GEST O DE CUSTOSÃ
GRAU DE
ALAVANCAGEM
OPERACIONAL
Professor: Kleber Mantovanelli Barbosa
GEST O DE CUSTOSÃ
Representa o efeito que um aumento na quantidade de
vendas provocará no lucro de sua empresa.
Fórmula para o cálculo do GAO
GAO = Variação percentual no lucro _
Variação percentual na quantidade vendida
GEST O DE CUSTOSÃ
O grau de alavancagem operacional é de extrema
utilidade para as projeções dos resultados que
determinada empresa obteria em diversos níveis de
atividades de produção e de vendas, mantidas
constantes as demais variáveis, tais como margem
de contribuição, total das despesas e custos fixos
etc.
GEST O DE CUSTOSÃ
Exemplo de cálculo do Grau de Alavancagem Operacional
Suponhamos os seguintes valores:
$
Preço unitário de venda 1.000
Despesas variáveis, para cada unidade 130
Custos variáveis, para cada unidade 470
Total das despesas e custos variáveis para unidade 600
Margem de contribuição unitária
Preço de venda menos total das despesas e custos
variáveis
400
Despesas fixas, totais do mês 300.000
Custos fixos, totais do mês 1.700.000
GEST O DE CUSTOSÃ
Supondo que a empresa produziu e vendeu durante
um determinado mês 7.000 unidades do seu produto,
o lucro mensal seria o seguinte:
$
Total das Receitas = 7.000 unidades X $ 1.000 7.000.000
Menos
Total das despesas variáveis = 7.000 unidade X $130 (910.000)
Total dos custos variáveis = 7.000 unidades X $ 470 (3.290.000)
= Margem de contribuição total 2.800.000
Menos
Total das despesas fixas (300.000)
Total dos custos fixos (1.700.000)
= Resultado do mês 800.000
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Qual seria o Grau de Alavancagem Operacional dessa
empresa, ao volume de atividades de 7.000 unidades?
Em outras palavras, qual seria o reflexo no lucro se
houvesse determinado aumento no volume de
atividades?
Supondo um acréscimo de 10% no volume de
atividades – a empresa vendeu 7.700 unidades, em vez
das 7.000 anteriores – o “novo” lucro seria apurado
como segue:
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$
Total das Receitas = 7.700 unidades X S 1.000 7.700.000
Menos
Total das despesas variáveis = 7.700 unidades X $ 130 (1.001.000)
Total dos custos variáveis = 7.700 unidades X $ 470 (3.619.000)
= Margem de contribuição total 3.080.000
Menos
Total das despesas fixas (300.000)
Total dos custos fixos (1.700.000)
= Resultado do mês 1.080.000
GEST O DE CUSTOSÃ
Portanto, o lucro anterior de $ 800.000 aumentou para
$ 1.080.000, equivalente a $ 280.000 ou 35%.
Aplicando a fórmula, o GAO seria, então
GAO = Variação percentual no lucro _
Variação percentual na quantidade vendida
GAO = 35%
10%
GAO = 3,5 vezes
GEST O DE CUSTOSÃ
O GAO de 3,5 vezes significa que, no volume de atividade
de 7.000 unidades, qualquer acréscimo percentual no
volume dessa atividade implicará que o lucro aumentará
proporcionalmente em 3,5 vezes.
Suponhamos que a empresas deseja aumentar em 25% o
volume de atividades, passando para 8.750 unidades, o
lucro aumentaria 87,50%, ou seja, 25% vezes 3,5 = 87,50%,
passando de R$ 800.000 para R$ 1.500.000. Iremos
demonstrar a seguir no quadro:
GEST O DE CUSTOSÃ
$
Total das Receitas = 8.750 unidades X 1.000 8.750.000
Menos
Total das despesas variáveis = 8.750 X $ 130 (1.137.500)
Total dos custos variáveis = 8.750 unidades X $ 470 (4.112.500)
= Margem de contribuição total 3.500.000
Menos
Total das despesas fixas (300.000)
Total dos custos fixos (1.700.000)
= Resultado do mês 1.500.000
GEST O DE CUSTOSÃ
De acordo com Matarazzo, a alavancagem operacional
significa o quanto a empresa consegue aumentar o lucro
através da atividade operacional, basicamente em função
do aumento da margem de contribuição (diferença entre
receitas e custos variáveis) e manutenção dos custos
fixos.
