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João Luiz Correia Jr. & Nilo Ribeiro
Este amor aqui intitulado de "conjugal" não é outro senão o amor expresso por
meio da sexualidade humana, acrescentado de uma característica fundamental: a
relação amorosa curtida ao longo dos anos, fruto da convivência assumida com todas as
dificuldades e desafios que advêm dessa experiência.
Em nossa cultura, tal experiência amorosa ocorre quando duas pessoas
desejam ir além da complementaridade física e buscam cultivar a convivência a dois,
a vida conjugal, pelo singelo prazer de estar juntos. Partilhar a vida cotidiana
indefinidamente, na busca contínua de cultivar a maturidade do amor...
Mas, para amadurecer no amor conjugal, alguns cuidados são necessários.
Vejamos este depoimento de um padre orientador espiritual:
Certa vez assustei um jovem que me pedia conselho sobre seu casamento em
perigo, dizendo-lhe que a única solução seria o divorcio. Ele não imaginava que sua
situação fosse tão desesperadora e, em todo caso, não esperava semelhante
saída de uma pessoa "oficial" como eu. Expliquei-lhe: tinha de divorciar-se da
mulher com quem havia se casado, isto é, do sonho de mulher com quem se
havia casado, da imagem ideal da esposa perfeita que ele mesmo havia formado
em sua mente e que havia levado pela mão ao altar, envolta em inócuo
romantismo. Havia sempre adorado a imagem que havia criado de sua mulher e,
aos poucos, se distanciara da mulher de carne e osso que era sua esposa. O que
tinha que fazer agora era divorciar-se do sonho e voltar para casa ao encontro
da mulher real – que era uma pessoa admirável, capaz de fazê-lo feliz,desde
que ele lhe permitisse entrar em sua vida tal como ela era.
Em outras palavras, o amor conjugal exige amadurecimento contínuo de ambas
as partes. Nessa perspectiva, é um convite não só à maturidade do amor, mas à
eternidade do amor, até atingir o “tempo da delicadeza”, expressão tão bem formulada
no poema-canção "Todo o sentimento", de Cristóvão Bastos e Chico Buarque:
Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente.
Preciso conduzir
Um tempo de te amor,
Te amando devagar e urgentemente.
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.
Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.
1
Transcrição feita pelo Prof. Giba Canto, com cunho educacional sem fins lucrativos, do capítulo 4 (pgs 34~38) do livro “O Amor em
suas múltiplas formas” (Paulinas, 2013).
O "tempo", neste poema, parece sugerir "longevidade". Antes de "se consumar o
tempo" da existência, o eu lírico afirma que precisa manter-se acordado para amar
“devagar e urgentemente”... Tempo de refazer e recolher todo sentimento... Tempo do
desvencilhamento do próprio "eu", para viver como encantado ao lado da pessoa
amada... É o tempo do reencontro "com certeza, talvez num tempo da delicadeza".
Hoje, apesar das estatísticas referentes ao aumento do número dos divorciados e
dos separados, observa-se que o amor conjugal não está morrendo, pelo contrário, as
estatísticas indicam que aumentou a proporção de uniões conjugais em que ao menos
um dos cônjuges era divorciado ou viúvo.
Por esse ângulo, percebe-se que o amor conjugal continua presente e forte em
nossa cultura, apesar das transformações ocorridas no cenário sociocultural. Nesse
contexto, com a individualização e a pluralização dos valores, surgiram novos modelos
de convivência que se orientam – cada vez menos – pelos ensinamentos das autoridades
estatais ou eclesiais... Dentre tais modelos de convivência, um deles é a chamada "nova
família", que se caracteriza pelo fato de cada um dos parceiros ter filhos dos seus
casamentos anteriores, muitos dos quais ainda menores. Esse fenômeno, sem dúvida,
aumenta a complexidade das questões matrimoniais e familiares do tempo que se
chama hoje.
Portanto, apesar da crise que perpassa a cultura hedonista, narcísica, imediatista
e fortemente marcada pela lógica do econômico, em que tudo, uma vez consumido ou
usado, é simplesmente jogado no lixo ou descartado, o amor conjugal e o
companheirismo, continuam presentes.
