SlideShare uma empresa Scribd logo
Seminário Parasitologia	Ordem Siphonaptera  Universidade Católica de Brasília Medicina Marina Sousa da Silva Raquel Nascimento Matias Rebeca Alevato Donadon Paulo Victor Pereira Yuri Raslan Professor: Douglas Albernaz
Biologia Reino:  animalia Filo:  arthropoda Classe:  insecta Ordem:  siphonaptera Figura 1: microscopia eletrônica de pulga
Biologia  São organismos holometábolos Ovo, larva, pulpa, adulto Podem parasitar diversas espécies  Alguns dão preferência a                                       espécies específicas
Biologia  Ovos  São depositados sobre o hospedeiro, no seu ninho ou no chão. Larvas  Sem patas e cegas Se alimentam das fezes das formas adultas, não tem capacidade de sugar sangue.
Biologia  Pupas  Casulo de seda fabricado pela larva Vai dar origem à forma adulta Forma adulta Hematófaga São capazes de não se alimentar por meses Tempo de vida variando de acordo com a espécies e com as condições ambientais
Ciclo de vida
Morfologia  São ápteros Coloração marrom avermelhada 2,5 a 3,0 mm de comprimento 3 pares de patas O par de patas traseiras são adaptadas ao pulo Corpo endurecido e achatado verticalmente Figura 1:
Morfologia  Corpo coberto por microscópicos  espinhos voltados para traz, que  ajudam na movimentação  Aparelho bucal do tipo sugados - pungitivo Fêmeas são maiores que os machos
Famílias  As famílias das pulgas são separadas pelo tipo de hospedeiro que parasitam Tungidae Pulicidae – pulga comum Coptopsyllidae Vermipsyllida - carnívoros Rhopalopsyllidae - marsupiais Hypsophthalmidae Stephanocircidae - roedores Pygiopsyllidae Hystrichopsyllidae - ratos Leptopsyllidae - aves e coelhos Ischnopsyllidae - morcegos Ceratophyllidae malacopsyllidae Amphipsyllidae Dolichopsyllidae - roedores ctenopsyllidae As famílias mais importantes na área de controle de pragas são:  Pulicidae e Tungidae
As Pulgas São conhecidas mais de 3.000 espécies de pulgas por todo o mundo: Aproximadamente 200 são encontradas na América do Sul Por volta de 59 espécies são encontradas no Brasil 36 delas só no Estado de São Paulo Podem ser: Parasitos propriamente ditos Transmissores (vetores) Hospedeiros Intermediários
Espécies de Importância Ctenocephalides canis e Ctenocephalides felis Pulgas do cão e do gato Podem picar o homem Ações irritativas mais severas que as da pulga do homem Hospedeiras intermediárias do Dipylidiumcaninum Figura 2: Ctenocephalides canis Figura 3: Ctenocephalides felis
Espécies de Importância Pulex irritans Principal ectoparasita do homem Pode parasitar outros hospedeiros  Suínos, cães, gatos.  Não participa da transmissão de doenças Vive fora do corpo de seus hospedeiros Hematofagia Controle requer uso de inseticidas e limpeza dos locais Figura 4: Pulexirritans
Espécies de Importância Polygenesspp. Transmitem a peste entre roedores Contribuem para a manutenção da peste enzoótica rural no Brasil Tunga penetrans Menor das pulgas conhecidas Inseto Adulto mede 1 mm de comprimento Fêmea é o “bicho-do-pé” Figura 5: Tunga penetrans
Espécies de Importância Xenopsyllacheopis Pulga vetor da Peste Bubônica Bactéria Yersiniapestis Principal transmissora da peste entre os ratos e entre o rato e o homem É a pulga mais encontrada nos ratos domésticos Transmite o Tifo Murino Bactéria Rickettsiatyphi Transmissão pelas fezes das pulgas Zoonose própria do rato  Homem contamina-se esporadicamente Figura 6: Xenopsyllacheopis
Tungíase - Aspectos Gerais Bicho-de-pé Tunga penetrans (penetração da fêmea na epiderme) Doença ectoparasitária Pulga que hipertrofia até atingir cerca de 1cm Autolimitada  duração de 4 a 6 semanas Figura 7: Ovos de T. penetrans (setas amarelas).
Tungíase - Ciclo de Vida Os estágios larvais se alimentam de restos orgânicos do ambiente As pupas são envolvidas por casulos  geralmente cobertos por areia, terra ou seixos Tanto o macho quanto a fêmea se alimentam do sangue do hospedeiro Apenas a fêmea fertilizada é capaz de cavar na epiderme  inchaço
Tungíase - Ciclo de Vida Fêmeas de T. enetrans: Ausência de estruturas especializadas para cavar Apenas acoplam o aparelho bucal Mantêm a porção posterior voltada para o ambiente Alimentam-se distendendo o abdome até cerca de 1cm Liberam cerca de 100 ovos em um período de 2 semanas Morrem  expulsas pela pele do hospedeiro Figura 8: Tunga penetrans. Seta azul: parte posterior da pulga; seta verde: anterior dapulga, mostrando a cabeça, bucaisesobrecoxa, e,seta amarela: ovo.
Tungíase - Aspectos Clínicos Incialmente assintomático (penetração da fêmea) Coceita, irritação  fêmea já no estágio final Inflamação e ulceração Múltiplas lesões Dificuldade para caminhar Figura 9: Lesão por T. penetrans em paciente.
Tungíase - Diagnóstico e Tratamento Diagnóstico pela indentificação das pulgas e seus ovos nas lesões Tratamento limitado à remoção completa da pulga Remoção parcial (fragmentação do inseto) Complicações (inflamaçõesouinfecções) Figura 10: Pé com tungíase.
Tungíase - Complicações Clínicas Regiões endêmicas Recorrente reinfestaçãoparasitosemestágiosvariados de desenvolvimento Regiões com baixos IDH e condições de higiene Retirada da pulga sem assepsia Superinfecção por bactérias Clostridiumtetani Graves sequelas documentadas Deformaçãoeperda de unhas Deformaçãoeamputação de dígitos Sepse Morte
