A SAÚDE DO HOMEMA SAÚDE DO HOMEM
Dra Celeste C. Tacaci N. BaptistaDra Celeste C. Tacaci N. Baptista
Médica PsiquiatraMédica Psiquiatra
Vários estudos constatamVários estudos constatam
que os homens, em geral,que os homens, em geral,
padecem mais depadecem mais de
condições severas econdições severas e
crônicas de saúde do quecrônicas de saúde do que
as mulheres e tambémas mulheres e também
morrem mais do que elasmorrem mais do que elas
pelas principais causas depelas principais causas de
morte.morte.
Por que os homensPor que os homens
buscam menos osbuscam menos os
serviços de saúde doserviços de saúde do
que as mulheres?que as mulheres?
O cuidado não é visto comoO cuidado não é visto como
uma prática masculina.uma prática masculina.
O ideal de homem (viril,O ideal de homem (viril,
forte, invulnerável eforte, invulnerável e
provedor), entretanto, vemprovedor), entretanto, vem
sendo abalado a partir dossendo abalado a partir dos
questionamentos dosquestionamentos dos
movimentos feministasmovimentos feministas
(anos 70) e de gays (anos(anos 70) e de gays (anos
80).80).
Não há um empenhoNão há um empenho
masculino voltado para omasculino voltado para o
estilo de vida saudável eestilo de vida saudável e
a promoção da saúde.a promoção da saúde.
R. Gomes; E. F. Nascimento; F. C de AraújoR. Gomes; E. F. Nascimento; F. C de Araújo
Cad. Saúde Pública vol.23 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2007Cad. Saúde Pública vol.23 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2007
...ser homem seria associado à...ser homem seria associado à
invulnerabilidade, força einvulnerabilidade, força e
virilidade. Característicasvirilidade. Características
essas, incompatíveis com aessas, incompatíveis com a
demonstração de sinais dedemonstração de sinais de
fraqueza, medo, ansiedade efraqueza, medo, ansiedade e
insegurança, representadainsegurança, representada
pela procura aos serviços depela procura aos serviços de
saúde, o que colocaria emsaúde, o que colocaria em
risco a masculinidade ...risco a masculinidade ...
R. Gomes; E. F. Nascimento; F. C de AraújoR. Gomes; E. F. Nascimento; F. C de Araújo
Cad. Saúde Pública vol.23 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2007Cad. Saúde Pública vol.23 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2007
O horário deO horário de
funcionamento dosfuncionamento dos
serviços de saúde nãoserviços de saúde não
atende às demandas dosatende às demandas dos
homens, por coincidirhomens, por coincidir
com a carga horária decom a carga horária de
trabalho. As atividadestrabalho. As atividades
laborativas vêm emlaborativas vêm em
primeiro lugar na lista deprimeiro lugar na lista de
preocupaçõespreocupações
masculinas.masculinas.
Os serviços públicosOs serviços públicos
costumam ser percebidoscostumam ser percebidos
como um espaçocomo um espaço
feminilizado, freqüentadofeminilizado, freqüentado
principalmente porprincipalmente por
mulheres e composto pormulheres e composto por
uma equipe de profissionaisuma equipe de profissionais
formada, em sua maioria,formada, em sua maioria,
também por mulheres.também por mulheres.
Essa situação provocariaEssa situação provocaria
nos homens a sensação denos homens a sensação de
não pertencimento àquelenão pertencimento àquele
espaço.espaço.
APESAR DO PAPEL DOAPESAR DO PAPEL DO
PROVEDOR DO LARPROVEDOR DO LAR
ESTARESTAR
HISTORICAMENTEHISTORICAMENTE
ASSOCIADO AOASSOCIADO AO
HOMEM, QUASEHOMEM, QUASE
METADE DOS LARESMETADE DOS LARES
ATUALMENTE ESTÃOATUALMENTE ESTÃO
SENDO MANTIDOSSENDO MANTIDOS
PELAS MULHERES.PELAS MULHERES.