Essa é – de fato – uma boa notícia. A sociedade atual, apesar de relativizar e
banalizar a experiência do amor em todas as suas dimensões, exaltando apenas os
aspectos efêmeros e utilitaristas das relações entre as pessoas, não conseguiu ainda
estragar (adulterar) a essência do amor conjugal, aquele que se realiza no “dom pleno e
total das pessoas que se amam".
Este é o amor conjugal. Aquele capaz de ultrapassar os desafios do tempo
presente e da própria existência das pessoas envolvidas nesse amor...
O teólogo francês Xavier Lacroix retoma o termo "conjugalidade" em função do
amor pensado como incorporação do outro ao meu corpo. Dessa feita, a conjugalidade
refere-se ao amor no qual se põe ênfase na "aliança amorosa" entre duas pessoas.
Aliança que por sua vez expressa a densidade da relação que está para além da ideia de
pacto. No pacto pode haver união em torno de ideias e ideais, enquanto na aliança se
vive de incorporar o outro ao meu corpo ou à minha vida, bem como ser incorporado ao
corpo do outro e à sua vida. Portanto, à metáfora da aliança subjaz o desejo de fazer
com que o meu corpo, ou a vida do meu corpo que sou eu mesmo, seja entregue ao
outro, isto é, que ele seja associado ao meu corpo e à minha vida como eu à dele e com
ele. Neste caso, a conjugalidade significa concretamente, no horizonte da aliança e da
incorporação de um ao outro, o amor vivido como cumplicidade de intimidade segundo
a "entrega" (dom, doação) da vida dos corpos de maneira única e exclusiva. Este amor
(dom, doação) é pressuposto para o surgimento do que se domina de relação "como"
terceiro – diferente do eu e tu é a própria relação em que os dois perdem de si algo para
dar origem a uma terceira realidade –, e o terceiro “da” relação – o filho esperado – que
oferece ao casal a possibilidade de sair do fechamento da relação a dois e abrir-se ao
outro de si mesmo.

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O Amor Conjugal

  • 1. OO AAMMOORR CCOONNJJUUGGAALL1 João Luiz Correia Jr. & Nilo Ribeiro Este amor aqui intitulado de "conjugal" não é outro senão o amor expresso por meio da sexualidade humana, acrescentado de uma característica fundamental: a relação amorosa curtida ao longo dos anos, fruto da convivência assumida com todas as dificuldades e desafios que advêm dessa experiência. Em nossa cultura, tal experiência amorosa ocorre quando duas pessoas desejam ir além da complementaridade física e buscam cultivar a convivência a dois, a vida conjugal, pelo singelo prazer de estar juntos. Partilhar a vida cotidiana indefinidamente, na busca contínua de cultivar a maturidade do amor... Mas, para amadurecer no amor conjugal, alguns cuidados são necessários. Vejamos este depoimento de um padre orientador espiritual: Certa vez assustei um jovem que me pedia conselho sobre seu casamento em perigo, dizendo-lhe que a única solução seria o divorcio. Ele não imaginava que sua situação fosse tão desesperadora e, em todo caso, não esperava semelhante saída de uma pessoa "oficial" como eu. Expliquei-lhe: tinha de divorciar-se da mulher com quem havia se casado, isto é, do sonho de mulher com quem se havia casado, da imagem ideal da esposa perfeita que ele mesmo havia formado em sua mente e que havia levado pela mão ao altar, envolta em inócuo romantismo. Havia sempre adorado a imagem que havia criado de sua mulher e, aos poucos, se distanciara da mulher de carne e osso que era sua esposa. O que tinha que fazer agora era divorciar-se do sonho e voltar para casa ao encontro da mulher real – que era uma pessoa admirável, capaz de fazê-lo feliz,desde que ele lhe permitisse entrar em sua vida tal como ela era. Em outras palavras, o amor conjugal exige amadurecimento contínuo de ambas as partes. Nessa perspectiva, é um convite não só à maturidade do amor, mas à eternidade do amor, até atingir o “tempo da delicadeza”, expressão tão bem formulada no poema-canção "Todo o sentimento", de Cristóvão Bastos e Chico Buarque: Preciso não dormir Até se consumar O tempo da gente. Preciso conduzir Um tempo de te amor, Te amando devagar e urgentemente. Pretendo descobrir No último momento Um tempo que refaz o que desfez, Que recolhe todo sentimento E bota no corpo uma outra vez. Prometo te querer Até o amor cair Doente, doente... Prefiro, então, partir A tempo de poder A gente se desvencilhar da gente. Depois de te perder, Te encontro, com certeza, Talvez num tempo da delicadeza, Onde não diremos nada; Nada aconteceu. Apenas seguirei Como encantado ao lado teu. 1 Transcrição feita pelo Prof. Giba Canto, com cunho educacional sem fins lucrativos, do capítulo 4 (pgs 34~38) do livro “O Amor em suas múltiplas formas” (Paulinas, 2013).