Figura 11: Péesquerdo de uma de menina de seteanos. Os dedosapresentamlesõesemtodososestágios de desenvolvimento.Ovospodem ser identificadosaderidosàpeleeemtodas as unhas (e.g., seisovos no bordo lateral daunha do 4o pododáctilo). Inflamaçãoestápresenteemtodososdedos; todas as unhas e o 5o pododáctiloapresentamdeformação. Figura 12: Região plantar dos pés de umamenina de seteanos. Lesõesemtodososestágios de desenvolvimentoestãopresentes. Váriosagrupamentos de lesõessãovisíveisem ambos ospés.
Tungíase - Epidemiologia Regiões tropicais e sub-tropicais México América do Sul Oeste da Índia África Regiões com areia: praias, fazendas
Pulgas e a Peste ,[object Object]
Agente etilógico: Yersiniapestis
Agente transmissor: Xenipsyllachopis
Revervatórios: roedores slivestres – campestres Doença bacteriana que se espalha por populações animais, inclusive humanos, por meio do contato com ratos infectados . Figura 13: Bactéria Yersiniapetis Figura 14: Pulga Xenipsyllachopis
Transmissão A pulga alimenta-se do sangue de ratos e de outros roedores Seu sistema digestivo fica obstruído por grande quantidade de bactérias Ao picar um hospedeiro , a pulga regurgita o sangue infectado dentro da ferida A bactéria cai no sistema linfático, chegando aos linfonodos
Ciclo de Vida Adultos em busca de hospedeiro de sangue quente Larvas  se tornam pupas Ovos atingem o estágio larval (3-4 dias) Ovos  depositados pela fêmea no ambiente
Sintomas  Após 7 dias: FEBRE MAL-ESTAR Gânglios linfáticos hemorrágicos e inchados.  BULBOS Bactérias invadem a corrente sanguínea, multiplicando-se. Hemorragia em vários órgãos, principalmente nos pulmões. PESTE  SEPTICÊMICA
Formas Clínicas PESTE BUBÔNICA  PESTE PNEUMÔNICA  Tosse com expectoração sanguinolenta, purulenta e infecciosa. INALAÇÃO DIRETA DE GOTAS INFECCIOSAS EXPELIDAS PELO DOENTE  Na peste pneumônica o período de incubação é menor, de 2 a 3 dias , e é logo de início pulmonar , sem passar pela fase de formação dos bulbos. Logo após o surgimento dos sintomas pulmonares , a peste não tratada é mortal em quase 100% dos casos.
Diagnóstico e Tratamento Diagnóstico Feito com o recolhimento de amostra de líquido dos bulbos , pus ou sangue; Cultura em meios de nutrientes para observação ao microscópio e análise bioquímica  Tratamento Antibióticos são utilizados, sendo bastante eficazes: Estreptomicina Tetraciclinas Cloranfenicol Os mais recentes são Gentamicina e a Doxiciclina
Epidemiologia  Ainda hoje registram-se casos em vários locais do mundo: Ocidente dos Estados Unidos Mongólia Manchúria Ucrânia Região dos lagos na África Algumas regiões no Brasil Andes
Profilaxia Evitar o contato com roedores e erradicá-los das áreas de habitação Medida mais eficaz    É UMA DOENÇA NA QUAL A CONTAMINAÇÃO DEVE SER IMEDIATAMENTE INFORMADA ÀS AUTORIDADES COMPETENTES, E A PESSOA INFECTADA DEVE FICAR EM QUARENTENA .
Pulgas e Tifo Murino Tifo Endêmico ou Tifo Transmitido por Pulgas  Agente etiológico bacteriano: Rickettsia typhi Obrigatoriamente intracelulares  Sobrevivem somente dentro do hospedeiro Transmitida pelo vetor infectado  Pulga Xenopsyllacheopis As pulgas ficam infectadas para o resto da vida e não apresentam sintomas da doença, mesmo albergando a bactéria
Ciclo de Vida Hospedeiros  Roedores da Família Muridae Ratos Gatos, Gambás e Esquilos  Homem  “Hospedeiro Acidental”  Quando há muitos roedores contaminados (epizootia) Pulgas buscam novos hospedeiros  Figura 15:  Ciclo de  Vida Rickettsiatyphi
Infecção Figura 3 Pelas fezes das pulgas Inalação de aerossóis das fezes secas  Raramente pela picada  Aparelho digestivo da pulga fica bloqueado pela bactéria Ela regurgita sangue infectado quando pica Defecam enquanto se alimentam do sangue do hospedeiro  Adultas Larvas  Alimentam das fezes pulga adulta Hospedeiro coça  Substância urticante na saliva da pulga
Infecção Fezes infectadas  Penetram pela lesão da picada  Hospedeiro pode lesar a pele durante a coceira  Figura 16:  Pulga Xenopsyllacheopis
Sintomas Rickettsia typhi  habita células endoteliais dos vasos sangüíneos do homem Causa inflamação, obstrução e sangramento  Consumo de leucócitos e plaquetas no local da infecção  Trombocitopenia grave  Falência multiorgânica  6 - 18 dias após infecção  Febre alta e persistente Calafrios com tremores Náusea e vômitos Cefaléias Manchas vermelhas no corpo  Hemorragias subcutâneas provocadas pela bactéria nos vasos Duram cerca de 12 dias
Sintomas Exantema ou rash cutâneo (erupção cutânea) 32% dos doentes aparecem em 2 dias  50% dos doentes aparecem 4 – 5 dias 18% nunca apareceu No início afeta pequena parte do organismo, sendo difícil vê-la Axila ou face interna do braço Em seguida, aparecem no tronco 7 – 10 dias desaparecem gradualmente Geralmente doentes leves se recuperam totalmente Figura 17: Exantema ou rash cutâneo
Sintomas Resultados analíticos  Anemia  Leucopenia na fase inicial Leucocitose mais tardiamente Trombocitopenia ,[object Object],Idosos e pessoas debilitadas  Sistema Imunitário deficiente ,[object Object]
Pneumonite intersticial
 Edema Pulmonar

