Inovação e a evolução para o BSC                                                                   http://br.hsmglobal.com/notas/52311-inova%C3%A...



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                                                                                                                          Imprimir
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                                                                   explica como aplicar a inovação na gestão do           Enviar por e-mail
                                                                   negócio e a evolução para o BSC.

                                                                  Vamos comentar aqui de forma bem resumida, as
                                                                  principais etapas de algumas experiências que
                                                                                                                        Inspira-te Marketing
                                                                  temos vivenciado na implantação de processos
                 de modernização e inovação da gestão em algumas empresas. A maioria destes casos passou por
                 organizações focadas mais para a produção, outras para vendas e marketing, planejamento
                 estratégico, migrando para gestão pela qualidade total, definição e implementação de indicadores
                 para avaliação da performance do negócio, o que podemos chamar de introdução ao Balanced
                 Scorecard ou BSC.

                 Tenho vinte e dois anos atuando em diversas empresas em todo o Brasil e alguns países da América
                 Latina, durante este tempo tenho percebido que a força da inércia e comodismo é muito forte,
                 quando se trata de mudar os hábitos e crenças, com relação à gestão do negócio, e se o empresário
                 não estiver disposto a fazer uma força contrária maior e perseverar até alcançar seus objetivos
                 (constância de propósitos), fica praticamente inviável melhorar o desempenho da empresa. As
                 mudanças não acontecem pela força e sim pelo conhecimento e uso da ração, ou seja, para quebrar
                 crenças obsoletas e antigos paradigmas, somente através da assimilação de novos conhecimentos,
                 orientado por profissionais experientes.

                 Para iniciar este processo, é preciso a conscientização e aceitação da diretoria da necessidade de
                 mudar certas crenças e pressupostos que, com certeza estão bloqueando melhores resultados na
                 empresa. Somente através da aprovação e participação ativa deles no processo de melhoria do
                 desempenho e inovação na gestão do negócio, poderá se iniciar e concluir satisfatoriamente o
                 trabalho. Sem este comprometimento com a melhoria dos resultados e até uma paixão pela
                 excelência na gestão, não só da diretoria como dos gerentes e mandos médios, fica muito difícil
                 qualquer iniciativa. Estamos falando aqui do Critério Liderança, um dos oito critérios através do
                 qual, todos os anos, são avaliadas e premiadas as melhores empresas do Brasil.

                 Uma das primeiras providências a ser realizada ao criar um negócio é o sistema de informação e
                 controle da situação financeira e de custos, que permita apurar, acompanhar, avaliar, corrigir e
                 prever os resultados financeiros e de resultados do negócio. O ideal seria que esta apreciação já
                 viesse desde a elaboração do Plano de Negócios. Esta visão deve ir além do simples conhecimento
                 de que as contas estão sendo pagas em dia e ainda sobra um saldo no final do mês - Critério
                 Resultados.

                 No projeto de treinamento e desenvolvimento das habilidades das lideranças, uma pergunta
                 interessante que surgiu numa das reuniões da equipe de uma empresa foi: como identificar as áreas
                 e processos que contribuem significativamente para os resultados da empresa e em qual medida? Foi
                 ai que aproveitamos para mostrar a necessidade de mergulhar mais fundo na gestão de processos –
                 Critério processos.

                 Nesta etapa, o desenvolvimento das habilidades pessoais - Critério Pessoas passa a ser a principal
                 exigência do processo de melhoria e inovação. Neste caso criamos programas de educação e
                 treinamento para as diferentes equipes e cargos chave, reuniões periódicas e avaliações.
                 Geralmente a diretoria percebe de que os programas de capacitação e treinamento do pessoal não
                 podem ser isolados e arbitrários, que é preciso toda uma análise de causa e efeito, baseado nas
                 estratégias gerais da organização, que orientem quais competências, habilidades e conhecimentos
                 são necessários. Este critério é o mais importante neste processo e habitualmente o mais
                 negligenciado,

