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                                 1. INTRODUÇÃO


O pressente trabalho foi solicitado pela docente Sandra Fabiana Almeida Franco,
como requisito para o componente curricular Alfabetização e Lingüística, busca
apresentar os resultados obtidos através da observação direta realizada numa turma
de alfabetização, com carga horária de 5 horas desenvolvida na escola Centro de
Educação Sementinha do Futuro, situada a rua Acesso 04, número 02, no bairro
Bonfim II (Casas Populares), em Senhor do Bonfim-BA.


A observação direta nos permite chegar mais perto dos sujeitos, a partir dessa
análise do espaço dos alunos e coloca o futuro professor em contato real com a
natureza de seu trabalho, por meio de um olhar observador.


Neste contexto, a construção deste relato de observação apresenta estratégias de
aprendizagem a partir das práticas de leituras desenvolvidas em sala de aula, pois a
leitura se constitui num instrumento enriquecedor de conhecimentos para o aluno,
assim nos diz Silva (2005):


                     Leitura é uma atividade essencial a qualquer área do conhecimento e mais
                     essencial ainda à própria vida do ser humano. (O patrimônio simbólico do
                     homem contém uma herança cultural registrada pela escrita. Estar com e no
                     mundo pressupõe, então, atos de criação e re-criação direcionados a essa
                     herança. A leitura, por ser uma via de acesso a essa herança, é uma das
                     formas do homem se situar com o mundo de forma a dinamizá-lo.) (p. 42)


Portanto transpor esse abismo construindo uma nova forma de lidar com essas
práticas, aproximando-as das práticas sociais é o desafio de qualquer instituição,
pois essa atitude exige renovação, persistência e mudanças.
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                                2. DESENVOLVIMENTO


A professora afirma que o trabalho de leitura e escrita é realizado desde o primeiro
momento até o término da aula, com atividades que estimulem o processo de
aquisição do conhecimento e o gosto pela leitura.


Em sua ação docente diária existe um momento especifico para a leitura. Costuma
realizar a rodinha da leitura, onde desenvolve a leitura compartilhada dos textos,
além de possibilitar que seus alunos possam manusear e folhear os livros utilizados.
Assim, Silva (1985) nos afirma: “A leitura, se levada a efeito crítico e reflexivamente,
levanta-se com um trabalho de combate à alienação (não-racionalidade), capaz de
facilitar ao gênero humano a realização de sua plenitude (libertação)” (p. 22,23).


Desse modo, a professora acredita que, o momento da leitura não é apenas lazer,
mas trás consigo um amplo grau de informações. O incentivo da leitura as crianças
ajuda no desenvolvimento da escrita e na compreensão do mundo, possibilitando
uma formação pessoal e social.


Considera-se necessário que a prática educativa do professor seja criativa, capaz de
compreender e desenvolver sua ação dentro de um contexto social, buscando ações
conscientes e significativas.


Podemos observar que a docente apesar de compreender a importância da leitura
na formação e aquisição de conhecimento de seus educandos a mesma apresenta
textos na maioria das vezes, apenas com objetivos didáticos, não apresentando
textos que são do interesse ou necessidade do aluno.


É preciso induzir as crianças a lerem por prazer. É através da leitura de obras
literárias infantis que a criança aprende brincando em um mundo de emoções que
irá despertar a curiosidade e produzir novas experiências. De acordo com
Abramovich (1997):


                      É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes,
                      como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor,
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                    a insegurança, a tranqüilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente
                    tudo que as narrativas provocam em quem as ouve - com toda a amplitude,
                    significância e verdade que cada uma delas faz (ou não) brotar... Pois é
                    ouvir, sentir e enxergar com os olhos do imaginário (p. 17).


É importante ressaltar o quanto os alunos ficam maravilhados com as histórias
contadas.


