A FÉ QUE TRANSPORTA MONTANHASCAP. XIX EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMOO Poder da Fé.
A Fé Religiosa.
Condições da Fé Inabalável.
Parábola da figueira seca.
Instruções dos Espíritos.
A Fé; Mãe da Esperança e da Caridade.
A Fé divina e a Fé humana. O CONCEITO DA FÉFé (do latimfides, fidelidade e do gregopistia) é a firmeconvicção de quealgosejaverdade, semnenhumaprova de queestealgosejaverdade, pelaabsolutaconfiançaquedepositamosnestealgooualguém.A fé se relaciona de maneira unilateral com osverbosacreditar, confiar e apostar, isto é, se alguém tem féemalgo, entãoacredita, confia e apostanisso, mas se umapessoaacredita, confia e apostaemalgo, nãosignifica, necessariamente, quetenhafé. A diferença entre eles é queterfé é nutrir um sentimento de afeição, ouatémesmoamorpeloqueacredita, confia e aposta.William Sloane Coffin, um liberal cristão e pacifista, falaquefénão é aceitasemprova, masconfiávelsemreserva.
Para encontrar o bem e assimilar-lhe a luz, nãobastaadmitir-lhe a existência. É indispensávelbuscá-lo com perseverança e fervor. Ninguémpodeduvidardaeletricidade, masparaque a lâmpadanosilumine o aposentorecorremos a fioscondutoresquelhetransportem a força, desde a aparelhagemdausinadistanteaté o recesso de nossa casa.
A fotografia é hoje fenômeno corriqueiro; contudo, para que a imagem se fixe, na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a placa que a recebe.
A voz humana, através da radiofonia, é transmitida de um continente a outro, com absoluta fidelidade; todavia, não prescinde do remoinho eletrônico que, devidamente disciplinado, lhe transporta as ondulações.         Não podemos, desse modo, plasmar realização alguma sem atitude positiva de confiança.         Entretanto, como exprimir a fé? --  indaga-se muitas vezes.         A fé não encontra definição no vocabulário vulgar.         É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus que é a sabedoria da própria vida. Palpita em todos os seres, vibra em todas as coisas.  Mostra-se no cristal fraturado que se recompõe, humilde, e revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às leis de renovação que abarcam a Natureza.  (Ver:Alma grupo)
        Todas as operações da existência se desenvolvem, de algum modo, sob a energia dafé. Confia o campo no vigor da primavera e cobre-se de flores.
Fia-se o rio na realidade da fonte, e dela não prescinde para a sua caudal larga e profunda.
A simples refeição é, para o homem, espontâneo ato de fé. Alimentando-se, confia ele nas vísceras abdominais que não vê.
Todo o êxito da experiência social resulta da fé que a comunidade empenhe no respeito às determinações de ordem legal que lhe regem a vida.         Utilizando-nos conscientemente de semelhante energia, é-nos possível suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução.         Para isso, seja qual for a nossa interpretação religiosa da idéia de Deus, é imprescindível acentuar em nós a confiança no bem para refletir-lhe a grandeza. Recordemos a lente e o Sol, O astro do dia distribui eqüitativamente os recursos de que dispõe. Convergindo-lhe, porém, os raios com a lente comum, dele auferimos poder mais amplo.         O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, decerto com mais eficiência lhe retrataremos a glória.         Busquemo-lo, pois, infatigavelmente, sem nos determos no mal. O tronco podado oferece frutos iguais àqueles que produzia antes do golpe que o mutilou.
A fonte alcança o rio, desfazendo no próprio seio a lama que lhe atiram.         Sustentemos o coração nas águas vivas do bem inexaurível.         Procuremos a boa partedas criaturas, das coisas e dos sucessos que nos cruzem a lide cotidiana. Teremos, assim, o espelho de nossa mente voltado para o bem, incorporando-lhe os tesouros eternos, e a felicidade que nasce da fé, generosa e operante, libertar-nos-á dos grilhões de todo o mal, de vez que o bem, constante e puro, terá encontrado em nós seguro refletor. EMMANUEL - Psicografado por Francisco Cândido Xavier
O PODER DA FÉE, no diaseguinte, quandosaíram de Betânia, tevefome.E, vendo de longeumafigueiraquetinhafolhas, foiver se nelaachariaalgumacoisa; e, chegando a ela, nãoachousenãofolhas, porquenão era tempo de figos.E Jesus, falando, disse à figueira: Nuncamais coma alguémfruto de ti. E osseusdiscípulosouviramisto....E eles, passandopelamanhã, viramque a figueira se tinhasecadodesde as raízes.E Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Mestre, eisque a figueira, quetuamaldiçoaste, se secou.E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tendeféem Deus.Porqueemverdadevosdigoquequalquerquedisser a estemonte: Ergue-te e lança-te no mar; e nãoduvidaremseucoração, mascrerque se faráaquiloquediz, tudo o quedisserlheseráfeito (Mc 11.12-14, 20-23).
