SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 8
Baixar para ler offline
O CONTROLE DE DENGUE A PARTIR DA ESCOLA
Adicélia Francisco Duarte Alves
Geógrafa, Teóloga e estudante de
Pedagogia da Faculdade de Educação – UFG
adiceliaduarte@yahoo.com.br
O CONTROLE DE DENGUE A PARTIR DA ESCOLA
Este trabalho tem o propósito de estimular a prevenção da Dengue através do controle
do mosquito Aedes aegypti tanto no ambiente escolar como na comunidade. O controle da
dengue é um processo educacional que deve ser adquirido pela população. É importante
incentivar a comunidade a adotarem maneiras de prevenção da doença criando formas de
impedir o agente transmissor de proliferar. As crianças precisam ser estimuladas desde os
anos iniciais, pois é onde elas recebem as noções formais do saber e carrega-as por grande
parte da vida. Por isso deve-se fazer a releitura da educação como processo liberador,
integrador e comunitário. O processo liberador diz respeito à educação do indivíduo como
expressão espontânea, criadora e original. O integrador reporta à função social da educação
como matriz de desenvolvimento sócio-econômico e vetor de equilíbrio regional. O
comunitário converge para o saber e a cultura coletivos, como fontes inesgotáveis da ação
escolar.
A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família
Flaviridae e é transmitida através do mosquito Aedes aegypti, que também infectado pelo
vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de
todo o mundo. Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da
doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A dengue pode se
apresentar – clinicamente - de quatro formas diferentes formas: Infecção Inaparente, Dengue
Clássica, Febre Hemorrágica da Dengue e Síndrome de Choque da Dengue. Dentre eles,
destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue.
A Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe.
Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem
febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações,
indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em
crianças), entre outros sintomas. Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana.
Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.
A Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da
coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas,
após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença surgem hemorragias em virtude do
sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode
provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.
A Síndrome de Choque da Dengue é a forma mais séria apresentação da dengue e se
caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela
doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência.
Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações
neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e
derrame pleural. Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio,
sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e
sinais de meningite.
Se a Dengue não for tratada com rapidez, pode levar à morte, mas se for tratada com a
prevenção adequada por parte da população, poderá ser controlada e, até mesmo, erradicada.
A escola tem um papel fundamental nesse processo, pois pode criar projetos e colocá-los em
ação junto com a comunidade, digo mais, a Dengue pode ser controlada a partir da escola.
Para que este objetivo seja atingido deverá haver a estimulação de alunos e familiares a tomar
medidas preventivas contra o mosquito, como fazer vistoria periódica e contínua nas casas,
envolver a comunidade escolar (professores e alunos), conscientizar alunos e familiares que a
melhor forma de prevenir é agir com responsabilidade e levar professores, alunos e familiares
a compreenderem que a solução está em nossas mãos.
É muito importante que este projeto faça parte do planejamento anual e seja
implantado no início do ano letivo, para ser trabalhado no decorrer do ano e para que os
alunos o assimilem com naturalidade no processo educacional escolar e faça parte de suas
vidas.
Inicialmente temos que entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde e o
Centro de Zoonozes para agendar teatro de fantoches para os alunos do Jardim 1 ao 5º ano,
pois as crianças menores aprendem melhor brincando e eles não conseguem compreender
claramente as palestras. Já para os alunos a partir do 6º ano até o 2º grau e também alunos de
EJA, é necessário agendar palestras.
O Centro de Zoonozes oferece cartazes e panfletos informativos para que o evento seja
divulgado. Desse material cedido, o professor deve fazer uso do gibi (figuras 1 a 4) porque os
alunos gostam muito de ler gibis e se for utilizado panfletos muitos alunos jogam fora, fazem
bolas e jogam no lixo ou, até mesmo, deixam em cima da mesa. Mas o uso dos gibis não deve
ser aleatório, deve ser feito antes de a equipe do Centro de Zoonozes ir à escola, pois quando
forem os alunos terão condições de fazer perguntas e participar tanto do teatro como das
palestras fazendo uso dos conhecimentos prévios. As professoras podem trabalhar os gibis
inserindo-os nos conteúdos de todas as matérias de forma interdisciplinar.
Figura 1 figura 2
Figura 3 Figura 4
Após essa fase inicia-se o trabalho anual que consiste em distribuir os panfletos (figura
5 e 6) aos alunos para que eles possam, junto com um responsável, vistoriar e marcar a área
correspondente à vistoria com lápis. A professora deverá pedir aos alunos para colocarem
seus nomes, ano e turma, à caneta, nos panfletos. Isso é necessário porque o aluno deve
conservar o seu panfleto durante todo o ano letivo e, com isso, ele estará praticando a
educação ambiental.
O controle consiste em estipular datas para as vistorias e para as devoluções dos
panfletos, recolher e anotar a vistoria do aluno na data correspondente, guardá-los para serem
usados na próxima vistoria e incentivar os alunos a envolver os familiares e os vizinhos nesse
processo. Esse panfleto deve ser entregue à professora de 30 em trinta dias (se for período
