Felicidade
Na filosofia
A palavra felicidade
 No grego antigo a principal palavra
para se referir à felicidade é
eudaimonia e significa um bem ou
poder concedido pelos deuses.
 No latim temos as palavras felicitas e
felix que significam fértil frutuoso,
fecundo.
Os filósofos gregos entendiam que a
felicidade é o objetivo da vida e a
filosofia é o instrumento para atingir a
felicidade.
 Filosofar para quê?
◦ Para pensar melhor sobre tudo: os fatos, as
pessoas, a vida.
 Pensar melhor sobre tudo para quê?
◦ Para encontrar soluções para os problemas
da existência – a minha e a de outras
pessoas.
 Encontrar essas soluções serve para
quê?
◦ Para ter menos problemas, ficar mais
 Viver melhor para quê?
◦ Para me sentir bem, em paz comigo mesmo e
com o mundo.
 Sentir-se assim para quê?
◦ Para ser feliz.
 Ser feliz para quê?
◦ Não sei. Talvez para deixar as pessoas que
me cercam felizes também.
 Deixá-las felizes para quê?
◦ Para que eu fique feliz com a felicidade delas.
Fontes da felicidade
 Bens materiais e riqueza - sempre
estiveram entre as fontes mais cobiçadas
e pelas quais as pessoas mais se
esforçam.
 Status social, poder e glória – pode-se até
matar por eles, mesmo quando as
pessoas não são tão conscientes do valor
que lhes dão.
 Prazeres da mesa e da cama – fontes
básicas de bem-estar corporal e
emocional, boa parcela da humanidade
 Saúde – valorizada por muitos,
principalmente quando falta, mas
perseguida pelos mais moderados ou
disciplinados.
 Amor e amizade – considerados
importantes pela maioria, mas com
frequência relegados a um segundo
plano em termos de prioridade.
 Espiritualidade – a busca por uma
relação apropriada com a própria fé.
Sócrates
 Para Sócrates o "conhece-te a ti
mesmo" é a chave para a conquista da
felicidade.
 Para Sócrates essa ideia teve rumo
novo, ele postulou que não havia
relação da felicidade com somente
satisfação dos desejos e necessidades
do corpo, mas que o homem não é
apenas corpo, e sim em principal,
alma. Felicidade seria o bem da alma,
através da conduta justa e virtuosa.
Platão
 Para Platão o caminho da felicidade era o
abandono do mundo ilusório dos sentidos
em direção ao mundo das ideias e assim, o
conhecimento supremo, conhecer a “ideia do
bem”.
 Para a felicidade era necessário equilibrar as
três almas definidas por Platão: alma
concupiscente ligada aos desejos carnais,
alma irascível ligada às paixões e alma
racional ligada ao conhecimento.
 Para apoiar essa tarefa ele propunha a
ginástica e a dialética.
 Conhecimento = bondade = felicidade.
Aristóteles
 Para Aristóteles a felicidade não está
ligada aos prazeres ou às riquezas,
mas a atividade prática da razão. Em
sua opinião, a capacidade de pensar
é o que há de melhor no ser humano,
uma vez que a razão é nosso melhor
guia e dirigente natural. Se o que
caracteriza o homem é o pensar,
então esta e sua maior virtude e,
portanto, reside nela a felicidade
humana.
 “Aristóteles, fiel aos princípios de sua
filosofia especulativa, e após ter feito
uma análise e um estudo da psicologia
humana, verifica que em todos os seus
atos o homem se orienta
necessariamente pela ideia de bem e de
felicidade e que nenhum dos bens
comumente procurados (a honra, a
riqueza, o prazer) preenche esse ideal
de felicidade. Daí a sua conclusão:
primeiro, a felicidade humana deverá
consistir numa atividade, pois o ato é
superior a potência; segundo, deverá ser
uma atividade relacionada com a
faculdade humana mais perfeita que é a
inteligência (…)”. (Costa,1993, p.67)
 Aristóteles mostra-nos que os homens
se tornam o que são pelo hábito. Os
homens se tornam bons engenheiros
construindo, e se tornam músicos
tocando.
 A felicidade para Aristóteles
corresponde ao hábito continuado da
prática da virtude e da prudência. Por
sua própria natureza os homens
buscam o bem e a felicidade, mas esta
busca só pode ser alcançada pela
virtude.