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Anatomia topográfica das aves
Anatomia topográfica das avesAnatomia topográfica das aves
Anatomia topográfica das aves
Marília Gomes
 
Raiva.
Raiva.Raiva.
Trabalho de parasitologia
Trabalho de parasitologiaTrabalho de parasitologia
Trabalho de parasitologia
Patrícia Oliver
 
Parasitologia
ParasitologiaParasitologia
Parasitologia
Jefferson LIMA
 
Principais doenças que acometem aves comerciais
Principais doenças que acometem aves comerciaisPrincipais doenças que acometem aves comerciais
Principais doenças que acometem aves comerciais
Marília Gomes
 
Diptera - vet 145
Diptera - vet 145Diptera - vet 145
Aula 15 ectoparasitos ii- pulgas - odontologia - unifoa - 2012-1
Aula 15   ectoparasitos ii- pulgas - odontologia - unifoa - 2012-1Aula 15   ectoparasitos ii- pulgas - odontologia - unifoa - 2012-1
Aula 15 ectoparasitos ii- pulgas - odontologia - unifoa - 2012-1
Lucas Almeida Sá
 
Protozoarios
ProtozoariosProtozoarios
Parasitas
ParasitasParasitas
Parasitas
Leonardo Souza
 
Bases Ii Aula 1 IntroduçãO à Parasitologia 24082009
Bases Ii   Aula 1   IntroduçãO à Parasitologia   24082009Bases Ii   Aula 1   IntroduçãO à Parasitologia   24082009
Bases Ii Aula 1 IntroduçãO à Parasitologia 24082009
nynynha
 
Rinite Atrófica dos Suínos
Rinite Atrófica dos SuínosRinite Atrófica dos Suínos
Rinite Atrófica dos Suínos
Vitória Gusmão
 
Ectima contagioso
Ectima contagioso Ectima contagioso
Ectima contagioso
gecoufba
 
Aula n° 1
Aula n° 1  Aula n° 1
Aula n° 1
Gildo Crispim
 
Ascaris lumbricoides
Ascaris lumbricoidesAscaris lumbricoides
Ascaris lumbricoides
Nathália Vasconcelos
 
Doenças de suídeos OIE 2
Doenças de suídeos OIE 2Doenças de suídeos OIE 2
Doenças de suídeos OIE 2
Marília Gomes
 
Mastite dos bovinos: identificação, controle e prevenção
Mastite dos bovinos: identificação, controle e prevençãoMastite dos bovinos: identificação, controle e prevenção
Mastite dos bovinos: identificação, controle e prevenção
Leonardo Gravina
 
Malária [ETEC KK]
Malária [ETEC KK]Malária [ETEC KK]
Malária [ETEC KK]
Vinicius Lopes
 
Seminário sobre Helmintos
Seminário sobre HelmintosSeminário sobre Helmintos
Seminário sobre Helmintos
Ágatha Mayara
 
Reprodução Artificial de Peixes
Reprodução Artificial de PeixesReprodução Artificial de Peixes
Reprodução Artificial de Peixes
Bruno Djvan Ramos Barbosa
 
Noções de anatomia das aves i semestre 2014
Noções de anatomia  das aves i semestre 2014Noções de anatomia  das aves i semestre 2014
Noções de anatomia das aves i semestre 2014
Tiago Merlo
 

Mais procurados (20)

Anatomia topográfica das aves
Anatomia topográfica das avesAnatomia topográfica das aves
Anatomia topográfica das aves
 
Raiva.
Raiva.Raiva.
Raiva.
 
Trabalho de parasitologia
Trabalho de parasitologiaTrabalho de parasitologia
Trabalho de parasitologia
 
Parasitologia
ParasitologiaParasitologia
Parasitologia
 
Principais doenças que acometem aves comerciais
Principais doenças que acometem aves comerciaisPrincipais doenças que acometem aves comerciais
Principais doenças que acometem aves comerciais
 
Diptera - vet 145
Diptera - vet 145Diptera - vet 145
Diptera - vet 145
 
Aula 15 ectoparasitos ii- pulgas - odontologia - unifoa - 2012-1
Aula 15   ectoparasitos ii- pulgas - odontologia - unifoa - 2012-1Aula 15   ectoparasitos ii- pulgas - odontologia - unifoa - 2012-1
Aula 15 ectoparasitos ii- pulgas - odontologia - unifoa - 2012-1
 