Hoje, ninguémduvida de que a palavrae a fépodem remover montanhas de forma natural. Porexemplo, um governantepodedarordemparaque se removaumamontanha. Para cumprirem a suaordem, milhares de pessoas, com tratores,bombas, explosivos, maquinaria, engenharia, conseguirãotransportar a montanha. Se nãohouvesse a palavra de ordem, a montanhajamaisseriadeslocada. Sejacomo for, ninguémporáemdúvidaqueaquelamontanhafoilançadaao mar peladeterminaçãodapalavra. Atéporessetipo de consideração, o ensinamento de Jesus nãoé tãoimpossívelquantoparece.Se não é o poderque move montanhas, o que é? É a palavradeterminadapara mover montanhas. Deus é o PoderInfinito, mas o mundosófoifeitoquandoeledisse: FAÇA-SE. A palavra é a açãodivinatodo-poderosa. Vejacomocomeça o evangelho de João: «No princípio era a Palavra, e a Palavraestava com Deus, e a Palavra era Deus. A Palavraestava com Deus no princípio. Porelaforamfeitastodas as coisas; e nada do quefoifeito, foifeitosemela.» (Jo. 1, 1-5).
 As montanhas transportadas pela Fé, são as dificuldades, a resistência, a má vontade, tudo enfim que encontramos , de negativo entre os homens. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, o fanatismo cego, as paixões orgulhosas, e outras tantas montanhas que barram o caminho dos que trabalham o sua própria evolução.
Andar com féeuvouquefénãocostumafalhar.Mesmo a quemnão tem féA fécostumaacompanharPelosim, pelonão...Andar com féeuvouque a fénãocostumafalhar."(Gilberto Gil
A FÉ X O MEDOO medo é o opostodafé. Como a fé é umacrençapositiva, o medo é a crençanegativa. O  medosóacontecequando a fé se ausenta de nossoscorações. Mas a crença continua lá.Vencer o medo é mudar o polo dacrença, sair do negativopara o positivo.Enquantotemosfé, nãosentimosmedo. Pormaisdificuldades e perdasqueenfrentarmosemnossasvidas, aindatemos a forçaquenos fez sobrevivernestemundodifícil, a capacidade de construir, de refletir, de planejar um novo futuro. Semfé, semacreditarquepodemos, sem se apropriardessaenergiapositivaquetrazemosdentro de nós, abrimos um espaçoperigoso, fortalecemos o medo, a dúvida se instalaemnossasmentes e fechamosnossoscorações.
Certa vez, Jesus viajava no Mar da Galileia e levantou-se, de súbito, grande tempestade. As ondas agitadas invadiam o barco, ameaçando-o de naufrágio. Jesus dormia. Os discípulos estavam apavorados e acordaram o Mestre: – Senhor, salvai-nos, porque vamos perecer! Jesus disse-lhes: Por que estais amedrontados, homens de pouca fé? Levantando-se, intimou os ventos e o mar; e logo se fez grande bonança. (Mt. 8, 23-27). Nesta passagem dos evangelhos, vê-se claramente que os discípulos estavam com muito medo do naufrágio. Significava que lhes faltava fé. Portanto, não havia neles poder de acalmar as ondas e os ventos. Jesus repreendeu-lhes o medo e a falta de fé.
