Embriologia Básica; Keith L. Moore, PhD.
2000
Sistema Nervoso
• Sistema Nervoso Central (SNC) – Encéfalo e Medula
Espinhal
• Sistema Nervoso Periférico (SNP) – Neurônios
situados fora do SNC e os nervos cranianos e espinhais
que ligam o encéfalo e a medula espinhal com as
estruturas periféricas.
• Sistema Nervoso Autônomo (SNA) – Consiste de
nervos que inervam os músculos lisos, o músculo cardíaco,
os epitélios glandulares.
Formação do tubo neural
O Tubo neural – Se diferencia em SNC, que
consiste em encéfalo e Medula espinal
A Crista neural – dá origem às células formadoras
da maior parte do SNP e SNA, constituídos pelos
gânglios cranianos, espinhais e autônomos.
Secção diagramática sagital de embrião mostrando a comunicação
transitória do canal neural com a cavidade amniótica (setas)
A abertura cefálica o neuróporo rostral, ou anterior, se fecha em torno
do 25° dia, o neuróporo caudal , ou posterior, se fecha dois dias mais
tarde.
• As paredes do tubo neural se espessam, formando o
encéfalo e a medula espinhal.
• O canal neural do tubo neural converte-se no sistema
ventricular do encéfalo e no canal central da medula
espinhal.
Diagramas esquemáticos ilustrando a histogênese das células do sistema nervoso
central
Formação da medula espinhal
O terço caudal da placa e do tubo neural representa a futura
medula espinhal.
Diagrama ilustrando o desenvolvimento da medula espinhal
A proliferação e a diferenciação de células neuroepiteliais
na medula espinhal em desenvolvimento levam a formação
de:
• paredes espessas e as placas do teto e do
soalho delgadasSlide 8
sulco limitante Este sulco separa a parede
dorsal, a placa alar, da parede ventral a placa
basal.Slide 8
O espessamento diferencial das paredes
laterais da medula espinhal produz:
• As placas alar estarão associadas as funções aferentes –
sensitivas e as placas basais as funções eferentes – motoras
Fotomicrografia de uma secção transversal da medula espinhal em desenvolvimento de
um embrião humano de 20mm, com cerca de 50 dias(60x).
Os axônios dos neurônios da placa alar não saem do SNC; constituem os
neurônios de associação, em corte transversal da medula, estas constituem
os cornos dorsais(cinzentos)- os neurônios são aferentes. Com o
crescimento das placas alares forma-se o septo dorsal.
Corpos celulares das
placas alares
Corpos celulares das
placas basais
• Corpos celulares das placas basais formam as colunas
cinzentas ventrais e laterais. Cortes transversais da medula
espinhal, estas colunas constituem cornos ventrais
(cinzentos) e cornos laterais (cinzentos). Slide 10
• Os axônios das células do corno ventral dirigem-se para
fora da medula espinhal, formando as raízes ventrais dos
nervos espinhais. Slide 10
• Ao crescimento das placas basais fazem saliência,
ventralmente, de ambos os lados do plano mediano. Forma-
se um sulco longitudinal profundo – fissura ventral
mediana. Na superfície ventral da medula.
Formação dos gânglios espinhais
Diagramas mostrando alguns derivados da
crista neural
• Os neurônios pseudounipolares dos gânglios
espinhais originam-se de células da crista neural.
• Ambos os processos das células dos gânglios
espinhais têm características estruturais de axônios,
mas o processo periférico é um dendrito, pois a
condução ocorre em direção ao corpo celular.
• Os prolongamentos periféricos das células dos
gânglios espinhais seguem pelos nervos espinhais com
terminações sensitivas em estruturas somáticas ou
viscerais. Slide 13
Secção transversal de um embrião (100 x), cerca de 40 dias
A raiz do Nervo espinhal é constituída por fibras nervosas originárias de neuroblastos da placa basal
(corno ventral da medula espinhal em desenvolvimento), e a raiz dorsal é formada por
prolongamentos nervosos originários de neuroblastos do gânglio espinhal (raiz dorsal)
Formação das Meninges da Medula Espinhal
• A dura-máter – do mesênquima – mesoderma
que envolve o tubo neural.
• As Leptomeninges – pia-máter e a aracnóide
originam-se das células das cristas neurais.
• Durante a quinta semana, começa a formar-se um
fluido cerebro –espinhal (FCS, líquor), que pode
constituir um meio nutritivo para as células epiteliais
dos tecidos neurais.
Com 6 meses, a medula fica ao nível da primeira vértebra
sacra
Diagramas mostrando a posição da extremidade caudal da medula espinhal em
relação com a coluna vertebral e as meninges, em vários estágios de
desenvolvimento.
Mielinização das Fibras Nervosas
• Oligodendrócitos – bainhas de mielina que
envolvem as fibras nervosas situadas dentro da medula
espinhal. As membranas plasmáticas destas células
enrolam-se em torno do axônio, formando várias
camadas.
• Células do neurilema (Schwann) –Estas células
derivam células da crista neural. Enrolam-se em
torno dos axônios dos neurônios somáticos motores e
dos neurônios motores autônomos pré-gânglionares
fora do SNC. Enrolam-se também em torno dos
neurônios somáticos e viscerais sensitivos, assim como
em torno dos axônios dos neurônios motores
autônomos pós-gânglionares.
Esboços diagramáticos ilustrando a mielinização das
fibras nervosas

snc.ppt

  • 1.
