“Espiritismo e mediunidade” 
Grupo Espírita 
Lamartine Palhano Jr. 
Facilitador: Leonardo Pereira Aula 11
Roteiro 
O que é a obsessão? 
Quem são os obsessores 
Tipos de obsessão 
Graus das obsessões 
Quem são os obsidiados 
O que da margem a obsessão 
Profilaxia e tratamento das obsessões
OBSESSÃO: 
PROFILAXIA – TRATAMENTO E CURA
OBSESSÃO: 
(do latim obsessione) 
Impertinência, 
perseguição. 
Preocupação com 
determinada idéia 
que domina 
doentiamente o 
Espírito, e resultante 
ou não de sentimento 
recalcado.
OBSESSÃO 
Domínio que alguns 
Espíritos logram adquirir 
sobre certas pessoas. 
Nunca é praticado 
senão pelos Espíritos 
inferiores, que procuram 
dominar. 
Allan Kardec – LM, cap. 23
Quem são os obsessores ?
Os espíritos obsessores são espíritos como nós. 
Quando perdemos o corpo físico não ficamos 
bonzinhos, mantemos o mesmo nível moral. 
Como não somos ainda capazes de entender que 
o mal não se paga com o mal, mas com o bem, 
tentamos a vingança contra quem nos fez mal. 
Triste figura, a que fazemos, pois o mal que 
verdadeiramente nos faz mal é aquele que 
fazemos. No futuro, o mal que nos fazem recai 
naqueles que o fizeram, não em nós. Ao 
contrário da vingança que nos faz fazer mais mal 
e ficar sujeitos a mais vinganças, o perdão 
quebra o ciclo do mal e da vingança.
Tipos de obsessão
1. TIPOS DE OBSESSÃO 
A obsessão comporta vários tipos de expressão, em 
cujos limites nem sempre é possível estabelecer uma 
linha divisória. Analisaremos os tipos mais expressivos. 
a) Obsessão de encarnado para encarnado 
Pessoas obsidiando pessoas existem em grande 
número. Estão entre nós. Caracterizam-se pela 
capacidade que têm de dominar mentalmente aqueles 
que elegem como vítimas. Este domínio mascara-se 
com os nomes de ciúme, inveja, paixão, desejo de 
poder, orgulho, ódio, e é exercido, às vezes, de maneira 
tão sutil que o dominado se julga extremamente amado. 
Até mesmo protegido. (19)
Pode ocorrer de: 
*desencarnado para 
encarnado 
*encarnado para 
desencarnado 
*encarnado para 
encarnado 
*Desencarnado para 
desencarnado 
*obsessão recíproca. 
*auto obsessão
Essas obsessões ocorrem por conta de um amor que se 
torna tiranizante, demasiadamente possessivo, tolhendo 
e sufocando a liberdade do outro. (24) É, por exemplo, o 
marido que limita a liberdade da esposa, mantendo-a 
sob o jugo de sua vontade; é a mulher que tiraniza o 
companheiro, escravizando-o aos seus caprichos; são 
os pais que se julgam no direito de governar os filhos, 
cerceando-lhes toda e qualquer iniciativa; são aqueles 
que, em nome da amizade, influenciam o outro, 
mudando-lhe o modo de pensar, exercendo sempre a 
vontade mais forte, o domínio sobre a que se apresentar 
mais passiva. (20)
b) Obsessão de desencarnado para desencarnado 
São Espíritos que obsidiam Espíritos. Desencarnados que 
dominam outros desencarnados, são expressões de um 
mesmo drama que se desenrola tanto na Terra quanto no 
Plano Espiritual inferior. (21) 
Espíritos (...) endividados e compromissados entre si 
mesmos, através de associações tenebrosas, de idêntico 
padrão vibratório, se aglomeram em certas regiões do 
Espaço, obedecendo à sintonia e à lei de atração, formando 
hordas que erram sem destino ou se fixam temporariamente 
em cidades, colônias, núcleos, enfim, de sombras e trevas. 