                 Uma vez estabelecidas o sistema de informação e controle e as políticas iniciais que considerem as
                 necessidades do cliente, a motivação e comprometimento dos membros da organização, o
                 estabelecimento dos principais processos internos, incluindo o desenvolvimento das competências –
                 Critério informação e conhecimento; está na hora de iniciar um processo de planejamento
                 estratégico, considerando as fortalezas, aquilo onde a empresa é excelente, as debilidades
                 (variáveis internas), assim como, as oportunidades que o mercado oferece, o que significa estar
                 ligado a possíveis ameaças, ou seja, o que pode dar errado e como se poderia agir.

                 Em todos os casos temos procurado mostrar de que para gerenciar é preciso medir. Sem a
                 mensuração tanto dos aspectos tangíveis como intangíveis é praticamente impossível avançar na
                 busca pela excelência na gestão. Mostramos também de que os sistemas de apuração de custos
                 tradicionais (custeio por absorção e custeio variável entre outros), não contribuem para a melhoria
                 do desempenho, nesses casos recomendamos a implantação do ABC ou custeio por atividades de
                 autoria do professor Robert Kaplan. É o sistema de custeio mais indicado para quem deseja
                 desenvolver o BSC na sua organização.

                 A ação do líder principal é decisiva em todo o processo de melhoria do desempenho e inovação na
                 gestão do negócio. Nesta etapa, ele terá que ser mais claro na definição da sua visão, pois a partir
                 daí é que serão criadas a missão e estratégias da organização, junto com sua equipe de gestores,
                 pois são eles que irão fazer as coisas acontecerem de acordo com as estratégias estabelecidas. Por
                 isso é indispensável que participem diretamente na elaboração do plano estratégico - Critérios
                 estratégias - planos e a contribuição para a sociedade

                 Numa situação ideal, mais ou menos nesta etapa é que se começa a enxergar para fora da
                 organização, buscando identificar ou classificar melhor o cliente, de acordo com os produtos ou
                 serviços que esteja produzindo. Na realidade, todo este trabalho começa e termina no cliente –
                 Critério clientes. Em minha opinião, é os segundo critério mais importante do processo. Conhecer o
                 cliente é uma estratégia ainda pouco explorada e que pode fazer a diferença.

                 Em quase todos os trabalhos realizados, temos percebido de que não podemos “perder” muito tempo
                 somente no planejamento. A velocidade das mudanças é muito grande e a organização precisa
                 faturar ao mesmo tempo em que testa sua flexibilidade, se adequando rapidamente às mudanças
                 que estão acontecendo – algumas empresas de classe mundial têm atribuído a esta habilidade o seu
                 sucesso. Em alguns casos temos percebido de que as maiores dificuldades não estavam na fase de
                 planejamento e sim na sua execução. Nesta etapa do processo de melhoria a maioria das empresas
                 acaba desistindo e abandonando os avanços já conquistados, voltando à estaca zero. Depois de certo




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Inovação e a evolução para o BSC                                                                             http://br.hsmglobal.com/notas/52311-inova%C3%A...


