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O MÉDIUM
CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO
MEDIUNIDADE COM JESUS
“O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de
observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele
consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos;
como filosofia, ele compreende todas as consequências morais que
decorrem dessas relações”.
Pode-se defini-lo assim:
“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da
origem e da destinação dos Espíritos, e das suas relações com o
mundo corporal”.
(O Que é o Espiritismo, Allan Kardec – Preâmbulo)
O Livro dos Médiuns; É destinado a guiar a
prática das manifestações pelo conhecimento dos
meios mais apropriados para se comunicar com os
Espíritos; é um guia tanto para os médiuns quanto para
os evocadores e o complemento de O Livro dos
Espíritos.
(O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, 1ª.parte - cap. III it.35)
“O Espiritismo somente pode considerar crítico sério
aquele que haja visto tudo, estudando e aprofundando-
se, com a paciência e a perseverança de um observador
consciencioso; que soubesse tanto sobre o assunto quanto o
mais esclarecido dos seus estudiosos; que tivesse alcançado
seus conhecimentos em outros lugares que não nos
romances da ciência; a quem não se poderia apresentar
nenhum fato que ele não conhecesse, nenhum argumento
sobre o qual não tivesse meditado; que contestasse não por
meras negações, mas com argumentos mais convincentes;
que pudesse, enfim, comprovar uma causa mais lógica aos
fatos averiguados. Esse crítico ainda está por vir.”
(O Livro dos Médiuns, Allan Kardec – cap. II it. 14)
O MÉDIUM
CONCEITO
MÉDIUM: Termo criado por Allan Kardec (do latim: meio, intermediário)
159. Toda pessoa que sente* num grau qualquer a influência dos Espíritos é, por
isso mesmo, médium. Essa faculdade é inerente às pessoas e consequentemente
não constitui privilégio exclusivo de ninguém; por isso mesmo, poucas são as pessoas
que não possuem algum rudimento dela. (...) Entretanto, geralmente, essa
qualificação aplica-se apenas àqueles cujo dom mediúnico está claramente
caracterizado por efeitos patentes de uma certa intensidade, o que depende,
então, de uma organização mais ou menos sensitiva.
(O Livro dos Médiuns, Allan Kardec – cap. XIV – Dos Médiuns)
Nota: *sente: percebe fisicamente
MEDIUNIDADE:
É a faculdade humana, natural, pela qual se estabelecem as relações entre
homens e Espíritos. Em diferentes graus e tipos, todos a possuímos. Em certos
indivíduos mais sensíveis à influência espiritual, a mediunidade se apresenta de forma
mais ostensiva, enquanto que, em outros, ela se manifesta em níveis mais sutis.
(Revista Cristã de Espiritismo, edição especial 05)
MEDIUNIDADE:
“...Sendo luz que brilha na carne, a mediunidade é atributo do
Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento renovador da posição moral da criatura
terrena, enriquecendo todos os seus valores no capítulo da virtude e da
inteligência, sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua trajetória
pela face do mundo”.
(O Consolador, Emmanuel - pergunta 382)
“(...)O círculo de percepção varia em cada um de nós. Há
diferentes gêneros de mediunidade; contudo, importa reconhecer que
cada Espírito vive em determinado degrau de crescimento mental
e, por isso, as equações do esforço mediúnico diferem de indivíduo
para indivíduo, tanto quanto as interpretações da vida se modificam de
alma para alma. As faculdades medianímicas podem ser idênticas em
pessoas diversas, entretanto, cada pessoa tem a sua maneira
particular de empregá-las. Um modelo, em muitas ocasiões, é o
mesmo para grande assembleia de pintores, todavia, cada artista fixá-
lo-á na tela a seu modo. (...) Mediunidade é sintonia e filtragem. Cada
Espírito vive entre as forças com as quais se combina, transmitindo-as
segundo as concepções que lhe caracterizam o modo de ser.”
(Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz cap. 12)
Os Imortais afirmam ao Codificador Allan Kardec, em diversos momentos, a
possibilidade de acesso à mente do encarnado por parte dos desencarnados:
“quando vos julgais mais ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de
Espíritos...” (O Livro dos Espíritos, perg. 457a)
“influem a tal ponto em vossos pensamentos que, de ordinário, são eles que vos
dirigem.” (O Livro dos Espíritos, perg. 459)
“no conjunto dos pensamentos que vos acodem, estão sempre de mistura os vossos
com os nossos.” (O Livro dos Espíritos, perg. 460)
Tudo isso confirma que todos são médiuns, uma vez que sofrem a
interferência psíquica de seres de outra dimensão vibratória.