GEST O DE CUSTOSÃ
GRAU DE ALAVANCAGEM TOTAL (GAT)
É o potencial para usar custos fixos, tanto operacionais
quanto financeiros, objetivando maximizar o efeito de
variações nas vendas sobre o Lucro por Ação. Portanto,
a Alavancagem total pode ser vista como o impacto
total dos custos fixos na estrutura financeira e
operacional da empresa.
GEST O DE CUSTOSÃ
O Relacionamento entre as Alavancagens Operacional e
Financeira
O impacto combinado da alavancagem financeira e
operacional na empresa reflete o que chamamos de
Alavancagem Total. Uma alta alavancagem operacional e
uma alta alavancagem financeira causarão uma
alavancagem total alta. O oposto também será
verdadeiro. O relacionamento entre as duas alavancagens
é multiplicativo em vez de aditivo.
GEST O DE CUSTOSÃ
Grau de Alavancagem Total - GAT é a medida
numérica da Alavancagem total da empresa, pode ser
medida das seguintes formas:
GAT = Grau de Alavancagem Operacional x Grau de
Alavancagem Financeira.
GAT = GAO X GAF
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ALAVANCAGEM
FINANCEIRA
Professor: Kleber Mantovanelli Barbosa
Fonte: Análise de Balanços – Sérgio de Iudícibus
GEST O DE CUSTOSÃ
Em física alavancagem traduz o efeito
da alavanca para mover ou levantar
um objeto ou volume pesado,
empregando uma força reduzida.
Neste sentido, alavancar significa
mover ou levantar algo com auxílio de
alavanca.
Alavancagem é, então, o ato ou efeito
de alavancar.
GEST O DE CUSTOSÃ
Num contexto empresarial alavancagem é o método de
utilizar recursos de terceiros com vista a aumentar a taxa
de lucros sobre o capital próprio.
Sendo assim, o estudo da alavancagem procura evidenciar
a importância relativa dos recursos de terceiros, na
estrutura de capital da empresa.
Alavancagem é a capacidade que uma empresa possui
para utilizar recursos de terceiros visando maximizar o
lucro dos seus sócios.
GEST O DE CUSTOSÃ
Imagine duas empresas distintas:
A empresa A somente se utiliza
de capital próprio para financiar
seu ativo. Consegue obter um
retorno de 20% sobre este ativo.
O retorno sobre o patrimônio
líquido será de 20% também, pois
todo o lado direito do balanço é
formado pelo patrimônio líquido,
que assim é igual ao ativo.
GEST O DE CUSTOSÃ
A empresa B por seu lado,
obtém o mesmo retorno de
20% sobre o ativo, mas
recorrendo a recursos de
terceiros consegue dobrar seu
investimento em ativo.
Vejamos o que ocorreria em
três situações distintas:
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1. Custo de empréstimo: igual à taxa de retorno sobre o
Ativo.
EMPRESA “A” EMPRESA “B”
Ativo 100 200
Passivo 0 100
Patrimônio Líquido 100 100
Lucro antes dos juros (retorno do ativo) 20 40
Despesas de Juros 0 20
Lucro Após os Juros 20 20
GEST O DE CUSTOSÃ
Verifica-se que o retorno
sobre o patrimônio líquido é
idêntico, igual a 20%.
Nenhum benefício ou
prejuízo adicional se
transferiu aos acionistas,
como conseqüência do
empréstimo.
GEST O DE CUSTOSÃ
2. Custo do empréstimo: inferior à taxa de retorno sobre o Ativo.
Considere o custo do empréstimo de 10%.
EMPRESA “A” EMPRESA “B”
Ativo 100 200
Passivo 0 100
Patrimônio Líquido 100 100
Lucro antes dos juros (retorno do ativo) 20 40
Despesas de Juros 0 10
Lucro Após os Juros 20 30
GEST O DE CUSTOSÃ
Neste segundo caso, a empresa “A” obteve um retorno de
20% sobre patrimônio Líquido e a empresa “B”, recorrendo
a endividamento, teve um retorno de 30% (cálculos sobre o
patrimônio líquido inicial).
