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CAPÍTULO 03
EDUCAÇÃO
PARA O
AUTO-AMOR
“O amor é de
essência divina e
todos vós, do
primeiro ao último,
tendes, no fundo
do coração, a
centelha do fogo
sagrado”. – Fénelon. (Bordéus,
1861). O Evangelho Segundo o Espiritismo –
capítulo XI – item 9.
O auto amor
O mais ingênuo ato de amor a
si consiste na laboriosa tarefa
de fazer brilhar a luz que há
em nós. Permitir o fulgor da
criatura cósmica que se
encontra nos bastidores das
máscaras e ilusões. Somente
assim, escutando a voz de
nosso guia interior, nos
esquivaremos das falácias do
ego que nos inclina para as
atitudes insanas da arrogância.
Quando não nos
amamos, queremos
agradar mais aos
outros que a nós,
mendigamos o amor
alheio, já que nos
julgamos insuficientes
ou incapazes de nos
querer bem.
O auto amor
O resgate de si mesmo há de se
tornar meta prioritária das
sociedades sintonizadas com o
progresso.
O bem-estar do homem, no seu
mais amplo sentido, se tornará o
centro das cogitações da ciência,
da religião e de todas as
organizações humanas.
O auto amor
O auto amor
Trabalhar pela felicidade do homem deve ser
o objetivo maior das agremiações
doutrinárias orientadas pela mensagem de
amor do Evangelho.
Não podemos ignorar fatores de ordem
educacional e social que estimulam vivências
íntimas da criatura em sua caminhada de
aprendizado.
Outro fator, mais grave ainda, são as crenças
alicerçadas em sucessivas vidas
reencarnatórias que constituem sólida
argamassa psicológica e emocional, agindo e
reagindo, continuamente, contra os anseios
de crescimento íntimo. O complexo de
inferioridade é a condição cármica criada
pelo homem em seu próprio desfavor.
O auto amor
Paulo, o apóstolo de
Tarso, asseverou:
“Porque não faço o
bem que quero, mas o
mal que não quero
esse faço”. (Romanos, 7:19).
O auto amor
O auto amor é um aprendizado
de longa duração.
Conectar seu conceito a
fórmulas comportamentais para
aquisição de felicidade
instantânea é uma
atitude própria de quantos se
exasperam com a procura do
imediatismo.
Amar é uma lição para a
eternidade.
O auto amor
Que técnicas e métodos nos serão úteis para
incentivar a alegria e a espontaneidade
afetiva?
Como implementar escolas do sentimento em
nossos grupos doutrinários de estudo
sistematizados?
Que temas enfocar na melhor compreensão
das manifestações profundas da alma?
O auto amor
Que habilidades emocionais temos que desenvolver
para o auto amor?
Que cuidados adotar para aprendermos uma relação
de amorosidade conosco?
Como alcançar a condição de núcleos avançados
para desenvolvimento dos valores da alma?
Que iniciativas tomar para que as casas espíritas
sejam redutos de aprimoramento de nossos
sentimentos e escolas eficientes de criatividade para
superação de nossas dores?
O auto amor
De fato, uma das habilidades que
carecemos aperfeiçoar nas
relações interpessoais é a arte de
ouvir. Mas, da mesma forma que
guardamos limitações para ouvir
o outro, também não sabemos
ouvir a nós mesmos.
Que técnicas adotar para
estimular nossa habilidade de
ser um bom ouvinte?
O auto amor
Ouvir a alma é aprender a discernir entre sentimen-
tos e o conjunto variado de manifestações íntimas
do ser, sedimentadas na longa trajetória evolutiva,
tais como instintos, tendências, hábitos, complexos,
traumas, crenças, desejos, interesses e emoções.
Escutar a alma é aprender a discernir o que quere-
mos da vida, nossa intenção-básica.
A intenção do Espírito é a força que impulsiona o
progresso através do leque dos sentimentos.
O auto amor
A intenção genuína da alma reflete na
experiência da afetividade humana,
construindo a vastidão das vivências do
coração – a metamorfose da sensibilidade.
A conquista de si mesmo consiste em saber
interpretar com fidelidade o que buscamos no
ato de existir, a intenção magnânima que
brota das profundezas da alma em profusão
de sentimentos.
O auto amor
Amar-se não significa laborar por privilégios e
vantagens pessoais, mas o modo como convivemos
conosco. Resume-se, basicamente, como tratamos a
nós próprios.
A relação que estabelecemos como nosso mundo
íntimo. Sobretudo, o respeito que exercemos àquilo
que sentimos.
A autoestima surge quando temos atitude cristã
com nossos sentimentos.
