MANEJO REPRODUTIVO DE GADO
DE CORTE
AIRLA SILVA SOUSA
ALEXANDRE DE SOUZA
ERIKA SOARES GOMES
FABRICIO DO CARMO FARIAS
LÍVIA TÁLITA DA SILVA CARVALHO
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE CAPANEMA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA
CAPANEMA (PA) 2015
PROF. EBSON PEREIRA CÂNDIDO
INTRODUÇÃO
A pecuária de corte é dividida em três
fases: cria, recria e engorda.
a escolha e adoção das tecnologias
envolvem a relação custo-benefício
Os investimentos na fase de cria são
elevados
EFICIÊNCIA REPRODUTIVA
INFLUENCIADA POR MUITOS FATORES:
DETECÇÃO DE ESTRO;
DIAS PARA O PRIMEIRO SERVIÇO;
% CONCEPÇÃO;
% ABORTOS;
ESTADO DE SAÚDE;
TAXA DE DESCARTE;
NUTRIÇÃO;
DESCONHECIDAS.
COMO A BAIXA EFICIÊNCIA REPRODUTIVA
PODE AFETAR A LUCRATIVIDADE?
REDUÇÃO DO PROGRESSO GENÉTICO;
ELEVAÇÃO DOS CUSTOS DE REPOSIÇÃO;
PROVÊ MENOR NÚMERO DE BEZERROS
COMERCIALIZAÇÃO.
BAIXAS TAXAS DE CONCEPÇÃO ELEVAM AS DESPESAS
COM SÊMEN E ASSISTÊNCIA VETERINÁRIA;
O QUE FAZER PARA AUMENTAR A
EFICIÊNCIA REPRODUTIVA ?
CONHECER OS FATORES QUE AFETAM A EFICIÊNCIA
REPRODUTIVA;
MANTER UM BANCO DE DADOS FUNCIONAL E PROCEDER
ANÁLISE DE RESULTADOS CONTINUAMENTE;
DEFINIR OBJETIVOS E CONCENTRAR ENERGIA EM
PONTOS DE PROBLEMA;
ÍNDICES ZOOTÉCNICOS
% DE PRENHEZ, % NASCIMENTO, % DESMAMA
% MORTALIDADE
KG DE BEZERRO DESMAMADO/HA/ANO
IDADE E PESO DA FÊMEA AO PRIMEIRO PARTO
PROPORÇÃO TOURO:VACA
ESTRATÉGIAS PARA AUMENTAR A
EFICIÊNCIA REPRODUTIVA
Manejo reprodutivo
Nutrição
Presença
do bezerro
Touro/IA
 Sistema de Monta mais primitivo.
• Nascimentos se distribuem em vários meses.
• Nascimentos em épocas inadequadas.
ESTAÇÃO DE MONTA
• O estabelecimento de uma estação de monta de
curta duração é uma das decisões mais
importantes do manejo reprodutivo e de maior
impacto na fertilidade do rebanho.
• Redução da duração da estação de monta
melhoria na fertilidade e produtividade do
rebanho, fica mais fácil identificar as matrizes de
melhor desempenho produtivo.
ESTAÇÃO DE MONTA
• Sincroniza as demais atividades de manejo;
• Estabelecer a desmama;
• Permite que o período de maior exigência nutricional
coincida com o de maior disponibilidade de forrageiras de
melhor qualidade, para eliminar ou reduzir a necessidade
de alguma forma de suplementação alimentar.
ESTAÇÃO DE MONTA
VANTAGENS:
• Formar lotes uniformes (desmama, recria, animais para
reprodução, abate);
• Facilitar manejo (concentração de tarefas);
• Otimizar descarte de fêmeas visando a melhoria da
fertilidade do rebanho.
• Otimizar a utilização de touros de alta capacidade
reprodutiva gerando maior número de descendentes;
ESTAÇÃO DE MONTA
• Época do ano
É determinada em função da melhor época de nascimento
dos bezerros e do período de maior exigência nutricional
do rebanho de matrizes.