                 tempo é iniciada outra tentativa para melhoria do desempenho, provavelmente com outro modelo,
                 e assim a organização vai evoluindo, entre erros e acertos, ao mesmo tempo em que os processos
                 vão ficando mais complicados, chegando até entrarem em conflito. Nesta fase é chegada a hora de
                 fazer um trabalho de alinhamento dos diferentes esforços de melhoria dos processos.             Seminário Internacional - Michael                               Special Management Program -
                                                                                                                                    Useem 2009                                   Michael Porter
                 Neste nível na busca pela excelência, temos realizado trabalhos para identificar alguns indicadores                Seminário Internacional - Neil
                 de desempenho. A tendência inicial nesta etapa é copiar os indicadores de outras organizações                      Rackham 2009
                 semelhantes. Em outra empresa um dos diretores percebeu, através dos exercícios e palestras de                     Fórum Mundial de Negociação
                 capacitação, de que poderíamos definir dois tipos de indicadores: os tradicionais e popularmente                   2009
                                                                                                                                    Special Management Program -                 Digital
                 conhecidos e os especiais, que fariam a diferença da organização no segmento onde atua. Desta                      Thomas Malone                                Economia
                 forma temos conseguido expandir a visão do empresário, identificando indicadores não só na área                    Fórum Mundial de Marketing e                 Gestão
                 econômica e financeira, como também em outras áreas como: comunicação com o cliente,                               Vendas 2009                                  Marketing
                 satisfação do cliente interno, melhorias nos processos, diminuição de custos, valor percebido pelo                 Special Management Program -                 Recursos Humanos
                 cliente, entre outros.                                                                                             John Percival                                Sustentabilidade
                                                                                                                                    Fórum Mundial Liderança e Alta               Inspiring Ideas
                 Uma das causas mais comum na hora de executar um planejamento estratégico é a relação de causa                     Performance 2009
                 e efeito mal estabelecida. Temos observado em algumas organizações onde estão implantando um                       Special Management Program -
                                                                                                                                    Lawrence Hrebiniak
                 modelo de gestão baseado no BSC, cair neste erro. O BSC não é um sistema de informação gerencial                   Special Management Program -
                 unicamente, ele vai, além disso. É um processo de pensamento, diálogo e reflexão estratégico, cujo                 Jeffrey Thull                                Última edição
                 objetivo principal é o desenvolvimento das competências necessárias para chegar o mais perto                       Fórum Mundial de Gestão de
                 possível da excelência.                                                                                            Empresas Familiares 2009
                                                                                                                                    Fórum Mundial de Lucratividade
                 Conhecemos algumas empresas que estão implantando o BSC com sucesso, mas por que já tiveram a                      2009
                                                                                                                                                                                 Entrevistas Especiais
                 experiência do planejamento estratégico, da gestão pela qualidade total ou certificação da ISO.
                 Agora, não conhecemos nenhuma que tenha implantado um modelo de gestão como o BSC, sem
                                                                                                                                    Copyright© 2009 - Todos os direitos reservados
                 antes ter experimentado esse amadurecimento na gestão do negócio. Por outro lado, as etapas aqui
                 comentadas foram vivenciadas em diferentes organizações e não necessariamente em uma empresa
                 só, além do que o número atribuído a cada fase varia de empresa para empresa, dependendo da
                 habilidade de seus líderes e sua idade no ciclo de vida como organização.

                 Por último, as quatro perspectivas do BSC de Norton e Kaplan são apenas um modelo genérico
                 básico. Um bom consultor vai criar as perspectivas adequadas ao seu negócio e ao momento que
                 está vivendo. Nenhum sistema nasce perfeito e nem é aplicável a todo tipo de empresa, ou seja,
                 não existe “receita de bolo”. No mais, gostaríamos de receber seus comentários, criticas ou alguma
                 experiência que deseje compartilhar.




                 Federico Amory (é o líder principal da Eficaz Consultoria de Gestão (Amory Serviços S/C Ltda.),
                 consultor e educador, especializado em reestruturação organizacional de empresas.
                 http://www.empresa-eficaz.com.br – E-Mail: amory@empresa-eficaz.com.br)
                 HSM Online
                 06/05/2009


                 Espaço do leitor: 5 Comentários
                Comentários:

                João Carlos Briquezi disse:
                Maio 13 de 2009 às 06:49 hs.
                Muito oportuno o artigo. O que o autor propõe é a visão crítica (e fundamentada) da aplicação da ferramenta BSC;
                entretanto alguns leitores não entenderam o seu propósito, principalmente quando elafala da adaptação da
                metodologia às necessidades de negócio. Já passei por todas as fases citadas em minha vivência empresarial e
                entendo que o artigo deixa muito bem claro alguns aspectos relevantes para o sucesso: comprometimento da
                direção, clara definição de objetivos, desenvolvimento de competências estratégicas nas pessoas e o mais
                importante: pensamento e reflexão da cadeia de valor do negócio.

