Da opinião pública à inteligência coletiva Cap. 4 “O futuro da Internet” André Lemos e Pierre Lévy
Opinião Pública Opinião pública é o que geralmente se atribui à opinião geral de uma sociedade. Uma forma de pensar compartilhada por um grupo de indivíduos num mesmo momento histórico, não sendo necessário o contato físico.
Opinião Pública Não ao Ato Médico Movimento Pró-Democracia
Opinião Pública “ A opinião pública está sendo forjada a cada dia em listas de discussão,fóruns, chat rooms, blogs, softwares sociais, microblogs e demais dispositivos de comunicação próprios às comunidades virtuais.” (O futuro da Internet, cap. 4 – pág 85)
“ Nesse cenário, o texto de um jornalista se distinguirá cada vez menos daquele de um expert reconhecido ou de um internauta com uma escrita hábil.” (pág. 86) Não há um detentor do conhecimento, e sim existe o cibercidadão que busca suas informações, as discute com os demais indivíduos do ciberespaço e as complementa. O poder do conhecimento está multipolarizado nas mãos dos usuários das redes sociais.
Inteligência Coletiva Conceito criado por Pierre Lévy. Caracteriza-se por ser um novo tipo de pensamento sustentando por conexões sociais que são viáveis através da utilização de redes abertas de computação da Internet.
Liberação da Palavra “ Liberação da emissão, constituindo-se como a liberação da palavra em seu sentido mais amplo: sons, imagens, textos produzidos e distribuídos livremente.” (pág 87) Isso permite que se adquira alguma confiabilidade. Sem liberdade, a verdade não aparece.
Diversidade Informacional   A concentração financeira do mundo da comunicação não reduz a diversidade informacional que continua a aumentar, independente das fusões.  Contradição: Conglomerados X Diversidade
RAZÕES Possibilidade de difusão da internet. Este é um processo irreversível  ex: Custo, Rapidez, redes, links;                  Capacidade de memória - armazenamento Disponibilização de espaço.   ex:100MB no Youtube, no Flickr,  Mais de 6GB no Gmail.
Empresas da nova economia Comunidades e Redes Sociais X Posse de conteúdos;   Conversação Planetária: os grandes grupos de comunicação vivem e viverão do debate democrático; Liberação da Palavra   Verdade ou caos?
Qualidade X Quantidade Como escolher diante da grande quantidade de informações de qualidade duvidosa? "...o desaparecimento de antigos processos de seleção e de intermediação sem mostrar os  novos modos emergentes de hierarquização  e de orientação que caracterizam as novas mídias.“(p.92) Redes sociais como espaço de debate e triagem das informações.
Democratização do acesso e da produção "Evidenciamos hoje na cibercultura atitudes que buscam democratizar o acesso e facilitar a produção de informação, aumentar a circulação e o consumo dos bens culturais, reconfigurar as diversas práticas sociais e as estruturas da industria cultural.“ (p. 92) Liberação do pólo de emissão, crescimento da inteligência coletiva; Crítica Frankfurtiana da cultura de massa. Mercantilização da esfera cultura;  Industria cultural homegeneizante, empobrecedora, limitadora, padronizadora; Imposição massiva dos gostos.
Cibercultura Segmentação e diversificação; "Talvez a critica Frankfurtiana não faça mais sentido na cibercultura.“ (p.93) O excesso de produtos na cibercultura que emergem da potência da emissão livre, da conexão generalizada e da reconfiguração midiática e institucional da cultura;   Suprindo os nichos esquecidos e negligenciados pela massificação cultural.
  "...a cultura digital é aquela que me permite o luxo da escolha, o luxo da garimpagem, o luxo do excesso e da profusão de coisas para além do gosto médio.“ (p. 93)   "...aumento da diversidade, da pluralidade, da diferença, da liberdade.“  Acesso a obras sob diversos formatos; Mediadores x Produtos livres; Aparecimento do lixo artificial (textos, vídeos, filmes,  livros, músicas) colocado para debaixo do tapete pela indústria massiva.
