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PANORAMA GERAL DA SUINOCULTURA BRASILEIRA
Iuri Pinheiro Machado
Patos de Minas - MG
SUINOCULTURA BRASILEIRA
• 1,65 Milhão de Matrizes Tecnificadas
• 3,49 Milhões de Toneladas de Carne
2012
• 1,49 Bilhão de Dólares em
Exportações 2012
• Mais de 40.000 Produtores
• 1 Milhão de Empregos na Cadeia
• 4º Maior Prod. e 4º Maior Exp.
Mundial de Carne Suína
SC - 420.000
RS - 290.000
PR - 270.000
MG - 241.490
SP - 120.000
MT - 110.000
GO - 100.000
MS - 51.749
ES - 18.660
DF - 11.000
CE - 8.000
BA - 6.000
Outros – 7.101
Total = 1.654.000
DISTRIBUIÇÃO DO PLANTEL TECNIFICADO DE
MATRIZES SUÍNAS NO BRASIL
Sudeste - 381 mil matrizes
Centro-Oeste - 273 mil matrizes
Sul - 980 mil matrizes
Nordeste - 18 mil matrizes
Norte – 2 mil matrizes
Fonte: Pesquisa Trimestral de Abate de Animais do IBGE, 2011; e previsão ABCS 2015.
EVOLUÇÃO DO ABATE INSPECIONADO
DE SUÍNOS NO BRASIL (MIL CAB.)
16.000
18.000
20.000
22.000
24.000
26.000
28.000
30.000
32.000
34.000
36.000
38.000
40.000
42.000
2006 2007 2008 2009 2010 2011 2015
P
R
E
V
I
S
Ã
O
A
B
C
S
Fonte: ABIPECS, 2011.
EVOLUÇÃO DA EXPORTAÇÃO BRASILEIRA DE
CARNE SUÍNA (MIL TON.)
300
350
400
450
500
550
600
650
700
2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
528
607
529
608
540
520
580
DESTINOS DA EXPORTAÇÃO BRASILEIRA DE
CARNE SUÍNA EM 2012
Fonte: ABIPECS, 2013.
DESTINO DA PRODUÇÃO BRASILEIRA DE
CARNE SUÍNA EM 2012
Fonte: ABIPECS, 2013.
16%
84%
Exportação
Mercado Interno
CONSUMO PER CAPITA DE CARNE SUÍNA NO BRASIL
(KG/HAB./ANO)
Fonte: ABCS 2013.
2006 2007 2008 2009 2010 2011 2015
13.3
13 13.2
13.7
14.4
15.1 18
METAABCS
O CONSUMO DE CARNES – BRASIL X MUNDO
42.0
30.8
27.0
15.5
39.5
45.0
0.0
10.0
20.0
30.0
40.0
50.0
Suíno Aves Bovino
%doconsumo
Mundial Brasileiro
(Adaptado de Braun, 2007).
O CONSUMO DE CARNE SUÍNA NO BRASIL
83 % da carne suína brasileira é consumida internamente;
Dinamarca - 75 kg per capita
Brasil – 18 kg per capita
Espanha - 66 kg per capita
Alemanha - 58 kg per capita
Sul e Sudeste
20 kg per capita
Nordeste e Centro Oeste
4 kg per capita
CADEIA PRODUTIVA DA SUINOCULTURA
Sistema de
apoio
Fornecedores de
Insumos
transportadores
Subsistema de
produção da
materia prima
Granjas
Subsistema de
industrialização
1ª transformaç
2ª transformaç
Subsistema de
Comercialização
Atacadista
Exportador
Varejista
Empresas de alim.
coletiva
Subsistema
Consumo
Consumidor
final
CONHECENDO E COMBATENDO OS
MITOS DA SUINOCULTURA
1960
45 a 46 % de carne magra
5 a 6 cm de Esp. Toicinho
HOJE
60 a 65 % de carne magra
0,8 a 1,2 de Esp. Toicinho
EVOLUÇÃO DO SUÍNOS NAS ÚLTIMAS DÉCADAS ...
