Learning Design conceitos e práticas Jaime Balbino Palestra proferida no Centro de Computação da  Universidade Estadual de Campinas em 17 de maio de 2007 O conteúdo pode ser citado e reproduzido livremente, desde que citados o autor, a data, o evento e o repositório primário deste arquivo.
Sobre o Palestrante Jaime Balbino Gonçalves da Silva Técnico em Eletrônica e Pedagogo pela Unicamp Especializado em gestão, metodologias e meios para Educação a Distância Consultor em automação do ensino Analista de Desenvolvimento na Profsat  -  TV Educativa Interativa Via Satélite Colunista no site  Dicas-L   ( http://www.dicas-l.com.br ) Pesquisador em Mobilidade em Educação  ( http://mobeduc.blogspot.com )
O que é Learning Design? Um novo conceito em EAD Uma forma de dar contextos pedagógicos a objetos de aprendizagem  Um padrão internacional para descrição de Unidades de Ensino Pode ser visto como: Um modelo educacional Uma linguagem de programação Um esquema em XML
Objetos de Aprendizagem Um passo importante para a estruturação do e-learning Permite organizar, armazenar e padronizar conteúdos educacionais Tornou-se padrão internacional “ Tudo” pode ser reduzido ao seu paradigma É interpretável pela máquina É reaproveitável, adaptável e reduz custos
Objetos de Aprendizagem As promessas de reuso não se confirmaram O paradigma da orientação a objetos em que se baseia nunca fez parte  de fato  da educação Catalogação de recursos educacionais  não é  sinônimo de pedagogia Limitado à instrução, não à aprendizagem. Apesar disso, eles NÃO morreram.
O Conceito “Learning Design” Learning Design nada mais é do que Planejamento Pedagógico Ele ocorre de maneira natural no ensino presencial e a distância O LD fornece uma estrutura semântica que torna possível registrar e processar metodologias e rotas de aprendizagem complexas Isto permite automatizar processos
A Unidade de Aprendizagem É uma peça coerente que fornece situações de aprendizagem aos alunos, cumprindo um ou mais  objetivos de ensino  inter-relacionados. Desta maneira, uma Unidade de Aprendizagem não pode ser “quebrada” em suas partes componentes sem perder seu sentido semântico, pragmático e sua capacidade de cumprir com os objetivos de ensino. Na prática podem-se ter Unidades de aprendizagem de todos os tipos, estilos e tamanhos: um curso, um programa de estudo, uma palestra, uma experiência, uma lição.. .
A Unidades de Aprendizagem Qualquer recurso ou grupo de recursos organizados metodologicamente para definir uma experiência ou processo de aprendizagem Não se resume aos recursos ou sua catalogação É obrigatório incorporar uma metodologia
papel atividade ambiente pessoa aprendiz facilitador ensino suporte objetos de aprendizagem serviços esquema de atividades realiza> usando> 1..
atividade pessoa objetivos pré-requisitos método peça ato script voltado para> condição propriedade <<usa>> papel ambiente realiza> usando> 1.. 1.. 1..
papel atividade ambiente pessoa notificação saída realiza > usando> <gatilho gera>
papel atividade ambiente pessoa notificação saída método peça ato script condição propriedade <<usa>> objetivos pré-requisitos voltado para> Elementos globais realiza > usando> <gatilho gera> 1.. 1.. 1..
aprendiz facilitador ensino suporte objetos de aprendizagem serviços esquema de atividades 1.. papel atividade ambiente pessoa realiza > usando> notificação saída <gatilho gera> método peça ato script condição propriedade <<usa>> 1.. 1.. 1.. objetivos pré-requisitos voltado para> Elementos globais A Unidade de Aprendizagem
 
Principais componentes do LD Title Learning Objective Prerequisites   Components Roles  ∞ Activities  ∞ Environments  ∞ Method Play  ∞ Act  ∞ Role-parts  ∞ Multi-player, Multi-recurso Coordenação Componentes do núcleo do LD
A Unidade de Aprendizagem Uma pessoa, em um ambiente de ensino, aprende ao desempenhar atividades, e ao receber algum retorno deste ambiente sobre sua realização. Um ambiente consiste, como em uma  peça de teatro , de um conjunto de objetos e/ou pessoas ( atores ) organizados de uma maneira particular, cada qual com suas funções e possibilidades de ação bem definidas ( papéis ). Quando uma pessoa aprende, ela está apta a (a) realizar as mesmas atividades de maneira melhor ou mais rápida ou, ainda, realizar novas atividades em situações similares; ou (b) realizar a mesma atividade em situações diferentes. Uma pessoa pode ser encorajada a realizar certas atividades quando: a atividade tem condições de ser realizada por esta pessoa, o ambiente necessário é propício e a pessoa está motivada.
