ASSISTÊNCIA SOCIAL ESPÍRITA
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SUMÁRIO
1 A ASSISTENCIA SOCIAL COM O ESPIRITISMO – Fundamentação e base Conceitual 1
1.1 A Caridade e o Espiritismo 1
1.1.1 A Caridade – conceitos básicos 1
1.1.2 O Verdadeiro sentido da Caridade 3
1.1.3 Caridade material x Caridade espiritual/moral 5
1.1.4 O Benefício para aquele que pratica a Verdadeira Caridade 7
1.2 A Educação, o Trabalho e o Espiritismo 9
1.2.1 A Educação no contexto Espírita 9
1.2.2 O Trabalho e o Progresso Moral/Espiritual e Social 11
1.2.3 A Educação, o Trabalho e a Assistência Social 13
1.3 Síntese 14
2 A Assistência Social e o Serviço Social - diferenças 24
2.1 Nos objetivos – função/missão 24
2.2 No conhecimento das causas 26
2.3 No modo de ajudar 26
2.4 Na análise das situações apresentadas 27
2.5 Síntese 28
3 Os Princípios fundamentais do Serviço Assistencial Espírita 30
3.1 Aceitação 30
3.2 Respeito à personalidade 31
3.3 Atitude de não Julgamento 31
3.4 Compreensão 31
3.5 Autodeterminação 32
3.6 Ajudar capacitando 33
3.7 A Relação entre Cooperador/Carente/Instituição 34
5 BIBLIOGRAFIA 35
1
1 A ASSISTENCIA SOCIAL COM O ESPIRITISMO – Fundamentação e base
Conceitual
“A base da Assistência Social Espírita é a Educação e o Trabalho”
1.1 A Caridade e o Espiritismo
1.1.1 A Caridade – conceitos básicos
(...) A Caridade é a virtude fundamental, que deve sustentar todo o edifício das
virtudes terrestres; sem ela, as outras não existem: sem caridade, não há fé nem esperança;
porque, sem a caridade, não há esperança em uma sorte melhor, nenhum interesse moral que
nos guie. Sem a caridade, não há fé, porque a fé não é senão um raio puro que faz brilhar uma
alma caridosa; é a sua consequência decisiva.
A caridade é a âncora eterna da salvação em todos os globos: é a mais pura emanação
do próprio Criador; é sua a própria virtude, que ele dá à criatura.
Vicente de Paula – Revista Espírita – Agosto/1858
(...)
A Caridade é paciente, é doce, é benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária
e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses;
não se melindra e não se irrita com nada, não suspeita mal; não regozija com a injustiça, mas
se regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: A Fé, a Esperança e a Caridade, permanecem; mas, entre elas,
a mais excelente é a Caridade.
Paulo de Tarso – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 15 – item 6
(...)
Caridade não apenas como virtude teologal.
Caridade não somente como diretriz religiosa.
Caridade não implícita como condicionamento de fé.
Caridade pura e simplesmente como norma de comportamento.
Caridade antes da aflição do companheiro de rumo. Caridade durante o sofrimento do
coração ao lado. Caridade depois de passada a tribulação de quem segue conosco.
Caridade em pensamento, em palavras e atos.
Caridade silenciosa, atuante, que desculpa e ajuda. Caridade compreensiva, renovadora,
que perdoa e esclarece. Caridade sempre.
Joanna de Angelis – Lampadário Espírita – Cap. 50
2
(...)
Grande é a seara...
Dentro dele, há naturalmente quem administre, quem legisle, quem doutrine, quem
esclareça, quem teorize, quem corrija, quem defenda o direito, quem defina a estrada certa,
quem consulte as necessidades alheias para dosar o conhecimento, quem analise a mente do
próximo para graduar a revelação, quem advogue a causa da Verdade e quem organize os
círculos determinados de tarefas, nos horizontes da inteligência.
Entretanto, em todas essas manifestações a que somos chamados na obra do Senhor, é
imprescindível tenhamos quem atenda à caridade - a caridade que é o próprio Jesus, de
braços abertos, induzindo-nos à renúncia de nós mesmos para que prevaleça a Divina Vontade.
Ainda assim, para que a sublime virtude nos tome a seu serviço, é indispensável que a
humildade do Mestre nos marque os corações, a fim de que Lhe retratemos a Bondade Infinita.
Permaneçamos, desse modo, com a caridade, estendendo-lhe a generosa luz.
Caridade para com os famintos de pão e caridade para com os famintos de amor...
Caridade para com os amigos e caridade para com os adversários, para que a harmonia
reine no grande caminho que nos compete trilhar...
Fabiano de Cristo – Relicário de Luz – Cap. 1
(...)
Ampara e ajuda a todos, desde a criança desvalida, necessitada de arrimo e luz para o
coração, até o peregrino sem teto, hóspede errante das árvores do caminho.
Eurípedes Barsanulfo – Ideal Espírita – Cap. 4
(...)
Ainda se eu falasse todas as línguas dos homens, e mesmo a língua dos anjos, se não
tivesse caridade não seria senão como um bronze sonante, e um címbalo retumbante; mesmo
se eu tivesse o dom de profecia, penetrasse todos os mistérios, e tivesse uma perfeita ciência de
todas as coisas; quando tivesse ainda a fé possível, até transportar as montanhas, se não tivesse
a caridade eu nada seria.
E quando tivesse distribuído meus bens para alimentar os pobres, e tivesse entregue meu
corpo para ser queimado, senão tivesse caridade, tudo isso não me serviria de nada.
Paulo de Tarso – 1º Epístola aos Coríntios
3
1.1.2 O Verdadeiro sentido da Caridade
Qual é o verdadeiro sentido da palavra Caridade, como a entende Jesus?
-- Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias,
perdão das Ofensas.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – 3º Parte – Cap. 11 – Item 3 – Perg. 886
(...)
O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis,
encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço.
Allan Kardec – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 13 – item 3
(...)
A caridade real é essa doação de algo pessoal e único que trazemos dentro de nós e
que somente nós podemos oferecer.
É o esforço de esquecimento do «eu» para louvar os outros.
É a anulação do direito que nos compete para consagrar o direito de alguém.
É o silêncio de nossa voz para que se faça ouvir uma voz mais frágil que a nossa.
É a luta contra os incômodos pessoais para dilatar o bem-estar alheio.
É a muda sufocação de toda tristeza nossa para acentuar a alegria no coração de outrem...
Antônio Cardoso – Seareiros de Volta – Pag. 18
(...)
Caridade é servir sem descanso, ainda mesmo quando a enfermidade sem importância
te convoque ao repouso;
É cooperar espontaneamente nas boas obras, sem aguardar o convite dos outros;
É não incomodar quem trabalha; é aperfeiçoar-se alguém naquilo que faz para ser
mais útil;
É suportar sem revolta a bílis do companheiro;
É auxiliar os parentes, sem reprovação;
É rejubilar-se com a prosperidade do próximo; é resumir a conversação de duas horas
em três ou quatro frases;
É não afligir quem nos acompanha; é ensurdecer-se para a difamação; é guardar o
bom humor, cancelando a queixa de qualquer procedência;
É respeitar cada pessoa e cada coisa na posição que lhes é própria…
Não olvides, pois, que a execução de teus deveres para com o próximo será sempre a
tua caridade maior.
Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 27
4
(...)
Muitos aprendizes da Verdade pesquisam sofregamente a fórmula ideal para a
vitória na Vida, no entanto, ela aí brilha à mão de qualquer um, estruturada na gradação
infinita da caridade.
Emmanuel – Ideal Espírita – Cap. 70
(...)
Allan Kardec, depois de aprofundar a meditação em torno dos ensinos dos Espíritos
Superiores, que se apoiavam nas claras lições do Evangelho, concluiu com sabedoria que “Fora
da Caridade não há salvação”, dando início a uma nova concepção religiosa.
Também prescreveu o Codificador do Espiritismo após acuradas elucubrações: “Fé
legítima só o é, a que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade”.
A caridade tem regime de urgência, mas também o esclarecimento ao seu lado tem
tarefa prioritária, funcionando como combustível de sustentação.
A caridade para ser legítima não dispensa a fé que lhe oferece vitalidade; e esta para
ser nobre deve firmar-se no discernimento da razão como normativa salutar.
O Espiritismo, por isso mesmo, é Doutrina de amor; no entanto, referendado pelos
Emissários da Luz, o estudo merece regime de urgência e consideração especial para que a
Doutrina, em si mesma, seja um sustentáculo à hora da amargura e do desespero, do sofrimento
e do desamparo, capaz de constituir-se fonte preciosa onde o crente, em qualquer época e a todo
instante, encontre a “água-viva” a que se referia Jesus, em condições de dessedentá-lo em
definitivo.
Joanna de Angelis – Dimensões da Verdade – Cap. 38
(...)
O verdadeiro cristão vê irmãos em todos os seus semelhantes, e para socorrer ao
necessitado, não procura saber a sua crença, a sua opinião, seja qual for.
São Luiz – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 13 – item 20
(...) Seja qual for tua crença, raça ou cor, abraça-me! Sou teu irmão.
Maria Janoni – Olhai as Aves do Céu – Pag. 25
5
1.1.3 Caridade material x Caridade espiritual/moral
(...) Quero que compreendais bem o que deve ser a caridade moral, que todos podem
praticar, que materialmente nada custa, e que, não obstante é a mais difícil de se por em
prática.
A caridade moral consiste em vos suportardes uns aos outros, o que menos fazeis
nesse mundo inferior, em que estais momentaneamente encarnados.
Allan Kardec – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 13 – item 9
(...)
Jamais esqueças dar de ti mesmo, em tolerância construtiva, em amor fraternal e divina
compreensão. A prática do bem exterior é um ensinamento e um apelo, para que cheguemos
à prática do bem interior. Jesus deu mais de si para o engrandecimento dos homens que
todos os milionários da Terra congregados no serviço, sublime embora, da caridade material.
André Luiz – Nosso Lar – Cap. 36
(...)
Muitas pessoas generosas oferecem o que abunda em suas mãos, mas não doam o
tempo, a presença, o esforço, permanecendo solidárias, mas distantes; gentis, mas distantes;
fraternas, mas distantes, como receando o contágio dos que estacionam nas preciosas
provações redentoras.
Joanna de Angelis – Celeiro de Bênçãos – Cap. 30
(...)
Não podemos desprezar a caridade material que faz do Espiritismo evangélico um
pouso de consolação para todos os infortunados; mas não podemos esquecer que as expressões
religiosas sectárias também organizaram as edificações materiais para a caridade no mundo,
sem olvidar os templos, asilos, orfanatos e monumentos. Todavia, quase todas as suas obras se
desvirtuaram, em vista do esquecimento da iluminação dos Espíritos encarnados.
As obras da caridade material somente alcançam a sua feição divina quando colimam a
espiritualização do homem, renovando-lhe os valores íntimos, porque, reformada a criatura
humana em Jesus Cristo, teremos na Terra uma sociedade transformada, onde o lar
genuinamente cristão será naturalmente o asilo de todos os que sofrem.
Emmanuel – O Consolador – Perg. 255
Através do Evangelho, no capítulo seis dos Atos dos Apóstolos, (Atos 6) somos
informados de que no primeiro santuário do Cristianismo em Jerusalém, havia quem
amparava os sedentos de luz e quem servia aos famintos de pão. Conjugavam-se tribuna
e mesa, verdade e amor para a vitória da luz.
Scheilla – Ideal Espírita – Cap. 37
6
(...)
A dádiva material que ora ajuda e passa é o socorro na horizontal. Não te aflijas
pensando que a miséria retornará. Caso nada possas em relação ao futuro, produze em direção
do presente.
A lâmpada moral, que acendes no país atormentado de um espírito, será sol emboscado
num perene horizonte de luz. Não te preocupes raciocinando que nuvens borrascosas poderão
de futuro impedir a claridade. Ilumina hoje, produzindo na vertical da vida.
Joanna de Angelis – Celeiro de Bênçãos – Cap. 51
(...)
Recordemos, assim, que o ato caritativo mais difícil de ser praticado gravita em
órbita exclusivamente moral.
Muito fácil dar do que temos; muito difícil dar do que somos.
Com as dádivas para o corpo, estendamos as dádivas para o espírito, na certeza de
que, ainda quando não mais houver na Terra desabrigados e analfabetos, subnutridos e
desequilibrados, desnudos e desempregados, todos temos e teremos de viver no lar da
compreensão verdadeira, cursar a escola da humildade, cultivar o perdão recíproco, agasalhar-
nos em bons exemplos, atender espontaneamente ao concurso fraterno e transpirar na
abnegação...
Com Jesus, aprendemos que a caridade é semelhante ao ar que respiramos — agente
da vida que atinge a tudo e a todos.
Leopoldo Cirne – Seareiros de Volta – Pag. 91
7
1.1.4 O Benefício para aquele que pratica a Verdadeira Caridade
(...) A beneficência, meus amigos, vos dará neste mundo os gozos mais puros e mais
doces, as alegrias do coração, que não são perturbadas nem pelos remorsos, nem pela
indiferença.
Vicente de Paula – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 13 – item 11
(...)
O Bem não te imunizará do sofrimento, de que necessitas, no entanto, auxiliar-te-á a
enfrentar as situações difíceis com ânimo robusto e confiança em deus.
O Bem não te preencherá todos os “vazios da alma”, todavia evitará que te encharques
de pessimismo e azedume.
O Bem não te oferecerá a plenitude da alegria, mas facultar-te-á fruir as satisfações
prenunciadoras da renovação, que te tornará ditoso um dia.
O Bem não te resolverá todos os problemas, porém oferecer-te-á resistência para
vencer dificuldades e não contrair novos compromissos negativos.
O Bem não te liberará da luta, que é caminho de redenção, sem embargo, ser-te-á
cireneu e amigo, sustentando-te em todos os lances, até que logres a felicidade.
O Bem que se faz, é bem que não cessa nunca, sempre produzindo o bem.
Não receies, jamais, o mal, nem te omitas na ação do bem.
O Bem que fazes, é o bem que a ti fazes.
Joanna de Angelis – Alerta – 2º Parte – Cap.44
(...) Atendamos ao Bem:
─ Não só pelas palavras, que podem simbolizar folhas brilhantes sobre um troco estéril.
─ Não só pelos simples atos de crer, que, por vezes, não passa de êxtase inoperante.
─ Não só pelos títulos, que, em muitas ocasiões, constituem possibilidades de acesso aos
abusos.
─ Não só pelas afirmações de fé, porque, em muitos casos, as frases sonoras são gritos da
alma vazia.
─ Não nos esqueçamos do - fazer - a ligação com o Cristo, a comunhão com a divina luz,
não dependem do modo de interpretar as revelações do céu, mas, principalmente da
coragem que se tem em vivenciar o amor que respeita o outro, por compreender as suas
limitações; em exercitar os atos dignos; em defender a serenidade, e em perdoar sempre.
Emmanuel – Fonte Viva – Cap. 137
8
(...)
Quem cultiva o bem para os outros, beneficia-se em primeiro lugar.
Ajudar os outros é ajudar-se em primeira plana.
Sofrer quando se ajuda é libertar-se pelo auxílio que se oferece.
Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 31
(...)
O capital mais precioso da vida é o da boa-vontade. Ponhamo-lo em movimento e a
nossa existência estará enriquecida de bênçãos e alegrias, hoje e sempre, onde estivermos.
Emmanuel – Fonte Viva - Cap.122
(...)
O quê? - refletiu, espantado - o Senhor da Vida a rogar-me auxílio, a mim, que nunca
passei de mísero escravo, na aspereza do solo?
Conquanto excitado e mudo, mergulhou a mão no alforje de trigo que trazia e entregou
ao Divino Pedinte apenas um grão da preciosa carga.
O Senhor agradeceu e partiu.
Quando, porém, o pobre homem do campo tornou a si do próprio assombro, observou
que doce claridade vinha do alforje poeirento. O grânulo de trigo, do qual fizera sua dádiva,
tornara à sacola, transformado em pepita de ouro luminescente. Deslumbrado, gritou:
- Louco que fui! Porque não dei tudo o que tenho ao Soberano da Vida?
Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Introito
(...)
Pela fé subirás ao Senhor com a tua súplica, mas pela caridade o Senhor descerá
ao teu encontro para que as tuas mãos se enriqueçam de amor na construção do Reino da Luz.
Emmanuel – Ideal Espírita – Cap. 57
9
1.2 A Educação, o Trabalho e o Espiritismo
1.2.1 A Educação no contexto Espírita
(...)
Somente a educação pode reformar os homens.
Allan Kardec - O Livro dos Espíritos Perg. 796
(...)
É pela educação, mais do que pela instrução, que se transformará a Humanidade.