• Duração
ESTAÇÃO DE MONTA
•Vacas Adultas  Duração: 90 dias ou menos;
•Novilhas  No máximo 45 dias
•Idade à primeira concepção:
Determinada pelo produto: peso x idade x
genética;
Gado Zebu: 24-36 meses
Gado Cruzado: 14-24 meses
IMPLANTAÇÃO DA ESTAÇÃO DE
MONTA
• Separação das categorias:
- Novilhas;
- Primíparas;
- Multíparas;
• Evitar mudanças bruscas (monta o ano inteiro);
• Primeiro ano  6 meses ;
• Anos seguintes  redução gradual ajustando o período
para a meta estabelecida;
IMPLANTAÇÃO DA ESTAÇÃO DE
MONTA
DESAFIOS DA ESTAÇÃO DE
MONTA
Condição corporal (CC),
Escore de Condição Corporal (ECC) ou
Escore corporal (EC)
• Avaliação subjetiva, rápida e prática, maneira
simples de avaliar estado nutricional
(quantidade de gordura depositada)
• Ferramenta muito útil no manejo reprodutivo,
• Permite avaliar o estado nutricional do rebanho
em determinado período.
CONDIÇÃO CORPORAL DAS VACAS
• Faz uma predição da reserva energética dos
animais (músculos e gordura)
• Corrige o manejo nutricional a tempo, para que
os animais tenham condições mínimas no momento
desejado.
• As fêmeas que tiverem melhor condição corporal
no terço final da gestação irão apresentar cio
mais cedo.
CONDIÇÃO CORPORAL DAS
VACAS
• Treinamento inicial: dividir em 3 lotes
– Magras, Moderadas ,Gordas
• Depois refina-se a técnica e distribui valores de 1 a 9
• Escala de 1 a 9: americana
– Ciclo estral se mantém quando CC ao parto é > ou = 4
– Meta: manter próximo a 5
– Bons índices reprodutivos: parto com CC entre 5 e 7
CONDIÇÃO CORPORAL DAS VACAS
• avaliação deve ser realizada na época da
desmama (abril/maio), início do período da
seca, assim as fêmeas prenhes que estiverem
muito magras (escore abaixo de 4) devem
receber uma suplementação para que atinjam
escore 5 a 6 ao parto.
CONDIÇÃO CORPORAL DAS VACAS
Fonte: Wettemann, 1994
CONDIÇÃO CORPORAL DAS VACAS
CONDIÇÃO CORPORAL DAS VACAS
X PORCENTAGEM DE CIO
Novilhas
RESTRIÇÃO
ALIMENTAR
INIBIÇÃO DO SISTEMA
ENDÓCRINO
(Day et al., 1986)
ATRASA A
PUBERDADE
SISTEMAS DE ACASALAMENTO
MONTA CONTROLADA OU DIRIGIDA
MONTA EM CAMPO
INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL
• Touro separado das matrizes
• Quando detecta cio matriz é conduzida junto ao touro
• Menor desgaste do touro
• Aumenta relação touro:vaca e condução dos animais
para a monta – Maior trabalho na identificação de cio
Utilizado quando se deseja conhecer a paternidade
SISTEMAS DE ACASALAMENTO
MONTA CONTROLADA OU DIRIGIDA
• Touro permanece junto com fêmea durante toda EM
Acasalamento múltiplo: vários touros
> desgaste do touro- > no cobrições/fêmea
< mão de obra e > taxa de concepção
Acasalamento simples: 1 touro por lote
< custo
Dispensa identificação de cio
SISTEMAS DE ACASALAMENTO
MONTA EM CAMPO
• Patrimônio genético adequado
àsmetas;
• Identificação de cio eficiente mesmo
sob alta pressão de vaca;
• Alta capacidade de serviço
seletiva;
• Altas taxas de gestação em baixas
proporções de touro:vaca
O QUE PROCURAMOS EM UM
TOURO?
