EXAME DO ESTADO
MENTAL:
FUNÇÕES PSÍQUICAS
Enfª Fernanda Arroxellas Faitão
CONSCIÊNCIA
Conceito:
 É o estado de lucidez ou de alerta em que a pessoa
se encontra, variando da vigília até o coma. É o
reconhecimento da realidade externa ou de si
mesmo em determinado momento, é a capacidade
de responder aos seus estímulos.
CONSCIÊNCIA
Alterações:
Confusão: caracterizada por um embotamento do
sensório, dificuldade de compreensão,
atordoamento e perplexidade, juntamente com
desorientação, distúrbios das funções associativas e
pobreza ideativa. O paciente demora a responder
aos estímulos e tem diminuição do interesse no
ambiente. A face de um doente confuso apresenta
uma expressão ansiosa, enigmática e às vezes de
surpresa.
MEMÓRIA
 É a capacidade de registrar, manter e evocar os
fatos já ocorridos.
 Está intimamente relacionada com o nível de
consciência, atenção e afetividade.
MEMÓRIA
Alterações
 Hipermnésia - Aceleração do nível psíquico
 Amnésia - Perda da memória
 Paramnésia - Distorção dos fatos rememorados
ATENÇÃO
 A atenção pode ser definida como a direção da
consciência, o estado de concentração da
atividade mental sobre determinado objeto.
William James (1980) dizia que:
“ Milhões de itens (....) que são apresentados aos meus sentidos
nunca ingressam propriamente em minha experiência. Porquê?
Porque esses itens não são de interesse para minha pessoa. Minha
experiência é aquilo que eu consinto em captar... Todos sabem o
que é a atenção. É o tomar posse pela mente, de modo claro e
vívido, de um entre uma diversidade enorme de objetos ou
correntes de pensamentos simultaneamente dados. Focalização,
concentração da consciência são a sua essência. Ela implica
abdicar de algumas coisas para lidar eficazmente com outras.”
ATENÇÃO
 Anormalidades
Hipoprosexia  global da atenção. ex: quadros
dispersivos.
Aprosexia Total abolição da capacidade de atenção
Hiperprosexia Atenção exacerbada. ex: quadros
maníacos.
ORIENTAÇÃO
A capacidade de situar-se quanto a si mesmo
e ao ambiente é um elemento básico da
atividade mental.
A avaliação da orientação é um instrumento
valioso para a verificação das perturbações do
nível de consciência.
ORIENTAÇÃO
 Orientação autopsíquica é a orientação do
indivíduo em relação a si mesmo.
 Orientação alopsíquica é a capacidade de
orientar-se em relação ao mundo.
 Orientação temporal está relacionada ao
momento cronológico que estamos vivendo.
 Orientação espacial nos localiza geograficamente.
PENSAMENTO
“ Eu sou, eu existo; isso é certo, mas por
quanto tempo? A saber, por todo o tempo
em que eu penso; pois poderia ocorrer
que, se eu deixasse de pensar, eu
deixaria ao mesmo tempo de ser ou de
existir. Agora eu nada admito que não
seja necessariamente verdadeiro:
portanto, eu não sou, precisamente
falando, senão uma coisa que pensa (.....)
”
• Descartes (1641)
PENSAMENTO
 Alterações
 Aceleração do pensamento
 Lentificação do pensamento
 Desagregação do pensamento
PENSAMENTO
 Delírios
 De perseguição
 Depreciativos
 Religiosos
 Sexuais
 De poder, riqueza ou grandeza
 De ruína ou culpa
 Conteúdos hipocondríacos
SENSO - PERCEPÇÃO
 Sensação Fenômeno elementar gerado por estímulos
físicos, químicos ou biológicos, originados fora ou
dentro do organismo, que produzem alterações nos
órgãos receptores, estimulando-os. São gerados por
estímulos sensoriais específicos, como os visuais, táteis,
olfativos, gustativos, proprioceptivos e cenestésicos
(relacionado aos órgãos internos);
 Percepção É a tomada de consciência, pelo indivíduo,
do estímulo sensorial.
SENSO - PERCEPÇÃO
Ilusões São transtornos psico-sensoriais,
decorrentes da percepção deformada da
realidade;
Alucinações São processos psíquicos que
aparecem como percepções verdadeiras e que
tem caráter de realidade;
TIPOS DE ALUCINAÇÕES
 Alucinações Visuais
 Alucinações Auditivas
 Alucinações Táteis
 Alucinações Olfativas
 Alucinações Gustativas
 Alucinações Cinestésicas
 Alucinações Cenestésicas
AFETIVIDADE
A vida afetiva é a dimensão psíquica que dá cor,
brilho e calor a todas as vivências humanas
Alterações do humor
Hipertimia
Hipotimia
ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕES E SENTIMENTOS
 Apatia: diminuição da excitabilidade afetiva
 Hipomodulação do afeto: incapacidade do paciente
de modular a resposta afetiva
 Inadequação do afeto: reação completamente
incongruente a situações
 Embotamento afetivo: é a perda profunda de todo
tipo de vivência afetiva
 Anedonia: é a incapacidade total ou parcial de obter
e sentir prazer com determinadas atividades e
experiências da vida.
