SlideShare uma empresa Scribd logo
Profª. Ms. Daniele Onodera
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira
(Recife,1886 - Rio de Janeiro,1968)
Juntamente com
Oswald e Mário de
Andrade, compõe o
grupo que solidifica e
divulga o Modernismo
no Brasil.
Bandeira conhece entre 1913 e 1914, na Suíça Paul
Éluard (que mais tarde virá a ser um famoso escritor
dadaísta e surrealista)
OBRA BIOGRAFIARELAÇÃO
Uns tomam éter, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste
(...)
Sim, já perdi pai, mãe, irmãos
Perdi a saúde também
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do
jazz-band
(BANDEIRA, Manuel. Não sei dançar. In Libertinagem)
Manuel Bandeira
Manuel Bandeira
Manuel Bandeira
Sua obra é vasta
abrangendo desde o
pós-Parnasianismo e
pós- Simbolismo às
experiências concretistas
de 1950 –1960.
“Na minha experiência pessoal fui
verificando que o meu esforço consciente
só resultava em insatisfação, ao passo que
o me saía do subconsciente, numa espécie
de transe ou alumbramento, tinha ao menos
a virtude de me deixar aliviado de minhas
angústias.”
(Manuel Bandeira,
Intinerário de Pasárgada)
DESENCANTO
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha meu livro se por agora
Não tens motivo algum de pranto
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente
Cai gota à gota do coração.
E nesses versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre!
(BANDEIRA, Manuel. Desencanto. In: As Cinzas das
Horas)
CONSOADA
 
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
(BANDEIRA, Manuel. Consoada. In: Opus 10
CONFIDÊNCIA
Tudo o que existe em mim de grave e carinhoso
Te digo aqui como se fosse ao teu ouvido...
Só tu mesma ouvirás o que aos outros não ouso
Contar do meu tormento obscuro e impressentido.
Em tuas mãos de morte, ó minha Noite escura!
Aperta as minhas mãos geladas. E em repouso
Eu te direi no ouvido a minha desventura
E tudo o que em mim há de grave e carinhoso.
(BANDEIRA, Manuel. Confidência. In: Carnaval)
MULHERES
Como as mulheres são lindas!
Inútil pensar que é do vestido...
E depois não há só as bonitas:
Há também as simpáticas.
E as feias, certas feias em cujos olhos vejo isto:
Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha.
Como deve ser bom gostar de uma feia!
O meu amor porém não tem bondade alguma.
É fraco! É fraco!
Meu Deus, eu amo como as criancinhas...
És linda como uma história da caronchinha
E eu preciso de ti como precisava de mamãe e papai
(No tempo em que pensava que os ladrões moravam no
morro atrás da casa e tinham cara de pau).
(BANDEIRA, Manuel. Mulheres. In: Libertinagem)
IRENE NO CÉU
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
— Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
— Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.
(BANDEIRA, Manuel. Irene no céu. In: Libertinagem)
POEMA TIRADO DE UMA NOTÍCIA DE JORNAL
João Gostoso era carregador de feira livre e morava no
morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu
afogado.
(BANDEIRA, Manuel. Poema tirado de uma notícia de jornal.
In: Libertinagem)
O BICHO
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
(BANDEIRA, Manuel. O bicho. In: Belo Belo)
Homenagem de Carlos Drummond de Andrade
ao amigo Manuel Bandeira
DECLARAÇÕES A MANUEL
Teu verso límpido, liberto
de todo sentimento falso;
teu verso em que Amor, soluçante,
se retesa e contempla a morte
com a mesma forte lucidez
de quem soube enfrentar a vida;
teu verso em que deslizam sombras
que de fantasmas se tornaram
nossos amigos sorridentes.
(Carlos Drummond de Andrade)
Manuel Bandeira
PRINCIPAIS TEMAS:
• A paixão pela vida
“Tenho todos os motivos
menos um de ser triste “
PRINCIPAIS TEMAS:
• A morte e a solidão
“Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!”
PRINCIPAIS TEMAS:
• O amor e o erotismo;
“Como deve ser bom gostar de uma feia!
O meu amor porém não tem bondade
alguma.”
PRINCIPAIS TEMAS:
• A angústia existencial
“Só tu mesma ouvirás o que
aos outros não ouso
Contar do meu tormento
obscuro e impressentido.”
PRINCIPAIS TEMAS:
• O cotidiano
“O bicho, meu Deus, era um
homem.”
PRINCIPAIS TEMAS:
• A infância
O ÚLTIMO POEMA
Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais
simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem
lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem
perfume
A pureza da chama em que se consomem
os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem
explicação.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Naturalismo brasileiro e português
Naturalismo brasileiro e portuguêsNaturalismo brasileiro e português
Naturalismo brasileiro e português
Colégio Santa Luzia
 
