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Ascaridíase

              Thiara Cerqueira
                Lívia Suenny
                Maria Lucia
Introdução

   A doença é conhecida como ascaridíase, ascaridose ou
    ascaridiose
   O nematóide parasita do homem é o Ascaris lumbricoides
    conhecido como lombriga ou bicha
   Existem outras espécies, como a Ascaris suum encontrados em
    porcos e em outros animais
Classificação


   Reino – Animalia
   Filo – Nematoda
   Classe – Secernentea
   Ordem – Ascaridida
   Família – Ascarididae
   Subfamília – Ascaridinae (A. lumbricoides)
   Gênero – Ascaris
   Espécies – A. lumbricoides
Morfologia
 Cilíndrico
   Extremidades afiladas
   Média de 12 a 35 cm de comprimento e de dois a cinco milímetros
    de diâmetro.
   É recoberto por uma cutícula brilhante
   Cor amarelo-rosada.
   Apresentam um vestíbulo bucal com três lábios, seguido de um
    esôfago musculoso e um intestino retilíneo.
   Aparelho genital é desenvolvido
Morfologia
 FÊMEA
 25 a 40 cm de comprimento, por três a seis milímetros de diâmetro.
 Apresenta 2 ovários,úteros, vagina e vulva
 O aparelho genital feminino apresenta cerca de 27 milhões de ovos e cada
  fêmea põe em média de 200 mil a 240 mil ovos por dia.




 MACHO
 Um pouco menor e menos espesso,
 Mede de 15 a 20 cm por dois a quatro milímetros de diâmetro.
 O macho difere ainda mais da fêmea por apresentar um enrolamento
  ventral na cauda, como característica sexual externa. Na cauda, observam-
  se ainda grossas espículas de quitina, que funcionam como anexos
  contráteis durante a cópula.
Reprodução

 A fêmea deve ser fecundada repetidas vezes
 Os espermatozóides acumulam-se nos uteros ou começo
  dos ovidutos
                                                      Embrionamento
                                                         no meio
                                                         exterior



                                                        Temperatura
                                                      adequada,umid
                                                       ade e oxigênio
    Larva de                               L3
                   Em uma semana
primeiro estadio                   filarióide,forma
                    muda para L2
 L1 rabditoide                         infectante



                                                       Embrionados
                                                        em 15 dias
Formas evolutivas
   1- Macho
   2-Fêmea
   3-Ovo normal recém-eliminado nas fezes
   4-Ovo larvado
   5- Ovo infértil
Habitat
  Infecções moderadas  intestino delgado
  (jejuno e íleo)
 Infecções intensas  toda extensão do
  intestino delgado
 Podem ficar presos à mucosa
Ciclo biológico
Ciclo biológico
Ciclo biológico
Patologia e sintomatologia




   Baixa intensidade- normalmente não se observa alterações
   Infecções maciças      lesões hepáticas e pulmonares
   Migração pelo parênquima hepático          Focos hemorrágicos e de
    necrose
   Pulmões       pontos hemorrágicos
   Em crianças pode ocorrer a síndrome de Loeffler febre, tosse,
    eosinofilia sanguínea. Há sinais de bronquite.
    Em casos graves há broncopneumonia ou pneumonia difusa
    bilateral. O desfecho pode ser fatal.
Patologia e sintomatologia



   Infecções médias ou maciças podemos encontrar:
   Ação tóxica    causando edema,urticária...
   Ação expoliadora     Subnutrição e depauperamento físico e mental
   Ação mecânica     Obstrução intestinal
   Localização ectópica    Em caso de altas cargas parasitárias,ou uso
    imprópio de medicamentos.Ascaris errático.
       Apendicite aguda
       Obstrução do canal colédoco
       Pancreatite aguda
       Eliminação dos vermes pela boca
        e narinas
Infectividade e resistência



Defesa inespecífica



   Reações inflamatórias contra
   larvas                                             Estimulam
                                                      anticorpos
                                                          não
        Pouco pronunciada no                          funcionais
        fígado,mas intensa nos
        pulmões