Allan Kardec - Obras Póstumas – Preambulo
(...)
Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não
passa de teoria: a educação.
Não a educação intelectual, mas a Moral, e nem ainda a educação moral pelos livros,
mas a que consiste na arte de formar os caracteres, aquela que cria os hábitos, porque
educação é conjunto de hábitos adquiridos.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 685
(...)
Cabe à educação combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando
se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Item 826
(...)
Educação é toda influência exercida por um Espírito sobre outro, no sentido de
despertar um processo de evolução. Essa influência leva o educando a promover
autonomamente o seu aprendizado moral e intelectual.
Educar é, pois elevar, estimular a busca da perfeição, despertar a consciência, facilitar
o progresso integral do ser.
Dora Incontri – A Educação segundo o Espiritismo
(...)
É indispensável organizar o santuário interior e iluminá-lo, a fim de que as trevas não
nos dominem.
Nossa necessidade básica é de luz própria, de esclarecimento íntimo, de
autoeducação, de conversão substancial do “eu” ao Reino de Deus.
Emmanuel – Caminho, Verdade e Vida – Cap. 180
10
(...)
A instrução relaciona-se com o intelecto: a educação com o caráter. Instruir é ilustrar a
mente com certa soma de conhecimentos sobre um ou vários ramos científicos.
Educar é desenvolver os poderes do espírito, não só na aquisição do saber, como
especialmente na formação e consolidação do caráter.
Pedro de Camargo (Vinicius) – O Mestre na Educação – Cap. 12
11
1.2.2 O Trabalho e o Progresso Moral/Espiritual e Social
(...) A desigualdade das condições sociais é uma lei natural?
-- Não; é obra do homem e não de Deus.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – 3º Parte –– Cap. 9 – Item – 3 – Perg. 806
(...)
O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade é a fonte de todas as virtudes.
Destruir um e desenvolver a outra deve ser alvo de todos os esforços do homem, se ele
deseja assegurar a sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro.
A cura poderá ser prolongada porque as causas são numerosas, mas não se chegará a
esse ponto se não se atacar o mal pela raiz, ou seja, com a educação. Não essa educação que
tende a fazer homens instruídos, mas a que tende a fazer homens de bem. A educação, se for
bem compreendida, será a chave do progresso moral.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – 3º Parte – Cap. 12 – Item 3 – Perg. 917
(...) A necessidade do trabalho é uma lei da Natureza?
O trabalho é uma lei da Natureza e por isso mesmo é uma necessidade. A civilização
obriga o homem a trabalhar mais, porque aumenta as suas necessidades e os seus prazeres.
Allan Kardec – Livro dos Espíritos – 3º Parte – Cap. 3 – Item 1 – Perg. 674
(...)
O trabalho, no entanto, não se restringe apenas ao esforço de ordem material, física,
mas, também, intelectual pelo labor desenvolvido, objetivando as manifestações da Cultura, do
Conhecimento, da Arte, da Ciência.
Muito diferente da força aplicada pelo animal, o trabalho no homem objetiva a
transformação para melhor das condições e do meio onde se encontra situado, desdobrando a
capacidade criativa, de modo a atingir as altas expressões da beleza e da imortalidade,
libertando-se, paulatinamente, das formas grosseiras e primárias em que transita para atingir a
plenitude da perfeição.
O trabalho, porém, apresenta-se ao homem como meio de elevação e como expiação
de que tem necessidade para resgatar o abuso das forças, quando entregues à ociosidade ou ao
crime, na sucessão das existências pelas quais evolui.
Não fora o trabalho e o homem permaneceria na infância primitiva, sendo por Deus
muitas vezes facultado ao fraco de forças físicas os inapreciáveis recursos da inteligência,
mediante a qual granjeia progresso e respeito, adquirido independência econômica, valor social
e consideração, contribuindo poderosamente para o progresso de todos.
12
Mediante o trabalho-remunerado o homem modifica o meio, transforma o habitat, cria
condições de conforto.
Através do trabalho-abnegação, do qual não decorre troca nem permuta de
remuneração, ele se modifica a si mesmo, crescendo no sentido moral e espiritual.
Por um processo ele se desenvolve na horizontal e se melhora exteriormente; pelo
outro, ascende no sentido vertical da vida e se transforma de dentro para fora.
Utilizando-se do primeiro recurso conquista simpatia e respeito, gratidão e amizade.
Através da autodoação consegue superar-se, revelando-se instrumento da
Misericórdia Divina na construção da felicidade de todos.
Joanna de Angelis – Estudos Espíritas – Cap. 11
(...)
O Espiritismo não encara, pois, o trabalho como "uma condenação", segundo dizem
alguns marxistas, mas como uma necessidade da evolução humana e da evolução terrena.
Trabalhar não é sofrer, mas progredir, desenvolver-se, conquistar a felicidade.
Herculano Pires – Comentários a Questão 685ª – Livro dos Espíritos
(...)
Abeiramo-nos de uma época em que a bênção da caridade precisará nascer no imo
da prestação de serviço e, por esta mesma razão, as próprias casas de beneficência, no porvir,
se manterão por si próprias à custa do esforço e da colaboração dos que se beneficiam delas e
daqueles que as dirigem com alma e coração.
O homem compreenderá um dia que, colocado à frente do trabalho, encontrará nesse
apoio o caminho das próprias realizações.
Tudo se move pelo trabalho, tudo se faz pelo trabalho e com o trabalho sempre mais
digno a Humanidade descobrirá os seus mais altos roteiros de redenção.
Batuíra – Mais Luz – Pag. 11
13
1.2.3 A Educação, o Trabalho e a Assistência Social
(...)
A melhor, a mais eficiente e econômica de todas as modalidades de assistência é a
Educação, por ser a única de natureza preventiva. Não remedeia os males sociais; evita-os.
Pedro de Camargo (Vinicius) – O Mestre na Educação – Introito.
(...)
Até agora, somente o Espiritismo sabe que a educação não começa com a vida, no
berço ou junto das mães, ela continua, prossegue, avança para um novo ciclo de
experiências em cada existência na carne, mesmo porque também no intervalo entre uma
vida e outra o Espírito (desencarnado) aprende e, portanto, educa-se.
Um dia, todos os educadores estarão alertados para o fato de que a criança é um
espírito reencarnado e que, a despeito das limitações que lhe impõem a imaturidade do corpo
físico, em particular, e da encarnação, em geral, ali está um ser com importantes
experiências anteriores, muitas vezes dono de vasta cultura intelectual e respeitável padrão
ético.
A reforma social deve partir da reforma moral do ser humano, um impulso centrífugo,
de dentro para fora, do indivíduo para a sociedade.
O instrumento adequado para a realização desse ideal é a educação, no seu mais amplo
e abrangente sentido, como promotora da cultura intelectual e da elevação dos padrões éticos,
sem esquecer o trabalho de adequação do corpo físico, ferramenta de trabalho indispensável ao
ser encarnado, morada temporária do espírito imortal.
Hermínio de Miranda – O Espiritismo e os Problemas Humanos – 2º Parte – Cap.10
14
1.3 Síntese
(...) Bons espíritas, meus bem-amados, sois todos “obreiros da última hora”.
Empregai bem a hora que vos resta e não esqueçais nunca que a vossa existência,
por longa que vos pareça, mais não é do que um instante fugitivo na imensidade dos
tempos que formam para vós a eternidade.
Constantino – Evangelho Seg. Espiritismo – Cap. 20 – item 1
Não sois espíritas à revelia das circunstâncias. Vossas testas surgem marcadas por
sinais invisíveis, definindo-vos responsabilidades e trabalho.
Vossas vidas são acompanhadas atenciosamente de uma vida mais alta. Vossos atos
cotidianos são anotados com emoção e justiça. Não há espírita sincero agindo a sós; todos
participam naturalmente de equipes intangíveis, empenhadas na atividade constante e
redentora. Sede leais à própria fé. Muitos de vós trazeis o nome vinculado a obras de
regeneração e progresso, devotamento e amor, iniciadas noutras esferas e noutros mundos.
Caibar Schutel – Seareiros de Volta – Pag. 36
Fé significa conquista espiritual.
Fé Espírita representa conquista da alma nos domínios da evolução.
A fé haurida no Espiritismo impõe a necessidade do conhecimento de si mesmo e oferece
os instrumentos para que o homem realize o autodiscernimento, o autocontrole, o
autoconhecimento, para, seguro, avançar resoluto pela senda evolutiva.
Por isso, a fé espírita é consoladora. Na multidão dos que sofrem indagando, o espírita
é o único felicitado pela serenidade.
Sua indagação é feita sem dor íntima, porque ele já tem a felicidade íntima. Indaga com
alegria, porque sabe que ninguém foi criado para a tristeza.
Auta de Souza – Além da Morte - Cap. 6
(...)
Tu, sejas quem for, tens compromissos com o Mundo Espiritual. Os Espíritos falam
desses compromissos pelo conhecimento que te faz responsável e pela consciência que te
adverte. O Senhor te iluminou para que ilumines, te auxiliou a fim de que auxilies.
Camilo Chaves – Seareiros de Volta – Pag. 40
15
(...)
A assistência social no Espiritismo é valiosa, no entanto, se precatem os
“trabalhadores da última hora” contra os excessos, a fim de que a exaustão com os labores
externos não exaura as forças do entusiasmo nem derrube as fortalezas da fé, ao peso da
extenuação e do desencanto nos serviços de fora.
Evangelizar, instruir, guiar, colocando o azeite na lâmpada do coração, para que a
claridade do espírito luza na noite do sofrimento, são tarefas urgentes, basilares na
reconstrução do Cristianismo.
Manoel Philomeno de Miranda – Tramas do Destino – Cap. 21
(...)
Depois de viagem normal, através dos caminhos comuns, alcançamos nevoenta região, onde
asfixiante tristeza parecia imperar incessantemente. De outras vezes, eu já atravessara sítios
semelhantes, gastando apenas alguns minutos. Agora, porém, era compelido a longa marcha em sentido
horizontal. Atendendo a imperativos da missão, o Assistente Jerônimo procurava certa localidade, sob
a denominação expressiva de “Casa Transitória de Fabiano”.
Tratava-se de grande instituição piedosa, no campo de sofrimentos mais duros em que se
reúnem almas recém-desencarnadas, nas cercanias da Crosta Terrestre, a qual, segundo nos informou
o chefe da expedição, fora fundada por Fabiano de Cristo, devotado servo da caridade entre antigos
religiosos do Rio de Janeiro, desencarnado há muitos anos. Organizada por ele, era confiada,
periodicamente, a outros benfeitores de elevada condição, em tarefa de assistência evangélica, junto
aos Espíritos recém-desligados do plano carnal.
O nome do instituto, André, fala por si mesmo. Temos, à frente, acolhedora casa de transição,
destinada a socorros urgentes. Embora seu assombro natural, é asilo móvel, que atende segundo as
circunstâncias do ambiente.
Sofre permanente cerco de Espíritos desesperados e sofredores, condenados pela própria
consciência à revolta e à dor. Suas defesas magnéticas exigem considerável número de servidores e os
amigos da piedade e da renunciação, que aí atendem, passam dia e noite ao lado do sofrimento.
Todavia, o trabalho desta Casa é dos mais dignos e edificantes.
Neste edifício de benemerência cristã, centralizam-se numerosas expedições de irmãos leais ao
bem, que se dirigem à Crosta Planetária ou às esferas escuras, onde se debatem na dor seres
angustiados e ignorantes, em trânsito prolongado nos abismos tenebrosos.
Além disso, a Casa Transitória de Fabiano, à maneira de outras instituições salvadoras que
representam verdadeiros templos de socorro nestas regiões, é também precioso ponto de ligação com
as nossas cidades espirituais em zonas superiores.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 4
16
O Serviço Social Espírita tinha de ser abrangente e não unilateral.
(...)
Cada assistente e cada assistido deveriam ser vistos em sua integralidade, tanto na
realidade espiritual quanto na realidade social.
Nancy Puhlmann – Olhai as Aves do Céu – Pag. 33/34
Esquecem-se de que os Instrutores Sublimes orientam e socorrem, mas não realizam
as incumbências que não lhes dizem respeito, mesmo quando fortes vínculos do amor
estreitado em múltiplas reencarnações, os ligam aos requerentes.
Sabem que evolução é tarefa individual intransferível e que as Divinas Leis não
registram artigos de protecionismo especial ou de condescendência criminosa a benefício de
uns e em detrimento de outros.
Não executam os Benfeitores Espirituais os compromissos dos seus pupilos, por
conhecerem que o espírito ascende na jornada evolutiva, assinalado pelas condecorações
próprias, isto é, as cicatrizes e os suores da experiência.
Encarregados pelos Excelsos Representantes de Jesus Cristo, teus Mentores Espirituais
conhecem o programa dos teus compromissos e confiam no teu esforço, realizando a parte que
lhes cabe desenvolver.
Mentores espirituais ajudam, inspiram e socorrem, mas a tarefa a cada um compete
executar.
Joanna de Angelis – Espírito e Vida - Cap. 6
Instituições espirituais socorristas descritas por André Luiz em seus livros:
▪ Os Samaritanos – Nosso Lar – Cap. 28
▪ Casa Transitória – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 4
▪ Lar da Benção – Entre a Terra e o Céu – Cap.11 – Lar de amparo à crianças
▪ Lar de Cipriana – No Mundo Maior – Cap. 20
17
(...)
Os homens esperam sempre ansiosamente o auxílio do plano espiritual. Não importa o
nome pelo qual se designe esse amparo. Na essência é invariavelmente o mesmo, embora seja
conhecido entre os espiritistas por “proteção dos guias” e nos círculos protestantes por
“manifestações do Espírito Santo”.
As denominações apresentam interesse secundário. Essencial é considerarmos que
semelhante colaboração constitui elemento vital nas atividades do crente sincero.
No entanto, a contribuição recebida por Pedro, no cárcere, representa lição para todos.
Sob cadeias pesadíssimas, o pescador de Cafarnaum vê aproximar-se o anjo do Senhor,
que o liberta, atravessa em sua companhia os primeiros perigos na prisão, caminha ao lado
do mensageiro, ao longo de uma rua; contudo, o emissário afasta-se, deixando-o novamente
entregue à própria liberdade, de maneira a não desvalorizar-lhe as iniciativas.
Essa exemplificação é típica.
Os auxílios do invisível são incontestáveis e jamais falham em suas multiformes
expressões, no momento oportuno; mas é imprescindível não se vicie o crente com essa espécie
de cooperação, aprendendo a caminhar sozinho, usando a independência e a vontade no que
é justo e útil, convicto de que se encontra no mundo para aprender, não lhe sendo permitido
reclamar dos instrutores a solução de problemas necessários à sua condição de aluno.
Emmanuel – Caminho, Verdade e Vida – cap. 100
(...)
Espírita deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda.
Espírita deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências.
Espírita deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates
contigo mesmo.
Espírita deve ser o claro adjetivo de tua instituição, ainda mesmo que, por isso, te
faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres. (…)
Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque
dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas.
Emmanuel – Religião dos Espíritos – Cap. 80
18
(...)
Guardai no coração essa verdade: embora não seja conferido por universidades
humanas, conquanto não possa ser comprado em qualquer instituto terrestre, e, não obstante
nenhum país exista que o outorgue, perante a Vida Imortal, na Terra não há título mais valioso
e que imponha maior responsabilidade do que a chancela de Espírita.
Trazeis dentro de vós o esboço da angelitude. A caridade é a presença do Cristo.
Fugi ao culto de vós mesmos! Buscai, antes de tudo, a coesão, a paz, a harmonia e o
serviço infatigável na seara do bem — do bem de todos, capaz de brilhar em todos.
Espíritas! Muito se pedirá a quem muito recebeu; em vossas artérias corre o sangue
redivivo dos primeiros cristãos!
Lameira de Andrade - Seareiros de Volta – Pag. 77
(...)
Por isso, honrar o templo espirita é preservar o Espiritismo contra os programas
marginais, atraentes e aparentemente fraternistas, mas que nos desviam da rota legitima para
as falsas veredas em que fulguram nomes pomposos e siglas variadas.
O templo espírita é como um colo de mãe narrando a verdade atraente e bela ao filho
querido.
Dentro desse roteiro, cada templo espírita se responsabilizará pela assistência social
na região de sua sede, de acordo com as possibilidades que lhe forem surgindo.
Honremos, pois, o templo espírita, fazendo dele a nossa escola de aprendizagem e
renovação, para que o Espiritismo se honre conosco, felicitando-nos a vida!
Djalma Montenegro de Farias – Crestomatia da Imortalidade – Cap. 21
(...)