                Lauro Katsumi disse:
                Maio 11 de 2009 às 08:39 hs.
                Muito bom o texto, pois consegue aliar a teoria com a aplicabilidade prática, descrevendo as interatividade do
                planejamento estratégico, em seus diversos critérios, com as perspectivas do BSC. Assim conseguimos ver de uma
                forma muito racional a aplicabilidade de um BSC e em que estágio da organização se aplica tal instrumento de
                gestão. Parabéns pelo texto.

                Marcelo Mente disse:
                Maio 8 de 2009 às 10:30 hs.
                O Artigo esta muito "gasoso", a utilizacao de siglas e conceitos do pessoal da Harvard nao quer dizer
                necessariamente que serve para empresas em especial para as nacionais. Acredito que existem caminhos menos
                complexos para obtencao de resultados nas empresas. Precisamos rever a importacao de conceitos e modismos.....A
                toyota por exemplo ja vem fazendo isso ha mais de 50 anos....

                Augusto M. B. Romero disse:
                Maio 7 de 2009 às 17:33 hs.
                O artigo não traz nada de novo ou acrescenta novas idéias. Qualquer planejamento estratégico e entendo o BSC
                como sendo um deles, não tem sucesso sem que o principal líder da empresa esteja comprometido com ele. Outro
                ponto de fundamental importância é que os levantamentos de dados para o embasamento do planejamento e da
                definição de metas, obrigatoriamente, precisam ser descutidos à exaustão e que reflitam relamente as verdades dos
                fatos. Sem essasd duas premissas não há Planejamento que chegue ao sucesso.

                Angela maria bissoli Saleme disse:
                Maio 7 de 2009 às 13:05 hs.
                No último parágrafo, consta que as quatro perspectivas do BSC de Norton e Kaplan são apenas um modelo genérico
                básico. Ok! Sabe-se que o Consultor pode implementar tantas perspectivas quanto achar necessárias. Mas, para isso
                tem que haver um respaldo científico, um embasamento.Daí eu pergunto: Como fica essa miscelânea de conceitos?
                Embasados em que teorias se mistura tanta coisa?


                                                                  << 1 de 1 >>



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Inovação na gestão do negócio e a evolução para o BSC