Numa outra ocasião, alguns discípulos seguiam de barco pelo Mar da Galileia a altas horas da noite. Jesus aproximou-se deles caminhando sobre as águas. Inicialmente, os discípulos assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. – Não temais – disse Jesus –, sou eu. Pedro respondeu-lhe: – Se sois vós, Senhor, mandai que eu vá ao vosso encontro, andando também sobre as águas. – Vem – disse-lhe Jesus. Pedro saltou da barca entusiasmado e caminhou sobre as águas ao encontro de Jesus. Vendo, porém, que o vento era forte e as ondas revoltas, teve medo e começou a afundar-se. Gritouporsocorro: – Senhor, salvai-me! No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão e segurou-o, dizendo: – Homem sem fé, por que temeste? Depois que subiram à barca, cessou o vento. (Mt. 14, 22-32). Novamente, neste episódio o medo anulou a fé e esboroou-se o poder. O medo desfaz o poder no momento em que você admite interiormente que a situação de perigo é mais forte do que a força da fé.
Quando Cristo proclamou: «Quantoaopoder, quem tem fétudopode», indiscutivelmenteestava a mencionarque a fé é o processopeloqualumapessoadesencadeia a maiorforçado universo. Nesses momentos, e emoutrossemelhantes, não se reportavaaoconjunto dos seusensinamentos e simaopoderatravés do qual a criaturahumanaexerce o seuatocriador. A Teologiaestabeleceu a fé-doutrina, mas Jesus ensinou a fé-poder. Assimcomonaépoca de Jesus foi o povoquemelhorrecebeu e assimilou a palavra de Cristo, tambémhojeemdia o povo é quemmelhorcaptaessaverdade, tantoqueportoda a parte usa a fécomo a forçacuradoratodo-poderosa, como o poderqueproduzmilagres, como a luzquesoluciona as dificuldades e sofrimentos. Amparadonessafé, fazpromessas, escalamontanhassagradas, realizaperegrinações, emociona-se emconcentraçõesreligiosas, buscalocais de aparições, semprenaexpectativa do milagre. Mesmoquando o médicodá o veredito final damorteiminente, agentesimples acreditaemmilagre. E tem razão, porque a fé remove montanhas e tudoalcança. Palavras de Jesus. E dos cientistasdamente.
Jesus nuncadissequesóseriamatendidososquefossemsantos e caridososJesus nuncacondicionou o atendimentoaotamanho dos sacrifícios e das penitências.Jesus, no entanto, reagiudizendo: «Tudo é possívelàquelequecrê.» A mentesubconsciente – que é a dimensãomaiordamente – contém o poderinfinito e a sabedoriainfinita – quesão a fonteinesgotável de tudo. Para Jesus – o supremocientista –, o lógico e racionalestãonaafirmação de quetudo é possível. A ciência do PoderdaMente, com osseusinúmeroscientistas e estudiosos, concorda com a afirmação do Mestre. Jesus foiclaro: «Seja o que for quedesejardes, quandoorardescredequetendesalcançado, e alcançareis.» Nãoexistefésemobra e nãoexisteobrasemfé. Toda a obra nada mais é do que a materialização do pensamentoacreditado. Pensamentoacreditadochama-se fé.
O subconsciente – que é a dimensãomaiordamente – contém o poderinfinito e a sabedoriainfinita – quesão a fonteinesgotável de tudo. Para Jesus – o supremocientista –, o lógico e racionalestãonaafirmação de quetudo é possível. A ciência do PoderdaMente, com osseusinúmeroscientistas e estudiosos, concorda com a afirmação do Mestre. Jesus foiclaro: «Seja o que for quedesejardes, quandoorardescredequetendesalcançado, e alcançareis.» Nãoexistefésemobra e nãoexisteobrasemfé. Toda a obra nada mais é do que a materialização do pensamentoacreditado. Pensamentoacreditadochama-se fé. «A fésemobrasestámorta», escreveu o apóstolo Tiago. (2, 17) Semfé, portanto, a obraestámorta, nãoexiste. Para existir a obra, é necessárioquesejaantecedida e formadapelafé. Na mesmacarta, Tiago raciocina: «Nãovês, pois, como a féacompanhava as suasobras e que a féfoiconsumadapelasobras?» (Tg, 2, 22). A fé, disseele, é realizadanaobra.

  • 1.
    A FÉ QUETRANSPORTA MONTANHASCAP. XIX EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMOO Poder da Fé.
  • 2.
