Sistema Ventricular
TC III – NEUROANATOMIA
2014/2015
Discentes: Margarida
Fernandes e Filipa Silva
Docente: Dr. Tiago
Sistema Ventricular
Ventrículo Lateral Ventrículo Lateral
Foramen Interventricular
III Ventrículo
Aqueduto de Sylvius
IV Ventrículo
Canal Ependimário
Ventrículo Terminal
Ventrículos Laterais
Ventrículos Laterais
• Corpo/parte central
• Corno anterior/frontal
• Corno posterior/occipital
• Corno inferior/temporal
Buraco Interventricular/
de Monro
Corpo ou Parte Central
• Tecto
• Pavimento
• Parede interna
Corno Anterior ou Frontal
• Tecto
• Pavimento
• Parede medial
Corno Posterior ou Occipital
• Tecto
• Parede externa
• Parede interna
Saliência Superior
Saliência
Inferior
Corno Inferior ou Temporal
• Tecto
• Pavimento
Trígono Colateral ou de Carrefour
• Limites:
• Ant – Tálamo e cauda
do núcleo caudado.
• Ext. – Feixes do Corpo
Caloso.
• Int. – lâmina epitelial (c/
continuações sup. e inf.
#)
Plexo Coroideu do Ventrículo Lateral
Terceiro Ventrículo
Foramén Interventricular
Aqueduto de Sylvius
• Diencéfalo
• Entre os 2 Tálamos
• Comunica:
- Sup/: Ventrículos Laterais através do
Buraco Interventricular
- Inf/: IV Ventrículo através do
Aqueduto de Sylvius
• Forma biconcava, com 6 paredes:
Paredes externas ou laterais; Parede
superior ou tecto; Parede póstero-inferior ou
pavimento; Parede anterior
Plexo Coroideu do Terceiro Ventrículo
• Artéria carótida
interna e basilar
• Veias cerebrais
internas  Veia
cerebral Magna 
Seio sagital Inferior
 Seio recto
Aqueduto do Mesencéfalo ou de Sylvius
Quarto Ventrículo
• 2 paredes – Anterior e Posterior
• 4 bordos
• 4 ângulos
Aqueduto de Sylvius 
3º ventrículo
Buracos de Luschka e
Buraco de Magendie 
espaço subaracnoideu
LCR
Limites Laterais
Pedúnculo cerebelar inferior
Pedúnculo cerebelar superior
Tecto ou Parede Posterior
Tecto ou Parede Posterior
Pavimento, Parede Anterior ou Fossa
Rombóide
Pavimento, Parede Anterior ou Fossa
Rombóide
Triângulo protuberancial ou
superior
Triângulo bulbar ou inferior
Haste do calamus scriptorius
Pavimento
Triângulo Superior ou
Protuberancial
• Eminência medial ou teres (PC VI e
VII)
• Fóvea superior
• Área vestibular
• Locus Ceruleus
Pavimento
Triângulo Inferior ou Bulbar
• Trígono do nervo hipoglosso
• Trígono do nervo vago
• Área postrema
IV Ventrículo-PAREDE POSTERIOR OU
TECTO
• Compreende três partes: superior,
média e inferior.
• Parte Média ou Cerebelosa:
 Face anterior do cerebelo
• Parte Superior:
 Véu medular superior (válvula de
Vieussens)
• Forma triangular (base inferior)
IV Ventrículo-PAREDE POSTERIOR OU
TECTO
• Parte Inferior
 Véu medular inferior (válvulas de Tarin)
 Folheto profundo da tela coroideia
(invaginação da pia-máter na zona que
separa a face inferior do cerebelo do tecto
da parte bulbar do IV ventrículo)
• 2 folhetos (cerebeloso e bulbar)
• Plexos coroideus medianos e laterais
IV Ventrículo-PAREDE POSTERIOR OU
TECTO
IV Ventrículo- VÉU MEDULAR INFERIOR OU
MEMBRANA TECTÓRIA
• Lâmina
epitelial/ependimária
(porção central)
 Buranco de
Magendie
 Buracos de
Luschka
IV Ventrículo- VÉU MEDULAR INFERIOR OU
MEMBRANA TECTÓRIA
• Reforçada por lâminas nervosas (em baixo e nos lados):
 Óbex
 Ténias do IV ventrículo
IV Ventrículo- BORDOS
• O IV ventrículo tem 4 bordos:
 Bordos superiores (2) –
formados pelo lado interno
dos pedúnculos cerebelosos
superiores.