    Embriologia Básica; KeithL. Moore, PhD. 2000
  • 2.
    Sistema Nervoso • SistemaNervoso Central (SNC) – Encéfalo e Medula Espinhal • Sistema Nervoso Periférico (SNP) – Neurônios situados fora do SNC e os nervos cranianos e espinhais que ligam o encéfalo e a medula espinhal com as estruturas periféricas. • Sistema Nervoso Autônomo (SNA) – Consiste de nervos que inervam os músculos lisos, o músculo cardíaco, os epitélios glandulares.
  • 3.
  • 4.
    O Tubo neural– Se diferencia em SNC, que consiste em encéfalo e Medula espinal A Crista neural – dá origem às células formadoras da maior parte do SNP e SNA, constituídos pelos gânglios cranianos, espinhais e autônomos.
  • 5.
    Secção diagramática sagitalde embrião mostrando a comunicação transitória do canal neural com a cavidade amniótica (setas) A abertura cefálica o neuróporo rostral, ou anterior, se fecha em torno do 25° dia, o neuróporo caudal , ou posterior, se fecha dois dias mais tarde.
  • 6.
    • As paredesdo tubo neural se espessam, formando o encéfalo e a medula espinhal. • O canal neural do tubo neural converte-se no sistema ventricular do encéfalo e no canal central da medula espinhal.
  • 7.
    Diagramas esquemáticos ilustrandoa histogênese das células do sistema nervoso central
  • 8.
    Formação da medulaespinhal O terço caudal da placa e do tubo neural representa a futura medula espinhal. Diagrama ilustrando o desenvolvimento da medula espinhal
  • 9.
    A proliferação ea diferenciação de células neuroepiteliais na medula espinhal em desenvolvimento levam a formação de: • paredes espessas e as placas do teto e do soalho delgadasSlide 8 sulco limitante Este sulco separa a parede dorsal, a placa alar, da parede ventral a placa basal.Slide 8 O espessamento diferencial das paredes laterais da medula espinhal produz: • As placas alar estarão associadas as funções aferentes – sensitivas e as placas basais as funções eferentes – motoras
  • 10.
    Fotomicrografia de umasecção transversal da medula espinhal em desenvolvimento de um embrião humano de 20mm, com cerca de 50 dias(60x). Os axônios dos neurônios da placa alar não saem do SNC; constituem os neurônios de associação, em corte transversal da medula, estas constituem os cornos dorsais(cinzentos)- os neurônios são aferentes. Com o crescimento das placas alares forma-se o septo dorsal. Corpos celulares das placas alares Corpos celulares das placas basais
  • 11.
    • Corpos celularesdas placas basais formam as colunas cinzentas ventrais e laterais. Cortes transversais da medula espinhal, estas colunas constituem cornos ventrais (cinzentos) e cornos laterais (cinzentos). Slide 10 • Os axônios das células do corno ventral dirigem-se para fora da medula espinhal, formando as raízes ventrais dos nervos espinhais. Slide 10
  • 12.
    • Ao crescimentodas placas basais fazem saliência, ventralmente, de ambos os lados do plano mediano. Forma- se um sulco longitudinal profundo – fissura ventral mediana. Na superfície ventral da medula.
  • 13.
    Formação dos gângliosespinhais Diagramas mostrando alguns derivados da crista neural
  • 14.
    • Os neurôniospseudounipolares dos gânglios espinhais originam-se de células da crista neural. • Ambos os processos das células dos gânglios espinhais têm características estruturais de axônios, mas o processo periférico é um dendrito, pois a condução ocorre em direção ao corpo celular. • Os prolongamentos periféricos das células dos gânglios espinhais seguem pelos nervos espinhais com terminações sensitivas em estruturas somáticas ou viscerais. Slide 13
  • 15.
    Secção transversal deum embrião (100 x), cerca de 40 dias A raiz do Nervo espinhal é constituída por fibras nervosas originárias de neuroblastos da placa basal (corno ventral da medula espinhal em desenvolvimento), e a raiz dorsal é formada por prolongamentos nervosos originários de neuroblastos do gânglio espinhal (raiz dorsal)
  • 16.
    Formação das Meningesda Medula Espinhal • A dura-máter – do mesênquima – mesoderma que envolve o tubo neural. • As Leptomeninges – pia-máter e a aracnóide originam-se das células das cristas neurais. • Durante a quinta semana, começa a formar-se um fluido cerebro –espinhal (FCS, líquor), que pode constituir um meio nutritivo para as células epiteliais dos tecidos neurais.
  • 17.
    Com 6 meses,a medula fica ao nível da primeira vértebra sacra Diagramas mostrando a posição da extremidade caudal da medula espinhal em relação com a coluna vertebral e as meninges, em vários estágios de desenvolvimento.
  • 18.
    Mielinização das FibrasNervosas • Oligodendrócitos – bainhas de mielina que envolvem as fibras nervosas situadas dentro da medula espinhal. As membranas plasmáticas destas células enrolam-se em torno do axônio, formando várias camadas. • Células do neurilema (Schwann) –Estas células derivam células da crista neural. Enrolam-se em torno dos axônios dos neurônios somáticos motores e dos neurônios motores autônomos pré-gânglionares fora do SNC. Enrolam-se também em torno dos neurônios somáticos e viscerais sensitivos, assim como em torno dos axônios dos neurônios motores autônomos pós-gânglionares.
  • 19.
    Esboços diagramáticos ilustrandoa mielinização das fibras nervosas