Estudos do Evangelho
O Evangelho Segundo o Espiritismo
por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires
Leonardo Pereira
“Capitulo 11 – Amar o próximo como a ti
mesmo- Instruções dos Espíritos lll”
A Fé e a Caridade
III – A Fé e a Caridade
UM ESPÍRITO PROTETOR - Cracóvia, 1861
Virtudes
Castidade – Generosidade
– Temperança- Diligência-
Paciência- Caridade-
Humildade
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Virtudes Cardinais
Segundo a Igreja Católica Apostólica
Romana existem quatro virtudes
cardinais1 (ou virtudes cardeais) que
polarizam todas as
outras virtudes humanas.
O conceito teológico destas quatro
virtudes foi derivado inicialmente do
esquema de Platão e adaptado por
Santo Ambrósio de Milão,
Santo Agostinho de Hipona e São Tomás
de Aquino.
Temperança – Justiça -
Fortaleza - Prudência
Segundo a Doutrina da Igreja Católica,
elas "são perfeições habituais e estáveis
da inteligência e da vontade humanas,
que regulam os nossos atos, ordenam as
nossas paixões e guiam a
nossa conduta segundo a razão e a fé.
Adquiridas e reforçadas por
atos moralmente bons e repetidos, são
purificadas e elevadas
pela graça divina".2
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Virtudes teologais
Segundo o Compêndio do Catecismo
da Igreja Católica, as virtudes
teologais "têm como origem, motivo e
objeto imediato o próprio Deus. São
infundidas no homem com
a graça santificante, tornam-nos
capazes de viver em relação com
a Trindade e fundamentam e animam
o agir moral do cristão, vivificando
as virtudes humanas.
Virtudes Teologais
Fé - Esperança - Caridade
Elas são o penhor da presença e da
ação do Espírito Santo nas faculdades
do ser humano".1
Referências
1 - Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC), n. 384
2 - Ibidem; n. 386, 387 e 388
3 - GEORGE WEIGEL, A Verdade do Catolicismo; cap. 6, pág. 101
13 – Eu vos disse
recentemente, meus queridos
filhos, que a caridade sem a fé
não seria suficiente para
manter entre os homens uma
ordem social de fazê-los felizes.
Devia ter dito que a
caridade é impossível
sem a fé.
O que é a fé?
Fé (do Latim fides, fidelidade e
do Grego πίστη pistia1 ) é a
firme opinião de que algo é verdade,
sem qualquer tipo de prova ou critério
objetivo de verificação, pela
absoluta confiança que depositamos
nesta ideia ou fonte de transmissão.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
"Ora, a fé é o firme
fundamento das coisas
que se esperam e a
prova das coisas que se
não veem". Hebreus 11.1
Alegoria da fé, por L.S. Carmona (1752–53). O véu simboliza a impossibilidade de conhecer
diretamente as evidências.
"Fé inabalável só é a que
pode encarar de frente a razão,
em todas as épocas da
humanidade"
Allan Kardec. Em
Podereis encontrar, é verdade, impulsos
generosos entre as pessoas sem religião.
Mas essa caridade austera, que só pode
ser exercida pela abnegação, pelo
sacrifício constante de todo o interesse
egoísta, nada a não ser a fé poderá
inspirá-la, porque nada além dela nos
faz carregar com coragem e
perseverança a cruz desta vida.
O que é a
caridade?
Definição Etimológica –
Do latim caritas (amor), de carus
(caro, de alto valor, digno de apreço,
de amor). Identifica-se hoje,
frequentemente, a caridade com um
afeto piegas que se traduz por gestos
de assistência paternalista.
O termo evoca, imediatamente, a
ideia de esmola, tanto que a
expressão viver de caridade
pública significa viver de esmolas.
Qual o verdadeiro sentido da
palavra caridade, como a
entendia Jesus?
Em . LE. 886.
— Benevolência para com todos,
indulgência para as imperfeições alheias,
perdão das ofensas.
Comentário de Kardec:
O amor e a caridade são o
complemento da lei de justiça, porque
amar ao próximo é fazer-lhe todo o
bem possível, que desejaríamos que
nos fosse feito. Tal é o sentido das
palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos
outros, como irmãos”.