Seleção das informações na Web - A nova intermediação da esfera pública seleciona  a posteriori ; - “A seleção se faz pelo número de links que convergem em direção ao sítio, pela freqüência das conexões, pelas citações que se fazem nos grupos de discussão, pela própria pontuação dos usuários dos posts mais interessantes, pelos votos ou observações dos leitores etc.”  - As novas formas de seleção buscam contabilizar vozes, marcando um avanço nas práticas democráticas em setores da vida social onde eles não eram preponderantes.
O que se torna  verdade  nessa nova maneira de selecionar e avaliar as mensagens? - O controle dos meios de informação por uma pequena minoria não é uma garantia de qualidade das informações selecionadas; - “Um livro não é ‘bom’ porque ele é publicado, uma noticia não é ‘verdadeira’ porque ela é anunciada na televisão, um saber não é ‘garantido’ porque ele é ensinado numa universidade.”  - “A verdade não está dada, mas ela é constantemente o embate de processos abertos e coletivos de pesquisa, de construção e de critica. O pluralismo e a interconexão favorecem justamente tais processos.”
Liberdade X Responsabilidade - Em meio a esse ciberespaço liberal, é preciso que o cidadão tenha responsabilidade para explorar as suas melhores potencialidades. - “Encontraremos, se quisermos, muitas ideias ‘falsas’, sentimentos odiosos e imagens degradantes na Internet (como também fora dela). Mas é na confrontação livre e responsável das informações e das ideias que reside a dinâmica de produção de conhecimentos e não no fechamento da palavra pública.” (pág. 96) Ex: Wikipédia
Internet e democracia -  “A internet coloca em questão as situações de monopólio do poder da fala...”  - “Ela oferece uma capacidade de criar e de se expressar aos povos sufocados pelo poder de regimes ditatoriais ou fanáticos.” - “Na perspectiva da ciberdemocracia, o principal efeito da Internet é o de contribuir para enfraquecer as ditaduras.” - “Um país cuja população estaria conectada em mais de 25% dos lares não poderia mais aceitar a servidão que lhe seria imposta por um governo autoritário e começaria a conquistar o pluralismo, a democracia representativa e o sufrágio universal que fazem parte atualmente do direito dos povos na consciência coletiva.”
“ Dir-se-á que os países de ditadura são antes países pobres (com exceção da Arábia Saudita) e ter-se-á razão. Não se deve em primeiro lugar resolver o problema da miséria antes de pensar na democracia, ou na conexão à Internet?” Pag. 98 Em francês, “Os buracos negros da web”. Os países em negro (Arábia Saudita, Bielorrússia, Birmânia, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Uzbequistão, Síria, Tunísia, Turcomenistão e Vietnã) sofrem censura na Internet.
“ Não. Devemos esclarecer que todos os problemas estão ligados. Muito frequentemente (mas nem sempre) os países são pobres porque  eles não são livres . ” Pág. 98 Grifo do autor À esquerda, um computador de Hong Kong. À direita, um chinês...
“ O crescimento do ciberespaço coloca os regimes ditatoriais em difícil posição. (...) Eles se imaginam podendo fabricar uma Internet ‘puramente chinesa’ ou ‘puramente tunisiana’ (por exemplo), onde a censura habitual poderia ser exercida.”    Pág. 98 Porém, os sítios que chegam a essas populações, mesmo tendo passado pela censura, possibilitam que de alguma forma elas “respirem na grande conversação da Internet e da diversidade dos sítios mundiais o maravilhoso perfume da liberdade.”  Pág. 99
O autor termina refletindo como as culturas islâmica e chinesa, tão dinâmicas e inovadoras no passado, se tornaram tão avessas às mudanças. Sua mensagem final, porém, é de esperança:   A final, a China, mesmo com censores em todos os meios massivos de comunicação, é hoje o país com mais internautas no mundo, cerca de 210 milhões. Apesar desse número significar apenas 16% de sua população, há na China 47 milhões de usuários de  blogs , uma das melhores ferramentas de opinião que eles têm à mão, dada a sua situação. “ As ditaduras cairão no ritmo da expansão da cibercultura.”
Grupo: Ana Braga Bruno Siqueira Raíssa Câmara Vanessa Lima

Opinião Pública e Inteligência Coletiva

  • 1.
    Da opinião públicaà inteligência coletiva Cap. 4 “O futuro da Internet” André Lemos e Pierre Lévy
  • 2.
