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FUNDAMENTOS DE
PSICOPATOLOGIA


 “Introdução em Psicopatologia”
INTRODUÇÃO EM
PSICOPATOLOGIA
   A Psicopatologia é a ciência que estuda as
    anormalidades psíquicas do ser humano.
   Para este fim podemos utilizar diferentes meios. O método
    utilizado pela psiquiatria como ferramenta para
    diagnóstico sindrômico e nosológico é a Fenomenologia
    (do grego phainesthai, aquilo que se apresenta ou
    que se mostra, e logos, explicação, estudo).
    Afirma a importância dos fenômenos da
    consciência os quais devem ser estudados em si
    mesmos
   Obs.: A nosologia é a parte da medicina que trata das
    enfermidades em geral e as classifica do ponto de vista
    explicativo
   A Psicopatologia fenomenológica baseia-se
    na descrição dos fenômenos psíquicos,
    conforme são observados ou relatados. O
    importante na fenomenologia é descrever o
    que é vivido diretamente pelo indivíduo.
   Existem dois meios de adoecer, segundo a
    psicopatologia fenomenológica:
   o desenvolvimento - o adoecer é
    compreendido pela constituição,
    personalidade e história do paciente;
   o processo - algo diferente e novo na
    constituição e história do paciente.
   Normalmente, examina-se de forma isolada cada
    função psíquica do paciente para depois formular
    o todo psíquico. A Psicopatologia é uma abstração
    analítica da realidade e da totalidade do
    psiquismo humano, decompondo-o em conceitos
    operativos para formular, mais tarde, os quadros
    nosológicos (quadros classificatórios e explicativos
    da doença)
   A Psicopatologia importa-se fundamentalmente
    com a forma de cada função psíquica; os
    conteúdos têm uma importância secundária.
    Exemplo: a forma de um livro é aquilo que faz
    com que reconheçamos que se trata de um livro,
    (a essência do objeto); o conteúdo é aquilo que
    define tal livro (a mensagem).
Exame Psíquico
   É o principal instrumento para a
    realização do diagnóstico em Psiquiatria.
   Visa o estabelecimento de um
    diagnóstico psiquiátrico, criação e
    desenvolvimento de aliança de trabalho
    e prognóstico do paciente.
   Deve-se fazer um corte longitudinal na
    vida do paciente  biografia e história de
    sua doença atual. Através do corte
    transversal  estado do paciente no
    momento do exame psíquico.
   O exame psicopatológico,
    correspondente a um corte transversal
    na vida do paciente, compreende as
    funções psíquicas que devem ser
    observadas e/ou deduzidas para a
    realização de um diagnóstico.
   A caracterização das funções psíquicas
    permite que se diferenciem os principais
    quadros clínicos das diversas síndromes
    mentais  parâmetros para a adoção de
    conduta terapêutica adequada
CLASSIFICAÇÃO DAS FUNÇÕES
PSÍQUICAS
1. SENSOPERCEPÇÃO
2. PSICOMOTRICIDADE
3. AFETIVIDADE
4. CONAÇÃO (VONTADE)
5. IMPULSIVIDADE
6. INTELIGÊNCIA
7. ORIENTAÇÃO
8. MEMÓRIA
9. JUÍZO
10. PENSAMENTO
11. CONSCIÊNCIA
12. ATENÇÃO
1. SENSOPERCEPÇÃO
   É uma atividade de incorporação das informações
    do meio externo e corporais ao psiquismo
   Sensopercepção: sensação + percepção
   Sensação: fenômeno elementar resultante da
    ação dos estímulos externos e internos sobre os
    órgãos dos sentidos. Exemplo: sensação de calor
    ao se aproximar a mão do fogo
   Percepção: quando acrescentamos à sensação
    uma interpretação que provém da memória e do
    raciocínio. Exemplo: tocar o fogo é perigoso
    porque causa dor
   Na Psicopatologia da sensopercepção
    existem as alucinações como principal
    anormalidade (veremos adiante)
   As variações sem caráter psicopatológico