 Bordos inferiores (2) –
correspondem à linha de
união da ténia do IV
ventrículo ao pedúnculo
cerebeloso inferior.
IV Ventrículo- ÂNGULOS
• Ângulo inferior- canal ependimário da medula;
• Ângulo superior-aqueduto de Sylvius;
• Ângulos laterais-extremidades dos recessos laterais.

Ventrículos - Neuroanatomia

  • 1.
    Sistema Ventricular TC III– NEUROANATOMIA 2014/2015 Discentes: Margarida Fernandes e Filipa Silva Docente: Dr. Tiago
  • 2.
    Sistema Ventricular Ventrículo LateralVentrículo Lateral Foramen Interventricular III Ventrículo Aqueduto de Sylvius IV Ventrículo Canal Ependimário Ventrículo Terminal
  • 3.
  • 4.
    Ventrículos Laterais • Corpo/partecentral • Corno anterior/frontal • Corno posterior/occipital • Corno inferior/temporal Buraco Interventricular/ de Monro
  • 5.
    Corpo ou ParteCentral • Tecto • Pavimento • Parede interna
  • 6.
    Corno Anterior ouFrontal • Tecto • Pavimento • Parede medial
  • 7.
    Corno Posterior ouOccipital • Tecto • Parede externa • Parede interna Saliência Superior Saliência Inferior
  • 8.
    Corno Inferior ouTemporal • Tecto • Pavimento
  • 9.
    Trígono Colateral oude Carrefour • Limites: • Ant – Tálamo e cauda do núcleo caudado. • Ext. – Feixes do Corpo Caloso. • Int. – lâmina epitelial (c/ continuações sup. e inf. #)
  • 10.
    Plexo Coroideu doVentrículo Lateral
  • 11.
    Terceiro Ventrículo Foramén Interventricular Aquedutode Sylvius • Diencéfalo • Entre os 2 Tálamos • Comunica: - Sup/: Ventrículos Laterais através do Buraco Interventricular - Inf/: IV Ventrículo através do Aqueduto de Sylvius • Forma biconcava, com 6 paredes: Paredes externas ou laterais; Parede superior ou tecto; Parede póstero-inferior ou pavimento; Parede anterior
  • 12.
    Plexo Coroideu doTerceiro Ventrículo • Artéria carótida interna e basilar • Veias cerebrais internas  Veia cerebral Magna  Seio sagital Inferior  Seio recto
  • 13.
  • 14.
    Quarto Ventrículo • 2paredes – Anterior e Posterior • 4 bordos • 4 ângulos Aqueduto de Sylvius  3º ventrículo Buracos de Luschka e Buraco de Magendie  espaço subaracnoideu LCR
  • 15.
    Limites Laterais Pedúnculo cerebelarinferior Pedúnculo cerebelar superior
  • 16.
    Tecto ou ParedePosterior
  • 17.
    Tecto ou ParedePosterior
  • 18.
    Pavimento, Parede Anteriorou Fossa Rombóide
  • 19.
    Pavimento, Parede Anteriorou Fossa Rombóide Triângulo protuberancial ou superior Triângulo bulbar ou inferior Haste do calamus scriptorius
  • 20.
    Pavimento Triângulo Superior ou Protuberancial •Eminência medial ou teres (PC VI e VII) • Fóvea superior • Área vestibular • Locus Ceruleus
  • 21.
    Pavimento Triângulo Inferior ouBulbar • Trígono do nervo hipoglosso • Trígono do nervo vago • Área postrema
  • 22.
    IV Ventrículo-PAREDE POSTERIOROU TECTO • Compreende três partes: superior, média e inferior. • Parte Média ou Cerebelosa:  Face anterior do cerebelo
  • 23.
