Vet 145 – Parasitologia Veterinária



                           Alexandre de Oliveira Tavela
                              Médico Veterinário – UFV
               Doutorando em Medicina Veterinária - UFV
   Eucariotos e constituídos por uma só célula.

   O sub-reino Protozoa é constituído por cerca de 65.000
    espécies conhecidas.

   50% são fósseis.

   Aproximadamente 25.000 são de vida livre.

   10.000 espécies são parasitos de animais.

   Apenas cerca de 30 espécies acometem o homem.




                                                Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   Dependendo da sua atividade fisiológica, algumas
    espécies possuem fases bem definidas:

   TROFOZOÍTO: é a forma ativa do protozoário, na qual ele se
    alimenta e se reproduz.

   CISTO: é a forma de resistência ou inativa. O protozoário secreta
    uma parede resistente (parede cística) que o protegerá quando
    estiver em meio impróprio ou em fase de latência.
    Freqüentemente há divisão nuclear interna durante a formação
    do cisto.

   GAMETA: É a forma sexuada, que aparece em algumas espécies.
    O gameta masculino é o microgameta, e o feminino é o
    macrogameta.




                                                   Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   A movimentação dos protozoários é feita com
    auxílio de uma ou da associação de duas ou mais
    das organelas abaixo:

    ◦ Pseudópodes;
                                                 Entamoeba
                                                 histolytica
    ◦ Flagelos;

    ◦ Cílios.




Balantidum coli



                                Trypanosoma cruzi
                                         Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   1) Assexuada:

    ◦ a) Divisão binária ou cissiparidade;

    ◦ b) Brotamento ou gemulação

    ◦ c) Endodiogenia: formação de duas ou mais células-filhas por
      brotamento interno.

    ◦ d) Esquizogonia: divisão celular seguida da divisão do
      citoplasma, constituindo indivíduos isolados. Esses rompem a
      membrana da célula-mãe e continuam a se desenvolver. Mais
      eficiente que a divisão binária, produzindo mais células-
      filhas.




                                                 Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   2) Sexuada:

    ◦ Conjugação: união temporária de dois
      indivíduos, com troca mútua de materiais
      nucleares;

    ◦ Singamia    ou    fecundação:  união    de
      microgameta e macrogameta formando o
      ovo ou zigoto, o qual pode dividir-se para
      fornecer um certo número de esporozoítos.




                                    Vet 145 – Parasitologia Veterinária
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                           Alexandre de Oliveira Tavela
                              Médico Veterinário – UFV
               Doutorando em Medicina Veterinária - UFV
   Mais de 40 espécies do gênero Giardia
    estão descritas.

   É o flagelado mais comum do tubo
    digestivo humano – cerca de 280 milhões
    de casos novos por ano (dados da OMS).

   Técnicas moleculares definiram um total
    de 6 genótipos: A, B, C, D, E e F
    ◦ Genótipo A apresenta dois subgenótipos: AI e
      AII
    ◦ AI tem sido implicado em casos de
      transmissão zoonótica.



                                     Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   São arredondados na extremidade
    anterior e afilados dos na posterior;

   Apresentam a face ventral achatada e
    a face dorsal convexa;

   Na face ventral apresenta um disco
    adesivo bilobado responsável pela
    adesão nas células do hospedeiro.



                               Vet 145 – Parasitologia Veterinária
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   Transmissão: através da ingestão de
    cistos, veiculados através de:

    ◦ Água sem tratamento ou deficientemente
      tratadas (só com cloro);

    ◦ Alimentos contaminados, sendo que estes
      podem ser contaminados por moscas e
      baratas;




                                  Vet 145 – Parasitologia Veterinária
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   A Giardia sp. é um parasito monoxeno de ciclo biológico
    direto.

   A via de infecção normal é a oral: ingestão de cistos.

   Em voluntários humanos, verificou-se que um pequeno
    número de cistos pode causar a infecção (10 a 100).

   Após a ingestão do cisto, o desencistamento ocorre no meio
    ácido do estômago e é completado no duodeno e jejuno,
    onde ocorre a colonização do parasito.

   Este se reproduz por divisão binária.

   O ciclo se completa com o encistamento do parasito e a sua
    eliminação nas fezes.

   Quando há diarréia, é possível encontrar trofozoítos nas
    fezes.