No campo espírita há lugar para todas as modalidades de labor que se possam
imaginar, para quem deseja atingir a paz com felicidade plena.
O espírita mantém vida pública em inalterável atuação produtiva.
Não transforma a oração em petição de auto-beneficiamento - faz da prece meio de
comunicação com o Senhor.
Não confia, demorando-se em atitude morna e inoperante de espera inútil - utiliza os
valores do tempo e conquista mérito.
Não relega aos Anjos Tutelares as tarefas que lhe competem - crê no auxílio do Céu
mas trabalha nos deveres da Terra.
19
Não permuta com o Pai os valores do mundo em negociações ilícitas - reconhece-se
como devedor permanente do Grande Criador e dá-lhe a vida inteira.
O espírita, repetimos, estuda e aprende.
Em círculos de estudos realiza a cultura e, aprendendo, ilumina a mente.
Ama e engrandece-se pelo trabalho.
Na seara do bem desenvolve e santifica o sentimento.
Respeita no mundo o Grande Lar que o Genitor Divino erigiu.
E enobrece pela conduta reta o humilde lar que edifica para a felicidade da família.
Cumpre o dever da prece em conjunto, no Templo de edificações coletivas.
E ora em segredo no silêncio da mente quando realiza, sofre ou é feliz.
Presta culto de sublimação à Sapiente Causa.
O Céu é o porto ansiosamente sonhado.
E a Terra é a escola de bênçãos preparatórias.
Sabe que a fé, a demorar-se em êxtase, é improdutiva, porque tem em Jesus o Mestre
da ação incansável.
Dedica-te, assim, se buscas o campo espírita para a realização do auto-
aprimoramento, porquanto a felicidade prometida pelo Amigo Inconfundível não é daquele
que a assalta, mas de quem sabe agir, permanecer e confiar nela.
(...)
A Ciência sem Deus é loucura e morte.
A Tecnologia sem o apoio do Evangelho é passo largo para o desespero e a insensatez.
Certamente, nenhum desdém pelas nobres conquistas do cérebro; todavia, sem a
eloquente contribuição do sentimento renovado em Cristo Jesus, o homem não se encontra
consigo mesmo.
Vianna de Carvalho - Reformador – Fevereiro de 1978
(...)
Através de um método adaptável à realidade que pudesse incluir o aspecto interior
(espiritual) do ser.
Esse método a nosso ver se relaciona com a ideia espírita de ser integral em contínuo
desenvolvimento ou evolução exatamente pela potencialidade do filho e herdeiro de Deus.
Nancy Puhlmann – Olhai as Aves do Céu – Site IBNL
20
(...)
Antigos quartos eram agora salas de fisioterapia e classes especiais, seus refeitórios
estavam ocupados por crianças portadoras de lesão cerebral ou Síndrome de Down.
Nancy Puhlmann – Olhai as Aves do Céu – Pag. 155
(...)
A escola passaria a formar os primeiros técnicos – auxiliares e os voluntários em DIPCE.
Realizaria, durante alguns anos os Encontros do Universitário com a Criança
Excepcional, e seria campo de estágio de alunos de diversas universidades.
Nancy Puhlmann – Olhai as Aves do Céu – Pag. 143
Mede-se a evolução da alma pelo número de almas que ela influencia beneficamente.
Caibar Schutel – Seareiros de Volta – Pag. 35
(...)
“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” — PAULO – II, Timóteo,
4.7
Nas lides da evolução, há combate e bom combate.
No combate, visamos aos inimigos externos. Brandimos armas, inventamos ardis,
usamos astúcias, criamos estratégia e, por vezes, saboreamos a derrota de nossos adversários,
entre alegrias falsas, ignorando que estamos dilapidando a nós mesmos.
No bom combate, dispomo-nos a lutar contra nós próprios, assestando baterias de
vigilância em oposição aos sentimentos e qualidades inferiores que nos deprimem a alma.
O combate chumba-nos o coração à crosta da Terra, em aflitivos processos de reajuste,
na lei de causa e efeito.
O bom combate liberta-nos o espírito para a ascensão aos Planos Superiores.
Paulo de Tarso, escrevendo a Timóteo, nos últimos dias da experiência terrestre,
forneceu-nos preciosa definição nesse sentido.
Ele, que andara em combate até o encontro pessoal com o Cristo, passou a viver no
bom combate, desde a hora da entrevista com o Mestre.
21
Até o caminho de Damasco, estivera em função de louros mundanos, ávido de
dominações transitórias, mas, desde o instante em que Ananias o recolheu enceguecido e
transtornado, entrou em subalternidade dolorosa.
Incompreendido, desprezado, apedrejado, perseguido, encarcerado várias vezes,
abatido e doente, jamais deixou de servir à causa do bem, que abraçara com Jesus, olvidando
males e achaques, constrangimentos e insultos.
Ao término, porém, da carreira de semeador da verdade, o ex-conselheiro do Sinédrio,
aparentemente arrasado e vencido, saiu da Terra na condição de verdadeiro triunfador.
Emmanuel – Palavras de Vida Eterna – Cap. 148
Há Luta e a boa Luta!
A corrente vibratória do Bem estimula ao progresso, capacita para a harmonia e
posiciona para a glória imortal. Luta é bênção. Sem ela a Vida periclita e degenera. A luta é um
desafio abençoado que a lei do progresso impõe.
Desse modo, luta e recolhe as moedas da satisfação sem revoltas nem angústias, no bem
que fazes, pelo dever de executá-lo, desfrutando do prazer de realizá-lo.
Luta, mediante o teu dever de crescer na direção de Deus, antegozando o momento
plenificador da tua libertação da carcaça em que transitas, cansado e sofrido.
Não faças da tua luta o instrumento de flagício contra ti, nem te utilizes dele contra
ninguém.
Se lutas, é porque descobriste que a finalidade da existência corporal é esse esforço
iluminativo. Amealha, então, as moedas da paz, não pretendendo ir além dos teus limites, nem
executando programações que te escapem.
Nessa luta, nem indiferença, nem confronto perturbador...
É necessário lutar em paz, alegremente, sabendo que os bons Espíritos estarão lutando
ao teu lado em nome do Lutador Incessante que é Jesus, que até hoje não descansa nem
desanima, permanecendo sempre conosco.
Luta, pois, com entusiasmo, renovando as tuas energias, antes que as exaurindo, para
que longos, profícuos e abençoados sejam os teus dias na face da Terra, quando terminar a tua
oportunidade de serviço e luta.
Joanna de Angelis – Desperte e Seja Feliz – Cap. 8
22
(...)
Toda precocidade no bem aponta compromisso anterior da alma.
Desse modo, no campo de auxílio ao próximo, por mais anônimo que sejas, não admitas
a volubilidade no desempenho das próprias tarefas, reconhecendo que ninguém desfruta
determinada responsabilidade por simples acaso.
Hoje, quando o homem singra as águas com barbatanas de aço e corta os espaços com
asas de alumínio, o mandato da cristianização das almas é o maior de todos.
Que nem a doença e nem o desgaste físico te possam estagnar o apostolado constante
do bem que jamais localiza a pessoa em disponibilidade.
Se a caridade é o bom-senso do coração, foge à rotina, transformando a existência no
culto incessante do Evangelho Vivo, onde estiveres, porque o serviço infatigável aos
semelhantes é o bom senso da caridade.
Lameira de Andrade – Seareiros de Volta – Pag. 82
(...)
Somente passos novos podem trazer novos destinos.
Lameira de Andrade – Seareiros de Volta – pag. 79
(...)
O trabalho e a humildade são as duas margens do caminho do auxílio. Antes de
amparar os que amamos, é indispensável estabelecer correntes de simpatia.
Sem a cooperação é impossível atender com eficiência.
Para que qualquer de nós alcance a alegria de auxiliar os amados, faz-se necessária a
interferência de muitos a quem tenhamos ajudado, por nossa vez.
Os que não cooperam, não recebem cooperação. Isso é da lei eterna.
Clarêncio – Nosso Lar - Cap. 13
(...)
Esperam por Jesus e, consequentemente, por nós outros, que detemos a presunção de
representá-Lo, a criança sem agasalho moral, o doente sem coragem, os pais aflitos, os
servidores anônimos do progresso, os jovens carentes de auxílio, os aprendizes vacilantes da
fé, os transviados da experiência humana, os infelizes irmãos nossos que o cipoal do crime
entonteceu e arrojou a escuros despenhadeiros, os sedentos de luz divina, as mães humildes
que ajudam o crescimento da prosperidade geral, os corações esquecidos nas zonas sombrias
da inquietação e da renúncia pelo bem de todos, e as almas nobres e generosas que se apagam
nos trilhos evolutivos, na defesa e na preservação do lar e na consagração à gloria da
felicidade comum...
23
Jornadeiam, muitas vezes, sem alegria e sem nome, na posição de romeiros da boa
vontade...
Passam, obscuros e dilacerados, buscando, porém, a Pátria Maior, para cuja grandeza
volvem, ansiosos, o olhar e o pensamento.
É nesses companheiros da luta e do serviço que precisamos centralizar os nossos
maiores e melhores impulsos de ajudar, esclarecer e cooperar.
Emmanuel – Através do Tempo – Pag. 5
Agora, enquanto é hoje, eis que fulgura
O teu santo momento de ajudar!...
Derrama, em torno, compassivo olhar
Estende as mãos aos filhos da amargura...
Hoje é o nosso dia
Agora! eis o minuto decisivo! ...
Agora é o momento
Abre o teu coração ao Cristo Vivo,
Auta de Souza – livro “Auta de Souza” – Cap. 1
O auxílio aos outros é a nossa oportunidade
Não permitas que o tempo marche em vão.
Auxiliar é a honra que nos compete
Emmanuel – Alvorada do Reino – Pag. 17
Cede hoje à vida o que possuas de melhor e, amanhã, aquilo que a Vida tenha de
melhor te responderá.
Emmanuel – Jóia – Pag. 10
O Espiritismo veio para ficar. Sua meta‚ o homem e guiá-lo com segurança‚ o seu
fanal.
Joanna de Ângelis – No Limiar do Infinito – Cap. 1
A cada um segundo suas obras, no Céu como na Terra: - tal a lei da Justiça Divina.
Allan Kardec - Céu e o Inferno – 1º Parte/Cap. 7/8
“Andai como filhos da luz. ” - Paulo de Tarso (Efésios 5 - item8)
24
2 A Assistência Social e o Serviço Social - diferenças
2.1 Nos objetivos – função/missão
(...)
O que chamamos assistência integral não se encerra na distribuição de alimentos e
roupas, mas envolve outros aspectos, aliás, mais delicados e profundos, porque concernentes
ao reerguimento moral e ao tratamento espiritual, que não depende dos recursos médicos usuais.
Temos de dizer, portanto, que a noção de assistência, no entendimento espírita, vai além
das providências exteriores. A cobertura do Estado é necessária, mas os seus instrumentos
não têm a indispensável adequação aos problemas dos desajustamentos de ordem interior.
Há instituições meritórias, com pessoal muito solícito e responsável, porém, são
exemplos muito especiais, não constituem a generalidade. Quer no âmbito estatal, quer no
âmbito particular, nem todos estão preparados para esse tipo de assistência.
Os fatos bem o demonstram. Não basta construir abrigos ou "casas de recolhimento"
sem a base da educação e dos valores espirituais.
Muitos elementos que saíram de estabelecimentos assistenciais ou simples "depósitos
de meninos" trazem hábitos e vícios perigosos, o que prova, lamentavelmente, que não foram
educados, mas foram corrompidos na inexperiência e na miséria! Até parece que vieram de um
antro, e não de uma instituição assistencial. Outros, que formam, a bem dizer, uma legião de
deformados psicologicamente, são desajustados para a vida prática porque foram maltratados,
não receberam a mínima consideração, como se não tivessem direito pelo menos ao respeito
humano.
Apenas vestidos e alimentados, sem nenhuma transformação.
Passam então para a sociedade uma carga de problemas, que se agravam de dia para dia.
Para conviver com internados - pessoas idosas sem família, crianças que não tiveram
lar, órfãos abandonados, inválidos de qualquer idade - três predicados deveriam ser a
recomendação essencial: amor, paciência e capacidade natural de ouvir e dialogar para
compreender e ajudar.
O agente do Estado tem obrigação de administrar, mas não de oferecer carinho aos que
têm problemas espirituais. Por isso mesmo, há muita diferença entre função e missão.
A função é inerente aos regulamentos e estatutos, é rotina, mas a missão é doação de
alma para alma, é permuta de sentimentos, com alto espírito de renúncia.
A função pública tem as suas ordenações: horário de expediente, livro de "ponto",
prescrições regimentais etc. Fora disto ou além disto, nada mais se pode exigir. A missão é
escolha voluntária, porque sente felicidade em servir.
25
Reafirmamos, pois, que as obras de assistência à pobreza abandonada: assim como à
orfandade desprotegida ou à velhice desamparada, por exemplo, necessitam de verdadeiras
vocações missionárias, antes de tudo...
O movimento espírita ainda tem muito o que realizar, além das obras já consolidadas.
Deolindo Amorim – O Espiritismo e os Problemas Humanos 1º Parte – Cap. 4
(...)
O serviço assistencial espírita consiste em evangelizar grupos particulares,
entendendo-o como a construção dos sentimentos.
Mario Barbosa – assistente social, orador espírita, idealizador da metodologia de
atendimento para as instituições espíritas conhecida como “Espaço de Convivência e
Educação pelo Trabalho” – 1936/1990
(...)
Não pretendemos colocar à margem as tarefas ponderáveis da moderna filantropia, da
considerada assistência social. Desejamos, apenas, realçar o valor que vai sendo
desconsiderado, de situar em primeira plana o Espiritismo que objetiva a estruturação moral
do homem nas lídimas bases evangélicas; e estas são essencialmente as da reforma interior
com as consequentes manifestações do amor ao próximo. . . como a si mesmo.
Nem Espiritismo sem assistência social, nem assistência social sem Espiritismo, para
nós espiritistas encarnados ou desencarnados.
E guardemos a certeza de que, ao lado da assistência material que possamos doar, a
assistência moral e espiritual deve ter primazia.
Joanna de Angelis – Dimensões da Verdade – Cap. 14
26
2.2 No conhecimento das causas
Você, André, ainda não pôde auxiliar os amigos encarnados porque ainda não adquiriu
a devida capacidade para ver. É razoável. Quando na carne, somos muitas vezes inclinados a
verificar tão somente os efeitos, sem ponderar as origens.
No mendigo, vemos apenas a miséria; no enfermo, somente a ruína física. Faz-se
indispensável identificar as causas.
André Luiz – Os Mensageiros – Cap. 14
2.3 No modo de ajudar
Auxilie a quem lhe procure a presença, mas não se esqueça de socorrer diretamente
quem padece à distância.
Atenda ao estômago faminto e ao corpo enfermo do companheiro em provação;
entretanto, não recuse favorecê-lo com a palavra consoladora e com o livro nobre.
André Luiz – O Espírito da Verdade – Cap. 70
Imperioso, dessa forma, sejamos sinceros, reconhecendo que existem sorrisos
afetuosos e sorrisos profissionais, palavras do entendimento e palavras da convenção, apoio
autêntico e apoio simulado, assistência espontânea e assistência oficiosa, razão por que é
necessário discernir que a solidariedade, na base do proveito próprio, representa comércio
análogo aos demais.
Abel Mattos – Seareiros de Volta – Pag. 8
Dê — se tiver. Ajude — se puder. Atenda — se quiser.
A infinita misericórdia de Deus lhe dá sempre, muito além de quanto você necessita,
sem lhe solicitar coisa alguma. Sem a caridade amorosa de Deus, o Universo voltaria a
hediondo caos. Faça da caridade a mensageira do seu amor e viverá num mundo feliz.
Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 44
27
2.4 Na análise das situações apresentadas
(...)
Todos pensamos na caridade, todos falamos em caridade!…
A caridade, indubitavelmente, é o coração que fala, entretanto, nas situações anormais
da vida, há que ouvir o raciocínio, a fim de que ela seja o que deve ser.
O raciocínio, em nome da caridade, não tem decerto, a presunção de violentar
consciência alguma, impondo-lhe freios ou drásticos que lhe objetivem o aperfeiçoamento
compulsório.
A Misericórdia Divina é paciência infatigável com os nossos multimilenários
desequilíbrios, auxiliando a cada um de nós, através de meios determinados, de modo a que
venhamos, saná-los, por nós mesmos, com o remédio amargoso da experiência, no veículo das
horas. Surge a autoridade do raciocínio, quando os nossos males saem de nós, em prejuízo dos
outros.