 É somente através do nosso caráter que
atingimos a excelência. A boa conduta, a
força do espírito, a força da vontade
guiada pela razão nos leva à excelência.
Dessa forma, a felicidade está ligada a
uma sabedoria prática, a de saber fazer
escolhas racionais na vida. É feliz aquele
que escolhe o que é mais adequado para
si.
 A razão é a faculdade que analisa,
pondera, julga, discerne. Ela nos permite
distinguir o que é bom ou mau, a
distinguir os vícios das virtudes. Ela nos
permite fazer escolhas pertinentes para
Virtude Vício por excesso Vício por falta
Coragem Temeridade(ousadia,
imprudência)
Covardia
Temperança (ser comedido
com prazeres carnais -
alimentos, sexo)
Libertinagem (se entregar
aos prazeres
Insensibilidade (não
desfrutar)
Liberalidade (generosidade) Prodigalidade (distribuir em
excesso)
Avareza
Respeito próprio Vulgaridade Vileza (excesso de
simplicidade)
Magnificência Vaidade Modéstia
Gentileza Irascibilidade (ser levado
por emoções)
Indiferença
Veracidade Orgulho Descrédito próprio
Agudeza de espírito Zombaria (humilhar menos
inteligentes0
Grosseria (não usar a
inteligência)
Amizade Condescendência Tédio (arrogância)
Nietzsche
 Para Nietzsche o homem inveja o animal
porque o animal parece sempre estar feliz
não parece passar por desgosto ou
sofrimento mas o animal não pensa, então se
o homem fosse um animal não teria
consciência da ideia de felicidade.
 A felicidade é o que dá sentido a vida.
 Aquele que não sabe repousar no limiar do
momento esquecendo todo o passado,
nunca vai saber o que é felicidade.
 É possível viver sem quase se lembrar, viver
até mesmo feliz, mas é impossível viver sem
esquecer.
 Nietzsche acreditava que a
felicidade era passageira e a
felicidade consiste na busca de
uma meta independente dos
obstáculos.
 A Minha Felicidade
◦ Depois de estar cansado de procurar
◦ Aprendi a encontrar.
◦ Depois de um vento me ter feito frente
◦ Navego com todos os ventos.

Felicidade 2018

  • 1.
  • 6.
    A palavra felicidade No grego antigo a principal palavra para se referir à felicidade é eudaimonia e significa um bem ou poder concedido pelos deuses.  No latim temos as palavras felicitas e felix que significam fértil frutuoso, fecundo.
  • 7.
    Os filósofos gregosentendiam que a felicidade é o objetivo da vida e a filosofia é o instrumento para atingir a felicidade.  Filosofar para quê? ◦ Para pensar melhor sobre tudo: os fatos, as pessoas, a vida.  Pensar melhor sobre tudo para quê? ◦ Para encontrar soluções para os problemas da existência – a minha e a de outras pessoas.  Encontrar essas soluções serve para quê? ◦ Para ter menos problemas, ficar mais
  • 8.
     Viver melhorpara quê? ◦ Para me sentir bem, em paz comigo mesmo e com o mundo.  Sentir-se assim para quê? ◦ Para ser feliz.  Ser feliz para quê? ◦ Não sei. Talvez para deixar as pessoas que me cercam felizes também.  Deixá-las felizes para quê? ◦ Para que eu fique feliz com a felicidade delas.
  • 9.
    Fontes da felicidade Bens materiais e riqueza - sempre estiveram entre as fontes mais cobiçadas e pelas quais as pessoas mais se esforçam.  Status social, poder e glória – pode-se até matar por eles, mesmo quando as pessoas não são tão conscientes do valor que lhes dão.  Prazeres da mesa e da cama – fontes básicas de bem-estar corporal e emocional, boa parcela da humanidade
  • 10.
     Saúde –valorizada por muitos, principalmente quando falta, mas perseguida pelos mais moderados ou disciplinados.  Amor e amizade – considerados importantes pela maioria, mas com frequência relegados a um segundo plano em termos de prioridade.  Espiritualidade – a busca por uma relação apropriada com a própria fé.
  • 11.