Tais núcleos têm dirigentes, que se proclamam juízes, 
julgadores, chamando a si a tarefa de distribuir justiça aos 
Espíritos igualmente culpados e também devotados ao mal, 
ou endurecidos pela revolta e pela descrença. (22)
A ação obessiva manifestada entre desencarnados está 
claramente explicada em, pelo menos, duas obras 
espíritas da atualidade. 
Na obra Libertação – psicografia de Francisco Candido 
Xavier, ditada pelo Espírito André Luiz – temos oportunidade 
de conhecer a historia de Gregório, ex-sacerdote católico 
que, atuando como poderoso dirigente das trevas, se auto-intitulava 
juiz e mandatário maior de governo estabelecido 
numa estranha cidade nas regiões inferiores do Plano 
Espiritual. (28) Gregório comandava com punho de ferro 
uma vasta região habitada por Espíritos que apresentavam 
as mais variadas expressões de distanciamento do bem, 
sobretudo os denominados julgadores. Estes tomavam 
conhecimento de ações praticadas por Espíritos desequili-brados, 
analisava-as e emitiam sentenças condenatórias, 
mantendo tais Espíritos subjugados. (27)
Em outra obra espírita, intitulada Nos Bastidores da 
Obsessão – psicografia de Divaldo Pereira Franco e ditada 
pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda – há o relato de 
ações produzidas por outro poderoso obsessor – o doutor 
Teofrastus – que comandava falanges de Espíritos obsidia-dos, 
sob o seu domínio, contra os Espíritos encarnados. A 
historia deste infeliz dirigente das trevas – insigne mago 
grego, quando na Terra, residente na França, queimado pela 
Inquisição por volta do ano de 1470, em Ruão, após 
perseguição impiedosa e nefanda – resume-se na sua 
incapacidade de perdoar àqueles que o perseguiram, 
deixando-se dominar por doloroso sentimento de vingança. 
(18)
c) Obsessão de encarnado para desencarnado 
Expressões de amor egoísta e possessivo, por parte dos 
que ainda estão na carne, redundam em fixação mental 
daqueles que desencarnam, retendo-os às reminiscências 
terrestres. Essas emissões mentais constantes, de dor, 
revolta, remorso e desequilíbrio terminam por imantar o 
recém-desencarnado aos que ficaram na Terra, não lhe 
permitindo alcançar o equilíbrio de que carece para enfrentar 
a nova situação. A inconformação e o desespero, pois, 
advindos da perda de um ente querido, podem transformar-se 
em obsessão que irá afligi-lo e atormentá-lo. Idêntico 
processo se verifica quando o sentimento que domina o 
encarnado é o do ódio, da revolta, etc. (23)
As brigas e os desentendimentos nas disputas de herança 
entre herdeiros, fatores geradores de magoas, podem atrair 
o Espírito desencarnado, diretamente relacionado com o 
problema, afligindo-o de tal forma que não consegue se 
desligar dos familiares. (24) A inconformação pelo retorno ao 
plano espiritual de um ente querido, a saudade inconsolável 
ou a tristeza profunda após os funerais são outros fatores de 
fixação, capazes de manter prisioneiro o desencarnado.
d) Obsessão de desencarnado para encarnado 
Sendo a mais conhecida, caracteriza-se pelo domínio de um 
desencarnado sobre alguém que vive no plano físico. As 
causas são varias. Citaremos algumas delas. 
Amores exacerbados, ódios incoercíveis, dominação 
absolutista, fanatismo injustificável, avareza incontrolável, 
morbidez ciumenta, abusos do direito como da força, má 
distribuição de valores e recursos financeiros, aquisição 
indigna da posse transitória, paixões políticas e guerreiras, 
ganância em relação aos bens perecíveis, orgulho e 
presunção, egoísmo nas suas múltiplas facetas são as 
fontes geratrizes desse funesto condutor de homens, que 
não cessa de atirá-los nos resvaladouros da loucura, das 
enfermidades portadoras de síndromes desconhecidas e 
perturbantes do suicídio direto ou indireto. (11)
e) Obsessão recíproca 
Assim (...) como as almas afins e voltadas para o bem 
cultivam a convivência amiga e fraterna (...) sob outro 
aspecto, as criaturas se procuram para locupletar-se das 
vibrações que permutam e nas quais se comprazem. (...) 