André Luiz – Opinião Espírita – Cap. 30
28
2.5 Síntese
O Serviço Social Espírita se distingue dos demais serviços de assistência social por
sua abordagem holística e integral, que considera não apenas as necessidades materiais, mas
também as espirituais e emocionais dos indivíduos. As principais diferenças são:
1. Visão Integral do Ser Humano:
• Espiritismo: Entende o ser humano como um espírito imortal em constante evolução,
com necessidades físicas, emocionais e espirituais interligadas.
• Assistência Social Tradicional: Foca principalmente nas necessidades materiais e
sociais, como alimentação, moradia e emprego.
2. Caridade como Princípio Fundamental:
• Espiritismo: A caridade é vista como um dever moral e uma ferramenta de
transformação social, baseada no amor ao próximo e na compreensão da lei de causa e
efeito.
• Assistência Social Tradicional: A caridade pode ser um valor presente, mas não é
necessariamente o princípio central da prática.
3. Atendimento Individualizado e Fraterno:
• Espiritismo: Busca um atendimento individualizado e acolhedor, baseado na escuta
atenta, no respeito e na compaixão, visando o fortalecimento dos vínculos sociais e
familiares.
• Assistência Social Tradicional: O atendimento pode ser mais padronizado e focado
em procedimentos e protocolos.
4. Promoção da Autonomia e do Desenvolvimento Integral:
• Espiritismo: Incentiva a autonomia e o protagonismo dos indivíduos, buscando o
desenvolvimento de suas potencialidades e a transformação de suas vidas.
• Assistência Social Tradicional: O foco pode estar mais na provisão de serviços e
benefícios, sem necessariamente estimular a autonomia.
29
5. Ação Social Transformadora:
• Espiritismo: Busca transformar a realidade social a partir da transformação interior
dos indivíduos, incentivando a prática do bem e a vivência dos valores morais e
espirituais.
• Assistência Social Tradicional: O foco pode estar mais na mudança das condições
sociais, sem necessariamente considerar a transformação individual.
30
3 Os Princípios fundamentais do Serviço Assistencial Espírita
3.1 Aceitação
(...)
Nós que sabemos acatar com apreço e solicitude a todos os representantes dos poderes
transitórios do mundo e que treinamos boas maneiras para comportamento digno nos salões
aristocráticos da Terra, saibamos também ser afáveis e amigos, junto dos nossos
companheiros em dificuldades maiores.
Eles não são apenas nossos irmãos. São convidados de Cristo, em nossa casa, pelos
quais encontramos ensejo de demonstrar carinho e consideração para com Ele, o Divino
Mestre, - em pequeninos gestos e amor.
Emmanuel – Livro da Esperança – Cap. 36
(...)
Aceita atos e atitudes e fazes o melhor que puderes.
Aceitar não quer dizer aplaudir e fazer o mesmo, mas compreender que cada um de
nós tem e faz o que pode, que cada indivíduo está num determinado grau de evolução. Portanto,
aceita o próximo como ele é.
Hammed – Um Modo de Entender – Cap. 24
31
3.2 Respeito à personalidade
(...)
Não pretenda refazer radicalmente a experiência do próximo a pretexto de auxiliá-
lo.
Recorde que o auxílio inclui bondade e humildade, lhaneza e solidariedade para ser não
somente alegria e reconforto naquele que dá e naquele que recebe, mas também segurança e
felicidade na senda de todos.
André Luiz – Ideal Espírita – Cap. 24
3.3 Atitude de não Julgamento
- Senhor! Senhor! Que pretendes de teu servo? Foi então que Jesus redivivo afagou-lhe
a atormentada cabeça e falou em voz triste:
- Pedro, lembra-te de que não fomos chamados para socorrer as almas puras... Venho
rogar-te a caridade do silêncio quando não possas auxiliar! Suplico-te para os filhos de minha
esperança a esmola da compaixão...
Humberto de Campos – Contos e Apólogos – Cap. 38
(...)
Auxiliar aos irmãos menos felizes sem exprobrar-lhes a conduta passada.
Não exigir das criaturas humanas a perfeição moral que todos estamos muito longe de
possuir.
Deixar os companheiros tão livres para encontrarem a própria felicidade quanto
aspiramos a ser livres por nossa vez.
Militão Pacheco – Ideal Espírita – Cap. 20
3.4 Compreensão
(...)
Aos pés dos Enfermos, não olvides que o melhor remédio é a Renovação da Esperança.
Se encontrares os Falidos e os derrotados da sorte, fala-lhes do divino ensejo do Futuro.
Se fores procurado, algum dia, pelos espíritos desviados e criminosos, não profiras
palavra alguma de maldição, lembre-se sempre que a dívida, em toda parte, anda com
os devedores.
ANIMA, ELEVA, EDUCA, DESPERTA, sem ferir aos que ainda dormem. Deus opera
maravilhas por intermédio do trabalho de Boa Vontade.
Narcisa – Os Mensageiros – Cap. 44
(...)
Toda caridade, para ser divina, precisa apoiar-se na fraternidade.
Laura – Nosso Lar – Cap. 39
32
3.5 Autodeterminação
(...)
O homem terrestre não é um deserdado. É filho de Deus, em trabalho construtivo,
envergando a roupagem da carne; aluno de escola benemérita, onde precisa aprender a elevar-
se.
A luta humana é a sua oportunidade, a sua ferramenta, o seu livro.
Emmanuel – Nosso Lar – Prefácio
(...)
Aproximar-se do assistido, encontrando nele uma criatura humana, tão humana e tão
digna de estima quanto os nossos entes mais caros.
Ajudar os assistidos a serem independentes de nós.
André Luiz – Sinal Verde – Cap. 49
(...)
Transferir para os Espíritos as nossas responsabilidades e as tarefas, seria uma
forma de auto-ludibriamento e menoscaso às leis soberanas da vida que, dessa forma,
passariam a funcionar dentro do clima da astúcia e da habilidade mental de cada criatura.
Necessário compreendermos que nos encontramos na terra, em problemática de
ajustamento e de reeducação.
O nosso programa é de auto-burilamento, em que as instruções veiculadas das fontes
geratrizes da vida nos apresentam os roteiros a percorre com as suas dificuldades e com as suas
claridades soberanas.
A marcha, porém, é nossa, impostergável no tempo, porque deve ser começada aqui,
hoje e agora; intransferível de pessoa, porque cada espírito é o que de si próprio faz.
João Cleófas - Sementes de Vida Eterna – Cap. 41
33
3.6 Ajudar capacitando
(...)
Em verdade, és bom e amparaste a minha vida, mas não me ensinaste a viver!
Espíritas, irmãos!
Cultivemos a divulgação da Doutrina Renovadora que nos esclarece e reúne!
Com o pão do corpo, estendamos a luz da alma que nos habilite a aprender e
compreender, raciocinar e servir.
Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 1
(...)
"Fora da caridade não há salvação"- seria simplesmente uma fachada histórica da
Codificação Kardequiana? A resposta negativa surge automática.
Essa legenda constará, sem dúvida, de pórticos e flâmulas, mas, na essência, é
pensamento vivo da Doutrina Espírita que no-la confia por síntese dos postulados do Cristo,
recordando-nos que a caridade não existe para ser usada contra os homens, e sim a favor da
Humanidade.
A virtude máxima não consistirá, exclusivamente, na preocupação de alimentar o
estômago daquele que sente fome, mas também para que se lhe aprimorem as qualidades
inatas de trabalhador, e se eleve ao nível dos que produzem a benefício da comunidade,
provendo, em consequência, as próprias carências.
Caridade é socorrer o próximo sem esquecer de lhe valorizar e ampliar as faculdades
positivas para que o próximo preencha as finalidades a que se encontra destinado pelos
objetivos da vida.
É auxiliar a outrem não só para a remoção de necessidades e obstáculos, mas acima de
tudo, para que a pessoa auxiliada se faça mais útil e mais nobre em si, porque todas as criaturas
vivem na carne para morrer bem e renascer sempre melhores.
André Luiz – Sol nas Almas – Cap. 11
(...)
“Não podes ajudar aos Homens de MANEIRA PERMANENTE, se fizeres por eles
aquilo que ELES PODEM E DEVEM FAZER POR SI PRÓPRIOS”.
Abrahão Lincoln - 16° presidente dos Estados Unidos –1861/1865
34
3.7 A Relação entre Cooperador/Carente/Instituição
(...)
Para infundir espiritualidade superior à mente humana urge aproveitar realizações
como esta, já que é muito difícil obter espontâneo arejamento da esfera sentimental.
Valemo-nos da casa, venerável em seus fundamentos de solidariedade cristã, como
núcleo difusor de ideias salutares. A fundação é muito mais de almas que de corpos, muito
mais de pensamentos eternos que de coisas transitórias.
O diretor, o cooperador e o abrigado, recebendo as responsabilidades inerentes ao
programa de Jesus, instintivamente se convertem nos instrumentos vivos da Luz de Mais
Alto.
Satisfazendo necessidades corporais, solucionamos problemas espirituais.
Entrelaçando deveres e dividindo-os com os nossos irmãos encarnados, no setor de
assistência, conseguimos criar bases mais sólidas à semeadura das verdades imorredouras.
Dentro de nosso esforço — o imperativo primordial consiste na iluminação do espírito
humano com vistas à eternidade. Urge, no entanto, compreender que, para a obtenção do
desiderato, é imprescindível “fazer alguma coisa”.
Percebi, acima de toda preocupação individualista, que a difusão da luz espiritual na
Crosta Terrestre não é ação milagrosa, mas edificação paciente e progressiva.
As casas de benemerência social, sobre as águas pesadas do pensamento humano,
funcionam como grandes navios de abastecimento à coletividade faminta de luz e
necessitada de princípios renovadores.
Passei a ver o estômago dos pequeninos em plano secundário, porque era a claridade
positiva do Evangelho que inundava agora minha alma, convidando-me à contemplação feliz
do futuro maior.
André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 12
(...) A assistência é a fraternidade em ação. Sem ela, indiscutivelmente, os nossos
mais preciosos arrazoados verbalísticos não passariam de belos mostruários sonoros.
Emmanuel – Alvorada do Reino – Pag. 22
35
5 BIBLIOGRAFIA
# Livro/Artigo Autor Capítulo/Página
1 Revista Espírita Vicente de Paula
Allan Kardec
Agosto/1858
Dez/1863
2 O Evangelho segundo o Espiritismo Paulo de Tarso
Allan Kardec
São Luiz
Vicente de Paula
Constantino
Allan Kardec
Allan Kardec
Cap. 15 – item 6
Cap. 13 – item 3, 9
Cap. 13 – item 20
Cap. 13 – item 11
Cap. 20 – item 1
Cap. 4 – item 18
Cap. 14 – item 8
3 Lampadário Espírita Joanna de Ângelis Cap. 50
4 Relicário de Luz Fabiano de Cristo Pag. 60
5 Ideal Espírita Eurípedes Barsanulfo
Emmanuel
Emmanuel
André Luiz
Militão Pacheco
Cap. 4
Cap. 70
Cap. 57
Cap. 24
Cap. 20
6 Epistolas Paulo de Tarso
Paulo de Tarso
1º Epistola aos Coríntios
Efésios 5 – item 8
7 Seareiros de Volta Antônio Carlos
Leopoldo Cirne
Abel Mattos
Caibar Schutel
Camilo Chaves
Lameira de Andrade
Pag. 18
Pag. 91
Pag. 8
Pag. 35/36
Pag. 40
Pag. 77, 82, 79
8 Cartas e Crônicas Humberto de Campos Cap. 27- Introito
9 Dimensões da Verdade Joanna de Ângelis
Lins de Vasconcelos
Cap. 14/38
Cap. 1
10 Olhai as Aves do Céu Maria Augusta
Nancy Puhlmann
Todo o livro
11 Nosso Lar André Luiz
Laura
Emmanuel
Clarêncio
Cap. 36
Cap. 39
Prefácio
Cap. 13
12 Celeiro de Bênçãos Joanna de Ângelis Cap. 36
Cap. 51
13 O Consolador Emmanuel Perg. 235
14 Alerta Joanna de Ângelis 2º Parte – Cap. 44
15 Fonte Viva Emmanuel Cap. 137
Cap. 122
16 O Livro dos Espíritos Allan Kardec
Allan Kardec
Allan Kardec
Allan Kardec
Allan Kardec
Herculano Pires
Perg. 796
Perg. 826
Perg. 806
Perg. 917
Perg. 674
Perg. 685 (comentários)
17 Obras Póstumas Allan Kardec Preambulo
18 A Educação segundo o Espiritismo Dora Incontri -
19 Caminho, Verdade e Vida Emmanuel
Emmanuel
Emmanuel
Cap. 180
Cap. 62
Cap. 100
20 O Mestre na Educação Pedro de Camargo Cap. 12
21 Estudos Espíritas Joanna de Ângelis Cap. 11
36
# Livro/Artigo Autor Capítulo/Página
22 Mais Luz Batuíra Pag. 11
23 O Espiritismo e os Problemas Humanos Hermínio de Miranda
Deolindo Amorim
Cap. 10
Cap. 4
24 Conviver para amar e servir Mario Barbosa
Helder Boska
Reinaldo Nobre
Sonia Parolin
Cap. 2 / Apêndice A
25 Os Mensageiros André Luiz
Narcisa
Cap. 14
Cap. 44
26 O Espírito da Verdade André Luiz Cap. 70
27 Legado Kardequiano Marco Prisco Cap. 44
Cap. 22 – Dez itens da
Assistência Social
28 Opinião Espírita André Luiz Cap. 30
29 Livro da Esperança Emmanuel Cap. 36
30 Um Modo de Entender Hammed Cap. 24
31 Contos e Apólogos Humberto de Campos Cap. 38
32 Sinal Verde André Luiz Cap. 49
33 Cartas e Crônicas Humberto de Campos Cap. 1
34 Sol na Almas André Luiz Cap. 11
35 Obreiros da Vida Eterna André Luiz Cap. 12
36 Alvorada do Reino Emmanuel Pag. 22
37 A Terceira Onda Alvin Toffler -
38 A Caminho da Luz Emmanuel Introdução
39 Além da Morte Auta de Souza Cap. 6
40 Dimensões Espirituais do Centro Espírita Suely Schubert Cap. 1
41 Luz Viva Joanna de Ângelis Cap. 30
42 Espírito e Vida Joanna de Ângelis
Joanna de Ângelis
Joanna de Ângelis
Cap. 38
Cap. 6
Cap. 48
43 Tramas do Destino Manoel Philomeno Cap. 21
44 Revista presença Espírita Mansão do
Caminho/Direção
Julho/Agosto/2016
45 Obreiros da Vida Eterna André Luiz Cap. 4
46 Conduta Cristã André Luiz Cap. 5
47 Religião dos Espíritos Emmanuel Cap. 80
48 Crestomatia da Imortalidade Djalma de Farias Cap. 21
49 Memória de Gratidão Taciano Varro Filho Cap. 3
50 Revista Reformador Vianna de Carvalho Fevereiro/1978
51 As Aves Feridas na Terra Voam Nancy Pulhmann Cap. 2
52 É Preciso saber Viver Nancy Pulhmann 1º Parte – Cap. 1
53 O Castelo das Aves Feridas Nancy Pulhmann Cap. 1
54 Palavras de Vida Eterna Emmanuel Cap. 148
55 Desperte e Seja Feliz Joanna de Ângelis Cap. 8
56 Folha Espírita Ismael Gobbo Novembro/2009
57 Petite a menina dos cabelos dourados Thiers Del Carlo Apresentação
37
# Livro/Artigo Autor Capítulo/Página
58 Leis Morais da Vida Joanna de Ângelis Cap. 15
59 Através do Tempo Emmanuel Pag. 5
60 Auta de Souza Auta de Souza Cap. 1
61 Alvorada do Reino Emmanuel Pag. 17
62 Joia Emmanuel Pag. 10
63 No Limiar do Infinito Joanna de Ângelis Cap. 1
64 O Céu e o Inferno Allan Kardec 1º Parte – Cap. 7/8
65 As Quatro Deusas da Babilônia Maria Augusta Puhlmann Pag. 140
38
Enquanto podes, trabalha,
Que a morte não manda aviso.
Cada minuto é importante
No fazer o que é preciso.
Traze sempre a mala pronta...
Investe a vida no bem.
O que fizeres na Terra.
É o que te espera no Além.
Casimiro Cunha – Junto Venceremos – Pag. 16
(...)
Diante do dever, pensa na caridade, serve e passa.
Diante da dor, pensa na caridade, socorre e passa.
Diante do infortúnio, pensa na caridade, auxilia e passa.
Diante da aflição, pensa na caridade, consola e passa.
Diante da sombra, pensa na caridade, ilumina e passa.