Dominância social
Liderança
X
Tamanho corporal /idade
Atributos de agressão da espécie
Força
Experiência social
DOMINÂNCIA SOCIAL
CRITÉRIOS
Na formação dos lotes
de fêmeas para
reprodução: definir lotes
por categoria, evitando
assim comprometer o
acasalamento das
novilhas pela
interferência de fêmeas
mais velhas
FORMAÇÃO DE LOTES
Aprendizado
Touros jovens em pasto onde havia vacas em cio
Fotos: Dr. Júlio César de Souza,2003 / UFPR
Efeitos da Hierarquia Social
dois touros jovens disputando vaca
em cio
• A formação dos lotes de
touros que irão trabalhar
juntos deve ser feita com
antecedência, ainda que
vários grupos sejam mantidos
na mesma invernada. Evitar
misturar indivíduos de raças
ou idades diferentes ou
touros mochos ou não.
FORMAÇÃO DE LOTES
COMPONENTES SOCIAIS QUE
INTERFEREM NA REPRODUÇÃO
APRENDIZADO
HIERARQUIA SOCIAL;
FORMAÇÃO DE LOTES
.
FATORES AMBIENTAIS QUE
INTERFEREM NA EFICIÊNCIA
REPRODUTIVA
CLIMA
MANEJO
ESTRESSE POR CALOR X MACHO
BOVINO
RELAÇÃO TOURO:VACA
• Diminuir custo de
manutenção e
explorar melhor o
investimento feito
em patrimônio
genético
RACIONALIZAÇÃO DO USO DE TOURO
QUAL A VANTAGEM?
Europeus:
De corte: 1:25 a 1:40
Zebu:
1:30 a 1:80
PROPORÇÃO TOURO:VACA
TAXA DE PRENHEZ OBSERVADA EM DIFERENTES
LOCAIS DEPRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
UTILIZANDO-SE VARIADAS PROPORÇÕES
TOURO:VACA.
• Definida pelas condições ambientais;
• Padrão comportamental da raça a ser
utilizada;
• Raça do touro;
• Idade e experiência sexual;
• Condição corporal da vacada;
PROPORÇÃO TOURO:VACA
• Utilizar touros avaliados
• Andrologicamente;
• Sanitariamente
• Comportamento ( Testes e a campo)
• Formar lotes homogêneos:
• Touros jovens:
devem ser criados com contato social
mantidos juntos aqueles que trabalharão juntos
MANEJO DO TOURO
• Condição corporal do touro;
• Comportamento sexual;
• Perímetro escrotal e qualidade de sêmen;
• Alterações clínicas específicas ou não;
• Categoria e condição corporal das fêmeas;
• Tamanho e topografia da invernada;
• Inadaptação climática: estresse térmico.
FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR
O POTENCIAL DE COBERTURA
Inseminação
Artificial
Inseminação Artificial
Melhoramento genético
Aumento da quantidade e
qualidade de carne
• –Obtenção de animais geneticamente
superiores em um menor espaço de tempo
• -Maior produção de leite e carne
• –Redução na transmissão de doenças
• –Diminuição das chances de partos
distócicos
• –Menor risco de acidentes para os
funcionários
Vantagens
•–Investimento inicial
•–Necessidade de pessoal capacitado
•–Necessidade de instalações básicas
•–Necessidade de maior cuidado na
•observação de cio
Desvantagens
• Infra-estrutura/instalações;
Mão-de-obra operacional/gerencial;
PROGRAMA DE INSEMINAÇÃO
ARTIFICIAL
AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DA PROPRIEDADE
Disponibilidade de alimentos;
Disponibilidade para investimentos.