    são as ilusões e as pareidolias
   Ilusões: percepções onde o objeto
    reconhecido é diferente do real
   Pareidolias: ilusões provocadas
    voluntariamente. Exemplo: enxergar
    figuras nas nuvens
2. PSICOMOTRICIDADE
   Função responsável pela
    discriminação dos movimentos a
    serem realizados em uma
    determinada tarefa
   Na Psicopatologia da
    psicomotricidade existem:
   Estereotipias (repetição automática de gestos,
    movimentos, frases ou palavras sem razão
    conhecida)
   Ecopraxias: repetição de gestos de outras
    pessoas
   Ecolalia: repetição da fala de outra pessoa
   Flexibilidade cérea: a pessoa permanece na
    posição em que é colocado (“estátua de cera”)
   Agitação psicomotora: movimentos múltiplos, às
    vezes agressivos
   Catatonia: quadro clínico caracterizado por
    diversas alterações psicomotoras
3. AFETIVIDADE
   Atividade subjetiva e atemática onde se
    incluem os sentimentos e as emoções
   Sentimentos: são os “estados do eu” que
    não são controlados pela vontade e são
    provocados por impulsos internos e
    externos. Exemplos: amor, raiva,
    amizade
   Emoções: são “estados afetivos”
    provenientes de uma reação psíquica e
    orgânica acompanhadas de reações
    neuro-vegetativas. Exemplo: medo,
    pânico, ansiedade
   Os sentimentos e as emoções são
    classificadas em:
   Estabilidade: estáveis/instáveis
   Ressonância: relacionado à amplitude
   Tonicidade: tônus (força)
    aumentado/diminuído
   Coerência: se há dissociação ideo-afetiva
    ou não. Exemplo: “quem ama não mata”
   Humor: estado disposicional da
    afetividade - expansivo/depressivo
4. CONAÇÃO (VONTADE)
   Volição ou vontade
   Atividade de direcionamento da ação
   Alterações:
   Qualitativas: negativismo
    (resistência/oposição para fazer algo)
   Quantitativas: hiperbulia (qualquer
    estímulo é uma motivação; quer fazer
    tudo ao mesmo tempo); hipobulia ou
    abulia (grande diminuição ou falta de
    desejo e motivação para fazer algo)
6. INTELIGÊNCIA
   Capacidade de elaborar valores, adaptar-
    se a novas situações; capacidade de
    analisar, sintetizar, abstrair e processar
    pensamentos e idéias; capacidade de
    resolver problemas
   Alterações psicopatológicas da
    inteligência: oligofrenias (redução da
    capacidade da inteligência), que variam
    de leve à grave
7. ORIENTAÇÃO
   É o conjunto das funções psíquicas
    responsáveis pela tomada de consciência, em
    cada momento de nossa vida, da situação real
    em que nos encontramos
   A orientação está sempre relacionada às noções
    de tempo e espaço.
   São 4 as formas de orientação:
   Temporal: relativa aos conceitos de tempo
    (hora do dia, dia do mês, noite/dia)
   Espacial: relativa aos conceitos de espaço
    (onde está, dentro/fora)
   Autopsíquica: relativa ao próprio
    indivíduo - capacidade de fornecer
    dados de sua identificação, saber quem
    é, seu nome, idade, nacionalidade,
    profissão, estado civil, etc.
   Alopsíquica: relacionada ao tempo e
    espaço - capacidade de estabelecer
    informações corretas acerca do lugar
    onde se encontra, tempo em que vive,
    dia da semana, do mês, etc.
   No Exame Psíquico é importante:
   Observar desorientação no tempo, pelo
    correto conhecimento do dia, mês, época
    do ano, dia da semana e ano. Observar se
    o paciente tem noção do tempo decorrido
    no hospital ou entre eventos recentes.
   Quanto ao espaço, perguntar sobre o
    lugar (nome do hospital, andar, cidade,
    endereço).
   Quanto à pessoa, perguntar sobre dados
    pessoais (nome, idade, data de
    nascimento), bem como sobre familiares.