                                                  Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   Ciclo fecal-oral;

   Doença altamente contagiosa;

   Infecção se dá pela ingestão de cisto maduros;

   Cistos são resistentes no meio ambiente por longos
    períodos;

   Os cistos são transmitidos pelas fezes por 1 a 2 semanas
    após a infecção;

   Trofozoítos também podem ser eliminados pelas fezes
    (especialmente em gatos), mas raramente sobrevivem por
    um período significativo fora do hospedeiro.

   É uma zoonose; É uma zoonose;




                                                Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   O cisto ingerido se rompe no
    estômago, liberando 2 trofozoítos, os
    quais colonizam o intestino delgado.

   Os danos ocorrem devido a destruição
    de células epiteliais do duodeno,
    causando lesões nas microvilosidades,
    o que reduz a área de absorção do
    intestino e prejudica a digestão.



                               Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   Clínico:
    ◦ Diarréia, vômitos, perda de apetite e dor abdominal.

   Laboratorial:
    ◦ Exame de fezes para identificação de cistos ou
      trofozoítos.
    ◦ Exame microscópico direto de esfregaço de fezes:
      pouco sensível (<20%).
    ◦ Flutuação em sulfato de zinco.

    ◦ PCR – permite detectar um único parasita e diferenciar
      espécies e cepas.

   O     diagnóstico   da    giardíase   apresenta
    dificuldades devido aos animais infestados não
    eliminarem cistos continuamente.



                                             Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   Casos sintomáticos ou         risco de
    transmissão      para          humanos
    imunodeprimidos.

   Metronidazol ou Quinacrina – inibição
    da síntese de DNA do parasito.

   Todos     os   indivíduos     de                um
    determinado ambiente devem                      ser
    tratados para evitar reincidência.


                                 Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   Vacina:
    ◦ Nome comercial – GiardiaVax

    ◦ Distribuída no Brasil pela Fort Dodge Saúde
      Animal Ltda.

    ◦ Característica – Vacina contendo trofozoítos
      inativados.

    ◦ Forma de aplicação – Injeção subcutânea com
      segunda dose de 2 a 4 semanas após a
      primeira.

    ◦ Revacinação anual recomendada.


                                       Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   Vacinação (de acordo com o fabricante...)
    ◦ Reduz a quantidade de parasitas eliminados nas feses;

    ◦ Reduz a proporção de cistos eliminados – menor
      resistência ao ambiente;

    ◦ Reduz o potencial de transmissão zoonótica entre cão
      e homem;
       Pode    ser    particularmente  importante  quando   os
        proprietários tiverem uma condição imune comprometida.

   Contras
    ◦ Não impede infecção, no máximo reduz a eliminação
      de cistos e sinais clínicos.

    ◦ Na maioria das vezes é assintomática.




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   Humanos:
    ◦ Higiene pessoal e para com os alimentos;
    ◦ Utilização de água tratada.

   Animais:
    ◦ Controle da população de animais
      errantes;
    ◦ Higienização diária dos recintos;
    ◦ Higienização periódica dos comedouros e
      bebedouros;
    ◦ Utilização de água com o mínimo de
      tratamento.


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                           Alexandre de Oliveira Tavela
                              Médico Veterinário – UFV
               Doutorando em Medicina Veterinária - UFV
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   Protozoários que apresentam um ou mais flagelos e
    somente uma mitocôndria longa percorrendo todo o
    corpo celular.

   Os flagelos se originam numa depressão (bolso flagelar).

   Junto à base dos flagelos a mitocôndria diferencia-se
    numa organela denominada de cinetoplasto.




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   Tripanossomose bovina
    ◦ Tem grande importância na devido as perdas econômicas.

   Doença do sono ou Tripanossomose Africana Humana
    ◦ Doença freqüentemente fatal; acomete animais e o homem.

   Tripanossomose eqüina ou “Mal das cadeiras”
    ◦ Infesta uma ampla variedade de hospedeiros.
    ◦ Patogenicidade variável – doença aguda e fatal até crônica e
       assintomática.

   Durina
    ◦ Acomete eqüinos e asininos.
    ◦ Transmissão venérea.




                                                   Vet 145 – Parasitologia Veterinária
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Áreas de ocorrência de T. vivax




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   Agentes etiológicos:
    ◦ Trypanosoma vivax
    ◦ Trypanosoma brucei
    ◦ Trypanosoma congolensis

   Febre e perda de peso;

   Síndrome      hemorrágica        (sistema
    digestório e mucosas);

   Rebanho: Queda da fertilidade, aborto,
    crescimento retardado.

