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INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
A teologia da missão constitui a verdadeira teologia
fundamental, isto é, a exposição dos fundamentos ou das bases
do cristianismo e dos fundamentos de toda a teologia. Ela
fornece o quadro dentro do qual a teologia deve evoluir, e
oferece os princípios que orientam toda a reflexão teológica.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
Durante séculos, a teologia fundamental foi identificada com o
tratado Da Revelação. Ora, ao colocar a revelação como conceito
básico, o mais abrangente da teologia e o conceito diretivo de
todo o pensamento cristão, os teólogos e a instituição que se
reconheciam nos seus ensinamentos, achavam e ensinavam que
o cristianismo era essencialmente uma doutrina e que esta
doutrina vinha de Deus.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
O cristianismo é a caminhada do reino de Deus, aqui e agora, a
história da relação de Deus com a humanidade, aqui e agora, o
que abrange a história humana toda. A teologia não estuda uma
doutrina, mas um movimento, a humanidade em marcha dentro
da caminhada do reino de Deus. Por isso a teologia da missão é a
verdadeira teologia fundamental.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
DESENVOLVIMENTO
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
Formação da Teologia da Missão
O passado
Até o século XVI , o conceito de missão aplicava-se somente às
missões divinas, á missão do Filho e à missão do Espírito Santo.
O conceito estava reservado ao tratado da
Ssma. Trindade.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
No século XVI, os jesuítas usaram esse conceito para expressar a
atividade de expansão do cristianismo no mundo recém
descoberto. Por extensão, o conceito foi aplicado também às
atividades de sacerdotes dedicados à pregação popular de
conversão que se fizeram dentro da cristandade, sobretudo sob
o impulso de S. Vicente de Paulo, fundador dos Padres da Missão
(vulgo “lazaristas”): as “Santas Missões”.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
Este conceito prevaleceu até 1950, mais ou menos. Durante
todos esses séculos, a missão era uma parte marginal da
atividade da Igreja, uma parte orientada para o mundo exterior,
à cristandade. Nem a Igreja, nem a teologia se definiam pela
missão.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
As missões divinas
O conceito de envio ou missão é central no Novo Testamento. Foi
sobretudo a literatura joanina que o usou de modo mais
enfático. Jesus ensina que foi enviado pelo Pai e ensina que,
depois da sua morte e ressurreição, o Pai e ele próprio enviam o
Espírito Santo. A noção de missão expressa as relações entre as
Três Pessoas divinas.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
A missão define todo o ser das Pessoas. Jesus é o enviado do Pai
e o Espírito Santo é o enviado do Pai e do Filho.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
A entrega da missão aos discípulos
A missão pela qual Jesus foi enviado pelo Pai, Jesus a transmite
aos seus discípulos. “Como o meu Pai me enviou, também eu vos
envio”. O que se comunica não é somente o fato de ser enviado,
mas todo o conteúdo do envio, a obra do Pai que é preciso
realizar.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
O conjunto do Novo Testamento mostra que Jesus delega toda a
sua missão aos discípulos. Essa missão não é algo além das
outras prescrições. Não é um novo mandamento ao lado de
outros, não é outra obra como se houvesse outra ao lado.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
A missão é tudo, toda a vida dos discípulos, já que Jesus exige
deles a totalidade da sua vida, no tempo, no espaço, na
intensidade. Os discípulos são aqueles que são enviados ao
mundo como presença ativa de Jesus.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
Por meio deles Jesus realiza a sua missão. Não quer dizer que
Jesus abandona a sua missão e descansa, mas que doravante a
sua missão Ele a realiza usando as pessoas dos seus discípulos.
Todas as atividades dos cristãos são ou deveriam ser parte da
missão de Jesus.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
Esta delegação da missão dirige-se ao povo inteiro, pois os
discípulos são o núcleo inicial do povo. A missão dirige-se ao
povo como coletividade e a cada um dos membros desse povo.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
O que é a missão?
O envio aos pobres
Jesus foi enviado aos pobres. Os Sinóticos mostram-no vivendo
no meio do povo pobre de Galiléia, em disputa permanente com
as autoridades. O evangelho de Lucas está centrado na oposição
ricos-pobres e o Magníficat representa de certo modo a sua
síntese.