(Desafios da Mediunidade, Camilo por J. Raul Teixeira – Parte I)
A MEDIUNIDADE EM TODOS NÓS:
Divaldo - A mediunidade é (...) uma oportunidade de servir. Bênção de Deus, que faculta
manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui, não apenas a
certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com
proficiência os débitos adquiridos nas encarnações anteriores. E graças à mediunidade que o
homem tem a antevisão do seu futuro espiritual (...).
Assim, a mediunidade tem uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela
que o homem se conscientiza das suas responsabilidades de espírito imortal.
FINALIDADE DA MEDIUNIDADE:
NÃO FORÇAR O SEU DESENVOLVIMENTO:
Raul - Segundo Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns (cap.XVI it.
198), a mediunidade não deverá ser explorada antes que venha a
eclodir. Dever-se-ia esperar que ela brotasse e, a partir de então, se lhe
daria o devido trato. Sendo assim, embora encontremos muitos
companheiros que se candidatam ao exercício da mediunidade, sem
que jamais hajam sentido coisa alguma que lhes demonstre serem
portadores desse grau ostensivo de mediunidade, as nossas
Instituições Espíritas devem estar sempre em guarda cuidadosa, para
que não inaugurem o sistema de fabricação mediúnica destituída de
qualquer valor doutrinário, uma vez que há companheiros que se
aproximam das Instituições Espíritas, portando tais peculiaridades
mediúnicas já em processo de desabrochamento.
(Diretrizes de Segurança, perg. 1 e 54
Divaldo P. Franco e J. Raul Teixeira)
CLASSIFICAÇÃO
Podem-se dividir os médiuns em duas grandes categorias:
MÉDIUNS DE EFEITOS FÍSICOS: aqueles que têm o poder de provocar efeitos
materiais ou manifestações ostensivas. Podem ser:
- facultativos (aqueles que têm consciência do seu poder)
- involuntários (aqueles cuja influência se exerce com o seu desconhecimento)
MÉDIUNS DE EFEITOS INTELECTUAIS: os que são mais especialmente propensos
a receberem e a transmitirem as comunicações inteligentes.
Todas as outras variedades se prendem mais ou menos diretamente a uma ou a
outra dessas duas categorias; algumas se ligam às duas. Se se analisam os diferentes
fenômenos produzidos sob a influência mediúnica, ver-se-á que, em todos, há um efeito físico,
e que aos efeitos físicos se junta, o mais frequentemente, um efeito inteligente.
(O Livro dos Médiuns, Allan Kardec – cap. XVI it. 187)
Médium Peixotinho. Ectoplasmia
Efeito físico
Médium Chico Xavier. Psicografia
Efeito intelectual
TIPTÓLOGOS - aqueles que por cuja influência se produzem os ruídos e as pancadas, com ou
sem a participação da vontade.
MOTORES - os que produzem movimentos dos corpos inertes.
TRANSPORTES - os que podem servir aos Espíritos para o transporte de objetos materiais.
Variedade de médiuns motores e de translações.
CURADORES - os que têm poder de curar ou de aliviar os males pela imposição das mãos ou
pela prece. Esta faculdade não é essencialmente mediúnica, pois todos os
verdadeiros crentes a possuem.
EXCITADORES - os que têm a faculdade de desenvolver nos outros por sua influência, a
faculdade de escrever. É antes um efeito magnético do que um fato de
mediunidade, porque nada prova a intervenção de um Espírito.
EFEITOS MUSICAIS - provocam a execução de música em certos instrumentos, sem contato.
PNEUMATOFÔNICOS - produzem a voz direta.
PNEUMATÓGRAFOS - os que obtêm a escrita direta. Provavelmente se desenvolve por
exercício. Só a experiência pode revelar se o médium a possui.
APARIÇÕES (materialização) - podem provocar aparições fluídicas ou tangíveis, visíveis para
os assistentes.
TRANSLAÇÕES E SUSPENSÕES - produzem a translação de objetos através do espaço ou a
sua suspensão, ou seja, podem elevar-se a si próprios.