MENOS COLESTEROL E MENOS GORDURA
Hoje
1970
POR QUE O SUÍNO EMAGRECEU?
• Gordura vegetal (década de 1950)
• Suíno tipo banha menor eficiência alimentar (2,5 vezes
mais energia para depositar gordura = custo)
• Aproveitamento das carcaças na indústria
• Mercado consumidor exigindo menos gordura
• Melhoramento genético
• Nutrição
• Sanidade
• Manejo
• Instalações
COMO O SUÍNO EVOLUIU NOS ÚLTIMOS ANOS ?
MELHORAMENTO GENÉTICO
Seleção para carne magra e cortes nobres (pernil, lombo)
Linha Macho Linha Fêmea
A X A B x B Núcleos C x C D x D
A X B Multiplicadoras C X D
AB x CD
Rebanhos comerciais
ABCD
Animais de abate
ESTRUTURA DE PRODUÇÃO (CRUZAMENTOS)
Linha Macho
• Ganho de Peso (GPD)
• Conversão Alimentar (CA)
• Rendimento cortes nobres (pernil, paleta, lombo)
• Espessura de Toucinho (carne magra)
• Qualidade da carcaça e da carne
ESTRUTURA DE PRODUÇÃO (LINHAS DE SELEÇÃO)
Linha Fêmea
• Prolificidade
• Habilidade materna
• Características de carcaça
• GPD, CA
ESTRUTURA DE PRODUÇÃO (LINHAS DE SELEÇÃO)
• Seleção para carne magra melhoria na conversão alimentar
• Evolução rápida, pois o ciclo é rápido em relação à outras
espécies (bovino)
• Mito absurdo: uso de hormônios
MELHORAMENTO GENÉTICO
POR QUE NÃO SE USA HORMÔNIOS PARA MELHORAR O
CRESCIMENTO DE SUÍNOS?
• Porque é proibido por Lei no Brasil
• Não existem produtos específicos para suínos
• É anti econômico
INSTALAÇÕES CONTROLADAS
• Biossegurança
• Automação
• Climatização
• Limpeza
• Bem estar animal
BIOSSEGURANÇA NA PRODUÇÃO
RASTREABILIDADE E CONTROLE DE TODA A
CADEIA DE PRODUÇÃO
• TODAS as granjas produtoras de reprodutores são
certificadas pelo MAPA (GRSC) – controle de doenças e
de boas práticas de produção;
• Todas as fábricas de ração comerciais são certificadas
pelo MAPA com BPF e controle de uso de produtos;
• Inspeção ao abate para garantir sanidade da carne (SIF,
SIE e SIM)
MITO
TENÍASE E CISTICERCOSE
CISTICERCOSE É TRANSMITIDA SOMENTE DO HOMEM
PARA O HOMEM (FEZES)
TENÍASE (VERMINOSE) SOMENTE PELA CARNE DE ANIMAIS
QUE TENHAM CONTATO COM FEZES HUMANAS
Quando há riscos reais para o homem?
CISTICERCOSE:
Ingestão de alimentos (verduras) contaminadas com dejetos
humanos
TENÍASE:
Ingestão de carne mal cozida, não fiscalizada, de animais que
ingeriram fezes humanas
TENÍASE E CISTICERCOSE
MITO DA CISTICERCOSE E TENÍASE NA SUINOCULTURA
• Nas condições atuais de criação de suínos é praticamente
impossível a ocorrência de cisticercose nos rebanhos, pois
não há contato dos animais com fezes humanas.
• Praticamente toda carne suína consumida no Brasil e
vendida no varejo é fiscalizada.