    • Parte Superior: Véu medular superior (válvula de Vieussens) • Forma triangular (base inferior) IV Ventrículo-PAREDE POSTERIOR OU TECTO
  • 24.
    • Parte Inferior Véu medular inferior (válvulas de Tarin)  Folheto profundo da tela coroideia (invaginação da pia-máter na zona que separa a face inferior do cerebelo do tecto da parte bulbar do IV ventrículo) • 2 folhetos (cerebeloso e bulbar) • Plexos coroideus medianos e laterais IV Ventrículo-PAREDE POSTERIOR OU TECTO
  • 25.
    IV Ventrículo- VÉUMEDULAR INFERIOR OU MEMBRANA TECTÓRIA • Lâmina epitelial/ependimária (porção central)  Buranco de Magendie  Buracos de Luschka
  • 26.
    IV Ventrículo- VÉUMEDULAR INFERIOR OU MEMBRANA TECTÓRIA • Reforçada por lâminas nervosas (em baixo e nos lados):  Óbex  Ténias do IV ventrículo
  • 27.
    IV Ventrículo- BORDOS •O IV ventrículo tem 4 bordos:  Bordos superiores (2) – formados pelo lado interno dos pedúnculos cerebelosos superiores.  Bordos inferiores (2) – correspondem à linha de união da ténia do IV ventrículo ao pedúnculo cerebeloso inferior.
  • 28.
    IV Ventrículo- ÂNGULOS •Ângulo inferior- canal ependimário da medula; • Ângulo superior-aqueduto de Sylvius; • Ângulos laterais-extremidades dos recessos laterais.

Notas do Editor

  • #3 Os ventrículos do cérebro são os ventrículos laterais, o terceiro ventrículo e o quarto ventrículo. Os dois ventrículos laterais comunicam-se com o terceiro ventrículo pelos foramens interventriculares (de Monro). O terceiro ventriculo está ligado ao quarto ventriculo pelo aqueduto cerebral (aqueduto de sylvius). O quarto ventrículo é contínuo: Por intermédio de 3 forames no seu tecto com o espaço subaracnóide. Canal Central da medula espinhal, a qual tem uma dilatação na sua extremidade inferior – o ventrículo terminal. Os ventrículos desenvolvem-se a partir da cavidade do tubo neural. São revestidos por epêndima e cheios por Líquido cerebro-espinhal. Forames Interventriculares  abertura que se encontra na parte anterior da parede interna do ventrículo, é limitada anteriormente pela coluna anterior do fórnix e posteriormente pela extremidade anterior do tálamo.
  • #4 Encontram-se nos hemisférios cerebrais, são 2 de cada lado. Cada ventrículo apresenta uma cavidade que se dispõe em torno do núcleo caudado, tálamo e pedúnculo cerebral. Estes ventrículos têm a forma de um C de concavidade anterior  correspondente à convexidade do núcleo caudado. Começam imediatamente acima da extremidade antero-posterior do núcleo caudado (no lobo frontal), acompanha a convexidade deste (face interna) e do tálamo (pela sua face superior), contornam a sua extremidade posterior (pulvinar) e penetra no lobo temporal, inferiormente à extremidade superior do pedúnculo cerebral e da cauda do núcleo caudado. Termina posteriormente ao polo temporal.
  • #5 O ventrículo lateral é formado por uma parte central, que é o corpo e que ocupa o lobo parietal, e por três cornos: o corno anterior ou frontal, o corno posterior ou occipital e o corno inferior ou temporal, que se estendem aos respectivos lobos. Com excepção do corno inferior, todas as partes do ventrículo lateral têm o tecto formado pelo corpo caloso, cuja remoção expõe amplamente a cavidade ventricular.  O ventrículo lateral comunica com o 3º ventrículo através do foramen interventricular, que é uma abertura que se encontra limitada, anteriormente, pelos pilares anterior do fórnix e, posteriormente, pela extremidade anterior do tálamo; externamente pelo joelho da cápsula interna; superiormente pela tela coroideia do III ventrículo.