10. PENSAMENTO
   É o suceder de idéias
   Divide-se em processo (forma) e conteúdo
   Processo (forma): é o modo como uma pessoa reúne idéias e
    associações. Pode ser: lógico/coerente ou ilógico/incoerente
   Quanto à forma, podemos encontrar os seguintes formatos
    psicopatológicos:
   Fuga de idéias (a pessoa não consegue ter um pensamento
    lógico)
   Neologismos (criação de palavras inexistentes na linguagem
    para se referir às suas idéias)
   Lentificação / aceleração (opostos relacionados ao ritmo do
    pensamento)
   “Roubo de pensamento”
   “Salada de palavras” ou incoerência (“não fala coisa com
    coisa”)
   Eco (repetição das idéias de outras pessoas)
   Quanto ao conteúdo (idéias, crenças,
    preocupações e obsessões da pessoa):
   Delírios (veremos mais à frente)
   Idéias de influência (a pessoa se percebe
    como alguém de muita importância –
    “Jesus”, “Napoleão”) e referência (tudo
    diz respeito a ela)
   Pobreza de conteúdo
11. CONSCIÊNCIA
   É a capacidade neurológica de captar o ambiente
    e de se orientar de forma adequada, é estar
    lúcido. A consciência pode ser considerada do
    ponto de vista psiquiátrico, como um processo de
    coordenação e de síntese da atividade psíquica.
   É uma das funções psíquicas com a qual
    estabelecemos contato com a realidade, através
    do qual tomamos conhecimento direto e imediato
    dos fenômenos que nos cercam.
   Podemos ter alterações "fisiológicas" da
    consciência, dentre elas, sono, sonho, hipnose e
    cansaço.
   1. Alterações quantitativas: há variação do nível de
    consciência, ou seja, da claridade com que os
    fenômenos psíquicos são vivenciados, o indivíduo
    apresenta fala, pensamento e emoções que dificilmente
    podemos entender, confunde percepções, não
    consegue fixar sua atenção e geralmente está
    desorientado.
   2. Alterações qualitativas: referem-se a variação de
    amplitude do campo de consciência. Uma alteração
    qualitativa é o estado crepuscular, onde há um
    estreitamento do campo da consciência, o paciente
    parece ter perdido o elo com o mundo exterior, quase
    não fala e age como se estivesse psiquicamente
    ausente. O estado crepuscular pode estar presente em
    algumas doenças como a epilepsia e a histeria.
   Leve torpor  obnubilação  coma
   No Exame Psíquico é importante: Observar
    modificações no nível de consciência, registrar
    possíveis flutuações no nível de consciência e
    observar se há estreitamento da amplitude do
    campo de consciência. Isso pode ser observado
    pela capacidade de responder ao ambiente, em
    especial a participação no exame.
   Duas outras funções auxiliam na avaliação da
    consciência, pois já estão alteradas em
    diminuições bem discretas do nível de
    consciência, quando o indivíduo nem aparenta
    estar sonolento ainda, que são: a atenção e a
    orientação.
12. ATENÇÃO
   Considera-se a atenção como um processo psicológico
    mediante o qual concentramos a nossa atividade psíquica
    sobre o estímulo que a solicita, seja este uma sensação,
    percepção, representação, afeto ou desejo, a fim de fixar,
    definir e selecionar as percepções, as representações, os
    conceitos e elaborar o pensamento. Resumidamente pode-
    se considerá-la como a capacidade de se concentrar, que
    pode ser espontânea ou ativa; é um processo intelectivo,
    afetivo e volitivo.
   Distinguem-se duas formas de atenção:
   1. Atenção voluntária: é aquela que exige certo esforço,
    no sentido de orientar a atividade psíquica para
    determinado fim.
   2. Espontânea: é a tendência natural da atividade psíquica
    orientar-se para os estímulos sensoriais e sensitivos
   O grau de concentração da atenção sobre
    determinado objeto não depende apenas do
    interesse, mas do estado de ânimo e das
    condições gerais do psiquismo.
   O interesse e o pensamento são os dirigentes da
    atenção, sendo que a intensidade com que a
    efetuamos é o grau de concentração alcançado.
   As alterações da atenção desempenham um
    importante papel no processo de conhecimento.
    Em geral estas alterações são secundárias,
    decorrem de perturbações de outras funções das
    quais depende o funcionamento normal da
    atenção. A fadiga, os estados tóxicos e diversos
    estados patológicos determinam uma
    incapacidade de concentrar a atenção.
   Hipoprosexia: é a diminuição da atenção, ou o enfraquecimento
    acentuado da atenção em todos os seus aspectos. É observada em
    estados infecciosos, embriaguez alcoólica, psicoses tóxicas,
    esquizofrenia e depressão. Pode ocorrer por:
   - falta de interesse (deprimidos e esquizofrênicos)
   - déficit intelectual (oligofrenia e demência)
   - alterações da consciência (delirium)
   Os estados depressivos geralmente se acompanham de diminuição da
    capacidade de concentrar a atenção como um todo. No entanto, têm
    aumento da concentração ativa para temas depressivos
    (hipertenacidade).
   Hipotenacidade: diminuição da atenção "ativa".
   Hipertenacidade: aumento da atenção "ativa"
   Hipovigilância: diminuição da atenção "passiva"
   Hipervigilância: "distratibilidade", ou aumento da atenção "passiva"
   A Hipervigilância e Hipotenacidade podem ocorrer nos casos de mania.
    A Hipovigilância e Hipertenacidade ocorrem nos casos de depressão.
   No Exame Psíquico é importante:
   Referir se o paciente está disperso ou
    não, como se comporta em relação ao
    que acontece no ambiente.
   Descrever se responde às perguntas
    prontamente ou é necessário repeti-las.
   Pode-se pedir para que o paciente realize
    operações aritméticas ou enumere dias da
    semana ou meses, em ordem normal ou
    inversa o que exigiria mais atenção.
ALUCINAÇÕES
   As alucinações diferem das percepções normais
    por não serem desencadeadas por um objeto
    externo ou um estímulo sensorial
   Tipos de alucinações:
   Auditivas: ruídos, zumbidos e especialmente
    vozes geralmente ameaçadoras (persecutórias),
    raramente amigáveis, que se “comunicam”
    através de frases e comentários curtos, em
    forma de comandos
   Visuais: produtos patológicos da percepção
    perturbada; são referidas como visão
    alucinatória de objetos ao redor da pessoa
   Táteis: relacionam-se à esfera das sensações
    corporais; podem incluir sensações alucinatórias de
    mal-estar no corpo da pessoa: “eletricidade”,
    sensações de ser atacados por radiações ou outros
    processos físicos. Podem sentir os órgãos internos
    repuxarem, serem cortados ou se corroerem.
    Sensações de funcionamento alterado dos órgãos
    especialmente os sexuais (homens sentem ardência
    na região genital e as mulheres sentem-se
    abusadas)
   Olfato e paladar: relacionado com delírio de
    perseguição. A pessoa teme ser envenenada e pode
    sentir o paladar diferente em comidas e bebidas
DELÍRIOS
   São falsos juízos da realidade, baseados
    na projeção (a pessoa projeta no delírio o
    conteúdo de sua idéias patológicas).
    Possuem a mesma estrutura das
    alucinações
   Idéias delirantes: ocorrem na imaginação
    da pessoa. Percepções delirantes: são
    percepções verdadeiras que são
    interpretadas de forma anormal
   Temas mais comuns dos delírios:
   Delírios de referência: forma mais comum. A pessoa
    julga-se que tudo que ocorre ao seu redor tem relação
    com ela, está ocorrendo devido a ela e tem a finalidade
    de lhe comunicar alguma mensagem. Tem conteúdo de
    perseguição e ameaça
   Delírios de prejuízo: as coisas acontecem contra a
    pessoa, que sempre está sendo prejudicada, ofendida
    ou diminuída pelas outras
   Delírio de perseguição: fatos inofensivos são
    interpretados pela pessoa como sinais de ameaça e
    perseguição. Inicia-se com um sentimento sinistro de
    perseguição (“tensão de delírio”) e é seguido pela
    interpretação concreta de que a pessoa é perseguida
    ou vítima de complô
   Delírio erótico:mais freqüente em mulheres. A pessoa sente-
    se amada por um homem que conhece de passagem ou que
    nunca falou com ela. Justifica que o homem não a procura
    por laços de família ou posição social. Pode haver idéias de
    perseguição
   Delírio de ciúmes:mais frequente em homens. O homem
    convence-se da infidelidade da mulher mesmo que não haja
    provas ou indícios para tal. Acusa a mulher de vida
    “desregrada”
   Delírio de grandeza:o indivíduo superestima a sua própria
    pessoa. Pode se sentir “escolhido” para realizar feitos
    fantásticos.