Essa característica de reciprocidade transforma-se em 
verdadeira simbiose, quando dois seres passam a viver em 
regime de comunhão de pensamentos e vibrações. Isto 
ocorre até mesmo entre os encarnados que se unem através 
do amor desequilibrado, mantendo um relacionamento 
enervante. São as paixões avassaladoras que tornam os 
seres totalmente cegos a quaisquer outros acontecimentos e 
interesses, fechando-se ambos num egoísmo a dois, 
altamente perturbador. Esses relacionamentos, via de regra, 
terminam em tragédias se um dos parceiros modificar o seu 
comportamento em relação ao outro. (25)
f) Auto-obsessão 
Amiúde (...) se atribuem aos Espíritos maldades de que eles 
são inocentes. Alguns estados doentios e certas aberrações 
que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do 
Espírito do próprio individuo (...). O homem não raramente é 
obsessor de si mesmo. (7) É (...) incalculável o número de 
pessoas que comparecem aos consultórios, queixando-se dos 
mais diversos males – para os quais não existem 
medicamentos eficazes – e que são tipicamente portadores de 
alto-obsessão. São cultivadores de “moléstias fantasmas” 
Vivem voltadas para si mesmos, preocupando-se em excesso 
com a própria saúde (...), descobrindo sintomas, dramatizando 
as ocorrências do dia a dia, sofrendo por antecipação 
situações que jamais chegarão a se realizar, flagelando-se com 
o ciúme, a inveja, o egoísmo, o orgulho, o despotismo e 
transformando-se em doentes imaginários, vítimas de si 
próprios, atormentados por si mesmos. (26)
A obsessão 
apresenta 
caracteres 
diversos, que é 
preciso distinguir e 
que resultam do 
grau de 
constrangimento 
e da natureza dos 
efeitos que produz. 
Allan Kardec – LM, cap. 23
As principais 
variedades são: 
Obsessão 
Simples 
Fascinação 
Subjugação 
(Moral e Corporal) 
Possessão
Simbiose – Parasitose e 
vampirismo
Quem são os 
obsidiados ?
O QUE DA 
MARGEM A 
OBSESSÃO
Os motivos da obsessão 
variam 
segundo o caráter dos 
Espírito [..]. 
As imperfeições morais 
( do obsidiado) dão 
ensejo à ação dos 
Espíritos obsessores.
Amores exacerbados, 
ódios incoercíveis, 
dominação absolutista, 
fanatismo injustificável, 
avareza incontrolável, 
morbidez ciumenta, 
abusos do direito como da força, 
má distribuição de valores e 
recursos financeiros,
aquisição indigna da posse 
transitória, 
paixões políticas e guerreiras, 
ganância em relação aos bens 
perecíveis,orgulho e presunção, 
egoísmo nas suas múltiplas 
facetas são fontes geratrizes 
desse funesto condutor de 
homens. 
Joanna de Angelis – Estudo Espíritas
O problema da 
obsessão, sob 
qualquer aspecto 
considerado, é 
também problema 
do próprio 
obsidiado. 
Manoel P. de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão
Auto - obsessão • Vícios 
cristalizados ; 
• Hábitos mentais 
negativos; 
• Reajuste 
perante a lei de 
ação e reação; 
• Consciência 
culpada.
Enquanto persistirem o 
ressentimento 
a desconfiança e o rancor, a 
obsessão permanece como ácido 
queimando as delicadas 
engrenagens da casa mental 
e produzindo as alienações 
tormentosas. [...] Só há obsessão 
porque há débito de quem a sofre. 
Joanna de Ângelis - Plenitude
Sinais de obsessão :
- sonhos ruins, 
- pesadelos freqüentes, 
- indução ao vício,- mundanismo, 
- instintos de agressividade além do 
normal, 
- idéia de abandono da vida social 
ou familiar, 
- idéias de suicídio,- ruídos 
estranhos à volta do paciente, 
- freqüente visão de vultos,- 
impressão de ouvir vozes.
Sinais de obsessão 
nos médiuns :
- O propósito é o de constrangimento 
- Chocam o bom senso 
- Persistência na comunicação (escrita, 
audição ou visual) 
- Crença na infalibilidade da sua comunicação 
- Ele se afasta das pessoas que podem lhe 
fazer advertências úteis 
- Age ou fala contra sua vontade 
- Ruídos e desordens acontecem ao seu 
redor.