Vantagens e limitações da
criação de suínos no Brasil
VANTAGENS DA CRIAÇÃO DE SUÍNOS
• Mercado interno em crescimento
• Cadeia produtiva consolidada
• Linhas de crédito disponíveis (necessárias garantias e
contrato de venda)
VANTAGENS DA CRIAÇÃO
Disponibilidade e acesso à tecnologia de
ponta em todas as fases da produção:
• Genética;
• Nutrição;
• Sanidade;
• Manejo;
• Instalações;
• Equipamentos;
LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO
• Momentos de crise: desequilíbrio
entre o custo de produção e o preço
de venda.
– Sistema de ciclo completo tem até
80% do seu custo relacionado a
alimentação dos suínos;
Não há cultura de uso de
alternativos
VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO
• 80% do custo relacionado à alimentação dos animais:
– quebras de safra;
– aumento das exportações de grãos;
– concorrência de outras atividades pela demanda de
insumos;
– distância do local de produção dos grãos;
VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO
• O preço de venda dos suínos:
– é determinado por questões internas,
relacionadas principalmente à renda
da população;
– concorrência com outras carnes
– questões externas, como a eventual redução das exportações,
resultando em colocação do excedente no mercado interno,
aumentando a oferta e reduzindo o preço;
VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO
• A mão de obra brasileira sempre foi vista como uma das
vantagens competitivas do país. Entretanto...
Crescimento
econômico e menor
desemprego
Migração da
população para
áreas urbanas
Produção em áreas
sem tradição na
atividade
Baixa disponibilidade de mão de obra para trabalhar em granjas
VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO
• Baixa disponibilidade de mão de obra para trabalhar em
granjas
o automação cada vez maior e a ampliação do tamanho
das unidades de produção, buscando ganhos de
escala para otimizar a escassa mão de obra e o custo
dos equipamentos.
VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO
• Destinação de dejetos
o Tanto a legislação, quanto a fiscalização e a própria
consciência dos produtores garantem, na maioria das
vezes, a adequada destinação dos dejetos;
o A implantação, continuidade ou ampliação de um
estabelecimento suinícola deve ter como primeira
preocupação a correta destinação de todos os resíduos.
o Em algumas regiões, já é fator limitante!
Perfil do produtor
PERFIL DO PRODUTOR DE SUÍNOS
• Bastante variável, de acordo com a região do país
(empresarial x familiar);
• Atividade familiar x baixa rentabilidade;
• Do ponto de vista das relações de mercado:
– suinocultura independente;
– suinocultura integrada.
PERFIL DO PRODUTOR DE SUÍNOS
• Integrados
– os produtores se responsabilizam, mediante contratos,
por toda a condução da atividade em sua propriedade
rural com instalações, energia, água e mão de obra
próprias;
• Dependendo do tipo de contrato, o integrado também
se responsabiliza pelos custos e riscos da produção,
insumos veterinários, água e ração. Parte destes
insumos pode ser custeada pela agroindústria.
INTEGRADO X INDEPENDENTE
• Os produtores independentes, quando comparados com os
integrados, estão muito mais expostos às variações no
mercado, tanto no preço de venda dos suínos quanto no
custo de produção.
– O preço de venda do mercado independente do Brasil
tem sido regulado pelas Bolsas de comercialização de
suínos de SP e BH, enquanto que a referência do preço
do suíno das Agroindústrias é o Sindicarnes (de SC).
INTEGRADO X INDEPENDENTE
• Outra questão que pode determinar a escolha entre ser
independente ou integrado é a capacidade do produtor
para investimento e custeio e o grau de risco a que o
mesmo quer se submeter.
INTEGRADO X INDEPENDENTE
• “Qual a melhor opção para o produtor, ser independente
ou integrado?”
(Coser,2010)
O DESAFIO DA SUINOCULTURA INDEPENDENTE
• É preciso que o produtor conduza a atividade de forma
empresarial.
NÃO HÁ MAIS ESPAÇO
PARA SERMOS
SIMPLÓRIOS!
