HOSPITAL ESTADUAL
ADÃO PEREIRA NUNES
SERVIÇO DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA
LIVROS de TRAUMA
LIVROS DE TUDO
PRINCÍPIOS AO
DO TRATAMENTO DAS FRATURAS
AULA:
Associação Para o Estudo da Fixação Interna
1958 – AO (“Arbeitsgemeinschaft für Osteosynthesefragen”)
Princípios AO
MATERIAL DE SÍNTESE - parafusos
Parafusos
de posição
Parafuso de
tração
MATERIAL DE SÍNTESE
Parafuso cortical – 4,5 mm
(grandes fragmentos)
MATERIAL DE SÍNTESE
Parafuso cortical – 3,5 mm
(pequenos fragmentos)
MATERIAL DE SÍNTESE
Parafuso para osso esponjoso – grandes fragmentos
MATERIAL DE SÍNTESE
Parafusos especiais:
Herbert, Schanz, canulados...
MATERIAL DE SÍNTESE
Parafusos
bloqueados
Externo 5.0mm
Núcleo 4.4mm
MATERIAL DE SÍNTESE
Parafusos
corticais
Parafusos
bloqueados
MATERIAL DE SÍNTESE
PLACAS (quanto à técnica de aplicação):
- Neutralização
- Compressão
- Suporte
- Banda de tensão
MATERIAL DE SÍNTESE
DCP
LC-DCP
MATERIAL DE SÍNTESE
Guia universal
Guia LC-DCP
MATERIAL DE SÍNTESE
PLACA LISS
MATERIAL DE SÍNTESE
PLACA LISS
MATERIAL DE SÍNTESE
PLACA LCP
Locking Compression Plate
MATERIAL DE SÍNTESE
PLACAS especiais
MÉTODOS DE ESTABILIZAÇÃO DE FRATURAS
ESTABILIDADE:
“Uma fratura estável é aquela que não se desvia
visivelmente sob carga fisiológica”.
• Absoluta: nenhum movimento (sem calo ósseo →
consolidação direta = primária)
• Relativa: permite movimento (com calo ósseo →
consolidação indireta = secundária)
OBS: o processo de consolidação direta é muito mais lento...
MÉTODOS DE ESTABILIZAÇÃO
DE FRATURAS
CLASSIFICAÇÃO MÜLLER AO DAS
FRATURAS DOS OSSOS LONGOS
CLASSIFICAÇÃO MÜLLER AO DAS FRATURAS DOS OSSOS LONGOS
QUANDO UTILIZAR A TÉCNICA DA ESTABILIZAÇÃO
ABSOLUTA VS RELATIVA?
- FRATURAS COM TRAÇO SIMPLES (TIPO “A”) =
ESTABILIDADE ABSOLUTA
- FRATURAS COMPLEXAS (TIPO “C”) =
ESTABILIDADE RELATIVA
COMO SE OBTER A ESTABILIDADE
ABSOLUTA?
POR MEIO DA COMPRESSÃO INTERFRAGMENTAR:
Elimina a deformação do tecido → consolidação direta /
sem calo visível. Remodelação direta do tecido ósseo =
remodelação osteonal.
Lembrar: na estabilidade relativa ocorre a consolidação
endocondral e intramembranosa.
TEORIA DA TENSÃO DE PERREN
“A mesma força de deformação produz mais tensão no local da
fratura simples do no local da fratura multifragmentar”.
TEORIA DA TENSÃO DE PERREN
Fratura complexa: quando fixada
em ponte (estabilidade relativa)
= tensão baixa = consolidação
rápida (com formação de calo)
Fratura simples – quando fixada
em ponte (estabilidade relativa) =
grande tensão = risco à
consolidação (retardada ou não
ocorrerá)
TÉCNICAS DE
COMPRESSÃO INTERFRAGMENTÁRIA
PARAFUSO DE TRAÇÃO PLACA CONVENCIONAL
PLACA ASSOCIADA
A PARAFUSO DE
TRAÇÃO
PARAFUSO DE TRAÇÃO
PARAFUSO DE TRAÇÃO
PLACA CONVENCIONAL
PLACA CONVENCIONAL
PLACA ASSOCIADA A PARAFUSO DE TRAÇÃO
PLACA CONVENCIONAL
PRINCÍPIO DA BANDA DE TENSÃO
É UM PRINCÍPIO QUE VISA OBTER ESTABILIDADE ABSOLUTA!