Protozoarios
ProtozoariosProtozoarios
Protozoarios
 
Parasitas
ParasitasParasitas
Parasitas
 
Bases Ii Aula 1 IntroduçãO à Parasitologia 24082009
Bases Ii   Aula 1   IntroduçãO à Parasitologia   24082009Bases Ii   Aula 1   IntroduçãO à Parasitologia   24082009
Bases Ii Aula 1 IntroduçãO à Parasitologia 24082009
 
Rinite Atrófica dos Suínos
Rinite Atrófica dos SuínosRinite Atrófica dos Suínos
Rinite Atrófica dos Suínos
 
Ectima contagioso
Ectima contagioso Ectima contagioso
Ectima contagioso
 
Aula n° 1
Aula n° 1  Aula n° 1
Aula n° 1
 
Ascaris lumbricoides
Ascaris lumbricoidesAscaris lumbricoides
Ascaris lumbricoides
 
Doenças de suídeos OIE 2
Doenças de suídeos OIE 2Doenças de suídeos OIE 2
Doenças de suídeos OIE 2
 
Mastite dos bovinos: identificação, controle e prevenção
Mastite dos bovinos: identificação, controle e prevençãoMastite dos bovinos: identificação, controle e prevenção
Mastite dos bovinos: identificação, controle e prevenção
 
Malária [ETEC KK]
Malária [ETEC KK]Malária [ETEC KK]
Malária [ETEC KK]
 
Seminário sobre Helmintos
Seminário sobre HelmintosSeminário sobre Helmintos
Seminário sobre Helmintos
 
Reprodução Artificial de Peixes
Reprodução Artificial de PeixesReprodução Artificial de Peixes
Reprodução Artificial de Peixes
 
Noções de anatomia das aves i semestre 2014
Noções de anatomia  das aves i semestre 2014Noções de anatomia  das aves i semestre 2014
Noções de anatomia das aves i semestre 2014
 

Semelhante a Ordem Siphonaptera

Artrópodes.pdf
Artrópodes.pdfArtrópodes.pdf
Artrópodes.pdf
Allisson Justino
 
Pulgas em cães e gatos
Pulgas em cães e gatosPulgas em cães e gatos
Pulgas em cães e gatos
ricardo morita
 
Ascaridíase,ascaridiose,ascaris
Ascaridíase,ascaridiose,ascarisAscaridíase,ascaridiose,ascaris
Ascaridíase,ascaridiose,ascaris
Mara Farias
 
CESTODOES DOS CARNÍVOROS.docx
CESTODOES DOS CARNÍVOROS.docxCESTODOES DOS CARNÍVOROS.docx
CESTODOES DOS CARNÍVOROS.docx
MarisaSantos858564
 
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docxNematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
MarisaSantos858564
 
Biologia e controle de carrapatos e ácaros
Biologia e controle de carrapatos e ácarosBiologia e controle de carrapatos e ácaros
Biologia e controle de carrapatos e ácaros
Astral Saúde Ambiental - Líder no controle de pragas
 
Reino animal
Reino animalReino animal
Reino animal
aulasdotubao
 
Doenças transmitidas por mosquitos
Doenças transmitidas por mosquitosDoenças transmitidas por mosquitos
Doenças transmitidas por mosquitos
Universidade Federal da Fronteira Sul
 
Parasitismo
ParasitismoParasitismo
Parasitismo
ViniciusOliveira96
 
Protozooses
ProtozoosesProtozooses
Pulgas em cães e gatos
Pulgas em cães e gatosPulgas em cães e gatos
Pulgas em cães e gatos
ricardo morita
 
Controle e biologia dos carrapatos
Controle e biologia dos carrapatosControle e biologia dos carrapatos
Controle e biologia dos carrapatos
flaviahuber59
 
Reino protoctista e Protozooses
Reino protoctista e ProtozoosesReino protoctista e Protozooses
Reino protoctista e Protozooses
MARISTA , UVA, FIC, FAINTER, GÊNESIS
 
Aula DoençA De Chagas
 Aula DoençA De Chagas Aula DoençA De Chagas
Aula DoençA De Chagas
fnanda
 
Parasitologia
ParasitologiaParasitologia
Parasitologia
Brunno Lemes de Melo
 
AULA 4 - PARASITOLOGIA (HELMINTOS E PROTOZOÁRIOS).pptx
AULA 4 - PARASITOLOGIA (HELMINTOS E PROTOZOÁRIOS).pptxAULA 4 - PARASITOLOGIA (HELMINTOS E PROTOZOÁRIOS).pptx
AULA 4 - PARASITOLOGIA (HELMINTOS E PROTOZOÁRIOS).pptx
JordniaMatias2
 
Apresentação 2
Apresentação 2Apresentação 2
Apresentação 2
Luciano Sousa
 
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissãoParasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
IsadoraPereira32
 
Parasitologia.pptx
Parasitologia.pptxParasitologia.pptx
Parasitologia.pptx
IsadoraPereira32
 
artro_1not2010.ppt
artro_1not2010.pptartro_1not2010.ppt
artro_1not2010.ppt
RicardoReis816963
 

Semelhante a Ordem Siphonaptera (20)

Artrópodes.pdf
Artrópodes.pdfArtrópodes.pdf
Artrópodes.pdf
 
Pulgas em cães e gatos
Pulgas em cães e gatosPulgas em cães e gatos
Pulgas em cães e gatos
 
Ascaridíase,ascaridiose,ascaris
Ascaridíase,ascaridiose,ascarisAscaridíase,ascaridiose,ascaris
Ascaridíase,ascaridiose,ascaris
 