    Opinião Pública Opiniãopública é o que geralmente se atribui à opinião geral de uma sociedade. Uma forma de pensar compartilhada por um grupo de indivíduos num mesmo momento histórico, não sendo necessário o contato físico.
  • 3.
    Opinião Pública Nãoao Ato Médico Movimento Pró-Democracia
  • 4.
    Opinião Pública “A opinião pública está sendo forjada a cada dia em listas de discussão,fóruns, chat rooms, blogs, softwares sociais, microblogs e demais dispositivos de comunicação próprios às comunidades virtuais.” (O futuro da Internet, cap. 4 – pág 85)
  • 5.
    “ Nesse cenário,o texto de um jornalista se distinguirá cada vez menos daquele de um expert reconhecido ou de um internauta com uma escrita hábil.” (pág. 86) Não há um detentor do conhecimento, e sim existe o cibercidadão que busca suas informações, as discute com os demais indivíduos do ciberespaço e as complementa. O poder do conhecimento está multipolarizado nas mãos dos usuários das redes sociais.
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    Inteligência Coletiva Conceitocriado por Pierre Lévy. Caracteriza-se por ser um novo tipo de pensamento sustentando por conexões sociais que são viáveis através da utilização de redes abertas de computação da Internet.
  • 7.
    Liberação da Palavra“ Liberação da emissão, constituindo-se como a liberação da palavra em seu sentido mais amplo: sons, imagens, textos produzidos e distribuídos livremente.” (pág 87) Isso permite que se adquira alguma confiabilidade. Sem liberdade, a verdade não aparece.
  • 8.
    Diversidade Informacional A concentração financeira do mundo da comunicação não reduz a diversidade informacional que continua a aumentar, independente das fusões.  Contradição: Conglomerados X Diversidade
  • 9.
    RAZÕES Possibilidade dedifusão da internet. Este é um processo irreversível ex: Custo, Rapidez, redes, links;                  Capacidade de memória - armazenamento Disponibilização de espaço.   ex:100MB no Youtube, no Flickr, Mais de 6GB no Gmail.
  • 10.
    Empresas da novaeconomia Comunidades e Redes Sociais X Posse de conteúdos; Conversação Planetária: os grandes grupos de comunicação vivem e viverão do debate democrático; Liberação da Palavra   Verdade ou caos?
  • 11.
    Qualidade X QuantidadeComo escolher diante da grande quantidade de informações de qualidade duvidosa? "...o desaparecimento de antigos processos de seleção e de intermediação sem mostrar os novos modos emergentes de hierarquização e de orientação que caracterizam as novas mídias.“(p.92) Redes sociais como espaço de debate e triagem das informações.
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    Democratização do acessoe da produção "Evidenciamos hoje na cibercultura atitudes que buscam democratizar o acesso e facilitar a produção de informação, aumentar a circulação e o consumo dos bens culturais, reconfigurar as diversas práticas sociais e as estruturas da industria cultural.“ (p. 92) Liberação do pólo de emissão, crescimento da inteligência coletiva; Crítica Frankfurtiana da cultura de massa. Mercantilização da esfera cultura; Industria cultural homegeneizante, empobrecedora, limitadora, padronizadora; Imposição massiva dos gostos.
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    Cibercultura Segmentação ediversificação; "Talvez a critica Frankfurtiana não faça mais sentido na cibercultura.“ (p.93) O excesso de produtos na cibercultura que emergem da potência da emissão livre, da conexão generalizada e da reconfiguração midiática e institucional da cultura;   Suprindo os nichos esquecidos e negligenciados pela massificação cultural.
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      "...a culturadigital é aquela que me permite o luxo da escolha, o luxo da garimpagem, o luxo do excesso e da profusão de coisas para além do gosto médio.“ (p. 93)   "...aumento da diversidade, da pluralidade, da diferença, da liberdade.“ Acesso a obras sob diversos formatos; Mediadores x Produtos livres; Aparecimento do lixo artificial (textos, vídeos, filmes,  livros, músicas) colocado para debaixo do tapete pela indústria massiva.
  • 15.