chuvoso de 15 em 15 dias) para que ela possa registrar essa vistoria, apagar as marcas feitas à
lápis e devolver ao aluno na próxima vistoria marcada.
O aluno precisa ser incentivado a participar desse projeto e a forma que eu encontrei
foi acrescentar pontos na média das matérias Ciências e Geografia. Das turmas em que esse
projeto foi aplicado nenhum aluno, pessoa integrante de sua família ou que mora no lote
vistoriado contraiu Dengue, mas nas salas em que não foi realizado houve casos de Dengue.
Figura 5
Figura 6
Os alunos que têm os vistos completos recebem 1.0 (um) ponto na média bimestral nas
disciplinas de Ciências e Geografia. Não dá muito trabalho, só é preciso um pouco de boa
vontade por parte dos professores, envolvimento e compromisso da escola com o exercício da
cidadania.
Precisamos de professores que trabalhe em um processo educacional libertador e que
estimule e provoque seus alunos a um novo modo de pensar e olhar o futuro.
“... provoque os alunos, forneça-lhes um novo ponto de vista, uma nova
orientação para o olhar, desafie as ideias comuns e as convicções
confortáveis que eles trouxeram consigo, transforme-os em colegas seus,
trate de impulsioná-los para suas próprias buscas intelectuais e espirituais.”
(WILSON, 2008 p. 151)
Creio que a solução para essa educação libertadora seja o investimento na educação, desde os
anos iniciais. O comprometimento das escolas, professores e alunos poderia levar nossas
crianças à chamada educação consciente. Dessa forma, o que está faltando é o investimento
na educação infantil. O respeito pelo conhecimento que a criança traz de seus lares e se esses
conhecimentos não condisserem com a vida da Terra, tentar, através de aulas práticas e
teóricas das diversas disciplinas, apresentar saberes adequados para que essa criança possa
substituí-los.
Todos os alunos que fizeram esse trabalho comigo, com raras exceções, tiveram em
primeiro momento dificuldades em mudar a forma de pensamento da família e vizinhos da
necessidade da vistoria em suas casas e lotes. É interessante que, como só entreguei um
panfleto para cada aluno e eles eram responsáveis por esses panfletos, muitos tomaram a
iniciativa de fazer xerox e distribuir para os vizinhos e parentes. Alguns relataram que
bateram na porta de vizinhos e explicaram sobre o trabalho e que gostariam que participassem
com eles. Desses vizinhos, alguns permitiam que o aluno entrasse em seus lotes e fizessem a
vistoria sozinhos, outros já ajudavam, já outros não aceitavam fazer a vistoria e, às vezes nem
conversar sobre o assunto.
Para os que não aceitavam ou que não queriam nem conversar sobre o assunto os
alunos utilizaram um tratamento de choque eficaz: colocavam crianças pequenas, entre 3 a 7
anos para pedir a esses vizinhos que deixassem eles cuidarem ou ajudarem a eles a cuidarem
de seus lotes. Os adultos ficavam envergonhados ou “amolecidos” e eles mesmos ajudavam a
fazer a vistoria em seus lotes.
Quando implantei esse mesmo projeto em uma escola da rede estadual com a turma de
EJA houve um aproveitamento de 100% dos alunos que participaram, mas me senti muito
sozinha porque não houve interesse por parte da direção, coordenação e, principalmente, dos
professores. Falo principalmente porque esse trabalho deve partir do professor, pois é ele que
está em maior contato com os alunos e tem certa influência junto a eles. E quando implantei
na rede privada continuei a me sentir sozinha porque nenhum professor quis participar
alegando que dava trabalho, somente a professora de ciências, por se sentir constrangida,
aceitou participar, mas não foi de grande ajuda, pois ela simplesmente entregou os gibis e os
panfletos aos alunos e esqueceu o assunto. Parte desse material eu encontrei nos cestos de lixo
da escola.
A Dengue pode ser controlada? Pode, com certeza. Mas para que isso ocorra, volto a
dizer, é preciso comprometimento de todo o universo escolar e da população em geral.
Um dos educadores mais provocantes nos diz:
“A preocupação com as crianças, adolescentes e jovens passou a ser das
famílias e das escolas, da sociedade, dos governos e da mídia, das ciências
humanas, do direito e das políticas sociais”. (Arroyo, 2004).
Tanto a família quanto a escola visa preparar os jovens para desempenhar suas funções
na sociedade. Então a solução mais viável é haver oferecimento por parte do corpo decente,
de cursos, palestras, oficinas, que ofereçam subsídios aos pais para que possam acompanhar
seus filhos e a escola em suas atividades para que haja um pleno desenvolvimento no âmbito
da escola/sociedade.
Levando em consideração que a região é o espaço de serviços e o espaço político, os
sentimentos de vizinhança, de solidariedade, de comunidade devem misturar-se aos critérios
mais racionais de interdependência e homogeneidade; então a região se transformará em um
quadro de vida e fora dessa perspectiva, a escola será uma instituição estéril que
verdadeiramente não educa, porque, ao invés de comunicação fazem comunicados.
Deve-se fazer a releitura da educação como processo liberador, integrador e
comunitário. O processo liberador diz respeito à educação do indivíduo como expressão
espontânea, criadora e original. O integrador reporta à função social da educação como matriz
de desenvolvimento sócio-econômico e vetor de equilíbrio regional. O comunitário converge
para o saber e a cultura coletivos, como fontes inesgotáveis da ação escolar.
REFERÊNCIAS
ARROYO, Miguel G. Imagens quebradas: trajetórias e tempos de alunos e mestres / Miguel
G. Arroyo. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
CARNEIRO, Moaci Alves. Educação comunitária: faces e formas / Moaci Alves Carneiro. –
Petrópolis. Ed. Vozes; [Belo Horizonte]: CENAEC, 1985.
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE: Departamento de Controle de Zoonozes.
WILSON, Edward O. A Criação: como salvar a vida na Terra / E. O. Wilson: tradução Isa
Maria Lando. Revisão técnica Roberto Fanganiello. – São Paulo: Companhia das Letras.
WWW.saude.gov.br