 Labilidade afetiva: são os estados nos quais ocorrem
mudanças súbitas e imotivadas do humor,
sentimentos e emoções.
ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕES E SENTIMENTOS
 Ambivalência afetiva: sentimentos opostos em
relação a um mesmo estímulo ou objeto
simultaneamente.
 Medo: é um estado de progressiva insegurança e
angústia, de impotência e invalidez crescentes, ante a
impressão iminente de que sucederá algo que
queríamos evitar.
 Fobias: são medos determinados
psicopatologicamente, desproporcionais e
incompatíveis com as possibilidades de perigo.
 Pânico: é uma reação de medo intenso relacionada
geralmente ao perigo imaginário de morte iminente,
descontrole ou desintegração.
LINGUAGEM
 É o conjunto de elementos que os seres humanos
utilizam para expressar seus pensamentos e
sentimentos.
 Existem 2 tipos de linguagem verbal
não verbal
LINGUAGEM
Alterações da Linguagem verbal
Verborréia ou taquilalia
Bradilalia
Mutismo
Coprolalia
Normolalia
LINGUAGEM
Psicopatologia da Linguagem não verbal
Linguagem escrita
Linguagem mímica - Hipermimia
- Hipomimia
- Amimia
A VONTADE
Definições básicas
A vontade é uma dimensão complexa da vida
mental, relacionada intimamente à esfera
instintiva e afetiva, assim como à esfera
intelectiva (avaliar, julgar, analisar, decidir) e
ao conjunto de valores, princípios, hábitos e
normas socioculturais do indivíduo.
 O ato de vontade é pautado por quatro fases, no qual a
ponderação, análise e reflexão precedem a execução
motora, é denominado ação voluntária.
 Alterações da vontade
 Hipobulia/abulia: diminuição ou até abolição da atividade
volitiva.
 Atos impulsivos e atos compulsivos (automutilação)
 Negativismo
 Obediência automática
Referência Bibliográfica
 DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia
dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes
Médicas, 2000.
Registro de Enfermagem
FINALIDADE
Documentar todas as atividades
realizadas para o paciente, o que nos
respalda que este está sendo observado.
Não significa dizer que o protegeremos
de tudo e sim estaremos atentos a tudo
que possa acontecer com esta pessoa a
qual nos propomos cuidar.
Registro do paciente psiquiátrico
Na psiquiatria é de suma importância saber
avaliar e diferenciar as alterações do ego
para realizar o devido registro que realmente
descreva o estado atual do nosso paciente.
Nem todos os pacientes delirantes estão
confusos. Nem todos os pacientes que
buscam a equipe o tempo todo são
“solicitantes”, podem estar angustiados, e
assim por diante.
Registro de Enfermagem
O modelo descritivo é bem aceito, porém
devemos ter o cuidado de não minimizarmos
esta evolução a duas linhas com
abreviaturas e repetições que não dizem
nada. É fundamental sabermos quem
estamos evoluindo, o que aconteceu com
este paciente no meu turno de trabalho, se
tem alguma queixa ou questionamento que
deva ser passado como informação aos
demais membros da equipe.
Registro de Enfermagem
O registro de enfermagem deve ser
fidedigno, isso não acontece se, por
exemplo, o técnico que for fazer a
escala de evolução for aquele que
estava numa avaliação externa e
acabou de chegar na unidade; ou se for
aquele que foi dimensionado só hoje e
nem relaciona os nomes aos pacientes.
Registro de Enfermagem
Devemos realizar as evoluções de forma
céfalo caudal, avaliando o paciente da
cabeça aos pés e se houveram situações
excepcionais descrevê-las bem como as
soluções dadas para estas.
A valorização do nosso serviço também é
conseqüência dos registros que fizemos,
afinal o prontuário é um documento.
Cuidados
Por definições da legislação ou normas
internas da instituição:
 Não fazer rasuras;
 Não usar corretivo líquido;
 Assinar e carimbar todos seus registros;
 Não colocar nomes dos colegas ou pacientes
nos registros e sim o cargo ocupado, por ex:
enfermeira da unidade ciente;
 Colocar data e horário;
Obrigado!