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    Inovação e aevolução para o BSC http://br.hsmglobal.com/notas/52311-inova%C3%A... Home Eventos Revista ManagemenTV Solutions Blog Multimídia HSM no Mundo Patrocinado por: Gestão Inovação e a evolução para o BSC Imprimir Especialista em reestruturação organizacional explica como aplicar a inovação na gestão do Enviar por e-mail negócio e a evolução para o BSC. Vamos comentar aqui de forma bem resumida, as principais etapas de algumas experiências que Inspira-te Marketing temos vivenciado na implantação de processos de modernização e inovação da gestão em algumas empresas. A maioria destes casos passou por organizações focadas mais para a produção, outras para vendas e marketing, planejamento estratégico, migrando para gestão pela qualidade total, definição e implementação de indicadores para avaliação da performance do negócio, o que podemos chamar de introdução ao Balanced Scorecard ou BSC. Tenho vinte e dois anos atuando em diversas empresas em todo o Brasil e alguns países da América Latina, durante este tempo tenho percebido que a força da inércia e comodismo é muito forte, quando se trata de mudar os hábitos e crenças, com relação à gestão do negócio, e se o empresário não estiver disposto a fazer uma força contrária maior e perseverar até alcançar seus objetivos (constância de propósitos), fica praticamente inviável melhorar o desempenho da empresa. As mudanças não acontecem pela força e sim pelo conhecimento e uso da ração, ou seja, para quebrar crenças obsoletas e antigos paradigmas, somente através da assimilação de novos conhecimentos, orientado por profissionais experientes. Para iniciar este processo, é preciso a conscientização e aceitação da diretoria da necessidade de mudar certas crenças e pressupostos que, com certeza estão bloqueando melhores resultados na empresa. Somente através da aprovação e participação ativa deles no processo de melhoria do desempenho e inovação na gestão do negócio, poderá se iniciar e concluir satisfatoriamente o trabalho. Sem este comprometimento com a melhoria dos resultados e até uma paixão pela excelência na gestão, não só da diretoria como dos gerentes e mandos médios, fica muito difícil qualquer iniciativa. Estamos falando aqui do Critério Liderança, um dos oito critérios através do qual, todos os anos, são avaliadas e premiadas as melhores empresas do Brasil. Uma das primeiras providências a ser realizada ao criar um negócio é o sistema de informação e controle da situação financeira e de custos, que permita apurar, acompanhar, avaliar, corrigir e prever os resultados financeiros e de resultados do negócio. O ideal seria que esta apreciação já viesse desde a elaboração do Plano de Negócios. Esta visão deve ir além do simples conhecimento de que as contas estão sendo pagas em dia e ainda sobra um saldo no final do mês - Critério Resultados. No projeto de treinamento e desenvolvimento das habilidades das lideranças, uma pergunta interessante que surgiu numa das reuniões da equipe de uma empresa foi: como identificar as áreas e processos que contribuem significativamente para os resultados da empresa e em qual medida? Foi ai que aproveitamos para mostrar a necessidade de mergulhar mais fundo na gestão de processos – Critério processos. Nesta etapa, o desenvolvimento das habilidades pessoais - Critério Pessoas passa a ser a principal exigência do processo de melhoria e inovação. Neste caso criamos programas de educação e treinamento para as diferentes equipes e cargos chave, reuniões periódicas e avaliações. Geralmente a diretoria percebe de que os programas de capacitação e treinamento do pessoal não podem ser isolados e arbitrários, que é preciso toda uma análise de causa e efeito, baseado nas estratégias gerais da organização, que orientem quais competências, habilidades e conhecimentos são necessários. Este critério é o mais importante neste processo e habitualmente o mais negligenciado, Uma vez estabelecidas o sistema de informação e controle e as políticas iniciais que considerem as necessidades do cliente, a motivação e comprometimento dos membros da organização, o estabelecimento dos principais processos internos, incluindo o desenvolvimento das competências – Critério informação e conhecimento; está na hora de iniciar um processo de planejamento estratégico, considerando as fortalezas, aquilo onde a empresa é excelente, as debilidades (variáveis internas), assim como, as oportunidades que o mercado oferece, o que significa estar