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Fatores de risco e fatores de proteção no desenvolvimento da criança
Fatores de risco e fatores de proteção no desenvolvimento da criançaFatores de risco e fatores de proteção no desenvolvimento da criança
Fatores de risco e fatores de proteção no desenvolvimento da criançaDiana Sousa
 
Apresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALO
Apresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALOApresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALO
Apresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALOWAGNER OLIVEIRA
 
Interacionismo
InteracionismoInteracionismo
Interacionismodrycaaa
 
"Bullying: Somos todos iguais nas próprias diferenças."
"Bullying: Somos todos iguais nas próprias diferenças.""Bullying: Somos todos iguais nas próprias diferenças."
"Bullying: Somos todos iguais nas próprias diferenças."Viviane De Carvalho Teixeira
 
Simulado do INEP de Linguagens Códigos e suas Tecnologias de 2009
Simulado do INEP de Linguagens Códigos e suas Tecnologias de 2009Simulado do INEP de Linguagens Códigos e suas Tecnologias de 2009
Simulado do INEP de Linguagens Códigos e suas Tecnologias de 2009ma.no.el.ne.ves
 
Anticoncepção hormonal (métodos contraceptivos hormonais)
Anticoncepção hormonal (métodos contraceptivos hormonais)Anticoncepção hormonal (métodos contraceptivos hormonais)
Anticoncepção hormonal (métodos contraceptivos hormonais)Patricia de Rossi
 
As ist´s e as suas consequências
As ist´s e as suas consequênciasAs ist´s e as suas consequências
As ist´s e as suas consequênciasLuisa Morais
 
Doenças sexualmente transmissíveis
Doenças sexualmente transmissíveisDoenças sexualmente transmissíveis
Doenças sexualmente transmissíveisEdvaldo S. Júnior
 
Toxoplasmose Congenita
Toxoplasmose CongenitaToxoplasmose Congenita
Toxoplasmose CongenitaPatricia Nunes
 
Orientação de estudos
Orientação de estudosOrientação de estudos
Orientação de estudosportalfernao
 
Violência na adolescência aula 4
Violência na adolescência aula 4Violência na adolescência aula 4
Violência na adolescência aula 4ariadnemonitoria
 

Mais procurados (20)

Fatores de risco e fatores de proteção no desenvolvimento da criança
Fatores de risco e fatores de proteção no desenvolvimento da criançaFatores de risco e fatores de proteção no desenvolvimento da criança
Fatores de risco e fatores de proteção no desenvolvimento da criança
 
Apresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALO
Apresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALOApresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALO
Apresentação Sífilis 2010 TURMA ENFERMAGEM 5º SEMESTRE UNIÍTALO
 
Dengue
DengueDengue
Dengue
 
Interacionismo
InteracionismoInteracionismo
Interacionismo
 
Abordagem sindrômica das ds ts 26.9
Abordagem sindrômica das ds ts 26.9Abordagem sindrômica das ds ts 26.9
Abordagem sindrômica das ds ts 26.9
 
"Bullying: Somos todos iguais nas próprias diferenças."
"Bullying: Somos todos iguais nas próprias diferenças.""Bullying: Somos todos iguais nas próprias diferenças."
"Bullying: Somos todos iguais nas próprias diferenças."
 
Dengue
DengueDengue
Dengue
 
Simulado do INEP de Linguagens Códigos e suas Tecnologias de 2009
Simulado do INEP de Linguagens Códigos e suas Tecnologias de 2009Simulado do INEP de Linguagens Códigos e suas Tecnologias de 2009
Simulado do INEP de Linguagens Códigos e suas Tecnologias de 2009
 
Anticoncepção hormonal (métodos contraceptivos hormonais)
Anticoncepção hormonal (métodos contraceptivos hormonais)Anticoncepção hormonal (métodos contraceptivos hormonais)
Anticoncepção hormonal (métodos contraceptivos hormonais)
 
As ist´s e as suas consequências
As ist´s e as suas consequênciasAs ist´s e as suas consequências
As ist´s e as suas consequências
 
Dengue
DengueDengue
Dengue
 
Educaçao sexual
Educaçao sexualEducaçao sexual
Educaçao sexual
 
Doenças sexualmente transmissíveis
Doenças sexualmente transmissíveisDoenças sexualmente transmissíveis
Doenças sexualmente transmissíveis
 
Toxoplasmose Congenita
Toxoplasmose CongenitaToxoplasmose Congenita
Toxoplasmose Congenita
 
Orientação de estudos
Orientação de estudosOrientação de estudos
Orientação de estudos
 
Slides gravidez adolescencia
Slides gravidez adolescenciaSlides gravidez adolescencia
Slides gravidez adolescencia
 
Violência na adolescência aula 4
Violência na adolescência aula 4Violência na adolescência aula 4
Violência na adolescência aula 4
 