Padrões Abertos em Educação Um professor cria conteúdos Adapta conteúdos para e-learning Implementa em uma plataforma de EAD Utiliza esses conteúdos em cursos Problema: mudou a plataforma, e agora? REFAZER PASSOS 2 E 3
Exemplo (fictício) do Ciclo de Vida de um curso produção / autoria narrativa planejamento modelagem recursos multimídia estratégias e recursos pedagógicos concepção
Exemplo (fictício) do Ciclo de Vida de um curso execução Ambiente Virtual de Aprendizagem suporte implementação tutoria recursos conteúdo avaliação
AUDITORIA
AUDITORIA produção / autoria narrativa planejamento modelagem recursos multimídia estratégias e recursos pedagógicos concepção execução Ambiente Virtual de Aprendizagem suporte implementação tutoria recursos conteúdo avaliação
Empacotando um curso IMS MANIFEST XML RECURSOS
IMS-LD Padrão internacional baseado no trabalho do Prof. Rob Koper da Universidade Aberta da Holanda (bem mais amplo) Resumidamente é o conceito de Unidade de Aprendizagem encapsulado de acordo com o padrão IMS Content Packet Combina com outros padrões ( LOM, CP, QTI, RCD, LIP ) para construir um framework completo Modela processos conteúdos e serviços independente de tecnologia (como a notação musical)
Níveis de IMS-LD Nível A –  É o núcleo principal, a diversidade pedagógica e sua semântica: papeis, atividades, ambiente, método, objetivos, pré-requisitos, atividades de ensino e suporte.  Nivel B –  Inclui o  Nível A  mais as propriedades,  condições e elementos globais (preferências, personalização, apresentação e mídias alternativas, etc...). Fornece os aspectos adaptativos do padrão Nível C – Acrescenta a estrutura de notificação
NÍVEL B NÍVEL C NÍVEL B
NÍVEL B NÍVEL C NÍVEL B
Alguns cenários pedagógicos Ensino colaborativo e ativo Ensino baseado em problemas Ensino por jogos Aprendizagem adaptativa (agentes semi-autômatos) Personalização e apresentação alternativa Acompanhamento da execução em tempo real Formas alternativas de avaliação Diferentes rotas de aprendizagem de acordo com o perfil, histórico e avaliação do aluno. Dar ao estudante exatamente o que ele não sabe e-Portfólios Reutilização de metodologias EAD, presencial tradicional ou com TICs, e hibrido
Resumo Learning Design  é o conceito, IMS-LD é uma implementação deste conceito como padrão global O LD descreve cenários pedagógicos ( Unidades de Aprendizagem ) centrados nas atividades realizadas pelos alunos É um modelo abrangente capaz de satisfazer diversas metodologias É uma representação semântica Utiliza a metáfora do teatro para sintetizar e reproduzir a dinâmica do processo de ensino-aprendizagem Comporta adaptação de conteúdos, cenários e rotas de ensino É necessária grande reflexão técnica e pedagógica para sua implementação Pode auxiliar sobremaneira na qualidade, organização e reaproveitamento de conteúdos em ambientes de ensino complexos Pela sua grande compatibilidade, a adoção pode ser progressiva
Práticas  OUNL UNED Universidade de Valência União Européia Escola do Futuro / USP UFRGS Moodle, dotLRN, LAMS, etc...
Softwares e Soluções  LAMS (autoria e execução) Reload Editor (autoria) Reload Player (execução) Alphanet Editor (autoria) Alphanet LMS (execução) dotLRN (execução) CoopperCore (autoria e execução) MOT+ (autoria) SLEAD (autoria) ASK-LD (autoria) etc...
 
 
 
 
 
Problemas e Críticas  É muito complexo (tanto quanto a própria Educação) Há um manual de melhores práticas, mas faltam exemplos de UA e seus usos Suporte ao reuso do conhecimento e da experiência em LD dos professores Autoria conjunta com o IMS-QTI (Question and Test) Ainda é difícil criar um sistema totalmente baseado em padrões Só agora começam a surgir editores visuais compatíveis com os níveis B e C Mais AVAs compatíveis Zip não faz sentido na Web 2.0 XML ou OWL? Diagramas UML ou Mapas Conceituais e outras alternativas? Há necessidade de mais um padrão?
Perspectivas futuras Substituição da UML Orientação para agentes Substituição do ZIP Substituição da XML Uso de outras linguagens semânticas ...
Outros usos TV Educativa TV Digital Interativa Ensino Presencial Mobilidade em Educação Educação continuada (TenCompetence) Ensino sequencial, graduação e pós-graduação Governos Currículo colaborativo
Por onde começar? Aplicando os conceitos da LD no dia-a-dia (Se hoje você pensa um curso em módulos ou objetos de aprendizagem, pense-o como Unidades de Aprendizagem) Aprendendo e utilizando mapas conceituais Aprendendo sobre Linguagem de Modelagem Unificada (UML) e seus conceitos fundamentais (herança, dependência, instânciação, etc...) Experimentando programas de autoria e execução Formando redes de conhecimento e comunidades de prática
Resumo da situação atual Há diversos editores e players de LD cobrindo um ou mais de seus níveis (A, B e C). Por enquanto o único ambiente completo (AVA/LMS) compatível com os três níveis é o dotLRN. O popular Moodle atualmente possui limitações ao padrão IMS-LD, mas mudanças na arquitetura estão sendo incorporadas para que a plena compatibilidade seja atingida na versão 2.0. Soluções comerciais já são compatíveis com o padrão. A Blackboard, por exemplo, adaptou seu LMS e incorporou um editor desenvolvido pela Universidade Aberta da Holanda, criadora do padrão. A próxima versão da especificação ADL/SCORM incorporará parte do padrão IMS-LD, tornando-se também compatível com algumas de suas características avançadas. Diversos projetos em Educação na União Européia utilizam o IMS-LD e conceitos do Learning Design, inclusive em 3o grau, formação continuada e aprendizagem colaborativa aplicada ao ensino fundamental regular. No resto do mundo o interesse ainda é baixo e experimental.
Links para ferramentas e outros textos http://www.imsglobal.org http://dspace.ou.nl http://www.cetis.ac.uk http://www.tencompetence.org http://ww.reload.ac.uk http://ww.dotlrn.org http://www.usp.br (Escola do Futuro) http://www.ufrgs.br (CINTED) http://www.dicas-l.com.br/educacao_tecnologia/
Bibliografia utilizada BALBINO, Jaime. “ Modelagem Educacional ”. _________. “ Objetos de Aprendizagem: Contribuições para sua genealogia ”, 2007 _________. “ Em EAD faça as perguntas certas”. In: “Educação e Tecnologia ”, 2007 _________. “ Os esforços de padronização e  normatização  no  e-learning ”, 2007 _________. “Construindo cursos com Learning Design  I  e  II ”, 2006/07 _________. “Ciclo de Vida com auditoria da criação/adaptação de um curso no sistema SAT”. Relatório Interno, 2006 (mimeo). _________.  “A pesquisa em Novas Tecnologias para Educação na União Européia: Ensino a distância, modelagem educacional e aprendizagem colaborativa”. Monografia de final de curso, 2004 (mimeo). _________. “ SCORM x EML ”.  In:  Edição consolidada do boletim EAD . Campinas: CCUEC-Unicamp, 2002. _________ & HANDA, Jaime Kenji.  “ Objetos de Aprendizagem ( Learning   Objects ) ”,  2003. BRITAIN, Sandy. “ A review  of   Learning  Design:  Concept ,  specifications   and   tools ”. Relatório para o JISC e-Learning Peagogy Programme, 03/2004. BURGOS, Daniel. “ Introducción  a IMS  Learning  Design ”. Palestra no “Taller Univ. Cádiz-ProLearn”, Cádiz, 08-10/03/2006.  BURGOS, Daniel  et alli.  “IMS Learnign Design desde dentro. Uma especificación para crear escenarios de aprendizaje online”. Partes  I  e  II . In:  Learning Review. BURGOS, Daniel  et alli.  “ IMS  Learning  Design:  La   flexibilité   pédagogique   au   service   des   besoins  de l’ e-formation ”.  _________ & MEZCUA, Belén R. “12 didactic bet practices to develop the most efficient Learning Virtual Environment”. 04/2003 DUTRA, Renato L. S.  et alli . “IMS Learning Design, evoluindo de Objetos de Aprendizagem para atividades de Aprendizagem”. In: “Novas Tecnologias na Eduação”, V. 3 No. 1. Porto Alegra: 05/2005. GRIFFITHS. Daí. “IMS-LD: Progress and prospects”. Palestra no “IMS-LD Summit Hearlen”, em 08/11/2006.  IMS Global Learning Consortium.  