FACULDADE DE MEDICINA 
UNINOVE
SISTEMA LOCOMOTOR 
ORTOPEDIA 
E TRAUMATOLOGIA 
PROF CAIO GONÇALVES DE SOUZA
INFECÇÕES OSTEOARTICULARES
OSTEOMIELITE 
• É infecção piogênica do osso, mais comum em 
lactentes e crianças, mas pode ocorrer em 
qualquer idade 
• É URGÊNCIA, QUE NÃO DEVE TER SEU 
DIAGNÓSTICO OU TRATAMENTO RETARDADO
OSTEOMIELITE 
ETIOLOGIA 
1) Via hematogênica de focos à distância 
2) Extensão direta de processo infeccioso 
adjacente 
3) Introdução externa de organismos ( fratura 
exposta,cirurgias) 
• Agente principal: S. aureus
OSTEOMIELITE HEMATOGÊNICA 
FISIOPATOLOGIA 
• Tem início na metáfise, perto de vaso 
nutriente, nos sinusóides metafisários, e 
deve-se à natureza do suprimento vascular 
dos ossos longos de crianças
OSTEOMIELITE
OSTEOMIELITE 
• Fise funciona como barreira mecânica à 
disseminação da infecção para epífise 
• Se a metáfise for intra-articular (colo 
fêmur, úmero, tornozelo) o abscesso atinge 
articulação  Pioartrite 
• Forma-se tecido de granulação em torno 
osso morto  Sequestro ósseo
OSTEOMIELITE 
LOCAIS DE ACOMETIMENTO 
• + COMUNS: fêmur distal e tíbia proximal 
• metáfise proximal de fêmur e distais de rádio, 
úmero 
• qualquer osso pode ser acometido
OSTEOMIELITE 
QUADRO CLÍNICO 
• Febre alta, calafrios, vômitos, desidratação 
• História recente de lesão ou infecção (2 a 3 
semanas antes) 
• Neonatos podem ter poucos sintomas 
(inapetência, irritabilidade, pouco ganho de 
peso)
OSTEOMIELITE 
QUADRO CLÍNICO 
• Dor no osso (metáfise), intensa, constante, 
agravada pela manipulação 
• Claudicação antálgica 
• Aumento de volume e calor local 
• Espasmo protetor muscular da articulação 
adjacente
OSTEOMIELITE 
ACHADOS LABORATORIAIS 
• Hemograma : leucocitose, com desvio à 
esquerda 
• VHS : aumentado (Normalização do VHS é 
um critério de cura) 
• PCR : + 
• Hemocultura : + em 50%
OSTEOMIELITE 
RX 
• Primeiros dias: aumento de partes moles 
• 5-10 dias: estrutura óssea normal, leve 
desmineralização metafisária 
• 7-12 dias: áreas irregulares de rarefação e necrose 
em região metafisária. Início formação de osso 
subperiostal (periostite)=> significa que já ocorreu 
disseminação do abscesso p/ espaço subperiostal
OSTEOMIELITE 
CINTILOGRAFIA ÓSSEA 
• Pode fazer com 24-48hs, mais precoce que RX 
• Aumento de captação no local acometido 
• Precisão de 90% na detecção 
• Usada quando os sinais clínicos são pobres 
• Não é específico para OMA ( falsos + com osteoblastoma, 
fratura de estresse, necrose avascular, anemia falciforme, 
metástases) 
• Tecnécio-99m 
• Gálio-67 e Índio WBC
OSTEOMIELITE 
US: 
• Importante para detecção de coleções extra-ósseas 
RM: 
• indicada para suspeitas de osteomielite em 
coluna e pelve
OSTEOMIELITE 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
• Febre reumática aguda 
• Artrite séptica 
• Celulite (infecção do subcutâneo) 
• Artrite reumatóide aguda 
• Leucemia 
• Poliomielite 
• Hiperostose cortical infantil 
• Hipervitaminose A 
• Tumor de Ewing
OSTEOMIELITE 
• Urgência 
• Esperar tempo de jejum e operar 
• Iniciar Antibioticoprofilaxia 
• Se houver dúvida quanto a localização a ser 
drenada, fazer punção óssea
EtiolOogSiaT pEoOr MgruIEpoL IeTtEár io: 
-Neonatos(<2m): 
S. aureus,Sreptococos hemolíticos, bacilos 
entéricos (G-) 
-Crianças 2m-3anos: 
S.aureus, S.epidermidis, estreptococos  e 
hemolíticos, H. influenzae 
-Crianças > 3 anos: 
S.aureus e estreptococos
OSTEOMIELITE 
TRATAMENTO 
Antibióticoterapia: Bactericida 
- Neonatal: 
penicilina+aminoglicosídeo ou cefalosporina de 2a ou 3a 
geração 
- 2m-3a: 