  • 3.
    Condições da FéInabalável.
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    A Fé; Mãeda Esperança e da Caridade.
  • 7.
    A Fé divinae a Fé humana. O CONCEITO DA FÉFé (do latimfides, fidelidade e do gregopistia) é a firmeconvicção de quealgosejaverdade, semnenhumaprova de queestealgosejaverdade, pelaabsolutaconfiançaquedepositamosnestealgooualguém.A fé se relaciona de maneira unilateral com osverbosacreditar, confiar e apostar, isto é, se alguém tem féemalgo, entãoacredita, confia e apostanisso, mas se umapessoaacredita, confia e apostaemalgo, nãosignifica, necessariamente, quetenhafé. A diferença entre eles é queterfé é nutrir um sentimento de afeição, ouatémesmoamorpeloqueacredita, confia e aposta.William Sloane Coffin, um liberal cristão e pacifista, falaquefénão é aceitasemprova, masconfiávelsemreserva.
  • 8.
    Para encontrar obem e assimilar-lhe a luz, nãobastaadmitir-lhe a existência. É indispensávelbuscá-lo com perseverança e fervor. Ninguémpodeduvidardaeletricidade, masparaque a lâmpadanosilumine o aposentorecorremos a fioscondutoresquelhetransportem a força, desde a aparelhagemdausinadistanteaté o recesso de nossa casa.
  • 9.
    A fotografia éhoje fenômeno corriqueiro; contudo, para que a imagem se fixe, na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a placa que a recebe.
  • 10.
    A voz humana,através da radiofonia, é transmitida de um continente a outro, com absoluta fidelidade; todavia, não prescinde do remoinho eletrônico que, devidamente disciplinado, lhe transporta as ondulações.         Não podemos, desse modo, plasmar realização alguma sem atitude positiva de confiança.         Entretanto, como exprimir a fé? --  indaga-se muitas vezes.         A fé não encontra definição no vocabulário vulgar.         É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus que é a sabedoria da própria vida. Palpita em todos os seres, vibra em todas as coisas.  Mostra-se no cristal fraturado que se recompõe, humilde, e revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às leis de renovação que abarcam a Natureza.  (Ver:Alma grupo)
  • 11.
            Todas asoperações da existência se desenvolvem, de algum modo, sob a energia dafé. Confia o campo no vigor da primavera e cobre-se de flores.
  • 12.
    Fia-se o riona realidade da fonte, e dela não prescinde para a sua caudal larga e profunda.
  • 13.
    A simples refeiçãoé, para o homem, espontâneo ato de fé. Alimentando-se, confia ele nas vísceras abdominais que não vê.
  • 14.
    Todo o êxitoda experiência social resulta da fé que a comunidade empenhe no respeito às determinações de ordem legal que lhe regem a vida.         Utilizando-nos conscientemente de semelhante energia, é-nos possível suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução.         Para isso, seja qual for a nossa interpretação religiosa da idéia de Deus, é imprescindível acentuar em nós a confiança no bem para refletir-lhe a grandeza. Recordemos a lente e o Sol, O astro do dia distribui eqüitativamente os recursos de que dispõe. Convergindo-lhe, porém, os raios com a lente comum, dele auferimos poder mais amplo.         O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, decerto com mais eficiência lhe retrataremos a glória.         Busquemo-lo, pois, infatigavelmente, sem nos determos no mal. O tronco podado oferece frutos iguais àqueles que produzia antes do golpe que o mutilou.
  • 15.
    A fonte alcançao rio, desfazendo no próprio seio a lama que lhe atiram.         Sustentemos o coração nas águas vivas do bem inexaurível.         Procuremos a boa partedas criaturas, das coisas e dos sucessos que nos cruzem a lide cotidiana. Teremos, assim, o espelho de nossa mente voltado para o bem, incorporando-lhe os tesouros eternos, e a felicidade que nasce da fé, generosa e operante, libertar-nos-á dos grilhões de todo o mal, de vez que o bem, constante e puro, terá encontrado em nós seguro refletor. EMMANUEL - Psicografado por Francisco Cândido Xavier
  • 16.