  • #6 A parte central ou corpo do ventrículo lateral projecta-se no lobo parietal e estende-se desde o foramen interventricular até à extremidade posterior do tálamo, onde se torna contínua com os cornos occipital e temporal. A região onde a parte central se bifurca nestes dois cornos desgina-se trígono colateral. O corpo do ventrículo possui um tecto, um pavimento e uma parede interna. O tecto é formado pela face inferior do corpo caloso e a parede interna é formada pelo septo pelúcido, anteriormente, e pelo corpo do fórnice O pavimento é formado pelo corpo do núcleo caudado, pela margem lateral do tálamo, por parte do fórnix (corpo?), pela estria terminalis, pela veia talamo-estriada e pelo plexo coroideu, que se projecta para o corpo do ventrículo lateral através de uma fissura, que é a fissura coroideia. É através desta fissura que os vasos sanguíneos do plexo invaginam a pia-máter da tela coroideia e o epêndima do ventrículo lateral. Mas já vou falar a seguir, um bocadinho mais deste plexo.
  • #7 O corno anterior ou frontal projecta-se no lobo frontal estendendo-se anteriormente e situa-se à frente do foramen interventricular, continuando posteriormente com a parte central ou corpo do ventriculo. Possui tecto, pavimento e parede medial. O tecto é formado pela face inferior da parte anterior do corpo caloso, sendo que o joelho deste limita o corno frontal anteriormente. O pavimento é inclinado, forma também a sua parede lateral, sendo formado pela cabeça do núcleo caudado, proeminente na cavidade ventricular, e, uma pequena parte, é também formada pela face superior do joelho do corpo caloso. A sua parede medial é vertical e constituída pelo septo pelúcido e pela coluna anterior do fornix.
  • #8 O corno posterior ou occipital projecta-se no lobo occipital, dirigindo-se horizontalmente para trás e apresenta 3 paredes – tecto, parede externa e parede interna – que são formadas pelas fibras do tapete do corpo caloso. Lateralmente ao tapete estão as fibras da radiação óptica. Na parede interna descrevem-se duas elevações: a superior designa-se bulbo do corno posterior e é causada pelas fibras espleniais do corpo caloso, chamadas forceps major, que seguem posteriormente no lobo occipital; a saliência inferior designas-se por calcar avis, inferiormente (ao bulbo) é formada por uma depressão causada pelo sulco calcarino.
  • #9 O corno inferior ou temporal projecta-se no lobo temporal, abaixo do núcleo caudado, curva-se, primeiro, inferiormente e, depois, anteriormente em direcção ao pólo temporal a partir do trígono colateral. Este corno possui um tecto e um pavimento. O tecto é formado pela face inferior do tapete do corpo caloso, pela cauda do núcleo caudado e pela estria terminal, estruturas que acompanham a curva descrita pelo corno temporal do ventrículo e que terminam, anteriormente, no corpo amigdalóide, que faz saliência na parte terminal do tecto. No entanto, convém acentuar que a maior parte do corpo amigdalóide não tem relação com a superfície ventricular. O pavimento é formado, lateralmente, pela eminência colateral produzida pela fissura colateral - a Eminência Colateral de Meckel e, medialmente, pelo hipocampo. Tentar arranjar img eminência colateral de meckel!!
  • #10 Limite anterior – extremidade posterior do tálamo e cauda do núcleo caudado; Limite externo – feixes do corpo caloso. Limite interno – lâmina epitelial que se continua superiormente com a que une a ténia do fórnix ao tálamo sobre o pavimento do corno frontal.; continua-se inferiormente com a lâmina que se estende desde a fimbria do hipocampo até ao tecto do corno lateral.