O auto amor
Responsabilidade – Somos os únicos responsáveis pelos
nossos sentimentos.
Consciência – O sentimento é o espelho da vida
profunda do ser e expressa os recados da consciência.
Nossos sentimentos são a porta que se abre para esse
mundo glorioso que se encontra “oculto”,
desconhecido.
- Ética para conosco – Somos tratados como nos
tratamos. Como sermos merecedores de amor do
outro, se não recebemos nem o nosso próprio?
O auto amor
- Juízo de valor – Não existem sentimentos certos
ou errados.
- Automatismos e complexos – O sentimento pode
ser sustentado por mecanismos alheios à
vontade e à intenção.
- Auto amor é um aprendizado – Construir um novo
olhar sobre si, desenvolver sentimentos elevados
em relação a nós, constitui um longo caminho de
experiências nas fieiras da educação.
O auto amor
Domínio de si – Educar sentimentos é tomar posse
de nós próprios.
- Aceitação – Só existe amor a si através de uma
relação pacífica com a sombra.
- Renovação do sistema de crenças – Superar os
preconceitos.
Julgamentos formulados a partir do sistema de
crenças desenvolvidas com base na opinião alheia
desde a infância.
O auto amor
- Ação no bem – Integração em projetos solidários.
A aquisição de valor pessoal e convivência com a
dor alheia trazem gratidão, estima pelas vivências
pessoais.
Cuidando bem de nós próprios, somos, simultanea-
mente, levados a estender ao próximo o tratamento
que aplicamos a nós, independente de sermos
amados, passamos a experimentar mais alegria em
amar.
A ética de amor a si deve estar afinada com o amor
ao próximo.
O auto amor
-Assertividade – Diálogo interno. Uma negociação
íntima para zelar pelos limites do interesse pessoal.
-Florescer a singularidade – O maior sinal de
maturidade. Estamos muito afastados do que
verdadeiramente somos.
Ter as rédeas de si mesmo – Para muitos o persona-
lismo surge nesse ato de gerir a vida pessoal com
independência. Pelo simples fato de não saberem
como manifestar seus desejos e suas intenções,
abdicam do controle íntimo e submetem-se ao
controle externo de pessoas e normas.
O auto amor
-Construção da autonomia – Autonomia é capaci-
dade de sustentar sentimentos nobres acerca de nós
próprios.
- Identificação das intenções – aprender a reconhe-
cer o que queremos, qual nossa busca na vida.
Quase sempre somos treinados a saber o que não
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  • 2. “O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha do fogo sagrado”. – Fénelon. (Bordéus, 1861). O Evangelho Segundo o Espiritismo – capítulo XI – item 9.
  • 3. O auto amor O mais ingênuo ato de amor a si consiste na laboriosa tarefa de fazer brilhar a luz que há em nós. Permitir o fulgor da criatura cósmica que se encontra nos bastidores das máscaras e ilusões. Somente assim, escutando a voz de nosso guia interior, nos esquivaremos das falácias do ego que nos inclina para as atitudes insanas da arrogância.
  • 4. Quando não nos amamos, queremos agradar mais aos outros que a nós, mendigamos o amor alheio, já que nos julgamos insuficientes ou incapazes de nos querer bem. O auto amor
  • 5. O resgate de si mesmo há de se tornar meta prioritária das sociedades sintonizadas com o progresso. O bem-estar do homem, no seu mais amplo sentido, se tornará o centro das cogitações da ciência, da religião e de todas as organizações humanas. O auto amor
  • 6. O auto amor Trabalhar pela felicidade do homem deve ser o objetivo maior das agremiações doutrinárias orientadas pela mensagem de amor do Evangelho. Não podemos ignorar fatores de ordem educacional e social que estimulam vivências íntimas da criatura em sua caminhada de aprendizado. Outro fator, mais grave ainda, são as crenças alicerçadas em sucessivas vidas reencarnatórias que constituem sólida argamassa psicológica e emocional, agindo e reagindo, continuamente, contra os anseios de crescimento íntimo. O complexo de inferioridade é a condição cármica criada pelo homem em seu próprio desfavor.
  • 7. O auto amor Paulo, o apóstolo de Tarso, asseverou: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”. (Romanos, 7:19).
  • 8. O auto amor O auto amor é um aprendizado de longa duração. Conectar seu conceito a fórmulas comportamentais para aquisição de felicidade instantânea é uma atitude própria de quantos se exasperam com a procura do imediatismo. Amar é uma lição para a eternidade.
  • 9. O auto amor Que técnicas e métodos nos serão úteis para incentivar a alegria e a espontaneidade afetiva? Como implementar escolas do sentimento em nossos grupos doutrinários de estudo sistematizados? Que temas enfocar na melhor compreensão das manifestações profundas da alma?