As atividades de leitura precisam ser planejadas onde o professor através de uma
ação significativa proporcione o encontro dos educandos com o mundo da leitura e
escrita de forma lúdica e consciente levando-os a perceber e questionar o mundo
em que estão inseridos. Garcia (2003) nos diz que:


                    Organizar o ensino da leitura e escrita procurando criar condições para a
                    apropriação da linguagem escrita como instrumento de compreensão e
                    intervenção da realidade implica... possibilitar vivencias com a leitura e a
                    escrita que tenha relevância e significado para ávida da criança algo que se
                    torne uma necessidade para ela e que lhe permita refletir sobre sua
                    realidade e compreende-la (p. 94).


Assim, é preciso que o professor esteja preparado para desenvolver atividades de
leitura, que esteja dedicado e comprometido com a educação. O ato de ensinar deve
ser algo transformador que possibilite aos educandos não apenas o ler e o escrever
corretamente, mas torná-los críticos e criativos, capazes de questionar a realidade
interagindo ativamente em seu meio social.
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                             3. CONSIDERAÇÕES FINAIS


A partir da observação que realizamos na turma de alfabetização da Educação
Infantil podemos perceber a importância, para o profissional da educação, o contato
com a prática. Neste contexto, percebemos que crianças participaram ativamente de
todas as atividades, mostrando que a diversidade das atividades, alternando as
atividades concretas com as não concretas forma um ambiente ideal de
aprendizagem e que é preciso trabalhar com diferentes gêneros textuais e que o uso
de textos ajuda a formar um ambiente alfabetizador com diferentes praticas sociais
de leitura e escrita.


Portanto o trabalho foi muito gratificante, pois conseguimos perceber mais ainda o
quanto a leitura é importante no processo de alfabetização. E este processo
proporcionou     a      construção   de   conhecimentos       imprescindíveis   e    também
compreensão      da      necessidade      de   incluir   a   leitura   no   âmbito   escolar.
Compreendemos que todos os saberes adquiridos e construídos em sala de aula
são fundamentais para a nossa formação como profissionais e para o exercício de
nossa função como educadores.
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                                REFERENCIAS


SILVA, Ezequiel Theodoro da. Literatura e realidade brasileira. 2 ed. Porto Alegre:
Mercado Aberto, 1985.
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. São Paulo.
Scipione, 1997.
GARCIA, Regina Leite (org). A formação da professora alfabetizadora: reflexões
sobre a prática. São Paulo, Cortez, 2003.