“Converte a força tênsil em força de compressão na cortical
oposta”
PRINCÍPIO DA BANDA DE TENSÃO
APLICAÇÕES DA BANDA DE TENSÃO
“Permite movimento imediato da articulação”
COMO SE OBTER A ESTABILIDADE
RELATIVA?
TÉCNICAS DE FIXAÇÃO PARA ESTABILIDADE RELATIVA:
-Encavilhamento intramedular (fraturas simples)
-Placa em ponte (fraturas multifragmentares complexas)
-Fixador externo (permite controle do dano local – grave lesão de
partes moles / permite correção de deformidades e transporte
ósseo)
- Fixador interno (parafusos de cabeça bloqueada – placas LCP e
LISS)
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
É a técnica padrão para frats. diafisárias de
ossos longos
Vantagens sobre a placa:
- Acesso / exposição mais limitados
- Menor taxa de infecção
- Menor aderência / cicatriz no
quadríceps
- Menor estresse tênsil
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
Hastes com melhores propriedades mecânicas:
fresadas e bloqueadas
Fresagem:
- Aumenta a área de contato entre o implante e o osso
- Permite utilização de implante com diâmetro maior
Bloqueio estático:
- Previne encurtamento (mantém comprimento)
- Controla rotação
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
CONSIDERAÇÕES SOBRE A FRESAGEM:
- Causa dano ao suprimento sanguíneo cortical interno.
• Esse dano seria reversível após 8 – 12 semanas.
• Em frats. expostas: até 21% de infecção
O uso de hastes intramedulares
fresadas nas fraturas expostas
é controverso.
OBS: O encavilhamento intramedular tb pode causar riscos ao sistema
pulmonar do paciente; especialmente nos casos de politrauma com lesão
torácica (hastes de fêmur).
Endosteal
Periosteal
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
DETALHES TÉCNICOS:
Parafuso Poller
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
DETALHES TÉCNICOS: bloqueio dinâmico
PLACA EM PONTE
• Deve-se reduzir a fratura antes da aplicação da placa
- Alinhamento rotacional, angular e ganho de comprimento:
Não é necessária redução anatômica! REDUÇÃO INDIRETA.
Distrator grande
PLACA EM PONTE
REDUÇÃO INDIRETA
Tem como princípio mecânico a distração, que é obtida por
meio da ligamentotaxia (termo cunhado por Vidal).
PLACA EM PONTE: Placa em onda
Área de
trabalho
PLACA EM ONDA – é um tipo de placa em ponte
- Reduz a interferência com o suprimento vascular
no local da fratura
- Fornece acesso para enxerto ósseo
- Altera a carga para forças de tensão pura na placa
FIXADOR EXTERNO
- Permite controle do dano
local
- Permite correção de
deformidades e transporte
ósseo
Orthofix®
FIXADOR INTERNO
EXEMPLOS
FIXADOR INTERNO
MIPO
FIXADOR INTERNO
PLACA LISS
Usando MIPO
FIXADOR INTERNO
LCP
Locking Compression
Plate
FIXADOR INTERNO
MIPO no lado tibial
RAFI convencional no lado fibular
FIXADOR INTERNO
FIXADOR EXTERNO
FIXADOR EXTERNO
FIXAÇÃO INTERNA C/ ESTABILIDDADE ABSOLUTA
ENCAVILHAMENTO INTRAMEDULAR
PLACA EM PONTE
BANDA DE TENSÃO
PLACA EM PONTE / MIPO
FIXAÇÃO INTERNA C/ ESTABILIDDADE ABSOLUTA
PLACA EM PONTE / MIPO
Obrigado!
Luís Filipe

Princípios de osteossíntese 2016