  • 2. O "tempo", neste poema, parece sugerir "longevidade". Antes de "se consumar o tempo" da existência, o eu lírico afirma que precisa manter-se acordado para amar “devagar e urgentemente”... Tempo de refazer e recolher todo sentimento... Tempo do desvencilhamento do próprio "eu", para viver como encantado ao lado da pessoa amada... É o tempo do reencontro "com certeza, talvez num tempo da delicadeza". Hoje, apesar das estatísticas referentes ao aumento do número dos divorciados e dos separados, observa-se que o amor conjugal não está morrendo, pelo contrário, as estatísticas indicam que aumentou a proporção de uniões conjugais em que ao menos um dos cônjuges era divorciado ou viúvo. Por esse ângulo, percebe-se que o amor conjugal continua presente e forte em nossa cultura, apesar das transformações ocorridas no cenário sociocultural. Nesse contexto, com a individualização e a pluralização dos valores, surgiram novos modelos de convivência que se orientam – cada vez menos – pelos ensinamentos das autoridades estatais ou eclesiais... Dentre tais modelos de convivência, um deles é a chamada "nova família", que se caracteriza pelo fato de cada um dos parceiros ter filhos dos seus casamentos anteriores, muitos dos quais ainda menores. Esse fenômeno, sem dúvida, aumenta a complexidade das questões matrimoniais e familiares do tempo que se chama hoje. Portanto, apesar da crise que perpassa a cultura hedonista, narcísica, imediatista e fortemente marcada pela lógica do econômico, em que tudo, uma vez consumido ou usado, é simplesmente jogado no lixo ou descartado, o amor conjugal e o companheirismo, continuam presentes. Essa é – de fato – uma boa notícia. A sociedade atual, apesar de relativizar e banalizar a experiência do amor em todas as suas dimensões, exaltando apenas os aspectos efêmeros e utilitaristas das relações entre as pessoas, não conseguiu ainda estragar (adulterar) a essência do amor conjugal, aquele que se realiza no “dom pleno e total das pessoas que se amam". Este é o amor conjugal. Aquele capaz de ultrapassar os desafios do tempo presente e da própria existência das pessoas envolvidas nesse amor... O teólogo francês Xavier Lacroix retoma o termo "conjugalidade" em função do amor pensado como incorporação do outro ao meu corpo. Dessa feita, a conjugalidade refere-se ao amor no qual se põe ênfase na "aliança amorosa" entre duas pessoas. Aliança que por sua vez expressa a densidade da relação que está para além da ideia de pacto. No pacto pode haver união em torno de ideias e ideais, enquanto na aliança se vive de incorporar o outro ao meu corpo ou à minha vida, bem como ser incorporado ao corpo do outro e à sua vida. Portanto, à metáfora da aliança subjaz o desejo de fazer com que o meu corpo, ou a vida do meu corpo que sou eu mesmo, seja entregue ao outro, isto é, que ele seja associado ao meu corpo e à minha vida como eu à dele e com ele. Neste caso, a conjugalidade significa concretamente, no horizonte da aliança e da incorporação de um ao outro, o amor vivido como cumplicidade de intimidade segundo a "entrega" (dom, doação) da vida dos corpos de maneira única e exclusiva. Este amor (dom, doação) é pressuposto para o surgimento do que se domina de relação "como" terceiro – diferente do eu e tu é a própria relação em que os dois perdem de si algo para dar origem a uma terceira realidade –, e o terceiro “da” relação – o filho esperado – que oferece ao casal a possibilidade de sair do fechamento da relação a dois e abrir-se ao outro de si mesmo.