cefalosporinas de 2a ou 3a geração 
->3a: 
Penicilina
Antibioticoterapia 
- Duração: a duração ótima EV-VO não foi 
estabelecida. Em geral 14 dias EV + 3 
semanas VO 
- O ATB deve ser mantido por pelo menos 
21 dias, até VHS normalizar e remissão dos 
sintomas clínicos de infecção
OSTEOMIELITE 
TRATAMENTO 
-Imobilização do membro para alívio dor 
-Drenagem cirúrgica 
-Após drenagem, imobilização do membro por 4-6 semanas 
-Não liberar carga precoce para evitar fraturas
OSTEOMIELITE 
COMPLICAÇÕES 
• Septicemia e morte 
• Artrite séptica 
• Cronificação 
• Fraturas patológicas
PIOARTRITE 
• Infecção articular 
• Ocorre em qualquer faixa etária, mas principalmente em 
neonatos , lactentes e crianças 2-3 anos 
• 2 meninos : 1 menina 
• Locais acometidos: 
– Joelho - 41% 
- Quadril - 23% ( maiores conseqüências) 
- Tornozelo - 14% 
- Cotovelo - 12% 
- Ombro - 4%
PIOARTRITE 
PATOGENIA 
Vias de contaminação articular: 
1) Hematogênica 
2) Extensão direta 
3) Inoculação direta
PIOARTRITE 
AGENTES ETIOLÓGICOS 
• S.aureus: principal no neonato e por infecções 
hospitalares (mais comum em qualquer faixa) 
• Streptococos hemolíticos ( grupo B) 
• Haemophilus influenzae 
• Pneumococo, gonococos,meningococos 
• Cândida: 2o em infecções hospitalares, em em 
pacientes predispostos  premauros
PIOARTRITE 
• Neonatos: 
– S. aureus e Streptococcus agalacteae 
• 1 mês - 5 anos: 
– Haemophilus influenzae - 31% 
• > 5 anos: 
– Staphylococcus aureus e S. Beta hemolítico
PIOARTRITE 
QUADRO CLÍNICO 
• Calor local, hiperemia e febre alta 
• História recente de lesão ou infecção (2 a 3 semanas antes) 
• Dor intensa e progressiva 
• Limitação importante da mobilidade articular =>é 
praticamente impossível movimentação ativa ou passiva da 
articulação 
• Posições antálgicas=> quadril: flexão , RE e abdução 
• Aumento de volume articular
PIOARTRITE 
Exames complementares: 
• Hemograma: leucocitose, com desvio a esquerda 
• VHS: elevado, acima 20 mm no início, eleva-se no 3o-4o dia à 60 mm 
• PCR: positiva 
• RX: 
-Alterações precoces: espessamento cápsula sinovial, infiltração e edema de 
partes moles e periarticular 
-Após 48 hs: afastamento entre superfícies articulares; sinais de subluxação 
ou luxação (quadril e ombro) 
-Sinais de osteomielite
PIOARTRITE 
Exames de imagem: 
• US: presença de líquido intra-articular (fase 
inicial da infecção) 
• Cintilografia: aumento de captação precoce
PUNÇÃO ARTICULAR 
• Exame que fecha o diagnóstico 
• Anestesia local 
• Material obtido na punção 
– Cultura e antibiograma
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
• Quadril: Leucemia 
Infecção Pélvica, Apendicite 
Sinovite Transitória 
Celulite 
Osteomielite ( derrame reacional ) 
Artrite Reumatóide, FR 
• Joelho: 
Fraturas 
Celulite 
Hemartrose 
• Ombro: Paralisia Obstétrica 
Fratura de Clavícula
PIOARTRITE 
TRATAMENTO 
• URGÊNCIA => DRENAGEM CIRÚRGICA 
• lavagem do espaço articular e alívio da pressão, 
retirando todo material purulento e necrótico 
• Irrigação contínua e drenagem com soro fisiológico 
por 24-48hs, ou até clareamento do líquido de 
drenagem
PIOARTRITE 
TRATAMENTO 
• Imobilização da articulação com tala gessada ou tração para 
diminuição da dor 
• Reabilitação com exercícios ativos e passivos 
• Antibioticoterapia: seguem os mesmos princípios da 
osteomielite, devem ser EV por 10-14 dias e VO por 2-3 
semanas 
• Exemplo: 
Oxacilina ( 1g Ev de 6 em 6 horas ) 
150 – 200 MG/KG/DIA 
Gentamicina (3-5 mg/kg de 8/8 horas)
COMPLICAÇÕES 
• Pioartrite Crônica 
• Subluxação do Quadril 
• Necrose da Cabeça do Fêmur
DÚVIDAS?