    O PODER DAFÉE, no diaseguinte, quandosaíram de Betânia, tevefome.E, vendo de longeumafigueiraquetinhafolhas, foiver se nelaachariaalgumacoisa; e, chegando a ela, nãoachousenãofolhas, porquenão era tempo de figos.E Jesus, falando, disse à figueira: Nuncamais coma alguémfruto de ti. E osseusdiscípulosouviramisto....E eles, passandopelamanhã, viramque a figueira se tinhasecadodesde as raízes.E Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Mestre, eisque a figueira, quetuamaldiçoaste, se secou.E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tendeféem Deus.Porqueemverdadevosdigoquequalquerquedisser a estemonte: Ergue-te e lança-te no mar; e nãoduvidaremseucoração, mascrerque se faráaquiloquediz, tudo o quedisserlheseráfeito (Mc 11.12-14, 20-23).
  • 17.
    Hoje, ninguémduvida deque a palavrae a fépodem remover montanhas de forma natural. Porexemplo, um governantepodedarordemparaque se removaumamontanha. Para cumprirem a suaordem, milhares de pessoas, com tratores,bombas, explosivos, maquinaria, engenharia, conseguirãotransportar a montanha. Se nãohouvesse a palavra de ordem, a montanhajamaisseriadeslocada. Sejacomo for, ninguémporáemdúvidaqueaquelamontanhafoilançadaao mar peladeterminaçãodapalavra. Atéporessetipo de consideração, o ensinamento de Jesus nãoé tãoimpossívelquantoparece.Se não é o poderque move montanhas, o que é? É a palavradeterminadapara mover montanhas. Deus é o PoderInfinito, mas o mundosófoifeitoquandoeledisse: FAÇA-SE. A palavra é a açãodivinatodo-poderosa. Vejacomocomeça o evangelho de João: «No princípio era a Palavra, e a Palavraestava com Deus, e a Palavra era Deus. A Palavraestava com Deus no princípio. Porelaforamfeitastodas as coisas; e nada do quefoifeito, foifeitosemela.» (Jo. 1, 1-5).
  • 18.
     As montanhas transportadaspela Fé, são as dificuldades, a resistência, a má vontade, tudo enfim que encontramos , de negativo entre os homens. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, o fanatismo cego, as paixões orgulhosas, e outras tantas montanhas que barram o caminho dos que trabalham o sua própria evolução.
  • 19.
    Andar com féeuvouquefénãocostumafalhar.Mesmoa quemnão tem féA fécostumaacompanharPelosim, pelonão...Andar com féeuvouque a fénãocostumafalhar."(Gilberto Gil
  • 20.
    A FÉ XO MEDOO medo é o opostodafé. Como a fé é umacrençapositiva, o medo é a crençanegativa. O medosóacontecequando a fé se ausenta de nossoscorações. Mas a crença continua lá.Vencer o medo é mudar o polo dacrença, sair do negativopara o positivo.Enquantotemosfé, nãosentimosmedo. Pormaisdificuldades e perdasqueenfrentarmosemnossasvidas, aindatemos a forçaquenos fez sobrevivernestemundodifícil, a capacidade de construir, de refletir, de planejar um novo futuro. Semfé, semacreditarquepodemos, sem se apropriardessaenergiapositivaquetrazemosdentro de nós, abrimos um espaçoperigoso, fortalecemos o medo, a dúvida se instalaemnossasmentes e fechamosnossoscorações.
  • 21.
    Certa vez, Jesusviajava no Mar da Galileia e levantou-se, de súbito, grande tempestade. As ondas agitadas invadiam o barco, ameaçando-o de naufrágio. Jesus dormia. Os discípulos estavam apavorados e acordaram o Mestre: – Senhor, salvai-nos, porque vamos perecer! Jesus disse-lhes: Por que estais amedrontados, homens de pouca fé? Levantando-se, intimou os ventos e o mar; e logo se fez grande bonança. (Mt. 8, 23-27). Nesta passagem dos evangelhos, vê-se claramente que os discípulos estavam com muito medo do naufrágio. Significava que lhes faltava fé. Portanto, não havia neles poder de acalmar as ondas e os ventos. Jesus repreendeu-lhes o medo e a falta de fé.
  • 22.