                                Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   Tripanonossomas         no                   sangue,
    linfonodos, baço e líquor.

   Dilatação linfóide,          esplenomegalia,
    anemia hemolítica.

   Anemia:
    ◦ Proporcional a carga parasitária.

   Degeneração        celular     e      infiltrados
    inflamatórios.
    ◦ Músculos esqueléticos, SNC e miocárdio.


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   Ruminantes:
    ◦ Anemia, linfoadenomegalia,      letargia,      fraqueza,
      febre, perda do apetite.
    ◦ Morte por ICC devido à anemia e miocardite.

   Equinos:
    ◦ (T. brucei): Quadros agudos ou crônicos, pode
      ocorrer edema dos membros e genitais.

   Suínos:
    ◦ (T.   congolense): Quadros moderados a crônicos.

   Cão e Gato:
    ◦ Susceptíveis ao   T. brucei e ao T. congolense.



                                            Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   Detecção microscópica dos parasitas
    no sangue;

   Sorologia;

   Detecção do DNA por PCR.




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   Agente etiológico:Tripanosoma evansi

   Única espécie do subgênero Trypanozoon da seção
    Salivaria que ocorre na América Latina.

   Não completa o ciclo de vida na mosca tse-tsé e requer
    outros insetos sugadores ou então morcegos para uma
    transmissão mecânica.

   Infesta uma ampla variedade de hospedeiros.

   Patogenicidade variável – doença aguda e fatal até
    crônica e assintomática.

   Introduzida nas Américas por eqüinos contaminados dos
    colonizadores espanhóis.


                                            Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   Hospedeiros
    ◦ Animais domésticos e silvestres.


   Animais mais acometidos
    ◦ Cavalo, camelo, cão, búfalo.


   Bovinos e Suínos também são acometidos, mas
    geralmente desenvolvem sinais menos severos que os
    equinos.

   Suscetibilidade intermediária – ovelha, cabra e cervo.




                                               Vet 145 – Parasitologia Veterinária
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   Anemia hemolítica (brusca);

   Febre progressiva;

   Anorexia;

   Caquexia;

   Edema das regiões inferiores do corpo e das patas e
    rebaixamento da região traseira do corpo;

   Manifestações no SNC
    ◦ Incoordenação motora, paralisia dos membros pélvicos.




                                                       Vet 145 – Parasitologia Veterinária
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   Acomete eqüinos e asininos;

   Transmissão venérea – monta natural.

   Os    animais    apresentam     edema
    abdominal    ventral  e    genital  e
    emagrecimento progressivo.

   Ocorrência rara nas Américas.

   É mais importante na Ásia e África.


                                    Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   T. brucei gambiense e T. b. rhodesiense
    ◦   Doença do sono ou Tripanossomíase Africana Humana


   Doença frequentemente fatal; acomete animais e o
    homem.

   Ameaça ~60 milhões de pessoas em 35 países da África.

   OMS – 1999 tem 45 mil casos reportados (300 a 500 mil
    pessoas infestadas).

   Duas formas:
    ◦ aguda – mais virulento
       subespécie T. b. rhodesiense
         (África Oriental, Moçambique)

    ◦ crônica – menos virulento
       subespécies T. b. gambiense
         (África Ocidental, Angola e Guiné-Bissau)



                                                            Vet 145 – Parasitologia Veterinária
   Onde há presença de vetores existe a possibilidade
    de infecção.

   Área endêmica Brasil: 1/4 território
    ◦ 8 milhões de pessoas infectadas
    ◦ (MG,RS,GO,SE,BA)
    ◦ 25 milhões de pessoas expostas ao risco de
      infecção.

   HI: espécies hematófagas:
    ◦ Triatominae (barbeiros).




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   Fase aguda
    ◦ Geralmente assintomática ou inaparente.
    ◦ Infecção local.
    ◦ Infecção disseminada.
    ◦ Sinais clínicos: febre, cefaléia, mialgia, adenite, morte em 10% dos
       casos por meningoencefalite ou miocardite aguda.