Infecções Osteoarticulares

  • 1.
  • 2.
    SISTEMA LOCOMOTOR ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA PROF CAIO GONÇALVES DE SOUZA
  • 3.
  • 4.
    OSTEOMIELITE • Éinfecção piogênica do osso, mais comum em lactentes e crianças, mas pode ocorrer em qualquer idade • É URGÊNCIA, QUE NÃO DEVE TER SEU DIAGNÓSTICO OU TRATAMENTO RETARDADO
  • 5.
    OSTEOMIELITE ETIOLOGIA 1)Via hematogênica de focos à distância 2) Extensão direta de processo infeccioso adjacente 3) Introdução externa de organismos ( fratura exposta,cirurgias) • Agente principal: S. aureus
  • 6.
    OSTEOMIELITE HEMATOGÊNICA FISIOPATOLOGIA • Tem início na metáfise, perto de vaso nutriente, nos sinusóides metafisários, e deve-se à natureza do suprimento vascular dos ossos longos de crianças
  • 7.
  • 8.
    OSTEOMIELITE • Fisefunciona como barreira mecânica à disseminação da infecção para epífise • Se a metáfise for intra-articular (colo fêmur, úmero, tornozelo) o abscesso atinge articulação  Pioartrite • Forma-se tecido de granulação em torno osso morto  Sequestro ósseo
  • 13.
    OSTEOMIELITE LOCAIS DEACOMETIMENTO • + COMUNS: fêmur distal e tíbia proximal • metáfise proximal de fêmur e distais de rádio, úmero • qualquer osso pode ser acometido
  • 14.
    OSTEOMIELITE QUADRO CLÍNICO • Febre alta, calafrios, vômitos, desidratação • História recente de lesão ou infecção (2 a 3 semanas antes) • Neonatos podem ter poucos sintomas (inapetência, irritabilidade, pouco ganho de peso)
  • 15.
    OSTEOMIELITE QUADRO CLÍNICO • Dor no osso (metáfise), intensa, constante, agravada pela manipulação • Claudicação antálgica • Aumento de volume e calor local • Espasmo protetor muscular da articulação adjacente
  • 16.
    OSTEOMIELITE ACHADOS LABORATORIAIS • Hemograma : leucocitose, com desvio à esquerda • VHS : aumentado (Normalização do VHS é um critério de cura) • PCR : + • Hemocultura : + em 50%
  • 17.
    OSTEOMIELITE RX •Primeiros dias: aumento de partes moles • 5-10 dias: estrutura óssea normal, leve desmineralização metafisária • 7-12 dias: áreas irregulares de rarefação e necrose em região metafisária. Início formação de osso subperiostal (periostite)=> significa que já ocorreu disseminação do abscesso p/ espaço subperiostal
  • 19.
    OSTEOMIELITE CINTILOGRAFIA ÓSSEA • Pode fazer com 24-48hs, mais precoce que RX • Aumento de captação no local acometido • Precisão de 90% na detecção • Usada quando os sinais clínicos são pobres • Não é específico para OMA ( falsos + com osteoblastoma, fratura de estresse, necrose avascular, anemia falciforme, metástases) • Tecnécio-99m • Gálio-67 e Índio WBC
  • 20.
    OSTEOMIELITE US: •Importante para detecção de coleções extra-ósseas RM: • indicada para suspeitas de osteomielite em coluna e pelve
  • 21.
    OSTEOMIELITE DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL • Febre reumática aguda • Artrite séptica • Celulite (infecção do subcutâneo) • Artrite reumatóide aguda • Leucemia • Poliomielite • Hiperostose cortical infantil • Hipervitaminose A • Tumor de Ewing
  • 22.
    OSTEOMIELITE • Urgência • Esperar tempo de jejum e operar • Iniciar Antibioticoprofilaxia • Se houver dúvida quanto a localização a ser drenada, fazer punção óssea
  • 23.
    EtiolOogSiaT pEoOr MgruIEpoLIeTtEár io: -Neonatos(<2m): S. aureus,Sreptococos hemolíticos, bacilos entéricos (G-) -Crianças 2m-3anos: S.aureus, S.epidermidis, estreptococos  e hemolíticos, H. influenzae -Crianças > 3 anos: S.aureus e estreptococos
  • 24.
