I - A CARIDADE SEGUNDO PAULO (Coríntios XIII 1 a 7 e 13) Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.
Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!
A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.  Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.    Tudo desculpa; tudo crê; tudo espera; tudo suporta.  Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.
II - A CARIDADE ACIMA DA FÉ Paulo em sua epístola coloca a caridade acima da fé pelo fato de estar ao alcance de todos e porque independe da crença particular.
E faz mais: define a verdadeira caridade; mostra-a, não somente na beneficência, mas no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.
III – TIPOS DE CARIDADE A Beneficência Sentimento que permite que se olhe o outro com o mesmo olhar voltado para si mesmo, e que se desvista com alegria para vestir um irmão!
O amor aos inimigos O verdadeiro cristão vê irmãos em todos os semelhantes por isso não discrimina quando for ajudar. Não podemos esquecer que o nosso inimigo de hoje pode ter sido nosso parente em outra vida ou ainda nossa vítima.
A indulgência Não julgar seu semelhante e humilhá-lo com sua esmola.
Piedade   A piedade é uma virtude que mais nos aproxima dos anjos. É a irmã da caridade.   Quando conseguis devolver a coragem e a esperança a um irmão infeliz, que se comove ao aperto da mão amiga, e cujo olhar, ao mesmo tempo umedecido de emoção e reconhecimento, se volta com doçura para vós, antes de se elevar ao céu, agradecendo por lhe haver enviado um consolador, um amparo.
IV – A VERDADEIRA CARIDADE   Não é essa que magoa o coração, não é a esmola que queima a mão que a recebe, pois os vossos óbolos são freqüentemente muito amargos!  Quantas vezes eles seriam recusados, se a doença e a privação não os esperassem no casebre!
Daí com ternura, juntando ao benefício material o mais precioso de todos: uma boa palavra, uma carícia, um sorriso amigo.  Evitai esse ar protetoral, girando a lâmina no coração que sangra, e pensai que, ao fazer o bem, trabalhais para vós e para os vossos.
V - CONCLUSÃO   A LEI DO AMOR   O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado.
No seu ponto de partida, o homem só tem  instintos ; mais avançado e corrompido, só tem  sensações ; mais instruído e purificado, tem  sentimentos ; e o  amor  é o requinte do sentimento.   Feliz aquele que, sobrelevando-se à humanidade, ama com imenso amor os seus irmãos em sofrimento! Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo!
 

A fé e o amor

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    I - ACARIDADE SEGUNDO PAULO (Coríntios XIII 1 a 7 e 13) Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
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    Mesmo que eutivesse o dom da profecia, conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.
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    Ainda que distribuíssetodos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!
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    A caridade épaciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
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    Não se alegracom a injustiça, mas se rejubila com a verdade.   Tudo desculpa; tudo crê; tudo espera; tudo suporta. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.
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    II - ACARIDADE ACIMA DA FÉ Paulo em sua epístola coloca a caridade acima da fé pelo fato de estar ao alcance de todos e porque independe da crença particular.
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    E faz mais:define a verdadeira caridade; mostra-a, não somente na beneficência, mas no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.
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    III – TIPOSDE CARIDADE A Beneficência Sentimento que permite que se olhe o outro com o mesmo olhar voltado para si mesmo, e que se desvista com alegria para vestir um irmão!
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    O amor aosinimigos O verdadeiro cristão vê irmãos em todos os semelhantes por isso não discrimina quando for ajudar. Não podemos esquecer que o nosso inimigo de hoje pode ter sido nosso parente em outra vida ou ainda nossa vítima.
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    A indulgência Nãojulgar seu semelhante e humilhá-lo com sua esmola.
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    Piedade   Apiedade é uma virtude que mais nos aproxima dos anjos. É a irmã da caridade.   Quando conseguis devolver a coragem e a esperança a um irmão infeliz, que se comove ao aperto da mão amiga, e cujo olhar, ao mesmo tempo umedecido de emoção e reconhecimento, se volta com doçura para vós, antes de se elevar ao céu, agradecendo por lhe haver enviado um consolador, um amparo.
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    IV – AVERDADEIRA CARIDADE   Não é essa que magoa o coração, não é a esmola que queima a mão que a recebe, pois os vossos óbolos são freqüentemente muito amargos! Quantas vezes eles seriam recusados, se a doença e a privação não os esperassem no casebre!
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    Daí com ternura,juntando ao benefício material o mais precioso de todos: uma boa palavra, uma carícia, um sorriso amigo. Evitai esse ar protetoral, girando a lâmina no coração que sangra, e pensai que, ao fazer o bem, trabalhais para vós e para os vossos.
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    V - CONCLUSÃO  A LEI DO AMOR   O amor resume toda a doutrina de Jesus, porque é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso realizado.
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    No seu pontode partida, o homem só tem instintos ; mais avançado e corrompido, só tem sensações ; mais instruído e purificado, tem sentimentos ; e o amor é o requinte do sentimento.   Feliz aquele que, sobrelevando-se à humanidade, ama com imenso amor os seus irmãos em sofrimento! Feliz aquele que ama, porque não conhece as angústias da alma, nem as do corpo!
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