  • #11 A pia-máter penetra entre o fórnix e o tálamo, empurra de cada lado o epêndima que reveste a cavidade ventricular, para constituir com ele o plexo corióideu da parte central ou do corpo dos ventrículos laterais. plexo coroideu projecta-se na parede interna do ventrículo e é uma franja vascular composta por pia-máter e coberta pelo epêndima que revesta a cavidade ventricular. O plexo coroideu constitui a extremidade lateral da tela coroideia, que é uma prega de dupla camada de pia-máter situada entre o fórnix e a face superior do tálamo. Este plexo continua-se com o do 3º ventrículo através do foramen interventricular e, acompanhando o trajecto curvo do fórnix e da fímbria, atinge o corno temporal, alojando-se no sulco coroideu. A função do plexo coroideu é produzir LCR. Corresponde a franjas de pia-máter e cobertas por uma camada de células ependimárias. Localizam-se por fora das ténias do fórnix, apoiando-se no sulco coroideu do tálamo (corno frontal)  constituem as extremidades laterais da tela coroideia do III ventrículo. Prolongam-se para baixo e para trás, ao longo da fenda de Bichat, ao longo da parede interna do corno temporal. A porção temporal dos plexos coroideus dos ventrículos laterais continua-se com a pia máter da base do encéfalo. Função: Produz LCR.
  • #12 O terceiro ventrículo é uma abertura em forma de fenda entre os dois tálamos. Comunica, anteriormente, com os ventrículos laterais através do foramen interventricular e, posteriormente, com o 4º ventrículo através do aqueduto de Sylvius. Tem a forma de uma pirâmide quadrangular e, como tal, apresenta 5 faces/paredes: 2 paredes externas, parede superior, parede póstero-inferior e parede anterior. Que basicamente correspondem às paredes do diencéfalo. Mas de uma forma geral, as paredes externas ou laterais são formadas pela face medial do tálamo, superiormente, e pelo hipotálamo, inferiormente. A parede superior ou tecto relaciona-se com o fórnix, com o corpo caloso, com a tela coroideia e com o plexo coroideu. A parede póstero-inferior ou pavimento é formada pela abertura do aqueduto de Sylvius. Superiormente a este, vamos ter a glândula pineal e a comissura habenular. Este pavimento vai ser formado pelo quiasma óptico, pelo tuber cinerium, pelo infundíbulo e pelos corpos ou tubérculos mamilares. A parede anterior é formada por uma fina lâmina de substância cinzenta, a lâmina terminalis ou supra-óptica, que se continua, acima da comissura branca, com o bico do corpo caloso e com o septo pelúcido e, inferiormente, une-se ao quiasma óptico.
  • #13 Os plexos coroideus são formados a partir da tela coroideia situada acima do tecto do ventrículo. A tela coroideia vascular projecta-se para baixo de cada lado da linha média, invaginando o tecto ependimário do ventrículo. As franjas vasculares que pendem do tecto do ventrículo formam os plexos coroideus, cuja função é produzir LCR. O suprimento sanguíneo da tela coroideia e dos plexos coroideus do 3º ventrículo e dos ventrículos laterais provêm dos ramos coroideus das artérias carótida interna e basilar. O sangue venoso drena para as veias cerebrais internas, que se unem formando a veia cerebral magna, que, por sua vez, se junta ao seio sagital inferior, formando o seio recto.
  • #14 O aqueduto do mesencéfalo ou de Sylvius é um canal estreito com cerca de 1,8 cm de comprimento e que liga o 3º ventrículo ao 4º. É revestido por epêndima e por uma camada de substância cinzenta. A direcção do fluxo do LCR é do 3º para o 4º ventrículo e, nesta estrutura, não há plexo coroideu.
  • #15 O 4º ventrículo ou cavidade do rombencéfalo é uma cavidade em forma de tenda ou de losango e está preenchida com LCR. É anterior ao cerebelo e posterior à ponte e à metade superior do bulbo. Está revestido por epêndima e continua-se, superiormente, com o aqueduto de Sylvius, através do qual comunica com o 3º ventrículo, e, inferiormente, com o canal central do bulbo, que se continua com o da medula espinhal. Atrás comunica, de cada um dos lados, com o espaço subaracnóideu através das aberturas laterais do 4º ventrículo, os foramens de Luschka. Há também uma abertura mediana deste ventrículo, o foramen de Magendie, situado no tecto do ventrículo. Por meio destas cavidades o LCR, que enche a cavidade ventricular, passa para o espaço subaracnóideu. Apresenta 2 paredes (anterior e posterior), 4 bordos e 4 ângulos.