Segunda geração modernista
Segunda geração modernistaSegunda geração modernista
Segunda geração modernista
Andrieli Muhl
 
Segunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no BrasilSegunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no Brasil
eeadolpho
 
Realismo no brasil
Realismo no brasilRealismo no brasil
Realismo no brasil
Karoline Tavares
 
Manuel Bandeira Vida e obras
Manuel Bandeira Vida e obras Manuel Bandeira Vida e obras
Manuel Bandeira Vida e obras
Sirleide Silva
 
segunda geração romântica
segunda geração românticasegunda geração romântica
segunda geração romântica
alinesantana1422
 
Pré-Modernismo no Brasil
Pré-Modernismo no BrasilPré-Modernismo no Brasil
Pré-Modernismo no Brasil
Blog Estudo
 
Arcadismo no Brasil
Arcadismo no BrasilArcadismo no Brasil
Arcadismo no Brasil
Bruna Wagner
 
Quinhentismo
Quinhentismo Quinhentismo
Quinhentismo
Cláudia Heloísa
 
Modernismo e suas fases
Modernismo e suas fasesModernismo e suas fases
Modernismo e suas fases
Luan Victor
 
Primeira fase do modernismo
Primeira fase do modernismoPrimeira fase do modernismo
Primeira fase do modernismo
Victor Said
 
Escolas Literárias - Quinhentismo
Escolas Literárias - QuinhentismoEscolas Literárias - Quinhentismo
Escolas Literárias - Quinhentismo
Lara Lídia
 
Carlos drummond de andrade
Carlos drummond de andradeCarlos drummond de andrade
Carlos drummond de andrade
Láyla Vieira
 
Romantismo no Brasil
Romantismo no BrasilRomantismo no Brasil
Romantismo no Brasil
CrisBiagio
 
Ppt realismo (1)
Ppt realismo (1)Ppt realismo (1)
Ppt realismo (1)
Equipemundi2014
 
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Andriane Cursino
 
Jorge Amado
Jorge AmadoJorge Amado
Jorge Amado
Cláudia Heloísa
 
Terceira geração modernista
Terceira geração modernista Terceira geração modernista
Terceira geração modernista
Claudio Soares
 
Realismo e Naturalismo - Literatura
Realismo e Naturalismo - LiteraturaRealismo e Naturalismo - Literatura
Realismo e Naturalismo - Literatura
Cynthia Funchal
 
Modernismo em portugal e fernando pessoa
Modernismo em portugal e fernando pessoaModernismo em portugal e fernando pessoa
Modernismo em portugal e fernando pessoa
Andréia Peixoto
 

Mais procurados (20)

Naturalismo brasileiro e português
Naturalismo brasileiro e portuguêsNaturalismo brasileiro e português
Naturalismo brasileiro e português
 
Segunda geração modernista
Segunda geração modernistaSegunda geração modernista
Segunda geração modernista
 
Segunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no BrasilSegunda fase do Modernismo no Brasil
Segunda fase do Modernismo no Brasil
 
Realismo no brasil
Realismo no brasilRealismo no brasil
Realismo no brasil
 
Manuel Bandeira Vida e obras
Manuel Bandeira Vida e obras Manuel Bandeira Vida e obras
Manuel Bandeira Vida e obras
 
segunda geração romântica
segunda geração românticasegunda geração romântica
segunda geração romântica
 