Também as bem-aventuranças são muito claras.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
Paulo é claríssimo na sua opção. Para ele, a missão dirige-se ao
pobres a tal ponto que quis viver do seu trabalho manual como
um pobre. Em João, a vida de Jesus foi um imenso debate entre
Jesus e as autoridades. Os discípulos são os pequenos e Jesus
defende os pequenos contra a dominação dos grandes.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
Por que a missão é envio aos pobres?
Porque o objeto da missão é para eles uma mensagem de alegria
e que não o é para todos. O objeto da missão é o anúncio da
chegada do reino de Deus. O reino de Deus é a libertação dos
pobres: a realização das bem-aventuranças.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
O amor
O agir do povo dos seus discípulos pode ser definido pela palavra
pela qual Jesus condensa a sua mensagem no quarto evangelho:
o amor. Trata-se, com certeza, de amar a Deus. Porém, amar a
Deus é o próprio de todas as religiões. O que Jesus vem anunciar
é que o amor a Deus é o amor ao próximo. Não há outra maneira
de amar verdadeiramente a Deus que não seja o amor ao outro.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
O reino de Deus é a atuação do amor. O amor tem por objeto o
outro: o outro é o diferente, o oprimido, o rejeitado, o excluído,
o pobre. Amar aquele ou aquela que não pode retribuir, aquele
ou aquela cujo nome nunca aparecerá nos meios de
comunicação, amar gratuitamente.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
Nisto Jesus é muito claro: não é a pessoa que é mais religiosa,
que ama realmente a Deus. A denúncia feita por Jesus dirige-se
contra os mais religiosos do seu povo, os fariseus, os sacerdotes,
os doutores: todos eles se acham amantes de Deus.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
E o povo achava que os que amavam a Deus eram eles. Jesus
veio tirar essa máscara. Há uma só maneira de amar a Deus que
é o amor ao outro. Amar é dar vida, ou, pelo menos ajudar a ter
mais vida, já que somente Deus dá a vida.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
O missionário chama uma pessoa, uma comunidade, um povo
para entrar na caminhada do povo de Deus. Chama pessoas
concretas, reais. Chama por um contato direto, imediato.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
Não permite que a pessoa se escape indiferente. Dirige um apelo
urgente, sério, forte. A pessoa interpelada sente-se atraída ou
não. Pode resistir durante muito tempo. Pode resistir até o fim
da vida. A parábola das sementes explica isso. Porém, muitos
escutam e se sentem interpelados pessoalmente.
TEOLOGIA DA MISSÃO
Descobrem que o apelo do missionário é um apelo de Deus e
que esse apelo constitui um convite para mudar, entrar, tomar
um novo rumo.
A pessoa chamada precisa pensar que é capaz de entrar nesse
caminho, que a força de Deus não lhe faltará. Precisa crer que o
Espírito Santo está nela para viver no caminho de Jesus.
TEOLOGIA DA MISSÃO
O missionário não pode impor a fé e, se a impusesse, não seria a
fé, mas uma falsificação da fé. A base da vida de amor é essa fé
verdadeira dada pelo Espírito.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
A MISSÃO
Desde os tempos do Novo Testamento, a Igreja precisou
transmitir em palavras e ações o Evangelho de Jesus Cristo. A
partir de então missões é sempre um desafio, visto ser a velha
mensagem em um novo contexto.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
E para a missão se tornar relevante na sua época, deve
considerar a integralidade da realidade da criação caída e
separada de Deus.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
A Teologia da Missão Integral, como o próprio nome sugere,
pretende ser uma Teologia que se ocupa com a totalidade da
realidade que precisa ser redimida. Tem como alvo não apenas a
salvação de almas individuais, mas, sobretudo, a salvação do
emaranhado de situações que comprometem a vida e o seu
bem- -estar. Portanto, o foco não está unicamente no indivíduo,
mas este em sua relação com seu contexto social, político,
econômico, entre outros.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
Teologia da Missão integral é somente uma ferramenta para a
prática dessa missão. Ela visa dialogar e olhar para o mundo, pois
ele é o palco da atuação de Deus. A missão de Deus é missão no
mundo.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
CONCLUSÃO
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
A igreja não faz missão, ela é missão. E é a única organização no
mundo que carrega a mensagem de salvação que o ser humano
precisa, por isso, ela não pode se preocupar em somente
apresentar a salvação da alma, pois isso é parte do problema
humano.
INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II

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2 teologia da m issão

  • 2. A teologia da missão constitui a verdadeira teologia fundamental, isto é, a exposição dos fundamentos ou das bases do cristianismo e dos fundamentos de toda a teologia. Ela fornece o quadro dentro do qual a teologia deve evoluir, e oferece os princípios que orientam toda a reflexão teológica. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 4. Durante séculos, a teologia fundamental foi identificada com o tratado Da Revelação. Ora, ao colocar a revelação como conceito básico, o mais abrangente da teologia e o conceito diretivo de todo o pensamento cristão, os teólogos e a instituição que se reconheciam nos seus ensinamentos, achavam e ensinavam que o cristianismo era essencialmente uma doutrina e que esta doutrina vinha de Deus. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 5. O cristianismo é a caminhada do reino de Deus, aqui e agora, a história da relação de Deus com a humanidade, aqui e agora, o que abrange a história humana toda. A teologia não estuda uma doutrina, mas um movimento, a humanidade em marcha dentro da caminhada do reino de Deus. Por isso a teologia da missão é a verdadeira teologia fundamental. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 7. Formação da Teologia da Missão O passado Até o século XVI , o conceito de missão aplicava-se somente às missões divinas, á missão do Filho e à missão do Espírito Santo. O conceito estava reservado ao tratado da Ssma. Trindade. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 8. No século XVI, os jesuítas usaram esse conceito para expressar a atividade de expansão do cristianismo no mundo recém descoberto. Por extensão, o conceito foi aplicado também às atividades de sacerdotes dedicados à pregação popular de conversão que se fizeram dentro da cristandade, sobretudo sob o impulso de S. Vicente de Paulo, fundador dos Padres da Missão (vulgo “lazaristas”): as “Santas Missões”. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 9. Este conceito prevaleceu até 1950, mais ou menos. Durante todos esses séculos, a missão era uma parte marginal da atividade da Igreja, uma parte orientada para o mundo exterior, à cristandade. Nem a Igreja, nem a teologia se definiam pela missão. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 10. As missões divinas O conceito de envio ou missão é central no Novo Testamento. Foi sobretudo a literatura joanina que o usou de modo mais enfático. Jesus ensina que foi enviado pelo Pai e ensina que, depois da sua morte e ressurreição, o Pai e ele próprio enviam o Espírito Santo. A noção de missão expressa as relações entre as Três Pessoas divinas. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 11. A missão define todo o ser das Pessoas. Jesus é o enviado do Pai e o Espírito Santo é o enviado do Pai e do Filho. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 12. A entrega da missão aos discípulos A missão pela qual Jesus foi enviado pelo Pai, Jesus a transmite aos seus discípulos. “Como o meu Pai me enviou, também eu vos envio”. O que se comunica não é somente o fato de ser enviado, mas todo o conteúdo do envio, a obra do Pai que é preciso realizar. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 13. O conjunto do Novo Testamento mostra que Jesus delega toda a sua missão aos discípulos. Essa missão não é algo além das outras prescrições. Não é um novo mandamento ao lado de outros, não é outra obra como se houvesse outra ao lado. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 14. A missão é tudo, toda a vida dos discípulos, já que Jesus exige deles a totalidade da sua vida, no tempo, no espaço, na intensidade. Os discípulos são aqueles que são enviados ao mundo como presença ativa de Jesus. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 15. Por meio deles Jesus realiza a sua missão. Não quer dizer que Jesus abandona a sua missão e descansa, mas que doravante a sua missão Ele a realiza usando as pessoas dos seus discípulos. Todas as atividades dos cristãos são ou deveriam ser parte da missão de Jesus. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 16. Esta delegação da missão dirige-se ao povo inteiro, pois os discípulos são o núcleo inicial do povo. A missão dirige-se ao povo como coletividade e a cada um dos membros desse povo. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 17. O que é a missão? O envio aos pobres Jesus foi enviado aos pobres. Os Sinóticos mostram-no vivendo no meio do povo pobre de Galiléia, em disputa permanente com as autoridades. O evangelho de Lucas está centrado na oposição ricos-pobres e o Magníficat representa de certo modo a sua síntese. Também as bem-aventuranças são muito claras. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 18. Paulo é claríssimo na sua opção. Para ele, a missão dirige-se ao pobres a tal ponto que quis viver do seu trabalho manual como um pobre. Em João, a vida de Jesus foi um imenso debate entre Jesus e as autoridades. Os discípulos são os pequenos e Jesus defende os pequenos contra a dominação dos grandes. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 19. Por que a missão é envio aos pobres? Porque o objeto da missão é para eles uma mensagem de alegria e que não o é para todos. O objeto da missão é o anúncio da chegada do reino de Deus. O reino de Deus é a libertação dos pobres: a realização das bem-aventuranças. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 20. O amor O agir do povo dos seus discípulos pode ser definido pela palavra pela qual Jesus condensa a sua mensagem no quarto evangelho: o amor. Trata-se, com certeza, de amar a Deus. Porém, amar a Deus é o próprio de todas as religiões. O que Jesus vem anunciar é que o amor a Deus é o amor ao próximo. Não há outra maneira de amar verdadeiramente a Deus que não seja o amor ao outro. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 21. O reino de Deus é a atuação do amor. O amor tem por objeto o outro: o outro é o diferente, o oprimido, o rejeitado, o excluído, o pobre. Amar aquele ou aquela que não pode retribuir, aquele ou aquela cujo nome nunca aparecerá nos meios de comunicação, amar gratuitamente. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 22. Nisto Jesus é muito claro: não é a pessoa que é mais religiosa, que ama realmente a Deus. A denúncia feita por Jesus dirige-se contra os mais religiosos do seu povo, os fariseus, os sacerdotes, os doutores: todos eles se acham amantes de Deus. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 23. E o povo achava que os que amavam a Deus eram eles. Jesus veio tirar essa máscara. Há uma só maneira de amar a Deus que é o amor ao outro. Amar é dar vida, ou, pelo menos ajudar a ter mais vida, já que somente Deus dá a vida. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 24. O missionário chama uma pessoa, uma comunidade, um povo para entrar na caminhada do povo de Deus. Chama pessoas concretas, reais. Chama por um contato direto, imediato. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 25. Não permite que a pessoa se escape indiferente. Dirige um apelo urgente, sério, forte. A pessoa interpelada sente-se atraída ou não. Pode resistir durante muito tempo. Pode resistir até o fim da vida. A parábola das sementes explica isso. Porém, muitos escutam e se sentem interpelados pessoalmente. TEOLOGIA DA MISSÃO
  • 26. Descobrem que o apelo do missionário é um apelo de Deus e que esse apelo constitui um convite para mudar, entrar, tomar um novo rumo. A pessoa chamada precisa pensar que é capaz de entrar nesse caminho, que a força de Deus não lhe faltará. Precisa crer que o Espírito Santo está nela para viver no caminho de Jesus. TEOLOGIA DA MISSÃO
  • 27. O missionário não pode impor a fé e, se a impusesse, não seria a fé, mas uma falsificação da fé. A base da vida de amor é essa fé verdadeira dada pelo Espírito. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 28. A MISSÃO Desde os tempos do Novo Testamento, a Igreja precisou transmitir em palavras e ações o Evangelho de Jesus Cristo. A partir de então missões é sempre um desafio, visto ser a velha mensagem em um novo contexto. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 29. E para a missão se tornar relevante na sua época, deve considerar a integralidade da realidade da criação caída e separada de Deus. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 30. A Teologia da Missão Integral, como o próprio nome sugere, pretende ser uma Teologia que se ocupa com a totalidade da realidade que precisa ser redimida. Tem como alvo não apenas a salvação de almas individuais, mas, sobretudo, a salvação do emaranhado de situações que comprometem a vida e o seu bem- -estar. Portanto, o foco não está unicamente no indivíduo, mas este em sua relação com seu contexto social, político, econômico, entre outros. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 31. Teologia da Missão integral é somente uma ferramenta para a prática dessa missão. Ela visa dialogar e olhar para o mundo, pois ele é o palco da atuação de Deus. A missão de Deus é missão no mundo. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II
  • 33. A igreja não faz missão, ela é missão. E é a única organização no mundo que carrega a mensagem de salvação que o ser humano precisa, por isso, ela não pode se preocupar em somente apresentar a salvação da alma, pois isso é parte do problema humano. INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA II