CONSCIÊNCIA
Conceito:
É oestado de lucidez ou de alerta em que a pessoa
se encontra, variando da vigília até o coma. É o
reconhecimento da realidade externa ou de si
mesmo em determinado momento, é a capacidade
de responder aos seus estímulos.
3.
CONSCIÊNCIA
Alterações:
Confusão: caracterizada porum embotamento do
sensório, dificuldade de compreensão,
atordoamento e perplexidade, juntamente com
desorientação, distúrbios das funções associativas e
pobreza ideativa. O paciente demora a responder
aos estímulos e tem diminuição do interesse no
ambiente. A face de um doente confuso apresenta
uma expressão ansiosa, enigmática e às vezes de
surpresa.
4.
MEMÓRIA
É acapacidade de registrar, manter e evocar os
fatos já ocorridos.
Está intimamente relacionada com o nível de
consciência, atenção e afetividade.
5.
MEMÓRIA
Alterações
Hipermnésia -Aceleração do nível psíquico
Amnésia - Perda da memória
Paramnésia - Distorção dos fatos rememorados
6.
ATENÇÃO
A atençãopode ser definida como a direção da
consciência, o estado de concentração da
atividade mental sobre determinado objeto.
William James (1980) dizia que:
“ Milhões de itens (....) que são apresentados aos meus sentidos
nunca ingressam propriamente em minha experiência. Porquê?
Porque esses itens não são de interesse para minha pessoa. Minha
experiência é aquilo que eu consinto em captar... Todos sabem o
que é a atenção. É o tomar posse pela mente, de modo claro e
vívido, de um entre uma diversidade enorme de objetos ou
correntes de pensamentos simultaneamente dados. Focalização,
concentração da consciência são a sua essência. Ela implica
abdicar de algumas coisas para lidar eficazmente com outras.”
7.
ATENÇÃO
Anormalidades
Hipoprosexia global da atenção. ex: quadros
dispersivos.
Aprosexia Total abolição da capacidade de atenção
Hiperprosexia Atenção exacerbada. ex: quadros
maníacos.
8.
ORIENTAÇÃO
A capacidade desituar-se quanto a si mesmo
e ao ambiente é um elemento básico da
atividade mental.
A avaliação da orientação é um instrumento
valioso para a verificação das perturbações do
nível de consciência.
9.
ORIENTAÇÃO
Orientação autopsíquicaé a orientação do
indivíduo em relação a si mesmo.
Orientação alopsíquica é a capacidade de
orientar-se em relação ao mundo.
Orientação temporal está relacionada ao
momento cronológico que estamos vivendo.
Orientação espacial nos localiza geograficamente.
10.
PENSAMENTO
“ Eu sou,eu existo; isso é certo, mas por
quanto tempo? A saber, por todo o tempo
em que eu penso; pois poderia ocorrer
que, se eu deixasse de pensar, eu
deixaria ao mesmo tempo de ser ou de
existir. Agora eu nada admito que não
seja necessariamente verdadeiro:
portanto, eu não sou, precisamente
falando, senão uma coisa que pensa (.....)
”
• Descartes (1641)
PENSAMENTO
Delírios
Deperseguição
Depreciativos
Religiosos
Sexuais
De poder, riqueza ou grandeza
De ruína ou culpa
Conteúdos hipocondríacos
13.
SENSO - PERCEPÇÃO
Sensação Fenômeno elementar gerado por estímulos
físicos, químicos ou biológicos, originados fora ou
dentro do organismo, que produzem alterações nos
órgãos receptores, estimulando-os. São gerados por
estímulos sensoriais específicos, como os visuais, táteis,
olfativos, gustativos, proprioceptivos e cenestésicos
(relacionado aos órgãos internos);
Percepção É a tomada de consciência, pelo indivíduo,
do estímulo sensorial.
14.
SENSO - PERCEPÇÃO
IlusõesSão transtornos psico-sensoriais,
decorrentes da percepção deformada da
realidade;
Alucinações São processos psíquicos que
aparecem como percepções verdadeiras e que
tem caráter de realidade;
AFETIVIDADE
A vida afetivaé a dimensão psíquica que dá cor,
brilho e calor a todas as vivências humanas
Alterações do humor
Hipertimia
Hipotimia
17.
ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕESE SENTIMENTOS
Apatia: diminuição da excitabilidade afetiva
Hipomodulação do afeto: incapacidade do paciente
de modular a resposta afetiva
Inadequação do afeto: reação completamente
incongruente a situações
Embotamento afetivo: é a perda profunda de todo
tipo de vivência afetiva
Anedonia: é a incapacidade total ou parcial de obter
e sentir prazer com determinadas atividades e
experiências da vida.
Labilidade afetiva: são os estados nos quais ocorrem
mudanças súbitas e imotivadas do humor,
sentimentos e emoções.
18.
ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕESE SENTIMENTOS
Ambivalência afetiva: sentimentos opostos em
relação a um mesmo estímulo ou objeto
simultaneamente.
Medo: é um estado de progressiva insegurança e
angústia, de impotência e invalidez crescentes, ante a
impressão iminente de que sucederá algo que
queríamos evitar.
Fobias: são medos determinados
psicopatologicamente, desproporcionais e
incompatíveis com as possibilidades de perigo.
Pânico: é uma reação de medo intenso relacionada
geralmente ao perigo imaginário de morte iminente,
descontrole ou desintegração.
19.
LINGUAGEM
É oconjunto de elementos que os seres humanos
utilizam para expressar seus pensamentos e
sentimentos.
Existem 2 tipos de linguagem verbal
não verbal
A VONTADE
Definições básicas
Avontade é uma dimensão complexa da vida
mental, relacionada intimamente à esfera
instintiva e afetiva, assim como à esfera
intelectiva (avaliar, julgar, analisar, decidir) e
ao conjunto de valores, princípios, hábitos e
normas socioculturais do indivíduo.
23.
O atode vontade é pautado por quatro fases, no qual a
ponderação, análise e reflexão precedem a execução
motora, é denominado ação voluntária.
Alterações da vontade
Hipobulia/abulia: diminuição ou até abolição da atividade
volitiva.
Atos impulsivos e atos compulsivos (automutilação)
Negativismo
Obediência automática
Registro de Enfermagem
FINALIDADE
Documentartodas as atividades
realizadas para o paciente, o que nos
respalda que este está sendo observado.
Não significa dizer que o protegeremos
de tudo e sim estaremos atentos a tudo
que possa acontecer com esta pessoa a
qual nos propomos cuidar.
26.
Registro do pacientepsiquiátrico
Na psiquiatria é de suma importância saber
avaliar e diferenciar as alterações do ego
para realizar o devido registro que realmente
descreva o estado atual do nosso paciente.
Nem todos os pacientes delirantes estão
confusos. Nem todos os pacientes que
buscam a equipe o tempo todo são
“solicitantes”, podem estar angustiados, e
assim por diante.
27.
Registro de Enfermagem
Omodelo descritivo é bem aceito, porém
devemos ter o cuidado de não minimizarmos
esta evolução a duas linhas com
abreviaturas e repetições que não dizem
nada. É fundamental sabermos quem
estamos evoluindo, o que aconteceu com
este paciente no meu turno de trabalho, se
tem alguma queixa ou questionamento que
deva ser passado como informação aos
demais membros da equipe.
28.
Registro de Enfermagem
Oregistro de enfermagem deve ser
fidedigno, isso não acontece se, por
exemplo, o técnico que for fazer a
escala de evolução for aquele que
estava numa avaliação externa e
acabou de chegar na unidade; ou se for
aquele que foi dimensionado só hoje e
nem relaciona os nomes aos pacientes.
29.
Registro de Enfermagem
Devemosrealizar as evoluções de forma
céfalo caudal, avaliando o paciente da
cabeça aos pés e se houveram situações
excepcionais descrevê-las bem como as
soluções dadas para estas.
A valorização do nosso serviço também é
conseqüência dos registros que fizemos,
afinal o prontuário é um documento.
30.
Cuidados
Por definições dalegislação ou normas
internas da instituição:
Não fazer rasuras;
Não usar corretivo líquido;
Assinar e carimbar todos seus registros;
Não colocar nomes dos colegas ou pacientes
nos registros e sim o cargo ocupado, por ex:
enfermeira da unidade ciente;
Colocar data e horário;