O homem verdadeiramente caridoso
procura elevar e não rebaixar, aos seus
próprios olhos, aquele que lhe é
inferior, diminuindo a distância que os
separa.
Sendo a virtude por excelência, a
caridade constitui a mais alta
expressão do sentimento humano,
sobre cuja base as construções
elevadas do Espírito encontram
firmeza para desdobrarem atividades
enobrecidas em prol de todas as
pessoas.
A esmola é caridade?
Confundida vulgarmente com esmola,
a caridade excede, sob qualquer
aspecto considerado, as doações
externas com que o homem supõe em
tal atividade encerrá-la.
A esmola, evidentemente, não merece
reprovação, mas sim a maneira pela
qual habitualmente é dada.
O homem de bem, que compreende a
caridade segundo o pensamento do
Cristo, vai ao encontro do desgraçado,
sem esperar que este lhe estenda a
mão, pois sabe que o homem
condenado a pedir esmola se degrada
física e moralmente e se embrutece.
Então não devemos doar
nada?
Sem dúvida, é valioso todo gesto de
generosidade, quando
consubstanciado em dádiva oportuna
àquele que padece essa ou aquela
privação.
No entanto, a caridade que se
restringe às oferendas transitórias
nada mais é que filantropia, esse ato
de amor fraterno e humano que
distingue as pessoas que destinam
altas somas à edificação de obras de
incontestável valor, financiando
múltiplos setores da ciência, da arte e
da cultura.
Henry Ford, John Rockefeller, Ted
Turner, Bil Gates foram ou são
filantropos eméritos, a cuja
contribuição a Humanidade deve
serviços de inapreciável qualidade.
Vicente de Paulo, Damien de Veuster,
João Bosco, Madre Teresa de Calcutá,
Irmã Dulce, Chico Xavier e tantos
outros de idêntica estatura
transformaram-se em apóstolos da
caridade,
pois que, nada possuindo em termos
de valores transitórios, ofertaram
tesouros de amor e fecundaram em
milhões de vidas o pólen da esperança,
da saúde, da alegria de viver.
Ter fé e praticar a caridade
deve ser uma condição para
a conquista da felicidade?
Sim, meus filhos, é inútil querer o
homem, ávido de prazeres, iludir-se
quanto ao seu destino terreno,
pretendendo que lhe seja
permitido ocupar-se apenas da sua
felicidade.
O homem pode gozar na
Terra uma felicidade
completa?
Em . LE. 920.
— Não, pois a vida lhe foi dada como
prova ou expiação, mas dele depende
abrandar os seus males e ser tão feliz,
quanto se pode ser na Terra.
Concebe-se que o homem seja feliz
na Terra quando a Humanidade
estiver transformada, mas, enquanto
isso não se verifica, pode cada um
gozar de uma felicidade relativa?
Em . LE. 921.
— O homem é, na maioria das vezes, o
artífice de sua própria infelicidade.
Praticando a lei de Deus, ele pode
poupar-se a muitos males e gozar de
uma felicidade tão grande quanto o
comporta a sua existência num plano
grosseiro.
Comentário de Kardec:
O homem bem compenetrado do seu
destino futuro não vê na existência
corpórea mais do que uma rápida
passagem. É como uma parada
momentânea numa hospedaria
precária.
Ele se consola facilmente de alguns
aborrecimentos passageiros, numa
viagem que deve conduzi-lo a uma
situação tanto melhor quanto mais
atenciosamente tenha feito os seus
preparativos para ela.
A felicidade terrena é relativa à posição
de cada um; o que e suficiente para a
felicidade de um faz a desgraça de outro.
Há, entretanto, uma medida comum de
felicidade para todos os homens?
Em . LE. 922
- Para a vida material, a posse
do necessário; para a vida
moral, a consciência pura e a fé
no futuro.
Certo que Deus nos criou para
sermos felizes na eternidade, mas
a vida terrena deve servir
unicamente para o nosso
aperfeiçoamento moral, o qual se
conquista mais facilmente com a
ajuda do corpo e do mundo
material.
Sem contar as vicissitudes
comuns da vida, a
diversidade de vossos gostos, de
vossas tendências, de vossas
necessidades...