PROGRAMA DE INSEMINAÇÃO
ARTIFICIAL
Escolha dos animais;
Separação das categorias;
Avaliação ginecológica;
PROGRAMA DE INSEMINAÇÃO
ARTIFICIAL
PREPARAÇÃO DOS ANIMAIS
• Identificação
Deve ser feita a identificação dos animais com:
– Marca com ferro quente (a fogo),
– tatuagem,
– brincos,
– correntes,
– eletronicamente ou outro método qualquer
PROGRAMA DE INSEMINAÇÃO
ARTIFICIAL
PREPARAÇÃO DOS ANIMAIS
- Preparação dos rufiões
PROGRAMA DE INSEMINAÇÃO
ARTIFICIAL
PREPARAÇÃO DOS ANIMAIS
• Nervosismo aumentado;
• Montando outras vacas;
• Vulva edemaciada;
• Lambendo outras vacas;
• Redução do consumo de
alimento;
• Parar quando montada
Clara descarga de muco
Muco seco na cauda;
• Pelos da base da cauda
arrepiados
Sinais gerais
(observe estas vacas de perto)
Sinais Evidentes (Planeje a IA)
Sinais de final de cio (registre dados)
SINAIS DE ESTRO
Região de deposição
do sêmen
Tuba
Uterina
• Falhas na detecção de estro;
• Momento de inseminação artificial (IA);
• Técnica de IA;
• Qualidade do sêmen;
• Desordens reprodutivas/ clínicas/metabólicas posparto;
• Outros fatores
PRINCIPAIS FATORES QUE AFETAM A
TAXA DE CONCEPÇÃO
• Diagnóstico de gestação final:
Deve ser realizado com 40 a 60 dias do final da
EM.
• Objetivos:
Tomada de decisão para descarte de matrizes e
reforma do rebanho
MANEJO DURANTE A ESTAÇÃO DE
MONTA
Eliminar as matrizes portadoras de defeitos
fenotípicos que se apresentarem vazias;
Eliminar todas as matrizes que tenham recusado a
cria ou com baixa habilidade materna;
Eliminar todas matrizes vazias que apresentarem
qualquer alteração do sistema genital ao exame
ginecológico;
SELEÇÃO PARA FERTILIDADE
• Por quê os arquivos são importantes?
Monitoramento de resultados;
• Bases essenciais para elaboração e
manutenção de bons arquivos;
• Simplicidade e eficiência;
MANTENDO ARQUIVOS PARA
REPRODUÇÃO
• Arquivos individuais de vacas;
• Fichas de coberturas para o rebanho;
• Ocorrência diária de primeiro cio;
• Inventário de sêmen;
• Comunicações para associação de criadores;
• Dados informatizados.
QUE TIPO DE ARQUIVOS DEVERIAM
SER MANTIDOS?
Estratégias para Aumentar a
eficiência Reprodutiva em Gado
de Corte
• Involução uterina (30 a 35 dias)
• Retorno da ciclicidade (CC)
• Ser detectada em estro
• Ser inseminada no momento certo, por inseminador
treinado e com sêmen de qualidade
O QUE POSSIBILITA A VACA FICAR
GESTANTE?
Aumenta a chance de ser obter 1 bezerro
por/vaca/ano
PORQUE É IMPORTANTE A VACA
FICAR GESTANTE NO INÍCIO DA
ESTAÇÃO DE MONTA?
BEZERROS MAIS PESADOS
MAIS TEMPO PARA RECUPERAÇÃO EC
• Diminuir a duração da EM
- indução de ciclicidade
- aumento do número de animais inseminados no início
da EM
• Concentrar da estação de parição
• Aumentar o número de bezerros produzidos por IA
• Produzir progênie mais pesada, mais velha e mais
• uniforme
VANTAGENS PARA ESTAÇÃO DE
MONTA
(MÉDIO PRAZO)
• Fêmeas que emprenham no início da EM, possuem
maiores chances de emprenhar na estação subsequente
Vantagens para o Rebanho (Longo Prazo)
• Bezerras nascidas no início da estação de parição
possuem maiores chances de permanecer no rebanho.
AUMENTA A LONGEVIDADE DA FÊMEA
NO REBANHO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
DEFINIR QUAL A ESTRATÉGIA A SER USADA –
METAS
MONITORAR CONSTANTEMENTE ESCORE
CORPORAL
ALCANÇAR ÍNDICES DE PRENHEZES ACIMA
DE 80% EM 90 DIAS DE ESTAÇÃO DE MONTA
DESMAMAR BEZERROS ACIMA DE 180 KG
ELIMINAR VACAS VAZIAS
CONCENTRAR PARTOS E MONTA EM CURTO
PERÍODO ( 90 )
Obrigado
pela atenção!