Diante da perturbação, pensa na caridade, esclarece e passa.
Diante da ignorância, pensa na caridade, ensina e passa.
Diante da injúria, pensa na caridade, perdoa e passa.
Diante do golpe, pensa na caridade, tolera e passa.
Diante da tentação, pensa na caridade, ora e passa.
Diante do obstáculo, pensa na caridade, espera e passa.
Diante da negação, pensa na caridade, confia e passa.
Diante do desânimo, pensa na caridade, ajuda e passa.
Diante da luta, pensa na caridade, abençoa e passa.
Diante do desequilíbrio, pensa na caridade, remedia e passa.
Diante da tristeza, pensa na caridade, reconforta e passa.
Diante de todo o mal, pensa na caridade, faze todo bem ao alcance de tuas mãos e
segue adiante.
Fabiano de Cristo – Ideal Espírita – Cap. 65

A Assistência Social Espírita - princípios e alertas

  • 1.
  • 2.
    i SUMÁRIO 1 A ASSISTENCIASOCIAL COM O ESPIRITISMO – Fundamentação e base Conceitual 1 1.1 A Caridade e o Espiritismo 1 1.1.1 A Caridade – conceitos básicos 1 1.1.2 O Verdadeiro sentido da Caridade 3 1.1.3 Caridade material x Caridade espiritual/moral 5 1.1.4 O Benefício para aquele que pratica a Verdadeira Caridade 7 1.2 A Educação, o Trabalho e o Espiritismo 9 1.2.1 A Educação no contexto Espírita 9 1.2.2 O Trabalho e o Progresso Moral/Espiritual e Social 11 1.2.3 A Educação, o Trabalho e a Assistência Social 13 1.3 Síntese 14 2 A Assistência Social e o Serviço Social - diferenças 24 2.1 Nos objetivos – função/missão 24 2.2 No conhecimento das causas 26 2.3 No modo de ajudar 26 2.4 Na análise das situações apresentadas 27 2.5 Síntese 28 3 Os Princípios fundamentais do Serviço Assistencial Espírita 30 3.1 Aceitação 30 3.2 Respeito à personalidade 31 3.3 Atitude de não Julgamento 31 3.4 Compreensão 31 3.5 Autodeterminação 32 3.6 Ajudar capacitando 33 3.7 A Relação entre Cooperador/Carente/Instituição 34 5 BIBLIOGRAFIA 35
  • 3.
    1 1 A ASSISTENCIASOCIAL COM O ESPIRITISMO – Fundamentação e base Conceitual “A base da Assistência Social Espírita é a Educação e o Trabalho” 1.1 A Caridade e o Espiritismo 1.1.1 A Caridade – conceitos básicos (...) A Caridade é a virtude fundamental, que deve sustentar todo o edifício das virtudes terrestres; sem ela, as outras não existem: sem caridade, não há fé nem esperança; porque, sem a caridade, não há esperança em uma sorte melhor, nenhum interesse moral que nos guie. Sem a caridade, não há fé, porque a fé não é senão um raio puro que faz brilhar uma alma caridosa; é a sua consequência decisiva. A caridade é a âncora eterna da salvação em todos os globos: é a mais pura emanação do próprio Criador; é sua a própria virtude, que ele dá à criatura. Vicente de Paula – Revista Espírita – Agosto/1858 (...) A Caridade é paciente, é doce, é benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada, não suspeita mal; não regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. Agora, estas três virtudes: A Fé, a Esperança e a Caridade, permanecem; mas, entre elas, a mais excelente é a Caridade. Paulo de Tarso – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 15 – item 6 (...) Caridade não apenas como virtude teologal. Caridade não somente como diretriz religiosa. Caridade não implícita como condicionamento de fé. Caridade pura e simplesmente como norma de comportamento. Caridade antes da aflição do companheiro de rumo. Caridade durante o sofrimento do coração ao lado. Caridade depois de passada a tribulação de quem segue conosco. Caridade em pensamento, em palavras e atos. Caridade silenciosa, atuante, que desculpa e ajuda. Caridade compreensiva, renovadora, que perdoa e esclarece. Caridade sempre. Joanna de Angelis – Lampadário Espírita – Cap. 50
  • 4.
    2 (...) Grande é aseara... Dentro dele, há naturalmente quem administre, quem legisle, quem doutrine, quem esclareça, quem teorize, quem corrija, quem defenda o direito, quem defina a estrada certa, quem consulte as necessidades alheias para dosar o conhecimento, quem analise a mente do próximo para graduar a revelação, quem advogue a causa da Verdade e quem organize os círculos determinados de tarefas, nos horizontes da inteligência. Entretanto, em todas essas manifestações a que somos chamados na obra do Senhor, é imprescindível tenhamos quem atenda à caridade - a caridade que é o próprio Jesus, de braços abertos, induzindo-nos à renúncia de nós mesmos para que prevaleça a Divina Vontade. Ainda assim, para que a sublime virtude nos tome a seu serviço, é indispensável que a humildade do Mestre nos marque os corações, a fim de que Lhe retratemos a Bondade Infinita. Permaneçamos, desse modo, com a caridade, estendendo-lhe a generosa luz. Caridade para com os famintos de pão e caridade para com os famintos de amor... Caridade para com os amigos e caridade para com os adversários, para que a harmonia reine no grande caminho que nos compete trilhar... Fabiano de Cristo – Relicário de Luz – Cap. 1 (...) Ampara e ajuda a todos, desde a criança desvalida, necessitada de arrimo e luz para o coração, até o peregrino sem teto, hóspede errante das árvores do caminho. Eurípedes Barsanulfo – Ideal Espírita – Cap. 4 (...) Ainda se eu falasse todas as línguas dos homens, e mesmo a língua dos anjos, se não tivesse caridade não seria senão como um bronze sonante, e um címbalo retumbante; mesmo se eu tivesse o dom de profecia, penetrasse todos os mistérios, e tivesse uma perfeita ciência de todas as coisas; quando tivesse ainda a fé possível, até transportar as montanhas, se não tivesse a caridade eu nada seria. E quando tivesse distribuído meus bens para alimentar os pobres, e tivesse entregue meu corpo para ser queimado, senão tivesse caridade, tudo isso não me serviria de nada. Paulo de Tarso – 1º Epístola aos Coríntios
  • 5.
    3 1.1.2 O Verdadeirosentido da Caridade Qual é o verdadeiro sentido da palavra Caridade, como a entende Jesus? -- Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das Ofensas. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – 3º Parte – Cap. 11 – Item 3 – Perg. 886 (...) O sublime da verdadeira generosidade está em saber o benfeitor inverter os papéis, encontrando um meio de parecer ele mesmo agradecido àquele a quem presta o serviço. Allan Kardec – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 13 – item 3 (...) A caridade real é essa doação de algo pessoal e único que trazemos dentro de nós e que somente nós podemos oferecer. É o esforço de esquecimento do «eu» para louvar os outros. É a anulação do direito que nos compete para consagrar o direito de alguém. É o silêncio de nossa voz para que se faça ouvir uma voz mais frágil que a nossa. É a luta contra os incômodos pessoais para dilatar o bem-estar alheio. É a muda sufocação de toda tristeza nossa para acentuar a alegria no coração de outrem... Antônio Cardoso – Seareiros de Volta – Pag. 18 (...) Caridade é servir sem descanso, ainda mesmo quando a enfermidade sem importância te convoque ao repouso; É cooperar espontaneamente nas boas obras, sem aguardar o convite dos outros; É não incomodar quem trabalha; é aperfeiçoar-se alguém naquilo que faz para ser mais útil; É suportar sem revolta a bílis do companheiro; É auxiliar os parentes, sem reprovação; É rejubilar-se com a prosperidade do próximo; é resumir a conversação de duas horas em três ou quatro frases; É não afligir quem nos acompanha; é ensurdecer-se para a difamação; é guardar o bom humor, cancelando a queixa de qualquer procedência; É respeitar cada pessoa e cada coisa na posição que lhes é própria… Não olvides, pois, que a execução de teus deveres para com o próximo será sempre a tua caridade maior. Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 27
  • 6.
    4 (...) Muitos aprendizes daVerdade pesquisam sofregamente a fórmula ideal para a vitória na Vida, no entanto, ela aí brilha à mão de qualquer um, estruturada na gradação infinita da caridade. Emmanuel – Ideal Espírita – Cap. 70 (...) Allan Kardec, depois de aprofundar a meditação em torno dos ensinos dos Espíritos Superiores, que se apoiavam nas claras lições do Evangelho, concluiu com sabedoria que “Fora da Caridade não há salvação”, dando início a uma nova concepção religiosa. Também prescreveu o Codificador do Espiritismo após acuradas elucubrações: “Fé legítima só o é, a que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade”. A caridade tem regime de urgência, mas também o esclarecimento ao seu lado tem tarefa prioritária, funcionando como combustível de sustentação. A caridade para ser legítima não dispensa a fé que lhe oferece vitalidade; e esta para ser nobre deve firmar-se no discernimento da razão como normativa salutar. O Espiritismo, por isso mesmo, é Doutrina de amor; no entanto, referendado pelos Emissários da Luz, o estudo merece regime de urgência e consideração especial para que a Doutrina, em si mesma, seja um sustentáculo à hora da amargura e do desespero, do sofrimento e do desamparo, capaz de constituir-se fonte preciosa onde o crente, em qualquer época e a todo instante, encontre a “água-viva” a que se referia Jesus, em condições de dessedentá-lo em definitivo. Joanna de Angelis – Dimensões da Verdade – Cap. 38 (...) O verdadeiro cristão vê irmãos em todos os seus semelhantes, e para socorrer ao necessitado, não procura saber a sua crença, a sua opinião, seja qual for. São Luiz – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 13 – item 20 (...) Seja qual for tua crença, raça ou cor, abraça-me! Sou teu irmão. Maria Janoni – Olhai as Aves do Céu – Pag. 25
  • 7.
    5 1.1.3 Caridade materialx Caridade espiritual/moral (...) Quero que compreendais bem o que deve ser a caridade moral, que todos podem praticar, que materialmente nada custa, e que, não obstante é a mais difícil de se por em prática. A caridade moral consiste em vos suportardes uns aos outros, o que menos fazeis nesse mundo inferior, em que estais momentaneamente encarnados. Allan Kardec – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 13 – item 9 (...) Jamais esqueças dar de ti mesmo, em tolerância construtiva, em amor fraternal e divina compreensão. A prática do bem exterior é um ensinamento e um apelo, para que cheguemos à prática do bem interior. Jesus deu mais de si para o engrandecimento dos homens que todos os milionários da Terra congregados no serviço, sublime embora, da caridade material. André Luiz – Nosso Lar – Cap. 36 (...) Muitas pessoas generosas oferecem o que abunda em suas mãos, mas não doam o tempo, a presença, o esforço, permanecendo solidárias, mas distantes; gentis, mas distantes; fraternas, mas distantes, como receando o contágio dos que estacionam nas preciosas provações redentoras. Joanna de Angelis – Celeiro de Bênçãos – Cap. 30 (...) Não podemos desprezar a caridade material que faz do Espiritismo evangélico um pouso de consolação para todos os infortunados; mas não podemos esquecer que as expressões religiosas sectárias também organizaram as edificações materiais para a caridade no mundo, sem olvidar os templos, asilos, orfanatos e monumentos. Todavia, quase todas as suas obras se desvirtuaram, em vista do esquecimento da iluminação dos Espíritos encarnados. As obras da caridade material somente alcançam a sua feição divina quando colimam a espiritualização do homem, renovando-lhe os valores íntimos, porque, reformada a criatura humana em Jesus Cristo, teremos na Terra uma sociedade transformada, onde o lar genuinamente cristão será naturalmente o asilo de todos os que sofrem. Emmanuel – O Consolador – Perg. 255 Através do Evangelho, no capítulo seis dos Atos dos Apóstolos, (Atos 6) somos informados de que no primeiro santuário do Cristianismo em Jerusalém, havia quem amparava os sedentos de luz e quem servia aos famintos de pão. Conjugavam-se tribuna e mesa, verdade e amor para a vitória da luz. Scheilla – Ideal Espírita – Cap. 37
  • 8.
    6 (...) A dádiva materialque ora ajuda e passa é o socorro na horizontal. Não te aflijas pensando que a miséria retornará. Caso nada possas em relação ao futuro, produze em direção do presente. A lâmpada moral, que acendes no país atormentado de um espírito, será sol emboscado num perene horizonte de luz. Não te preocupes raciocinando que nuvens borrascosas poderão de futuro impedir a claridade. Ilumina hoje, produzindo na vertical da vida. Joanna de Angelis – Celeiro de Bênçãos – Cap. 51 (...) Recordemos, assim, que o ato caritativo mais difícil de ser praticado gravita em órbita exclusivamente moral. Muito fácil dar do que temos; muito difícil dar do que somos. Com as dádivas para o corpo, estendamos as dádivas para o espírito, na certeza de que, ainda quando não mais houver na Terra desabrigados e analfabetos, subnutridos e desequilibrados, desnudos e desempregados, todos temos e teremos de viver no lar da compreensão verdadeira, cursar a escola da humildade, cultivar o perdão recíproco, agasalhar- nos em bons exemplos, atender espontaneamente ao concurso fraterno e transpirar na abnegação... Com Jesus, aprendemos que a caridade é semelhante ao ar que respiramos — agente da vida que atinge a tudo e a todos. Leopoldo Cirne – Seareiros de Volta – Pag. 91
  • 9.
    7 1.1.4 O Benefíciopara aquele que pratica a Verdadeira Caridade (...) A beneficência, meus amigos, vos dará neste mundo os gozos mais puros e mais doces, as alegrias do coração, que não são perturbadas nem pelos remorsos, nem pela indiferença. Vicente de Paula – Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. 13 – item 11 (...) O Bem não te imunizará do sofrimento, de que necessitas, no entanto, auxiliar-te-á a enfrentar as situações difíceis com ânimo robusto e confiança em deus. O Bem não te preencherá todos os “vazios da alma”, todavia evitará que te encharques de pessimismo e azedume. O Bem não te oferecerá a plenitude da alegria, mas facultar-te-á fruir as satisfações prenunciadoras da renovação, que te tornará ditoso um dia. O Bem não te resolverá todos os problemas, porém oferecer-te-á resistência para vencer dificuldades e não contrair novos compromissos negativos. O Bem não te liberará da luta, que é caminho de redenção, sem embargo, ser-te-á cireneu e amigo, sustentando-te em todos os lances, até que logres a felicidade. O Bem que se faz, é bem que não cessa nunca, sempre produzindo o bem. Não receies, jamais, o mal, nem te omitas na ação do bem. O Bem que fazes, é o bem que a ti fazes. Joanna de Angelis – Alerta – 2º Parte – Cap.44 (...) Atendamos ao Bem: ─ Não só pelas palavras, que podem simbolizar folhas brilhantes sobre um troco estéril. ─ Não só pelos simples atos de crer, que, por vezes, não passa de êxtase inoperante. ─ Não só pelos títulos, que, em muitas ocasiões, constituem possibilidades de acesso aos abusos. ─ Não só pelas afirmações de fé, porque, em muitos casos, as frases sonoras são gritos da alma vazia. ─ Não nos esqueçamos do - fazer - a ligação com o Cristo, a comunhão com a divina luz, não dependem do modo de interpretar as revelações do céu, mas, principalmente da coragem que se tem em vivenciar o amor que respeita o outro, por compreender as suas limitações; em exercitar os atos dignos; em defender a serenidade, e em perdoar sempre. Emmanuel – Fonte Viva – Cap. 137
  • 10.
    8 (...) Quem cultiva obem para os outros, beneficia-se em primeiro lugar. Ajudar os outros é ajudar-se em primeira plana. Sofrer quando se ajuda é libertar-se pelo auxílio que se oferece. Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 31 (...) O capital mais precioso da vida é o da boa-vontade. Ponhamo-lo em movimento e a nossa existência estará enriquecida de bênçãos e alegrias, hoje e sempre, onde estivermos. Emmanuel – Fonte Viva - Cap.122 (...) O quê? - refletiu, espantado - o Senhor da Vida a rogar-me auxílio, a mim, que nunca passei de mísero escravo, na aspereza do solo? Conquanto excitado e mudo, mergulhou a mão no alforje de trigo que trazia e entregou ao Divino Pedinte apenas um grão da preciosa carga. O Senhor agradeceu e partiu. Quando, porém, o pobre homem do campo tornou a si do próprio assombro, observou que doce claridade vinha do alforje poeirento. O grânulo de trigo, do qual fizera sua dádiva, tornara à sacola, transformado em pepita de ouro luminescente. Deslumbrado, gritou: - Louco que fui! Porque não dei tudo o que tenho ao Soberano da Vida? Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Introito (...) Pela fé subirás ao Senhor com a tua súplica, mas pela caridade o Senhor descerá ao teu encontro para que as tuas mãos se enriqueçam de amor na construção do Reino da Luz. Emmanuel – Ideal Espírita – Cap. 57
  • 11.