...são também um meio de vos
aperfeiçoardes, exercitando-vos
na caridade. Porque somente a
custa de concessões e de sacrifícios
mútuos, é que podeis manter a
harmonia entre elementos tão
diversos.
Tendes razão, entretanto, ao
afirmar que a felicidade está
reservada ao homem neste
mundo, se a procurardes antes na
prática do bem do que nos
prazeres materiais.
A história da cristandade nos fala
dos mártires que caminhavam com
alegria para o suplício. Hoje, na
vossa sociedade, para ser cristão já
não se precisa enfrentar a fogueira
do mártir, nem o sacrifício da vida,
mas única e simplesmente o
sacrifício...
...do egoísmo, do orgulho e
da vaidade. Triunfareis, se a
caridade vos inspirar e fordes
sustentados pela fé.
55
Carta de Paulo aos
Coríntios
56
Se eu falar as línguas dos homens e
dos anjos, e não tiver caridade,
sou como o metal que soa,
ou como o sino que tine.
57
E se eu tiver o dom de profecia,
e conhecer todos os mistérios,
e quanto se pode saber;
e se tiver toda a fé,
até o ponto de transportar
montanhas,
e não tiver caridade, não sou nada.
58
E se eu distribuir todos os meus bens
em sustento dos pobres, e se entregar
o meu corpo para ser queimado, se,
todavia, não tiver caridade, nada disto
me aproveita.
59
A caridade é paciente, é benigna; a
caridade não é invejosa, não obra
temerária nem precipitadamente, não se
ensoberbece, não é ambiciosa, não
busca os seus próprios interesses, não se
irrita, não suspeita mal, não folga com a
injustiça, mas folga com a verdade.
60
Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo
sofre. A caridade nunca jamais há de
acabar, ou deixem de ter lugar às
profecias, ou cessem as línguas, ou seja
abolida a ciência.
61
Agora, pois, permanecem a fé, a
esperança e a caridade, estas três
virtudes; porém a maior delas é a
caridade.
(Paulo, I Coríntios, XIII: 1-7 e 13)
62
Mensagem especial aos
trabalhadores de boa-vontade:
TENHAMOS FÉ
Emmanuel
do livro Fonte Viva, lição 44, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco
Cândido Xavier, ed. Feb.
63
”... vou preparar-vos lugar.”
— Jesus. (João, capítulo 14, versículo 2.)
do livro Fonte Viva, lição 44, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco
Cândido Xavier, ed. Feb.
Sabia o Mestre que, até à
construção do Reino Divino na
Terra, quantos o
acompanhassem viveriam na
condição de desajustados,
64
trabalhando no progresso de
todas as criaturas, todavia,
“sem lugar” adequado aos
sublimes ideais que
entesouram.
65
Efetivamente, o cristão leal,
em toda parte, raramente
recebe o respeito que lhe é
devido:
66
Por destoar, quase sempre, da
coletividade, ainda não
completamente cristianizada,
sofre a descaridosa opinião de
muitos.
67
Se exercita a humildade, é tido
à conta de covarde.
68
Se adota a vida simples, é
acusado pelo delito de
relaxamento.
69
Se busca ser bondoso, é
categorizado por tolo.
70
Se administra dignamente, é
julgado orgulhoso.
71
Se obedece quanto é justo, é
considerado servil.
72
Se usa a tolerância, é visto por
incompetente.
73
Se mobiliza a energia, é
conhecido por cruel.
74
Se trabalha, devotado, é
interpretado por vaidoso.
75
Se procura melhorar-se,
assumindo responsabilidades
no esforço intensivo das boas
obras ou das preleções
consoladoras, é indicado por
fingido.
76
Se tenta ajudar ao próximo,
abeirando-se da multidão, com
os seus gestos de bondade
espontânea, muitas vezes é
tachado de personalista e
oportunista, atento aos
interesses próprios.
77
Apesar de semelhantes
conflitos, porém, prossigamos
agindo e servindo, em nome
do Senhor.
78
Reconhecendo que o domicílio
de seus seguidores não se
ergue sobre o chão do mundo,
prometeu Jesus que lhes
prepararia lugar na vida mais
alta.