Pré-Modernismo no Brasil
Pré-Modernismo no BrasilPré-Modernismo no Brasil
Pré-Modernismo no Brasil
 
Arcadismo no Brasil
Arcadismo no BrasilArcadismo no Brasil
Arcadismo no Brasil
 
Quinhentismo
Quinhentismo Quinhentismo
Quinhentismo
 
Modernismo e suas fases
Modernismo e suas fasesModernismo e suas fases
Modernismo e suas fases
 
Primeira fase do modernismo
Primeira fase do modernismoPrimeira fase do modernismo
Primeira fase do modernismo
 
Escolas Literárias - Quinhentismo
Escolas Literárias - QuinhentismoEscolas Literárias - Quinhentismo
Escolas Literárias - Quinhentismo
 
Carlos drummond de andrade
Carlos drummond de andradeCarlos drummond de andrade
Carlos drummond de andrade
 
Romantismo no Brasil
Romantismo no BrasilRomantismo no Brasil
Romantismo no Brasil
 
Ppt realismo (1)
Ppt realismo (1)Ppt realismo (1)
Ppt realismo (1)
 
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
Análise Libertinagem (Manuel Bandeira)
 
Jorge Amado
Jorge AmadoJorge Amado
Jorge Amado
 
Terceira geração modernista
Terceira geração modernista Terceira geração modernista
Terceira geração modernista
 
Realismo e Naturalismo - Literatura
Realismo e Naturalismo - LiteraturaRealismo e Naturalismo - Literatura
Realismo e Naturalismo - Literatura
 
Modernismo em portugal e fernando pessoa
Modernismo em portugal e fernando pessoaModernismo em portugal e fernando pessoa
Modernismo em portugal e fernando pessoa
 

Destaque

Manuel bandeira
Manuel bandeiraManuel bandeira
Manuel bandeira
Anne Kelly Pendeloski
 
Manoel Bandeira
Manoel BandeiraManoel Bandeira
Manoel Bandeira
martinsramon
 
Manuel bandeira
Manuel bandeiraManuel bandeira
Manuel bandeira
Alison Schons
 
Manuel bandeira (1886 1968) jaine
Manuel bandeira (1886 1968) jaineManuel bandeira (1886 1968) jaine
Manuel bandeira (1886 1968) jaine
Leslley Cristian
 
Manuel Bandeira
Manuel BandeiraManuel Bandeira
Manuel Bandeira
martinsramon
 
Manuel Bandeira
Manuel BandeiraManuel Bandeira
Manuel Bandeira
Fernanda Cabral
 
Manuel Bandeira
Manuel BandeiraManuel Bandeira
Manuel Bandeira
Mensagens Virtuais
 
Manuel Bandeira (com textos)
Manuel Bandeira (com textos)Manuel Bandeira (com textos)
Manuel Bandeira (com textos)
José Ricardo Lima
 
Manuel Bandeira
Manuel BandeiraManuel Bandeira
Manuel Bandeira
Kleris Ribeiro
 

Destaque (9)

Manuel bandeira
Manuel bandeiraManuel bandeira
Manuel bandeira
 
Manoel Bandeira
Manoel BandeiraManoel Bandeira
Manoel Bandeira
 
Manuel bandeira
Manuel bandeiraManuel bandeira
Manuel bandeira
 
Manuel bandeira (1886 1968) jaine
Manuel bandeira (1886 1968) jaineManuel bandeira (1886 1968) jaine
Manuel bandeira (1886 1968) jaine
 
Manuel Bandeira
Manuel BandeiraManuel Bandeira
Manuel Bandeira
 
Manuel Bandeira
Manuel BandeiraManuel Bandeira
Manuel Bandeira
 
Manuel Bandeira
Manuel BandeiraManuel Bandeira
Manuel Bandeira
 
Manuel Bandeira (com textos)
Manuel Bandeira (com textos)Manuel Bandeira (com textos)
Manuel Bandeira (com textos)
 
