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MEDULA ESPINHAL

   NEUROANATOMIA
Generalidades

      Como em todo SNC há uma região em que
    predominam os corpos neuronais – substância
    cinzenta e uma região em que predominam as fibras
    mielinizadas – substância branca.

     Na medula, em um corte transversal, a substância
    cinzenta se dispõe internamente, com a forma de H,
    enquanto a substância branca se dispõe
    externamente.
Fig 6.1
Substância cinzenta da medula espinhal

 Dividida em 3 partes:


 1 – os traços inferiores do H – anterior ou ventral.


 2 – os traços superiores do H – posterior ou dorsal.


 3 – parte central – barra transversal do H.


 Assim, temos respectivamente: colunas anteriores (corno
  ventral), posteriores (corno dorsal) e substância cinzenta
  intermédia.
Fig 6.1
Substância cinzenta da medula espinhal

 Divisão anatômica, mas com correspondência funcional.


 Na coluna anterior predominam os neurônios motores –
 motoneurônios- cujos axônios sairão pela raiz ventral e
 irão inervar os muscúlos somáticos.

 Dentro da coluna anterior há um grupo de neurônios
 motores denominados de ventromediais – medialmente -
 que inervam musculatura axial. Grupo dorsolateral –
 mais lateral – musculatura dos membros.
Fig 6.3
Substância cinzenta da medula espinhal

 Na coluna posterior predominam os neurônios de
 segunda ordem das vias sensitivas que penetram
 pela raiz dorsal dos nervos espinhais e subirão pela
 substância branca em direção ao encéfalo.

 Na substância cinzenta intermédia estão localizados
 os interneurônios – circuitos de associação
Tipos de neurônios medulares

 Nêurônios motores – somáticos e viscerais.


 Neurônios de segunda ordem das vias sensitivas.


 Interneurônios (associação).
Substância branca da medula espinhal

 Dividida em 3 funículos – anterior, lateral e
 posterior. São separados pelos sulcos longitudinais.

 Cada funículo contém diversos feixes de fibras que
 conduzem impulsos nervosos em sentido
 descendente e ascendente.

 Alguns começam e terminam na medula –
 associação. Outros possuem origem supramedular
 ou iniciam na medula e terminam acima dela (fibras
 de projeção).
Tratos de projeção

 TRATOS DESCENDENTES

 Trato córtico-espinhal (principal) – originam-se no córtex e
  terminam na medula espinhal.

 Os corpos neuronais estão localizados no córtex motor e seus
  axônios após atingirem o tronco cerebral – bulbo/pirâmides –
  cruzam, em sua grande maioria a linha média – decussassão das
  pirâmides.

 Após cruzarem a linha média descem pelo funículo lateral,
  formando o trato córtico-espinhal lateral.

 Essas fibras terminam em sinapses com os neurônios motores da
  coluna anterior que inervarão a musculatura esquelética.
Tratos de projeção

 Algumas fibras não se cruzam nas pirâmides e descem no
  funículo anterior da medula, formando o trato córtico-
  espinhal anterior.

 Um pouco antes de seu término cruzam a linha média e fazem
  sinapse com com os neurônios da coluna anterior do lado
  oposto.

 O córtico-espinhal lateral é mais importante que o anterior,
  tem mais fibras e é encontrado em todos os níveis da medula,
  enquanto o anterior desaparece na medula torácica.

 Ambos são motores e envolvidos nos movimentos voluntários.
Fig 6.5
Tratos de projeção

 Os tratos córtico espinhais passam pelas pirâmides –por isso
  chamados piramidais.

 Outros tratos influenciam os neurônios motores sem passarem
  pelas pirâmides: rubro-espinhal, vestíbulo-espinhal e retículo-
  espinhal.

 O trato rubro-espinhal tem origem no núcleo rubro, situado no
  mesencéfalo e suas fibras descem no funículo lateral da medual.

 O vestíbulo-espinhal tem origem nos núcleos vestibulares, na altura
  do bulbo e da ponte, suas fibras se encontram no funículo anterior.

 O retículo-espinhal se origina na formação reticular e desce no
  funículo anterior.
Tratos de projeção

 Todos são importantes no controle da motricidade e suas
  fibras terminam em interneurônios que ligam-se aos
  neurônios motores.

 As fibras dos tratos vestíbulo-espinhal, retículo-espinhal
  e córtico-espinhal anterior, influenciam os neurônios
  mais mediais da coluna anterior – musculatura axial.

 Rubro-espinhal e córtico-espinhal lateral influenciam os
  neurônios do grupo lateral – musculatura apendicular.
Fig 6.6
Tratos de projeção

 TRATOS ASCENDENTES

 Fibras que vão levar para estruturas supramedulares
  informações sensitivas: dor, temperatura, pressão, tato e
  propriocepção.