Nota-se que os valores colocados para o ativo nas duas
empresas são apenas os iniciais. Na verdade, a receita seria
adicionada ao ativo inicial, subtraindo-se os juros (se estes
forem pagos) ou adicionando estes últimos ao passivo. O
patrimônio Líquido final ficaria alterado pela diferença entre
receita e despesas.
GEST O DE CUSTOSÃ
3. Custo do empréstimo: superior à taxa de retorno sobre o
Ativo (digamos, de 30%).
EMPRESA “A” EMPRESA “B”
Ativo 100 200
Passivo 0 100
Patrimônio Líquido 100 100
Lucro antes dos juros (retorno do ativo) 20 40
Despesas de Juros 0 30
Lucro Após os Juros 20 10
GEST O DE CUSTOSÃ
Verifica-se que neste caso foi
desvantagem a obtenção de
endividamento, pois obtivemos um
lucro final menor. A empresa “A”
obteve um retorno de 20% e a
empresa “B” de apenas 10% (sobre o
patrimônio Líquido).
O que pode-se analisar do três
exemplos? É que o fator fundamental
reside na comparação entre taxa de
retorno do ativo e o custo da dívida.
GEST O DE CUSTOSÃ
Desde que a taxa de custo da dívida seja inferior ao retorno
obtido pelo emprego e giro no ativo dos recursos obtidos
por empréstimo, o endividamento acarreta benefícios aos
acionistas. Se a situação se inverter, o retorno para os
acionistas seria maior se obtivéssemos os recursos
adicionais com capitais de risco. Se as taxas forem iguais, o
resultado do endividamento é neutro (pelo menos a curto
prazo), dependendo a decisão de endividar ou não de
outros fatores, tais como disponibilidade de capitais de
risco etc.
GEST O DE CUSTOSÃ
O EFEITO ALAVANCAGEM FINANCEIRAO EFEITO ALAVANCAGEM FINANCEIRA
Efeito de tomar recursos de terceiros a determinado custo,
aplicando-os nos ativos com uma outra taxa de retorno.
O significado da “alavancagem Financeira” está correlacionado
ao exemplos anteriores apresentados.
Quando a alavancagem ou o grau de alavancagem é maior do
que 1 o endividamento tem um efeito de alavanca sobre o lucro
que é levado para o acionista. Puxa para cima a taxa de retorno
dos acionistas.
GEST O DE CUSTOSÃ
Uma das fórmulas, utilizadas, na prática, para o cálculo da
alavancagem, é a seguinte:
Lucro Líquido
Grau de alavancagem = Patrimônio Líquido Médio
Lucro Líquido + Despesas Financeiras
Ativo Médio
GEST O DE CUSTOSÃ
Verifica-se portanto, que se trata de um quociente entre dois
quocientes. Pode ser expresso também da seguinte forma:
Taxa de Retorno sobre
Grau de Alavancagem = O Ativo Médio X Ativo Total Médio
1- Exigível Total Médio Lucro líquido +
Ativo Total Médio Desp. Financeiras
TRA = Lucro Disponíveis para acionistas ordinários
Ativo Total
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Exemplos (utilizando a fórmula):
ATIVO INICIAL 100.000,00
Patrimônio Líquido Inicial 50.000,00
Lucro Líquido 30.000,00
Despesas Financeiras 10.000,00
Aplicando a fórmula sobre os valores iniciais (para facilitar)
GEST O DE CUSTOSÃ
GA = Lucro Líquido / Patrimônio Líquido
(Lucro líquido + Despesas Financeiras) / Ativo
GA = 30.000,00 / 50.000,00
(30.000,00 + 10.000,00) / 100.000,00
GA = 0,60 = 1,5
0,40
Lucro Líquido
Grau de alavancagem = Patrimônio Líquido Médio
Lucro Líquido + Despesas Financeiras
Ativo Médio
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Utilizando outra fórmula:
Taxa de Retorno sobre
Grau de Alavancagem = O Ativo Médio X Ativo Total Médio
1- Exigível Total Médio Lucro líquido +
Ativo Total Médio Desp. Financeiras
TRA = Lucro Disponíveis para acionistas ordinários
Ativo Total
TRA = 30.000,00 = 0,30
100.000,00
GEST O DE CUSTOSÃ
GA = 0,30 x 100.000,00 = 0,30 x 2,5 = 0,60 x 2,5 = 1,5
1 – 50.000,00 40.000,00 0,50
100.000,00
Note-se que a taxa de retorno sobre o ativo que estamos
utilizando em GA não é o que teria sido obtido se tivéssemos
contado somente com capital próprio, mas a efetivamente
obtida, isto é, dividindo-se o lucro líquido (30.000,00) pelo
ativo (100.000,00). Por outro lado, o exigível total financiou,
neste exemplo, 50% do ativo. O ativo total, por sua vez, é igual
a 2,5 vezes o lucro líquido adicionado às despesas financeiras.