CESTODOES DOS CARNÍVOROS.docx
CESTODOES DOS CARNÍVOROS.docxCESTODOES DOS CARNÍVOROS.docx
CESTODOES DOS CARNÍVOROS.docx
 
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docxNematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
Nematoides Trichuroidea Dioctophymatoidea Oxyuroidea e Capillaria.docx
 
Biologia e controle de carrapatos e ácaros
Biologia e controle de carrapatos e ácarosBiologia e controle de carrapatos e ácaros
Biologia e controle de carrapatos e ácaros
 
Reino animal
Reino animalReino animal
Reino animal
 
Doenças transmitidas por mosquitos
Doenças transmitidas por mosquitosDoenças transmitidas por mosquitos
Doenças transmitidas por mosquitos
 
Parasitismo
ParasitismoParasitismo
Parasitismo
 
Protozooses
ProtozoosesProtozooses
Protozooses
 
Pulgas em cães e gatos
Pulgas em cães e gatosPulgas em cães e gatos
Pulgas em cães e gatos
 
Controle e biologia dos carrapatos
Controle e biologia dos carrapatosControle e biologia dos carrapatos
Controle e biologia dos carrapatos
 
Reino protoctista e Protozooses
Reino protoctista e ProtozoosesReino protoctista e Protozooses
Reino protoctista e Protozooses
 
Aula DoençA De Chagas
 Aula DoençA De Chagas Aula DoençA De Chagas
Aula DoençA De Chagas
 
Parasitologia
ParasitologiaParasitologia
Parasitologia
 
AULA 4 - PARASITOLOGIA (HELMINTOS E PROTOZOÁRIOS).pptx
AULA 4 - PARASITOLOGIA (HELMINTOS E PROTOZOÁRIOS).pptxAULA 4 - PARASITOLOGIA (HELMINTOS E PROTOZOÁRIOS).pptx
AULA 4 - PARASITOLOGIA (HELMINTOS E PROTOZOÁRIOS).pptx
 
Apresentação 2
Apresentação 2Apresentação 2
Apresentação 2
 
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissãoParasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
Parasitologia. O que é, parasitas e formas de transmissão
 
Parasitologia.pptx
Parasitologia.pptxParasitologia.pptx
Parasitologia.pptx
 
artro_1not2010.ppt
artro_1not2010.pptartro_1not2010.ppt
artro_1not2010.ppt
 

Mais de Marina Sousa

Aterosclerose
AteroscleroseAterosclerose
Aterosclerose
Marina Sousa
 
Resumo: Caso Clínico - ITU
Resumo: Caso Clínico - ITUResumo: Caso Clínico - ITU
Resumo: Caso Clínico - ITU
Marina Sousa
 
Supoerte Básico de Vida - Basic Life Suporte (BLS)
Supoerte Básico de Vida - Basic Life Suporte (BLS)Supoerte Básico de Vida - Basic Life Suporte (BLS)
Supoerte Básico de Vida - Basic Life Suporte (BLS)
Marina Sousa
 
Saúde do Idoso - A Queda
Saúde do Idoso - A QuedaSaúde do Idoso - A Queda
Saúde do Idoso - A Queda
Marina Sousa
 
Burnout
BurnoutBurnout
Burnout
Marina Sousa
 
Diabetes tipo I e a hipersensibilidade tipo IV
Diabetes tipo I e a hipersensibilidade tipo IVDiabetes tipo I e a hipersensibilidade tipo IV
Diabetes tipo I e a hipersensibilidade tipo IV
Marina Sousa
 
Trabalho final
Trabalho finalTrabalho final
Trabalho final
Marina Sousa
 
Melatonin in Humans
Melatonin in HumansMelatonin in Humans
Melatonin in Humans
Marina Sousa
 
Olhos, medicina e arte
Olhos, medicina e arteOlhos, medicina e arte
Olhos, medicina e arte
Marina Sousa
 
Caso clínico - Episiotomia Mediana
Caso clínico - Episiotomia MedianaCaso clínico - Episiotomia Mediana
Caso clínico - Episiotomia Mediana
Marina Sousa
 
PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRA...
PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRA...PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRA...
PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRA...
Marina Sousa
 
Microbiologia trabalho final
Microbiologia   trabalho finalMicrobiologia   trabalho final
Microbiologia trabalho final
Marina Sousa
 
Polidactilia
PolidactiliaPolidactilia
Polidactilia
Marina Sousa
 
Drogas
DrogasDrogas
Drogas
Marina Sousa
 
Gemelaridade
GemelaridadeGemelaridade
Gemelaridade
Marina Sousa
 
Gemelaridade
GemelaridadeGemelaridade
Gemelaridade
Marina Sousa
 
Controle Alostérico da Fosforilação do Glicogênio
Controle Alostérico da Fosforilação do GlicogênioControle Alostérico da Fosforilação do Glicogênio
Controle Alostérico da Fosforilação do Glicogênio
Marina Sousa
 
Vacinas de DNA
Vacinas de DNAVacinas de DNA
Vacinas de DNA
Marina Sousa
 

Mais de Marina Sousa (18)

Aterosclerose
AteroscleroseAterosclerose
Aterosclerose
 
Resumo: Caso Clínico - ITU
Resumo: Caso Clínico - ITUResumo: Caso Clínico - ITU
Resumo: Caso Clínico - ITU
 