   Delírio de pequenês ou niilista:o indivíduo não vê mais nada
    em si que não seja a impotência, nulidade e perda. No delírio
    niilista o inidívuo pode sentir que não existe “realmente”, que
    vive somente na aparência; nega a sua existência e de seus
    familiares também.

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Fundamentos de psicopatologia

  • 2. INTRODUÇÃO EM PSICOPATOLOGIA  A Psicopatologia é a ciência que estuda as anormalidades psíquicas do ser humano.  Para este fim podemos utilizar diferentes meios. O método utilizado pela psiquiatria como ferramenta para diagnóstico sindrômico e nosológico é a Fenomenologia (do grego phainesthai, aquilo que se apresenta ou que se mostra, e logos, explicação, estudo). Afirma a importância dos fenômenos da consciência os quais devem ser estudados em si mesmos  Obs.: A nosologia é a parte da medicina que trata das enfermidades em geral e as classifica do ponto de vista explicativo
  • 3. A Psicopatologia fenomenológica baseia-se na descrição dos fenômenos psíquicos, conforme são observados ou relatados. O importante na fenomenologia é descrever o que é vivido diretamente pelo indivíduo.  Existem dois meios de adoecer, segundo a psicopatologia fenomenológica:  o desenvolvimento - o adoecer é compreendido pela constituição, personalidade e história do paciente;  o processo - algo diferente e novo na constituição e história do paciente.
  • 4. Normalmente, examina-se de forma isolada cada função psíquica do paciente para depois formular o todo psíquico. A Psicopatologia é uma abstração analítica da realidade e da totalidade do psiquismo humano, decompondo-o em conceitos operativos para formular, mais tarde, os quadros nosológicos (quadros classificatórios e explicativos da doença)  A Psicopatologia importa-se fundamentalmente com a forma de cada função psíquica; os conteúdos têm uma importância secundária. Exemplo: a forma de um livro é aquilo que faz com que reconheçamos que se trata de um livro, (a essência do objeto); o conteúdo é aquilo que define tal livro (a mensagem).
  • 5. Exame Psíquico  É o principal instrumento para a realização do diagnóstico em Psiquiatria.  Visa o estabelecimento de um diagnóstico psiquiátrico, criação e desenvolvimento de aliança de trabalho e prognóstico do paciente.  Deve-se fazer um corte longitudinal na vida do paciente  biografia e história de sua doença atual. Através do corte transversal  estado do paciente no momento do exame psíquico.
  • 6. O exame psicopatológico, correspondente a um corte transversal na vida do paciente, compreende as funções psíquicas que devem ser observadas e/ou deduzidas para a realização de um diagnóstico.  A caracterização das funções psíquicas permite que se diferenciem os principais quadros clínicos das diversas síndromes mentais  parâmetros para a adoção de conduta terapêutica adequada
  • 7. CLASSIFICAÇÃO DAS FUNÇÕES PSÍQUICAS 1. SENSOPERCEPÇÃO 2. PSICOMOTRICIDADE 3. AFETIVIDADE 4. CONAÇÃO (VONTADE) 5. IMPULSIVIDADE 6. INTELIGÊNCIA 7. ORIENTAÇÃO 8. MEMÓRIA 9. JUÍZO 10. PENSAMENTO 11. CONSCIÊNCIA 12. ATENÇÃO
  • 8. 1. SENSOPERCEPÇÃO  É uma atividade de incorporação das informações do meio externo e corporais ao psiquismo  Sensopercepção: sensação + percepção  Sensação: fenômeno elementar resultante da ação dos estímulos externos e internos sobre os órgãos dos sentidos. Exemplo: sensação de calor ao se aproximar a mão do fogo  Percepção: quando acrescentamos à sensação uma interpretação que provém da memória e do raciocínio. Exemplo: tocar o fogo é perigoso porque causa dor