GEST O DE CUSTOSÃ
Obviamente, se as despesas
financeiras, no exemplo apresentado,
tivessem somado $ 15.000,00 e não
10.000,00, o lucro líquido seria de
apenas de $ 25.000,00. A alavancagem
mudaria, pois o retorno sobre o
patrimônio líquido seria de:
25.000,00/50.000,00 = 0,50 e não de
0,60. O lucro líquido mais as despesas
financeiras divididos pelo ativo
continuariam em 40%. A alavancagem
seria de apenas 0,50/0,40 = 1,25, não
mais 1,5.
GEST O DE CUSTOSÃ
Exemplo 2:
ATIVO INICIAL 2.350.000,00
Patrimônio Líquido Inicial 900.000,00
Lucro Líquido 180.000,00
Despesas Financeiras 290.000,00
Lucro Líquido
Grau de alavancagem = Patrimônio Líquido Médio
Lucro Líquido + Despesas Financeiras
Ativo Médio
GEST O DE CUSTOSÃ
GA = 180.000,00 x 2.350.000,00 =
900.000,00 470.000,00
Grau de Alavancagem = 0,20 x 5 = 1

Gestão de custos alavancagem

  • 1.
    GEST O DECUSTOSÃ GRAU DE ALAVANCAGEM OPERACIONAL Professor: Kleber Mantovanelli Barbosa
  • 2.
    GEST O DECUSTOSÃ Representa o efeito que um aumento na quantidade de vendas provocará no lucro de sua empresa. Fórmula para o cálculo do GAO GAO = Variação percentual no lucro _ Variação percentual na quantidade vendida
  • 3.
    GEST O DECUSTOSÃ O grau de alavancagem operacional é de extrema utilidade para as projeções dos resultados que determinada empresa obteria em diversos níveis de atividades de produção e de vendas, mantidas constantes as demais variáveis, tais como margem de contribuição, total das despesas e custos fixos etc.
  • 4.
    GEST O DECUSTOSÃ Exemplo de cálculo do Grau de Alavancagem Operacional Suponhamos os seguintes valores: $ Preço unitário de venda 1.000 Despesas variáveis, para cada unidade 130 Custos variáveis, para cada unidade 470 Total das despesas e custos variáveis para unidade 600 Margem de contribuição unitária Preço de venda menos total das despesas e custos variáveis 400 Despesas fixas, totais do mês 300.000 Custos fixos, totais do mês 1.700.000
  • 5.
    GEST O DECUSTOSÃ Supondo que a empresa produziu e vendeu durante um determinado mês 7.000 unidades do seu produto, o lucro mensal seria o seguinte: $ Total das Receitas = 7.000 unidades X $ 1.000 7.000.000 Menos Total das despesas variáveis = 7.000 unidade X $130 (910.000) Total dos custos variáveis = 7.000 unidades X $ 470 (3.290.000) = Margem de contribuição total 2.800.000 Menos Total das despesas fixas (300.000) Total dos custos fixos (1.700.000) = Resultado do mês 800.000
  • 6.
    GEST O DECUSTOSÃ Qual seria o Grau de Alavancagem Operacional dessa empresa, ao volume de atividades de 7.000 unidades? Em outras palavras, qual seria o reflexo no lucro se houvesse determinado aumento no volume de atividades? Supondo um acréscimo de 10% no volume de atividades – a empresa vendeu 7.700 unidades, em vez das 7.000 anteriores – o “novo” lucro seria apurado como segue:
  • 7.