Manejo reprodutivo em gado de corte

  • 1.
    MANEJO REPRODUTIVO DEGADO DE CORTE AIRLA SILVA SOUSA ALEXANDRE DE SOUZA ERIKA SOARES GOMES FABRICIO DO CARMO FARIAS LÍVIA TÁLITA DA SILVA CARVALHO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE CAPANEMA CURSO DE GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA CAPANEMA (PA) 2015 PROF. EBSON PEREIRA CÂNDIDO
  • 2.
    INTRODUÇÃO A pecuária decorte é dividida em três fases: cria, recria e engorda. a escolha e adoção das tecnologias envolvem a relação custo-benefício Os investimentos na fase de cria são elevados
  • 3.
    EFICIÊNCIA REPRODUTIVA INFLUENCIADA PORMUITOS FATORES: DETECÇÃO DE ESTRO; DIAS PARA O PRIMEIRO SERVIÇO; % CONCEPÇÃO; % ABORTOS; ESTADO DE SAÚDE; TAXA DE DESCARTE; NUTRIÇÃO; DESCONHECIDAS.
  • 4.
    COMO A BAIXAEFICIÊNCIA REPRODUTIVA PODE AFETAR A LUCRATIVIDADE? REDUÇÃO DO PROGRESSO GENÉTICO; ELEVAÇÃO DOS CUSTOS DE REPOSIÇÃO; PROVÊ MENOR NÚMERO DE BEZERROS COMERCIALIZAÇÃO. BAIXAS TAXAS DE CONCEPÇÃO ELEVAM AS DESPESAS COM SÊMEN E ASSISTÊNCIA VETERINÁRIA;
  • 5.
    O QUE FAZERPARA AUMENTAR A EFICIÊNCIA REPRODUTIVA ? CONHECER OS FATORES QUE AFETAM A EFICIÊNCIA REPRODUTIVA; MANTER UM BANCO DE DADOS FUNCIONAL E PROCEDER ANÁLISE DE RESULTADOS CONTINUAMENTE; DEFINIR OBJETIVOS E CONCENTRAR ENERGIA EM PONTOS DE PROBLEMA;
  • 6.
    ÍNDICES ZOOTÉCNICOS % DEPRENHEZ, % NASCIMENTO, % DESMAMA % MORTALIDADE KG DE BEZERRO DESMAMADO/HA/ANO IDADE E PESO DA FÊMEA AO PRIMEIRO PARTO PROPORÇÃO TOURO:VACA
  • 7.
    ESTRATÉGIAS PARA AUMENTARA EFICIÊNCIA REPRODUTIVA Manejo reprodutivo Nutrição Presença do bezerro Touro/IA
  • 8.
     Sistema deMonta mais primitivo. • Nascimentos se distribuem em vários meses. • Nascimentos em épocas inadequadas. ESTAÇÃO DE MONTA
  • 9.
    • O estabelecimentode uma estação de monta de curta duração é uma das decisões mais importantes do manejo reprodutivo e de maior impacto na fertilidade do rebanho. • Redução da duração da estação de monta melhoria na fertilidade e produtividade do rebanho, fica mais fácil identificar as matrizes de melhor desempenho produtivo. ESTAÇÃO DE MONTA
  • 10.
    • Sincroniza asdemais atividades de manejo; • Estabelecer a desmama; • Permite que o período de maior exigência nutricional coincida com o de maior disponibilidade de forrageiras de melhor qualidade, para eliminar ou reduzir a necessidade de alguma forma de suplementação alimentar. ESTAÇÃO DE MONTA VANTAGENS:
  • 11.
    • Formar lotesuniformes (desmama, recria, animais para reprodução, abate); • Facilitar manejo (concentração de tarefas); • Otimizar descarte de fêmeas visando a melhoria da fertilidade do rebanho. • Otimizar a utilização de touros de alta capacidade reprodutiva gerando maior número de descendentes; ESTAÇÃO DE MONTA
  • 12.