Prevenção contra as 
obsessões:
Não há força operante no mal que 
consiga 
penetrar numa mente assepsiada 
pelas energias vitalizadoras do 
otimismo, que se adquire pela 
irrestrita confiança em Deus e pela 
prática das ações de 
solidariedade e da fraternidade. 
Manoel P. de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão
O método: 
- Fazer as coisas com método significa 
utilizar-se de princípios lógicos e 
racionais para se chegar a resultados 
desejados. No caso da obsessão, se é 
que não temos um método de tratamento, 
devemos trabalhar para criarmos um. De 
outro modo, sempre estaremos 
esperando que os obsediados fiquem 
bons, de acordo com a vontade Divina.
Os três passos 
do método: 
- Coleta de 
informações 
- Pesquisa 
- Tratamento
A princípio, parece que 
se trata de um 
procedimento simples. 
Mas, quem esta habituado 
com o assunto, sabe que 
existem inúmeras 
particularidades que 
podem alterar a direção de 
um tratamento e fazer com 
que, de um paciente para 
outro, sigam-se condutas 
um pouco diferentes entre si.
No tratamento da obsessão, 
temos toda uma ciência 
particular, regida por leis 
espirituais que governam a 
metodologia de cura. 
Infelizmente, os 
trabalhadores de centros 
espíritas quase não levam 
nada disso em 
consideração. Acham que 
para se curar um obsedado, 
basta que este seja 
colocado a freqüentar o 
centro; que leia o 
Evangelho e receba passes.
Observar: 
Tratamento 
médico 
- Sintomas 
- exames 
- remédios 
- resultados 
Tratamento 
espiritual 
- Sintomas 
- exames 
- remédios 
- resultados
O tratamento: 
• *PASSES 
• *ÁGUA FLUIDIFICADA 
• *PRECE ÍNTIMA 
• *LEITURA DE BOM NÍVEL 
• *PALESTRAS E PRECES 
• *EVOCAÇÃO DO OBSESSOR 
• *REFORMA ÍNTIMA
Concilia-te depressa 
com o teu adversário, 
enquanto estás no 
caminho com ele, 
para que não 
aconteça que o 
adversário te 
entregue ao juiz, e o 
juiz te entregue ao 
fiscal, e te encerrem 
na prisão. Mateus, 5 : 25
A cura definitiva das obsessões: 
Somente, portanto, 
através do perdão e 
da reconciliação, da 
reparação e da 
edificação do bem 
incessante, é que o 
flagelo das obsessões 
desaparecerá da Terra 
de hoje e de amanhã, 
pelo que todos nos 
devemos empenhar.
Bons estudos e iluminadas 
reflexões!
• Bibliografia: 
• Obras do espírito Joanna de Angelis: 
• Autodescobrimento – estude e viva, plenitude. 
• Obsessão e desobsessão – Suely C. Schubert. 
• Obras do Espírito Manuel Philomeno de 
Miranda: Nas fronteiras da loucura, tormentos 
da obsessão, sexo e obsessão, Trilhas de 
libertação; Nos bastidores da obsessão. 
• Obsessão e suas mascaras – Marlene Nobre. 
• O livro dos médiuns , o livro dos espíritos, o 
evangelho segundo o espiritismo – Allan 
Kardec .