    GEST O DECUSTOSÃ $ Total das Receitas = 7.700 unidades X S 1.000 7.700.000 Menos Total das despesas variáveis = 7.700 unidades X $ 130 (1.001.000) Total dos custos variáveis = 7.700 unidades X $ 470 (3.619.000) = Margem de contribuição total 3.080.000 Menos Total das despesas fixas (300.000) Total dos custos fixos (1.700.000) = Resultado do mês 1.080.000
  • 8.
    GEST O DECUSTOSÃ Portanto, o lucro anterior de $ 800.000 aumentou para $ 1.080.000, equivalente a $ 280.000 ou 35%. Aplicando a fórmula, o GAO seria, então GAO = Variação percentual no lucro _ Variação percentual na quantidade vendida GAO = 35% 10% GAO = 3,5 vezes
  • 9.
    GEST O DECUSTOSÃ O GAO de 3,5 vezes significa que, no volume de atividade de 7.000 unidades, qualquer acréscimo percentual no volume dessa atividade implicará que o lucro aumentará proporcionalmente em 3,5 vezes. Suponhamos que a empresas deseja aumentar em 25% o volume de atividades, passando para 8.750 unidades, o lucro aumentaria 87,50%, ou seja, 25% vezes 3,5 = 87,50%, passando de R$ 800.000 para R$ 1.500.000. Iremos demonstrar a seguir no quadro:
  • 10.
    GEST O DECUSTOSÃ $ Total das Receitas = 8.750 unidades X 1.000 8.750.000 Menos Total das despesas variáveis = 8.750 X $ 130 (1.137.500) Total dos custos variáveis = 8.750 unidades X $ 470 (4.112.500) = Margem de contribuição total 3.500.000 Menos Total das despesas fixas (300.000) Total dos custos fixos (1.700.000) = Resultado do mês 1.500.000
  • 11.
    GEST O DECUSTOSÃ De acordo com Matarazzo, a alavancagem operacional significa o quanto a empresa consegue aumentar o lucro através da atividade operacional, basicamente em função do aumento da margem de contribuição (diferença entre receitas e custos variáveis) e manutenção dos custos fixos.
  • 12.
    GEST O DECUSTOSÃ GRAU DE ALAVANCAGEM TOTAL (GAT) É o potencial para usar custos fixos, tanto operacionais quanto financeiros, objetivando maximizar o efeito de variações nas vendas sobre o Lucro por Ação. Portanto, a Alavancagem total pode ser vista como o impacto total dos custos fixos na estrutura financeira e operacional da empresa.
  • 13.
    GEST O DECUSTOSÃ O Relacionamento entre as Alavancagens Operacional e Financeira O impacto combinado da alavancagem financeira e operacional na empresa reflete o que chamamos de Alavancagem Total. Uma alta alavancagem operacional e uma alta alavancagem financeira causarão uma alavancagem total alta. O oposto também será verdadeiro. O relacionamento entre as duas alavancagens é multiplicativo em vez de aditivo.
  • 14.
    GEST O DECUSTOSÃ Grau de Alavancagem Total - GAT é a medida numérica da Alavancagem total da empresa, pode ser medida das seguintes formas: GAT = Grau de Alavancagem Operacional x Grau de Alavancagem Financeira. GAT = GAO X GAF
  • 15.
    GEST O DECUSTOSÃ ALAVANCAGEM FINANCEIRA Professor: Kleber Mantovanelli Barbosa Fonte: Análise de Balanços – Sérgio de Iudícibus
  • 16.
    GEST O DECUSTOSÃ Em física alavancagem traduz o efeito da alavanca para mover ou levantar um objeto ou volume pesado, empregando uma força reduzida. Neste sentido, alavancar significa mover ou levantar algo com auxílio de alavanca. Alavancagem é, então, o ato ou efeito de alavancar.
  • 17.