  • #16 Relativamente aos limites laterais, a parte caudal de cada limite lateral é formada pelo pedúnculo cerebral inferior. A parte cranial de cada limite lateral é formada pelo pedúnculo cerebral superior.
  • #17 O tecto ou parede posterior projecta-se para dentro do cerebelo.
  • #18 A parte superior é formada pelos bordos mediais dos pedúnculos cerebrais superiores e uma lâmina de substância branca, designada véu medular superior ou válvula de Vieussens. A parte inferior do tecto é formada pelo véu medular inferior, que consiste numa lâmina fina desprovida de tecido nervoso e formada por epêndima ventricular. Esta parte do tecto é perfurada na linha média por uma abertura maior, que é a abertura mediana ou foramen de Magendie. Os recessos laterais estendem-se lateralmente em volta do bulbo e abrem-se lateralmente, constituindo as aberturas laterais do 4º ventrículo ou foramens de Luschka. Assim, a cavidade do 4º ventrículo comunica com o espaço sub-aracnoideu através de uma abertura mediana e duas laterais. Estas aberturas são bastante importantes porque permitem o fluxo do LCR do sistema ventricular para o espaço sub-aracnoideu.
  • #20 O pavimento ou parede anterior ou fossa rombóide tem a forma de um losango, é formado pela face posterior da ponte e por parte do bulbo e é dividido em duas metades simétricas por um sulco longitudinal, que é o sulco mediano (haste do calamus scriptorius). Deste partem finos filamentos brancos: as estrias medulares, que se dirigem transversalmente para fora, contornam os pedúnculos cerebelares inferiores, alcançando o cerebelo. Como esta parede tem a forma de um losango, se imaginarmos um eixo transversal, vamos dividir o pavimento em 2 triângulos, um inferior ou bulbar e um superior ou protuberancial. E, em cada um destes triângulos, a configuração do pavimento vai ser diferente.
  • #21 O triângulo superior ou protuberancial vai estar, como já disse, dividido longitudinalmente pelo sulco mediano. De cada lado desse sulco há uma elevação, a eminência medial ou eminência teres, cuja extremidade inferior corresponde ao núcleo do nervo motor ocular externo (VI), que a este nível está rodeado por fibras do nervo facial (VII), formando uma discreta elevação na eminência medial, que é o colículo facial. Esta eminência vai estar limitada lateralmente por um outro sulco, o sulco limitante. A fóvea superior é um prolongamento do trígono do nervo vago, que eu a seguir vou falar. Lateralmente ao sulco limitante e estendendo-se de cada lado em direcção aos recessos laterais, há uma grande área triangular, a área vestibular e que corresponde aos núcleos vestibulares. Na extremidade superior do sulco limitante, há uma zona escura, produzida por um agrupamento de células nervosas que contêm melanina e que se designa locus ceruleus. Frequentemente, existem filamentos de fibras nervosas, as estrias medulares, que emergem do sulco mediano, seguem a eminência medial e a área vestibular e entram no pedúnculo cerebral inferior para alcançar o cerebelo.
  • #22 O triângulo inferior ou bulbar, que se situa abaixo daquele eixo transversal, que basicamente corresponde às estrias medulares, tem estruturas muito importantes. A mais medial é o trígono do nervo hipoglosso, cujo núcleo se encontra subjacente. Lateralmente a este temos o trígono do nervo vago, que corresponde ao núcleo dorsal do nervo vago. A área postrema é uma área estreita que se encontra entre o trígono do nervo vago e a margem lateral do ventrículo. A parte inferior da área vestibular, que referi há pouco, também é lateral ao trígono do nervo vago.
  • #23 PAREDE POSTERIOR OU TECTO Compreende três partes: superior, média e inferior. Parte Média ou Cerebelosa - Formada pela face anterior do cerebelo, compreendida entre a língula em cima, o nódulo e o véu medular inferior (válvulas de Tarin) e os pedúnculos cerebelosos lateralmente.