Apresentação aids
Apresentação aidsApresentação aids
Apresentação aids
 
Gonorreia
GonorreiaGonorreia
Gonorreia
 
Saúde coletiva - Difiteria (crupe)
Saúde coletiva - Difiteria (crupe)Saúde coletiva - Difiteria (crupe)
Saúde coletiva - Difiteria (crupe)
 

Semelhante a O CONTROLE DE DENGUE A PARTIR DA ESCOLA

Projeto de externsão a comunidade
Projeto de externsão a comunidadeProjeto de externsão a comunidade
Projeto de externsão a comunidadeAna Amelia Duarte
 
Atps projeto de extensao_a_comunidade
Atps projeto de extensao_a_comunidadeAtps projeto de extensao_a_comunidade
Atps projeto de extensao_a_comunidademkbariotto
 
Dengue artigo pedagogia bolsa pibid
Dengue artigo   pedagogia bolsa pibidDengue artigo   pedagogia bolsa pibid
Dengue artigo pedagogia bolsa pibidLucia Fagundes
 
Pec aula 5_colaborativa_template extensão à comunidade
Pec aula 5_colaborativa_template extensão à comunidadePec aula 5_colaborativa_template extensão à comunidade
Pec aula 5_colaborativa_template extensão à comunidademkbariotto
 
Projeto Pedagógico de Combate ao Piolho
Projeto  Pedagógico  de Combate ao Piolho Projeto  Pedagógico  de Combate ao Piolho
Projeto Pedagógico de Combate ao Piolho uagne989
 
Atps projeto de extensão a comunidade
Atps projeto de extensão a comunidadeAtps projeto de extensão a comunidade
Atps projeto de extensão a comunidadeKlebiana Correia
 
Prática docente na educação infantil
Prática docente na educação infantilPrática docente na educação infantil
Prática docente na educação infantilRosinara Azeredo
 
Artigo relatório de estágio na educação infantil.
Artigo relatório de estágio na educação infantil.Artigo relatório de estágio na educação infantil.
Artigo relatório de estágio na educação infantil.renatalguterres
 
A interacao entre_a_escola_e_a_sociedade
A interacao entre_a_escola_e_a_sociedadeA interacao entre_a_escola_e_a_sociedade
A interacao entre_a_escola_e_a_sociedademelojunior
 
Projeto combate a dengue escola nascimento leal
Projeto combate a dengue   escola nascimento lealProjeto combate a dengue   escola nascimento leal
Projeto combate a dengue escola nascimento lealFabiola Oliveira
 
ATIVIDADES-COMPLEMENTARES-DA-EDUCACAO-ESPECIAL-COM-ALTERACAO.pdf
ATIVIDADES-COMPLEMENTARES-DA-EDUCACAO-ESPECIAL-COM-ALTERACAO.pdfATIVIDADES-COMPLEMENTARES-DA-EDUCACAO-ESPECIAL-COM-ALTERACAO.pdf
ATIVIDADES-COMPLEMENTARES-DA-EDUCACAO-ESPECIAL-COM-ALTERACAO.pdfEscEstPadreJosdeAnch
 
Estágio em Educação Infantil
Estágio em Educação InfantilEstágio em Educação Infantil
Estágio em Educação InfantilRosinara Azeredo
 
Atps didática e prática de ensino
Atps didática e prática de ensinoAtps didática e prática de ensino
Atps didática e prática de ensinoJoélia Mendonça
 
O educador como gestor de espaços educacionais
O educador como gestor de espaços educacionais O educador como gestor de espaços educacionais
O educador como gestor de espaços educacionais Ateliê Giramundo
 

Semelhante a O CONTROLE DE DENGUE A PARTIR DA ESCOLA (20)

Projeto de externsão a comunidade
Projeto de externsão a comunidadeProjeto de externsão a comunidade
Projeto de externsão a comunidade
 
Atps projeto de extensao_a_comunidade
Atps projeto de extensao_a_comunidadeAtps projeto de extensao_a_comunidade
Atps projeto de extensao_a_comunidade
 
Extensão a comunidade
Extensão a comunidadeExtensão a comunidade
Extensão a comunidade
 
Dengue artigo pedagogia bolsa pibid
Dengue artigo   pedagogia bolsa pibidDengue artigo   pedagogia bolsa pibid
Dengue artigo pedagogia bolsa pibid
 
Pec aula 5_colaborativa_template extensão à comunidade
Pec aula 5_colaborativa_template extensão à comunidadePec aula 5_colaborativa_template extensão à comunidade
Pec aula 5_colaborativa_template extensão à comunidade
 
Horta Pedagógica
Horta PedagógicaHorta Pedagógica
Horta Pedagógica
 
Projeto Pedagógico de Combate ao Piolho
Projeto  Pedagógico  de Combate ao Piolho Projeto  Pedagógico  de Combate ao Piolho
Projeto Pedagógico de Combate ao Piolho
 
Atps projeto de extensão a comunidade
Atps projeto de extensão a comunidadeAtps projeto de extensão a comunidade
Atps projeto de extensão a comunidade
 
Prática docente na educação infantil
Prática docente na educação infantilPrática docente na educação infantil
Prática docente na educação infantil
 
Artigo relatório de estágio na educação infantil.
Artigo relatório de estágio na educação infantil.Artigo relatório de estágio na educação infantil.
Artigo relatório de estágio na educação infantil.
 