Erasto e Sócrates = principais Espíritos que catalogaram as variedades de médiuns. (it.186)
MEDIUNIDADE DE EFEITOS FÍSICOS: (O Livro dos Médiuns, cap. XVI – Item 189)
Levitação de cadeira, 1940
Médium polonesa Stanislawa Tomczyk
23 junho 1913
Imagens: http://www.dieselpunks.org
O Espírito produz servindo-se dos elementos existentes no cérebro do médium.
MÚSICOS – executam, compõem ou escrevem musicas. Há médiuns musicais
mecânicos, semimecânicos, intuitivos e inspirados.
AUDIENTES – os que ouvem os Espíritos. Algumas vezes uma voz interna que se faz ouvir.
Outras vezes é uma voz externa.
FALANTES – falam sob influência dos Espíritos. Há os que têm intuição (consciência) do
que estão dizendo, no momento em que pronunciam as palavras.
VIDENTES – os que veem os Espíritos em estado de vigília.
EXTÁTICOS – os que em estado de êxtase, recebem revelações dos Espíritos.
INSPIRADOS – os que recebem os pensamentos sugeridos pelos Espíritos. Variedade da
mediunidade intuitiva onde torna-se difícil distinguir-se o pensamento do
médium com relação ao do Espírito comunicante.
PROFÉTICOS – variedades dos médiuns inspirados ou de pressentimento. Recebem, com a
permissão de Deus, a revelação de ocorrências futuras para fins instrutivos.
SONÂMBULOS – o sonâmbulo exprime seu próprio pensamento, e o médium exprime o
pensamento de um outro.
DE PRESSENTIMENTO – os que, em certas circunstâncias, têm uma vaga intuição de
ocorrências vulgares do futuro.
PINTORES E DESENHISTAS – pintam ou desenham coisas sérias sob influência dos Espíritos.
PSICÓGRAFOS - têm a faculdade de escrever pela influência dos espíritos;
MEDIUNIDADE DE EFEITOS INTELECTUAIS: (O Livro dos Médiuns, cap. XVI – item 190)
VARIEDADES DE MÉDIUNS ESCREVENTES (PSICÓGRAFOS): (O L. dos Médiuns, cap. XVI-191)
MECÂNICOS – aqueles cuja mão recebe um impulso involuntário e que não têm nenhuma
consciência daquilo que escrevem.
SEMIMECÂNICOS – aqueles cuja mão avança involuntariamente, mas que têm a consciência
instantânea das palavras ou das frases à medida que escrevem.
INTUITIVOS - aqueles com os quais os Espíritos se comunicam pelo pensamento e cuja mão é
guiada pela vontade. Diferem dos médiuns inspirados porque estes últimos não
têm necessidade de escrever, ao passo que o médium intuitivo escreve o
pensamento que lhe é sugerido instantaneamente sobre assunto determinado e
provocado. Muito sujeitos ao erro porque, frequentemente, não podem discernir
o que provém dos Espíritos ou de si mesmos.
POLÍGRAFOS - aqueles cuja escrita muda com o Espírito que se comunica, ou que estão aptos
a reproduzirem a escrita que o Espírito tinha em vida.
POLIGLOTAS - falam ou escrevem em línguas que lhes são estranhas.
ILETRADOS - os que escrevem como médiuns, sem saberem nem ler, nem escrever em
estado normal.
1. Segundo o modo de execução:
NOVIÇOS - aqueles cujas faculdades não estão ainda desenvolvidas.
FLEXÍVEIS - aqueles cujas faculdades se prestam mais facilmente aos diversos gêneros de
comunicações, e pela qual quase todos os Espíritos podem se manifestar.
IMPRODUTIVOS - obtém coisas insignificantes, traços ou letras sem continuidade.
FORMADOS - suas faculdades medianímicas estão completamente desenvolvidas, que
transmitem as comunicações que recebem com facilidade, sem hesitação.
LACÔNICOS - aqueles cujas comunicações, embora fáceis, são breves, sem desenvolvimento.
Lacônico = Conciso, sintético, objetivo
EXPLÍCITOS - as comunicações que obtém têm toda amplitude e toda extensão que se pode
esperar de um escritor. Os Espíritos os procuram para tratarem de assuntos que
comportem grandes desenvolvimentos.
EXCLUSIVOS - aqueles pelos quais um Espírito se manifesta de preferência, e mesmo com a
exclusão de todos os outros. É antes um defeito do que uma qualidade e muito
vizinho da obsessão.