   Fase crônica
    ◦ Baixa parasitemia.
    ◦ Aumento de tamanho do coração, dilatação dos ventrículos, miosite no
       esôfago, côlon ou intestino delgado.
    ◦ Destruição dos neurônios ganglionares ocorrendo alterações no
       trânsito esofágico e intestinal e hipertrofia muscular levando a
       megaesôfago, megacôlon.

   Cura espontânea é possivel em cada estágio.




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   Tratamento         do       hospedeiro
    infectado;

   Controle de vetores:
    ◦ Drogas pour on: deltametrina.
    ◦ Armadilhas        impregnadas                com
      inseticidas.
    ◦ Controle biológico.

   Controle no transporte de animais
    (regiões endêmicas).

                                  Vet 145 – Parasitologia Veterinária

Protozoologia - vet145

  • 1.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária Alexandre de Oliveira Tavela Médico Veterinário – UFV Doutorando em Medicina Veterinária - UFV
  • 2.
    Eucariotos e constituídos por uma só célula.  O sub-reino Protozoa é constituído por cerca de 65.000 espécies conhecidas.  50% são fósseis.  Aproximadamente 25.000 são de vida livre.  10.000 espécies são parasitos de animais.  Apenas cerca de 30 espécies acometem o homem. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 3.
    Dependendo da sua atividade fisiológica, algumas espécies possuem fases bem definidas:  TROFOZOÍTO: é a forma ativa do protozoário, na qual ele se alimenta e se reproduz.  CISTO: é a forma de resistência ou inativa. O protozoário secreta uma parede resistente (parede cística) que o protegerá quando estiver em meio impróprio ou em fase de latência. Freqüentemente há divisão nuclear interna durante a formação do cisto.  GAMETA: É a forma sexuada, que aparece em algumas espécies. O gameta masculino é o microgameta, e o feminino é o macrogameta. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 4.
    A movimentação dos protozoários é feita com auxílio de uma ou da associação de duas ou mais das organelas abaixo: ◦ Pseudópodes; Entamoeba histolytica ◦ Flagelos; ◦ Cílios. Balantidum coli Trypanosoma cruzi Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 8.
    1) Assexuada: ◦ a) Divisão binária ou cissiparidade; ◦ b) Brotamento ou gemulação ◦ c) Endodiogenia: formação de duas ou mais células-filhas por brotamento interno. ◦ d) Esquizogonia: divisão celular seguida da divisão do citoplasma, constituindo indivíduos isolados. Esses rompem a membrana da célula-mãe e continuam a se desenvolver. Mais eficiente que a divisão binária, produzindo mais células- filhas. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 13.
    2) Sexuada: ◦ Conjugação: união temporária de dois indivíduos, com troca mútua de materiais nucleares; ◦ Singamia ou fecundação: união de microgameta e macrogameta formando o ovo ou zigoto, o qual pode dividir-se para fornecer um certo número de esporozoítos. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 16.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 17.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária Alexandre de Oliveira Tavela Médico Veterinário – UFV Doutorando em Medicina Veterinária - UFV
  • 18.
    Mais de 40 espécies do gênero Giardia estão descritas.  É o flagelado mais comum do tubo digestivo humano – cerca de 280 milhões de casos novos por ano (dados da OMS).  Técnicas moleculares definiram um total de 6 genótipos: A, B, C, D, E e F ◦ Genótipo A apresenta dois subgenótipos: AI e AII ◦ AI tem sido implicado em casos de transmissão zoonótica. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 19.
    São arredondados na extremidade anterior e afilados dos na posterior;  Apresentam a face ventral achatada e a face dorsal convexa;  Na face ventral apresenta um disco adesivo bilobado responsável pela adesão nas células do hospedeiro. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 20.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 21.
    Transmissão: através da ingestão de cistos, veiculados através de: ◦ Água sem tratamento ou deficientemente tratadas (só com cloro); ◦ Alimentos contaminados, sendo que estes podem ser contaminados por moscas e baratas; Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 22.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 23.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 24.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 25.