IMS Learning Design Specification . Versão 1, 2003. KOPER, Rob. “Use of the semantic web to solve some basic problems in education: Increase flexible, distributed lifelong learning, decrease teacher’s workload”.  _________. “Educational Modelling Language: adding instructional design to existing specifications”. _________.  Modelling  Units of Study from a pedagogical perspective: the pedagogical  metamodel  behind EML . Heerlen: Open Universiteit Nederland, 2001.  _________.  From change to renewal: educational technology foundations of electronic environments . Heerlen: Open Universiteit Nederland, 2000. KOPER, Rob & BENNETT, Sue. “Learning Design: Concepts”. KOPER, Rob & Olivier, B. “Representing the Learning Design of Units of Learning. In:  Educational technology & society , no 7(3), 2004, pp. 97-111. KOPER, Rob & TATTERSALL, Colin (orgs.).  Learning Design: A handbook on modelling and implementing network-based educational and training . Heidelbergh: Springer Verlag, 2005. SANTOS, Olga C.  et alli . “AlfaNET: An adaptive and standard-based learning environment built upon dotLRN and other open source developements”. TATTERSALL, Colin  et alli .  IMS Learning Design: Frequenty Asked Questions . ETEC/OUNL, 12/09/2003, ver.1.0. VYGOTSKY, Lev Semenovich.  Pensamento e linguagem . São Paulo: Martins Fontes, 1987.  ?. “IMS-LD e padrões pedagógicos”. In: Palestra no “?”, em ?. ?. “TenCompetence”. Palestra no ? ?. “IMS-LD: Integration with .LRN specification (v. 1.1.2)”.  ?. Alfanet, relatório final?

Learning Design: Conceitos e Práticas

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    Learning Design conceitose práticas Jaime Balbino Palestra proferida no Centro de Computação da Universidade Estadual de Campinas em 17 de maio de 2007 O conteúdo pode ser citado e reproduzido livremente, desde que citados o autor, a data, o evento e o repositório primário deste arquivo.
  • 2.
    Sobre o PalestranteJaime Balbino Gonçalves da Silva Técnico em Eletrônica e Pedagogo pela Unicamp Especializado em gestão, metodologias e meios para Educação a Distância Consultor em automação do ensino Analista de Desenvolvimento na Profsat - TV Educativa Interativa Via Satélite Colunista no site Dicas-L ( http://www.dicas-l.com.br ) Pesquisador em Mobilidade em Educação ( http://mobeduc.blogspot.com )
  • 3.
    O que éLearning Design? Um novo conceito em EAD Uma forma de dar contextos pedagógicos a objetos de aprendizagem Um padrão internacional para descrição de Unidades de Ensino Pode ser visto como: Um modelo educacional Uma linguagem de programação Um esquema em XML
  • 4.
    Objetos de AprendizagemUm passo importante para a estruturação do e-learning Permite organizar, armazenar e padronizar conteúdos educacionais Tornou-se padrão internacional “ Tudo” pode ser reduzido ao seu paradigma É interpretável pela máquina É reaproveitável, adaptável e reduz custos
  • 5.
    Objetos de AprendizagemAs promessas de reuso não se confirmaram O paradigma da orientação a objetos em que se baseia nunca fez parte de fato da educação Catalogação de recursos educacionais não é sinônimo de pedagogia Limitado à instrução, não à aprendizagem. Apesar disso, eles NÃO morreram.
  • 6.
    O Conceito “LearningDesign” Learning Design nada mais é do que Planejamento Pedagógico Ele ocorre de maneira natural no ensino presencial e a distância O LD fornece uma estrutura semântica que torna possível registrar e processar metodologias e rotas de aprendizagem complexas Isto permite automatizar processos
  • 7.
    A Unidade deAprendizagem É uma peça coerente que fornece situações de aprendizagem aos alunos, cumprindo um ou mais objetivos de ensino inter-relacionados. Desta maneira, uma Unidade de Aprendizagem não pode ser “quebrada” em suas partes componentes sem perder seu sentido semântico, pragmático e sua capacidade de cumprir com os objetivos de ensino. Na prática podem-se ter Unidades de aprendizagem de todos os tipos, estilos e tamanhos: um curso, um programa de estudo, uma palestra, uma experiência, uma lição.. .