O DESAFIO DA SUINOCULTURA INDEPENDENTE
• administrar profissionalmente o negócio, com gestão
zootécnica e financeira;
• realizar planejamento estratégico de médio e longo prazos,
antevendo os diferentes cenários de mercado;
• aplicar parte dos lucros em ativos com boa liquidez para
posterior “socorro” à atividade quando em épocas de crise
(alto custo de produção e/ou baixo preço de venda);
O DESAFIO DA SUINOCULTURA INDEPENDENTE
• buscar a constante melhoria da produtividade e redução de
custos;
• buscar ganhos de escala através do aumento da própria
produção ou do associativismo;
• realizar contratos de compra e estocagem dos insumos,
buscando reduzir o impacto da sazonalidade (preço safra x
entressafra).
SUSTENTABILIDADE
SUSTENTABILIDADE
• o conceito tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos
recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes
não pode comprometer a satisfação das necessidades das
gerações futuras;
– o desenvolvimento humano;
– integração ecológica, econômica, política, tecnológica e de sistemas
sociais;
– conexão entre objetivos sócio-políticos, econômicos e ambientais;
– eqüidade;
– prudência ecológica;
– segurança em relação à saúde e qualidade de vida.
• Ambiental
– Na região Centro oeste, onde a suinocultura mais tem se expandido no
Brasil, a topografia e a dimensão das propriedades permitem uma
facilidade na utilização adequada dos dejetos.
– A fertirrigação em lavouras e pastagens é uma técnica amplamente
difundida e que possibilita reduzir custos de produção de outras
atividades da fazenda.
– Biodigestores proporcionam redução significativa da emissão de gases
de efeito estufa e possibilitam a redução do consumo de energia com o
aproveitamento do biogás para este fim.
SUSTENTABILIDADE NA SUINOCULTURA
FERTIRRIGAÇÃO: INSUMO PARA OUTRAS ATIVIDADES
(PASTAGENS)
FERTIRRIGAÇÃO: INSUMO PARA OUTRAS ATIVIDADES
(LAVOURAS)
Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
• biodigestores
• mitigação e queima de metano
MDL NA SUINOCULTURA
MDL = BIODIGESTORES
Queima do gás metano = redução gases de efeito estufa em
mais de 20 vezes
GERAÇÃO DE ENERGIA A PARTIR DO BIOGÁS
01 granja de 500 matrizes (CC) = 15.000 kwh/mês
• Social
– A importância social da suinocultura é muito grande, especialmente
na região sul do país, ela se localiza em grande parte, nas
pequenas propriedades. Estima-se que 2,7 milhões de pessoas
estejam envolvidas na produção de suínos do Brasil.
– Como atividade geradora de ocupação de mão de obra, é
imensurável. Cada kg produzido a mais de suíno, implica na
produção de mais de 2,5 kg de alimentos que compõem as rações.
SUSTENTABILIDADE NA SUINOCULTURA
• Econômica
– O consumo de carnes cresce no mundo e as fronteiras agrícolas da
maioria dos países grandes produtores estão esgotadas: limitação de
áreas para expansão da atividade agropecuária e aptas a receberem os
dejetos;
– O País tem 18% das terras agricultáveis do Planeta e, dos 290 milhões
de hectares aptos para agricultura, ocupa menos de 50 milhões.
– Além disso, temos água (também já falta em muitos países) clima
privilegiado, abundante produção de grãos (com amplas possibilidades
de expansão) e material humano de qualidade.
SUSTENTABILIDADE NA SUINOCULTURA
• Econômica
– A suinocultura agrega valor a outras cadeias de produção
(milho e soja), consorcia-se com outras atividades
agropecuárias (fertirrigação), gera empregos, renda e divisas
para o país. É fundamental, entretanto, que o crescimento da
atividade seja programado e controlado, de forma a manter o
equilíbrio entre a demanda e a oferta, considerando o
consumo interno e as exportações.
SUSTENTABILIDADE NA SUINOCULTURA
ASSUNTOS EM PAUTA!
• Aumento do consumo interno (carne in natura);
• Biossseguridade e sanidade;
• Uso de medicamentos;
• Bem estar animal;
• Preservação ambiental;
MUITO OBRIGADO PELA ATENÇÃO!
Iuri Pinheiro Machado
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Aula 1 panorama_geral_da_suinocultura_brasileira

  • 1. PANORAMA GERAL DA SUINOCULTURA BRASILEIRA Iuri Pinheiro Machado Patos de Minas - MG
  • 2. SUINOCULTURA BRASILEIRA • 1,65 Milhão de Matrizes Tecnificadas • 3,49 Milhões de Toneladas de Carne 2012 • 1,49 Bilhão de Dólares em Exportações 2012 • Mais de 40.000 Produtores • 1 Milhão de Empregos na Cadeia • 4º Maior Prod. e 4º Maior Exp. Mundial de Carne Suína
  • 3. SC - 420.000 RS - 290.000 PR - 270.000 MG - 241.490 SP - 120.000 MT - 110.000 GO - 100.000 MS - 51.749 ES - 18.660 DF - 11.000 CE - 8.000 BA - 6.000 Outros – 7.101 Total = 1.654.000 DISTRIBUIÇÃO DO PLANTEL TECNIFICADO DE MATRIZES SUÍNAS NO BRASIL Sudeste - 381 mil matrizes Centro-Oeste - 273 mil matrizes Sul - 980 mil matrizes Nordeste - 18 mil matrizes Norte – 2 mil matrizes
  • 4. Fonte: Pesquisa Trimestral de Abate de Animais do IBGE, 2011; e previsão ABCS 2015. EVOLUÇÃO DO ABATE INSPECIONADO DE SUÍNOS NO BRASIL (MIL CAB.) 16.000 18.000 20.000 22.000 24.000 26.000 28.000 30.000 32.000 34.000 36.000 38.000 40.000 42.000 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2015 P R E V I S Ã O A B C S
  • 5. Fonte: ABIPECS, 2011. EVOLUÇÃO DA EXPORTAÇÃO BRASILEIRA DE CARNE SUÍNA (MIL TON.) 300 350 400 450 500 550 600 650 700 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 528 607 529 608 540 520 580
  • 6. DESTINOS DA EXPORTAÇÃO BRASILEIRA DE CARNE SUÍNA EM 2012 Fonte: ABIPECS, 2013.
  • 7. DESTINO DA PRODUÇÃO BRASILEIRA DE CARNE SUÍNA EM 2012 Fonte: ABIPECS, 2013. 16% 84% Exportação Mercado Interno
  • 8. CONSUMO PER CAPITA DE CARNE SUÍNA NO BRASIL (KG/HAB./ANO) Fonte: ABCS 2013. 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2015 13.3 13 13.2 13.7 14.4 15.1 18 METAABCS
  • 9. O CONSUMO DE CARNES – BRASIL X MUNDO 42.0 30.8 27.0 15.5 39.5 45.0 0.0 10.0 20.0 30.0 40.0 50.0 Suíno Aves Bovino %doconsumo Mundial Brasileiro (Adaptado de Braun, 2007).
  • 10. O CONSUMO DE CARNE SUÍNA NO BRASIL 83 % da carne suína brasileira é consumida internamente; Dinamarca - 75 kg per capita Brasil – 18 kg per capita Espanha - 66 kg per capita Alemanha - 58 kg per capita Sul e Sudeste 20 kg per capita Nordeste e Centro Oeste 4 kg per capita
  • 11. CADEIA PRODUTIVA DA SUINOCULTURA Sistema de apoio Fornecedores de Insumos transportadores Subsistema de produção da materia prima Granjas Subsistema de industrialização 1ª transformaç 2ª transformaç Subsistema de Comercialização Atacadista Exportador Varejista Empresas de alim. coletiva Subsistema Consumo Consumidor final
  • 12. CONHECENDO E COMBATENDO OS MITOS DA SUINOCULTURA
  • 13. 1960 45 a 46 % de carne magra 5 a 6 cm de Esp. Toicinho HOJE 60 a 65 % de carne magra 0,8 a 1,2 de Esp. Toicinho EVOLUÇÃO DO SUÍNOS NAS ÚLTIMAS DÉCADAS ...