Estado-Mental-e-Evolucao-Enfermagem (3).ppt

  • 1.
    EXAME DO ESTADO MENTAL: FUNÇÕESPSÍQUICAS Enfª Fernanda Arroxellas Faitão
  • 2.
    CONSCIÊNCIA Conceito:  É oestado de lucidez ou de alerta em que a pessoa se encontra, variando da vigília até o coma. É o reconhecimento da realidade externa ou de si mesmo em determinado momento, é a capacidade de responder aos seus estímulos.
  • 3.
    CONSCIÊNCIA Alterações: Confusão: caracterizada porum embotamento do sensório, dificuldade de compreensão, atordoamento e perplexidade, juntamente com desorientação, distúrbios das funções associativas e pobreza ideativa. O paciente demora a responder aos estímulos e tem diminuição do interesse no ambiente. A face de um doente confuso apresenta uma expressão ansiosa, enigmática e às vezes de surpresa.
  • 4.
    MEMÓRIA  É acapacidade de registrar, manter e evocar os fatos já ocorridos.  Está intimamente relacionada com o nível de consciência, atenção e afetividade.
  • 5.
    MEMÓRIA Alterações  Hipermnésia -Aceleração do nível psíquico  Amnésia - Perda da memória  Paramnésia - Distorção dos fatos rememorados
  • 6.
    ATENÇÃO  A atençãopode ser definida como a direção da consciência, o estado de concentração da atividade mental sobre determinado objeto. William James (1980) dizia que: “ Milhões de itens (....) que são apresentados aos meus sentidos nunca ingressam propriamente em minha experiência. Porquê? Porque esses itens não são de interesse para minha pessoa. Minha experiência é aquilo que eu consinto em captar... Todos sabem o que é a atenção. É o tomar posse pela mente, de modo claro e vívido, de um entre uma diversidade enorme de objetos ou correntes de pensamentos simultaneamente dados. Focalização, concentração da consciência são a sua essência. Ela implica abdicar de algumas coisas para lidar eficazmente com outras.”
  • 7.
    ATENÇÃO  Anormalidades Hipoprosexia global da atenção. ex: quadros dispersivos. Aprosexia Total abolição da capacidade de atenção Hiperprosexia Atenção exacerbada. ex: quadros maníacos.
  • 8.
    ORIENTAÇÃO A capacidade desituar-se quanto a si mesmo e ao ambiente é um elemento básico da atividade mental. A avaliação da orientação é um instrumento valioso para a verificação das perturbações do nível de consciência.
  • 9.
    ORIENTAÇÃO  Orientação autopsíquicaé a orientação do indivíduo em relação a si mesmo.  Orientação alopsíquica é a capacidade de orientar-se em relação ao mundo.  Orientação temporal está relacionada ao momento cronológico que estamos vivendo.  Orientação espacial nos localiza geograficamente.
  • 10.
    PENSAMENTO “ Eu sou,eu existo; isso é certo, mas por quanto tempo? A saber, por todo o tempo em que eu penso; pois poderia ocorrer que, se eu deixasse de pensar, eu deixaria ao mesmo tempo de ser ou de existir. Agora eu nada admito que não seja necessariamente verdadeiro: portanto, eu não sou, precisamente falando, senão uma coisa que pensa (.....) ” • Descartes (1641)
  • 11.
    PENSAMENTO  Alterações  Aceleraçãodo pensamento  Lentificação do pensamento  Desagregação do pensamento
  • 12.
    PENSAMENTO  Delírios  Deperseguição  Depreciativos  Religiosos  Sexuais  De poder, riqueza ou grandeza  De ruína ou culpa  Conteúdos hipocondríacos
  • 13.
    SENSO - PERCEPÇÃO Sensação Fenômeno elementar gerado por estímulos físicos, químicos ou biológicos, originados fora ou dentro do organismo, que produzem alterações nos órgãos receptores, estimulando-os. São gerados por estímulos sensoriais específicos, como os visuais, táteis, olfativos, gustativos, proprioceptivos e cenestésicos (relacionado aos órgãos internos);  Percepção É a tomada de consciência, pelo indivíduo, do estímulo sensorial.
  • 14.
    SENSO - PERCEPÇÃO IlusõesSão transtornos psico-sensoriais, decorrentes da percepção deformada da realidade; Alucinações São processos psíquicos que aparecem como percepções verdadeiras e que tem caráter de realidade;
  • 15.
    TIPOS DE ALUCINAÇÕES Alucinações Visuais  Alucinações Auditivas  Alucinações Táteis  Alucinações Olfativas  Alucinações Gustativas  Alucinações Cinestésicas  Alucinações Cenestésicas
  • 16.