ligado a possíveis ameaças, ou seja, o que pode dar errado e como se poderia agir. Em todos os casos temos procurado mostrar de que para gerenciar é preciso medir. Sem a mensuração tanto dos aspectos tangíveis como intangíveis é praticamente impossível avançar na busca pela excelência na gestão. Mostramos também de que os sistemas de apuração de custos tradicionais (custeio por absorção e custeio variável entre outros), não contribuem para a melhoria do desempenho, nesses casos recomendamos a implantação do ABC ou custeio por atividades de autoria do professor Robert Kaplan. É o sistema de custeio mais indicado para quem deseja desenvolver o BSC na sua organização. A ação do líder principal é decisiva em todo o processo de melhoria do desempenho e inovação na gestão do negócio. Nesta etapa, ele terá que ser mais claro na definição da sua visão, pois a partir daí é que serão criadas a missão e estratégias da organização, junto com sua equipe de gestores, pois são eles que irão fazer as coisas acontecerem de acordo com as estratégias estabelecidas. Por isso é indispensável que participem diretamente na elaboração do plano estratégico - Critérios estratégias - planos e a contribuição para a sociedade Numa situação ideal, mais ou menos nesta etapa é que se começa a enxergar para fora da organização, buscando identificar ou classificar melhor o cliente, de acordo com os produtos ou serviços que esteja produzindo. Na realidade, todo este trabalho começa e termina no cliente – Critério clientes. Em minha opinião, é os segundo critério mais importante do processo. Conhecer o cliente é uma estratégia ainda pouco explorada e que pode fazer a diferença. Em quase todos os trabalhos realizados, temos percebido de que não podemos “perder” muito tempo somente no planejamento. A velocidade das mudanças é muito grande e a organização precisa faturar ao mesmo tempo em que testa sua flexibilidade, se adequando rapidamente às mudanças que estão acontecendo – algumas empresas de classe mundial têm atribuído a esta habilidade o seu sucesso. Em alguns casos temos percebido de que as maiores dificuldades não estavam na fase de planejamento e sim na sua execução. Nesta etapa do processo de melhoria a maioria das empresas acaba desistindo e abandonando os avanços já conquistados, voltando à estaca zero. Depois de certo 1 de 2 4/12/2009 14:32
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    Inovação e aevolução para o BSC http://br.hsmglobal.com/notas/52311-inova%C3%A... tempo é iniciada outra tentativa para melhoria do desempenho, provavelmente com outro modelo, e assim a organização vai evoluindo, entre erros e acertos, ao mesmo tempo em que os processos vão ficando mais complicados, chegando até entrarem em conflito. Nesta fase é chegada a hora de fazer um trabalho de alinhamento dos diferentes esforços de melhoria dos processos. Seminário Internacional - Michael Special Management Program - Useem 2009 Michael Porter Neste nível na busca pela excelência, temos realizado trabalhos para identificar alguns indicadores Seminário Internacional - Neil de desempenho. A tendência inicial nesta etapa é copiar os indicadores de outras organizações Rackham 2009 semelhantes. Em outra empresa um dos diretores percebeu, através dos exercícios e palestras de Fórum Mundial de Negociação capacitação, de que poderíamos definir dois tipos de indicadores: os tradicionais e popularmente 2009 Special Management Program - Digital conhecidos e os especiais, que fariam a diferença da organização no segmento onde atua. Desta Thomas Malone Economia forma temos conseguido expandir a visão do empresário, identificando indicadores não só na área Fórum Mundial de Marketing e Gestão econômica e financeira, como também em outras áreas como: comunicação com o cliente, Vendas 2009 Marketing satisfação do cliente interno, melhorias nos processos, diminuição de custos, valor percebido pelo Special Management Program - Recursos Humanos cliente, entre outros. John Percival Sustentabilidade Fórum Mundial Liderança e Alta Inspiring Ideas Uma das causas mais comum na hora de executar um planejamento estratégico é a relação de causa Performance 2009 e efeito mal estabelecida. Temos observado em algumas organizações onde estão implantando um Special Management Program - Lawrence Hrebiniak modelo de gestão baseado no BSC, cair neste erro. O BSC não é um sistema de informação gerencial Special Management Program - unicamente, ele vai, além disso. É um processo de pensamento, diálogo e reflexão estratégico, cujo