Leitura protocolada trabalhada com o gênero quadrinhos
Marcelo BrunettoMartins(brunetto_21@hotmail.com)(Orientando)
Prof. Luciano Brasil Rivatto(luciano.rivatto@gmail.com)(Orientando)
Prof. Dr. Luis Fernando Marozo (Orientador)

Palavras - chave: Atividade protocolada. Quadrinho. Conhecimento

A leitura é um problema recorrente na formação dos alunos. Pensando nisso,
esse trabalho, que faz parte do PIBID/CAPES Letras Língua Materna, do
Campus Jaguarão, procura incentivar os alunos através de estratégias de
leituras como a atividade protocolada com utilização de quadrinhos. A proposta
foi realizada em uma sala de aula com vinte e sete alunos de sétima série, de
uma escola pública de Jaguarão. Com tal atividade buscou-se ativar os
conhecimentos prévios dos alunos (LIBERATO e FULGÊNCIO, 2007), com o
objetivo de que eles façam inferências a partir dos fragmentos dos quadrinhos,
ou seja, recuperem seus conhecimentos culturais (ECO, 1974) e os utilizem
para descobrir o que poderá vir no trecho seguinte. Segundo Coscarelli (1996),
os textos podem ser divididos em partes e lidos separadamente, porém para se
realizar essas divisões é necessário certo cuidado para que aconteça de forma
organizada e, assim, promova uma sequência na qual os alunos possam
desenvolver suas hipóteses. O fato de ser quadrinhos, o texto escrito dialoga
com as imagens, e, nesse sentido, acontece o estímulo visual, e os alunos
identificarão nas imagens, palavras ou frases vários sentidos (RICOEUR, 2006)
e terão de selecionar quais as mais prováveis. Segundo Tomicht (2007), um
bom modo de fazer isso seria que os alunos lessem o texto dos quadrinhos ou
interpretassem a imagem e pensassem em voz alta, assim o professor que
está aplicando a atividade pode instigar mais suas mentes, fazendo-os terem
várias hipóteses suscitadas pelos seus conhecimentos prévios. A atividade foi
desenvolvida através de slides projetados em uma tela, nos quais os
quadrinhos foram apresentados individualmente e os alunos criaram hipóteses
que algumas foram validadas e outras não pela sequência do texto, mostrando
como existe uma grande diversidade de idéias e que cada aluno ao interpretar
aplica suas experiências. O resultado que se obteve é que os alunos se
envolveram com a prática de leitura e fizeram interpretações através dos textos
apresentados (RICOEUR, 2006). E essa prática trouxe mais um incentivo a
leitura de quadrinhos não só como uma simples leitura e sim buscar o que
poderá acontecer com os personagens tornando a leitura mais prazerosa. E
assim concluímos que foi despertada a curiosidade dos alunos e possibilitando
a construção de seus próprios textos, formando leitores que dialogam com o
texto e não simplesmente buscam “o que o autor quis dizer”, assim notando
que uma atividade em que os alunos tenham que usar suas experiências para
descobrir o que poderá surgir é melhor que apenas dar os quadrinhos e fazer
questionamentos após.
Referências:
COSCARELLI, Carla Viana. O ensino da leitura: uma perspectiva
psicolingüística. Boletim da Associação Brasileira de
Lingüística. Maceió: Imprensa Universitária, dez.1996. p. 163-174.

ECO, Humberto. La estructura ausente: introducción a la semiótica.
Barcelona, Espanha: Editorial Lumen, 1986.

RICOEUR, Paul. Teoría de laInterpretación, Ed. SigloVeintiuno, Madrid.
España Ed.6, 2006.

TOMITCH, Lêda Maria Braga. Desvelando o processo de compreensão
leitora: protocolos verbais na pesquisa em leitura. Santa Cruz do Sul. 2007

Resumo da atividade protocolada

  • 1.
    Leitura protocolada trabalhadacom o gênero quadrinhos Marcelo BrunettoMartins(brunetto_21@hotmail.com)(Orientando) Prof. Luciano Brasil Rivatto(luciano.rivatto@gmail.com)(Orientando) Prof. Dr. Luis Fernando Marozo (Orientador) Palavras - chave: Atividade protocolada. Quadrinho. Conhecimento A leitura é um problema recorrente na formação dos alunos. Pensando nisso, esse trabalho, que faz parte do PIBID/CAPES Letras Língua Materna, do Campus Jaguarão, procura incentivar os alunos através de estratégias de leituras como a atividade protocolada com utilização de quadrinhos. A proposta foi realizada em uma sala de aula com vinte e sete alunos de sétima série, de uma escola pública de Jaguarão. Com tal atividade buscou-se ativar os conhecimentos prévios dos alunos (LIBERATO e FULGÊNCIO, 2007), com o objetivo de que eles façam inferências a partir dos fragmentos dos quadrinhos, ou seja, recuperem seus conhecimentos culturais (ECO, 1974) e os utilizem para descobrir o que poderá vir no trecho seguinte. Segundo Coscarelli (1996), os textos podem ser divididos em partes e lidos separadamente, porém para se realizar essas divisões é necessário certo cuidado para que aconteça de forma organizada e, assim, promova uma sequência na qual os alunos possam desenvolver suas hipóteses. O fato de ser quadrinhos, o texto escrito dialoga com as imagens, e, nesse sentido, acontece o estímulo visual, e os alunos identificarão nas imagens, palavras ou frases vários sentidos (RICOEUR, 2006) e terão de selecionar quais as mais prováveis. Segundo Tomicht (2007), um bom modo de fazer isso seria que os alunos lessem o texto dos quadrinhos ou interpretassem a imagem e pensassem em voz alta, assim o professor que está aplicando a atividade pode instigar mais suas mentes, fazendo-os terem várias hipóteses suscitadas pelos seus conhecimentos prévios. A atividade foi desenvolvida através de slides projetados em uma tela, nos quais os quadrinhos foram apresentados individualmente e os alunos criaram hipóteses que algumas foram validadas e outras não pela sequência do texto, mostrando como existe uma grande diversidade de idéias e que cada aluno ao interpretar aplica suas experiências. O resultado que se obteve é que os alunos se envolveram com a prática de leitura e fizeram interpretações através dos textos apresentados (RICOEUR, 2006). E essa prática trouxe mais um incentivo a leitura de quadrinhos não só como uma simples leitura e sim buscar o que poderá acontecer com os personagens tornando a leitura mais prazerosa. E assim concluímos que foi despertada a curiosidade dos alunos e possibilitando a construção de seus próprios textos, formando leitores que dialogam com o texto e não simplesmente buscam “o que o autor quis dizer”, assim notando que uma atividade em que os alunos tenham que usar suas experiências para descobrir o que poderá surgir é melhor que apenas dar os quadrinhos e fazer questionamentos após.
  • 2.
    Referências: COSCARELLI, Carla Viana.O ensino da leitura: uma perspectiva psicolingüística. Boletim da Associação Brasileira de Lingüística. Maceió: Imprensa Universitária, dez.1996. p. 163-174. ECO, Humberto. La estructura ausente: introducción a la semiótica. Barcelona, Espanha: Editorial Lumen, 1986. RICOEUR, Paul. Teoría de laInterpretación, Ed. SigloVeintiuno, Madrid. España Ed.6, 2006. TOMITCH, Lêda Maria Braga. Desvelando o processo de compreensão leitora: protocolos verbais na pesquisa em leitura. Santa Cruz do Sul. 2007