Psicopatologia – Aula 01
Professora MS Rochelle Arruda
Tema da aula de hoje:
Conceitos básicos sobre normalidade/patologia; as
alterações das funções psíquicas nos quadros patológicos
e o diagnóstico diferencial dos transtornos mentais;
discute a atual política de desospitalização do doente
mental. Estuda a nosografia psiquiátrica na perspectiva
dos autores clássicos e da atualidade (CID-10, DSM-V);
estuda também a epidemiologia dos transtornos mentais.
Sofrimento Psíquico e Educação; Transtornos de
Personalidade; Transtornos de Ansiedade. Psicopatologia
da infância e adolescência: conceitos e compreensão dos
aspectos clínicos e descritivos.
•Cultura
•Saúde
•Anormal
Normalidade
Padrões de comportamento
ou traços de personalidade
típicos ou que estejam em
conformidade com certos
padrões adequados e
aceitáveis de se comportar e
agir.
Perspectivas da
normalidade
 Normalidade como saúde: ausência de sinais e
sintomas.
 Normalidade como utopia: “uma ficção ideal”.
 Normalidade como média: faixa intermediária
normal e extremos anormais.
 Normalidade como processo: mudanças ou
processos ao invés de definição transversal.
Normalidade
contextualizada
• Autonormal: pessoa considerada normal por sua
própria sociedade
• Autopatológica: pessoa considerada anormal
por sua própria sociedade
• Heteronormal: pessoa considerada normal por
membros de outra sociedade que a observam
• Heteropatológia: pessoa considerada incomum
ou patológica por membros de outra sociedade
que a observam
História da loucura
Pré –história
Idade Média
Exclusão da Loucura- Grande Internação
O paradima da medicina Moderna e a invenção
da doença
A internação e o tratamento moral
Contenção, disciplina e o lugar da medicamento
no tratamento
Poder, saber e psiquiatria
Paradigma Psicossocial – Reforma Psiquiatrica
Funções mentais
Atenção
Memória
Linguagem
Pensamento
Percepção
Emoção
Definição de Transtorno
Mental
Os Transtornos Mentais são síndromes ou padrões
comportamentais ou psicológicos clinicamente
importantes, que ocorrem num indivíduo e estão
associados com sofrimento ou incapacitação ou com um
risco significativamente aumentado de sofrimento, morte,
dor, deficiência ou perda importante da liberdade.
A expressão “transtorno mental” infelizmente sugere uma
distinção entre transtornos “mentais” e transtornos
“físicos”, uma visão reducionista do dualismo
mente/corpo.
Um equívoco comum consiste em pensar que uma
classificação de transtornos mentais classifica pessoas,
quando na verdade o que se classifica são os transtornos
que as pessoas demonstram.
Diagnosticar é descobrir
um fenômeno patológico?
Permite o estabelecimento de condutas,
prognóstico, investigação científica e hipóteses
explicativas.
Os critérios diagnósticos visam a servir como
diretrizes a serem moduladas pelo julgamento
clínico, não devendo ser usados como um “livro de
receitas”.
Mau uso do diagnóstico psiquiátrico
• Uso político e punitivo
• Instrumento de estigmatização
• Rótulo
Exame do Estado Mental
 Aparência e comportamento
 Estado de consciência
 Orientação
 Confiança
 Relacionamento com o
entrevistador
 Afeto e humor
 Fala
 Pensamento
 Senso-percepção
 Insight
 Juízo crítico
ELEVADO
BAIXO
BAIXO
ELEVADO
CUSTOSFREGUÊNCIA
DA NECESSIDADE
Quantidade de serviços necessários
Auto cuidado
Cuidados informais na Comunidade
Saúde Mental na Atenção Básica
Serviços de Saúde
Mental
Territoriais
Serviços em
Hospital
Geral
Configuração ideal e articulação dos diferentes Serviços segundo necessidade e custo
OMS
Serviços de longa
permanência
e Especializados.

Psicopatologia – aula 01

  • 1.
    Psicopatologia – Aula01 Professora MS Rochelle Arruda
  • 2.
    Tema da aulade hoje: Conceitos básicos sobre normalidade/patologia; as alterações das funções psíquicas nos quadros patológicos e o diagnóstico diferencial dos transtornos mentais; discute a atual política de desospitalização do doente mental. Estuda a nosografia psiquiátrica na perspectiva dos autores clássicos e da atualidade (CID-10, DSM-V); estuda também a epidemiologia dos transtornos mentais. Sofrimento Psíquico e Educação; Transtornos de Personalidade; Transtornos de Ansiedade. Psicopatologia da infância e adolescência: conceitos e compreensão dos aspectos clínicos e descritivos.
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  • 4.
    Normalidade Padrões de comportamento outraços de personalidade típicos ou que estejam em conformidade com certos padrões adequados e aceitáveis de se comportar e agir.
  • 5.
    Perspectivas da normalidade  Normalidadecomo saúde: ausência de sinais e sintomas.  Normalidade como utopia: “uma ficção ideal”.  Normalidade como média: faixa intermediária normal e extremos anormais.  Normalidade como processo: mudanças ou processos ao invés de definição transversal.
  • 6.
    Normalidade contextualizada • Autonormal: pessoaconsiderada normal por sua própria sociedade • Autopatológica: pessoa considerada anormal por sua própria sociedade • Heteronormal: pessoa considerada normal por membros de outra sociedade que a observam • Heteropatológia: pessoa considerada incomum ou patológica por membros de outra sociedade que a observam
  • 8.
    História da loucura Pré–história Idade Média Exclusão da Loucura- Grande Internação O paradima da medicina Moderna e a invenção da doença A internação e o tratamento moral Contenção, disciplina e o lugar da medicamento no tratamento Poder, saber e psiquiatria Paradigma Psicossocial – Reforma Psiquiatrica
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  • 11.
    Definição de Transtorno Mental OsTranstornos Mentais são síndromes ou padrões comportamentais ou psicológicos clinicamente importantes, que ocorrem num indivíduo e estão associados com sofrimento ou incapacitação ou com um risco significativamente aumentado de sofrimento, morte, dor, deficiência ou perda importante da liberdade. A expressão “transtorno mental” infelizmente sugere uma distinção entre transtornos “mentais” e transtornos “físicos”, uma visão reducionista do dualismo mente/corpo. Um equívoco comum consiste em pensar que uma classificação de transtornos mentais classifica pessoas, quando na verdade o que se classifica são os transtornos que as pessoas demonstram.
  • 12.
    Diagnosticar é descobrir umfenômeno patológico? Permite o estabelecimento de condutas, prognóstico, investigação científica e hipóteses explicativas. Os critérios diagnósticos visam a servir como diretrizes a serem moduladas pelo julgamento clínico, não devendo ser usados como um “livro de receitas”. Mau uso do diagnóstico psiquiátrico • Uso político e punitivo • Instrumento de estigmatização • Rótulo
  • 13.
    Exame do EstadoMental  Aparência e comportamento  Estado de consciência  Orientação  Confiança  Relacionamento com o entrevistador  Afeto e humor  Fala  Pensamento  Senso-percepção  Insight  Juízo crítico
  • 15.
    ELEVADO BAIXO BAIXO ELEVADO CUSTOSFREGUÊNCIA DA NECESSIDADE Quantidade deserviços necessários Auto cuidado Cuidados informais na Comunidade Saúde Mental na Atenção Básica Serviços de Saúde Mental Territoriais Serviços em Hospital Geral Configuração ideal e articulação dos diferentes Serviços segundo necessidade e custo OMS Serviços de longa permanência e Especializados.