DE EVOCAÇÕES - os médiuns flexíveis são os mais próprios a este gênero de comunicações e
às perguntas de detalhes que se podem dirigir aos Espíritos.
EXPERIMENTADOS - a experiência dá ao médium o tato necessário para apreciar a natureza
dos Espíritos que se manifestam, julgar suas qualidades boas ou más
pelos mais minuciosos sinais. Muitos médiuns confundem a
experiência, fruto do estudo, com a aptidão, produto do organismo.
DE DITADOS ESPONTÂNEOS - recebem comunicações espontâneas da parte de Espíritos
não chamados.
2. Segundo o desenvolvimento da faculdade: (O Livro dos Médiuns cap. XVI – item 192)
3. Segundo o gênero e a especialidade das comunicações: (O L. Médiuns cap. XVI – item 193)
POÉTICOS - sem obterem versos, as comunicações que recebem têm alguma coisa de
sentimental; nada neles denota rudeza.
POSITIVOS - suas comunicações têm, em geral, um caráter de clareza e de precisão que se
presta voluntariamente aos detalhes circunstanciais, às notícias exatas.
LITERÁRIOS - seu estilo é correto, elegante e, frequentemente, de uma notável eloquência.
RECEITISTAS - servem mais facilmente de intérprete dos Espíritos para as prescrições
médicas. Não confundi-los com os médiuns curadores.
RELIGIOSOS - recebem, mais especialmente, comunicações de um caráter religioso.
CIENTÍFICOS - podendo serem muito ignorantes, são mais especialmente próprios para as
comunicações relativas às ciências.
INCORRETOS - podem obter coisas muito boas, pensamentos de uma moralidade
irrepreensível, mas seu estilo é difuso, incorreto.
VERSIFICADORES - obtém, mais facilmente do que os outros, comunicações versificadas.
HISTORIADORES - aqueles que têm uma aptidão especial para os desenvolvimentos
históricos. Esta faculdade é independente dos conhecimentos do médium.
FILÓSOFOS e MORALISTAS - suas comunicações têm, geralmente, por objetivo as questões
de moral e de alta filosofia.
“Todos esses matizes são variedades de aptidões de bons médiuns. Quanto aos que têm uma
aptidão especial para certas comunicações científicas, históricas, médicas ou outras, acima de
sua capacidade intelectual, estejais persuadidos de que possuíram esses conhecimentos em
uma outra existência, e que permaneceram neles em estado latente”. (ERASTO)
DE COMUNICAÇÕES TRIVIAIS e OBSCENAS - indicam o gênero de comunicações que certos
médiuns recebem habitualmente, e a natureza dos Espíritos que as dão.
4. Segundo as qualidades físicas do médium: (O L. Médiuns cap. XVI – item 194)
CALMOS - escrevem sempre com certa lentidão, e sem experimentar a menor agitação.
VELOZES - escrevem com uma rapidez maior do que poderiam fazê-lo no estado normal. É
muito cansativa, porque desprende muito fluido inutilmente.
CONVULSIVOS - são de um estado de excitação quase febril; sua mão, e algumas vezes toda
a sua pessoa, é agitada por um tremor que não podem dominar. É preciso
que esses médiuns não se sirvam, senão raramente, de sua faculdade
medianímica, cujo uso muito frequente poderia afetar o sistema nervoso.
Médiuns imperfeitos: (O Livro dos Médiuns, cap. XVI – item 196)
DE MÁ-FÉ - os que, tendo faculdades reais, simulam as que não têm para se darem importância.
EGOÍSTAS - servem-se de suas faculdades para seu uso pessoal, e guardam para eles as
comunicações que recebem.
LEVIANOS - não tomam sua faculdade a sério, e dela não se servem senão por passatempo ou
para coisas fúteis.
INVEJOSOS - os que veem com despeito os outros médiuns, melhor apreciados e que lhes são
superiores.
SUSCETÍVEIS - são orgulhosos; melindram-se com as críticas das quais suas comunicações
podem ser objeto; se irritam com a menor contrariedade.
AMBICIOSOS - os que, sem pôr a preço sua faculdade, esperam dela tirar quaisquer vantagens.
OBSIDIADOS - não podem se desembaraçar dos Espíritos importunos e mentirosos, mas não se
iludem.
FASCINADOS - são enganados pelos Espíritos mentirosos, e se iludem sobre a natureza das
comunicações que recebem.