Fontes de Consulta 
1. KARDEC, Allan. A Gênese. Cap XIV, item 47 
2. _______. O Livro dos Médiuns, Cap XVIII, item 221, pergunta 5 
3. _______, Cap XXIII, item 237 
4. _______, item 238 
5. _______, item 239 
6. _______, item 240 
7. _______. Obras Póstumas, Primeira parte, Idem 58 
8. _______. O que é o Espiritismo, Cap I, item Loucura, suicídio e obsessão, p 111-112 
9. _______, p 112 
10. DENIS, Leon. No Invisível. Terceira parte. Cap XXII 
11. FRANCO, Divaldo. Obsessão. Estudos Espíritas, Cap 19 
12. _______. Nas Fronteiras da Loucura, p 11 
13. _______, p 12 
14. _______, p 15-16 
15. _______. Loucura e Obsessão, p 11 
16. _______. Nas Fronteiras da Loucura, p 1 
17. _______. Nos Bastidores da Obsessão, p 31
18. _______ .Nos Bastidores da Obsessão, Cap 3 
19. SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão Desobsessão. Cap 5, p 34-35 
20. _______, p 35 
21. _______, p 36 
22. _______, p 36-37 
23. _______, p 37 
24. _______, p 38 
25. _______, p 39 
26. _______, p 40-41 
27. XAVIER, Francisco. Libertação, Cap IV 
28. _______, Cap VIII

Espiritismo e mediunidade - 11 - obsessão

  • 1.
    “Espiritismo e mediunidade” Grupo Espírita Lamartine Palhano Jr. Facilitador: Leonardo Pereira Aula 11
  • 3.
    Roteiro O queé a obsessão? Quem são os obsessores Tipos de obsessão Graus das obsessões Quem são os obsidiados O que da margem a obsessão Profilaxia e tratamento das obsessões
  • 4.
    OBSESSÃO: PROFILAXIA –TRATAMENTO E CURA
  • 5.
    OBSESSÃO: (do latimobsessione) Impertinência, perseguição. Preocupação com determinada idéia que domina doentiamente o Espírito, e resultante ou não de sentimento recalcado.
  • 6.
    OBSESSÃO Domínio quealguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticado senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Allan Kardec – LM, cap. 23
  • 7.
    Quem são osobsessores ?
  • 8.
    Os espíritos obsessoressão espíritos como nós. Quando perdemos o corpo físico não ficamos bonzinhos, mantemos o mesmo nível moral. Como não somos ainda capazes de entender que o mal não se paga com o mal, mas com o bem, tentamos a vingança contra quem nos fez mal. Triste figura, a que fazemos, pois o mal que verdadeiramente nos faz mal é aquele que fazemos. No futuro, o mal que nos fazem recai naqueles que o fizeram, não em nós. Ao contrário da vingança que nos faz fazer mais mal e ficar sujeitos a mais vinganças, o perdão quebra o ciclo do mal e da vingança.
  • 9.
  • 10.
    1. TIPOS DEOBSESSÃO A obsessão comporta vários tipos de expressão, em cujos limites nem sempre é possível estabelecer uma linha divisória. Analisaremos os tipos mais expressivos. a) Obsessão de encarnado para encarnado Pessoas obsidiando pessoas existem em grande número. Estão entre nós. Caracterizam-se pela capacidade que têm de dominar mentalmente aqueles que elegem como vítimas. Este domínio mascara-se com os nomes de ciúme, inveja, paixão, desejo de poder, orgulho, ódio, e é exercido, às vezes, de maneira tão sutil que o dominado se julga extremamente amado. Até mesmo protegido. (19)
  • 11.
    Pode ocorrer de: *desencarnado para encarnado *encarnado para desencarnado *encarnado para encarnado *Desencarnado para desencarnado *obsessão recíproca. *auto obsessão
  • 12.
    Essas obsessões ocorrempor conta de um amor que se torna tiranizante, demasiadamente possessivo, tolhendo e sufocando a liberdade do outro. (24) É, por exemplo, o marido que limita a liberdade da esposa, mantendo-a sob o jugo de sua vontade; é a mulher que tiraniza o companheiro, escravizando-o aos seus caprichos; são os pais que se julgam no direito de governar os filhos, cerceando-lhes toda e qualquer iniciativa; são aqueles que, em nome da amizade, influenciam o outro, mudando-lhe o modo de pensar, exercendo sempre a vontade mais forte, o domínio sobre a que se apresentar mais passiva. (20)
  • 13.
    b) Obsessão dedesencarnado para desencarnado São Espíritos que obsidiam Espíritos. Desencarnados que dominam outros desencarnados, são expressões de um mesmo drama que se desenrola tanto na Terra quanto no Plano Espiritual inferior. (21) Espíritos (...) endividados e compromissados entre si mesmos, através de associações tenebrosas, de idêntico padrão vibratório, se aglomeram em certas regiões do Espaço, obedecendo à sintonia e à lei de atração, formando hordas que erram sem destino ou se fixam temporariamente em cidades, colônias, núcleos, enfim, de sombras e trevas. Tais núcleos têm dirigentes, que se proclamam juízes, julgadores, chamando a si a tarefa de distribuir justiça aos Espíritos igualmente culpados e também devotados ao mal, ou endurecidos pela revolta e pela descrença. (22)
  • 14.