A interacao entre_a_escola_e_a_sociedade
A interacao entre_a_escola_e_a_sociedadeA interacao entre_a_escola_e_a_sociedade
A interacao entre_a_escola_e_a_sociedade
 
folder
 folder folder
folder
 
Projeto combate a dengue escola nascimento leal
Projeto combate a dengue   escola nascimento lealProjeto combate a dengue   escola nascimento leal
Projeto combate a dengue escola nascimento leal
 
ATIVIDADES-COMPLEMENTARES-DA-EDUCACAO-ESPECIAL-COM-ALTERACAO.pdf
ATIVIDADES-COMPLEMENTARES-DA-EDUCACAO-ESPECIAL-COM-ALTERACAO.pdfATIVIDADES-COMPLEMENTARES-DA-EDUCACAO-ESPECIAL-COM-ALTERACAO.pdf
ATIVIDADES-COMPLEMENTARES-DA-EDUCACAO-ESPECIAL-COM-ALTERACAO.pdf
 
DeClara 49 dezembro 2021
DeClara 49  dezembro 2021DeClara 49  dezembro 2021
DeClara 49 dezembro 2021
 
Estágio em Educação Infantil
Estágio em Educação InfantilEstágio em Educação Infantil
Estágio em Educação Infantil
 
Sobral2009
Sobral2009Sobral2009
Sobral2009
 
Analu nilcelia
Analu nilceliaAnalu nilcelia
Analu nilcelia
 
Atps didática e prática de ensino
Atps didática e prática de ensinoAtps didática e prática de ensino
Atps didática e prática de ensino
 
O educador como gestor de espaços educacionais
O educador como gestor de espaços educacionais O educador como gestor de espaços educacionais
O educador como gestor de espaços educacionais
 

Mais de Creche Segura

Números importantes e de emergência para escolas
Números importantes e de emergência para escolasNúmeros importantes e de emergência para escolas
Números importantes e de emergência para escolasCreche Segura
 
Cartilha Shantala - Unimed
Cartilha Shantala - UnimedCartilha Shantala - Unimed
Cartilha Shantala - UnimedCreche Segura
 
Shantala - a arte de dar e receber amor
Shantala - a arte de dar e receber amorShantala - a arte de dar e receber amor
Shantala - a arte de dar e receber amorCreche Segura
 
Guia Prático de Vacinas 2016/2017
Guia Prático de Vacinas 2016/2017Guia Prático de Vacinas 2016/2017
Guia Prático de Vacinas 2016/2017Creche Segura
 
Como atender o engasgo de uma criança
Como atender o engasgo de uma criançaComo atender o engasgo de uma criança
Como atender o engasgo de uma criançaCreche Segura
 
Cartilha sobre o sistema respiratório e a asma
Cartilha sobre o sistema respiratório e a asmaCartilha sobre o sistema respiratório e a asma
Cartilha sobre o sistema respiratório e a asmaCreche Segura
 
Criança em idade escolar com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)
Criança em idade escolar com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)Criança em idade escolar com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)
Criança em idade escolar com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)Creche Segura
 
Alimentando o bebe com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)
Alimentando o bebe com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)Alimentando o bebe com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)
Alimentando o bebe com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)Creche Segura
 
MANUAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PESSOAS COM DIABETES
MANUAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PESSOAS COM DIABETESMANUAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PESSOAS COM DIABETES
MANUAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PESSOAS COM DIABETESCreche Segura
 
Um pacote educativo para informar sobre diabetes nas escolas
Um pacote educativo para informar sobre diabetes nas escolasUm pacote educativo para informar sobre diabetes nas escolas
Um pacote educativo para informar sobre diabetes nas escolasCreche Segura
 
Manual de orientações educador infantil - 2010
Manual de orientações educador infantil - 2010Manual de orientações educador infantil - 2010
Manual de orientações educador infantil - 2010Creche Segura
 
Higiene e seguranca na escola - 2009
Higiene e seguranca na escola - 2009Higiene e seguranca na escola - 2009
Higiene e seguranca na escola - 2009Creche Segura
 
Cartilha como montar uma creche - Sebrae
Cartilha como montar uma creche - SebraeCartilha como montar uma creche - Sebrae
Cartilha como montar uma creche - SebraeCreche Segura
 
ORIENTAÇÕES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA PARA INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL
ORIENTAÇÕES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA PARA INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTILORIENTAÇÕES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA PARA INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL
ORIENTAÇÕES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA PARA INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTILCreche Segura
 
Atenção a saúde do recém nascido volume 1
Atenção a saúde do recém nascido volume 1Atenção a saúde do recém nascido volume 1
Atenção a saúde do recém nascido volume 1Creche Segura
 
ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS DIRECIONADAS À PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE EM ESCOL...
ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS DIRECIONADAS À PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE EM ESCOL...ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS DIRECIONADAS À PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE EM ESCOL...
ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS DIRECIONADAS À PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE EM ESCOL...Creche Segura
 
Novas Diretrizes American Heart Association - 2015
Novas Diretrizes American Heart Association - 2015Novas Diretrizes American Heart Association - 2015
Novas Diretrizes American Heart Association - 2015Creche Segura
 