  • 9. Na Psicopatologia da sensopercepção existem as alucinações como principal anormalidade (veremos adiante)  As variações sem caráter psicopatológico são as ilusões e as pareidolias  Ilusões: percepções onde o objeto reconhecido é diferente do real  Pareidolias: ilusões provocadas voluntariamente. Exemplo: enxergar figuras nas nuvens
  • 10. 2. PSICOMOTRICIDADE  Função responsável pela discriminação dos movimentos a serem realizados em uma determinada tarefa  Na Psicopatologia da psicomotricidade existem:
  • 11. Estereotipias (repetição automática de gestos, movimentos, frases ou palavras sem razão conhecida)  Ecopraxias: repetição de gestos de outras pessoas  Ecolalia: repetição da fala de outra pessoa  Flexibilidade cérea: a pessoa permanece na posição em que é colocado (“estátua de cera”)  Agitação psicomotora: movimentos múltiplos, às vezes agressivos  Catatonia: quadro clínico caracterizado por diversas alterações psicomotoras
  • 12. 3. AFETIVIDADE  Atividade subjetiva e atemática onde se incluem os sentimentos e as emoções  Sentimentos: são os “estados do eu” que não são controlados pela vontade e são provocados por impulsos internos e externos. Exemplos: amor, raiva, amizade  Emoções: são “estados afetivos” provenientes de uma reação psíquica e orgânica acompanhadas de reações neuro-vegetativas. Exemplo: medo, pânico, ansiedade
  • 13. Os sentimentos e as emoções são classificadas em:  Estabilidade: estáveis/instáveis  Ressonância: relacionado à amplitude  Tonicidade: tônus (força) aumentado/diminuído  Coerência: se há dissociação ideo-afetiva ou não. Exemplo: “quem ama não mata”  Humor: estado disposicional da afetividade - expansivo/depressivo
  • 14. 4. CONAÇÃO (VONTADE)  Volição ou vontade  Atividade de direcionamento da ação  Alterações:  Qualitativas: negativismo (resistência/oposição para fazer algo)  Quantitativas: hiperbulia (qualquer estímulo é uma motivação; quer fazer tudo ao mesmo tempo); hipobulia ou abulia (grande diminuição ou falta de desejo e motivação para fazer algo)
  • 15. 6. INTELIGÊNCIA  Capacidade de elaborar valores, adaptar- se a novas situações; capacidade de analisar, sintetizar, abstrair e processar pensamentos e idéias; capacidade de resolver problemas  Alterações psicopatológicas da inteligência: oligofrenias (redução da capacidade da inteligência), que variam de leve à grave
  • 16. 7. ORIENTAÇÃO  É o conjunto das funções psíquicas responsáveis pela tomada de consciência, em cada momento de nossa vida, da situação real em que nos encontramos  A orientação está sempre relacionada às noções de tempo e espaço.  São 4 as formas de orientação:  Temporal: relativa aos conceitos de tempo (hora do dia, dia do mês, noite/dia)  Espacial: relativa aos conceitos de espaço (onde está, dentro/fora)
  • 17. Autopsíquica: relativa ao próprio indivíduo - capacidade de fornecer dados de sua identificação, saber quem é, seu nome, idade, nacionalidade, profissão, estado civil, etc.  Alopsíquica: relacionada ao tempo e espaço - capacidade de estabelecer informações corretas acerca do lugar onde se encontra, tempo em que vive, dia da semana, do mês, etc.
  • 18. No Exame Psíquico é importante:  Observar desorientação no tempo, pelo correto conhecimento do dia, mês, época do ano, dia da semana e ano. Observar se o paciente tem noção do tempo decorrido no hospital ou entre eventos recentes.  Quanto ao espaço, perguntar sobre o lugar (nome do hospital, andar, cidade, endereço).  Quanto à pessoa, perguntar sobre dados pessoais (nome, idade, data de nascimento), bem como sobre familiares.