    • Época doano É determinada em função da melhor época de nascimento dos bezerros e do período de maior exigência nutricional do rebanho de matrizes. • Duração ESTAÇÃO DE MONTA
  • 13.
    •Vacas Adultas Duração: 90 dias ou menos; •Novilhas  No máximo 45 dias •Idade à primeira concepção: Determinada pelo produto: peso x idade x genética; Gado Zebu: 24-36 meses Gado Cruzado: 14-24 meses IMPLANTAÇÃO DA ESTAÇÃO DE MONTA
  • 14.
    • Separação dascategorias: - Novilhas; - Primíparas; - Multíparas; • Evitar mudanças bruscas (monta o ano inteiro); • Primeiro ano  6 meses ; • Anos seguintes  redução gradual ajustando o período para a meta estabelecida; IMPLANTAÇÃO DA ESTAÇÃO DE MONTA
  • 15.
    DESAFIOS DA ESTAÇÃODE MONTA Condição corporal (CC), Escore de Condição Corporal (ECC) ou Escore corporal (EC)
  • 16.
    • Avaliação subjetiva,rápida e prática, maneira simples de avaliar estado nutricional (quantidade de gordura depositada) • Ferramenta muito útil no manejo reprodutivo, • Permite avaliar o estado nutricional do rebanho em determinado período. CONDIÇÃO CORPORAL DAS VACAS
  • 17.
    • Faz umapredição da reserva energética dos animais (músculos e gordura) • Corrige o manejo nutricional a tempo, para que os animais tenham condições mínimas no momento desejado. • As fêmeas que tiverem melhor condição corporal no terço final da gestação irão apresentar cio mais cedo. CONDIÇÃO CORPORAL DAS VACAS
  • 18.
    • Treinamento inicial:dividir em 3 lotes – Magras, Moderadas ,Gordas • Depois refina-se a técnica e distribui valores de 1 a 9 • Escala de 1 a 9: americana – Ciclo estral se mantém quando CC ao parto é > ou = 4 – Meta: manter próximo a 5 – Bons índices reprodutivos: parto com CC entre 5 e 7 CONDIÇÃO CORPORAL DAS VACAS
  • 19.
    • avaliação deveser realizada na época da desmama (abril/maio), início do período da seca, assim as fêmeas prenhes que estiverem muito magras (escore abaixo de 4) devem receber uma suplementação para que atinjam escore 5 a 6 ao parto. CONDIÇÃO CORPORAL DAS VACAS
  • 20.
  • 21.
    CONDIÇÃO CORPORAL DASVACAS X PORCENTAGEM DE CIO
  • 22.
  • 23.
  • 24.
    SISTEMAS DE ACASALAMENTO MONTACONTROLADA OU DIRIGIDA MONTA EM CAMPO INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL
  • 25.
    • Touro separadodas matrizes • Quando detecta cio matriz é conduzida junto ao touro • Menor desgaste do touro • Aumenta relação touro:vaca e condução dos animais para a monta – Maior trabalho na identificação de cio Utilizado quando se deseja conhecer a paternidade SISTEMAS DE ACASALAMENTO MONTA CONTROLADA OU DIRIGIDA
  • 26.
    • Touro permanecejunto com fêmea durante toda EM Acasalamento múltiplo: vários touros > desgaste do touro- > no cobrições/fêmea < mão de obra e > taxa de concepção Acasalamento simples: 1 touro por lote < custo Dispensa identificação de cio SISTEMAS DE ACASALAMENTO MONTA EM CAMPO
  • 27.
    • Patrimônio genéticoadequado àsmetas; • Identificação de cio eficiente mesmo sob alta pressão de vaca; • Alta capacidade de serviço seletiva; • Altas taxas de gestação em baixas proporções de touro:vaca O QUE PROCURAMOS EM UM TOURO?
  • 28.
  • 29.
    Tamanho corporal /idade Atributosde agressão da espécie Força Experiência social DOMINÂNCIA SOCIAL CRITÉRIOS
  • 30.