79
Continuemos, pois,
trabalhando com duplicado
fervor na sementeira do bem,
à maneira de servidores
provisoriamente distanciados
do verdadeiro lar.
80
“Há muitas moradas na Casa
do Pai.”
81
E o Cristo segue servindo,
adiante de nós.
Tenhamos fé.
82
Uma linda noite e uma Feliz Semana!

Estudos do evangelho " Fé e caridade"

  • 1.
    Estudos do Evangelho OEvangelho Segundo o Espiritismo por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires Leonardo Pereira
  • 3.
    “Capitulo 11 –Amar o próximo como a ti mesmo- Instruções dos Espíritos lll” A Fé e a Caridade
  • 4.
    III – AFé e a Caridade UM ESPÍRITO PROTETOR - Cracóvia, 1861
  • 5.
    Virtudes Castidade – Generosidade –Temperança- Diligência- Paciência- Caridade- Humildade
  • 6.
    Origem: Wikipédia, aenciclopédia livre. Virtudes Cardinais
  • 7.
    Segundo a IgrejaCatólica Apostólica Romana existem quatro virtudes cardinais1 (ou virtudes cardeais) que polarizam todas as outras virtudes humanas. O conceito teológico destas quatro virtudes foi derivado inicialmente do esquema de Platão e adaptado por Santo Ambrósio de Milão, Santo Agostinho de Hipona e São Tomás de Aquino.
  • 8.
    Temperança – Justiça- Fortaleza - Prudência
  • 9.
    Segundo a Doutrinada Igreja Católica, elas "são perfeições habituais e estáveis da inteligência e da vontade humanas, que regulam os nossos atos, ordenam as nossas paixões e guiam a nossa conduta segundo a razão e a fé. Adquiridas e reforçadas por atos moralmente bons e repetidos, são purificadas e elevadas pela graça divina".2
  • 10.
    Origem: Wikipédia, aenciclopédia livre. Virtudes teologais
  • 11.
    Segundo o Compêndiodo Catecismo da Igreja Católica, as virtudes teologais "têm como origem, motivo e objeto imediato o próprio Deus. São infundidas no homem com a graça santificante, tornam-nos capazes de viver em relação com a Trindade e fundamentam e animam o agir moral do cristão, vivificando as virtudes humanas.
  • 12.
    Virtudes Teologais Fé -Esperança - Caridade
  • 13.
    Elas são openhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano".1 Referências 1 - Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC), n. 384 2 - Ibidem; n. 386, 387 e 388 3 - GEORGE WEIGEL, A Verdade do Catolicismo; cap. 6, pág. 101
  • 14.
    13 – Euvos disse recentemente, meus queridos filhos, que a caridade sem a fé não seria suficiente para manter entre os homens uma ordem social de fazê-los felizes.
  • 15.
    Devia ter ditoque a caridade é impossível sem a fé.
  • 16.
    O que éa fé?
  • 17.
    Fé (do Latimfides, fidelidade e do Grego πίστη pistia1 ) é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta ideia ou fonte de transmissão. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
  • 18.
    "Ora, a féé o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem". Hebreus 11.1 Alegoria da fé, por L.S. Carmona (1752–53). O véu simboliza a impossibilidade de conhecer diretamente as evidências.
  • 19.
    "Fé inabalável sóé a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da humanidade" Allan Kardec. Em
  • 20.
    Podereis encontrar, éverdade, impulsos generosos entre as pessoas sem religião. Mas essa caridade austera, que só pode ser exercida pela abnegação, pelo sacrifício constante de todo o interesse egoísta, nada a não ser a fé poderá inspirá-la, porque nada além dela nos faz carregar com coragem e perseverança a cruz desta vida.
  • 21.
    O que éa caridade?
  • 22.
    Definição Etimológica – Dolatim caritas (amor), de carus (caro, de alto valor, digno de apreço, de amor). Identifica-se hoje, frequentemente, a caridade com um afeto piegas que se traduz por gestos de assistência paternalista.
  • 23.
    O termo evoca,imediatamente, a ideia de esmola, tanto que a expressão viver de caridade pública significa viver de esmolas.
  • 24.
    Qual o verdadeirosentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? Em . LE. 886.
  • 25.
    — Benevolência paracom todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.
  • 26.