SUBJUGADOS - sofrem uma dominação moral e, frequentemente, material da parte dos maus
Espíritos.
INDIFERENTES - não tiram proveito moral das instruções que recebem, e não modificam em
nada sua conduta e seus hábitos.
PRESUNÇOSOS - têm a pretensão de serem os únicos em relação com os Espíritos superiores.
Creem na sua infalibilidade considerando como inferior tudo o que não
procede deles.
ORGULHOSOS - os que se envaidecem das comunicações que recebem.
MERCENÁRIOS - os que exploram sua faculdade.
Bons médiuns: (O Livro dos Médiuns, cap. XVI – item 197)
SÉRIOS - servem de sua faculdade para o bem e para as coisas verdadeiramente úteis.
MODESTOS - não se atribuem nenhum mérito pelas comunicações que recebem.
DEVOTADOS - os que compreendem que o verdadeiro médium tem uma missão a cumprir e
deve, quando isto seja necessário, sacrificar seus gostos, seus hábitos, seus
prazeres, e mesmo seus interesses materiais, para o bem dos outros.
SEGUROS - os que, além da facilidade de execução, merecem plena confiança, por seu
próprio caráter, a natureza elevada dos Espíritos que os assistem, e que são os
menos expostos a serem enganados.
“Quando existe o princípio, o gérmen de uma faculdade, esta se
manifesta sempre por sinais inequívocos. Limitando-se à sua
especialidade, pode o médium tornar-se excelente e obter grandes e
belas coisas; ocupando-se de todo, nada de bom obterá. Notai, de
passagem, que o desejo de ampliar indefinidamente o âmbito de suas
faculdades é uma pretensão orgulhosa, que os Espíritos nunca deixam
impune. Os bons abandonam o presunçoso, que se torna então joguete
dos mentirosos. Infelizmente, não é raro verem-se médiuns que, não
contentes com os dons que receberam, aspiram, por amor-próprio, ou
ambição, a possuir faculdades excepcionais, capazes de os tornarem
notados. Essa pretensão lhes tira a qualidade mais preciosa: a de
médiuns seguros.”
(SÓCRATES.)
(O Livro dos Médiuns, cap. XVI – item 198)
“My dear and generous friends of the
fraternity's doctrine. Good health and peace in
God, our Father!
Let us learn the life in the love's law, from the
instructions of Jesus Christ; except this work
almost always in the earthly world represent the
struggle and studies of the vanity and from the
darkness of the little men's science”.
Your brother
Emmanuel
PSICOGRAFIA ESPECULAR: recebida de trás para frente. Ler em frente a um espelho.
Mensagem psicografada, recebida em dois minutos
pelo médium Francisco C. Xavier, no idioma inglês,
na sede da União Espírita Mineira, em 4 de abril de
1937.
(Do Livro: Chico Xavier Mandato de Amor, Geraldo Lemos Neto)
“O Livro dos Médiuns é um divisor de águas (...) porque
de O Livro dos Médiuns em diante,
a mediunidade passa a ser com Jesus.”
(Haroldo Dutra Dias – Palestra Mediunidade com Jesus)
– “Este irmão não é um simples aparelho. É um Espírito que deve ser tão livre quanto o
nosso e que, a fim de se prestar ao intercâmbio desejado, precisa renunciar a si
mesmo, com abnegação e humildade, primeiros fatores na obtenção de acesso à
permuta com as regiões mais elevadas. Necessita calar, para que outros falem; dar de si
próprio, para que outros recebam. Em suma, deve servir de ponte, onde se encontrem
interesses diferentes. Sem essa compreensão consciente do espírito de serviço, não
poderia atender aos propósitos edificantes. Naturalmente, ele é responsável pela
manutenção dos recursos interiores, tais como a tolerância, a humildade, a disposição
fraterna, a paciência e o amor cristão”.
(Missionários da Luz, André Luiz – cap. 1)
Qual a importância do estudo do Evangelho de Jesus na prática da mediunidade?
“O Evangelho de Jesus, por representar o Código Primordial dos valores morais, que
devem ser buscados pela pessoa, torna-se imprescindível a todos os que pretendem
seguir a trilha da mediunidade sob a óptica cristã, sob a interpretação da Doutrina
Espírita”.