Manuel Bandeira
Manuel BandeiraManuel Bandeira
Manuel Bandeira
 

Semelhante a Manuel Bandeira

Principais poetas brasileiros
Principais poetas brasileirosPrincipais poetas brasileiros
Principais poetas brasileiros
Rafael Marques
 
Modernismo brasil 1ª fase
Modernismo brasil 1ª faseModernismo brasil 1ª fase
Modernismo brasil 1ª fase
rillaryalvesj
 
Antologia poética e alguns de seus poetas
Antologia poética e alguns de seus poetas Antologia poética e alguns de seus poetas
Antologia poética e alguns de seus poetas
Vinicius Soco
 
Modernismo brasil 1ª fase
Modernismo brasil 1ª faseModernismo brasil 1ª fase
Modernismo brasil 1ª fase
rillaryalvesj
 
Modernismobrasil1fase
Modernismobrasil1faseModernismobrasil1fase
Modernismobrasil1fase
Marina Alessandra
 
Modernismo 2ª fase (Poesia)
Modernismo  2ª fase (Poesia)Modernismo  2ª fase (Poesia)
Modernismo 2ª fase (Poesia)
Cynthia Funchal
 
Keilla
KeillaKeilla
Keilla
KeillaKeilla
2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945) 2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945)
Andriane Cursino
 
A MODERNIDADE NA PROSA E NO VERSO
A MODERNIDADE NA PROSA E NO VERSOA MODERNIDADE NA PROSA E NO VERSO
A MODERNIDADE NA PROSA E NO VERSO
Italo Delavechia
 
Revista subversa 6ª ed.
Revista subversa 6ª ed.Revista subversa 6ª ed.
Revista subversa 6ª ed.
Canal Subversa
 
Caminhos modernistas - a geração poética de 30
Caminhos modernistas - a geração poética de 30Caminhos modernistas - a geração poética de 30
Caminhos modernistas - a geração poética de 30
Walace Cestari
 
Poesia 2ª fase modernista
Poesia 2ª fase modernistaPoesia 2ª fase modernista
Poesia 2ª fase modernista
Luciene Gomes
 
MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptxMODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
GustavoSantos252007
 
Adelia Prado
Adelia PradoAdelia Prado
Adelia Prado
Elber Queiroz
 
MODERNISMO BRASILEIRO 1 (2).pptx
MODERNISMO BRASILEIRO 1 (2).pptxMODERNISMO BRASILEIRO 1 (2).pptx
MODERNISMO BRASILEIRO 1 (2).pptx
PabloGabrielKdabra
 
AULÃO LITERATURA - MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
AULÃO LITERATURA - MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptxAULÃO LITERATURA - MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
AULÃO LITERATURA - MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
ProfessoraAline7
 
Tamíres Souza
Tamíres SouzaTamíres Souza
Tamíres Souza
padrecoriolano
 
Tamíres Souza
Tamíres SouzaTamíres Souza
Tamíres Souza
padrecoriolano
 
prosas-seguidas-de-odes-mnimas_compress.pdf
prosas-seguidas-de-odes-mnimas_compress.pdfprosas-seguidas-de-odes-mnimas_compress.pdf
prosas-seguidas-de-odes-mnimas_compress.pdf
CarolinaDeCastroCerv1
 

Semelhante a Manuel Bandeira (20)

Principais poetas brasileiros
Principais poetas brasileirosPrincipais poetas brasileiros
Principais poetas brasileiros
 
Modernismo brasil 1ª fase
Modernismo brasil 1ª faseModernismo brasil 1ª fase
Modernismo brasil 1ª fase
 
Antologia poética e alguns de seus poetas
Antologia poética e alguns de seus poetas Antologia poética e alguns de seus poetas
Antologia poética e alguns de seus poetas
 
Modernismo brasil 1ª fase
Modernismo brasil 1ª faseModernismo brasil 1ª fase
Modernismo brasil 1ª fase
 
Modernismobrasil1fase
Modernismobrasil1faseModernismobrasil1fase
Modernismobrasil1fase
 
Modernismo 2ª fase (Poesia)
Modernismo  2ª fase (Poesia)Modernismo  2ª fase (Poesia)
Modernismo 2ª fase (Poesia)
 