Supoerte Básico de Vida - Basic Life Suporte (BLS)
Supoerte Básico de Vida - Basic Life Suporte (BLS)Supoerte Básico de Vida - Basic Life Suporte (BLS)
Supoerte Básico de Vida - Basic Life Suporte (BLS)
 
Saúde do Idoso - A Queda
Saúde do Idoso - A QuedaSaúde do Idoso - A Queda
Saúde do Idoso - A Queda
 
Burnout
BurnoutBurnout
Burnout
 
Diabetes tipo I e a hipersensibilidade tipo IV
Diabetes tipo I e a hipersensibilidade tipo IVDiabetes tipo I e a hipersensibilidade tipo IV
Diabetes tipo I e a hipersensibilidade tipo IV
 
Trabalho final
Trabalho finalTrabalho final
Trabalho final
 
Melatonin in Humans
Melatonin in HumansMelatonin in Humans
Melatonin in Humans
 
Olhos, medicina e arte
Olhos, medicina e arteOlhos, medicina e arte
Olhos, medicina e arte
 
Caso clínico - Episiotomia Mediana
Caso clínico - Episiotomia MedianaCaso clínico - Episiotomia Mediana
Caso clínico - Episiotomia Mediana
 
PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRA...
PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRA...PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRA...
PREVALÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRA...
 
Microbiologia trabalho final
Microbiologia   trabalho finalMicrobiologia   trabalho final
Microbiologia trabalho final
 
Polidactilia
PolidactiliaPolidactilia
Polidactilia
 
Drogas
DrogasDrogas
Drogas
 
Gemelaridade
GemelaridadeGemelaridade
Gemelaridade
 
Gemelaridade
GemelaridadeGemelaridade
Gemelaridade
 
Controle Alostérico da Fosforilação do Glicogênio
Controle Alostérico da Fosforilação do GlicogênioControle Alostérico da Fosforilação do Glicogênio
Controle Alostérico da Fosforilação do Glicogênio
 
