Escabiose (sarna)

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Um pouco sobre a escabiose e suas espécies de interesse humano.

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Escabiose (sarna)

  1. 1. Escabiose 4º NUAD Brendha Soares Jeniffer Carneiro Jenifer Beier Larissa Beggi
  2. 2. Etiologia • A sarna ou escabiose é uma doença cosmopolita, considerada infestação causada por Sarcoptes Scabiei. É um ácaro ectoparasito obrigatório da classe dos aracnídeos que pode medir entre 0,5 mm a 0,25mm. • É uma doença contagiosa transmitida pelo contato direto interpessoal, fômites (objetos contaminados) ou contato com animais.
  3. 3. Morfologia
  4. 4. Morfologia
  5. 5. Morfologia Macho Fêmea
  6. 6. Áreas mais afetadas - Regiões interdigitais - Punhos - Axilas - Região periumbilical - Órgãos genitais - Cotovelo - Joelho - Troncos
  7. 7. Espécies • Escabiose Humana • Escabiose Sarcóptica: Transmitido de cães, gatos, roedores, coelhos, equinos, ovinos (onde é apelidada de "ronha"), caprinos e bovinos para pessoas, através de contato direto. • Escabiose Norueguesa: Formas mais graves da doença, como acontece em pacientes transplantados e com HIV.
  8. 8. Espécies Escabiose Humana Escabiose Sarcóptica Escabiose Norueguesa
  9. 9. Epidemiologia • A distribuição é de forma endêmica em áreas tropicais e subtropicais de países em desenvolvimento. Em países desenvolvidos a escabiose esta acondicionada em casas de repouso e instituições médicas onde ocorre em forma de surto. • Fatores como baixa higiene pessoal, má nutrição e promiscuidade sexual estão relacionadas a aquisição dessa infestação.
  10. 10. Ciclo Biológico • Após a fecundação, o ácaro (fêmea) penetra na epiderme íntegra do hospedeiro e forma túneis, iniciando a postura dos ovos. De dois a três ovos são liberados por dia durante 2 ou 3 meses. Três dias após, os ovos eclodem larvas e dão origem a ninfas. A completa maduração pode levar até 17 dias. Estes parasitos não sobrevivem mais de 3 dias fora da derme, podendo ser considerada uma doença controlável.
  11. 11. Ciclo Biológico
  12. 12. Patogênese • O ácaro causador da escabiose produz escavações na epiderme. Essas lesões juntamente com os produtos do metabolismo do parasita produz um prurido intenso. O organismo produz uma reação imunológica, gerando um processo inflamatório e levando a formação de reações cutâneas que incluem: lesões eriquematosas, papulares e bolhosas, com infiltrado inflamatório e com recrutamento de células gigantes tipo langerhans e deposição de imunoglobulinas, principalmente IgE. • As pápulas transformam-se em crostas pela ação inflamatória. Essas crostas são ricas em ácaros que podem se desprender e aumentar o nível de transmissão. O ato de coçar provoca escoriações que aumentam as chances de ocorrência de infecções secundárias oportunistas.
  13. 13. Sinais e sintomas • A maioria dos pacientes com escabiose apresenta um prurido (coceira) no local. Nessa doença há uma predileção por áreas interdigitais, regiões genitais masculinas e femininas, cotovelos, joelhos, região anterior das axilas e tronco. • Em pacientes imunodeprimidos pode ocorrer a apresentação exuberante da escabiose e com menos resposta eficaz ao tratamento especifico. • A sarna nodular apresenta-se como nódulos violáceos pruriginosos que frequentemente estão em regiões cobertas do corpo, principalmente na genitália masculina, região inguinal e nas axilas. Os nódulos podem persistir por varias semanas após o início do tratamento.
  14. 14. Diagnóstico • O diagnóstico da escabiose é essencialmente clínico e epidemiológico. Exames laboratoriais podem ser usados como auxílio em casos em que se há dúvidas clínicas ou inadequada resposta terapêutica. • A demonstração óptica direta dos ácaros, de seus ovos e fezes também podem confirmar o diagnóstico. Para melhorar a sensibilidade do método deve escolher regiões não escoriadas para a coleta do material.
  15. 15. Tratamento • O tratamento deve ter início imediato no paciente portador da escabiose e de todos seus contactantes mesmo que assintomático, com drogas específicas, e adotar medidas de controle do ácaro, que incluem a desinfestação das roupas, lençóis de cama, os quais devem ser lavados e escaldados a 55°C.
  16. 16. Tratamento O tratamento medicamentoso se divide em: • Tópico • Sistêmico
  17. 17. Tratamento • O tratamento tópico pode ser realizado com permetrina 5% na forma de creme, com baixa toxicidade e à alta eficácia e pode ser utilizada por grávidas e por crianças. É realizada no período da noite após a higiene pessoal cotidiana. • O benzoato de benzila é utilizado no Brasil e é aplicado diluído sobre a pele do paciente por três noites seguidas e repetido uma semana após. O enxofre também é uma opção para ser aplicado por três noites e também pode ser usado por crianças e mulheres grávidas.
  18. 18. Tratamento • O tratamento sistêmico com ivermectina tem uma boa resposta terapêutica, mesmo em pacientes com AIDS. Em forma de comprimidos deve ser administrada como dose única e apresenta restrições em mulheres grávidas, nutrizes, indivíduos com afecções do sistema nervoso central e em crianças com menos de 5 anos de idade ou com peso inferior a 15 Kg. • Pacientes portadores de escabiose podem apresentar infecções bacterianas secundárias, principalmente por staphylococcus aureus, por isso o tratamento com antibiótico deve ser iniciado após o diagnóstico dessa associação.
  19. 19. Profilaxia • A profilaxia consiste em um tratamento precoce dos pacientes com escabiose e de todos seus cantactantes. O paciente deve ser mantido em precaução de contato físico até a constatação da melhora clínica. Outra conduta é o controle do parasito por meio de medidas ambientais, como controle de fômites que são potenciais portadores do ácaro. E uma vacina para a escabiose seria ideal para o combate.
  20. 20. Referências • NETO, A. V.; GRYSCHEK, R. C. B.; AMARATO, V. S.; TUON, F. F. Parasitologia, Uma abordagem clínica, 2ª edição, Rio de Janeiro, RJ: Editora Elsevier Ltda, 2008. • Parasitologia. Escabiose e Pediculose. Disponível na internet: <http://www.uft.edu.br/parasitologia/pt_BR/parasitologia/escabiose+e+pe diculose/patogenia/index.html>. Capturado em: 31/outubro/2015. • Revista Científica Eletrônica De Medicina Veterinária. Sarna Sarcóptica Em Cães. Disponível na internet: <http://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/AUdNLklSk lIPgw4_2013-5-28-12-30-41.pdf>. Capturado em: 04/novembro/2015. • Instituto de Ciências da Saúde. Parasitologia Veterinária. Disponível na internet: <http://issuu.com/riciely/docs/1._aula__caros_causadores_de_sarna_2013> Capturado em: 04/novembro/2015.

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