2005, vol.10, n.1 pp. 7-17 . - BRAZ, Marlene. A construção da subjetividade masculina e seu impacto sobre a saúde do homem: reflexão bioética sobre justiça distributiva. Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro,  v. 10,  n. 1, Mar.  2005 .   - GOMES, R 2003. Sexualidade masculina e saúde do homem: proposta para uma discussão. Ciência & Saúde Coletiva 8(3):825-829. - BIRD C & RIEKER, P 1999. Gender matters: an integrated model for understanding men's and women's health. Social Science & Medicine 48:745-755. - KORIN, D 2001. Novas perspectivas de gênero em saúde. Adolescência Latino-Americana 2(2):1-16.  - VILELA, W 1998. Homem que é homem também pega Aids?, pp. 129-142. In M Arilha, S Ridenti & B Medrado (orgs.). Homens e masculinidades – Outras palavras. Ed. 34, São Paulo. - GIDDENS, A 1993. A transformação da intimidade: sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. Unesp, São Paulo. - NOLASCO, S 1995. O mito da masculinidade. Editora Rocco, Rio de Janeiro.    - BASS, BA 2001. The sexual performance perfection industry and the medicalization of male sexuality. Family Journal Counseling & Therapy for Couples & Families 9(3): 337-340. - KRIEGEN, N & Fee E 1994. Man-made medicine and women's health: the biopolitics of sex/gender and race/ethnicity. International Journal of Health Services 24(2): 265-283. - ROHDEN, F 2001. Uma ciência da diferença: sexo e gênero na medicina da mulher. Rio de Janeiro: Fiocruz. [Antropologia e Saúde] - VIEIRA, EM 2002. A medicalização do corpo feminino. Fiocruz. Rio de Janeiro. (Antropologia e Saúde). - WINGARD, DL 1984. The sex differential in morbidity, mortality, and life. Annu Rev Public Health 5: 433-458. (Review)