Vacinas de DNA
Vacinas de DNAVacinas de DNA
Vacinas de DNA
 

Ordem Siphonaptera

  • 1. Seminário Parasitologia Ordem Siphonaptera Universidade Católica de Brasília Medicina Marina Sousa da Silva Raquel Nascimento Matias Rebeca Alevato Donadon Paulo Victor Pereira Yuri Raslan Professor: Douglas Albernaz
  • 2. Biologia Reino: animalia Filo: arthropoda Classe: insecta Ordem: siphonaptera Figura 1: microscopia eletrônica de pulga
  • 3. Biologia São organismos holometábolos Ovo, larva, pulpa, adulto Podem parasitar diversas espécies Alguns dão preferência a espécies específicas
  • 4. Biologia Ovos São depositados sobre o hospedeiro, no seu ninho ou no chão. Larvas Sem patas e cegas Se alimentam das fezes das formas adultas, não tem capacidade de sugar sangue.
  • 5. Biologia Pupas Casulo de seda fabricado pela larva Vai dar origem à forma adulta Forma adulta Hematófaga São capazes de não se alimentar por meses Tempo de vida variando de acordo com a espécies e com as condições ambientais
  • 7. Morfologia São ápteros Coloração marrom avermelhada 2,5 a 3,0 mm de comprimento 3 pares de patas O par de patas traseiras são adaptadas ao pulo Corpo endurecido e achatado verticalmente Figura 1:
  • 8. Morfologia Corpo coberto por microscópicos espinhos voltados para traz, que ajudam na movimentação Aparelho bucal do tipo sugados - pungitivo Fêmeas são maiores que os machos
  • 9. Famílias As famílias das pulgas são separadas pelo tipo de hospedeiro que parasitam Tungidae Pulicidae – pulga comum Coptopsyllidae Vermipsyllida - carnívoros Rhopalopsyllidae - marsupiais Hypsophthalmidae Stephanocircidae - roedores Pygiopsyllidae Hystrichopsyllidae - ratos Leptopsyllidae - aves e coelhos Ischnopsyllidae - morcegos Ceratophyllidae malacopsyllidae Amphipsyllidae Dolichopsyllidae - roedores ctenopsyllidae As famílias mais importantes na área de controle de pragas são: Pulicidae e Tungidae
  • 10. As Pulgas São conhecidas mais de 3.000 espécies de pulgas por todo o mundo: Aproximadamente 200 são encontradas na América do Sul Por volta de 59 espécies são encontradas no Brasil 36 delas só no Estado de São Paulo Podem ser: Parasitos propriamente ditos Transmissores (vetores) Hospedeiros Intermediários
  • 11. Espécies de Importância Ctenocephalides canis e Ctenocephalides felis Pulgas do cão e do gato Podem picar o homem Ações irritativas mais severas que as da pulga do homem Hospedeiras intermediárias do Dipylidiumcaninum Figura 2: Ctenocephalides canis Figura 3: Ctenocephalides felis
  • 12. Espécies de Importância Pulex irritans Principal ectoparasita do homem Pode parasitar outros hospedeiros Suínos, cães, gatos. Não participa da transmissão de doenças Vive fora do corpo de seus hospedeiros Hematofagia Controle requer uso de inseticidas e limpeza dos locais Figura 4: Pulexirritans
  • 13. Espécies de Importância Polygenesspp. Transmitem a peste entre roedores Contribuem para a manutenção da peste enzoótica rural no Brasil Tunga penetrans Menor das pulgas conhecidas Inseto Adulto mede 1 mm de comprimento Fêmea é o “bicho-do-pé” Figura 5: Tunga penetrans
  • 14. Espécies de Importância Xenopsyllacheopis Pulga vetor da Peste Bubônica Bactéria Yersiniapestis Principal transmissora da peste entre os ratos e entre o rato e o homem É a pulga mais encontrada nos ratos domésticos Transmite o Tifo Murino Bactéria Rickettsiatyphi Transmissão pelas fezes das pulgas Zoonose própria do rato  Homem contamina-se esporadicamente Figura 6: Xenopsyllacheopis
  • 15. Tungíase - Aspectos Gerais Bicho-de-pé Tunga penetrans (penetração da fêmea na epiderme) Doença ectoparasitária Pulga que hipertrofia até atingir cerca de 1cm Autolimitada  duração de 4 a 6 semanas Figura 7: Ovos de T. penetrans (setas amarelas).
  • 16.
  • 17. Tungíase - Ciclo de Vida Os estágios larvais se alimentam de restos orgânicos do ambiente As pupas são envolvidas por casulos  geralmente cobertos por areia, terra ou seixos Tanto o macho quanto a fêmea se alimentam do sangue do hospedeiro Apenas a fêmea fertilizada é capaz de cavar na epiderme  inchaço
  • 18. Tungíase - Ciclo de Vida Fêmeas de T. enetrans: Ausência de estruturas especializadas para cavar Apenas acoplam o aparelho bucal Mantêm a porção posterior voltada para o ambiente Alimentam-se distendendo o abdome até cerca de 1cm Liberam cerca de 100 ovos em um período de 2 semanas Morrem  expulsas pela pele do hospedeiro Figura 8: Tunga penetrans. Seta azul: parte posterior da pulga; seta verde: anterior dapulga, mostrando a cabeça, bucaisesobrecoxa, e,seta amarela: ovo.
  • 19. Tungíase - Aspectos Clínicos Incialmente assintomático (penetração da fêmea) Coceita, irritação  fêmea já no estágio final Inflamação e ulceração Múltiplas lesões Dificuldade para caminhar Figura 9: Lesão por T. penetrans em paciente.
  • 20. Tungíase - Diagnóstico e Tratamento Diagnóstico pela indentificação das pulgas e seus ovos nas lesões Tratamento limitado à remoção completa da pulga Remoção parcial (fragmentação do inseto) Complicações (inflamaçõesouinfecções) Figura 10: Pé com tungíase.
  • 21. Tungíase - Complicações Clínicas Regiões endêmicas Recorrente reinfestaçãoparasitosemestágiosvariados de desenvolvimento Regiões com baixos IDH e condições de higiene Retirada da pulga sem assepsia Superinfecção por bactérias Clostridiumtetani Graves sequelas documentadas Deformaçãoeperda de unhas Deformaçãoeamputação de dígitos Sepse Morte
  • 22. Figura 11: Péesquerdo de uma de menina de seteanos. Os dedosapresentamlesõesemtodososestágios de desenvolvimento.Ovospodem ser identificadosaderidosàpeleeemtodas as unhas (e.g., seisovos no bordo lateral daunha do 4o pododáctilo). Inflamaçãoestápresenteemtodososdedos; todas as unhas e o 5o pododáctiloapresentamdeformação. Figura 12: Região plantar dos pés de umamenina de seteanos. Lesõesemtodososestágios de desenvolvimentoestãopresentes. Váriosagrupamentos de lesõessãovisíveisem ambos ospés.
  • 23. Tungíase - Epidemiologia Regiões tropicais e sub-tropicais México América do Sul Oeste da Índia África Regiões com areia: praias, fazendas
  • 24.
  • 27. Revervatórios: roedores slivestres – campestres Doença bacteriana que se espalha por populações animais, inclusive humanos, por meio do contato com ratos infectados . Figura 13: Bactéria Yersiniapetis Figura 14: Pulga Xenipsyllachopis