  • 19. 10. PENSAMENTO  É o suceder de idéias  Divide-se em processo (forma) e conteúdo  Processo (forma): é o modo como uma pessoa reúne idéias e associações. Pode ser: lógico/coerente ou ilógico/incoerente  Quanto à forma, podemos encontrar os seguintes formatos psicopatológicos:  Fuga de idéias (a pessoa não consegue ter um pensamento lógico)  Neologismos (criação de palavras inexistentes na linguagem para se referir às suas idéias)  Lentificação / aceleração (opostos relacionados ao ritmo do pensamento)  “Roubo de pensamento”  “Salada de palavras” ou incoerência (“não fala coisa com coisa”)  Eco (repetição das idéias de outras pessoas)
  • 20. Quanto ao conteúdo (idéias, crenças, preocupações e obsessões da pessoa):  Delírios (veremos mais à frente)  Idéias de influência (a pessoa se percebe como alguém de muita importância – “Jesus”, “Napoleão”) e referência (tudo diz respeito a ela)  Pobreza de conteúdo
  • 21. 11. CONSCIÊNCIA  É a capacidade neurológica de captar o ambiente e de se orientar de forma adequada, é estar lúcido. A consciência pode ser considerada do ponto de vista psiquiátrico, como um processo de coordenação e de síntese da atividade psíquica.  É uma das funções psíquicas com a qual estabelecemos contato com a realidade, através do qual tomamos conhecimento direto e imediato dos fenômenos que nos cercam.  Podemos ter alterações "fisiológicas" da consciência, dentre elas, sono, sonho, hipnose e cansaço.
  • 22. 1. Alterações quantitativas: há variação do nível de consciência, ou seja, da claridade com que os fenômenos psíquicos são vivenciados, o indivíduo apresenta fala, pensamento e emoções que dificilmente podemos entender, confunde percepções, não consegue fixar sua atenção e geralmente está desorientado.  2. Alterações qualitativas: referem-se a variação de amplitude do campo de consciência. Uma alteração qualitativa é o estado crepuscular, onde há um estreitamento do campo da consciência, o paciente parece ter perdido o elo com o mundo exterior, quase não fala e age como se estivesse psiquicamente ausente. O estado crepuscular pode estar presente em algumas doenças como a epilepsia e a histeria.  Leve torpor  obnubilação  coma
  • 23. No Exame Psíquico é importante: Observar modificações no nível de consciência, registrar possíveis flutuações no nível de consciência e observar se há estreitamento da amplitude do campo de consciência. Isso pode ser observado pela capacidade de responder ao ambiente, em especial a participação no exame.  Duas outras funções auxiliam na avaliação da consciência, pois já estão alteradas em diminuições bem discretas do nível de consciência, quando o indivíduo nem aparenta estar sonolento ainda, que são: a atenção e a orientação.
  • 24. 12. ATENÇÃO  Considera-se a atenção como um processo psicológico mediante o qual concentramos a nossa atividade psíquica sobre o estímulo que a solicita, seja este uma sensação, percepção, representação, afeto ou desejo, a fim de fixar, definir e selecionar as percepções, as representações, os conceitos e elaborar o pensamento. Resumidamente pode- se considerá-la como a capacidade de se concentrar, que pode ser espontânea ou ativa; é um processo intelectivo, afetivo e volitivo.  Distinguem-se duas formas de atenção:  1. Atenção voluntária: é aquela que exige certo esforço, no sentido de orientar a atividade psíquica para determinado fim.  2. Espontânea: é a tendência natural da atividade psíquica orientar-se para os estímulos sensoriais e sensitivos
  • 25. O grau de concentração da atenção sobre determinado objeto não depende apenas do interesse, mas do estado de ânimo e das condições gerais do psiquismo.  O interesse e o pensamento são os dirigentes da atenção, sendo que a intensidade com que a efetuamos é o grau de concentração alcançado.  As alterações da atenção desempenham um importante papel no processo de conhecimento. Em geral estas alterações são secundárias, decorrem de perturbações de outras funções das quais depende o funcionamento normal da atenção. A fadiga, os estados tóxicos e diversos estados patológicos determinam uma incapacidade de concentrar a atenção.