    A ação obessivamanifestada entre desencarnados está claramente explicada em, pelo menos, duas obras espíritas da atualidade. Na obra Libertação – psicografia de Francisco Candido Xavier, ditada pelo Espírito André Luiz – temos oportunidade de conhecer a historia de Gregório, ex-sacerdote católico que, atuando como poderoso dirigente das trevas, se auto-intitulava juiz e mandatário maior de governo estabelecido numa estranha cidade nas regiões inferiores do Plano Espiritual. (28) Gregório comandava com punho de ferro uma vasta região habitada por Espíritos que apresentavam as mais variadas expressões de distanciamento do bem, sobretudo os denominados julgadores. Estes tomavam conhecimento de ações praticadas por Espíritos desequili-brados, analisava-as e emitiam sentenças condenatórias, mantendo tais Espíritos subjugados. (27)
  • 15.
    Em outra obraespírita, intitulada Nos Bastidores da Obsessão – psicografia de Divaldo Pereira Franco e ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda – há o relato de ações produzidas por outro poderoso obsessor – o doutor Teofrastus – que comandava falanges de Espíritos obsidia-dos, sob o seu domínio, contra os Espíritos encarnados. A historia deste infeliz dirigente das trevas – insigne mago grego, quando na Terra, residente na França, queimado pela Inquisição por volta do ano de 1470, em Ruão, após perseguição impiedosa e nefanda – resume-se na sua incapacidade de perdoar àqueles que o perseguiram, deixando-se dominar por doloroso sentimento de vingança. (18)
  • 16.
    c) Obsessão deencarnado para desencarnado Expressões de amor egoísta e possessivo, por parte dos que ainda estão na carne, redundam em fixação mental daqueles que desencarnam, retendo-os às reminiscências terrestres. Essas emissões mentais constantes, de dor, revolta, remorso e desequilíbrio terminam por imantar o recém-desencarnado aos que ficaram na Terra, não lhe permitindo alcançar o equilíbrio de que carece para enfrentar a nova situação. A inconformação e o desespero, pois, advindos da perda de um ente querido, podem transformar-se em obsessão que irá afligi-lo e atormentá-lo. Idêntico processo se verifica quando o sentimento que domina o encarnado é o do ódio, da revolta, etc. (23)
  • 17.
    As brigas eos desentendimentos nas disputas de herança entre herdeiros, fatores geradores de magoas, podem atrair o Espírito desencarnado, diretamente relacionado com o problema, afligindo-o de tal forma que não consegue se desligar dos familiares. (24) A inconformação pelo retorno ao plano espiritual de um ente querido, a saudade inconsolável ou a tristeza profunda após os funerais são outros fatores de fixação, capazes de manter prisioneiro o desencarnado.
  • 18.
    d) Obsessão dedesencarnado para encarnado Sendo a mais conhecida, caracteriza-se pelo domínio de um desencarnado sobre alguém que vive no plano físico. As causas são varias. Citaremos algumas delas. Amores exacerbados, ódios incoercíveis, dominação absolutista, fanatismo injustificável, avareza incontrolável, morbidez ciumenta, abusos do direito como da força, má distribuição de valores e recursos financeiros, aquisição indigna da posse transitória, paixões políticas e guerreiras, ganância em relação aos bens perecíveis, orgulho e presunção, egoísmo nas suas múltiplas facetas são as fontes geratrizes desse funesto condutor de homens, que não cessa de atirá-los nos resvaladouros da loucura, das enfermidades portadoras de síndromes desconhecidas e perturbantes do suicídio direto ou indireto. (11)
  • 19.