“O fenômeno pelo fenômeno é algo bastante ligeiro e mesmo rudimentar, diante do
estuário de ensinamentos que os desencarnados podem oferecer. Para o Espiritismo,
mais importante do que a manifestação mediúnica em si mesma, está o aprimoramento
do médium, a sua entrega ao bem e ao bom, o seu renascimento moral, e aí, a
mensagem do Cristo é de valiosíssima grandeza”.
(Desafios da Mediunidade, Camilo por J. Raul Teixeira – perg. 54)
MEDIUNIDADE COM JESUS:
“O médium que se propôs a educar-se, nos moldes disciplinares do Cristo, de vez
em quando se sente aturdido pela sua própria natureza inferior, pois toda mudança criteriosa
requer tempo, firmeza e fé, para que a esperança nos envolva, de maneira a nos convencer
que a sabedoria e o amor são caminhos insubstituíveis.”
(Médiuns, Miramez por João N. Maia - Educação do Médium)
“Ser médium em Cristo é uma coisa excelente. No entanto, para que isso
ocorra, imprescindível é saber o que fazer da mediunidade. Esse é o maior problema no seio
da humanidade e dos espiritualistas, em geral. Temos atrações irresistíveis para coisas
misteriosas, (...) principalmente comunicar com os que já partiram para o além, conhecer
suas novas ideias, o que eles encontraram na viagem para o outro mundo, suas experiências
e o que eles pensam dos que ficaram. Aí é que entra o ministério da doutrina. O médium, na
sua lucidez cristã, é um ministro que deve orientar todos os sofredores, todos os que queiram
se instruir acerca da outra vida e da vida que deve ser levada. E se ele não levar a sério a
sua missão, o Evangelho interroga a sua consciência, na palavra de Lucas, capítulo
6, versículo 39: “Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no
barranco?”
(Médiuns, Miramez por João N. Maia – O Alcance Mediúnico)
O bom médium:
- o que percebe o “invisível” sem alardes;
- o que doa-se em auxílio;
- o que não deseja estar em primeiro plano para que a boa mensagem sobressaia.
PESQUISA:
- O Livro dos Médiuns, Allan Kardec
- O Que é o Espiritismo, Allan Kardec
- Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz por Chico Xavier
- Missionários da Luz, André Luiz por Chico Xavier
- O Consolador, Emmanuel por Chico Xavier
- Médiuns, Miramez por João Nunes Maia
- Mediunidade – coleção: estudos e cursos, Therezinha Oliveira
- Desafios da Mediunidade, Camilo por J. Raul Teixeira
- Diretrizes de Segurança, Divaldo P. Franco e J. Raul Teixeira
- Chico Xavier Mandato de Amor, Geraldo Lemos Neto
Responsável pela elaboração: Júlio César Evadro

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01 o médium conceito e classif. mediunidade com jesus

  • 1. O MÉDIUM CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO MEDIUNIDADE COM JESUS
  • 2. “O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, ele compreende todas as consequências morais que decorrem dessas relações”. Pode-se defini-lo assim: “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal”. (O Que é o Espiritismo, Allan Kardec – Preâmbulo)
  • 3. O Livro dos Médiuns; É destinado a guiar a prática das manifestações pelo conhecimento dos meios mais apropriados para se comunicar com os Espíritos; é um guia tanto para os médiuns quanto para os evocadores e o complemento de O Livro dos Espíritos. (O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, 1ª.parte - cap. III it.35)
  • 4. “O Espiritismo somente pode considerar crítico sério aquele que haja visto tudo, estudando e aprofundando- se, com a paciência e a perseverança de um observador consciencioso; que soubesse tanto sobre o assunto quanto o mais esclarecido dos seus estudiosos; que tivesse alcançado seus conhecimentos em outros lugares que não nos romances da ciência; a quem não se poderia apresentar nenhum fato que ele não conhecesse, nenhum argumento sobre o qual não tivesse meditado; que contestasse não por meras negações, mas com argumentos mais convincentes; que pudesse, enfim, comprovar uma causa mais lógica aos fatos averiguados. Esse crítico ainda está por vir.” (O Livro dos Médiuns, Allan Kardec – cap. II it. 14)