Além do trabalhoAlém do trabalho
impedir a procura porimpedir a procura por
serviços de saúde, oserviços de saúde, o
exercício deleexercício dele
também podetambém pode
comprometer o sercomprometer o ser
saudável.saudável.
Os indivíduos tememOs indivíduos temem
que, ao buscar umque, ao buscar um
serviço de saúde paraserviço de saúde para
saber se a sua saúdesaber se a sua saúde
vai bem, possam sevai bem, possam se
deparar comdeparar com
diagnósticos de umadiagnósticos de uma
doença e ter de sedoença e ter de se
tratar.tratar.
Falta de hábito do homemFalta de hábito do homem
de se expor ao médico.de se expor ao médico.
Houve uma maiorHouve uma maior
medicalização do corpomedicalização do corpo
feminino, ao longo dos seusfeminino, ao longo dos seus
diferentes ciclos de vida.diferentes ciclos de vida.
Essa assimetria entre osEssa assimetria entre os
gêneros, no que se referegêneros, no que se refere
ao olhar da medicina, podeao olhar da medicina, pode
ter contribuído para que ater contribuído para que a
exposição da mulher sejaexposição da mulher seja
vista como mais natural dovista como mais natural do
que a do homemque a do homem..
Os homens não seOs homens não se
reconhecem como alvoreconhecem como alvo
do atendimento dedo atendimento de
programas de saúde,programas de saúde,
devido às açõesdevido às ações
preventivas se dirigirempreventivas se dirigirem
quase quequase que
exclusivamente paraexclusivamente para
mulheres.mulheres.
Os dados epidemiológicosOs dados epidemiológicos
apontam o homem comoapontam o homem como
mais vulnerável do que asmais vulnerável do que as
mulheres.mulheres.
O senso comum vê oO senso comum vê o
homem como maishomem como mais
invulnerável.invulnerável.
Essas idéias,Essas idéias,
aparentementeaparentemente
contraditórias, secontraditórias, se
complementam.complementam.
Ou seja, os homensOu seja, os homens
por se sentirempor se sentirem
invulneráveis seinvulneráveis se
expõem mais eexpõem mais e
acabam ficandoacabam ficando
vulneráveis. Sãovulneráveis. São
duas faces da mesmaduas faces da mesma
moeda.moeda.
Por outro lado.....Por outro lado.....
O que é para oO que é para o
homem cuidar dehomem cuidar de
sua saúde????sua saúde????
Quando o cuidadoQuando o cuidado
de si transforma-sede si transforma-se
em risco deem risco de
adoecimentos.....adoecimentos.....
A saúde reprodutiva eA saúde reprodutiva e
a sexual costumam sera sexual costumam ser
os eixos principais nosos eixos principais nos
assuntos sobre homensassuntos sobre homens
e saúde no se refere ae saúde no se refere a
prevenção eprevenção e
tratamentotratamento..
Prevenção para o homem:Prevenção para o homem:
Atividade física exagerada ou semAtividade física exagerada ou sem
programação e acompanhamento.programação e acompanhamento.
Sair para beber com amigos –Sair para beber com amigos –
descontrair.descontrair.
Festas com comida gordurosa e usoFestas com comida gordurosa e uso
de bebidas alcoólicas.de bebidas alcoólicas.
Abuso de substâncias.Abuso de substâncias.
Quebra da rotina.Quebra da rotina.
Afinal quem é este HomemAfinal quem é este Homem
Contemporâneo???Contemporâneo???
Busca por cirurgia eBusca por cirurgia e
procedimentos estéticos.procedimentos estéticos.
Busca pelos prazeresBusca pelos prazeres
artificiais.artificiais.
Questionamento daQuestionamento da
sensibilidade.sensibilidade.
Confusão de papéisConfusão de papéis
familiares.familiares.
Ser feminino e masculino.Ser feminino e masculino.
Obrigado.Obrigado.

Saude homem prudente_ago2010

  • 1.
