Revolução Industrial
Ao se transformar matéria prima em
outro produto agrega-se valor
Desde a Pré-História o ser humano já
realiza a transformação de matéria
prima em seu benefício
No trabalho artesanal o artesão
conhece todo o processo de fabricação
Na produção manufatureira existe a
divisão de tarefas dentro de uma
oficina
Na maquinofatura ou produção mecanizada
percebe-se o grande uso de máquinas
sofisticadas e quem produz não é mais um
artesão, sim um operário
O artesão controla seus horários, é
dono e se reconhece no resultado do
seu trabalho
O operário aluga seu trabalho e não
controla o processo de produção, muitas
vezes sem saber o que ajudou a produzir e
sem condições de possuir aquilo
Máquina
• 1. engenho destinado a
transformar uma forma de
energia em outra e/ou utilizar
essa transformação para produzir
determinado efeito.
• 2. qualquer equipamento que
empregue força mecânica,
composto de peças interligadas
com funções específicas, e em
que o trabalho humano é
substituído pela ação do
mecanismo.
Energia animal
Energia hidráulica
Energia eólica
O pioneirismo britânico
• Participação política da burguesia devido à ausência
do Absolutismo;
• Acúmulo de capital;
• Supremacia marítima;
• Vantajosos acordos internacionais;
• A Grã-Bretanha tinha acesso às matérias primas
mais significativas.(carvão, ferro, algodão, lã, etc.);
• Lei de Cercamentos (Enclousure Acts);
• Disponibilidade de mão-de-obra;
Lei de Cercamentos (Enclousure Acts) – A partir
do século XVI foram criadas leis que permitiram
a nobreza inglesa cercar as terras comunais (Open
Fields) afetando os camponeses.
Com a lei de cercamentos uma grande
quantidade de pessoas vê os centros
urbanos como uma oportunidade
O uso do carvão, a densidade demográfica, a
ausência de saneamento, educação ambiental
inexistente e a busca pelo lucro provocaram
alterações ambientais sem precedentes
Principais invenções
• 1698 - Thomas Newcomen, em Staffordshire, na Grã-Bretanha, instala um motor
a vapor para esgotar água em uma mina de carvão.
• 1708 - Jethro Tull (agricultor), em Berkshire, na Grã-Bretanha, inventa a primeira
máquina de semear puxada a cavalo, permitindo a mecanização da agricultura.
• 1709 - Abraham Darby, em Coalbrookdale, Shropshire, na Grã-Bretanha, utiliza o
carvão para baratear a produção do ferro.
• 1733 - John Kay, na Grã-Bretanha, inventa uma lançadeira volante para o tear,
acelerando o processo de tecelagem.
• 1740 - Benjamin Huntsman, em Handsworth, na Grã-Bretanha, descobre a
técnica do uso de cadinho para fabricação de aço.
• 1761 - Abertura do Canal de Bridgewater, na Grã-Bretanha, primeira via aquática
inteiramente artificial.
• 1764 - James Hargreaves, na Grã-Bretanha, inventa a fiadora "spinning Jenny",
uma máquina de fiar rotativa que permitia a um único artesão fiar oito fios de
uma só vez.
• 1765 - James Watt, na Grã-Bretanha, introduz o condensador na máquina
de Newcomen, componente que aumenta consideravelmente a eficiência
do motor a vapor.
• 1768 - Richard Arkwright, na Grã-Bretanha, inventa a "spinning-frame",
uma máquina de fiar mais avançada que a "spinning jenny".
• 1771 - Richard Arkwright, em Cromford, Derbyshire, na Grã-Bretanha,
introduz o sistema fabril em sua tecelagem ao acionar a sua máquina -
agora conhecida como "water-frame" - com a força de torrente de água
nas pás de uma roda.
• 1776 - 1779 - John Wilkinson e Abraham Darby, em Ironbridge,
Shrobsihire, na Grã-Bretanha, constroem a primeira ponte em ferro
fundido.
• 1779 - Samuel Crompton, na Grã-Bretanha, inventa a "spinning mule",
combinação da "water frame" com a "spinning jenny", permitindo
produzir fios mais finos e resistentes. A mule era capaz de fabricar tanto
tecido quanto duzentos trabalhadores, apenas utilizando alguns deles
como mão-de-obra.
• 1780 - Edmund Cartwright, de Leicestershire, na Grã-Bretanha, patenteia o
primeiro tear a vapor.
Condições de trabalho
• As jornadas de trabalho atingiam 16 horas
diárias com quase nenhum descanso.
• Os ambientes eram sujos, malcheirosos, sem
iluminação, pouco arejados, sujeitos ao frio e
calor, extremamente barulhentos e perigosos.
• Salários insuficientes para o sustento.
• Ameaças.
• Entrevista realizada com o pai de duas meninas
menores de idade à época:
• “1. Pergunta: A que horas vão as menores à fábrica?
• Resposta: Durante seis semanas foram às três horas da
manhã e voltaram às dez horas da noite.
• 2. Pergunta: Quais os intervalos concedidos durante as
dezenove horas, para descansar ou comer?
• Resposta: Quinze minutos para o desjejum, meia hora
para o almoço e quinze minutos para beber.
• 3. Pergunta: Tinha muita dificuldade para despertar suas
filhas?
• Resposta: Sim. A princípio, tínhamos que sacudi-las para
despertá-las e se levantarem, bem como vestirem-se
antes ir ao trabalho.
• 4. Pergunta: Quanto tempo dormiam?
• Resposta: Nunca se deitavam antes das onze horas,
depois de lhes dar algo que comer, e então, minha mulher
passava toda a noite em vigília ante o temor de não
despertá-las na hora certa.
• 5. Pergunta: A que horas eram despertadas?
• Resposta: Geralmente, minha mulher e eu nos
levantávamos às duas horas da manhã para vesti-las.
• 6. Pergunta: Então, somente tinham quatro horas de
repouso?
• Resposta: Escassamente quatro.
• 7. Pergunta: Quanto tempo durou essa situação?
• Resposta: Umas seis semanas.
• 8. Pergunta: Trabalhavam desde as seis horas da manhã
até às oito e meia da noite?
• Resposta: Sim, é isso.
• 9. Pergunta: As menores estavam cansadas com esse
regime?
• Reposta: Sim, muito. Mais de uma vez ficaram
adormecidas com a boca aberta. Era preciso sacudi-las
para que comessem.
• 10. Pergunta: Suas filhas sofreram acidentes?
• Resposta: Sim, a maior, a primeira vez que foi trabalhar,
prendeu o dedo em uma engrenagem e esteve cinco
semanas no hospital de Leeds.
• 11. Pergunta: Recebeu o salário durante esse tempo?
• Resposta: Não, desde o momento do acidente, cessou o
salário.
• 12. Pergunta: Suas filhas foram remuneradas?
• Resposta: Sim, ambas.
• 13. Pergunta: Qual era o salário em semana normal?
• Resposta: Três shillings por semana, cada uma.
• 14. Pergunta: E quando faziam horas suplementares?
• Resposta: Três shillings e sete pences e meio.”.
(NASCIMENTO, Amauri Mascaro, “A indignação do
trabalho subordinado”, IN: Curso de Direito do Trabalho,
Saraiva, São Paulo,1992, pág. 11-12.)
Resistência dos Trabalhadores
Ludismo – Os “quebradores de
máquina”
• No início do século XIX eclodiu um movimento de
trabalhadores que invadiam fábricas e destruíam
máquinas.
• Inicialmente o movimento era interpretado até
mesmo por alguns participantes como um luta
contra a tecnologia que desempregava
trabalhadores, porém a luta estava relacionada com
a forma que as máquinas eram usadas e o que elas
representavam para os patrões.
• Os ludistas foram severamente combatidos
provocando inclusive alterações legais.
Cartismo
• Em 1836 uma associação de operários envia
uma carta ao Parlamento reivindicando
alterações políticas e trabalhistas. Incluindo a
remuneração para políticos.
• O movimento acabou enfraquecendo e se
desfazendo, porém muitas reinvindicações
foram gradativamente atendidas.
Trade Unions - Sindicatos
• Desde o século XVIII alguns trabalhadores já
se organizavam para auxilio mútuo em caso de
doença, morte ou desemprego.
• A medida que o sistema industrial crescia mais
organizações surgiam e os trabalhadores
tinham mais pelo o que lutar.
Segunda Revolução industrial
• Iniciou-se na segunda metade do século XIX e
incluiu os EUA e a Alemanha,envolvendo uma série
de desenvolvimentos dentro da indústria química,
elétrica, de petróleo e de aço. Outros progressos
essenciais nesse período incluem a introdução de
navios de aço movidos a vapor, o desenvolvimento
do avião, a produção em massa de bens de
consumo, o enlatamento de comidas, refrigeração
mecânica e outras técnicas de preservação e a
invenção do telefone eletromagnético.

Revolução industrial

  • 1.
  • 2.
    Ao se transformarmatéria prima em outro produto agrega-se valor
  • 3.
    Desde a Pré-Históriao ser humano já realiza a transformação de matéria prima em seu benefício
  • 4.
    No trabalho artesanalo artesão conhece todo o processo de fabricação
  • 5.
    Na produção manufatureiraexiste a divisão de tarefas dentro de uma oficina
  • 6.
    Na maquinofatura ouprodução mecanizada percebe-se o grande uso de máquinas sofisticadas e quem produz não é mais um artesão, sim um operário
  • 7.
    O artesão controlaseus horários, é dono e se reconhece no resultado do seu trabalho
  • 8.
    O operário alugaseu trabalho e não controla o processo de produção, muitas vezes sem saber o que ajudou a produzir e sem condições de possuir aquilo
  • 9.
    Máquina • 1. engenhodestinado a transformar uma forma de energia em outra e/ou utilizar essa transformação para produzir determinado efeito. • 2. qualquer equipamento que empregue força mecânica, composto de peças interligadas com funções específicas, e em que o trabalho humano é substituído pela ação do mecanismo.
  • 10.
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    O pioneirismo britânico •Participação política da burguesia devido à ausência do Absolutismo; • Acúmulo de capital; • Supremacia marítima; • Vantajosos acordos internacionais; • A Grã-Bretanha tinha acesso às matérias primas mais significativas.(carvão, ferro, algodão, lã, etc.); • Lei de Cercamentos (Enclousure Acts); • Disponibilidade de mão-de-obra;
  • 14.
    Lei de Cercamentos(Enclousure Acts) – A partir do século XVI foram criadas leis que permitiram a nobreza inglesa cercar as terras comunais (Open Fields) afetando os camponeses.
  • 15.
    Com a leide cercamentos uma grande quantidade de pessoas vê os centros urbanos como uma oportunidade
  • 18.
    O uso docarvão, a densidade demográfica, a ausência de saneamento, educação ambiental inexistente e a busca pelo lucro provocaram alterações ambientais sem precedentes
  • 21.
    Principais invenções • 1698- Thomas Newcomen, em Staffordshire, na Grã-Bretanha, instala um motor a vapor para esgotar água em uma mina de carvão. • 1708 - Jethro Tull (agricultor), em Berkshire, na Grã-Bretanha, inventa a primeira máquina de semear puxada a cavalo, permitindo a mecanização da agricultura. • 1709 - Abraham Darby, em Coalbrookdale, Shropshire, na Grã-Bretanha, utiliza o carvão para baratear a produção do ferro. • 1733 - John Kay, na Grã-Bretanha, inventa uma lançadeira volante para o tear, acelerando o processo de tecelagem. • 1740 - Benjamin Huntsman, em Handsworth, na Grã-Bretanha, descobre a técnica do uso de cadinho para fabricação de aço. • 1761 - Abertura do Canal de Bridgewater, na Grã-Bretanha, primeira via aquática inteiramente artificial. • 1764 - James Hargreaves, na Grã-Bretanha, inventa a fiadora "spinning Jenny", uma máquina de fiar rotativa que permitia a um único artesão fiar oito fios de uma só vez.
  • 22.
    • 1765 -James Watt, na Grã-Bretanha, introduz o condensador na máquina de Newcomen, componente que aumenta consideravelmente a eficiência do motor a vapor. • 1768 - Richard Arkwright, na Grã-Bretanha, inventa a "spinning-frame", uma máquina de fiar mais avançada que a "spinning jenny". • 1771 - Richard Arkwright, em Cromford, Derbyshire, na Grã-Bretanha, introduz o sistema fabril em sua tecelagem ao acionar a sua máquina - agora conhecida como "water-frame" - com a força de torrente de água nas pás de uma roda. • 1776 - 1779 - John Wilkinson e Abraham Darby, em Ironbridge, Shrobsihire, na Grã-Bretanha, constroem a primeira ponte em ferro fundido. • 1779 - Samuel Crompton, na Grã-Bretanha, inventa a "spinning mule", combinação da "water frame" com a "spinning jenny", permitindo produzir fios mais finos e resistentes. A mule era capaz de fabricar tanto tecido quanto duzentos trabalhadores, apenas utilizando alguns deles como mão-de-obra. • 1780 - Edmund Cartwright, de Leicestershire, na Grã-Bretanha, patenteia o primeiro tear a vapor.