  • 8.
    A Unidades deAprendizagem Qualquer recurso ou grupo de recursos organizados metodologicamente para definir uma experiência ou processo de aprendizagem Não se resume aos recursos ou sua catalogação É obrigatório incorporar uma metodologia
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    papel atividade ambientepessoa aprendiz facilitador ensino suporte objetos de aprendizagem serviços esquema de atividades realiza> usando> 1..
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    atividade pessoa objetivospré-requisitos método peça ato script voltado para> condição propriedade <<usa>> papel ambiente realiza> usando> 1.. 1.. 1..
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    papel atividade ambientepessoa notificação saída realiza > usando> <gatilho gera>
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    papel atividade ambientepessoa notificação saída método peça ato script condição propriedade <<usa>> objetivos pré-requisitos voltado para> Elementos globais realiza > usando> <gatilho gera> 1.. 1.. 1..
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    aprendiz facilitador ensinosuporte objetos de aprendizagem serviços esquema de atividades 1.. papel atividade ambiente pessoa realiza > usando> notificação saída <gatilho gera> método peça ato script condição propriedade <<usa>> 1.. 1.. 1.. objetivos pré-requisitos voltado para> Elementos globais A Unidade de Aprendizagem
  • 14.
  • 15.
    Principais componentes doLD Title Learning Objective Prerequisites Components Roles ∞ Activities ∞ Environments ∞ Method Play ∞ Act ∞ Role-parts ∞ Multi-player, Multi-recurso Coordenação Componentes do núcleo do LD
  • 16.
    A Unidade deAprendizagem Uma pessoa, em um ambiente de ensino, aprende ao desempenhar atividades, e ao receber algum retorno deste ambiente sobre sua realização. Um ambiente consiste, como em uma peça de teatro , de um conjunto de objetos e/ou pessoas ( atores ) organizados de uma maneira particular, cada qual com suas funções e possibilidades de ação bem definidas ( papéis ). Quando uma pessoa aprende, ela está apta a (a) realizar as mesmas atividades de maneira melhor ou mais rápida ou, ainda, realizar novas atividades em situações similares; ou (b) realizar a mesma atividade em situações diferentes. Uma pessoa pode ser encorajada a realizar certas atividades quando: a atividade tem condições de ser realizada por esta pessoa, o ambiente necessário é propício e a pessoa está motivada.
  • 17.
    Padrões Abertos emEducação Um professor cria conteúdos Adapta conteúdos para e-learning Implementa em uma plataforma de EAD Utiliza esses conteúdos em cursos Problema: mudou a plataforma, e agora? REFAZER PASSOS 2 E 3
  • 18.
    Exemplo (fictício) doCiclo de Vida de um curso produção / autoria narrativa planejamento modelagem recursos multimídia estratégias e recursos pedagógicos concepção
  • 19.
    Exemplo (fictício) doCiclo de Vida de um curso execução Ambiente Virtual de Aprendizagem suporte implementação tutoria recursos conteúdo avaliação
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  • 21.
    AUDITORIA produção /autoria narrativa planejamento modelagem recursos multimídia estratégias e recursos pedagógicos concepção execução Ambiente Virtual de Aprendizagem suporte implementação tutoria recursos conteúdo avaliação
  • 22.
    Empacotando um cursoIMS MANIFEST XML RECURSOS
  • 23.
    IMS-LD Padrão internacionalbaseado no trabalho do Prof. Rob Koper da Universidade Aberta da Holanda (bem mais amplo) Resumidamente é o conceito de Unidade de Aprendizagem encapsulado de acordo com o padrão IMS Content Packet Combina com outros padrões ( LOM, CP, QTI, RCD, LIP ) para construir um framework completo Modela processos conteúdos e serviços independente de tecnologia (como a notação musical)
  • 24.