Relatório de Alfabetização e Linguistica

  • 1.
    4 1. INTRODUÇÃO O pressente trabalho foi solicitado pela docente Sandra Fabiana Almeida Franco, como requisito para o componente curricular Alfabetização e Lingüística, busca apresentar os resultados obtidos através da observação direta realizada numa turma de alfabetização, com carga horária de 5 horas desenvolvida na escola Centro de Educação Sementinha do Futuro, situada a rua Acesso 04, número 02, no bairro Bonfim II (Casas Populares), em Senhor do Bonfim-BA. A observação direta nos permite chegar mais perto dos sujeitos, a partir dessa análise do espaço dos alunos e coloca o futuro professor em contato real com a natureza de seu trabalho, por meio de um olhar observador. Neste contexto, a construção deste relato de observação apresenta estratégias de aprendizagem a partir das práticas de leituras desenvolvidas em sala de aula, pois a leitura se constitui num instrumento enriquecedor de conhecimentos para o aluno, assim nos diz Silva (2005): Leitura é uma atividade essencial a qualquer área do conhecimento e mais essencial ainda à própria vida do ser humano. (O patrimônio simbólico do homem contém uma herança cultural registrada pela escrita. Estar com e no mundo pressupõe, então, atos de criação e re-criação direcionados a essa herança. A leitura, por ser uma via de acesso a essa herança, é uma das formas do homem se situar com o mundo de forma a dinamizá-lo.) (p. 42) Portanto transpor esse abismo construindo uma nova forma de lidar com essas práticas, aproximando-as das práticas sociais é o desafio de qualquer instituição, pois essa atitude exige renovação, persistência e mudanças.
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    5 2. DESENVOLVIMENTO A professora afirma que o trabalho de leitura e escrita é realizado desde o primeiro momento até o término da aula, com atividades que estimulem o processo de aquisição do conhecimento e o gosto pela leitura. Em sua ação docente diária existe um momento especifico para a leitura. Costuma realizar a rodinha da leitura, onde desenvolve a leitura compartilhada dos textos, além de possibilitar que seus alunos possam manusear e folhear os livros utilizados. Assim, Silva (1985) nos afirma: “A leitura, se levada a efeito crítico e reflexivamente, levanta-se com um trabalho de combate à alienação (não-racionalidade), capaz de facilitar ao gênero humano a realização de sua plenitude (libertação)” (p. 22,23). Desse modo, a professora acredita que, o momento da leitura não é apenas lazer, mas trás consigo um amplo grau de informações. O incentivo da leitura as crianças ajuda no desenvolvimento da escrita e na compreensão do mundo, possibilitando uma formação pessoal e social. Considera-se necessário que a prática educativa do professor seja criativa, capaz de compreender e desenvolver sua ação dentro de um contexto social, buscando ações conscientes e significativas. Podemos observar que a docente apesar de compreender a importância da leitura na formação e aquisição de conhecimento de seus educandos a mesma apresenta textos na maioria das vezes, apenas com objetivos didáticos, não apresentando textos que são do interesse ou necessidade do aluno. É preciso induzir as crianças a lerem por prazer. É através da leitura de obras literárias infantis que a criança aprende brincando em um mundo de emoções que irá despertar a curiosidade e produzir novas experiências. De acordo com Abramovich (1997): É ouvindo histórias que se pode sentir (também) emoções importantes, como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem-estar, o medo, a alegria, o pavor,
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    6 a insegurança, a tranqüilidade, e tantas outras mais, e viver profundamente tudo que as narrativas provocam em quem as ouve - com toda a amplitude, significância e verdade que cada uma delas faz (ou não) brotar... Pois é ouvir, sentir e enxergar com os olhos do imaginário (p. 17). É importante ressaltar o quanto os alunos ficam maravilhados com as histórias contadas. As atividades de leitura precisam ser planejadas onde o professor através de uma ação significativa proporcione o encontro dos educandos com o mundo da leitura e escrita de forma lúdica e consciente levando-os a perceber e questionar o mundo em que estão inseridos. Garcia (2003) nos diz que: Organizar o ensino da leitura e escrita procurando criar condições para a apropriação da linguagem escrita como instrumento de compreensão e intervenção da realidade implica... possibilitar vivencias com a leitura e a escrita que tenha relevância e significado para ávida da criança algo que se torne uma necessidade para ela e que lhe permita refletir sobre sua realidade e compreende-la (p. 94). Assim, é preciso que o professor esteja preparado para desenvolver atividades de leitura, que esteja dedicado e comprometido com a educação. O ato de ensinar deve ser algo transformador que possibilite aos educandos não apenas o ler e o escrever corretamente, mas torná-los críticos e criativos, capazes de questionar a realidade interagindo ativamente em seu meio social.
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    7 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da observação que realizamos na turma de alfabetização da Educação Infantil podemos perceber a importância, para o profissional da educação, o contato com a prática. Neste contexto, percebemos que crianças participaram ativamente de todas as atividades, mostrando que a diversidade das atividades, alternando as atividades concretas com as não concretas forma um ambiente ideal de aprendizagem e que é preciso trabalhar com diferentes gêneros textuais e que o uso de textos ajuda a formar um ambiente alfabetizador com diferentes praticas sociais de leitura e escrita. Portanto o trabalho foi muito gratificante, pois conseguimos perceber mais ainda o quanto a leitura é importante no processo de alfabetização. E este processo proporcionou a construção de conhecimentos imprescindíveis e também compreensão da necessidade de incluir a leitura no âmbito escolar. Compreendemos que todos os saberes adquiridos e construídos em sala de aula são fundamentais para a nossa formação como profissionais e para o exercício de nossa função como educadores.
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    8 REFERENCIAS SILVA, Ezequiel Theodoro da. Literatura e realidade brasileira. 2 ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1985. ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. São Paulo. Scipione, 1997. GARCIA, Regina Leite (org). A formação da professora alfabetizadora: reflexões sobre a prática. São Paulo, Cortez, 2003.