    AFETIVIDADE A vida afetivaé a dimensão psíquica que dá cor, brilho e calor a todas as vivências humanas Alterações do humor Hipertimia Hipotimia
  • 17.
    ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕESE SENTIMENTOS  Apatia: diminuição da excitabilidade afetiva  Hipomodulação do afeto: incapacidade do paciente de modular a resposta afetiva  Inadequação do afeto: reação completamente incongruente a situações  Embotamento afetivo: é a perda profunda de todo tipo de vivência afetiva  Anedonia: é a incapacidade total ou parcial de obter e sentir prazer com determinadas atividades e experiências da vida.  Labilidade afetiva: são os estados nos quais ocorrem mudanças súbitas e imotivadas do humor, sentimentos e emoções.
  • 18.
    ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕESE SENTIMENTOS  Ambivalência afetiva: sentimentos opostos em relação a um mesmo estímulo ou objeto simultaneamente.  Medo: é um estado de progressiva insegurança e angústia, de impotência e invalidez crescentes, ante a impressão iminente de que sucederá algo que queríamos evitar.  Fobias: são medos determinados psicopatologicamente, desproporcionais e incompatíveis com as possibilidades de perigo.  Pânico: é uma reação de medo intenso relacionada geralmente ao perigo imaginário de morte iminente, descontrole ou desintegração.
  • 19.
    LINGUAGEM  É oconjunto de elementos que os seres humanos utilizam para expressar seus pensamentos e sentimentos.  Existem 2 tipos de linguagem verbal não verbal
  • 20.
    LINGUAGEM Alterações da Linguagemverbal Verborréia ou taquilalia Bradilalia Mutismo Coprolalia Normolalia
  • 21.
    LINGUAGEM Psicopatologia da Linguagemnão verbal Linguagem escrita Linguagem mímica - Hipermimia - Hipomimia - Amimia
  • 22.
    A VONTADE Definições básicas Avontade é uma dimensão complexa da vida mental, relacionada intimamente à esfera instintiva e afetiva, assim como à esfera intelectiva (avaliar, julgar, analisar, decidir) e ao conjunto de valores, princípios, hábitos e normas socioculturais do indivíduo.
  • 23.
     O atode vontade é pautado por quatro fases, no qual a ponderação, análise e reflexão precedem a execução motora, é denominado ação voluntária.  Alterações da vontade  Hipobulia/abulia: diminuição ou até abolição da atividade volitiva.  Atos impulsivos e atos compulsivos (automutilação)  Negativismo  Obediência automática
  • 24.
    Referência Bibliográfica  DALGALARRONDO,P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.
  • 25.
    Registro de Enfermagem FINALIDADE Documentartodas as atividades realizadas para o paciente, o que nos respalda que este está sendo observado. Não significa dizer que o protegeremos de tudo e sim estaremos atentos a tudo que possa acontecer com esta pessoa a qual nos propomos cuidar.
  • 26.
    Registro do pacientepsiquiátrico Na psiquiatria é de suma importância saber avaliar e diferenciar as alterações do ego para realizar o devido registro que realmente descreva o estado atual do nosso paciente. Nem todos os pacientes delirantes estão confusos. Nem todos os pacientes que buscam a equipe o tempo todo são “solicitantes”, podem estar angustiados, e assim por diante.
  • 27.
    Registro de Enfermagem Omodelo descritivo é bem aceito, porém devemos ter o cuidado de não minimizarmos esta evolução a duas linhas com abreviaturas e repetições que não dizem nada. É fundamental sabermos quem estamos evoluindo, o que aconteceu com este paciente no meu turno de trabalho, se tem alguma queixa ou questionamento que deva ser passado como informação aos demais membros da equipe.
  • 28.
    Registro de Enfermagem Oregistro de enfermagem deve ser fidedigno, isso não acontece se, por exemplo, o técnico que for fazer a escala de evolução for aquele que estava numa avaliação externa e acabou de chegar na unidade; ou se for aquele que foi dimensionado só hoje e nem relaciona os nomes aos pacientes.
  • 29.
    Registro de Enfermagem Devemosrealizar as evoluções de forma céfalo caudal, avaliando o paciente da cabeça aos pés e se houveram situações excepcionais descrevê-las bem como as soluções dadas para estas. A valorização do nosso serviço também é conseqüência dos registros que fizemos, afinal o prontuário é um documento.
  • 30.
    Cuidados Por definições dalegislação ou normas internas da instituição:  Não fazer rasuras;  Não usar corretivo líquido;  Assinar e carimbar todos seus registros;  Não colocar nomes dos colegas ou pacientes nos registros e sim o cargo ocupado, por ex: enfermeira da unidade ciente;  Colocar data e horário;
  • 31.