Keilla
KeillaKeilla
Keilla
 
Keilla
KeillaKeilla
Keilla
 
2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945) 2ª fase Modernismo (1930-1945)
2ª fase Modernismo (1930-1945)
 
A MODERNIDADE NA PROSA E NO VERSO
A MODERNIDADE NA PROSA E NO VERSOA MODERNIDADE NA PROSA E NO VERSO
A MODERNIDADE NA PROSA E NO VERSO
 
Revista subversa 6ª ed.
Revista subversa 6ª ed.Revista subversa 6ª ed.
Revista subversa 6ª ed.
 
Caminhos modernistas - a geração poética de 30
Caminhos modernistas - a geração poética de 30Caminhos modernistas - a geração poética de 30
Caminhos modernistas - a geração poética de 30
 
Poesia 2ª fase modernista
Poesia 2ª fase modernistaPoesia 2ª fase modernista
Poesia 2ª fase modernista
 
MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptxMODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
 
Adelia Prado
Adelia PradoAdelia Prado
Adelia Prado
 
MODERNISMO BRASILEIRO 1 (2).pptx
MODERNISMO BRASILEIRO 1 (2).pptxMODERNISMO BRASILEIRO 1 (2).pptx
MODERNISMO BRASILEIRO 1 (2).pptx
 
AULÃO LITERATURA - MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
AULÃO LITERATURA - MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptxAULÃO LITERATURA - MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
AULÃO LITERATURA - MODERNISMO BRASILEIRO 1.pptx
 
Tamíres Souza
Tamíres SouzaTamíres Souza
Tamíres Souza
 
Tamíres Souza
Tamíres SouzaTamíres Souza
Tamíres Souza
 
prosas-seguidas-de-odes-mnimas_compress.pdf
prosas-seguidas-de-odes-mnimas_compress.pdfprosas-seguidas-de-odes-mnimas_compress.pdf
prosas-seguidas-de-odes-mnimas_compress.pdf
 

Mais de Daniele dos Santos Souza Onodera

Auto da Barca do Inferno
Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno
Auto da Barca do Inferno
Daniele dos Santos Souza Onodera
 
Biquimafi quizz
Biquimafi quizzBiquimafi quizz
Paralelismos
ParalelismosParalelismos
Vidas Secas
Vidas SecasVidas Secas
Vanguardas
VanguardasVanguardas
Simbolismo/Decadentismo
Simbolismo/DecadentismoSimbolismo/Decadentismo
Simbolismo/Decadentismo
Daniele dos Santos Souza Onodera
 
Realismo
Realismo Realismo
Realismo Machado de Assis
Realismo   Machado de AssisRealismo   Machado de Assis
Realismo Machado de Assis
Daniele dos Santos Souza Onodera
 
Questão coimbrã
Questão coimbrãQuestão coimbrã
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
O primo Basílio
O primo BasílioO primo Basílio
O Guarani
O GuaraniO Guarani
O cortiço - Naturalismo
O cortiço - NaturalismoO cortiço - Naturalismo
O cortiço - Naturalismo
Daniele dos Santos Souza Onodera
 
Murilo Mendes
Murilo MendesMurilo Mendes
Modernismo
Modernismo Modernismo
Marília de Dirceu
Marília de DirceuMarília de Dirceu
Manuel Barbosa du Bocage
Manuel Barbosa du BocageManuel Barbosa du Bocage
Manuel Barbosa du Bocage
Daniele dos Santos Souza Onodera
 
Macunaíma
MacunaímaMacunaíma
Camões
CamõesCamões
Parnasianismo
 Parnasianismo Parnasianismo

Mais de Daniele dos Santos Souza Onodera (20)

Auto da Barca do Inferno
Auto da Barca do InfernoAuto da Barca do Inferno
Auto da Barca do Inferno
 