                        Elabora anticorpos           Larvas 4º e
 SI contra larva           p/ antígenos            vermes adultos
  de 3º estádio          excretados ou de              menos
                              muda                   antigênicos
Epidemiologia
   É um dos parasitos mais frequentes nas áreas tropicais
   Incide mais intensamente em locais com condições higiênicas
    precárias
   Mais frequente em crianças de 2 a 10 anos
   1 Bilhão e meio de pessoas infectadas, sendo 400 milhões com
    patogenia e 100 mil mortes( países subdesenvolvidos)
   A mortalidade por ascaridíase na América Latina,África e Ásia
    ocupa o 17ºlugar como causa infecciosa,à frente da
    poliomielite,leishmaníases e doença do sono
Epidemiologia
Epidemiologia
              Hospedeiro    Grande produção de ovos pela
Parasito                    fêmea

                            Viabilidade do ovo infectante
             Meio
           ambiente
                            por meses ou anos

                            Grande concentrações de
                            indivíduos em condições
                            precárias

Infecção humana             Hábito de defecarem no chão
                            próximo a domicílios

                            Temperatura média anual
                            elevada

                            Umidade ambiental elevada

                            Dispersão dos ovos através de
                            chuva,vento,poeira e insetos
Profilaxia
   Controle da transmissão dos ovos do parasita
   Medidas de higiene pessoal
   Educação sanitária
   Melhorias das condições de saneamento
   Tratamento adequados dos doentes.
Tratamento


   Evitar drogas que causam a morte do parasito de forma
    lenta
   Piperazina(paralisia neuromuscular dos vermes)
   Tetramizol/levamisol(paralisia do sistema muscular)
   Mebendazol
   Albendazol
   Pamoato de pirantel
    O procedimento cirúrgico é indicado na ausência de
    resposta ao tratamento medicamentoso.
Diagnóstico
    Realizado quando há presença de ovos do parasita nas
    fezes do indivíduo

   As técnicas mais indicadas para a realização do exame
    parasitológico de fezes são os de sedimentação como
    Lutz, Faust e Kato-Katz devido ao fato de os ovos de
    áscaris serem pesados

   A análise do hemograma demonstra eosinofilia freqüente
    na fase de invasão larvária

   Diagnóstico Imunológico não é muito utilizado devido
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Ascaridíase,ascaridiose,ascaris

