A Historia da Beleza
Umberto Eco
Para os gregos não havia uma
estética e nem uma teoria de beleza
propriamente ditas
A beleza se encontra associada à
outras Qualidades:
O mais justo é o mais belo
Bem e bom
No caso do corpo humano assumem
um papel relevante também as
qualidades da alma e do caráter, eu
são percebidas mais com os olhos
da mente do que com aqueles do
corpo
Egípcios: Gregos:
Egípcios: Gregos:
Beleza Ideal:
Harmonia de corpo = Beleza das formas,
justa proporção e simetria
e
Harmonia de alma = Bondade do corpo
Arcaica: Clássica: Helenística:
Período arte Romana:
Na Grécia Antiga, esta arte tradicional ocorreu em três fases
distintas:
busca da perfeição Perfeição Transformação da
perfeição
A Beleza segundo os filósofos
Sócrates
1- Beleza ideal: representa a natureza de uma montagem das partes
2- Beleza espiritual: exprime a alma através do olhar
3- Beleza útil e funcional
Platão
1- Harmonia e proporção das parte
2- Beleza como esplendor
3- Beleza geométrica
A proporção e a Harmonia
O corpo humano
Na interpretação de Pitágoras e de seus discípulos: na oposição
de dois contrários, só um deles representa a perfeição.
O ímpar, a reta e o quadrado são bons e belos
Os contrários são maus e desarmônicos
A harmonia não é ausência, mas equilíbrio de contrastes:
Amor e ódio
Paz e guerra
Calma e movimento
Segundo as épocas, apesar dos princípios aritméticos e
geométricos declarados, o sentido das proporções foram
mudando
O Feio
Cada cultura colocou ao lado da concepção de belo a idéia do
feio. (mesmo sem sabermos se na época, determinadas obras
são consideradas feias)
Idade média o feio é considerado como antítese do belo
Uma desarmonia que viola as regras da proporção.
A arte tem poder de representar o feio de modo belo,
torná-lo aceitável.
Renascimento
A perspectiva é uma perfeita adaptação da matéria à forma.
A boa representação em perspectiva passa a ser considerada
justa e realista,bela e agradável.
Renascimento
Concepção de beleza através de:
- Imitação da Natureza
O artista é ao mesmo tempo criador da novidade e imitador
da natureza
- Contemplação de um grau de perfeição sobrenatural
A beleza divina se difunde não apenas na criatura humana
mas também na natureza.
A mulher
A mulher renascentista usa
cosméticos e dá atenção
aos cabelos. Seu corpo é
para ser exaltado com jóias
Mais tarde o corpo da
mulher se mostra e serve
como contraponto à
expressão privada
Beleza prática
Século XVII e XVIII a mulher
volta a se vestir, é dona de
casa, educadora
Mulher que se sente feliz
apenas por existir e poder
mostrar-se.
Enquanto consolida-se (proporção e simetria do corpo), na pintura
de representação homens poderosos, a figura masculina serve
para exaltar a liberdade do pintor em relação aos Cânones
O Renascimento vive uma situação conflituosa:
Beleza =
Proporção das parte
Beleza =
Inquieta, informe,
surpreendente
Sociedade inquieta: o
homem é tirado de seu
centro do mundo sendo
deslocado para um ponto
periférico
Na filosofia:
“A beleza nada mais é que uma graça que nasce da
proporção, conveniência e harmonia entre as coisas” Bembo
Assim abre-se caminhos para concessões subjetivas e
particulares do belo
O Maneirismo
A necessidade de não rejeitar o patrimônio artístico herdado e
e um sentimento de estranheza em relação ao mundo
provoca, uma série de interpretações diferenciadas e em
várias direções para cada artista deste período
Os artistas do maneirismo dissolvem as regras
A beleza clássica é percebida como vazia, desprovida de
alma. Suas figuras se lançam para o fantástico
Não mais a distinção entre
Proporção e desproporção
Forma e informe
Visível e invisível
Belo e feio
Verdadeiro e falso
El Greco
Ela pode dizer
belo através do feio
Verdadeiro através do falso
Vida através da morte (este tema muito presente na
mente barroca
O Barroco
É a combinação entre imaginação exata e efeito surpreendente
O século do barroco exprime uma beleza além do bem e do mal
Não há uma linha que
não se carregue de
tensão
Uma beleza dramática,
sofredora
Êxtase de Santa Teresa
Kant
A estética do Século XVIII dá ampla ressonância aos aspectos
subjetivos indetermináveis pelo gosto
Em A crítica da Razão, Kant põe na base da experiência
estética o prazer desinteressado que se produz na
contemplação da Beleza:
Belo é aquilo que agrada de maneira desinteressada, sem ser
originado por um remissível ou por um conceito: o gosto é. Por
isso, a faculdade de julgar desinteressadamente um objeto (ou
uma representação) mediante um prazer ou um desprazer; o
objeto deste prazer é aquilo que definimos como belo.