 Os nervos sensitivos situados nos gânglios espinhais possuem
  um prolongamento periférico, ligado ao receptor, e um
  central, que penetra na medula.

 O prolongamento central se bifurca na medula, dando origem
  a um prolongamento ascendente e outro descendente,
  estabelecendo contato com vários segmentos medulares.
Tratos de projeção

 As sensações de dor, temperatura, pressão e tato sobem na medula
  por um trato chamado espino-talâmico – inicia-se na medula e
  termina no tálamo.

 Os neurônios dos gânglios espinhais trazem a informação, entram
  em contato com neurônios da coluna posterior, estes emitem
  axônios que cruzam a linha média e ascendem no limite entre os
  funículos anterior e lateral.

 As fibras relacionadas com dor e temperatura tem uma posição
  mais lateral, enquanto as do tato e pressão são mais anteriores.

 Por isso, podemos considerar dois tratos: espino-talâmico anterior e
  lateral.
Fig 6.7
Tratos de projeção

 Junto com as fibras do trato espinotalâmico, sobem também
  fibras que são espinorreticulares.

 As informações sobre propriocepção consciente, sensibilidade
  vibratória e tato discriminativo sobem no funículo posterior
  pelos fascículos grácil e cuneiforme. Aqui não há cruzamento
  na linha média, nem sinapse com neurônios medulares.
  Seguem ipsilateral até o bulbo.

 O fascículo grácil recebe fibras torácicas e o cuneiforme
  cervicais.

 Terminam nos núcleos do mesmo nome no bulbo e de lá
  seguem para o encéfalo.
Tratos de projeção

 Dois outros tratos ascendentes merecem atenção:
 espinocerebelar anterior e posterior – conduzem
 propriocepção consciente.

 Espinocerebelar – sinapse dos neurônios sensitivos com
 neurônios do corno posterior.

 Posterior - sobe pelo funículo lateral do mesmo lado.

 Anterior – cruzam a linha média na medula e sobem pelo
 funículo lateral do lado oposto e descruzam antes de
 chegar ao cerebelo.
Tratos de associação

 Viabilizam a ocorrência dos reflexos.


 Existem diversos tratos de associação com seus
 respectivos nomes.
Considerações funcionais

 A medula é, primeiramente, um órgão de passagem.


 Através dos tratos descendentes os neurônios sofrem
 influências mais rostrais.

 Através dos ascendentes, mandam informações para
 o encéfalo.

 Além disso está envolvida nas ações reflexas.