    A Giardia sp. é um parasito monoxeno de ciclo biológico direto.  A via de infecção normal é a oral: ingestão de cistos.  Em voluntários humanos, verificou-se que um pequeno número de cistos pode causar a infecção (10 a 100).  Após a ingestão do cisto, o desencistamento ocorre no meio ácido do estômago e é completado no duodeno e jejuno, onde ocorre a colonização do parasito.  Este se reproduz por divisão binária.  O ciclo se completa com o encistamento do parasito e a sua eliminação nas fezes.  Quando há diarréia, é possível encontrar trofozoítos nas fezes. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 26.
    Ciclo fecal-oral;  Doença altamente contagiosa;  Infecção se dá pela ingestão de cisto maduros;  Cistos são resistentes no meio ambiente por longos períodos;  Os cistos são transmitidos pelas fezes por 1 a 2 semanas após a infecção;  Trofozoítos também podem ser eliminados pelas fezes (especialmente em gatos), mas raramente sobrevivem por um período significativo fora do hospedeiro.  É uma zoonose; É uma zoonose; Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 27.
    O cisto ingerido se rompe no estômago, liberando 2 trofozoítos, os quais colonizam o intestino delgado.  Os danos ocorrem devido a destruição de células epiteliais do duodeno, causando lesões nas microvilosidades, o que reduz a área de absorção do intestino e prejudica a digestão. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 28.
    Clínico: ◦ Diarréia, vômitos, perda de apetite e dor abdominal.  Laboratorial: ◦ Exame de fezes para identificação de cistos ou trofozoítos. ◦ Exame microscópico direto de esfregaço de fezes: pouco sensível (<20%). ◦ Flutuação em sulfato de zinco. ◦ PCR – permite detectar um único parasita e diferenciar espécies e cepas.  O diagnóstico da giardíase apresenta dificuldades devido aos animais infestados não eliminarem cistos continuamente. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 29.
    Casos sintomáticos ou risco de transmissão para humanos imunodeprimidos.  Metronidazol ou Quinacrina – inibição da síntese de DNA do parasito.  Todos os indivíduos de um determinado ambiente devem ser tratados para evitar reincidência. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 30.
    Vacina: ◦ Nome comercial – GiardiaVax ◦ Distribuída no Brasil pela Fort Dodge Saúde Animal Ltda. ◦ Característica – Vacina contendo trofozoítos inativados. ◦ Forma de aplicação – Injeção subcutânea com segunda dose de 2 a 4 semanas após a primeira. ◦ Revacinação anual recomendada. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 31.
    Vacinação (de acordo com o fabricante...) ◦ Reduz a quantidade de parasitas eliminados nas feses; ◦ Reduz a proporção de cistos eliminados – menor resistência ao ambiente; ◦ Reduz o potencial de transmissão zoonótica entre cão e homem;  Pode ser particularmente importante quando os proprietários tiverem uma condição imune comprometida.  Contras ◦ Não impede infecção, no máximo reduz a eliminação de cistos e sinais clínicos. ◦ Na maioria das vezes é assintomática. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 32.
    Humanos: ◦ Higiene pessoal e para com os alimentos; ◦ Utilização de água tratada.  Animais: ◦ Controle da população de animais errantes; ◦ Higienização diária dos recintos; ◦ Higienização periódica dos comedouros e bebedouros; ◦ Utilização de água com o mínimo de tratamento. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 33.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária Alexandre de Oliveira Tavela Médico Veterinário – UFV Doutorando em Medicina Veterinária - UFV
  • 34.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 35.
    Protozoários que apresentam um ou mais flagelos e somente uma mitocôndria longa percorrendo todo o corpo celular.  Os flagelos se originam numa depressão (bolso flagelar).  Junto à base dos flagelos a mitocôndria diferencia-se numa organela denominada de cinetoplasto. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 36.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 37.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 38.
    Tripanossomose bovina ◦ Tem grande importância na devido as perdas econômicas.  Doença do sono ou Tripanossomose Africana Humana ◦ Doença freqüentemente fatal; acomete animais e o homem.  Tripanossomose eqüina ou “Mal das cadeiras” ◦ Infesta uma ampla variedade de hospedeiros. ◦ Patogenicidade variável – doença aguda e fatal até crônica e assintomática.  Durina ◦ Acomete eqüinos e asininos. ◦ Transmissão venérea. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 39.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 40.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 41.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 42.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 43.
    Áreas de ocorrênciade T. vivax Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 44.