    e) Obsessão recíproca Assim (...) como as almas afins e voltadas para o bem cultivam a convivência amiga e fraterna (...) sob outro aspecto, as criaturas se procuram para locupletar-se das vibrações que permutam e nas quais se comprazem. (...) Essa característica de reciprocidade transforma-se em verdadeira simbiose, quando dois seres passam a viver em regime de comunhão de pensamentos e vibrações. Isto ocorre até mesmo entre os encarnados que se unem através do amor desequilibrado, mantendo um relacionamento enervante. São as paixões avassaladoras que tornam os seres totalmente cegos a quaisquer outros acontecimentos e interesses, fechando-se ambos num egoísmo a dois, altamente perturbador. Esses relacionamentos, via de regra, terminam em tragédias se um dos parceiros modificar o seu comportamento em relação ao outro. (25)
  • 20.
    f) Auto-obsessão Amiúde(...) se atribuem aos Espíritos maldades de que eles são inocentes. Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do Espírito do próprio individuo (...). O homem não raramente é obsessor de si mesmo. (7) É (...) incalculável o número de pessoas que comparecem aos consultórios, queixando-se dos mais diversos males – para os quais não existem medicamentos eficazes – e que são tipicamente portadores de alto-obsessão. São cultivadores de “moléstias fantasmas” Vivem voltadas para si mesmos, preocupando-se em excesso com a própria saúde (...), descobrindo sintomas, dramatizando as ocorrências do dia a dia, sofrendo por antecipação situações que jamais chegarão a se realizar, flagelando-se com o ciúme, a inveja, o egoísmo, o orgulho, o despotismo e transformando-se em doentes imaginários, vítimas de si próprios, atormentados por si mesmos. (26)
  • 21.
    A obsessão apresenta caracteres diversos, que é preciso distinguir e que resultam do grau de constrangimento e da natureza dos efeitos que produz. Allan Kardec – LM, cap. 23
  • 22.
    As principais variedadessão: Obsessão Simples Fascinação Subjugação (Moral e Corporal) Possessão
  • 23.
  • 24.
    Quem são os obsidiados ?
  • 25.
    O QUE DA MARGEM A OBSESSÃO
  • 26.
    Os motivos daobsessão variam segundo o caráter dos Espírito [..]. As imperfeições morais ( do obsidiado) dão ensejo à ação dos Espíritos obsessores.
  • 27.
    Amores exacerbados, ódiosincoercíveis, dominação absolutista, fanatismo injustificável, avareza incontrolável, morbidez ciumenta, abusos do direito como da força, má distribuição de valores e recursos financeiros,
  • 28.
    aquisição indigna daposse transitória, paixões políticas e guerreiras, ganância em relação aos bens perecíveis,orgulho e presunção, egoísmo nas suas múltiplas facetas são fontes geratrizes desse funesto condutor de homens. Joanna de Angelis – Estudo Espíritas
  • 29.
    O problema da obsessão, sob qualquer aspecto considerado, é também problema do próprio obsidiado. Manoel P. de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão
  • 30.
    Auto - obsessão• Vícios cristalizados ; • Hábitos mentais negativos; • Reajuste perante a lei de ação e reação; • Consciência culpada.
  • 31.
    Enquanto persistirem o ressentimento a desconfiança e o rancor, a obsessão permanece como ácido queimando as delicadas engrenagens da casa mental e produzindo as alienações tormentosas. [...] Só há obsessão porque há débito de quem a sofre. Joanna de Ângelis - Plenitude
  • 32.
  • 33.
    - sonhos ruins, - pesadelos freqüentes, - indução ao vício,- mundanismo, - instintos de agressividade além do normal, - idéia de abandono da vida social ou familiar, - idéias de suicídio,- ruídos estranhos à volta do paciente, - freqüente visão de vultos,- impressão de ouvir vozes.
  • 34.
    Sinais de obsessão nos médiuns :
  • 35.
    - O propósitoé o de constrangimento - Chocam o bom senso - Persistência na comunicação (escrita, audição ou visual) - Crença na infalibilidade da sua comunicação - Ele se afasta das pessoas que podem lhe fazer advertências úteis - Age ou fala contra sua vontade - Ruídos e desordens acontecem ao seu redor.
  • 36.
  • 37.