Jeffrey Thull Última edição objetivo principal é o desenvolvimento das competências necessárias para chegar o mais perto Fórum Mundial de Gestão de possível da excelência. Empresas Familiares 2009 Fórum Mundial de Lucratividade Conhecemos algumas empresas que estão implantando o BSC com sucesso, mas por que já tiveram a 2009 Entrevistas Especiais experiência do planejamento estratégico, da gestão pela qualidade total ou certificação da ISO. Agora, não conhecemos nenhuma que tenha implantado um modelo de gestão como o BSC, sem Copyright© 2009 - Todos os direitos reservados antes ter experimentado esse amadurecimento na gestão do negócio. Por outro lado, as etapas aqui comentadas foram vivenciadas em diferentes organizações e não necessariamente em uma empresa só, além do que o número atribuído a cada fase varia de empresa para empresa, dependendo da habilidade de seus líderes e sua idade no ciclo de vida como organização. Por último, as quatro perspectivas do BSC de Norton e Kaplan são apenas um modelo genérico básico. Um bom consultor vai criar as perspectivas adequadas ao seu negócio e ao momento que está vivendo. Nenhum sistema nasce perfeito e nem é aplicável a todo tipo de empresa, ou seja, não existe “receita de bolo”. No mais, gostaríamos de receber seus comentários, criticas ou alguma experiência que deseje compartilhar. Federico Amory (é o líder principal da Eficaz Consultoria de Gestão (Amory Serviços S/C Ltda.), consultor e educador, especializado em reestruturação organizacional de empresas. http://www.empresa-eficaz.com.br – E-Mail: amory@empresa-eficaz.com.br) HSM Online 06/05/2009 Espaço do leitor: 5 Comentários Comentários: João Carlos Briquezi disse: Maio 13 de 2009 às 06:49 hs. Muito oportuno o artigo. O que o autor propõe é a visão crítica (e fundamentada) da aplicação da ferramenta BSC; entretanto alguns leitores não entenderam o seu propósito, principalmente quando elafala da adaptação da metodologia às necessidades de negócio. Já passei por todas as fases citadas em minha vivência empresarial e entendo que o artigo deixa muito bem claro alguns aspectos relevantes para o sucesso: comprometimento da direção, clara definição de objetivos, desenvolvimento de competências estratégicas nas pessoas e o mais importante: pensamento e reflexão da cadeia de valor do negócio. Lauro Katsumi disse: Maio 11 de 2009 às 08:39 hs. Muito bom o texto, pois consegue aliar a teoria com a aplicabilidade prática, descrevendo as interatividade do planejamento estratégico, em seus diversos critérios, com as perspectivas do BSC. Assim conseguimos ver de uma forma muito racional a aplicabilidade de um BSC e em que estágio da organização se aplica tal instrumento de gestão. Parabéns pelo texto. Marcelo Mente disse: Maio 8 de 2009 às 10:30 hs. O Artigo esta muito "gasoso", a utilizacao de siglas e conceitos do pessoal da Harvard nao quer dizer necessariamente que serve para empresas em especial para as nacionais. Acredito que existem caminhos menos complexos para obtencao de resultados nas empresas. Precisamos rever a importacao de conceitos e modismos.....A toyota por exemplo ja vem fazendo isso ha mais de 50 anos.... Augusto M. B. Romero disse: Maio 7 de 2009 às 17:33 hs. O artigo não traz nada de novo ou acrescenta novas idéias. Qualquer planejamento estratégico e entendo o BSC como sendo um deles, não tem sucesso sem que o principal líder da empresa esteja comprometido com ele. Outro ponto de fundamental importância é que os levantamentos de dados para o embasamento do planejamento e da definição de metas, obrigatoriamente, precisam ser descutidos à exaustão e que reflitam relamente as verdades dos fatos. Sem essasd duas premissas não há Planejamento que chegue ao sucesso. Angela maria bissoli Saleme disse: Maio 7 de 2009 às 13:05 hs. No último parágrafo, consta que as quatro perspectivas do BSC de Norton e Kaplan são apenas um modelo genérico básico. Ok! Sabe-se que o Consultor pode implementar tantas perspectivas quanto achar necessárias. Mas, para isso tem que haver um respaldo científico, um embasamento.Daí eu pergunto: Como fica essa miscelânea de conceitos? Embasados em que teorias se mistura tanta coisa? << 1 de 1 >> Envie seu comentário Nome Código GAOH Comentários >>ENVIAR HSM não tem responsabilidade alguma sobre comentários de terceiros, os mesmos são de responsabilidade exclusiva de quem os escreveu. HSM reserva o direito de eliminar os comentários ofensivos, discriminantes ou contrários às leis vigentes. 2 de 2 4/12/2009 14:32