Livro comida que cuida 2 - o prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes
Livro comida que cuida 2 - o prazer na mesa e na vida de quem tem diabetesLivro comida que cuida 2 - o prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes
Livro comida que cuida 2 - o prazer na mesa e na vida de quem tem diabetesCreche Segura
 
Manual de nutricao sociedade brasileira de diabetes
Manual de nutricao sociedade brasileira de diabetesManual de nutricao sociedade brasileira de diabetes
Manual de nutricao sociedade brasileira de diabetesCreche Segura
 
Manual da criança com diabetes
Manual da criança com diabetesManual da criança com diabetes
Manual da criança com diabetesCreche Segura
 

Mais de Creche Segura (20)

Números importantes e de emergência para escolas
Números importantes e de emergência para escolasNúmeros importantes e de emergência para escolas
Números importantes e de emergência para escolas
 
Cartilha Shantala - Unimed
Cartilha Shantala - UnimedCartilha Shantala - Unimed
Cartilha Shantala - Unimed
 
Shantala - a arte de dar e receber amor
Shantala - a arte de dar e receber amorShantala - a arte de dar e receber amor
Shantala - a arte de dar e receber amor
 
Guia Prático de Vacinas 2016/2017
Guia Prático de Vacinas 2016/2017Guia Prático de Vacinas 2016/2017
Guia Prático de Vacinas 2016/2017
 
Como atender o engasgo de uma criança
Como atender o engasgo de uma criançaComo atender o engasgo de uma criança
Como atender o engasgo de uma criança
 
Cartilha sobre o sistema respiratório e a asma
Cartilha sobre o sistema respiratório e a asmaCartilha sobre o sistema respiratório e a asma
Cartilha sobre o sistema respiratório e a asma
 
Criança em idade escolar com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)
Criança em idade escolar com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)Criança em idade escolar com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)
Criança em idade escolar com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)
 
Alimentando o bebe com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)
Alimentando o bebe com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)Alimentando o bebe com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)
Alimentando o bebe com fissura labial ou fenda palatina (espanhol)
 
MANUAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PESSOAS COM DIABETES
MANUAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PESSOAS COM DIABETESMANUAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PESSOAS COM DIABETES
MANUAL DE CONTAGEM DE CARBOIDRATOS PARA PESSOAS COM DIABETES
 
Um pacote educativo para informar sobre diabetes nas escolas
Um pacote educativo para informar sobre diabetes nas escolasUm pacote educativo para informar sobre diabetes nas escolas
Um pacote educativo para informar sobre diabetes nas escolas
 
Manual de orientações educador infantil - 2010
Manual de orientações educador infantil - 2010Manual de orientações educador infantil - 2010
Manual de orientações educador infantil - 2010
 
Higiene e seguranca na escola - 2009
Higiene e seguranca na escola - 2009Higiene e seguranca na escola - 2009
Higiene e seguranca na escola - 2009
 
Cartilha como montar uma creche - Sebrae
Cartilha como montar uma creche - SebraeCartilha como montar uma creche - Sebrae
Cartilha como montar uma creche - Sebrae
 
ORIENTAÇÕES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA PARA INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL
ORIENTAÇÕES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA PARA INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTILORIENTAÇÕES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA PARA INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL
ORIENTAÇÕES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA PARA INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL
 
Atenção a saúde do recém nascido volume 1
Atenção a saúde do recém nascido volume 1Atenção a saúde do recém nascido volume 1
Atenção a saúde do recém nascido volume 1
 
ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS DIRECIONADAS À PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE EM ESCOL...
ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS DIRECIONADAS À PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE EM ESCOL...ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS DIRECIONADAS À PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE EM ESCOL...
ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS DIRECIONADAS À PREVENÇÃO E CONTROLE DA DENGUE EM ESCOL...
 
Novas Diretrizes American Heart Association - 2015
Novas Diretrizes American Heart Association - 2015Novas Diretrizes American Heart Association - 2015
Novas Diretrizes American Heart Association - 2015
 
Livro comida que cuida 2 - o prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes
Livro comida que cuida 2 - o prazer na mesa e na vida de quem tem diabetesLivro comida que cuida 2 - o prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes
Livro comida que cuida 2 - o prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes
 
Manual de nutricao sociedade brasileira de diabetes
Manual de nutricao sociedade brasileira de diabetesManual de nutricao sociedade brasileira de diabetes
Manual de nutricao sociedade brasileira de diabetes
 
Manual da criança com diabetes
Manual da criança com diabetesManual da criança com diabetes
Manual da criança com diabetes
 

Último

PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptPSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptAlberto205764
 
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgeryCarlos D A Bersot
 
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.ppt
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.pptParasitosesDeformaResumida.finalissima.ppt
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.pptAlberto205764
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASArtthurPereira2
 
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdfO mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdfNelmo Pinto
 
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástricoAnatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástricoMarianaAnglicaMirand
 
Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaPrimeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaCristianodaRosa5
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfGustavoWallaceAlvesd
 

Último (9)

PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptPSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
 
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
 
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.ppt
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.pptParasitosesDeformaResumida.finalissima.ppt
ParasitosesDeformaResumida.finalissima.ppt
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
 
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdfO mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
O mundo secreto dos desenhos - Gregg M. Furth.pdf
 
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãosAplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
 
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástricoAnatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
 
Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaPrimeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
 

O CONTROLE DE DENGUE A PARTIR DA ESCOLA

  • 1. O CONTROLE DE DENGUE A PARTIR DA ESCOLA Adicélia Francisco Duarte Alves Geógrafa, Teóloga e estudante de Pedagogia da Faculdade de Educação – UFG adiceliaduarte@yahoo.com.br O CONTROLE DE DENGUE A PARTIR DA ESCOLA Este trabalho tem o propósito de estimular a prevenção da Dengue através do controle do mosquito Aedes aegypti tanto no ambiente escolar como na comunidade. O controle da dengue é um processo educacional que deve ser adquirido pela população. É importante incentivar a comunidade a adotarem maneiras de prevenção da doença criando formas de impedir o agente transmissor de proliferar. As crianças precisam ser estimuladas desde os anos iniciais, pois é onde elas recebem as noções formais do saber e carrega-as por grande parte da vida. Por isso deve-se fazer a releitura da educação como processo liberador, integrador e comunitário. O processo liberador diz respeito à educação do indivíduo como expressão espontânea, criadora e original. O integrador reporta à função social da educação como matriz de desenvolvimento sócio-econômico e vetor de equilíbrio regional. O comunitário converge para o saber e a cultura coletivos, como fontes inesgotáveis da ação escolar. A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida através do mosquito Aedes aegypti, que também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo. Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A dengue pode se apresentar – clinicamente - de quatro formas diferentes formas: Infecção Inaparente, Dengue Clássica, Febre Hemorrágica da Dengue e Síndrome de Choque da Dengue. Dentre eles, destacam-se a Dengue Clássica e a Febre Hemorrágica da Dengue. A Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas. Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.
  • 2. A Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas. A Síndrome de Choque da Dengue é a forma mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural. Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a Dengue não for tratada com rapidez, pode levar à morte, mas se for tratada com a prevenção adequada por parte da população, poderá ser controlada e, até mesmo, erradicada. A escola tem um papel fundamental nesse processo, pois pode criar projetos e colocá-los em ação junto com a comunidade, digo mais, a Dengue pode ser controlada a partir da escola. Para que este objetivo seja atingido deverá haver a estimulação de alunos e familiares a tomar medidas preventivas contra o mosquito, como fazer vistoria periódica e contínua nas casas, envolver a comunidade escolar (professores e alunos), conscientizar alunos e familiares que a melhor forma de prevenir é agir com responsabilidade e levar professores, alunos e familiares a compreenderem que a solução está em nossas mãos. É muito importante que este projeto faça parte do planejamento anual e seja implantado no início do ano letivo, para ser trabalhado no decorrer do ano e para que os alunos o assimilem com naturalidade no processo educacional escolar e faça parte de suas vidas. Inicialmente temos que entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde e o Centro de Zoonozes para agendar teatro de fantoches para os alunos do Jardim 1 ao 5º ano, pois as crianças menores aprendem melhor brincando e eles não conseguem compreender claramente as palestras. Já para os alunos a partir do 6º ano até o 2º grau e também alunos de EJA, é necessário agendar palestras. O Centro de Zoonozes oferece cartazes e panfletos informativos para que o evento seja divulgado. Desse material cedido, o professor deve fazer uso do gibi (figuras 1 a 4) porque os alunos gostam muito de ler gibis e se for utilizado panfletos muitos alunos jogam fora, fazem
  • 3. bolas e jogam no lixo ou, até mesmo, deixam em cima da mesa. Mas o uso dos gibis não deve ser aleatório, deve ser feito antes de a equipe do Centro de Zoonozes ir à escola, pois quando forem os alunos terão condições de fazer perguntas e participar tanto do teatro como das palestras fazendo uso dos conhecimentos prévios. As professoras podem trabalhar os gibis inserindo-os nos conteúdos de todas as matérias de forma interdisciplinar. Figura 1 figura 2
  • 4. Figura 3 Figura 4 Após essa fase inicia-se o trabalho anual que consiste em distribuir os panfletos (figura 5 e 6) aos alunos para que eles possam, junto com um responsável, vistoriar e marcar a área correspondente à vistoria com lápis. A professora deverá pedir aos alunos para colocarem seus nomes, ano e turma, à caneta, nos panfletos. Isso é necessário porque o aluno deve conservar o seu panfleto durante todo o ano letivo e, com isso, ele estará praticando a educação ambiental. O controle consiste em estipular datas para as vistorias e para as devoluções dos panfletos, recolher e anotar a vistoria do aluno na data correspondente, guardá-los para serem usados na próxima vistoria e incentivar os alunos a envolver os familiares e os vizinhos nesse processo. Esse panfleto deve ser entregue à professora de 30 em trinta dias (se for período chuvoso de 15 em 15 dias) para que ela possa registrar essa vistoria, apagar as marcas feitas à lápis e devolver ao aluno na próxima vistoria marcada. O aluno precisa ser incentivado a participar desse projeto e a forma que eu encontrei foi acrescentar pontos na média das matérias Ciências e Geografia. Das turmas em que esse projeto foi aplicado nenhum aluno, pessoa integrante de sua família ou que mora no lote vistoriado contraiu Dengue, mas nas salas em que não foi realizado houve casos de Dengue.
  • 5. Figura 5 Figura 6 Os alunos que têm os vistos completos recebem 1.0 (um) ponto na média bimestral nas disciplinas de Ciências e Geografia. Não dá muito trabalho, só é preciso um pouco de boa
  • 6. vontade por parte dos professores, envolvimento e compromisso da escola com o exercício da cidadania. Precisamos de professores que trabalhe em um processo educacional libertador e que estimule e provoque seus alunos a um novo modo de pensar e olhar o futuro. “... provoque os alunos, forneça-lhes um novo ponto de vista, uma nova orientação para o olhar, desafie as ideias comuns e as convicções confortáveis que eles trouxeram consigo, transforme-os em colegas seus, trate de impulsioná-los para suas próprias buscas intelectuais e espirituais.” (WILSON, 2008 p. 151) Creio que a solução para essa educação libertadora seja o investimento na educação, desde os anos iniciais. O comprometimento das escolas, professores e alunos poderia levar nossas crianças à chamada educação consciente. Dessa forma, o que está faltando é o investimento na educação infantil. O respeito pelo conhecimento que a criança traz de seus lares e se esses conhecimentos não condisserem com a vida da Terra, tentar, através de aulas práticas e teóricas das diversas disciplinas, apresentar saberes adequados para que essa criança possa substituí-los. Todos os alunos que fizeram esse trabalho comigo, com raras exceções, tiveram em primeiro momento dificuldades em mudar a forma de pensamento da família e vizinhos da necessidade da vistoria em suas casas e lotes. É interessante que, como só entreguei um panfleto para cada aluno e eles eram responsáveis por esses panfletos, muitos tomaram a iniciativa de fazer xerox e distribuir para os vizinhos e parentes. Alguns relataram que bateram na porta de vizinhos e explicaram sobre o trabalho e que gostariam que participassem com eles. Desses vizinhos, alguns permitiam que o aluno entrasse em seus lotes e fizessem a vistoria sozinhos, outros já ajudavam, já outros não aceitavam fazer a vistoria e, às vezes nem conversar sobre o assunto. Para os que não aceitavam ou que não queriam nem conversar sobre o assunto os alunos utilizaram um tratamento de choque eficaz: colocavam crianças pequenas, entre 3 a 7 anos para pedir a esses vizinhos que deixassem eles cuidarem ou ajudarem a eles a cuidarem de seus lotes. Os adultos ficavam envergonhados ou “amolecidos” e eles mesmos ajudavam a fazer a vistoria em seus lotes. Quando implantei esse mesmo projeto em uma escola da rede estadual com a turma de EJA houve um aproveitamento de 100% dos alunos que participaram, mas me senti muito
  • 7. sozinha porque não houve interesse por parte da direção, coordenação e, principalmente, dos professores. Falo principalmente porque esse trabalho deve partir do professor, pois é ele que está em maior contato com os alunos e tem certa influência junto a eles. E quando implantei na rede privada continuei a me sentir sozinha porque nenhum professor quis participar alegando que dava trabalho, somente a professora de ciências, por se sentir constrangida, aceitou participar, mas não foi de grande ajuda, pois ela simplesmente entregou os gibis e os panfletos aos alunos e esqueceu o assunto. Parte desse material eu encontrei nos cestos de lixo da escola. A Dengue pode ser controlada? Pode, com certeza. Mas para que isso ocorra, volto a dizer, é preciso comprometimento de todo o universo escolar e da população em geral. Um dos educadores mais provocantes nos diz: “A preocupação com as crianças, adolescentes e jovens passou a ser das famílias e das escolas, da sociedade, dos governos e da mídia, das ciências humanas, do direito e das políticas sociais”. (Arroyo, 2004). Tanto a família quanto a escola visa preparar os jovens para desempenhar suas funções na sociedade. Então a solução mais viável é haver oferecimento por parte do corpo decente, de cursos, palestras, oficinas, que ofereçam subsídios aos pais para que possam acompanhar seus filhos e a escola em suas atividades para que haja um pleno desenvolvimento no âmbito da escola/sociedade. Levando em consideração que a região é o espaço de serviços e o espaço político, os sentimentos de vizinhança, de solidariedade, de comunidade devem misturar-se aos critérios mais racionais de interdependência e homogeneidade; então a região se transformará em um quadro de vida e fora dessa perspectiva, a escola será uma instituição estéril que verdadeiramente não educa, porque, ao invés de comunicação fazem comunicados. Deve-se fazer a releitura da educação como processo liberador, integrador e comunitário. O processo liberador diz respeito à educação do indivíduo como expressão espontânea, criadora e original. O integrador reporta à função social da educação como matriz de desenvolvimento sócio-econômico e vetor de equilíbrio regional. O comunitário converge para o saber e a cultura coletivos, como fontes inesgotáveis da ação escolar.
  • 8. REFERÊNCIAS ARROYO, Miguel G. Imagens quebradas: trajetórias e tempos de alunos e mestres / Miguel G. Arroyo. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2004. CARNEIRO, Moaci Alves. Educação comunitária: faces e formas / Moaci Alves Carneiro. – Petrópolis. Ed. Vozes; [Belo Horizonte]: CENAEC, 1985. SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE: Departamento de Controle de Zoonozes. WILSON, Edward O. A Criação: como salvar a vida na Terra / E. O. Wilson: tradução Isa Maria Lando. Revisão técnica Roberto Fanganiello. – São Paulo: Companhia das Letras. WWW.saude.gov.br