    A SAÚDE DOHOMEMA SAÚDE DO HOMEM Dra Celeste C. Tacaci N. BaptistaDra Celeste C. Tacaci N. Baptista Médica PsiquiatraMédica Psiquiatra
  • 2.
    Vários estudos constatamVáriosestudos constatam que os homens, em geral,que os homens, em geral, padecem mais depadecem mais de condições severas econdições severas e crônicas de saúde do quecrônicas de saúde do que as mulheres e tambémas mulheres e também morrem mais do que elasmorrem mais do que elas pelas principais causas depelas principais causas de morte.morte.
  • 3.
    Por que oshomensPor que os homens buscam menos osbuscam menos os serviços de saúde doserviços de saúde do que as mulheres?que as mulheres?
  • 4.
    O cuidado nãoé visto comoO cuidado não é visto como uma prática masculina.uma prática masculina. O ideal de homem (viril,O ideal de homem (viril, forte, invulnerável eforte, invulnerável e provedor), entretanto, vemprovedor), entretanto, vem sendo abalado a partir dossendo abalado a partir dos questionamentos dosquestionamentos dos movimentos feministasmovimentos feministas (anos 70) e de gays (anos(anos 70) e de gays (anos 80).80).
  • 5.
    Não há umempenhoNão há um empenho masculino voltado para omasculino voltado para o estilo de vida saudável eestilo de vida saudável e a promoção da saúde.a promoção da saúde.
  • 6.
    R. Gomes; E.F. Nascimento; F. C de AraújoR. Gomes; E. F. Nascimento; F. C de Araújo Cad. Saúde Pública vol.23 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2007Cad. Saúde Pública vol.23 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2007 ...ser homem seria associado à...ser homem seria associado à invulnerabilidade, força einvulnerabilidade, força e virilidade. Característicasvirilidade. Características essas, incompatíveis com aessas, incompatíveis com a demonstração de sinais dedemonstração de sinais de fraqueza, medo, ansiedade efraqueza, medo, ansiedade e insegurança, representadainsegurança, representada pela procura aos serviços depela procura aos serviços de saúde, o que colocaria emsaúde, o que colocaria em risco a masculinidade ...risco a masculinidade ...
  • 7.
    R. Gomes; E.F. Nascimento; F. C de AraújoR. Gomes; E. F. Nascimento; F. C de Araújo Cad. Saúde Pública vol.23 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2007Cad. Saúde Pública vol.23 no.3 Rio de Janeiro Mar. 2007 O horário deO horário de funcionamento dosfuncionamento dos serviços de saúde nãoserviços de saúde não atende às demandas dosatende às demandas dos homens, por coincidirhomens, por coincidir com a carga horária decom a carga horária de trabalho. As atividadestrabalho. As atividades laborativas vêm emlaborativas vêm em primeiro lugar na lista deprimeiro lugar na lista de preocupaçõespreocupações masculinas.masculinas.
  • 8.
    Os serviços públicosOsserviços públicos costumam ser percebidoscostumam ser percebidos como um espaçocomo um espaço feminilizado, freqüentadofeminilizado, freqüentado principalmente porprincipalmente por mulheres e composto pormulheres e composto por uma equipe de profissionaisuma equipe de profissionais formada, em sua maioria,formada, em sua maioria, também por mulheres.também por mulheres. Essa situação provocariaEssa situação provocaria nos homens a sensação denos homens a sensação de não pertencimento àquelenão pertencimento àquele espaço.espaço.
  • 9.
    APESAR DO PAPELDOAPESAR DO PAPEL DO PROVEDOR DO LARPROVEDOR DO LAR ESTARESTAR HISTORICAMENTEHISTORICAMENTE ASSOCIADO AOASSOCIADO AO HOMEM, QUASEHOMEM, QUASE METADE DOS LARESMETADE DOS LARES ATUALMENTE ESTÃOATUALMENTE ESTÃO SENDO MANTIDOSSENDO MANTIDOS PELAS MULHERES.PELAS MULHERES.