    GEST O DECUSTOSÃ Num contexto empresarial alavancagem é o método de utilizar recursos de terceiros com vista a aumentar a taxa de lucros sobre o capital próprio. Sendo assim, o estudo da alavancagem procura evidenciar a importância relativa dos recursos de terceiros, na estrutura de capital da empresa. Alavancagem é a capacidade que uma empresa possui para utilizar recursos de terceiros visando maximizar o lucro dos seus sócios.
  • 18.
    GEST O DECUSTOSÃ Imagine duas empresas distintas: A empresa A somente se utiliza de capital próprio para financiar seu ativo. Consegue obter um retorno de 20% sobre este ativo. O retorno sobre o patrimônio líquido será de 20% também, pois todo o lado direito do balanço é formado pelo patrimônio líquido, que assim é igual ao ativo.
  • 19.
    GEST O DECUSTOSÃ A empresa B por seu lado, obtém o mesmo retorno de 20% sobre o ativo, mas recorrendo a recursos de terceiros consegue dobrar seu investimento em ativo. Vejamos o que ocorreria em três situações distintas:
  • 20.
    GEST O DECUSTOSÃ 1. Custo de empréstimo: igual à taxa de retorno sobre o Ativo. EMPRESA “A” EMPRESA “B” Ativo 100 200 Passivo 0 100 Patrimônio Líquido 100 100 Lucro antes dos juros (retorno do ativo) 20 40 Despesas de Juros 0 20 Lucro Após os Juros 20 20
  • 21.
    GEST O DECUSTOSÃ Verifica-se que o retorno sobre o patrimônio líquido é idêntico, igual a 20%. Nenhum benefício ou prejuízo adicional se transferiu aos acionistas, como conseqüência do empréstimo.
  • 22.
    GEST O DECUSTOSÃ 2. Custo do empréstimo: inferior à taxa de retorno sobre o Ativo. Considere o custo do empréstimo de 10%. EMPRESA “A” EMPRESA “B” Ativo 100 200 Passivo 0 100 Patrimônio Líquido 100 100 Lucro antes dos juros (retorno do ativo) 20 40 Despesas de Juros 0 10 Lucro Após os Juros 20 30
  • 23.
    GEST O DECUSTOSÃ Neste segundo caso, a empresa “A” obteve um retorno de 20% sobre patrimônio Líquido e a empresa “B”, recorrendo a endividamento, teve um retorno de 30% (cálculos sobre o patrimônio líquido inicial). Nota-se que os valores colocados para o ativo nas duas empresas são apenas os iniciais. Na verdade, a receita seria adicionada ao ativo inicial, subtraindo-se os juros (se estes forem pagos) ou adicionando estes últimos ao passivo. O patrimônio Líquido final ficaria alterado pela diferença entre receita e despesas.
  • 24.
    GEST O DECUSTOSÃ 3. Custo do empréstimo: superior à taxa de retorno sobre o Ativo (digamos, de 30%). EMPRESA “A” EMPRESA “B” Ativo 100 200 Passivo 0 100 Patrimônio Líquido 100 100 Lucro antes dos juros (retorno do ativo) 20 40 Despesas de Juros 0 30 Lucro Após os Juros 20 10
  • 25.
    GEST O DECUSTOSÃ Verifica-se que neste caso foi desvantagem a obtenção de endividamento, pois obtivemos um lucro final menor. A empresa “A” obteve um retorno de 20% e a empresa “B” de apenas 10% (sobre o patrimônio Líquido). O que pode-se analisar do três exemplos? É que o fator fundamental reside na comparação entre taxa de retorno do ativo e o custo da dívida.
  • 26.
    GEST O DECUSTOSÃ Desde que a taxa de custo da dívida seja inferior ao retorno obtido pelo emprego e giro no ativo dos recursos obtidos por empréstimo, o endividamento acarreta benefícios aos acionistas. Se a situação se inverter, o retorno para os acionistas seria maior se obtivéssemos os recursos adicionais com capitais de risco. Se as taxas forem iguais, o resultado do endividamento é neutro (pelo menos a curto prazo), dependendo a decisão de endividar ou não de outros fatores, tais como disponibilidade de capitais de risco etc.
  • 27.