    Não há forçaoperante no mal que consiga penetrar numa mente assepsiada pelas energias vitalizadoras do otimismo, que se adquire pela irrestrita confiança em Deus e pela prática das ações de solidariedade e da fraternidade. Manoel P. de Miranda – Nos Bastidores da Obsessão
  • 38.
    O método: -Fazer as coisas com método significa utilizar-se de princípios lógicos e racionais para se chegar a resultados desejados. No caso da obsessão, se é que não temos um método de tratamento, devemos trabalhar para criarmos um. De outro modo, sempre estaremos esperando que os obsediados fiquem bons, de acordo com a vontade Divina.
  • 39.
    Os três passos do método: - Coleta de informações - Pesquisa - Tratamento
  • 40.
    A princípio, pareceque se trata de um procedimento simples. Mas, quem esta habituado com o assunto, sabe que existem inúmeras particularidades que podem alterar a direção de um tratamento e fazer com que, de um paciente para outro, sigam-se condutas um pouco diferentes entre si.
  • 41.
    No tratamento daobsessão, temos toda uma ciência particular, regida por leis espirituais que governam a metodologia de cura. Infelizmente, os trabalhadores de centros espíritas quase não levam nada disso em consideração. Acham que para se curar um obsedado, basta que este seja colocado a freqüentar o centro; que leia o Evangelho e receba passes.
  • 42.
    Observar: Tratamento médico - Sintomas - exames - remédios - resultados Tratamento espiritual - Sintomas - exames - remédios - resultados
  • 43.
    O tratamento: •*PASSES • *ÁGUA FLUIDIFICADA • *PRECE ÍNTIMA • *LEITURA DE BOM NÍVEL • *PALESTRAS E PRECES • *EVOCAÇÃO DO OBSESSOR • *REFORMA ÍNTIMA
  • 44.
    Concilia-te depressa como teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao fiscal, e te encerrem na prisão. Mateus, 5 : 25
  • 45.
    A cura definitivadas obsessões: Somente, portanto, através do perdão e da reconciliação, da reparação e da edificação do bem incessante, é que o flagelo das obsessões desaparecerá da Terra de hoje e de amanhã, pelo que todos nos devemos empenhar.
  • 46.
    Bons estudos eiluminadas reflexões!
  • 47.
    • Bibliografia: •Obras do espírito Joanna de Angelis: • Autodescobrimento – estude e viva, plenitude. • Obsessão e desobsessão – Suely C. Schubert. • Obras do Espírito Manuel Philomeno de Miranda: Nas fronteiras da loucura, tormentos da obsessão, sexo e obsessão, Trilhas de libertação; Nos bastidores da obsessão. • Obsessão e suas mascaras – Marlene Nobre. • O livro dos médiuns , o livro dos espíritos, o evangelho segundo o espiritismo – Allan Kardec .
  • 48.
    Fontes de Consulta 1. KARDEC, Allan. A Gênese. Cap XIV, item 47 2. _______. O Livro dos Médiuns, Cap XVIII, item 221, pergunta 5 3. _______, Cap XXIII, item 237 4. _______, item 238 5. _______, item 239 6. _______, item 240 7. _______. Obras Póstumas, Primeira parte, Idem 58 8. _______. O que é o Espiritismo, Cap I, item Loucura, suicídio e obsessão, p 111-112 9. _______, p 112 10. DENIS, Leon. No Invisível. Terceira parte. Cap XXII 11. FRANCO, Divaldo. Obsessão. Estudos Espíritas, Cap 19 12. _______. Nas Fronteiras da Loucura, p 11 13. _______, p 12 14. _______, p 15-16 15. _______. Loucura e Obsessão, p 11 16. _______. Nas Fronteiras da Loucura, p 1 17. _______. Nos Bastidores da Obsessão, p 31
  • 49.
    18. _______ .NosBastidores da Obsessão, Cap 3 19. SCHUBERT, Suely Caldas. Obsessão Desobsessão. Cap 5, p 34-35 20. _______, p 35 21. _______, p 36 22. _______, p 36-37 23. _______, p 37 24. _______, p 38 25. _______, p 39 26. _______, p 40-41 27. XAVIER, Francisco. Libertação, Cap IV 28. _______, Cap VIII