  • 14. MENOS COLESTEROL E MENOS GORDURA Hoje 1970
  • 15. POR QUE O SUÍNO EMAGRECEU? • Gordura vegetal (década de 1950) • Suíno tipo banha menor eficiência alimentar (2,5 vezes mais energia para depositar gordura = custo) • Aproveitamento das carcaças na indústria • Mercado consumidor exigindo menos gordura
  • 16. • Melhoramento genético • Nutrição • Sanidade • Manejo • Instalações COMO O SUÍNO EVOLUIU NOS ÚLTIMOS ANOS ?
  • 17. MELHORAMENTO GENÉTICO Seleção para carne magra e cortes nobres (pernil, lombo)
  • 18. Linha Macho Linha Fêmea A X A B x B Núcleos C x C D x D A X B Multiplicadoras C X D AB x CD Rebanhos comerciais ABCD Animais de abate ESTRUTURA DE PRODUÇÃO (CRUZAMENTOS)
  • 19. Linha Macho • Ganho de Peso (GPD) • Conversão Alimentar (CA) • Rendimento cortes nobres (pernil, paleta, lombo) • Espessura de Toucinho (carne magra) • Qualidade da carcaça e da carne ESTRUTURA DE PRODUÇÃO (LINHAS DE SELEÇÃO)
  • 20. Linha Fêmea • Prolificidade • Habilidade materna • Características de carcaça • GPD, CA ESTRUTURA DE PRODUÇÃO (LINHAS DE SELEÇÃO)
  • 21. • Seleção para carne magra melhoria na conversão alimentar • Evolução rápida, pois o ciclo é rápido em relação à outras espécies (bovino) • Mito absurdo: uso de hormônios MELHORAMENTO GENÉTICO
  • 22. POR QUE NÃO SE USA HORMÔNIOS PARA MELHORAR O CRESCIMENTO DE SUÍNOS? • Porque é proibido por Lei no Brasil • Não existem produtos específicos para suínos • É anti econômico
  • 23. INSTALAÇÕES CONTROLADAS • Biossegurança • Automação • Climatização • Limpeza • Bem estar animal
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  • 32. RASTREABILIDADE E CONTROLE DE TODA A CADEIA DE PRODUÇÃO • TODAS as granjas produtoras de reprodutores são certificadas pelo MAPA (GRSC) – controle de doenças e de boas práticas de produção; • Todas as fábricas de ração comerciais são certificadas pelo MAPA com BPF e controle de uso de produtos; • Inspeção ao abate para garantir sanidade da carne (SIF, SIE e SIM)
  • 34. CISTICERCOSE É TRANSMITIDA SOMENTE DO HOMEM PARA O HOMEM (FEZES)
  • 35. TENÍASE (VERMINOSE) SOMENTE PELA CARNE DE ANIMAIS QUE TENHAM CONTATO COM FEZES HUMANAS
  • 36. Quando há riscos reais para o homem? CISTICERCOSE: Ingestão de alimentos (verduras) contaminadas com dejetos humanos TENÍASE: Ingestão de carne mal cozida, não fiscalizada, de animais que ingeriram fezes humanas TENÍASE E CISTICERCOSE
  • 37. MITO DA CISTICERCOSE E TENÍASE NA SUINOCULTURA • Nas condições atuais de criação de suínos é praticamente impossível a ocorrência de cisticercose nos rebanhos, pois não há contato dos animais com fezes humanas. • Praticamente toda carne suína consumida no Brasil e vendida no varejo é fiscalizada.