    Sócrates  Para Sócrateso "conhece-te a ti mesmo" é a chave para a conquista da felicidade.  Para Sócrates essa ideia teve rumo novo, ele postulou que não havia relação da felicidade com somente satisfação dos desejos e necessidades do corpo, mas que o homem não é apenas corpo, e sim em principal, alma. Felicidade seria o bem da alma, através da conduta justa e virtuosa.
  • 12.
    Platão  Para Platãoo caminho da felicidade era o abandono do mundo ilusório dos sentidos em direção ao mundo das ideias e assim, o conhecimento supremo, conhecer a “ideia do bem”.  Para a felicidade era necessário equilibrar as três almas definidas por Platão: alma concupiscente ligada aos desejos carnais, alma irascível ligada às paixões e alma racional ligada ao conhecimento.  Para apoiar essa tarefa ele propunha a ginástica e a dialética.  Conhecimento = bondade = felicidade.
  • 13.
    Aristóteles  Para Aristótelesa felicidade não está ligada aos prazeres ou às riquezas, mas a atividade prática da razão. Em sua opinião, a capacidade de pensar é o que há de melhor no ser humano, uma vez que a razão é nosso melhor guia e dirigente natural. Se o que caracteriza o homem é o pensar, então esta e sua maior virtude e, portanto, reside nela a felicidade humana.
  • 14.
     “Aristóteles, fielaos princípios de sua filosofia especulativa, e após ter feito uma análise e um estudo da psicologia humana, verifica que em todos os seus atos o homem se orienta necessariamente pela ideia de bem e de felicidade e que nenhum dos bens comumente procurados (a honra, a riqueza, o prazer) preenche esse ideal de felicidade. Daí a sua conclusão: primeiro, a felicidade humana deverá consistir numa atividade, pois o ato é superior a potência; segundo, deverá ser uma atividade relacionada com a faculdade humana mais perfeita que é a inteligência (…)”. (Costa,1993, p.67)
  • 15.
     Aristóteles mostra-nosque os homens se tornam o que são pelo hábito. Os homens se tornam bons engenheiros construindo, e se tornam músicos tocando.  A felicidade para Aristóteles corresponde ao hábito continuado da prática da virtude e da prudência. Por sua própria natureza os homens buscam o bem e a felicidade, mas esta busca só pode ser alcançada pela virtude.
  • 16.
     É somenteatravés do nosso caráter que atingimos a excelência. A boa conduta, a força do espírito, a força da vontade guiada pela razão nos leva à excelência. Dessa forma, a felicidade está ligada a uma sabedoria prática, a de saber fazer escolhas racionais na vida. É feliz aquele que escolhe o que é mais adequado para si.  A razão é a faculdade que analisa, pondera, julga, discerne. Ela nos permite distinguir o que é bom ou mau, a distinguir os vícios das virtudes. Ela nos permite fazer escolhas pertinentes para
  • 17.
    Virtude Vício porexcesso Vício por falta Coragem Temeridade(ousadia, imprudência) Covardia Temperança (ser comedido com prazeres carnais - alimentos, sexo) Libertinagem (se entregar aos prazeres Insensibilidade (não desfrutar) Liberalidade (generosidade) Prodigalidade (distribuir em excesso) Avareza Respeito próprio Vulgaridade Vileza (excesso de simplicidade) Magnificência Vaidade Modéstia Gentileza Irascibilidade (ser levado por emoções) Indiferença Veracidade Orgulho Descrédito próprio Agudeza de espírito Zombaria (humilhar menos inteligentes0 Grosseria (não usar a inteligência) Amizade Condescendência Tédio (arrogância)
  • 18.
    Nietzsche  Para Nietzscheo homem inveja o animal porque o animal parece sempre estar feliz não parece passar por desgosto ou sofrimento mas o animal não pensa, então se o homem fosse um animal não teria consciência da ideia de felicidade.  A felicidade é o que dá sentido a vida.  Aquele que não sabe repousar no limiar do momento esquecendo todo o passado, nunca vai saber o que é felicidade.  É possível viver sem quase se lembrar, viver até mesmo feliz, mas é impossível viver sem esquecer.
  • 19.
     Nietzsche acreditavaque a felicidade era passageira e a felicidade consiste na busca de uma meta independente dos obstáculos.  A Minha Felicidade ◦ Depois de estar cansado de procurar ◦ Aprendi a encontrar. ◦ Depois de um vento me ter feito frente ◦ Navego com todos os ventos.