  • 10.
    Além do trabalhoAlémdo trabalho impedir a procura porimpedir a procura por serviços de saúde, oserviços de saúde, o exercício deleexercício dele também podetambém pode comprometer o sercomprometer o ser saudável.saudável.
  • 11.
    Os indivíduos tememOsindivíduos temem que, ao buscar umque, ao buscar um serviço de saúde paraserviço de saúde para saber se a sua saúdesaber se a sua saúde vai bem, possam sevai bem, possam se deparar comdeparar com diagnósticos de umadiagnósticos de uma doença e ter de sedoença e ter de se tratar.tratar.
  • 12.
    Falta de hábitodo homemFalta de hábito do homem de se expor ao médico.de se expor ao médico. Houve uma maiorHouve uma maior medicalização do corpomedicalização do corpo feminino, ao longo dos seusfeminino, ao longo dos seus diferentes ciclos de vida.diferentes ciclos de vida. Essa assimetria entre osEssa assimetria entre os gêneros, no que se referegêneros, no que se refere ao olhar da medicina, podeao olhar da medicina, pode ter contribuído para que ater contribuído para que a exposição da mulher sejaexposição da mulher seja vista como mais natural dovista como mais natural do que a do homemque a do homem..
  • 13.
    Os homens nãoseOs homens não se reconhecem como alvoreconhecem como alvo do atendimento dedo atendimento de programas de saúde,programas de saúde, devido às açõesdevido às ações preventivas se dirigirempreventivas se dirigirem quase quequase que exclusivamente paraexclusivamente para mulheres.mulheres.
  • 14.
    Os dados epidemiológicosOsdados epidemiológicos apontam o homem comoapontam o homem como mais vulnerável do que asmais vulnerável do que as mulheres.mulheres. O senso comum vê oO senso comum vê o homem como maishomem como mais invulnerável.invulnerável. Essas idéias,Essas idéias, aparentementeaparentemente contraditórias, secontraditórias, se complementam.complementam.
  • 15.
    Ou seja, oshomensOu seja, os homens por se sentirempor se sentirem invulneráveis seinvulneráveis se expõem mais eexpõem mais e acabam ficandoacabam ficando vulneráveis. Sãovulneráveis. São duas faces da mesmaduas faces da mesma moeda.moeda.
  • 16.
    Por outro lado.....Poroutro lado..... O que é para oO que é para o homem cuidar dehomem cuidar de sua saúde????sua saúde???? Quando o cuidadoQuando o cuidado de si transforma-sede si transforma-se em risco deem risco de adoecimentos.....adoecimentos.....
  • 17.
    A saúde reprodutivaeA saúde reprodutiva e a sexual costumam sera sexual costumam ser os eixos principais nosos eixos principais nos assuntos sobre homensassuntos sobre homens e saúde no se refere ae saúde no se refere a prevenção eprevenção e tratamentotratamento..
  • 18.
    Prevenção para ohomem:Prevenção para o homem: Atividade física exagerada ou semAtividade física exagerada ou sem programação e acompanhamento.programação e acompanhamento. Sair para beber com amigos –Sair para beber com amigos – descontrair.descontrair. Festas com comida gordurosa e usoFestas com comida gordurosa e uso de bebidas alcoólicas.de bebidas alcoólicas. Abuso de substâncias.Abuso de substâncias. Quebra da rotina.Quebra da rotina.
  • 19.
    Afinal quem éeste HomemAfinal quem é este Homem Contemporâneo???Contemporâneo??? Busca por cirurgia eBusca por cirurgia e procedimentos estéticos.procedimentos estéticos. Busca pelos prazeresBusca pelos prazeres artificiais.artificiais. Questionamento daQuestionamento da sensibilidade.sensibilidade. Confusão de papéisConfusão de papéis familiares.familiares. Ser feminino e masculino.Ser feminino e masculino.
  • 20.