  • 23.
    Condições de trabalho •As jornadas de trabalho atingiam 16 horas diárias com quase nenhum descanso. • Os ambientes eram sujos, malcheirosos, sem iluminação, pouco arejados, sujeitos ao frio e calor, extremamente barulhentos e perigosos. • Salários insuficientes para o sustento. • Ameaças.
  • 28.
    • Entrevista realizadacom o pai de duas meninas menores de idade à época: • “1. Pergunta: A que horas vão as menores à fábrica? • Resposta: Durante seis semanas foram às três horas da manhã e voltaram às dez horas da noite. • 2. Pergunta: Quais os intervalos concedidos durante as dezenove horas, para descansar ou comer? • Resposta: Quinze minutos para o desjejum, meia hora para o almoço e quinze minutos para beber. • 3. Pergunta: Tinha muita dificuldade para despertar suas filhas? • Resposta: Sim. A princípio, tínhamos que sacudi-las para despertá-las e se levantarem, bem como vestirem-se antes ir ao trabalho. • 4. Pergunta: Quanto tempo dormiam? • Resposta: Nunca se deitavam antes das onze horas, depois de lhes dar algo que comer, e então, minha mulher passava toda a noite em vigília ante o temor de não despertá-las na hora certa. • 5. Pergunta: A que horas eram despertadas? • Resposta: Geralmente, minha mulher e eu nos levantávamos às duas horas da manhã para vesti-las. • 6. Pergunta: Então, somente tinham quatro horas de repouso? • Resposta: Escassamente quatro. • 7. Pergunta: Quanto tempo durou essa situação? • Resposta: Umas seis semanas. • 8. Pergunta: Trabalhavam desde as seis horas da manhã até às oito e meia da noite? • Resposta: Sim, é isso. • 9. Pergunta: As menores estavam cansadas com esse regime? • Reposta: Sim, muito. Mais de uma vez ficaram adormecidas com a boca aberta. Era preciso sacudi-las para que comessem. • 10. Pergunta: Suas filhas sofreram acidentes? • Resposta: Sim, a maior, a primeira vez que foi trabalhar, prendeu o dedo em uma engrenagem e esteve cinco semanas no hospital de Leeds. • 11. Pergunta: Recebeu o salário durante esse tempo? • Resposta: Não, desde o momento do acidente, cessou o salário. • 12. Pergunta: Suas filhas foram remuneradas? • Resposta: Sim, ambas. • 13. Pergunta: Qual era o salário em semana normal? • Resposta: Três shillings por semana, cada uma. • 14. Pergunta: E quando faziam horas suplementares? • Resposta: Três shillings e sete pences e meio.”. (NASCIMENTO, Amauri Mascaro, “A indignação do trabalho subordinado”, IN: Curso de Direito do Trabalho, Saraiva, São Paulo,1992, pág. 11-12.)
  • 29.
  • 30.
    Ludismo – Os“quebradores de máquina” • No início do século XIX eclodiu um movimento de trabalhadores que invadiam fábricas e destruíam máquinas. • Inicialmente o movimento era interpretado até mesmo por alguns participantes como um luta contra a tecnologia que desempregava trabalhadores, porém a luta estava relacionada com a forma que as máquinas eram usadas e o que elas representavam para os patrões. • Os ludistas foram severamente combatidos provocando inclusive alterações legais.
  • 31.
    Cartismo • Em 1836uma associação de operários envia uma carta ao Parlamento reivindicando alterações políticas e trabalhistas. Incluindo a remuneração para políticos. • O movimento acabou enfraquecendo e se desfazendo, porém muitas reinvindicações foram gradativamente atendidas.
  • 32.
    Trade Unions -Sindicatos • Desde o século XVIII alguns trabalhadores já se organizavam para auxilio mútuo em caso de doença, morte ou desemprego. • A medida que o sistema industrial crescia mais organizações surgiam e os trabalhadores tinham mais pelo o que lutar.
  • 33.
    Segunda Revolução industrial •Iniciou-se na segunda metade do século XIX e incluiu os EUA e a Alemanha,envolvendo uma série de desenvolvimentos dentro da indústria química, elétrica, de petróleo e de aço. Outros progressos essenciais nesse período incluem a introdução de navios de aço movidos a vapor, o desenvolvimento do avião, a produção em massa de bens de consumo, o enlatamento de comidas, refrigeração mecânica e outras técnicas de preservação e a invenção do telefone eletromagnético.