    Agentes etiológicos: ◦ Trypanosoma vivax ◦ Trypanosoma brucei ◦ Trypanosoma congolensis  Febre e perda de peso;  Síndrome hemorrágica (sistema digestório e mucosas);  Rebanho: Queda da fertilidade, aborto, crescimento retardado. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 45.
    Tripanonossomas no sangue, linfonodos, baço e líquor.  Dilatação linfóide, esplenomegalia, anemia hemolítica.  Anemia: ◦ Proporcional a carga parasitária.  Degeneração celular e infiltrados inflamatórios. ◦ Músculos esqueléticos, SNC e miocárdio. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 46.
    Ruminantes: ◦ Anemia, linfoadenomegalia, letargia, fraqueza, febre, perda do apetite. ◦ Morte por ICC devido à anemia e miocardite.  Equinos: ◦ (T. brucei): Quadros agudos ou crônicos, pode ocorrer edema dos membros e genitais.  Suínos: ◦ (T. congolense): Quadros moderados a crônicos.  Cão e Gato: ◦ Susceptíveis ao T. brucei e ao T. congolense. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 47.
    Detecção microscópica dos parasitas no sangue;  Sorologia;  Detecção do DNA por PCR. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 48.
    Agente etiológico:Tripanosoma evansi  Única espécie do subgênero Trypanozoon da seção Salivaria que ocorre na América Latina.  Não completa o ciclo de vida na mosca tse-tsé e requer outros insetos sugadores ou então morcegos para uma transmissão mecânica.  Infesta uma ampla variedade de hospedeiros.  Patogenicidade variável – doença aguda e fatal até crônica e assintomática.  Introduzida nas Américas por eqüinos contaminados dos colonizadores espanhóis. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 49.
    Hospedeiros ◦ Animais domésticos e silvestres.  Animais mais acometidos ◦ Cavalo, camelo, cão, búfalo.  Bovinos e Suínos também são acometidos, mas geralmente desenvolvem sinais menos severos que os equinos.  Suscetibilidade intermediária – ovelha, cabra e cervo. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 50.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 51.
    Anemia hemolítica (brusca);  Febre progressiva;  Anorexia;  Caquexia;  Edema das regiões inferiores do corpo e das patas e rebaixamento da região traseira do corpo;  Manifestações no SNC ◦ Incoordenação motora, paralisia dos membros pélvicos. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 52.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 53.
    Acomete eqüinos e asininos;  Transmissão venérea – monta natural.  Os animais apresentam edema abdominal ventral e genital e emagrecimento progressivo.  Ocorrência rara nas Américas.  É mais importante na Ásia e África. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 54.
    T. brucei gambiense e T. b. rhodesiense ◦ Doença do sono ou Tripanossomíase Africana Humana  Doença frequentemente fatal; acomete animais e o homem.  Ameaça ~60 milhões de pessoas em 35 países da África.  OMS – 1999 tem 45 mil casos reportados (300 a 500 mil pessoas infestadas).  Duas formas: ◦ aguda – mais virulento  subespécie T. b. rhodesiense  (África Oriental, Moçambique) ◦ crônica – menos virulento  subespécies T. b. gambiense  (África Ocidental, Angola e Guiné-Bissau) Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 55.
    Onde há presença de vetores existe a possibilidade de infecção.  Área endêmica Brasil: 1/4 território ◦ 8 milhões de pessoas infectadas ◦ (MG,RS,GO,SE,BA) ◦ 25 milhões de pessoas expostas ao risco de infecção.  HI: espécies hematófagas: ◦ Triatominae (barbeiros). Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 56.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 57.
    Fase aguda ◦ Geralmente assintomática ou inaparente. ◦ Infecção local. ◦ Infecção disseminada. ◦ Sinais clínicos: febre, cefaléia, mialgia, adenite, morte em 10% dos casos por meningoencefalite ou miocardite aguda.  Fase crônica ◦ Baixa parasitemia. ◦ Aumento de tamanho do coração, dilatação dos ventrículos, miosite no esôfago, côlon ou intestino delgado. ◦ Destruição dos neurônios ganglionares ocorrendo alterações no trânsito esofágico e intestinal e hipertrofia muscular levando a megaesôfago, megacôlon.  Cura espontânea é possivel em cada estágio. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  • 58.
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  • 59.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 60.
    Vet 145 –Parasitologia Veterinária
  • 61.
    Tratamento do hospedeiro infectado;  Controle de vetores: ◦ Drogas pour on: deltametrina. ◦ Armadilhas impregnadas com inseticidas. ◦ Controle biológico.  Controle no transporte de animais (regiões endêmicas). Vet 145 – Parasitologia Veterinária