    GEST O DECUSTOSÃ O EFEITO ALAVANCAGEM FINANCEIRAO EFEITO ALAVANCAGEM FINANCEIRA Efeito de tomar recursos de terceiros a determinado custo, aplicando-os nos ativos com uma outra taxa de retorno. O significado da “alavancagem Financeira” está correlacionado ao exemplos anteriores apresentados. Quando a alavancagem ou o grau de alavancagem é maior do que 1 o endividamento tem um efeito de alavanca sobre o lucro que é levado para o acionista. Puxa para cima a taxa de retorno dos acionistas.
  • 28.
    GEST O DECUSTOSÃ Uma das fórmulas, utilizadas, na prática, para o cálculo da alavancagem, é a seguinte: Lucro Líquido Grau de alavancagem = Patrimônio Líquido Médio Lucro Líquido + Despesas Financeiras Ativo Médio
  • 29.
    GEST O DECUSTOSÃ Verifica-se portanto, que se trata de um quociente entre dois quocientes. Pode ser expresso também da seguinte forma: Taxa de Retorno sobre Grau de Alavancagem = O Ativo Médio X Ativo Total Médio 1- Exigível Total Médio Lucro líquido + Ativo Total Médio Desp. Financeiras TRA = Lucro Disponíveis para acionistas ordinários Ativo Total
  • 30.
    GEST O DECUSTOSÃ Exemplos (utilizando a fórmula): ATIVO INICIAL 100.000,00 Patrimônio Líquido Inicial 50.000,00 Lucro Líquido 30.000,00 Despesas Financeiras 10.000,00 Aplicando a fórmula sobre os valores iniciais (para facilitar)
  • 31.
    GEST O DECUSTOSÃ GA = Lucro Líquido / Patrimônio Líquido (Lucro líquido + Despesas Financeiras) / Ativo GA = 30.000,00 / 50.000,00 (30.000,00 + 10.000,00) / 100.000,00 GA = 0,60 = 1,5 0,40 Lucro Líquido Grau de alavancagem = Patrimônio Líquido Médio Lucro Líquido + Despesas Financeiras Ativo Médio
  • 32.
    GEST O DECUSTOSÃ Utilizando outra fórmula: Taxa de Retorno sobre Grau de Alavancagem = O Ativo Médio X Ativo Total Médio 1- Exigível Total Médio Lucro líquido + Ativo Total Médio Desp. Financeiras TRA = Lucro Disponíveis para acionistas ordinários Ativo Total TRA = 30.000,00 = 0,30 100.000,00
  • 33.
    GEST O DECUSTOSÃ GA = 0,30 x 100.000,00 = 0,30 x 2,5 = 0,60 x 2,5 = 1,5 1 – 50.000,00 40.000,00 0,50 100.000,00 Note-se que a taxa de retorno sobre o ativo que estamos utilizando em GA não é o que teria sido obtido se tivéssemos contado somente com capital próprio, mas a efetivamente obtida, isto é, dividindo-se o lucro líquido (30.000,00) pelo ativo (100.000,00). Por outro lado, o exigível total financiou, neste exemplo, 50% do ativo. O ativo total, por sua vez, é igual a 2,5 vezes o lucro líquido adicionado às despesas financeiras.
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    GEST O DECUSTOSÃ Obviamente, se as despesas financeiras, no exemplo apresentado, tivessem somado $ 15.000,00 e não 10.000,00, o lucro líquido seria de apenas de $ 25.000,00. A alavancagem mudaria, pois o retorno sobre o patrimônio líquido seria de: 25.000,00/50.000,00 = 0,50 e não de 0,60. O lucro líquido mais as despesas financeiras divididos pelo ativo continuariam em 40%. A alavancagem seria de apenas 0,50/0,40 = 1,25, não mais 1,5.
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    GEST O DECUSTOSÃ Exemplo 2: ATIVO INICIAL 2.350.000,00 Patrimônio Líquido Inicial 900.000,00 Lucro Líquido 180.000,00 Despesas Financeiras 290.000,00 Lucro Líquido Grau de alavancagem = Patrimônio Líquido Médio Lucro Líquido + Despesas Financeiras Ativo Médio
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    GEST O DECUSTOSÃ GA = 180.000,00 x 2.350.000,00 = 900.000,00 470.000,00 Grau de Alavancagem = 0,20 x 5 = 1