  • 38. Vantagens e limitações da criação de suínos no Brasil
  • 39. VANTAGENS DA CRIAÇÃO DE SUÍNOS • Mercado interno em crescimento • Cadeia produtiva consolidada • Linhas de crédito disponíveis (necessárias garantias e contrato de venda)
  • 40. VANTAGENS DA CRIAÇÃO Disponibilidade e acesso à tecnologia de ponta em todas as fases da produção: • Genética; • Nutrição; • Sanidade; • Manejo; • Instalações; • Equipamentos;
  • 41. LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO • Momentos de crise: desequilíbrio entre o custo de produção e o preço de venda. – Sistema de ciclo completo tem até 80% do seu custo relacionado a alimentação dos suínos; Não há cultura de uso de alternativos
  • 42. VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO • 80% do custo relacionado à alimentação dos animais: – quebras de safra; – aumento das exportações de grãos; – concorrência de outras atividades pela demanda de insumos; – distância do local de produção dos grãos;
  • 43. VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO • O preço de venda dos suínos: – é determinado por questões internas, relacionadas principalmente à renda da população; – concorrência com outras carnes – questões externas, como a eventual redução das exportações, resultando em colocação do excedente no mercado interno, aumentando a oferta e reduzindo o preço;
  • 44. VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO • A mão de obra brasileira sempre foi vista como uma das vantagens competitivas do país. Entretanto... Crescimento econômico e menor desemprego Migração da população para áreas urbanas Produção em áreas sem tradição na atividade Baixa disponibilidade de mão de obra para trabalhar em granjas
  • 45. VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO • Baixa disponibilidade de mão de obra para trabalhar em granjas o automação cada vez maior e a ampliação do tamanho das unidades de produção, buscando ganhos de escala para otimizar a escassa mão de obra e o custo dos equipamentos.
  • 46. VANTAGENS E LIMITAÇÕES DA CRIAÇÃO • Destinação de dejetos o Tanto a legislação, quanto a fiscalização e a própria consciência dos produtores garantem, na maioria das vezes, a adequada destinação dos dejetos; o A implantação, continuidade ou ampliação de um estabelecimento suinícola deve ter como primeira preocupação a correta destinação de todos os resíduos. o Em algumas regiões, já é fator limitante!
  • 48. PERFIL DO PRODUTOR DE SUÍNOS • Bastante variável, de acordo com a região do país (empresarial x familiar); • Atividade familiar x baixa rentabilidade; • Do ponto de vista das relações de mercado: – suinocultura independente; – suinocultura integrada.
  • 49. PERFIL DO PRODUTOR DE SUÍNOS • Integrados – os produtores se responsabilizam, mediante contratos, por toda a condução da atividade em sua propriedade rural com instalações, energia, água e mão de obra próprias; • Dependendo do tipo de contrato, o integrado também se responsabiliza pelos custos e riscos da produção, insumos veterinários, água e ração. Parte destes insumos pode ser custeada pela agroindústria.
  • 50. INTEGRADO X INDEPENDENTE • Os produtores independentes, quando comparados com os integrados, estão muito mais expostos às variações no mercado, tanto no preço de venda dos suínos quanto no custo de produção. – O preço de venda do mercado independente do Brasil tem sido regulado pelas Bolsas de comercialização de suínos de SP e BH, enquanto que a referência do preço do suíno das Agroindústrias é o Sindicarnes (de SC).
  • 51. INTEGRADO X INDEPENDENTE • Outra questão que pode determinar a escolha entre ser independente ou integrado é a capacidade do produtor para investimento e custeio e o grau de risco a que o mesmo quer se submeter.
  • 52. INTEGRADO X INDEPENDENTE • “Qual a melhor opção para o produtor, ser independente ou integrado?” (Coser,2010)
  • 53. O DESAFIO DA SUINOCULTURA INDEPENDENTE • É preciso que o produtor conduza a atividade de forma empresarial. NÃO HÁ MAIS ESPAÇO PARA SERMOS SIMPLÓRIOS!
