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MÉTODOS DE ESTABILIZAÇÃO
DE FRATURAS
CLASSIFICAÇÃO MÜLLER AO DAS
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CLASSIFICAÇÃO MÜLLER AO DAS FRATURAS DOS OSSOS LONGOS
QUANDO UTILIZAR A TÉCNICA DA ESTABILIZAÇÃO
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sem calo visível. Remodelação direta do tecido ósseo =
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TEORIA DA TENSÃO DE PERREN
“A mesma força de deformação produz mais tensão no local da
fratura simples do no local da fratura multifragmentar”.
TEORIA DA TENSÃO DE PERREN
Fratura complexa: quando fixada
em ponte (estabilidade relativa)
= tensão baixa = consolidação
rápida (com formação de calo)
Fratura simples – quando fixada
em ponte (estabilidade relativa) =
grande tensão = risco à
consolidação (retardada ou não
ocorrerá)
TÉCNICAS DE
COMPRESSÃO INTERFRAGMENTÁRIA
PARAFUSO DE TRAÇÃO PLACA CONVENCIONAL
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TRAÇÃO
PARAFUSO DE TRAÇÃO
PARAFUSO DE TRAÇÃO
PLACA CONVENCIONAL
PLACA CONVENCIONAL
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É UM PRINCÍPIO QUE VISA OBTER ESTABILIDADE ABSOLUTA!
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RELATIVA?
TÉCNICAS DE FIXAÇÃO PARA ESTABILIDADE RELATIVA:
-Encavilhamento intramedular (fraturas simples)
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-Fixador externo (permite controle do dano local – grave lesão de
partes moles / permite correção de deformidades e transporte
ósseo)
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LISS)
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
É a técnica padrão para frats. diafisárias de
ossos longos
Vantagens sobre a placa:
- Acesso / exposição mais limitados
- Menor taxa de infecção
- Menor aderência / cicatriz no
quadríceps
- Menor estresse tênsil
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
Hastes com melhores propriedades mecânicas:
fresadas e bloqueadas
Fresagem:
- Aumenta a área de contato entre o implante e o osso
- Permite utilização de implante com diâmetro maior
Bloqueio estático:
- Previne encurtamento (mantém comprimento)
- Controla rotação
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
CONSIDERAÇÕES SOBRE A FRESAGEM:
- Causa dano ao suprimento sanguíneo cortical interno.
• Esse dano seria reversível após 8 – 12 semanas.
• Em frats. expostas: até 21% de infecção
O uso de hastes intramedulares
fresadas nas fraturas expostas
é controverso.
OBS: O encavilhamento intramedular tb pode causar riscos ao sistema
pulmonar do paciente; especialmente nos casos de politrauma com lesão
torácica (hastes de fêmur).
Endosteal
Periosteal
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
DETALHES TÉCNICOS:
Parafuso Poller
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
DETALHES TÉCNICOS: bloqueio dinâmico
PLACA EM PONTE
• Deve-se reduzir a fratura antes da aplicação da placa
- Alinhamento rotacional, angular e ganho de comprimento:
Não é necessária redução anatômica! REDUÇÃO INDIRETA.
Distrator grande
PLACA EM PONTE
REDUÇÃO INDIRETA
Tem como princípio mecânico a distração, que é obtida por
meio da ligamentotaxia (termo cunhado por Vidal).
PLACA EM PONTE: Placa em onda
Área de
trabalho
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- Reduz a interferência com o suprimento vascular
no local da fratura
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- Altera a carga para forças de tensão pura na placa
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- Permite controle do dano
local
- Permite correção de
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FIXADOR INTERNO
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FIXADOR INTERNO
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FIXADOR INTERNO
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FIXADOR INTERNO
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Locking Compression
Plate
FIXADOR INTERNO
MIPO no lado tibial
RAFI convencional no lado fibular
FIXADOR INTERNO
FIXADOR EXTERNO
FIXADOR EXTERNO
FIXAÇÃO INTERNA C/ ESTABILIDDADE ABSOLUTA
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
PLACA EM PONTE
BANDA DE TENSÃO
PLACA EM PONTE / MIPO
FIXAÇÃO INTERNA C/ ESTABILIDDADE ABSOLUTA
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Obrigado!
Luís Filipe

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