  • #24 Parte Superior - Formada pelo véu medular superior (válvula de Vieussens), lâmina nervosa branca, que se estende entre os dois pedúnculos cerebelosos superiores e recobre o triângulo protuberancial do IV ventrículo. Tem forma triangular, de base inferior. Base / Bordo inferior: continua-se com a extremidade anterior do vérmis ou língula. Extremidade superior / Vértice: estende-se até aos tubérculos quadrigémeos posteriores (colículos inferiores). O freio do véu medular superior liga a extremidade superior deste véu ao sulco que separa os tubérculos quadrigémeos posteriores. De cada lado do freio saem os nervos patéticos (IV). Face anterior / Ventricular: lisa e regular. Face dorsal / Posterior: estriada devido à relação com o cerebelo; constituída por uma camada superficial de substância cinzenta e uma camada profunda de substância branca. O véu medular superior parece continuar o lóbulo mais anterior do vérmis (língula).
  • #25 Parte Inferior É formada pelo véu medular inferior que adere ao folheto profundo da tela coroideia. Tela coroideia e plexo coroideu: A pia-máter recobre directamente e em toda a extensão o sistema nervoso central, enviando expensões para todas as depressões. A tela coroideia do IV ventrículo resulta assim de uma invaginação da pia-máter na anfractuosidade profunda que separa a face inferior do cerebelo do tecto da parte bulbar do IV ventrículo. A tela coroideia é triangular de base superior. É formada por 2 folhetos: um folheto cerebeloso e outro bulbar, que se continuam um com o outro no fundo da depressão. À frente do folheto anterior ou bulbar da tela coroideia, encontram-se dois cordões longitudinais, situados de cada lado da linha média, cobertos de vilosidades vascularizadas : plexos coroideus medianos. A continuar os plexos coroideus medianos, estão os plexos coroideus laterais. Estes dirigem-se para fora, ao longo da linha de união dos 2 folhetos da tela coroideia, estendendo-se para lá dos ângulos laterais do IV ventrículo. As porções livres dos plexos, que se estendem para o espaço subaracnoideu através das aberturas laterais, são os cornos de abundância. No seu conjunto, os plexos coroideus do IV ventrículo formam um T cuja parte vertical é dupla.
  • #26 VÉU MEDULAR INFERIOR OU MEMBRANA TECTÓRIA Lâmina epitelial/ependimária coberta posteriormente por pia-máter, que atapeta a face profunda ou ventricular do folheto anterior da tela coroideia. A sua forma é triangular. Continua-se pela base com o cerebelo, pelo seu vértice com o canal ependimário da medula e pelos bordos laterais com os pedúnculos cerebelosos inferiores. Na sua parte média é apenas epitelial, apresentando um orifício mediano, oval, situado nas proximidades do ângulo inferior do IV ventrículo – Buraco de Magendie. Existem também os Buracos de Luschka – duas aberturas em forma de fenda, ocupando os ângulos laterais da tela coroideia, ao nível da emergência dos plexos coroideus laterais. Estes orifícios permitem a comunicação entre a cavidade do IV ventrículo e o espaço subaracnoideu, possibilitando que o LCR flua do espaço ventricular para o espaço subaracnoideu.
  • #27 VÉU MEDULAR INFERIOR OU MEMBRANA TECTÓRIA Esta membrana é apenas epitelial na sua porção central, sendo reforçada por lâminas nervosas em baixo e nos lados: Óbex – lamela nervosa cinzenta que reforça a membrana tectória ao nível do ângulo inferior do IV ventrículo. É triangular de base superior. Ténias do IV ventrículo – duas lâminas brancas, localizadas superiormente ao óbex, nas porções laterais.
  • #28 O IV ventrículo tem 4 bordos: Bordos inferiores (2) – correspondem à linha de união da ténia do IV ventrículo ao pedúnculo cerebeloso inferior. Bordos superiores (2) – formados pelo lado interno dos pedúnculos cerebelosos superiores.
  • #29 Como o IV ventrículo não é mais que uma dilatação do canal ependimário: A extremidade inferior (ângulo inferior) comunica com o canal ependimário da medula; A extremidade superior (ângulo superior) continua-se com o aqueduto de Sylvius; Os ângulos laterais correspondem às extremidades dos recessos laterais.