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Medula espinhal profunda

  • 1. MEDULA ESPINHAL NEUROANATOMIA
  • 2. Generalidades  Como em todo SNC há uma região em que predominam os corpos neuronais – substância cinzenta e uma região em que predominam as fibras mielinizadas – substância branca.  Na medula, em um corte transversal, a substância cinzenta se dispõe internamente, com a forma de H, enquanto a substância branca se dispõe externamente.
  • 4. Substância cinzenta da medula espinhal  Dividida em 3 partes:  1 – os traços inferiores do H – anterior ou ventral.  2 – os traços superiores do H – posterior ou dorsal.  3 – parte central – barra transversal do H.  Assim, temos respectivamente: colunas anteriores (corno ventral), posteriores (corno dorsal) e substância cinzenta intermédia.
  • 6. Substância cinzenta da medula espinhal  Divisão anatômica, mas com correspondência funcional.  Na coluna anterior predominam os neurônios motores – motoneurônios- cujos axônios sairão pela raiz ventral e irão inervar os muscúlos somáticos.  Dentro da coluna anterior há um grupo de neurônios motores denominados de ventromediais – medialmente - que inervam musculatura axial. Grupo dorsolateral – mais lateral – musculatura dos membros.
  • 8. Substância cinzenta da medula espinhal  Na coluna posterior predominam os neurônios de segunda ordem das vias sensitivas que penetram pela raiz dorsal dos nervos espinhais e subirão pela substância branca em direção ao encéfalo.  Na substância cinzenta intermédia estão localizados os interneurônios – circuitos de associação
  • 9. Tipos de neurônios medulares  Nêurônios motores – somáticos e viscerais.  Neurônios de segunda ordem das vias sensitivas.  Interneurônios (associação).
  • 10. Substância branca da medula espinhal  Dividida em 3 funículos – anterior, lateral e posterior. São separados pelos sulcos longitudinais.  Cada funículo contém diversos feixes de fibras que conduzem impulsos nervosos em sentido descendente e ascendente.  Alguns começam e terminam na medula – associação. Outros possuem origem supramedular ou iniciam na medula e terminam acima dela (fibras de projeção).
  • 11. Tratos de projeção  TRATOS DESCENDENTES  Trato córtico-espinhal (principal) – originam-se no córtex e terminam na medula espinhal.  Os corpos neuronais estão localizados no córtex motor e seus axônios após atingirem o tronco cerebral – bulbo/pirâmides – cruzam, em sua grande maioria a linha média – decussassão das pirâmides.  Após cruzarem a linha média descem pelo funículo lateral, formando o trato córtico-espinhal lateral.  Essas fibras terminam em sinapses com os neurônios motores da coluna anterior que inervarão a musculatura esquelética.
  • 12. Tratos de projeção  Algumas fibras não se cruzam nas pirâmides e descem no funículo anterior da medula, formando o trato córtico- espinhal anterior.  Um pouco antes de seu término cruzam a linha média e fazem sinapse com com os neurônios da coluna anterior do lado oposto.  O córtico-espinhal lateral é mais importante que o anterior, tem mais fibras e é encontrado em todos os níveis da medula, enquanto o anterior desaparece na medula torácica.  Ambos são motores e envolvidos nos movimentos voluntários.
  • 14. Tratos de projeção  Os tratos córtico espinhais passam pelas pirâmides –por isso chamados piramidais.  Outros tratos influenciam os neurônios motores sem passarem pelas pirâmides: rubro-espinhal, vestíbulo-espinhal e retículo- espinhal.  O trato rubro-espinhal tem origem no núcleo rubro, situado no mesencéfalo e suas fibras descem no funículo lateral da medual.  O vestíbulo-espinhal tem origem nos núcleos vestibulares, na altura do bulbo e da ponte, suas fibras se encontram no funículo anterior.  O retículo-espinhal se origina na formação reticular e desce no funículo anterior.
  • 15. Tratos de projeção  Todos são importantes no controle da motricidade e suas fibras terminam em interneurônios que ligam-se aos neurônios motores.  As fibras dos tratos vestíbulo-espinhal, retículo-espinhal e córtico-espinhal anterior, influenciam os neurônios mais mediais da coluna anterior – musculatura axial.  Rubro-espinhal e córtico-espinhal lateral influenciam os neurônios do grupo lateral – musculatura apendicular.
  • 17. Tratos de projeção  TRATOS ASCENDENTES  Fibras que vão levar para estruturas supramedulares informações sensitivas: dor, temperatura, pressão, tato e propriocepção.  Os nervos sensitivos situados nos gânglios espinhais possuem um prolongamento periférico, ligado ao receptor, e um central, que penetra na medula.  O prolongamento central se bifurca na medula, dando origem a um prolongamento ascendente e outro descendente, estabelecendo contato com vários segmentos medulares.
  • 18. Tratos de projeção  As sensações de dor, temperatura, pressão e tato sobem na medula por um trato chamado espino-talâmico – inicia-se na medula e termina no tálamo.  Os neurônios dos gânglios espinhais trazem a informação, entram em contato com neurônios da coluna posterior, estes emitem axônios que cruzam a linha média e ascendem no limite entre os funículos anterior e lateral.  As fibras relacionadas com dor e temperatura tem uma posição mais lateral, enquanto as do tato e pressão são mais anteriores.  Por isso, podemos considerar dois tratos: espino-talâmico anterior e lateral.
  • 20. Tratos de projeção  Junto com as fibras do trato espinotalâmico, sobem também fibras que são espinorreticulares.  As informações sobre propriocepção consciente, sensibilidade vibratória e tato discriminativo sobem no funículo posterior pelos fascículos grácil e cuneiforme. Aqui não há cruzamento na linha média, nem sinapse com neurônios medulares. Seguem ipsilateral até o bulbo.  O fascículo grácil recebe fibras torácicas e o cuneiforme cervicais.  Terminam nos núcleos do mesmo nome no bulbo e de lá seguem para o encéfalo.
  • 21. Tratos de projeção  Dois outros tratos ascendentes merecem atenção: espinocerebelar anterior e posterior – conduzem propriocepção consciente.  Espinocerebelar – sinapse dos neurônios sensitivos com neurônios do corno posterior.  Posterior - sobe pelo funículo lateral do mesmo lado.  Anterior – cruzam a linha média na medula e sobem pelo funículo lateral do lado oposto e descruzam antes de chegar ao cerebelo.
  • 22. Tratos de associação  Viabilizam a ocorrência dos reflexos.  Existem diversos tratos de associação com seus respectivos nomes.
  • 23. Considerações funcionais  A medula é, primeiramente, um órgão de passagem.  Através dos tratos descendentes os neurônios sofrem influências mais rostrais.  Através dos ascendentes, mandam informações para o encéfalo.  Além disso está envolvida nas ações reflexas.