  • 10. O auto amor Que habilidades emocionais temos que desenvolver para o auto amor? Que cuidados adotar para aprendermos uma relação de amorosidade conosco? Como alcançar a condição de núcleos avançados para desenvolvimento dos valores da alma? Que iniciativas tomar para que as casas espíritas sejam redutos de aprimoramento de nossos sentimentos e escolas eficientes de criatividade para superação de nossas dores?
  • 11. O auto amor De fato, uma das habilidades que carecemos aperfeiçoar nas relações interpessoais é a arte de ouvir. Mas, da mesma forma que guardamos limitações para ouvir o outro, também não sabemos ouvir a nós mesmos. Que técnicas adotar para estimular nossa habilidade de ser um bom ouvinte?
  • 12. O auto amor Ouvir a alma é aprender a discernir entre sentimen- tos e o conjunto variado de manifestações íntimas do ser, sedimentadas na longa trajetória evolutiva, tais como instintos, tendências, hábitos, complexos, traumas, crenças, desejos, interesses e emoções. Escutar a alma é aprender a discernir o que quere- mos da vida, nossa intenção-básica. A intenção do Espírito é a força que impulsiona o progresso através do leque dos sentimentos.
  • 13. O auto amor A intenção genuína da alma reflete na experiência da afetividade humana, construindo a vastidão das vivências do coração – a metamorfose da sensibilidade. A conquista de si mesmo consiste em saber interpretar com fidelidade o que buscamos no ato de existir, a intenção magnânima que brota das profundezas da alma em profusão de sentimentos.
  • 14. O auto amor Amar-se não significa laborar por privilégios e vantagens pessoais, mas o modo como convivemos conosco. Resume-se, basicamente, como tratamos a nós próprios. A relação que estabelecemos como nosso mundo íntimo. Sobretudo, o respeito que exercemos àquilo que sentimos. A autoestima surge quando temos atitude cristã com nossos sentimentos.
  • 15. O auto amor Responsabilidade – Somos os únicos responsáveis pelos nossos sentimentos. Consciência – O sentimento é o espelho da vida profunda do ser e expressa os recados da consciência. Nossos sentimentos são a porta que se abre para esse mundo glorioso que se encontra “oculto”, desconhecido. - Ética para conosco – Somos tratados como nos tratamos. Como sermos merecedores de amor do outro, se não recebemos nem o nosso próprio?
  • 16. O auto amor - Juízo de valor – Não existem sentimentos certos ou errados. - Automatismos e complexos – O sentimento pode ser sustentado por mecanismos alheios à vontade e à intenção. - Auto amor é um aprendizado – Construir um novo olhar sobre si, desenvolver sentimentos elevados em relação a nós, constitui um longo caminho de experiências nas fieiras da educação.
  • 17. O auto amor Domínio de si – Educar sentimentos é tomar posse de nós próprios. - Aceitação – Só existe amor a si através de uma relação pacífica com a sombra. - Renovação do sistema de crenças – Superar os preconceitos. Julgamentos formulados a partir do sistema de crenças desenvolvidas com base na opinião alheia desde a infância.
  • 18. O auto amor - Ação no bem – Integração em projetos solidários. A aquisição de valor pessoal e convivência com a dor alheia trazem gratidão, estima pelas vivências pessoais. Cuidando bem de nós próprios, somos, simultanea- mente, levados a estender ao próximo o tratamento que aplicamos a nós, independente de sermos amados, passamos a experimentar mais alegria em amar. A ética de amor a si deve estar afinada com o amor ao próximo.
  • 19. O auto amor -Assertividade – Diálogo interno. Uma negociação íntima para zelar pelos limites do interesse pessoal. -Florescer a singularidade – O maior sinal de maturidade. Estamos muito afastados do que verdadeiramente somos. Ter as rédeas de si mesmo – Para muitos o persona- lismo surge nesse ato de gerir a vida pessoal com independência. Pelo simples fato de não saberem como manifestar seus desejos e suas intenções, abdicam do controle íntimo e submetem-se ao controle externo de pessoas e normas.
  • 20. O auto amor -Construção da autonomia – Autonomia é capaci- dade de sustentar sentimentos nobres acerca de nós próprios. - Identificação das intenções – aprender a reconhe- cer o que queremos, qual nossa busca na vida. Quase sempre somos treinados a saber o que não queremos. Sentir-se bem consigo é sinônimo de felicidade, acesso à liberdade. É permitir que a centelha sagrada de Deus se acenda em nós. Conhecer a arte de manejar caracteres.