Colégio Estadual de Caldas Novas
Disciplina: Filosofia
Professora: Karoline Rodrigues de Melo




                 Felicidade
          «  Liberdade é uma palavra que o sonho humano 
                  alimenta, não há ninguém que explique e 
                               ninguém que não entenda.»
                                          Cecília Meireles
Felicidade é...
Ou será que é...
• Os pessimistas acham a felicidade um 
  sonho  impossível.  Os  problemas  do 
  cotidiano,  os  sofrimentos  físicos  e 
  morais, a fome, a pobreza, a violência, 
  o tédio são empecilhos severos.
•  O poder da propaganda: A  felicidade 
estaria nos momentos de consumo, longe 
do  trabalho,  com  todo  o  conforto  e 
prazer que o dinheiro pode dar, um doce 
“nada  fazer”.  Por  isso  tantos  esperam  as 
férias,  a  aposentadoria  ou  o  prêmio  da 
loteria.
• Felicidade publicitária (felicidade
  fantasiosa):  em  algumas  revistas  os 
  famosos estampam apenas sorrisos.
• Enquanto  em  outras  é  exposta  com 
  certa  crueldade  a  intimidade  de 
  relações     malsucedidas,     brigas, 
  internações  para  tratamento  de 
  dependência de drogas...
• 26/04/1989:  O  cantor  Cazuza  ficou  tão 
transtornado  com  esta  capa  da  Veja,  que 
chegou  a  ser  hospitalizado.  A  entrevista  que 
ele  dera  à  revista  foi  usada  de  forma 
reprovável.      Na      capa,      um      Cazuza 
assustadoramente  cadavérico  ilustrava  a 
sensacionalista  chamada.  A  abertura  da 
matéria  decretava  sua  morte:  “O  mundo  de 
Cazuza está se acabando com estrondo e sem 
lamúrias. Primeiro ídolo popular a admitir que 
está  com  Aids,  o  roqueiro  carioca  nascido  há 
31  anos  com  o  nome  de  Agenor  de  Miranda 
Araújo  Neto  definha  um  pouco  a  cada  dia 
rumo ao fim inexorável. [...] A repórter Ângela 
Abreu,  uma  das  responsáveis  pela  entrevista, 
se  demitiu  ao  ver  o  que  fora  feito  de  sua 
apuração (na Veja, as matérias não são escritas 
por  quem  as  apura,  mas  por  redatores  que 
recebem a apuração já pronta).
• Pelos consultórios médicos passam pessoas 
com  estresse.  O  enfrentamento  de 
depressões  desemboca  na  banalização  do 
consumo de psicofármacos. Aqui a felicidade  
é  vista  pelo  seu  avesso:  como  a  não  dor,  o 
não sofrimento, a não perda. 
• A Felicidade encontra-se naquilo que o ser 
humano  faz  de  si  próprio  e  menos  no  que 
consegue alcançar com os bens materiais ou 
o sucesso.

•  Apenas  as  posses  não  nos  tornam  felizes, 
porque a riqueza nunca é um bem em si, mas 
um meio para nos propiciar outras coisas.

•  Por  achar  que  a  riqueza,  o  dinheiro,  o 
sucesso é um bem em si, as pessoas acabam 
invertendo valores essenciais e considerando 
o  ser  humano  /  a  humanidade  como  meio 
para alcançar outros objetivos.
• Felicidade para Aristóteles:

[...] É ela procurada sempre por si mesma e 
nunca como vistas em outra coisa, ao passo 
que à honra, ao prazer, à razão e a todas as 
virtudes  nós  de  fato  escolhemos  por  si 
mesmos  [...],  mas  também  os  escolhemos 
no  interesse  d  felicidade,  pensando  que  a 
posse deles nos tornará felizes. A felicidade, 
todavia, ninguém a escolhe tendo em vista 
algum  destes,  nem,  em  geral,  qualquer 
coisa que não seja ela própria”.

 ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 255. Col. 
                                                             Os Pensadores.
Felicidade para Aristóteles:
• É o bem supremo procurado por todos os homens; 
•  Para  se  ter  uma  vida  feliz,  os  homens  escolhem  o 
que lhes é agradável e evitam a dor. O prazer é parte 
da natureza humana;
•  O  homem  necessita  de  prosperidade  exterior, 
porquanto  a  nossa  natureza  não  basta  a  si  mesma 
para  os  fins  de  contemplação:  nosso  corpo  também 
precisa de gozar saúde, de ser alimentado e cuidado. 
Não  se  pense,  todavia,  que  o  homem  para  ser  feliz 
necessite de muitas ou de grandes coisas, só porque 
não  pode  ser  supremamente  feliz  sem  bens 
exteriores. 
•  Deve  buscar  o  meio:  o  justo  meio,  deve  viver 
usando, prudentemente, a riqueza; moderadamente 
os  prazeres  e  conhecer,  corretamente,  o  que  deve 
temer.
Atividade Reflexiva

1) Existe felicidade absoluta?
2) O que significa a expressão “felicidade 
fantasiosa”?
3) O que significa a expressão “felicidade de 
rebanho”?
4) Como Aristóteles define a Felicidade?
5) O que significa dizer que algo é “um bem em si 
mesmo”?
6) Para os indivíduos das sociedades 
contemporâneas ocidentais o que significa ser 
feliz? Você concorda com este “modelo” de 
felicidade? Justifique.