    Comentário de Kardec: Oamor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como irmãos”.
  • 27.
    O homem verdadeiramentecaridoso procura elevar e não rebaixar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.
  • 28.
    Sendo a virtudepor excelência, a caridade constitui a mais alta expressão do sentimento humano, sobre cuja base as construções elevadas do Espírito encontram firmeza para desdobrarem atividades enobrecidas em prol de todas as pessoas.
  • 29.
    A esmola écaridade?
  • 30.
    Confundida vulgarmente comesmola, a caridade excede, sob qualquer aspecto considerado, as doações externas com que o homem supõe em tal atividade encerrá-la.
  • 31.
    A esmola, evidentemente,não merece reprovação, mas sim a maneira pela qual habitualmente é dada.
  • 32.
    O homem debem, que compreende a caridade segundo o pensamento do Cristo, vai ao encontro do desgraçado, sem esperar que este lhe estenda a mão, pois sabe que o homem condenado a pedir esmola se degrada física e moralmente e se embrutece.
  • 33.
  • 34.
    Sem dúvida, évalioso todo gesto de generosidade, quando consubstanciado em dádiva oportuna àquele que padece essa ou aquela privação.
  • 35.
    No entanto, acaridade que se restringe às oferendas transitórias nada mais é que filantropia, esse ato de amor fraterno e humano que distingue as pessoas que destinam altas somas à edificação de obras de incontestável valor, financiando múltiplos setores da ciência, da arte e da cultura.
  • 36.
    Henry Ford, JohnRockefeller, Ted Turner, Bil Gates foram ou são filantropos eméritos, a cuja contribuição a Humanidade deve serviços de inapreciável qualidade.
  • 37.
    Vicente de Paulo,Damien de Veuster, João Bosco, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Chico Xavier e tantos outros de idêntica estatura transformaram-se em apóstolos da caridade,
  • 38.
    pois que, nadapossuindo em termos de valores transitórios, ofertaram tesouros de amor e fecundaram em milhões de vidas o pólen da esperança, da saúde, da alegria de viver.
  • 39.
    Ter fé epraticar a caridade deve ser uma condição para a conquista da felicidade?
  • 40.
    Sim, meus filhos,é inútil querer o homem, ávido de prazeres, iludir-se quanto ao seu destino terreno, pretendendo que lhe seja permitido ocupar-se apenas da sua felicidade.
  • 41.
    O homem podegozar na Terra uma felicidade completa? Em . LE. 920.
  • 42.
    — Não, poisa vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz, quanto se pode ser na Terra.
  • 43.
    Concebe-se que ohomem seja feliz na Terra quando a Humanidade estiver transformada, mas, enquanto isso não se verifica, pode cada um gozar de uma felicidade relativa? Em . LE. 921.
  • 44.
    — O homemé, na maioria das vezes, o artífice de sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, ele pode poupar-se a muitos males e gozar de uma felicidade tão grande quanto o comporta a sua existência num plano grosseiro.
  • 45.
    Comentário de Kardec: Ohomem bem compenetrado do seu destino futuro não vê na existência corpórea mais do que uma rápida passagem. É como uma parada momentânea numa hospedaria precária.
  • 46.
    Ele se consolafacilmente de alguns aborrecimentos passageiros, numa viagem que deve conduzi-lo a uma situação tanto melhor quanto mais atenciosamente tenha feito os seus preparativos para ela.
  • 47.
    A felicidade terrenaé relativa à posição de cada um; o que e suficiente para a felicidade de um faz a desgraça de outro. Há, entretanto, uma medida comum de felicidade para todos os homens? Em . LE. 922
  • 48.
    - Para avida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro.
  • 49.
    Certo que Deusnos criou para sermos felizes na eternidade, mas a vida terrena deve servir unicamente para o nosso aperfeiçoamento moral, o qual se conquista mais facilmente com a ajuda do corpo e do mundo material.
  • 50.
    Sem contar asvicissitudes comuns da vida, a diversidade de vossos gostos, de vossas tendências, de vossas necessidades...
  • 51.
    ...são também ummeio de vos aperfeiçoardes, exercitando-vos na caridade. Porque somente a custa de concessões e de sacrifícios mútuos, é que podeis manter a harmonia entre elementos tão diversos.