    9 1.2 A Educação,o Trabalho e o Espiritismo 1.2.1 A Educação no contexto Espírita (...) Somente a educação pode reformar os homens. Allan Kardec - O Livro dos Espíritos Perg. 796 (...) É pela educação, mais do que pela instrução, que se transformará a Humanidade. Allan Kardec - Obras Póstumas – Preambulo (...) Há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a Moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar os caracteres, aquela que cria os hábitos, porque educação é conjunto de hábitos adquiridos. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Perg. 685 (...) Cabe à educação combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – Item 826 (...) Educação é toda influência exercida por um Espírito sobre outro, no sentido de despertar um processo de evolução. Essa influência leva o educando a promover autonomamente o seu aprendizado moral e intelectual. Educar é, pois elevar, estimular a busca da perfeição, despertar a consciência, facilitar o progresso integral do ser. Dora Incontri – A Educação segundo o Espiritismo (...) É indispensável organizar o santuário interior e iluminá-lo, a fim de que as trevas não nos dominem. Nossa necessidade básica é de luz própria, de esclarecimento íntimo, de autoeducação, de conversão substancial do “eu” ao Reino de Deus. Emmanuel – Caminho, Verdade e Vida – Cap. 180
  • 12.
    10 (...) A instrução relaciona-secom o intelecto: a educação com o caráter. Instruir é ilustrar a mente com certa soma de conhecimentos sobre um ou vários ramos científicos. Educar é desenvolver os poderes do espírito, não só na aquisição do saber, como especialmente na formação e consolidação do caráter. Pedro de Camargo (Vinicius) – O Mestre na Educação – Cap. 12
  • 13.
    11 1.2.2 O Trabalhoe o Progresso Moral/Espiritual e Social (...) A desigualdade das condições sociais é uma lei natural? -- Não; é obra do homem e não de Deus. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – 3º Parte –– Cap. 9 – Item – 3 – Perg. 806 (...) O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade é a fonte de todas as virtudes. Destruir um e desenvolver a outra deve ser alvo de todos os esforços do homem, se ele deseja assegurar a sua felicidade neste mundo, tanto quanto no futuro. A cura poderá ser prolongada porque as causas são numerosas, mas não se chegará a esse ponto se não se atacar o mal pela raiz, ou seja, com a educação. Não essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas a que tende a fazer homens de bem. A educação, se for bem compreendida, será a chave do progresso moral. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – 3º Parte – Cap. 12 – Item 3 – Perg. 917 (...) A necessidade do trabalho é uma lei da Natureza? O trabalho é uma lei da Natureza e por isso mesmo é uma necessidade. A civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque aumenta as suas necessidades e os seus prazeres. Allan Kardec – Livro dos Espíritos – 3º Parte – Cap. 3 – Item 1 – Perg. 674 (...) O trabalho, no entanto, não se restringe apenas ao esforço de ordem material, física, mas, também, intelectual pelo labor desenvolvido, objetivando as manifestações da Cultura, do Conhecimento, da Arte, da Ciência. Muito diferente da força aplicada pelo animal, o trabalho no homem objetiva a transformação para melhor das condições e do meio onde se encontra situado, desdobrando a capacidade criativa, de modo a atingir as altas expressões da beleza e da imortalidade, libertando-se, paulatinamente, das formas grosseiras e primárias em que transita para atingir a plenitude da perfeição. O trabalho, porém, apresenta-se ao homem como meio de elevação e como expiação de que tem necessidade para resgatar o abuso das forças, quando entregues à ociosidade ou ao crime, na sucessão das existências pelas quais evolui. Não fora o trabalho e o homem permaneceria na infância primitiva, sendo por Deus muitas vezes facultado ao fraco de forças físicas os inapreciáveis recursos da inteligência, mediante a qual granjeia progresso e respeito, adquirido independência econômica, valor social e consideração, contribuindo poderosamente para o progresso de todos.
  • 14.
    12 Mediante o trabalho-remuneradoo homem modifica o meio, transforma o habitat, cria condições de conforto. Através do trabalho-abnegação, do qual não decorre troca nem permuta de remuneração, ele se modifica a si mesmo, crescendo no sentido moral e espiritual. Por um processo ele se desenvolve na horizontal e se melhora exteriormente; pelo outro, ascende no sentido vertical da vida e se transforma de dentro para fora. Utilizando-se do primeiro recurso conquista simpatia e respeito, gratidão e amizade. Através da autodoação consegue superar-se, revelando-se instrumento da Misericórdia Divina na construção da felicidade de todos. Joanna de Angelis – Estudos Espíritas – Cap. 11 (...) O Espiritismo não encara, pois, o trabalho como "uma condenação", segundo dizem alguns marxistas, mas como uma necessidade da evolução humana e da evolução terrena. Trabalhar não é sofrer, mas progredir, desenvolver-se, conquistar a felicidade. Herculano Pires – Comentários a Questão 685ª – Livro dos Espíritos (...) Abeiramo-nos de uma época em que a bênção da caridade precisará nascer no imo da prestação de serviço e, por esta mesma razão, as próprias casas de beneficência, no porvir, se manterão por si próprias à custa do esforço e da colaboração dos que se beneficiam delas e daqueles que as dirigem com alma e coração. O homem compreenderá um dia que, colocado à frente do trabalho, encontrará nesse apoio o caminho das próprias realizações. Tudo se move pelo trabalho, tudo se faz pelo trabalho e com o trabalho sempre mais digno a Humanidade descobrirá os seus mais altos roteiros de redenção. Batuíra – Mais Luz – Pag. 11
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    13 1.2.3 A Educação,o Trabalho e a Assistência Social (...) A melhor, a mais eficiente e econômica de todas as modalidades de assistência é a Educação, por ser a única de natureza preventiva. Não remedeia os males sociais; evita-os. Pedro de Camargo (Vinicius) – O Mestre na Educação – Introito. (...) Até agora, somente o Espiritismo sabe que a educação não começa com a vida, no berço ou junto das mães, ela continua, prossegue, avança para um novo ciclo de experiências em cada existência na carne, mesmo porque também no intervalo entre uma vida e outra o Espírito (desencarnado) aprende e, portanto, educa-se. Um dia, todos os educadores estarão alertados para o fato de que a criança é um espírito reencarnado e que, a despeito das limitações que lhe impõem a imaturidade do corpo físico, em particular, e da encarnação, em geral, ali está um ser com importantes experiências anteriores, muitas vezes dono de vasta cultura intelectual e respeitável padrão ético. A reforma social deve partir da reforma moral do ser humano, um impulso centrífugo, de dentro para fora, do indivíduo para a sociedade. O instrumento adequado para a realização desse ideal é a educação, no seu mais amplo e abrangente sentido, como promotora da cultura intelectual e da elevação dos padrões éticos, sem esquecer o trabalho de adequação do corpo físico, ferramenta de trabalho indispensável ao ser encarnado, morada temporária do espírito imortal. Hermínio de Miranda – O Espiritismo e os Problemas Humanos – 2º Parte – Cap.10
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    14 1.3 Síntese (...) Bonsespíritas, meus bem-amados, sois todos “obreiros da última hora”. Empregai bem a hora que vos resta e não esqueçais nunca que a vossa existência, por longa que vos pareça, mais não é do que um instante fugitivo na imensidade dos tempos que formam para vós a eternidade. Constantino – Evangelho Seg. Espiritismo – Cap. 20 – item 1 Não sois espíritas à revelia das circunstâncias. Vossas testas surgem marcadas por sinais invisíveis, definindo-vos responsabilidades e trabalho. Vossas vidas são acompanhadas atenciosamente de uma vida mais alta. Vossos atos cotidianos são anotados com emoção e justiça. Não há espírita sincero agindo a sós; todos participam naturalmente de equipes intangíveis, empenhadas na atividade constante e redentora. Sede leais à própria fé. Muitos de vós trazeis o nome vinculado a obras de regeneração e progresso, devotamento e amor, iniciadas noutras esferas e noutros mundos. Caibar Schutel – Seareiros de Volta – Pag. 36 Fé significa conquista espiritual. Fé Espírita representa conquista da alma nos domínios da evolução. A fé haurida no Espiritismo impõe a necessidade do conhecimento de si mesmo e oferece os instrumentos para que o homem realize o autodiscernimento, o autocontrole, o autoconhecimento, para, seguro, avançar resoluto pela senda evolutiva. Por isso, a fé espírita é consoladora. Na multidão dos que sofrem indagando, o espírita é o único felicitado pela serenidade. Sua indagação é feita sem dor íntima, porque ele já tem a felicidade íntima. Indaga com alegria, porque sabe que ninguém foi criado para a tristeza. Auta de Souza – Além da Morte - Cap. 6 (...) Tu, sejas quem for, tens compromissos com o Mundo Espiritual. Os Espíritos falam desses compromissos pelo conhecimento que te faz responsável e pela consciência que te adverte. O Senhor te iluminou para que ilumines, te auxiliou a fim de que auxilies. Camilo Chaves – Seareiros de Volta – Pag. 40
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    15 (...) A assistência socialno Espiritismo é valiosa, no entanto, se precatem os “trabalhadores da última hora” contra os excessos, a fim de que a exaustão com os labores externos não exaura as forças do entusiasmo nem derrube as fortalezas da fé, ao peso da extenuação e do desencanto nos serviços de fora. Evangelizar, instruir, guiar, colocando o azeite na lâmpada do coração, para que a claridade do espírito luza na noite do sofrimento, são tarefas urgentes, basilares na reconstrução do Cristianismo. Manoel Philomeno de Miranda – Tramas do Destino – Cap. 21 (...) Depois de viagem normal, através dos caminhos comuns, alcançamos nevoenta região, onde asfixiante tristeza parecia imperar incessantemente. De outras vezes, eu já atravessara sítios semelhantes, gastando apenas alguns minutos. Agora, porém, era compelido a longa marcha em sentido horizontal. Atendendo a imperativos da missão, o Assistente Jerônimo procurava certa localidade, sob a denominação expressiva de “Casa Transitória de Fabiano”. Tratava-se de grande instituição piedosa, no campo de sofrimentos mais duros em que se reúnem almas recém-desencarnadas, nas cercanias da Crosta Terrestre, a qual, segundo nos informou o chefe da expedição, fora fundada por Fabiano de Cristo, devotado servo da caridade entre antigos religiosos do Rio de Janeiro, desencarnado há muitos anos. Organizada por ele, era confiada, periodicamente, a outros benfeitores de elevada condição, em tarefa de assistência evangélica, junto aos Espíritos recém-desligados do plano carnal. O nome do instituto, André, fala por si mesmo. Temos, à frente, acolhedora casa de transição, destinada a socorros urgentes. Embora seu assombro natural, é asilo móvel, que atende segundo as circunstâncias do ambiente. Sofre permanente cerco de Espíritos desesperados e sofredores, condenados pela própria consciência à revolta e à dor. Suas defesas magnéticas exigem considerável número de servidores e os amigos da piedade e da renunciação, que aí atendem, passam dia e noite ao lado do sofrimento. Todavia, o trabalho desta Casa é dos mais dignos e edificantes. Neste edifício de benemerência cristã, centralizam-se numerosas expedições de irmãos leais ao bem, que se dirigem à Crosta Planetária ou às esferas escuras, onde se debatem na dor seres angustiados e ignorantes, em trânsito prolongado nos abismos tenebrosos. Além disso, a Casa Transitória de Fabiano, à maneira de outras instituições salvadoras que representam verdadeiros templos de socorro nestas regiões, é também precioso ponto de ligação com as nossas cidades espirituais em zonas superiores. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 4
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    16 O Serviço SocialEspírita tinha de ser abrangente e não unilateral. (...) Cada assistente e cada assistido deveriam ser vistos em sua integralidade, tanto na realidade espiritual quanto na realidade social. Nancy Puhlmann – Olhai as Aves do Céu – Pag. 33/34 Esquecem-se de que os Instrutores Sublimes orientam e socorrem, mas não realizam as incumbências que não lhes dizem respeito, mesmo quando fortes vínculos do amor estreitado em múltiplas reencarnações, os ligam aos requerentes. Sabem que evolução é tarefa individual intransferível e que as Divinas Leis não registram artigos de protecionismo especial ou de condescendência criminosa a benefício de uns e em detrimento de outros. Não executam os Benfeitores Espirituais os compromissos dos seus pupilos, por conhecerem que o espírito ascende na jornada evolutiva, assinalado pelas condecorações próprias, isto é, as cicatrizes e os suores da experiência. Encarregados pelos Excelsos Representantes de Jesus Cristo, teus Mentores Espirituais conhecem o programa dos teus compromissos e confiam no teu esforço, realizando a parte que lhes cabe desenvolver. Mentores espirituais ajudam, inspiram e socorrem, mas a tarefa a cada um compete executar. Joanna de Angelis – Espírito e Vida - Cap. 6 Instituições espirituais socorristas descritas por André Luiz em seus livros: ▪ Os Samaritanos – Nosso Lar – Cap. 28 ▪ Casa Transitória – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 4 ▪ Lar da Benção – Entre a Terra e o Céu – Cap.11 – Lar de amparo à crianças ▪ Lar de Cipriana – No Mundo Maior – Cap. 20
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    17 (...) Os homens esperamsempre ansiosamente o auxílio do plano espiritual. Não importa o nome pelo qual se designe esse amparo. Na essência é invariavelmente o mesmo, embora seja conhecido entre os espiritistas por “proteção dos guias” e nos círculos protestantes por “manifestações do Espírito Santo”. As denominações apresentam interesse secundário. Essencial é considerarmos que semelhante colaboração constitui elemento vital nas atividades do crente sincero. No entanto, a contribuição recebida por Pedro, no cárcere, representa lição para todos. Sob cadeias pesadíssimas, o pescador de Cafarnaum vê aproximar-se o anjo do Senhor, que o liberta, atravessa em sua companhia os primeiros perigos na prisão, caminha ao lado do mensageiro, ao longo de uma rua; contudo, o emissário afasta-se, deixando-o novamente entregue à própria liberdade, de maneira a não desvalorizar-lhe as iniciativas. Essa exemplificação é típica. Os auxílios do invisível são incontestáveis e jamais falham em suas multiformes expressões, no momento oportuno; mas é imprescindível não se vicie o crente com essa espécie de cooperação, aprendendo a caminhar sozinho, usando a independência e a vontade no que é justo e útil, convicto de que se encontra no mundo para aprender, não lhe sendo permitido reclamar dos instrutores a solução de problemas necessários à sua condição de aluno. Emmanuel – Caminho, Verdade e Vida – cap. 100 (...) Espírita deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda. Espírita deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências. Espírita deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates contigo mesmo. Espírita deve ser o claro adjetivo de tua instituição, ainda mesmo que, por isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres. (…) Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas. Emmanuel – Religião dos Espíritos – Cap. 80
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    18 (...) Guardai no coraçãoessa verdade: embora não seja conferido por universidades humanas, conquanto não possa ser comprado em qualquer instituto terrestre, e, não obstante nenhum país exista que o outorgue, perante a Vida Imortal, na Terra não há título mais valioso e que imponha maior responsabilidade do que a chancela de Espírita. Trazeis dentro de vós o esboço da angelitude. A caridade é a presença do Cristo. Fugi ao culto de vós mesmos! Buscai, antes de tudo, a coesão, a paz, a harmonia e o serviço infatigável na seara do bem — do bem de todos, capaz de brilhar em todos. Espíritas! Muito se pedirá a quem muito recebeu; em vossas artérias corre o sangue redivivo dos primeiros cristãos! Lameira de Andrade - Seareiros de Volta – Pag. 77 (...) Por isso, honrar o templo espirita é preservar o Espiritismo contra os programas marginais, atraentes e aparentemente fraternistas, mas que nos desviam da rota legitima para as falsas veredas em que fulguram nomes pomposos e siglas variadas. O templo espírita é como um colo de mãe narrando a verdade atraente e bela ao filho querido. Dentro desse roteiro, cada templo espírita se responsabilizará pela assistência social na região de sua sede, de acordo com as possibilidades que lhe forem surgindo. Honremos, pois, o templo espírita, fazendo dele a nossa escola de aprendizagem e renovação, para que o Espiritismo se honre conosco, felicitando-nos a vida! Djalma Montenegro de Farias – Crestomatia da Imortalidade – Cap. 21 (...) No campo espírita há lugar para todas as modalidades de labor que se possam imaginar, para quem deseja atingir a paz com felicidade plena. O espírita mantém vida pública em inalterável atuação produtiva. Não transforma a oração em petição de auto-beneficiamento - faz da prece meio de comunicação com o Senhor. Não confia, demorando-se em atitude morna e inoperante de espera inútil - utiliza os valores do tempo e conquista mérito. Não relega aos Anjos Tutelares as tarefas que lhe competem - crê no auxílio do Céu mas trabalha nos deveres da Terra.