A existência do mal e do feio não contradizem a ordem
positiva e substancialmente boa da criação
A natureza não é mais um lindo jardim inglês.
É Algo mais potente que provoca uma espécie de
sufocação da vida
Kant reconhece a independência da razão humana em
relação à natureza
O sublime
Uma nova concepção do belo
Pesquisa das regras para
a produção da obra
Reconhecimento dos
efeitos que ela produz
Compreensão do
sujeito sobre a obra
Belo ligado aos
sentidos, ao
reconhecimento do
prazer
Avanço da idéia do
sublime
Manet Afirma que:
“Não há senão uma coisa verdadeira: fazer a primeira vista o que
se vê”
“Não se faz uma paisagem, uma marina, uma figura: se faz a
impressão, em uma certa hora do dia, de uma paisagem, de uma
marina, de uma figura”.
A busca da beleza abandona o céu e leva o artista a mergulhar
no vivo da matéria
O artista esquece até o ideal do belo que o guiava e acaba por
entender a arte, não mais como registro e provocação de um
êxtase, mas como instrumento de conhecimento.
A Arte contemporânea descobriu o valor e a
fecundidade da matéria.
Isso não quer dizer que os artistas de outrora
ignorassem o fato de que trabalhavam sobre um
material e não compreendessem que esse material
lhe viriam restrições e sugestões criativas,
obstáculos e libertações.
Historia da beleza 02

Historia da beleza 02

  • 1.
    A Historia daBeleza Umberto Eco
  • 2.
    Para os gregosnão havia uma estética e nem uma teoria de beleza propriamente ditas A beleza se encontra associada à outras Qualidades: O mais justo é o mais belo Bem e bom
  • 3.
    No caso docorpo humano assumem um papel relevante também as qualidades da alma e do caráter, eu são percebidas mais com os olhos da mente do que com aqueles do corpo
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    Beleza Ideal: Harmonia decorpo = Beleza das formas, justa proporção e simetria e Harmonia de alma = Bondade do corpo
  • 7.
    Arcaica: Clássica: Helenística: Períodoarte Romana: Na Grécia Antiga, esta arte tradicional ocorreu em três fases distintas: busca da perfeição Perfeição Transformação da perfeição
  • 8.
    A Beleza segundoos filósofos Sócrates 1- Beleza ideal: representa a natureza de uma montagem das partes 2- Beleza espiritual: exprime a alma através do olhar 3- Beleza útil e funcional Platão 1- Harmonia e proporção das parte 2- Beleza como esplendor 3- Beleza geométrica
  • 9.
    A proporção ea Harmonia O corpo humano Na interpretação de Pitágoras e de seus discípulos: na oposição de dois contrários, só um deles representa a perfeição. O ímpar, a reta e o quadrado são bons e belos Os contrários são maus e desarmônicos A harmonia não é ausência, mas equilíbrio de contrastes: Amor e ódio Paz e guerra Calma e movimento
  • 10.
    Segundo as épocas,apesar dos princípios aritméticos e geométricos declarados, o sentido das proporções foram mudando
  • 14.
    O Feio Cada culturacolocou ao lado da concepção de belo a idéia do feio. (mesmo sem sabermos se na época, determinadas obras são consideradas feias) Idade média o feio é considerado como antítese do belo Uma desarmonia que viola as regras da proporção. A arte tem poder de representar o feio de modo belo, torná-lo aceitável.
  • 17.
    Renascimento A perspectiva éuma perfeita adaptação da matéria à forma. A boa representação em perspectiva passa a ser considerada justa e realista,bela e agradável.