  • 1. Ascaridíase Thiara Cerqueira Lívia Suenny Maria Lucia
  • 2. Introdução  A doença é conhecida como ascaridíase, ascaridose ou ascaridiose  O nematóide parasita do homem é o Ascaris lumbricoides conhecido como lombriga ou bicha  Existem outras espécies, como a Ascaris suum encontrados em porcos e em outros animais
  • 3. Classificação  Reino – Animalia  Filo – Nematoda  Classe – Secernentea  Ordem – Ascaridida  Família – Ascarididae  Subfamília – Ascaridinae (A. lumbricoides)  Gênero – Ascaris  Espécies – A. lumbricoides
  • 4. Morfologia  Cilíndrico  Extremidades afiladas  Média de 12 a 35 cm de comprimento e de dois a cinco milímetros de diâmetro.  É recoberto por uma cutícula brilhante  Cor amarelo-rosada.  Apresentam um vestíbulo bucal com três lábios, seguido de um esôfago musculoso e um intestino retilíneo.  Aparelho genital é desenvolvido
  • 5. Morfologia  FÊMEA  25 a 40 cm de comprimento, por três a seis milímetros de diâmetro.  Apresenta 2 ovários,úteros, vagina e vulva  O aparelho genital feminino apresenta cerca de 27 milhões de ovos e cada fêmea põe em média de 200 mil a 240 mil ovos por dia.  MACHO  Um pouco menor e menos espesso,  Mede de 15 a 20 cm por dois a quatro milímetros de diâmetro.  O macho difere ainda mais da fêmea por apresentar um enrolamento ventral na cauda, como característica sexual externa. Na cauda, observam- se ainda grossas espículas de quitina, que funcionam como anexos contráteis durante a cópula.
  • 6. Reprodução  A fêmea deve ser fecundada repetidas vezes  Os espermatozóides acumulam-se nos uteros ou começo dos ovidutos Embrionamento no meio exterior Temperatura adequada,umid ade e oxigênio Larva de L3 Em uma semana primeiro estadio filarióide,forma muda para L2 L1 rabditoide infectante Embrionados em 15 dias
  • 7. Formas evolutivas  1- Macho  2-Fêmea  3-Ovo normal recém-eliminado nas fezes  4-Ovo larvado  5- Ovo infértil
  • 8. Habitat  Infecções moderadas  intestino delgado (jejuno e íleo)  Infecções intensas  toda extensão do intestino delgado  Podem ficar presos à mucosa
  • 12. Patologia e sintomatologia  Baixa intensidade- normalmente não se observa alterações  Infecções maciças lesões hepáticas e pulmonares  Migração pelo parênquima hepático Focos hemorrágicos e de necrose  Pulmões pontos hemorrágicos  Em crianças pode ocorrer a síndrome de Loeffler febre, tosse, eosinofilia sanguínea. Há sinais de bronquite.  Em casos graves há broncopneumonia ou pneumonia difusa bilateral. O desfecho pode ser fatal.
  • 13. Patologia e sintomatologia  Infecções médias ou maciças podemos encontrar:  Ação tóxica causando edema,urticária...  Ação expoliadora Subnutrição e depauperamento físico e mental  Ação mecânica Obstrução intestinal  Localização ectópica Em caso de altas cargas parasitárias,ou uso imprópio de medicamentos.Ascaris errático.  Apendicite aguda  Obstrução do canal colédoco  Pancreatite aguda  Eliminação dos vermes pela boca e narinas
  • 14. Infectividade e resistência Defesa inespecífica Reações inflamatórias contra larvas Estimulam anticorpos não Pouco pronunciada no funcionais fígado,mas intensa nos pulmões Elabora anticorpos Larvas 4º e SI contra larva p/ antígenos vermes adultos de 3º estádio excretados ou de menos muda antigênicos
  • 15. Epidemiologia  É um dos parasitos mais frequentes nas áreas tropicais  Incide mais intensamente em locais com condições higiênicas precárias  Mais frequente em crianças de 2 a 10 anos  1 Bilhão e meio de pessoas infectadas, sendo 400 milhões com patogenia e 100 mil mortes( países subdesenvolvidos)  A mortalidade por ascaridíase na América Latina,África e Ásia ocupa o 17ºlugar como causa infecciosa,à frente da poliomielite,leishmaníases e doença do sono
  • 17. Epidemiologia Hospedeiro Grande produção de ovos pela Parasito fêmea Viabilidade do ovo infectante Meio ambiente por meses ou anos Grande concentrações de indivíduos em condições precárias Infecção humana Hábito de defecarem no chão próximo a domicílios Temperatura média anual elevada Umidade ambiental elevada Dispersão dos ovos através de chuva,vento,poeira e insetos
  • 18. Profilaxia  Controle da transmissão dos ovos do parasita  Medidas de higiene pessoal  Educação sanitária  Melhorias das condições de saneamento  Tratamento adequados dos doentes.
  • 19. Tratamento  Evitar drogas que causam a morte do parasito de forma lenta  Piperazina(paralisia neuromuscular dos vermes)  Tetramizol/levamisol(paralisia do sistema muscular)  Mebendazol  Albendazol  Pamoato de pirantel  O procedimento cirúrgico é indicado na ausência de resposta ao tratamento medicamentoso.
  • 20. Diagnóstico  Realizado quando há presença de ovos do parasita nas fezes do indivíduo  As técnicas mais indicadas para a realização do exame parasitológico de fezes são os de sedimentação como Lutz, Faust e Kato-Katz devido ao fato de os ovos de áscaris serem pesados  A análise do hemograma demonstra eosinofilia freqüente na fase de invasão larvária  Diagnóstico Imunológico não é muito utilizado devido elevado número de reações cruzadas com outros nematelmintos