    Na formação doslotes de fêmeas para reprodução: definir lotes por categoria, evitando assim comprometer o acasalamento das novilhas pela interferência de fêmeas mais velhas FORMAÇÃO DE LOTES
  • 31.
    Aprendizado Touros jovens empasto onde havia vacas em cio Fotos: Dr. Júlio César de Souza,2003 / UFPR
  • 32.
    Efeitos da HierarquiaSocial dois touros jovens disputando vaca em cio
  • 33.
    • A formaçãodos lotes de touros que irão trabalhar juntos deve ser feita com antecedência, ainda que vários grupos sejam mantidos na mesma invernada. Evitar misturar indivíduos de raças ou idades diferentes ou touros mochos ou não. FORMAÇÃO DE LOTES
  • 34.
    COMPONENTES SOCIAIS QUE INTERFEREMNA REPRODUÇÃO APRENDIZADO HIERARQUIA SOCIAL; FORMAÇÃO DE LOTES
  • 35.
    . FATORES AMBIENTAIS QUE INTERFEREMNA EFICIÊNCIA REPRODUTIVA CLIMA MANEJO
  • 36.
    ESTRESSE POR CALORX MACHO BOVINO
  • 37.
  • 38.
    • Diminuir custode manutenção e explorar melhor o investimento feito em patrimônio genético RACIONALIZAÇÃO DO USO DE TOURO QUAL A VANTAGEM?
  • 39.
    Europeus: De corte: 1:25a 1:40 Zebu: 1:30 a 1:80 PROPORÇÃO TOURO:VACA
  • 40.
    TAXA DE PRENHEZOBSERVADA EM DIFERENTES LOCAIS DEPRODUÇÃO DE GADO DE CORTE UTILIZANDO-SE VARIADAS PROPORÇÕES TOURO:VACA.
  • 41.
    • Definida pelascondições ambientais; • Padrão comportamental da raça a ser utilizada; • Raça do touro; • Idade e experiência sexual; • Condição corporal da vacada; PROPORÇÃO TOURO:VACA
  • 42.
    • Utilizar tourosavaliados • Andrologicamente; • Sanitariamente • Comportamento ( Testes e a campo) • Formar lotes homogêneos: • Touros jovens: devem ser criados com contato social mantidos juntos aqueles que trabalharão juntos MANEJO DO TOURO
  • 43.
    • Condição corporaldo touro; • Comportamento sexual; • Perímetro escrotal e qualidade de sêmen; • Alterações clínicas específicas ou não; • Categoria e condição corporal das fêmeas; • Tamanho e topografia da invernada; • Inadaptação climática: estresse térmico. FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR O POTENCIAL DE COBERTURA
  • 44.
  • 45.
  • 46.
    • –Obtenção deanimais geneticamente superiores em um menor espaço de tempo • -Maior produção de leite e carne • –Redução na transmissão de doenças • –Diminuição das chances de partos distócicos • –Menor risco de acidentes para os funcionários Vantagens
  • 47.
    •–Investimento inicial •–Necessidade depessoal capacitado •–Necessidade de instalações básicas •–Necessidade de maior cuidado na •observação de cio Desvantagens
  • 48.
    • Infra-estrutura/instalações; Mão-de-obra operacional/gerencial; PROGRAMADE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DA PROPRIEDADE
  • 49.
    Disponibilidade de alimentos; Disponibilidadepara investimentos. PROGRAMA DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL
  • 50.
    Escolha dos animais; Separaçãodas categorias; Avaliação ginecológica; PROGRAMA DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL PREPARAÇÃO DOS ANIMAIS
  • 51.
    • Identificação Deve serfeita a identificação dos animais com: – Marca com ferro quente (a fogo), – tatuagem, – brincos, – correntes, – eletronicamente ou outro método qualquer PROGRAMA DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL PREPARAÇÃO DOS ANIMAIS
  • 52.
    - Preparação dosrufiões PROGRAMA DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL PREPARAÇÃO DOS ANIMAIS
  • 53.