Biquimafi quizz
Biquimafi quizzBiquimafi quizz
Biquimafi quizz
 
Paralelismos
ParalelismosParalelismos
Paralelismos
 
Vidas Secas
Vidas SecasVidas Secas
Vidas Secas
 
Vanguardas
VanguardasVanguardas
Vanguardas
 
Simbolismo/Decadentismo
Simbolismo/DecadentismoSimbolismo/Decadentismo
Simbolismo/Decadentismo
 
Realismo
Realismo Realismo
Realismo
 
Realismo Machado de Assis
Realismo   Machado de AssisRealismo   Machado de Assis
Realismo Machado de Assis
 
Questão coimbrã
Questão coimbrãQuestão coimbrã
Questão coimbrã
 
Os Lusíadas
Os LusíadasOs Lusíadas
Os Lusíadas
 
O primo Basílio
O primo BasílioO primo Basílio
O primo Basílio
 
O Guarani
O GuaraniO Guarani
O Guarani
 
O cortiço - Naturalismo
O cortiço - NaturalismoO cortiço - Naturalismo
O cortiço - Naturalismo
 
Murilo Mendes
Murilo MendesMurilo Mendes
Murilo Mendes
 
Modernismo
Modernismo Modernismo
Modernismo
 
Marília de Dirceu
Marília de DirceuMarília de Dirceu
Marília de Dirceu
 
Manuel Barbosa du Bocage
Manuel Barbosa du BocageManuel Barbosa du Bocage
Manuel Barbosa du Bocage
 
Macunaíma
MacunaímaMacunaíma
Macunaíma
 
Camões
CamõesCamões
Camões
 
Parnasianismo
 Parnasianismo Parnasianismo
Parnasianismo
 

Último

Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Centro Jacques Delors
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
JocelynNavarroBonta
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Falcão Brasil
 
Adaptacoes-de-Provas-para-Alunos-com-Deficiencia.pdf
Adaptacoes-de-Provas-para-Alunos-com-Deficiencia.pdfAdaptacoes-de-Provas-para-Alunos-com-Deficiencia.pdf
Adaptacoes-de-Provas-para-Alunos-com-Deficiencia.pdf
CamilaSouza544051
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Falcão Brasil
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Falcão Brasil
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Luzia Gabriele
 
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdfEscola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Falcão Brasil
 
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdfUFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
Manuais Formação
 
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdfP0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
Ceiça Martins Vital
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Falcão Brasil
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Falcão Brasil
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
shirleisousa9166
 
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdfIntrodução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
valdeci17
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
Sandra Pratas
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Mary Alvarenga
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
principeandregalli
 

Último (20)

Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
 
Adaptacoes-de-Provas-para-Alunos-com-Deficiencia.pdf
Adaptacoes-de-Provas-para-Alunos-com-Deficiencia.pdfAdaptacoes-de-Provas-para-Alunos-com-Deficiencia.pdf
Adaptacoes-de-Provas-para-Alunos-com-Deficiencia.pdf
 
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
 
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
Apresentação Institucional do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Prote...
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
 
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsxOceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
Oceano, Fonte de Vida e Beleza Maria Inês Aroeira Braga.ppsx
 
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdfEscola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica (ECEMAR).pdf
 
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdfUFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
UFCD_5673_Segurança nos transportes_índice.pdf
 
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdfP0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
 
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
 
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdfPortfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
Portfólio Estratégico da Força Aérea Brasileira (FAB).pdf
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
 
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdfIntrodução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
Introdução ao filme Divertida Mente 2 em pdf
 
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_MARINELA NEVES & PAULA FRANCISCO_22_23
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
 