    Níveis de IMS-LDNível A – É o núcleo principal, a diversidade pedagógica e sua semântica: papeis, atividades, ambiente, método, objetivos, pré-requisitos, atividades de ensino e suporte. Nivel B – Inclui o Nível A mais as propriedades, condições e elementos globais (preferências, personalização, apresentação e mídias alternativas, etc...). Fornece os aspectos adaptativos do padrão Nível C – Acrescenta a estrutura de notificação
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    NÍVEL B NÍVELC NÍVEL B
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    NÍVEL B NÍVELC NÍVEL B
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    Alguns cenários pedagógicosEnsino colaborativo e ativo Ensino baseado em problemas Ensino por jogos Aprendizagem adaptativa (agentes semi-autômatos) Personalização e apresentação alternativa Acompanhamento da execução em tempo real Formas alternativas de avaliação Diferentes rotas de aprendizagem de acordo com o perfil, histórico e avaliação do aluno. Dar ao estudante exatamente o que ele não sabe e-Portfólios Reutilização de metodologias EAD, presencial tradicional ou com TICs, e hibrido
  • 28.
    Resumo Learning Design é o conceito, IMS-LD é uma implementação deste conceito como padrão global O LD descreve cenários pedagógicos ( Unidades de Aprendizagem ) centrados nas atividades realizadas pelos alunos É um modelo abrangente capaz de satisfazer diversas metodologias É uma representação semântica Utiliza a metáfora do teatro para sintetizar e reproduzir a dinâmica do processo de ensino-aprendizagem Comporta adaptação de conteúdos, cenários e rotas de ensino É necessária grande reflexão técnica e pedagógica para sua implementação Pode auxiliar sobremaneira na qualidade, organização e reaproveitamento de conteúdos em ambientes de ensino complexos Pela sua grande compatibilidade, a adoção pode ser progressiva
  • 29.
    Práticas OUNLUNED Universidade de Valência União Européia Escola do Futuro / USP UFRGS Moodle, dotLRN, LAMS, etc...
  • 30.
    Softwares e Soluções LAMS (autoria e execução) Reload Editor (autoria) Reload Player (execução) Alphanet Editor (autoria) Alphanet LMS (execução) dotLRN (execução) CoopperCore (autoria e execução) MOT+ (autoria) SLEAD (autoria) ASK-LD (autoria) etc...
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  • 32.
  • 33.
  • 34.
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  • 36.
    Problemas e Críticas É muito complexo (tanto quanto a própria Educação) Há um manual de melhores práticas, mas faltam exemplos de UA e seus usos Suporte ao reuso do conhecimento e da experiência em LD dos professores Autoria conjunta com o IMS-QTI (Question and Test) Ainda é difícil criar um sistema totalmente baseado em padrões Só agora começam a surgir editores visuais compatíveis com os níveis B e C Mais AVAs compatíveis Zip não faz sentido na Web 2.0 XML ou OWL? Diagramas UML ou Mapas Conceituais e outras alternativas? Há necessidade de mais um padrão?
  • 37.
    Perspectivas futuras Substituiçãoda UML Orientação para agentes Substituição do ZIP Substituição da XML Uso de outras linguagens semânticas ...
  • 38.
    Outros usos TVEducativa TV Digital Interativa Ensino Presencial Mobilidade em Educação Educação continuada (TenCompetence) Ensino sequencial, graduação e pós-graduação Governos Currículo colaborativo
  • 39.
    Por onde começar?Aplicando os conceitos da LD no dia-a-dia (Se hoje você pensa um curso em módulos ou objetos de aprendizagem, pense-o como Unidades de Aprendizagem) Aprendendo e utilizando mapas conceituais Aprendendo sobre Linguagem de Modelagem Unificada (UML) e seus conceitos fundamentais (herança, dependência, instânciação, etc...) Experimentando programas de autoria e execução Formando redes de conhecimento e comunidades de prática
  • 40.
    Resumo da situaçãoatual Há diversos editores e players de LD cobrindo um ou mais de seus níveis (A, B e C). Por enquanto o único ambiente completo (AVA/LMS) compatível com os três níveis é o dotLRN. O popular Moodle atualmente possui limitações ao padrão IMS-LD, mas mudanças na arquitetura estão sendo incorporadas para que a plena compatibilidade seja atingida na versão 2.0. Soluções comerciais já são compatíveis com o padrão. A Blackboard, por exemplo, adaptou seu LMS e incorporou um editor desenvolvido pela Universidade Aberta da Holanda, criadora do padrão. A próxima versão da especificação ADL/SCORM incorporará parte do padrão IMS-LD, tornando-se também compatível com algumas de suas características avançadas. Diversos projetos em Educação na União Européia utilizam o IMS-LD e conceitos do Learning Design, inclusive em 3o grau, formação continuada e aprendizagem colaborativa aplicada ao ensino fundamental regular. No resto do mundo o interesse ainda é baixo e experimental.