  • 52.
    Tendes razão, entretanto,ao afirmar que a felicidade está reservada ao homem neste mundo, se a procurardes antes na prática do bem do que nos prazeres materiais.
  • 53.
    A história dacristandade nos fala dos mártires que caminhavam com alegria para o suplício. Hoje, na vossa sociedade, para ser cristão já não se precisa enfrentar a fogueira do mártir, nem o sacrifício da vida, mas única e simplesmente o sacrifício...
  • 54.
    ...do egoísmo, doorgulho e da vaidade. Triunfareis, se a caridade vos inspirar e fordes sustentados pela fé.
  • 55.
    55 Carta de Pauloaos Coríntios
  • 56.
    56 Se eu falaras línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine.
  • 57.
    57 E se eutiver o dom de profecia, e conhecer todos os mistérios, e quanto se pode saber; e se tiver toda a fé, até o ponto de transportar montanhas, e não tiver caridade, não sou nada.
  • 58.
    58 E se eudistribuir todos os meus bens em sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, se, todavia, não tiver caridade, nada disto me aproveita.
  • 59.
    59 A caridade épaciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade.
  • 60.
    60 Tudo tolera, tudocrê, tudo espera, tudo sofre. A caridade nunca jamais há de acabar, ou deixem de ter lugar às profecias, ou cessem as línguas, ou seja abolida a ciência.
  • 61.
    61 Agora, pois, permanecema fé, a esperança e a caridade, estas três virtudes; porém a maior delas é a caridade. (Paulo, I Coríntios, XIII: 1-7 e 13)
  • 62.
    62 Mensagem especial aos trabalhadoresde boa-vontade: TENHAMOS FÉ Emmanuel do livro Fonte Viva, lição 44, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
  • 63.
    63 ”... vou preparar-voslugar.” — Jesus. (João, capítulo 14, versículo 2.) do livro Fonte Viva, lição 44, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
  • 64.
    Sabia o Mestreque, até à construção do Reino Divino na Terra, quantos o acompanhassem viveriam na condição de desajustados, 64
  • 65.
    trabalhando no progressode todas as criaturas, todavia, “sem lugar” adequado aos sublimes ideais que entesouram. 65
  • 66.
    Efetivamente, o cristãoleal, em toda parte, raramente recebe o respeito que lhe é devido: 66
  • 67.
    Por destoar, quasesempre, da coletividade, ainda não completamente cristianizada, sofre a descaridosa opinião de muitos. 67
  • 68.
    Se exercita ahumildade, é tido à conta de covarde. 68
  • 69.
    Se adota avida simples, é acusado pelo delito de relaxamento. 69
  • 70.
    Se busca serbondoso, é categorizado por tolo. 70
  • 71.
    Se administra dignamente,é julgado orgulhoso. 71
  • 72.
    Se obedece quantoé justo, é considerado servil. 72
  • 73.
    Se usa atolerância, é visto por incompetente. 73
  • 74.
    Se mobiliza aenergia, é conhecido por cruel. 74
  • 75.
    Se trabalha, devotado,é interpretado por vaidoso. 75
  • 76.
    Se procura melhorar-se, assumindoresponsabilidades no esforço intensivo das boas obras ou das preleções consoladoras, é indicado por fingido. 76
  • 77.
    Se tenta ajudarao próximo, abeirando-se da multidão, com os seus gestos de bondade espontânea, muitas vezes é tachado de personalista e oportunista, atento aos interesses próprios. 77
  • 78.
    Apesar de semelhantes conflitos,porém, prossigamos agindo e servindo, em nome do Senhor. 78
  • 79.
    Reconhecendo que odomicílio de seus seguidores não se ergue sobre o chão do mundo, prometeu Jesus que lhes prepararia lugar na vida mais alta. 79
  • 80.
    Continuemos, pois, trabalhando comduplicado fervor na sementeira do bem, à maneira de servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro lar. 80
  • 81.
    “Há muitas moradasna Casa do Pai.” 81
  • 82.
    E o Cristosegue servindo, adiante de nós. Tenhamos fé. 82
  • 83.
    Uma linda noitee uma Feliz Semana!