  • 28. Transmissão A pulga alimenta-se do sangue de ratos e de outros roedores Seu sistema digestivo fica obstruído por grande quantidade de bactérias Ao picar um hospedeiro , a pulga regurgita o sangue infectado dentro da ferida A bactéria cai no sistema linfático, chegando aos linfonodos
  • 29. Ciclo de Vida Adultos em busca de hospedeiro de sangue quente Larvas se tornam pupas Ovos atingem o estágio larval (3-4 dias) Ovos depositados pela fêmea no ambiente
  • 30. Sintomas Após 7 dias: FEBRE MAL-ESTAR Gânglios linfáticos hemorrágicos e inchados. BULBOS Bactérias invadem a corrente sanguínea, multiplicando-se. Hemorragia em vários órgãos, principalmente nos pulmões. PESTE SEPTICÊMICA
  • 31. Formas Clínicas PESTE BUBÔNICA PESTE PNEUMÔNICA Tosse com expectoração sanguinolenta, purulenta e infecciosa. INALAÇÃO DIRETA DE GOTAS INFECCIOSAS EXPELIDAS PELO DOENTE Na peste pneumônica o período de incubação é menor, de 2 a 3 dias , e é logo de início pulmonar , sem passar pela fase de formação dos bulbos. Logo após o surgimento dos sintomas pulmonares , a peste não tratada é mortal em quase 100% dos casos.
  • 32. Diagnóstico e Tratamento Diagnóstico Feito com o recolhimento de amostra de líquido dos bulbos , pus ou sangue; Cultura em meios de nutrientes para observação ao microscópio e análise bioquímica Tratamento Antibióticos são utilizados, sendo bastante eficazes: Estreptomicina Tetraciclinas Cloranfenicol Os mais recentes são Gentamicina e a Doxiciclina
  • 33. Epidemiologia Ainda hoje registram-se casos em vários locais do mundo: Ocidente dos Estados Unidos Mongólia Manchúria Ucrânia Região dos lagos na África Algumas regiões no Brasil Andes
  • 34. Profilaxia Evitar o contato com roedores e erradicá-los das áreas de habitação Medida mais eficaz É UMA DOENÇA NA QUAL A CONTAMINAÇÃO DEVE SER IMEDIATAMENTE INFORMADA ÀS AUTORIDADES COMPETENTES, E A PESSOA INFECTADA DEVE FICAR EM QUARENTENA .
  • 35. Pulgas e Tifo Murino Tifo Endêmico ou Tifo Transmitido por Pulgas Agente etiológico bacteriano: Rickettsia typhi Obrigatoriamente intracelulares Sobrevivem somente dentro do hospedeiro Transmitida pelo vetor infectado Pulga Xenopsyllacheopis As pulgas ficam infectadas para o resto da vida e não apresentam sintomas da doença, mesmo albergando a bactéria
  • 36. Ciclo de Vida Hospedeiros Roedores da Família Muridae Ratos Gatos, Gambás e Esquilos Homem “Hospedeiro Acidental” Quando há muitos roedores contaminados (epizootia) Pulgas buscam novos hospedeiros Figura 15: Ciclo de Vida Rickettsiatyphi
  • 37. Infecção Figura 3 Pelas fezes das pulgas Inalação de aerossóis das fezes secas Raramente pela picada Aparelho digestivo da pulga fica bloqueado pela bactéria Ela regurgita sangue infectado quando pica Defecam enquanto se alimentam do sangue do hospedeiro Adultas Larvas Alimentam das fezes pulga adulta Hospedeiro coça Substância urticante na saliva da pulga
  • 38. Infecção Fezes infectadas Penetram pela lesão da picada Hospedeiro pode lesar a pele durante a coceira Figura 16: Pulga Xenopsyllacheopis
  • 39. Sintomas Rickettsia typhi habita células endoteliais dos vasos sangüíneos do homem Causa inflamação, obstrução e sangramento Consumo de leucócitos e plaquetas no local da infecção Trombocitopenia grave Falência multiorgânica 6 - 18 dias após infecção Febre alta e persistente Calafrios com tremores Náusea e vômitos Cefaléias Manchas vermelhas no corpo Hemorragias subcutâneas provocadas pela bactéria nos vasos Duram cerca de 12 dias
  • 40. Sintomas Exantema ou rash cutâneo (erupção cutânea) 32% dos doentes aparecem em 2 dias 50% dos doentes aparecem 4 – 5 dias 18% nunca apareceu No início afeta pequena parte do organismo, sendo difícil vê-la Axila ou face interna do braço Em seguida, aparecem no tronco 7 – 10 dias desaparecem gradualmente Geralmente doentes leves se recuperam totalmente Figura 17: Exantema ou rash cutâneo
  • 41.
  • 50.
  • 51. Prevenção Consiste em combater as pulgas e ratos Livrar-se das pulgas é prioridade Controlar a proliferação de ratos Manter condições adequadas de higiene Limpeza freqüente e manutenção das moradias Tanto parte interna como externa da casa Produtos para matar pulgas MorteinNeocid Inseticida em pó que as extermina
  • 52. Epidemiologia Presente em todo o mundo Manifesta-se como surtos Áreas urbanas muito habitadas, docas e armazéns Freqüência de ratos Regiões Prevalentes Costeiras Temperadas Subtropicais Incidência máxima Meses quentes do Verão Princípio do Outono Pode ocorrer ao longo de todo o ano No Brasil MG, SP e RJ
  • 53. Referências Bibliográficas ARIZA, Liana et al. Tungíase: doençanegligenciadacausandopatologia grave emumafavela de Fortaleza, Ceará. Rev. Soc. Bras. Med. Trop.,  Uberaba,  v. 40,  n. 1, Feb.  2007. DPDx. LaboratoryIdentificationof Parasites ofPublicHelfConcern. Disponível em <http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/Tungiasis.htm> Acessoem: 6 Nov, 2010. REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 2ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara – Koogan, 2002. SIPHONAPTERA. Departamento de Parasitologia da Universidade Federal de Minas Gerais. Disponível em http://www.biota.org.br/pdf/v5cap24.pdf Acesso em 7 Nov, 2010.
  • 54. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Disponivel em http://www.saudeanimal.com.br/artig108.htm acessado em 6 de novembro de 2010 Disponivel em http://www.caminoanimalclinic.com/articles/images/flea02.jpg&imgrefurl acessado em 6 de novembro de 2010 Disponivel em http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/tifo/imagens/tifo-1.jpg&imgrefurl acessado em 7 de novembro de 2010 Disponivel em http://www.lookformedical.com/search.php?lang=3&q=Tifo+End%C3%AAmico+Transmitido+por+Pulgas&src=faq acessado em 6 de novembro de 2010 Disponivel em http://www.manualmerck.net/?id=209&cn=1722 acessado em 6 de novembro de 2010 Disponivel em http://www.dedetizacao-consulte.com.br/pulgas-doencas-causadas.asp acessado em 7 de novembro de 2010 Disponivel em http://www.spmi.pt/revista/medicinainternavol09N1.2002/tifo.pdf/ acessado em 7 de novembro de 2010 Disponivel em http://www.institutocamoes.pt/glossario/Textos/Medicina/HTM/rickettsiaceae.html acessado em 7 de novembro de 2010