  • 18.
    Renascimento Concepção de belezaatravés de: - Imitação da Natureza O artista é ao mesmo tempo criador da novidade e imitador da natureza - Contemplação de um grau de perfeição sobrenatural A beleza divina se difunde não apenas na criatura humana mas também na natureza.
  • 21.
    A mulher A mulherrenascentista usa cosméticos e dá atenção aos cabelos. Seu corpo é para ser exaltado com jóias Mais tarde o corpo da mulher se mostra e serve como contraponto à expressão privada
  • 22.
    Beleza prática Século XVIIe XVIII a mulher volta a se vestir, é dona de casa, educadora
  • 23.
    Mulher que sesente feliz apenas por existir e poder mostrar-se.
  • 24.
    Enquanto consolida-se (proporçãoe simetria do corpo), na pintura de representação homens poderosos, a figura masculina serve para exaltar a liberdade do pintor em relação aos Cânones
  • 25.
    O Renascimento viveuma situação conflituosa: Beleza = Proporção das parte Beleza = Inquieta, informe, surpreendente Sociedade inquieta: o homem é tirado de seu centro do mundo sendo deslocado para um ponto periférico
  • 26.
    Na filosofia: “A belezanada mais é que uma graça que nasce da proporção, conveniência e harmonia entre as coisas” Bembo Assim abre-se caminhos para concessões subjetivas e particulares do belo
  • 27.
    O Maneirismo A necessidadede não rejeitar o patrimônio artístico herdado e e um sentimento de estranheza em relação ao mundo provoca, uma série de interpretações diferenciadas e em várias direções para cada artista deste período Os artistas do maneirismo dissolvem as regras A beleza clássica é percebida como vazia, desprovida de alma. Suas figuras se lançam para o fantástico
  • 28.
    Não mais adistinção entre Proporção e desproporção Forma e informe Visível e invisível Belo e feio Verdadeiro e falso
  • 29.
  • 30.
    Ela pode dizer beloatravés do feio Verdadeiro através do falso Vida através da morte (este tema muito presente na mente barroca O Barroco É a combinação entre imaginação exata e efeito surpreendente O século do barroco exprime uma beleza além do bem e do mal
  • 33.
    Não há umalinha que não se carregue de tensão Uma beleza dramática, sofredora Êxtase de Santa Teresa
  • 36.
    Kant A estética doSéculo XVIII dá ampla ressonância aos aspectos subjetivos indetermináveis pelo gosto Em A crítica da Razão, Kant põe na base da experiência estética o prazer desinteressado que se produz na contemplação da Beleza: Belo é aquilo que agrada de maneira desinteressada, sem ser originado por um remissível ou por um conceito: o gosto é. Por isso, a faculdade de julgar desinteressadamente um objeto (ou uma representação) mediante um prazer ou um desprazer; o objeto deste prazer é aquilo que definimos como belo.
  • 37.
    A existência domal e do feio não contradizem a ordem positiva e substancialmente boa da criação A natureza não é mais um lindo jardim inglês. É Algo mais potente que provoca uma espécie de sufocação da vida Kant reconhece a independência da razão humana em relação à natureza
  • 38.
    O sublime Uma novaconcepção do belo Pesquisa das regras para a produção da obra Reconhecimento dos efeitos que ela produz Compreensão do sujeito sobre a obra Belo ligado aos sentidos, ao reconhecimento do prazer Avanço da idéia do sublime
  • 39.
    Manet Afirma que: “Nãohá senão uma coisa verdadeira: fazer a primeira vista o que se vê” “Não se faz uma paisagem, uma marina, uma figura: se faz a impressão, em uma certa hora do dia, de uma paisagem, de uma marina, de uma figura”. A busca da beleza abandona o céu e leva o artista a mergulhar no vivo da matéria O artista esquece até o ideal do belo que o guiava e acaba por entender a arte, não mais como registro e provocação de um êxtase, mas como instrumento de conhecimento.
  • 41.
    A Arte contemporâneadescobriu o valor e a fecundidade da matéria. Isso não quer dizer que os artistas de outrora ignorassem o fato de que trabalhavam sobre um material e não compreendessem que esse material lhe viriam restrições e sugestões criativas, obstáculos e libertações.