    • Nervosismo aumentado; •Montando outras vacas; • Vulva edemaciada; • Lambendo outras vacas; • Redução do consumo de alimento; • Parar quando montada Clara descarga de muco Muco seco na cauda; • Pelos da base da cauda arrepiados Sinais gerais (observe estas vacas de perto) Sinais Evidentes (Planeje a IA) Sinais de final de cio (registre dados) SINAIS DE ESTRO
  • 58.
    Região de deposição dosêmen Tuba Uterina
  • 59.
    • Falhas nadetecção de estro; • Momento de inseminação artificial (IA); • Técnica de IA; • Qualidade do sêmen; • Desordens reprodutivas/ clínicas/metabólicas posparto; • Outros fatores PRINCIPAIS FATORES QUE AFETAM A TAXA DE CONCEPÇÃO
  • 60.
    • Diagnóstico degestação final: Deve ser realizado com 40 a 60 dias do final da EM. • Objetivos: Tomada de decisão para descarte de matrizes e reforma do rebanho MANEJO DURANTE A ESTAÇÃO DE MONTA
  • 61.
    Eliminar as matrizesportadoras de defeitos fenotípicos que se apresentarem vazias; Eliminar todas as matrizes que tenham recusado a cria ou com baixa habilidade materna; Eliminar todas matrizes vazias que apresentarem qualquer alteração do sistema genital ao exame ginecológico; SELEÇÃO PARA FERTILIDADE
  • 62.
    • Por quêos arquivos são importantes? Monitoramento de resultados; • Bases essenciais para elaboração e manutenção de bons arquivos; • Simplicidade e eficiência; MANTENDO ARQUIVOS PARA REPRODUÇÃO
  • 63.
    • Arquivos individuaisde vacas; • Fichas de coberturas para o rebanho; • Ocorrência diária de primeiro cio; • Inventário de sêmen; • Comunicações para associação de criadores; • Dados informatizados. QUE TIPO DE ARQUIVOS DEVERIAM SER MANTIDOS?
  • 64.
    Estratégias para Aumentara eficiência Reprodutiva em Gado de Corte
  • 65.
    • Involução uterina(30 a 35 dias) • Retorno da ciclicidade (CC) • Ser detectada em estro • Ser inseminada no momento certo, por inseminador treinado e com sêmen de qualidade O QUE POSSIBILITA A VACA FICAR GESTANTE?
  • 66.
    Aumenta a chancede ser obter 1 bezerro por/vaca/ano PORQUE É IMPORTANTE A VACA FICAR GESTANTE NO INÍCIO DA ESTAÇÃO DE MONTA? BEZERROS MAIS PESADOS MAIS TEMPO PARA RECUPERAÇÃO EC
  • 67.
    • Diminuir aduração da EM - indução de ciclicidade - aumento do número de animais inseminados no início da EM • Concentrar da estação de parição • Aumentar o número de bezerros produzidos por IA • Produzir progênie mais pesada, mais velha e mais • uniforme VANTAGENS PARA ESTAÇÃO DE MONTA (MÉDIO PRAZO)
  • 68.
    • Fêmeas queemprenham no início da EM, possuem maiores chances de emprenhar na estação subsequente Vantagens para o Rebanho (Longo Prazo) • Bezerras nascidas no início da estação de parição possuem maiores chances de permanecer no rebanho. AUMENTA A LONGEVIDADE DA FÊMEA NO REBANHO
  • 69.
    CONSIDERAÇÕES FINAIS DEFINIR QUALA ESTRATÉGIA A SER USADA – METAS MONITORAR CONSTANTEMENTE ESCORE CORPORAL ALCANÇAR ÍNDICES DE PRENHEZES ACIMA DE 80% EM 90 DIAS DE ESTAÇÃO DE MONTA DESMAMAR BEZERROS ACIMA DE 180 KG
  • 70.
    ELIMINAR VACAS VAZIAS CONCENTRARPARTOS E MONTA EM CURTO PERÍODO ( 90 )
  • 71.