Filosofia 3ª série - felicidade

  • 1.
    Colégio Estadual de Caldas Novas Disciplina: Filosofia Professora: Karoline Rodrigues de Melo Felicidade «  Liberdade é uma palavra que o sonho humano  alimenta, não há ninguém que explique e  ninguém que não entenda.» Cecília Meireles
  • 2.
  • 3.
  • 4.
    • Os pessimistasacham a felicidade um  sonho  impossível.  Os  problemas  do  cotidiano,  os  sofrimentos  físicos  e  morais, a fome, a pobreza, a violência,  o tédio são empecilhos severos.
  • 5.
    •  O poderda propaganda: A  felicidade  estaria nos momentos de consumo, longe  do  trabalho,  com  todo  o  conforto  e  prazer que o dinheiro pode dar, um doce  “nada  fazer”.  Por  isso  tantos  esperam  as  férias,  a  aposentadoria  ou  o  prêmio  da  loteria.
  • 6.
    • Felicidade publicitária(felicidade fantasiosa):  em  algumas  revistas  os  famosos estampam apenas sorrisos.
  • 7.
    • Enquanto  em outras  é  exposta  com  certa  crueldade  a  intimidade  de  relações  malsucedidas,  brigas,  internações  para  tratamento  de  dependência de drogas...
  • 8.
    • 26/04/1989:  O cantor  Cazuza  ficou  tão  transtornado  com  esta  capa  da  Veja,  que  chegou  a  ser  hospitalizado.  A  entrevista  que  ele  dera  à  revista  foi  usada  de  forma  reprovável.  Na  capa,  um  Cazuza  assustadoramente  cadavérico  ilustrava  a  sensacionalista  chamada.  A  abertura  da  matéria  decretava  sua  morte:  “O  mundo  de  Cazuza está se acabando com estrondo e sem  lamúrias. Primeiro ídolo popular a admitir que  está  com  Aids,  o  roqueiro  carioca  nascido  há  31  anos  com  o  nome  de  Agenor  de  Miranda  Araújo  Neto  definha  um  pouco  a  cada  dia  rumo ao fim inexorável. [...] A repórter Ângela  Abreu,  uma  das  responsáveis  pela  entrevista,  se  demitiu  ao  ver  o  que  fora  feito  de  sua  apuração (na Veja, as matérias não são escritas  por  quem  as  apura,  mas  por  redatores  que  recebem a apuração já pronta).
  • 9.
    • Pelos consultórios médicos passam pessoas  com  estresse. O  enfrentamento  de  depressões  desemboca  na  banalização  do  consumo de psicofármacos. Aqui a felicidade   é  vista  pelo  seu  avesso:  como  a  não  dor,  o  não sofrimento, a não perda. 
  • 10.
    • A Felicidade encontra-se naquilo que o ser  humano faz  de  si  próprio  e  menos  no  que  consegue alcançar com os bens materiais ou  o sucesso. •  Apenas  as  posses  não  nos  tornam  felizes,  porque a riqueza nunca é um bem em si, mas  um meio para nos propiciar outras coisas. •  Por  achar  que  a  riqueza,  o  dinheiro,  o  sucesso é um bem em si, as pessoas acabam  invertendo valores essenciais e considerando  o  ser  humano  /  a  humanidade  como  meio  para alcançar outros objetivos.
  • 11.
    • Felicidade paraAristóteles: [...] É ela procurada sempre por si mesma e  nunca como vistas em outra coisa, ao passo  que à honra, ao prazer, à razão e a todas as  virtudes  nós  de  fato  escolhemos  por  si  mesmos  [...],  mas  também  os  escolhemos  no  interesse  d  felicidade,  pensando  que  a  posse deles nos tornará felizes. A felicidade,  todavia, ninguém a escolhe tendo em vista  algum  destes,  nem,  em  geral,  qualquer  coisa que não seja ela própria”. ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 255. Col.  Os Pensadores.
  • 12.
    Felicidade para Aristóteles: • É o bem supremo procurado por todos os homens;  • Para  se  ter  uma  vida  feliz,  os  homens  escolhem  o  que lhes é agradável e evitam a dor. O prazer é parte  da natureza humana; •  O  homem  necessita  de  prosperidade  exterior,  porquanto  a  nossa  natureza  não  basta  a  si  mesma  para  os  fins  de  contemplação:  nosso  corpo  também  precisa de gozar saúde, de ser alimentado e cuidado.  Não  se  pense,  todavia,  que  o  homem  para  ser  feliz  necessite de muitas ou de grandes coisas, só porque  não  pode  ser  supremamente  feliz  sem  bens  exteriores.  •  Deve  buscar  o  meio:  o  justo  meio,  deve  viver  usando, prudentemente, a riqueza; moderadamente  os  prazeres  e  conhecer,  corretamente,  o  que  deve  temer.
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