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    19 Não permuta como Pai os valores do mundo em negociações ilícitas - reconhece-se como devedor permanente do Grande Criador e dá-lhe a vida inteira. O espírita, repetimos, estuda e aprende. Em círculos de estudos realiza a cultura e, aprendendo, ilumina a mente. Ama e engrandece-se pelo trabalho. Na seara do bem desenvolve e santifica o sentimento. Respeita no mundo o Grande Lar que o Genitor Divino erigiu. E enobrece pela conduta reta o humilde lar que edifica para a felicidade da família. Cumpre o dever da prece em conjunto, no Templo de edificações coletivas. E ora em segredo no silêncio da mente quando realiza, sofre ou é feliz. Presta culto de sublimação à Sapiente Causa. O Céu é o porto ansiosamente sonhado. E a Terra é a escola de bênçãos preparatórias. Sabe que a fé, a demorar-se em êxtase, é improdutiva, porque tem em Jesus o Mestre da ação incansável. Dedica-te, assim, se buscas o campo espírita para a realização do auto- aprimoramento, porquanto a felicidade prometida pelo Amigo Inconfundível não é daquele que a assalta, mas de quem sabe agir, permanecer e confiar nela. (...) A Ciência sem Deus é loucura e morte. A Tecnologia sem o apoio do Evangelho é passo largo para o desespero e a insensatez. Certamente, nenhum desdém pelas nobres conquistas do cérebro; todavia, sem a eloquente contribuição do sentimento renovado em Cristo Jesus, o homem não se encontra consigo mesmo. Vianna de Carvalho - Reformador – Fevereiro de 1978 (...) Através de um método adaptável à realidade que pudesse incluir o aspecto interior (espiritual) do ser. Esse método a nosso ver se relaciona com a ideia espírita de ser integral em contínuo desenvolvimento ou evolução exatamente pela potencialidade do filho e herdeiro de Deus. Nancy Puhlmann – Olhai as Aves do Céu – Site IBNL
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    20 (...) Antigos quartos eramagora salas de fisioterapia e classes especiais, seus refeitórios estavam ocupados por crianças portadoras de lesão cerebral ou Síndrome de Down. Nancy Puhlmann – Olhai as Aves do Céu – Pag. 155 (...) A escola passaria a formar os primeiros técnicos – auxiliares e os voluntários em DIPCE. Realizaria, durante alguns anos os Encontros do Universitário com a Criança Excepcional, e seria campo de estágio de alunos de diversas universidades. Nancy Puhlmann – Olhai as Aves do Céu – Pag. 143 Mede-se a evolução da alma pelo número de almas que ela influencia beneficamente. Caibar Schutel – Seareiros de Volta – Pag. 35 (...) “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” — PAULO – II, Timóteo, 4.7 Nas lides da evolução, há combate e bom combate. No combate, visamos aos inimigos externos. Brandimos armas, inventamos ardis, usamos astúcias, criamos estratégia e, por vezes, saboreamos a derrota de nossos adversários, entre alegrias falsas, ignorando que estamos dilapidando a nós mesmos. No bom combate, dispomo-nos a lutar contra nós próprios, assestando baterias de vigilância em oposição aos sentimentos e qualidades inferiores que nos deprimem a alma. O combate chumba-nos o coração à crosta da Terra, em aflitivos processos de reajuste, na lei de causa e efeito. O bom combate liberta-nos o espírito para a ascensão aos Planos Superiores. Paulo de Tarso, escrevendo a Timóteo, nos últimos dias da experiência terrestre, forneceu-nos preciosa definição nesse sentido. Ele, que andara em combate até o encontro pessoal com o Cristo, passou a viver no bom combate, desde a hora da entrevista com o Mestre.
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    21 Até o caminhode Damasco, estivera em função de louros mundanos, ávido de dominações transitórias, mas, desde o instante em que Ananias o recolheu enceguecido e transtornado, entrou em subalternidade dolorosa. Incompreendido, desprezado, apedrejado, perseguido, encarcerado várias vezes, abatido e doente, jamais deixou de servir à causa do bem, que abraçara com Jesus, olvidando males e achaques, constrangimentos e insultos. Ao término, porém, da carreira de semeador da verdade, o ex-conselheiro do Sinédrio, aparentemente arrasado e vencido, saiu da Terra na condição de verdadeiro triunfador. Emmanuel – Palavras de Vida Eterna – Cap. 148 Há Luta e a boa Luta! A corrente vibratória do Bem estimula ao progresso, capacita para a harmonia e posiciona para a glória imortal. Luta é bênção. Sem ela a Vida periclita e degenera. A luta é um desafio abençoado que a lei do progresso impõe. Desse modo, luta e recolhe as moedas da satisfação sem revoltas nem angústias, no bem que fazes, pelo dever de executá-lo, desfrutando do prazer de realizá-lo. Luta, mediante o teu dever de crescer na direção de Deus, antegozando o momento plenificador da tua libertação da carcaça em que transitas, cansado e sofrido. Não faças da tua luta o instrumento de flagício contra ti, nem te utilizes dele contra ninguém. Se lutas, é porque descobriste que a finalidade da existência corporal é esse esforço iluminativo. Amealha, então, as moedas da paz, não pretendendo ir além dos teus limites, nem executando programações que te escapem. Nessa luta, nem indiferença, nem confronto perturbador... É necessário lutar em paz, alegremente, sabendo que os bons Espíritos estarão lutando ao teu lado em nome do Lutador Incessante que é Jesus, que até hoje não descansa nem desanima, permanecendo sempre conosco. Luta, pois, com entusiasmo, renovando as tuas energias, antes que as exaurindo, para que longos, profícuos e abençoados sejam os teus dias na face da Terra, quando terminar a tua oportunidade de serviço e luta. Joanna de Angelis – Desperte e Seja Feliz – Cap. 8
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    22 (...) Toda precocidade nobem aponta compromisso anterior da alma. Desse modo, no campo de auxílio ao próximo, por mais anônimo que sejas, não admitas a volubilidade no desempenho das próprias tarefas, reconhecendo que ninguém desfruta determinada responsabilidade por simples acaso. Hoje, quando o homem singra as águas com barbatanas de aço e corta os espaços com asas de alumínio, o mandato da cristianização das almas é o maior de todos. Que nem a doença e nem o desgaste físico te possam estagnar o apostolado constante do bem que jamais localiza a pessoa em disponibilidade. Se a caridade é o bom-senso do coração, foge à rotina, transformando a existência no culto incessante do Evangelho Vivo, onde estiveres, porque o serviço infatigável aos semelhantes é o bom senso da caridade. Lameira de Andrade – Seareiros de Volta – Pag. 82 (...) Somente passos novos podem trazer novos destinos. Lameira de Andrade – Seareiros de Volta – pag. 79 (...) O trabalho e a humildade são as duas margens do caminho do auxílio. Antes de amparar os que amamos, é indispensável estabelecer correntes de simpatia. Sem a cooperação é impossível atender com eficiência. Para que qualquer de nós alcance a alegria de auxiliar os amados, faz-se necessária a interferência de muitos a quem tenhamos ajudado, por nossa vez. Os que não cooperam, não recebem cooperação. Isso é da lei eterna. Clarêncio – Nosso Lar - Cap. 13 (...) Esperam por Jesus e, consequentemente, por nós outros, que detemos a presunção de representá-Lo, a criança sem agasalho moral, o doente sem coragem, os pais aflitos, os servidores anônimos do progresso, os jovens carentes de auxílio, os aprendizes vacilantes da fé, os transviados da experiência humana, os infelizes irmãos nossos que o cipoal do crime entonteceu e arrojou a escuros despenhadeiros, os sedentos de luz divina, as mães humildes que ajudam o crescimento da prosperidade geral, os corações esquecidos nas zonas sombrias da inquietação e da renúncia pelo bem de todos, e as almas nobres e generosas que se apagam nos trilhos evolutivos, na defesa e na preservação do lar e na consagração à gloria da felicidade comum...
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    23 Jornadeiam, muitas vezes,sem alegria e sem nome, na posição de romeiros da boa vontade... Passam, obscuros e dilacerados, buscando, porém, a Pátria Maior, para cuja grandeza volvem, ansiosos, o olhar e o pensamento. É nesses companheiros da luta e do serviço que precisamos centralizar os nossos maiores e melhores impulsos de ajudar, esclarecer e cooperar. Emmanuel – Através do Tempo – Pag. 5 Agora, enquanto é hoje, eis que fulgura O teu santo momento de ajudar!... Derrama, em torno, compassivo olhar Estende as mãos aos filhos da amargura... Hoje é o nosso dia Agora! eis o minuto decisivo! ... Agora é o momento Abre o teu coração ao Cristo Vivo, Auta de Souza – livro “Auta de Souza” – Cap. 1 O auxílio aos outros é a nossa oportunidade Não permitas que o tempo marche em vão. Auxiliar é a honra que nos compete Emmanuel – Alvorada do Reino – Pag. 17 Cede hoje à vida o que possuas de melhor e, amanhã, aquilo que a Vida tenha de melhor te responderá. Emmanuel – Jóia – Pag. 10 O Espiritismo veio para ficar. Sua meta‚ o homem e guiá-lo com segurança‚ o seu fanal. Joanna de Ângelis – No Limiar do Infinito – Cap. 1 A cada um segundo suas obras, no Céu como na Terra: - tal a lei da Justiça Divina. Allan Kardec - Céu e o Inferno – 1º Parte/Cap. 7/8 “Andai como filhos da luz. ” - Paulo de Tarso (Efésios 5 - item8)
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    24 2 A AssistênciaSocial e o Serviço Social - diferenças 2.1 Nos objetivos – função/missão (...) O que chamamos assistência integral não se encerra na distribuição de alimentos e roupas, mas envolve outros aspectos, aliás, mais delicados e profundos, porque concernentes ao reerguimento moral e ao tratamento espiritual, que não depende dos recursos médicos usuais. Temos de dizer, portanto, que a noção de assistência, no entendimento espírita, vai além das providências exteriores. A cobertura do Estado é necessária, mas os seus instrumentos não têm a indispensável adequação aos problemas dos desajustamentos de ordem interior. Há instituições meritórias, com pessoal muito solícito e responsável, porém, são exemplos muito especiais, não constituem a generalidade. Quer no âmbito estatal, quer no âmbito particular, nem todos estão preparados para esse tipo de assistência. Os fatos bem o demonstram. Não basta construir abrigos ou "casas de recolhimento" sem a base da educação e dos valores espirituais. Muitos elementos que saíram de estabelecimentos assistenciais ou simples "depósitos de meninos" trazem hábitos e vícios perigosos, o que prova, lamentavelmente, que não foram educados, mas foram corrompidos na inexperiência e na miséria! Até parece que vieram de um antro, e não de uma instituição assistencial. Outros, que formam, a bem dizer, uma legião de deformados psicologicamente, são desajustados para a vida prática porque foram maltratados, não receberam a mínima consideração, como se não tivessem direito pelo menos ao respeito humano. Apenas vestidos e alimentados, sem nenhuma transformação. Passam então para a sociedade uma carga de problemas, que se agravam de dia para dia. Para conviver com internados - pessoas idosas sem família, crianças que não tiveram lar, órfãos abandonados, inválidos de qualquer idade - três predicados deveriam ser a recomendação essencial: amor, paciência e capacidade natural de ouvir e dialogar para compreender e ajudar. O agente do Estado tem obrigação de administrar, mas não de oferecer carinho aos que têm problemas espirituais. Por isso mesmo, há muita diferença entre função e missão. A função é inerente aos regulamentos e estatutos, é rotina, mas a missão é doação de alma para alma, é permuta de sentimentos, com alto espírito de renúncia. A função pública tem as suas ordenações: horário de expediente, livro de "ponto", prescrições regimentais etc. Fora disto ou além disto, nada mais se pode exigir. A missão é escolha voluntária, porque sente felicidade em servir.
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    25 Reafirmamos, pois, queas obras de assistência à pobreza abandonada: assim como à orfandade desprotegida ou à velhice desamparada, por exemplo, necessitam de verdadeiras vocações missionárias, antes de tudo... O movimento espírita ainda tem muito o que realizar, além das obras já consolidadas. Deolindo Amorim – O Espiritismo e os Problemas Humanos 1º Parte – Cap. 4 (...) O serviço assistencial espírita consiste em evangelizar grupos particulares, entendendo-o como a construção dos sentimentos. Mario Barbosa – assistente social, orador espírita, idealizador da metodologia de atendimento para as instituições espíritas conhecida como “Espaço de Convivência e Educação pelo Trabalho” – 1936/1990 (...) Não pretendemos colocar à margem as tarefas ponderáveis da moderna filantropia, da considerada assistência social. Desejamos, apenas, realçar o valor que vai sendo desconsiderado, de situar em primeira plana o Espiritismo que objetiva a estruturação moral do homem nas lídimas bases evangélicas; e estas são essencialmente as da reforma interior com as consequentes manifestações do amor ao próximo. . . como a si mesmo. Nem Espiritismo sem assistência social, nem assistência social sem Espiritismo, para nós espiritistas encarnados ou desencarnados. E guardemos a certeza de que, ao lado da assistência material que possamos doar, a assistência moral e espiritual deve ter primazia. Joanna de Angelis – Dimensões da Verdade – Cap. 14
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    26 2.2 No conhecimentodas causas Você, André, ainda não pôde auxiliar os amigos encarnados porque ainda não adquiriu a devida capacidade para ver. É razoável. Quando na carne, somos muitas vezes inclinados a verificar tão somente os efeitos, sem ponderar as origens. No mendigo, vemos apenas a miséria; no enfermo, somente a ruína física. Faz-se indispensável identificar as causas. André Luiz – Os Mensageiros – Cap. 14 2.3 No modo de ajudar Auxilie a quem lhe procure a presença, mas não se esqueça de socorrer diretamente quem padece à distância. Atenda ao estômago faminto e ao corpo enfermo do companheiro em provação; entretanto, não recuse favorecê-lo com a palavra consoladora e com o livro nobre. André Luiz – O Espírito da Verdade – Cap. 70 Imperioso, dessa forma, sejamos sinceros, reconhecendo que existem sorrisos afetuosos e sorrisos profissionais, palavras do entendimento e palavras da convenção, apoio autêntico e apoio simulado, assistência espontânea e assistência oficiosa, razão por que é necessário discernir que a solidariedade, na base do proveito próprio, representa comércio análogo aos demais. Abel Mattos – Seareiros de Volta – Pag. 8 Dê — se tiver. Ajude — se puder. Atenda — se quiser. A infinita misericórdia de Deus lhe dá sempre, muito além de quanto você necessita, sem lhe solicitar coisa alguma. Sem a caridade amorosa de Deus, o Universo voltaria a hediondo caos. Faça da caridade a mensageira do seu amor e viverá num mundo feliz. Marco Prisco – Legado Kardequiano – Cap. 44
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    27 2.4 Na análisedas situações apresentadas (...) Todos pensamos na caridade, todos falamos em caridade!… A caridade, indubitavelmente, é o coração que fala, entretanto, nas situações anormais da vida, há que ouvir o raciocínio, a fim de que ela seja o que deve ser. O raciocínio, em nome da caridade, não tem decerto, a presunção de violentar consciência alguma, impondo-lhe freios ou drásticos que lhe objetivem o aperfeiçoamento compulsório. A Misericórdia Divina é paciência infatigável com os nossos multimilenários desequilíbrios, auxiliando a cada um de nós, através de meios determinados, de modo a que venhamos, saná-los, por nós mesmos, com o remédio amargoso da experiência, no veículo das horas. Surge a autoridade do raciocínio, quando os nossos males saem de nós, em prejuízo dos outros. André Luiz – Opinião Espírita – Cap. 30
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    28 2.5 Síntese O ServiçoSocial Espírita se distingue dos demais serviços de assistência social por sua abordagem holística e integral, que considera não apenas as necessidades materiais, mas também as espirituais e emocionais dos indivíduos. As principais diferenças são: 1. Visão Integral do Ser Humano: • Espiritismo: Entende o ser humano como um espírito imortal em constante evolução, com necessidades físicas, emocionais e espirituais interligadas. • Assistência Social Tradicional: Foca principalmente nas necessidades materiais e sociais, como alimentação, moradia e emprego. 2. Caridade como Princípio Fundamental: • Espiritismo: A caridade é vista como um dever moral e uma ferramenta de transformação social, baseada no amor ao próximo e na compreensão da lei de causa e efeito. • Assistência Social Tradicional: A caridade pode ser um valor presente, mas não é necessariamente o princípio central da prática. 3. Atendimento Individualizado e Fraterno: • Espiritismo: Busca um atendimento individualizado e acolhedor, baseado na escuta atenta, no respeito e na compaixão, visando o fortalecimento dos vínculos sociais e familiares. • Assistência Social Tradicional: O atendimento pode ser mais padronizado e focado em procedimentos e protocolos. 4. Promoção da Autonomia e do Desenvolvimento Integral: • Espiritismo: Incentiva a autonomia e o protagonismo dos indivíduos, buscando o desenvolvimento de suas potencialidades e a transformação de suas vidas. • Assistência Social Tradicional: O foco pode estar mais na provisão de serviços e benefícios, sem necessariamente estimular a autonomia.