    OSTEOMIELITE TRATAMENTO Antibióticoterapia:Bactericida - Neonatal: penicilina+aminoglicosídeo ou cefalosporina de 2a ou 3a geração - 2m-3a: cefalosporinas de 2a ou 3a geração ->3a: Penicilina
  • 25.
    Antibioticoterapia - Duração:a duração ótima EV-VO não foi estabelecida. Em geral 14 dias EV + 3 semanas VO - O ATB deve ser mantido por pelo menos 21 dias, até VHS normalizar e remissão dos sintomas clínicos de infecção
  • 26.
    OSTEOMIELITE TRATAMENTO -Imobilizaçãodo membro para alívio dor -Drenagem cirúrgica -Após drenagem, imobilização do membro por 4-6 semanas -Não liberar carga precoce para evitar fraturas
  • 27.
    OSTEOMIELITE COMPLICAÇÕES •Septicemia e morte • Artrite séptica • Cronificação • Fraturas patológicas
  • 28.
    PIOARTRITE • Infecçãoarticular • Ocorre em qualquer faixa etária, mas principalmente em neonatos , lactentes e crianças 2-3 anos • 2 meninos : 1 menina • Locais acometidos: – Joelho - 41% - Quadril - 23% ( maiores conseqüências) - Tornozelo - 14% - Cotovelo - 12% - Ombro - 4%
  • 29.
    PIOARTRITE PATOGENIA Viasde contaminação articular: 1) Hematogênica 2) Extensão direta 3) Inoculação direta
  • 30.
    PIOARTRITE AGENTES ETIOLÓGICOS • S.aureus: principal no neonato e por infecções hospitalares (mais comum em qualquer faixa) • Streptococos hemolíticos ( grupo B) • Haemophilus influenzae • Pneumococo, gonococos,meningococos • Cândida: 2o em infecções hospitalares, em em pacientes predispostos  premauros
  • 31.
    PIOARTRITE • Neonatos: – S. aureus e Streptococcus agalacteae • 1 mês - 5 anos: – Haemophilus influenzae - 31% • > 5 anos: – Staphylococcus aureus e S. Beta hemolítico
  • 32.
    PIOARTRITE QUADRO CLÍNICO • Calor local, hiperemia e febre alta • História recente de lesão ou infecção (2 a 3 semanas antes) • Dor intensa e progressiva • Limitação importante da mobilidade articular =>é praticamente impossível movimentação ativa ou passiva da articulação • Posições antálgicas=> quadril: flexão , RE e abdução • Aumento de volume articular
  • 33.
    PIOARTRITE Exames complementares: • Hemograma: leucocitose, com desvio a esquerda • VHS: elevado, acima 20 mm no início, eleva-se no 3o-4o dia à 60 mm • PCR: positiva • RX: -Alterações precoces: espessamento cápsula sinovial, infiltração e edema de partes moles e periarticular -Após 48 hs: afastamento entre superfícies articulares; sinais de subluxação ou luxação (quadril e ombro) -Sinais de osteomielite
  • 34.
    PIOARTRITE Exames deimagem: • US: presença de líquido intra-articular (fase inicial da infecção) • Cintilografia: aumento de captação precoce
  • 35.
    PUNÇÃO ARTICULAR •Exame que fecha o diagnóstico • Anestesia local • Material obtido na punção – Cultura e antibiograma
  • 36.
    DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL •Quadril: Leucemia Infecção Pélvica, Apendicite Sinovite Transitória Celulite Osteomielite ( derrame reacional ) Artrite Reumatóide, FR • Joelho: Fraturas Celulite Hemartrose • Ombro: Paralisia Obstétrica Fratura de Clavícula
  • 37.
    PIOARTRITE TRATAMENTO •URGÊNCIA => DRENAGEM CIRÚRGICA • lavagem do espaço articular e alívio da pressão, retirando todo material purulento e necrótico • Irrigação contínua e drenagem com soro fisiológico por 24-48hs, ou até clareamento do líquido de drenagem
  • 38.
    PIOARTRITE TRATAMENTO •Imobilização da articulação com tala gessada ou tração para diminuição da dor • Reabilitação com exercícios ativos e passivos • Antibioticoterapia: seguem os mesmos princípios da osteomielite, devem ser EV por 10-14 dias e VO por 2-3 semanas • Exemplo: Oxacilina ( 1g Ev de 6 em 6 horas ) 150 – 200 MG/KG/DIA Gentamicina (3-5 mg/kg de 8/8 horas)
  • 39.
    COMPLICAÇÕES • PioartriteCrônica • Subluxação do Quadril • Necrose da Cabeça do Fêmur
  • 40.