  • 26. Hipoprosexia: é a diminuição da atenção, ou o enfraquecimento acentuado da atenção em todos os seus aspectos. É observada em estados infecciosos, embriaguez alcoólica, psicoses tóxicas, esquizofrenia e depressão. Pode ocorrer por:  - falta de interesse (deprimidos e esquizofrênicos)  - déficit intelectual (oligofrenia e demência)  - alterações da consciência (delirium)  Os estados depressivos geralmente se acompanham de diminuição da capacidade de concentrar a atenção como um todo. No entanto, têm aumento da concentração ativa para temas depressivos (hipertenacidade).  Hipotenacidade: diminuição da atenção "ativa".  Hipertenacidade: aumento da atenção "ativa"  Hipovigilância: diminuição da atenção "passiva"  Hipervigilância: "distratibilidade", ou aumento da atenção "passiva"  A Hipervigilância e Hipotenacidade podem ocorrer nos casos de mania. A Hipovigilância e Hipertenacidade ocorrem nos casos de depressão.
  • 27. No Exame Psíquico é importante:  Referir se o paciente está disperso ou não, como se comporta em relação ao que acontece no ambiente.  Descrever se responde às perguntas prontamente ou é necessário repeti-las.  Pode-se pedir para que o paciente realize operações aritméticas ou enumere dias da semana ou meses, em ordem normal ou inversa o que exigiria mais atenção.
  • 28. ALUCINAÇÕES  As alucinações diferem das percepções normais por não serem desencadeadas por um objeto externo ou um estímulo sensorial  Tipos de alucinações:  Auditivas: ruídos, zumbidos e especialmente vozes geralmente ameaçadoras (persecutórias), raramente amigáveis, que se “comunicam” através de frases e comentários curtos, em forma de comandos  Visuais: produtos patológicos da percepção perturbada; são referidas como visão alucinatória de objetos ao redor da pessoa
  • 29. Táteis: relacionam-se à esfera das sensações corporais; podem incluir sensações alucinatórias de mal-estar no corpo da pessoa: “eletricidade”, sensações de ser atacados por radiações ou outros processos físicos. Podem sentir os órgãos internos repuxarem, serem cortados ou se corroerem. Sensações de funcionamento alterado dos órgãos especialmente os sexuais (homens sentem ardência na região genital e as mulheres sentem-se abusadas)  Olfato e paladar: relacionado com delírio de perseguição. A pessoa teme ser envenenada e pode sentir o paladar diferente em comidas e bebidas
  • 30. DELÍRIOS  São falsos juízos da realidade, baseados na projeção (a pessoa projeta no delírio o conteúdo de sua idéias patológicas). Possuem a mesma estrutura das alucinações  Idéias delirantes: ocorrem na imaginação da pessoa. Percepções delirantes: são percepções verdadeiras que são interpretadas de forma anormal
  • 31. Temas mais comuns dos delírios:  Delírios de referência: forma mais comum. A pessoa julga-se que tudo que ocorre ao seu redor tem relação com ela, está ocorrendo devido a ela e tem a finalidade de lhe comunicar alguma mensagem. Tem conteúdo de perseguição e ameaça  Delírios de prejuízo: as coisas acontecem contra a pessoa, que sempre está sendo prejudicada, ofendida ou diminuída pelas outras  Delírio de perseguição: fatos inofensivos são interpretados pela pessoa como sinais de ameaça e perseguição. Inicia-se com um sentimento sinistro de perseguição (“tensão de delírio”) e é seguido pela interpretação concreta de que a pessoa é perseguida ou vítima de complô
  • 32. Delírio erótico:mais freqüente em mulheres. A pessoa sente- se amada por um homem que conhece de passagem ou que nunca falou com ela. Justifica que o homem não a procura por laços de família ou posição social. Pode haver idéias de perseguição  Delírio de ciúmes:mais frequente em homens. O homem convence-se da infidelidade da mulher mesmo que não haja provas ou indícios para tal. Acusa a mulher de vida “desregrada”  Delírio de grandeza:o indivíduo superestima a sua própria pessoa. Pode se sentir “escolhido” para realizar feitos fantásticos.  Delírio de pequenês ou niilista:o indivíduo não vê mais nada em si que não seja a impotência, nulidade e perda. No delírio niilista o inidívuo pode sentir que não existe “realmente”, que vive somente na aparência; nega a sua existência e de seus familiares também.