  • 41.
    Links para ferramentase outros textos http://www.imsglobal.org http://dspace.ou.nl http://www.cetis.ac.uk http://www.tencompetence.org http://ww.reload.ac.uk http://ww.dotlrn.org http://www.usp.br (Escola do Futuro) http://www.ufrgs.br (CINTED) http://www.dicas-l.com.br/educacao_tecnologia/
  • 42.
    Bibliografia utilizada BALBINO,Jaime. “ Modelagem Educacional ”. _________. “ Objetos de Aprendizagem: Contribuições para sua genealogia ”, 2007 _________. “ Em EAD faça as perguntas certas”. In: “Educação e Tecnologia ”, 2007 _________. “ Os esforços de padronização e normatização no e-learning ”, 2007 _________. “Construindo cursos com Learning Design I e II ”, 2006/07 _________. “Ciclo de Vida com auditoria da criação/adaptação de um curso no sistema SAT”. Relatório Interno, 2006 (mimeo). _________. “A pesquisa em Novas Tecnologias para Educação na União Européia: Ensino a distância, modelagem educacional e aprendizagem colaborativa”. Monografia de final de curso, 2004 (mimeo). _________. “ SCORM x EML ”. In: Edição consolidada do boletim EAD . Campinas: CCUEC-Unicamp, 2002. _________ & HANDA, Jaime Kenji. “ Objetos de Aprendizagem ( Learning Objects ) ”, 2003. BRITAIN, Sandy. “ A review of Learning Design: Concept , specifications and tools ”. Relatório para o JISC e-Learning Peagogy Programme, 03/2004. BURGOS, Daniel. “ Introducción a IMS Learning Design ”. Palestra no “Taller Univ. Cádiz-ProLearn”, Cádiz, 08-10/03/2006. BURGOS, Daniel et alli. “IMS Learnign Design desde dentro. Uma especificación para crear escenarios de aprendizaje online”. Partes I e II . In: Learning Review. BURGOS, Daniel et alli. “ IMS Learning Design: La flexibilité pédagogique au service des besoins de l’ e-formation ”. _________ & MEZCUA, Belén R. “12 didactic bet practices to develop the most efficient Learning Virtual Environment”. 04/2003 DUTRA, Renato L. S. et alli . “IMS Learning Design, evoluindo de Objetos de Aprendizagem para atividades de Aprendizagem”. In: “Novas Tecnologias na Eduação”, V. 3 No. 1. Porto Alegra: 05/2005. GRIFFITHS. Daí. “IMS-LD: Progress and prospects”. Palestra no “IMS-LD Summit Hearlen”, em 08/11/2006. IMS Global Learning Consortium. IMS Learning Design Specification . Versão 1, 2003. KOPER, Rob. “Use of the semantic web to solve some basic problems in education: Increase flexible, distributed lifelong learning, decrease teacher’s workload”. _________. “Educational Modelling Language: adding instructional design to existing specifications”. _________. Modelling Units of Study from a pedagogical perspective: the pedagogical metamodel behind EML . Heerlen: Open Universiteit Nederland, 2001. _________. From change to renewal: educational technology foundations of electronic environments . Heerlen: Open Universiteit Nederland, 2000. KOPER, Rob & BENNETT, Sue. “Learning Design: Concepts”. KOPER, Rob & Olivier, B. “Representing the Learning Design of Units of Learning. In: Educational technology & society , no 7(3), 2004, pp. 97-111. KOPER, Rob & TATTERSALL, Colin (orgs.). Learning Design: A handbook on modelling and implementing network-based educational and training . Heidelbergh: Springer Verlag, 2005. SANTOS, Olga C. et alli . “AlfaNET: An adaptive and standard-based learning environment built upon dotLRN and other open source developements”. TATTERSALL, Colin et alli . IMS Learning Design: Frequenty Asked Questions . ETEC/OUNL, 12/09/2003, ver.1.0. VYGOTSKY, Lev Semenovich. Pensamento e linguagem . São Paulo: Martins Fontes, 1987. ?. “IMS-LD e padrões pedagógicos”. In: Palestra no “?”, em ?. ?. “TenCompetence”. Palestra no ? ?. “IMS-LD: Integration with .LRN specification (v. 1.1.2)”. ?. Alfanet, relatório final?