Manuel Bandeira

  • 2. Manuel Carneiro de Sousa Bandeira (Recife,1886 - Rio de Janeiro,1968)
  • 3. Juntamente com Oswald e Mário de Andrade, compõe o grupo que solidifica e divulga o Modernismo no Brasil.
  • 4. Bandeira conhece entre 1913 e 1914, na Suíça Paul Éluard (que mais tarde virá a ser um famoso escritor dadaísta e surrealista) OBRA BIOGRAFIARELAÇÃO
  • 5. Uns tomam éter, outros cocaína. Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria. Tenho todos os motivos menos um de ser triste (...) Sim, já perdi pai, mãe, irmãos Perdi a saúde também É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band (BANDEIRA, Manuel. Não sei dançar. In Libertinagem)
  • 9. Sua obra é vasta abrangendo desde o pós-Parnasianismo e pós- Simbolismo às experiências concretistas de 1950 –1960.
  • 10. “Na minha experiência pessoal fui verificando que o meu esforço consciente só resultava em insatisfação, ao passo que o me saía do subconsciente, numa espécie de transe ou alumbramento, tinha ao menos a virtude de me deixar aliviado de minhas angústias.” (Manuel Bandeira, Intinerário de Pasárgada)
  • 11. DESENCANTO Eu faço versos como quem chora De desalento... de desencanto... Fecha meu livro se por agora Não tens motivo algum de pranto Meu verso é sangue. Volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão... Dói-me nas veias. Amargo e quente Cai gota à gota do coração. E nesses versos de angústia rouca Assim dos lábios a vida corre, Deixando um acre sabor na boca. - Eu faço versos como quem morre! (BANDEIRA, Manuel. Desencanto. In: As Cinzas das Horas)
  • 12. CONSOADA   Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar. (BANDEIRA, Manuel. Consoada. In: Opus 10
  • 13. CONFIDÊNCIA Tudo o que existe em mim de grave e carinhoso Te digo aqui como se fosse ao teu ouvido... Só tu mesma ouvirás o que aos outros não ouso Contar do meu tormento obscuro e impressentido. Em tuas mãos de morte, ó minha Noite escura! Aperta as minhas mãos geladas. E em repouso Eu te direi no ouvido a minha desventura E tudo o que em mim há de grave e carinhoso. (BANDEIRA, Manuel. Confidência. In: Carnaval)
  • 14. MULHERES Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido... E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. E as feias, certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. Como deve ser bom gostar de uma feia! O meu amor porém não tem bondade alguma. É fraco! É fraco! Meu Deus, eu amo como as criancinhas... És linda como uma história da caronchinha E eu preciso de ti como precisava de mamãe e papai (No tempo em que pensava que os ladrões moravam no morro atrás da casa e tinham cara de pau). (BANDEIRA, Manuel. Mulheres. In: Libertinagem)
  • 15. IRENE NO CÉU Irene preta Irene boa Irene sempre de bom humor. Imagino Irene entrando no céu: — Licença, meu branco! E São Pedro bonachão: — Entra, Irene. Você não precisa pedir licença. (BANDEIRA, Manuel. Irene no céu. In: Libertinagem)
  • 16. POEMA TIRADO DE UMA NOTÍCIA DE JORNAL João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro Bebeu Cantou Dançou Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado. (BANDEIRA, Manuel. Poema tirado de uma notícia de jornal. In: Libertinagem)
  • 17. O BICHO Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. (BANDEIRA, Manuel. O bicho. In: Belo Belo)
  • 18. Homenagem de Carlos Drummond de Andrade ao amigo Manuel Bandeira DECLARAÇÕES A MANUEL Teu verso límpido, liberto de todo sentimento falso; teu verso em que Amor, soluçante, se retesa e contempla a morte com a mesma forte lucidez de quem soube enfrentar a vida; teu verso em que deslizam sombras que de fantasmas se tornaram nossos amigos sorridentes. (Carlos Drummond de Andrade)
  • 20. PRINCIPAIS TEMAS: • A paixão pela vida “Tenho todos os motivos menos um de ser triste “
  • 21. PRINCIPAIS TEMAS: • A morte e a solidão “Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível!”
  • 22. PRINCIPAIS TEMAS: • O amor e o erotismo; “Como deve ser bom gostar de uma feia! O meu amor porém não tem bondade alguma.”
  • 23. PRINCIPAIS TEMAS: • A angústia existencial “Só tu mesma ouvirás o que aos outros não ouso Contar do meu tormento obscuro e impressentido.”
  • 24. PRINCIPAIS TEMAS: • O cotidiano “O bicho, meu Deus, era um homem.”
  • 26. O ÚLTIMO POEMA Assim eu quereria o meu último poema Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.