  • 54. O DESAFIO DA SUINOCULTURA INDEPENDENTE • administrar profissionalmente o negócio, com gestão zootécnica e financeira; • realizar planejamento estratégico de médio e longo prazos, antevendo os diferentes cenários de mercado; • aplicar parte dos lucros em ativos com boa liquidez para posterior “socorro” à atividade quando em épocas de crise (alto custo de produção e/ou baixo preço de venda);
  • 55. O DESAFIO DA SUINOCULTURA INDEPENDENTE • buscar a constante melhoria da produtividade e redução de custos; • buscar ganhos de escala através do aumento da própria produção ou do associativismo; • realizar contratos de compra e estocagem dos insumos, buscando reduzir o impacto da sazonalidade (preço safra x entressafra).
  • 57. SUSTENTABILIDADE • o conceito tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras; – o desenvolvimento humano; – integração ecológica, econômica, política, tecnológica e de sistemas sociais; – conexão entre objetivos sócio-políticos, econômicos e ambientais; – eqüidade; – prudência ecológica; – segurança em relação à saúde e qualidade de vida.
  • 58. • Ambiental – Na região Centro oeste, onde a suinocultura mais tem se expandido no Brasil, a topografia e a dimensão das propriedades permitem uma facilidade na utilização adequada dos dejetos. – A fertirrigação em lavouras e pastagens é uma técnica amplamente difundida e que possibilita reduzir custos de produção de outras atividades da fazenda. – Biodigestores proporcionam redução significativa da emissão de gases de efeito estufa e possibilitam a redução do consumo de energia com o aproveitamento do biogás para este fim. SUSTENTABILIDADE NA SUINOCULTURA
  • 59. FERTIRRIGAÇÃO: INSUMO PARA OUTRAS ATIVIDADES (PASTAGENS)
  • 60. FERTIRRIGAÇÃO: INSUMO PARA OUTRAS ATIVIDADES (LAVOURAS)
  • 61. Mecanismo de Desenvolvimento Limpo • biodigestores • mitigação e queima de metano MDL NA SUINOCULTURA
  • 62. MDL = BIODIGESTORES Queima do gás metano = redução gases de efeito estufa em mais de 20 vezes
  • 63.
  • 64. GERAÇÃO DE ENERGIA A PARTIR DO BIOGÁS 01 granja de 500 matrizes (CC) = 15.000 kwh/mês
  • 65. • Social – A importância social da suinocultura é muito grande, especialmente na região sul do país, ela se localiza em grande parte, nas pequenas propriedades. Estima-se que 2,7 milhões de pessoas estejam envolvidas na produção de suínos do Brasil. – Como atividade geradora de ocupação de mão de obra, é imensurável. Cada kg produzido a mais de suíno, implica na produção de mais de 2,5 kg de alimentos que compõem as rações. SUSTENTABILIDADE NA SUINOCULTURA
  • 66. • Econômica – O consumo de carnes cresce no mundo e as fronteiras agrícolas da maioria dos países grandes produtores estão esgotadas: limitação de áreas para expansão da atividade agropecuária e aptas a receberem os dejetos; – O País tem 18% das terras agricultáveis do Planeta e, dos 290 milhões de hectares aptos para agricultura, ocupa menos de 50 milhões. – Além disso, temos água (também já falta em muitos países) clima privilegiado, abundante produção de grãos (com amplas possibilidades de expansão) e material humano de qualidade. SUSTENTABILIDADE NA SUINOCULTURA
  • 67. • Econômica – A suinocultura agrega valor a outras cadeias de produção (milho e soja), consorcia-se com outras atividades agropecuárias (fertirrigação), gera empregos, renda e divisas para o país. É fundamental, entretanto, que o crescimento da atividade seja programado e controlado, de forma a manter o equilíbrio entre a demanda e a oferta, considerando o consumo interno e as exportações. SUSTENTABILIDADE NA SUINOCULTURA
  • 68. ASSUNTOS EM PAUTA! • Aumento do consumo interno (carne in natura); • Biossseguridade e sanidade; • Uso de medicamentos; • Bem estar animal; • Preservação ambiental;
  • 69. MUITO OBRIGADO PELA ATENÇÃO! Iuri Pinheiro Machado iuri@integrall.org