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    29 5. Ação SocialTransformadora: • Espiritismo: Busca transformar a realidade social a partir da transformação interior dos indivíduos, incentivando a prática do bem e a vivência dos valores morais e espirituais. • Assistência Social Tradicional: O foco pode estar mais na mudança das condições sociais, sem necessariamente considerar a transformação individual.
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    30 3 Os Princípiosfundamentais do Serviço Assistencial Espírita 3.1 Aceitação (...) Nós que sabemos acatar com apreço e solicitude a todos os representantes dos poderes transitórios do mundo e que treinamos boas maneiras para comportamento digno nos salões aristocráticos da Terra, saibamos também ser afáveis e amigos, junto dos nossos companheiros em dificuldades maiores. Eles não são apenas nossos irmãos. São convidados de Cristo, em nossa casa, pelos quais encontramos ensejo de demonstrar carinho e consideração para com Ele, o Divino Mestre, - em pequeninos gestos e amor. Emmanuel – Livro da Esperança – Cap. 36 (...) Aceita atos e atitudes e fazes o melhor que puderes. Aceitar não quer dizer aplaudir e fazer o mesmo, mas compreender que cada um de nós tem e faz o que pode, que cada indivíduo está num determinado grau de evolução. Portanto, aceita o próximo como ele é. Hammed – Um Modo de Entender – Cap. 24
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    31 3.2 Respeito àpersonalidade (...) Não pretenda refazer radicalmente a experiência do próximo a pretexto de auxiliá- lo. Recorde que o auxílio inclui bondade e humildade, lhaneza e solidariedade para ser não somente alegria e reconforto naquele que dá e naquele que recebe, mas também segurança e felicidade na senda de todos. André Luiz – Ideal Espírita – Cap. 24 3.3 Atitude de não Julgamento - Senhor! Senhor! Que pretendes de teu servo? Foi então que Jesus redivivo afagou-lhe a atormentada cabeça e falou em voz triste: - Pedro, lembra-te de que não fomos chamados para socorrer as almas puras... Venho rogar-te a caridade do silêncio quando não possas auxiliar! Suplico-te para os filhos de minha esperança a esmola da compaixão... Humberto de Campos – Contos e Apólogos – Cap. 38 (...) Auxiliar aos irmãos menos felizes sem exprobrar-lhes a conduta passada. Não exigir das criaturas humanas a perfeição moral que todos estamos muito longe de possuir. Deixar os companheiros tão livres para encontrarem a própria felicidade quanto aspiramos a ser livres por nossa vez. Militão Pacheco – Ideal Espírita – Cap. 20 3.4 Compreensão (...) Aos pés dos Enfermos, não olvides que o melhor remédio é a Renovação da Esperança. Se encontrares os Falidos e os derrotados da sorte, fala-lhes do divino ensejo do Futuro. Se fores procurado, algum dia, pelos espíritos desviados e criminosos, não profiras palavra alguma de maldição, lembre-se sempre que a dívida, em toda parte, anda com os devedores. ANIMA, ELEVA, EDUCA, DESPERTA, sem ferir aos que ainda dormem. Deus opera maravilhas por intermédio do trabalho de Boa Vontade. Narcisa – Os Mensageiros – Cap. 44 (...) Toda caridade, para ser divina, precisa apoiar-se na fraternidade. Laura – Nosso Lar – Cap. 39
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    32 3.5 Autodeterminação (...) O homemterrestre não é um deserdado. É filho de Deus, em trabalho construtivo, envergando a roupagem da carne; aluno de escola benemérita, onde precisa aprender a elevar- se. A luta humana é a sua oportunidade, a sua ferramenta, o seu livro. Emmanuel – Nosso Lar – Prefácio (...) Aproximar-se do assistido, encontrando nele uma criatura humana, tão humana e tão digna de estima quanto os nossos entes mais caros. Ajudar os assistidos a serem independentes de nós. André Luiz – Sinal Verde – Cap. 49 (...) Transferir para os Espíritos as nossas responsabilidades e as tarefas, seria uma forma de auto-ludibriamento e menoscaso às leis soberanas da vida que, dessa forma, passariam a funcionar dentro do clima da astúcia e da habilidade mental de cada criatura. Necessário compreendermos que nos encontramos na terra, em problemática de ajustamento e de reeducação. O nosso programa é de auto-burilamento, em que as instruções veiculadas das fontes geratrizes da vida nos apresentam os roteiros a percorre com as suas dificuldades e com as suas claridades soberanas. A marcha, porém, é nossa, impostergável no tempo, porque deve ser começada aqui, hoje e agora; intransferível de pessoa, porque cada espírito é o que de si próprio faz. João Cleófas - Sementes de Vida Eterna – Cap. 41
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    33 3.6 Ajudar capacitando (...) Emverdade, és bom e amparaste a minha vida, mas não me ensinaste a viver! Espíritas, irmãos! Cultivemos a divulgação da Doutrina Renovadora que nos esclarece e reúne! Com o pão do corpo, estendamos a luz da alma que nos habilite a aprender e compreender, raciocinar e servir. Humberto de Campos – Cartas e Crônicas – Cap. 1 (...) "Fora da caridade não há salvação"- seria simplesmente uma fachada histórica da Codificação Kardequiana? A resposta negativa surge automática. Essa legenda constará, sem dúvida, de pórticos e flâmulas, mas, na essência, é pensamento vivo da Doutrina Espírita que no-la confia por síntese dos postulados do Cristo, recordando-nos que a caridade não existe para ser usada contra os homens, e sim a favor da Humanidade. A virtude máxima não consistirá, exclusivamente, na preocupação de alimentar o estômago daquele que sente fome, mas também para que se lhe aprimorem as qualidades inatas de trabalhador, e se eleve ao nível dos que produzem a benefício da comunidade, provendo, em consequência, as próprias carências. Caridade é socorrer o próximo sem esquecer de lhe valorizar e ampliar as faculdades positivas para que o próximo preencha as finalidades a que se encontra destinado pelos objetivos da vida. É auxiliar a outrem não só para a remoção de necessidades e obstáculos, mas acima de tudo, para que a pessoa auxiliada se faça mais útil e mais nobre em si, porque todas as criaturas vivem na carne para morrer bem e renascer sempre melhores. André Luiz – Sol nas Almas – Cap. 11 (...) “Não podes ajudar aos Homens de MANEIRA PERMANENTE, se fizeres por eles aquilo que ELES PODEM E DEVEM FAZER POR SI PRÓPRIOS”. Abrahão Lincoln - 16° presidente dos Estados Unidos –1861/1865
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    34 3.7 A Relaçãoentre Cooperador/Carente/Instituição (...) Para infundir espiritualidade superior à mente humana urge aproveitar realizações como esta, já que é muito difícil obter espontâneo arejamento da esfera sentimental. Valemo-nos da casa, venerável em seus fundamentos de solidariedade cristã, como núcleo difusor de ideias salutares. A fundação é muito mais de almas que de corpos, muito mais de pensamentos eternos que de coisas transitórias. O diretor, o cooperador e o abrigado, recebendo as responsabilidades inerentes ao programa de Jesus, instintivamente se convertem nos instrumentos vivos da Luz de Mais Alto. Satisfazendo necessidades corporais, solucionamos problemas espirituais. Entrelaçando deveres e dividindo-os com os nossos irmãos encarnados, no setor de assistência, conseguimos criar bases mais sólidas à semeadura das verdades imorredouras. Dentro de nosso esforço — o imperativo primordial consiste na iluminação do espírito humano com vistas à eternidade. Urge, no entanto, compreender que, para a obtenção do desiderato, é imprescindível “fazer alguma coisa”. Percebi, acima de toda preocupação individualista, que a difusão da luz espiritual na Crosta Terrestre não é ação milagrosa, mas edificação paciente e progressiva. As casas de benemerência social, sobre as águas pesadas do pensamento humano, funcionam como grandes navios de abastecimento à coletividade faminta de luz e necessitada de princípios renovadores. Passei a ver o estômago dos pequeninos em plano secundário, porque era a claridade positiva do Evangelho que inundava agora minha alma, convidando-me à contemplação feliz do futuro maior. André Luiz – Obreiros da Vida Eterna – Cap. 12 (...) A assistência é a fraternidade em ação. Sem ela, indiscutivelmente, os nossos mais preciosos arrazoados verbalísticos não passariam de belos mostruários sonoros. Emmanuel – Alvorada do Reino – Pag. 22
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    35 5 BIBLIOGRAFIA # Livro/ArtigoAutor Capítulo/Página 1 Revista Espírita Vicente de Paula Allan Kardec Agosto/1858 Dez/1863 2 O Evangelho segundo o Espiritismo Paulo de Tarso Allan Kardec São Luiz Vicente de Paula Constantino Allan Kardec Allan Kardec Cap. 15 – item 6 Cap. 13 – item 3, 9 Cap. 13 – item 20 Cap. 13 – item 11 Cap. 20 – item 1 Cap. 4 – item 18 Cap. 14 – item 8 3 Lampadário Espírita Joanna de Ângelis Cap. 50 4 Relicário de Luz Fabiano de Cristo Pag. 60 5 Ideal Espírita Eurípedes Barsanulfo Emmanuel Emmanuel André Luiz Militão Pacheco Cap. 4 Cap. 70 Cap. 57 Cap. 24 Cap. 20 6 Epistolas Paulo de Tarso Paulo de Tarso 1º Epistola aos Coríntios Efésios 5 – item 8 7 Seareiros de Volta Antônio Carlos Leopoldo Cirne Abel Mattos Caibar Schutel Camilo Chaves Lameira de Andrade Pag. 18 Pag. 91 Pag. 8 Pag. 35/36 Pag. 40 Pag. 77, 82, 79 8 Cartas e Crônicas Humberto de Campos Cap. 27- Introito 9 Dimensões da Verdade Joanna de Ângelis Lins de Vasconcelos Cap. 14/38 Cap. 1 10 Olhai as Aves do Céu Maria Augusta Nancy Puhlmann Todo o livro 11 Nosso Lar André Luiz Laura Emmanuel Clarêncio Cap. 36 Cap. 39 Prefácio Cap. 13 12 Celeiro de Bênçãos Joanna de Ângelis Cap. 36 Cap. 51 13 O Consolador Emmanuel Perg. 235 14 Alerta Joanna de Ângelis 2º Parte – Cap. 44 15 Fonte Viva Emmanuel Cap. 137 Cap. 122 16 O Livro dos Espíritos Allan Kardec Allan Kardec Allan Kardec Allan Kardec Allan Kardec Herculano Pires Perg. 796 Perg. 826 Perg. 806 Perg. 917 Perg. 674 Perg. 685 (comentários) 17 Obras Póstumas Allan Kardec Preambulo 18 A Educação segundo o Espiritismo Dora Incontri - 19 Caminho, Verdade e Vida Emmanuel Emmanuel Emmanuel Cap. 180 Cap. 62 Cap. 100 20 O Mestre na Educação Pedro de Camargo Cap. 12 21 Estudos Espíritas Joanna de Ângelis Cap. 11
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    36 # Livro/Artigo AutorCapítulo/Página 22 Mais Luz Batuíra Pag. 11 23 O Espiritismo e os Problemas Humanos Hermínio de Miranda Deolindo Amorim Cap. 10 Cap. 4 24 Conviver para amar e servir Mario Barbosa Helder Boska Reinaldo Nobre Sonia Parolin Cap. 2 / Apêndice A 25 Os Mensageiros André Luiz Narcisa Cap. 14 Cap. 44 26 O Espírito da Verdade André Luiz Cap. 70 27 Legado Kardequiano Marco Prisco Cap. 44 Cap. 22 – Dez itens da Assistência Social 28 Opinião Espírita André Luiz Cap. 30 29 Livro da Esperança Emmanuel Cap. 36 30 Um Modo de Entender Hammed Cap. 24 31 Contos e Apólogos Humberto de Campos Cap. 38 32 Sinal Verde André Luiz Cap. 49 33 Cartas e Crônicas Humberto de Campos Cap. 1 34 Sol na Almas André Luiz Cap. 11 35 Obreiros da Vida Eterna André Luiz Cap. 12 36 Alvorada do Reino Emmanuel Pag. 22 37 A Terceira Onda Alvin Toffler - 38 A Caminho da Luz Emmanuel Introdução 39 Além da Morte Auta de Souza Cap. 6 40 Dimensões Espirituais do Centro Espírita Suely Schubert Cap. 1 41 Luz Viva Joanna de Ângelis Cap. 30 42 Espírito e Vida Joanna de Ângelis Joanna de Ângelis Joanna de Ângelis Cap. 38 Cap. 6 Cap. 48 43 Tramas do Destino Manoel Philomeno Cap. 21 44 Revista presença Espírita Mansão do Caminho/Direção Julho/Agosto/2016 45 Obreiros da Vida Eterna André Luiz Cap. 4 46 Conduta Cristã André Luiz Cap. 5 47 Religião dos Espíritos Emmanuel Cap. 80 48 Crestomatia da Imortalidade Djalma de Farias Cap. 21 49 Memória de Gratidão Taciano Varro Filho Cap. 3 50 Revista Reformador Vianna de Carvalho Fevereiro/1978 51 As Aves Feridas na Terra Voam Nancy Pulhmann Cap. 2 52 É Preciso saber Viver Nancy Pulhmann 1º Parte – Cap. 1 53 O Castelo das Aves Feridas Nancy Pulhmann Cap. 1 54 Palavras de Vida Eterna Emmanuel Cap. 148 55 Desperte e Seja Feliz Joanna de Ângelis Cap. 8 56 Folha Espírita Ismael Gobbo Novembro/2009 57 Petite a menina dos cabelos dourados Thiers Del Carlo Apresentação
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    37 # Livro/Artigo AutorCapítulo/Página 58 Leis Morais da Vida Joanna de Ângelis Cap. 15 59 Através do Tempo Emmanuel Pag. 5 60 Auta de Souza Auta de Souza Cap. 1 61 Alvorada do Reino Emmanuel Pag. 17 62 Joia Emmanuel Pag. 10 63 No Limiar do Infinito Joanna de Ângelis Cap. 1 64 O Céu e o Inferno Allan Kardec 1º Parte – Cap. 7/8 65 As Quatro Deusas da Babilônia Maria Augusta Puhlmann Pag. 140
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    38 Enquanto podes, trabalha, Quea morte não manda aviso. Cada minuto é importante No fazer o que é preciso. Traze sempre a mala pronta... Investe a vida no bem. O que fizeres na Terra. É o que te espera no Além. Casimiro Cunha – Junto Venceremos – Pag. 16 (...) Diante do dever, pensa na caridade, serve e passa. Diante da dor, pensa na caridade, socorre e passa. Diante do infortúnio, pensa na caridade, auxilia e passa. Diante da aflição, pensa na caridade, consola e passa. Diante da sombra, pensa na caridade, ilumina e passa. Diante da perturbação, pensa na caridade, esclarece e passa. Diante da ignorância, pensa na caridade, ensina e passa. Diante da injúria, pensa na caridade, perdoa e passa. Diante do golpe, pensa na caridade, tolera e passa. Diante da tentação, pensa na caridade, ora e passa. Diante do obstáculo, pensa na caridade, espera e passa. Diante da negação, pensa na caridade, confia e passa. Diante do desânimo, pensa na caridade, ajuda e passa. Diante da luta, pensa na caridade, abençoa e passa. Diante do desequilíbrio, pensa na caridade, remedia e passa. Diante da tristeza, pensa na caridade, reconforta e passa. Diante de todo o mal, pensa na caridade, faze todo bem ao alcance de tuas mãos e segue adiante. Fabiano de Cristo – Ideal Espírita – Cap. 65