    Seleção das informaçõesna Web - A nova intermediação da esfera pública seleciona a posteriori ; - “A seleção se faz pelo número de links que convergem em direção ao sítio, pela freqüência das conexões, pelas citações que se fazem nos grupos de discussão, pela própria pontuação dos usuários dos posts mais interessantes, pelos votos ou observações dos leitores etc.” - As novas formas de seleção buscam contabilizar vozes, marcando um avanço nas práticas democráticas em setores da vida social onde eles não eram preponderantes.
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    O que setorna verdade nessa nova maneira de selecionar e avaliar as mensagens? - O controle dos meios de informação por uma pequena minoria não é uma garantia de qualidade das informações selecionadas; - “Um livro não é ‘bom’ porque ele é publicado, uma noticia não é ‘verdadeira’ porque ela é anunciada na televisão, um saber não é ‘garantido’ porque ele é ensinado numa universidade.” - “A verdade não está dada, mas ela é constantemente o embate de processos abertos e coletivos de pesquisa, de construção e de critica. O pluralismo e a interconexão favorecem justamente tais processos.”
  • 17.
    Liberdade X Responsabilidade- Em meio a esse ciberespaço liberal, é preciso que o cidadão tenha responsabilidade para explorar as suas melhores potencialidades. - “Encontraremos, se quisermos, muitas ideias ‘falsas’, sentimentos odiosos e imagens degradantes na Internet (como também fora dela). Mas é na confrontação livre e responsável das informações e das ideias que reside a dinâmica de produção de conhecimentos e não no fechamento da palavra pública.” (pág. 96) Ex: Wikipédia
  • 18.
    Internet e democracia- “A internet coloca em questão as situações de monopólio do poder da fala...” - “Ela oferece uma capacidade de criar e de se expressar aos povos sufocados pelo poder de regimes ditatoriais ou fanáticos.” - “Na perspectiva da ciberdemocracia, o principal efeito da Internet é o de contribuir para enfraquecer as ditaduras.” - “Um país cuja população estaria conectada em mais de 25% dos lares não poderia mais aceitar a servidão que lhe seria imposta por um governo autoritário e começaria a conquistar o pluralismo, a democracia representativa e o sufrágio universal que fazem parte atualmente do direito dos povos na consciência coletiva.”
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    “ Dir-se-á queos países de ditadura são antes países pobres (com exceção da Arábia Saudita) e ter-se-á razão. Não se deve em primeiro lugar resolver o problema da miséria antes de pensar na democracia, ou na conexão à Internet?” Pag. 98 Em francês, “Os buracos negros da web”. Os países em negro (Arábia Saudita, Bielorrússia, Birmânia, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Uzbequistão, Síria, Tunísia, Turcomenistão e Vietnã) sofrem censura na Internet.
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    “ Não. Devemosesclarecer que todos os problemas estão ligados. Muito frequentemente (mas nem sempre) os países são pobres porque eles não são livres . ” Pág. 98 Grifo do autor À esquerda, um computador de Hong Kong. À direita, um chinês...
  • 21.
    “ O crescimentodo ciberespaço coloca os regimes ditatoriais em difícil posição. (...) Eles se imaginam podendo fabricar uma Internet ‘puramente chinesa’ ou ‘puramente tunisiana’ (por exemplo), onde a censura habitual poderia ser exercida.” Pág. 98 Porém, os sítios que chegam a essas populações, mesmo tendo passado pela censura, possibilitam que de alguma forma elas “respirem na grande conversação da Internet e da diversidade dos sítios mundiais o maravilhoso perfume da liberdade.” Pág. 99
  • 22.
    O autor terminarefletindo como as culturas islâmica e chinesa, tão dinâmicas e inovadoras no passado, se tornaram tão avessas às mudanças. Sua mensagem final, porém, é de esperança: A final, a China, mesmo com censores em todos os meios massivos de comunicação, é hoje o país com mais internautas no mundo, cerca de 210 milhões. Apesar desse número significar apenas 16% de sua população, há na China 47 milhões de usuários de blogs , uma das melhores ferramentas de opinião que eles têm à mão, dada a sua situação. “ As ditaduras cairão no ritmo da expansão da cibercultura.”
  • 23.
    Grupo: Ana BragaBruno Siqueira Raíssa Câmara Vanessa Lima