    Numa outra ocasião,alguns discípulos seguiam de barco pelo Mar da Galileia a altas horas da noite. Jesus aproximou-se deles caminhando sobre as águas. Inicialmente, os discípulos assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. – Não temais – disse Jesus –, sou eu. Pedro respondeu-lhe: – Se sois vós, Senhor, mandai que eu vá ao vosso encontro, andando também sobre as águas. – Vem – disse-lhe Jesus. Pedro saltou da barca entusiasmado e caminhou sobre as águas ao encontro de Jesus. Vendo, porém, que o vento era forte e as ondas revoltas, teve medo e começou a afundar-se. Gritouporsocorro: – Senhor, salvai-me! No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão e segurou-o, dizendo: – Homem sem fé, por que temeste? Depois que subiram à barca, cessou o vento. (Mt. 14, 22-32). Novamente, neste episódio o medo anulou a fé e esboroou-se o poder. O medo desfaz o poder no momento em que você admite interiormente que a situação de perigo é mais forte do que a força da fé.
  • 23.
    Quando Cristo proclamou:«Quantoaopoder, quem tem fétudopode», indiscutivelmenteestava a mencionarque a fé é o processopeloqualumapessoadesencadeia a maiorforçado universo. Nesses momentos, e emoutrossemelhantes, não se reportavaaoconjunto dos seusensinamentos e simaopoderatravés do qual a criaturahumanaexerce o seuatocriador. A Teologiaestabeleceu a fé-doutrina, mas Jesus ensinou a fé-poder. Assimcomonaépoca de Jesus foi o povoquemelhorrecebeu e assimilou a palavra de Cristo, tambémhojeemdia o povo é quemmelhorcaptaessaverdade, tantoqueportoda a parte usa a fécomo a forçacuradoratodo-poderosa, como o poderqueproduzmilagres, como a luzquesoluciona as dificuldades e sofrimentos. Amparadonessafé, fazpromessas, escalamontanhassagradas, realizaperegrinações, emociona-se emconcentraçõesreligiosas, buscalocais de aparições, semprenaexpectativa do milagre. Mesmoquando o médicodá o veredito final damorteiminente, agentesimples acreditaemmilagre. E tem razão, porque a fé remove montanhas e tudoalcança. Palavras de Jesus. E dos cientistasdamente.
  • 24.
    Jesus nuncadissequesóseriamatendidososquefossemsantos ecaridososJesus nuncacondicionou o atendimentoaotamanho dos sacrifícios e das penitências.Jesus, no entanto, reagiudizendo: «Tudo é possívelàquelequecrê.» A mentesubconsciente – que é a dimensãomaiordamente – contém o poderinfinito e a sabedoriainfinita – quesão a fonteinesgotável de tudo. Para Jesus – o supremocientista –, o lógico e racionalestãonaafirmação de quetudo é possível. A ciência do PoderdaMente, com osseusinúmeroscientistas e estudiosos, concorda com a afirmação do Mestre. Jesus foiclaro: «Seja o que for quedesejardes, quandoorardescredequetendesalcançado, e alcançareis.» Nãoexistefésemobra e nãoexisteobrasemfé. Toda a obra nada mais é do que a materialização do pensamentoacreditado. Pensamentoacreditadochama-se fé.
  • 25.
    O subconsciente –que é a dimensãomaiordamente – contém o poderinfinito e a sabedoriainfinita – quesão a fonteinesgotável de tudo. Para Jesus – o supremocientista –, o lógico e racionalestãonaafirmação de quetudo é possível. A ciência do PoderdaMente, com osseusinúmeroscientistas e estudiosos, concorda com a afirmação do Mestre. Jesus foiclaro: «Seja o que for quedesejardes, quandoorardescredequetendesalcançado, e alcançareis.» Nãoexistefésemobra e nãoexisteobrasemfé. Toda a obra nada mais é do que a materialização do pensamentoacreditado. Pensamentoacreditadochama-se fé. «A fésemobrasestámorta», escreveu o apóstolo Tiago. (2, 17) Semfé, portanto, a obraestámorta, nãoexiste. Para existir a obra, é necessárioquesejaantecedida e formadapelafé. Na mesmacarta, Tiago raciocina: «Nãovês, pois, como a féacompanhava as suasobras e que a féfoiconsumadapelasobras?» (Tg, 2, 22). A fé, disseele, é realizadanaobra.