  • 5. O MÉDIUM CONCEITO MÉDIUM: Termo criado por Allan Kardec (do latim: meio, intermediário) 159. Toda pessoa que sente* num grau qualquer a influência dos Espíritos é, por isso mesmo, médium. Essa faculdade é inerente às pessoas e consequentemente não constitui privilégio exclusivo de ninguém; por isso mesmo, poucas são as pessoas que não possuem algum rudimento dela. (...) Entretanto, geralmente, essa qualificação aplica-se apenas àqueles cujo dom mediúnico está claramente caracterizado por efeitos patentes de uma certa intensidade, o que depende, então, de uma organização mais ou menos sensitiva. (O Livro dos Médiuns, Allan Kardec – cap. XIV – Dos Médiuns) Nota: *sente: percebe fisicamente MEDIUNIDADE: É a faculdade humana, natural, pela qual se estabelecem as relações entre homens e Espíritos. Em diferentes graus e tipos, todos a possuímos. Em certos indivíduos mais sensíveis à influência espiritual, a mediunidade se apresenta de forma mais ostensiva, enquanto que, em outros, ela se manifesta em níveis mais sutis. (Revista Cristã de Espiritismo, edição especial 05)
  • 6. MEDIUNIDADE: “...Sendo luz que brilha na carne, a mediunidade é atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento renovador da posição moral da criatura terrena, enriquecendo todos os seus valores no capítulo da virtude e da inteligência, sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua trajetória pela face do mundo”. (O Consolador, Emmanuel - pergunta 382) “(...)O círculo de percepção varia em cada um de nós. Há diferentes gêneros de mediunidade; contudo, importa reconhecer que cada Espírito vive em determinado degrau de crescimento mental e, por isso, as equações do esforço mediúnico diferem de indivíduo para indivíduo, tanto quanto as interpretações da vida se modificam de alma para alma. As faculdades medianímicas podem ser idênticas em pessoas diversas, entretanto, cada pessoa tem a sua maneira particular de empregá-las. Um modelo, em muitas ocasiões, é o mesmo para grande assembleia de pintores, todavia, cada artista fixá- lo-á na tela a seu modo. (...) Mediunidade é sintonia e filtragem. Cada Espírito vive entre as forças com as quais se combina, transmitindo-as segundo as concepções que lhe caracterizam o modo de ser.” (Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz cap. 12)
  • 7. Os Imortais afirmam ao Codificador Allan Kardec, em diversos momentos, a possibilidade de acesso à mente do encarnado por parte dos desencarnados: “quando vos julgais mais ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de Espíritos...” (O Livro dos Espíritos, perg. 457a) “influem a tal ponto em vossos pensamentos que, de ordinário, são eles que vos dirigem.” (O Livro dos Espíritos, perg. 459) “no conjunto dos pensamentos que vos acodem, estão sempre de mistura os vossos com os nossos.” (O Livro dos Espíritos, perg. 460) Tudo isso confirma que todos são médiuns, uma vez que sofrem a interferência psíquica de seres de outra dimensão vibratória. (Desafios da Mediunidade, Camilo por J. Raul Teixeira – Parte I) A MEDIUNIDADE EM TODOS NÓS:
  • 8. Divaldo - A mediunidade é (...) uma oportunidade de servir. Bênção de Deus, que faculta manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui, não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os débitos adquiridos nas encarnações anteriores. E graças à mediunidade que o homem tem a antevisão do seu futuro espiritual (...). Assim, a mediunidade tem uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza das suas responsabilidades de espírito imortal. FINALIDADE DA MEDIUNIDADE: NÃO FORÇAR O SEU DESENVOLVIMENTO: Raul - Segundo Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns (cap.XVI it. 198), a mediunidade não deverá ser explorada antes que venha a eclodir. Dever-se-ia esperar que ela brotasse e, a partir de então, se lhe daria o devido trato. Sendo assim, embora encontremos muitos companheiros que se candidatam ao exercício da mediunidade, sem que jamais hajam sentido coisa alguma que lhes demonstre serem portadores desse grau ostensivo de mediunidade, as nossas Instituições Espíritas devem estar sempre em guarda cuidadosa, para que não inaugurem o sistema de fabricação mediúnica destituída de qualquer valor doutrinário, uma vez que há companheiros que se aproximam das Instituições Espíritas, portando tais peculiaridades mediúnicas já em processo de desabrochamento. (Diretrizes de Segurança, perg. 1 e 54 Divaldo P. Franco e J. Raul Teixeira)
  • 9. CLASSIFICAÇÃO Podem-se dividir os médiuns em duas grandes categorias: MÉDIUNS DE EFEITOS FÍSICOS: aqueles que têm o poder de provocar efeitos materiais ou manifestações ostensivas. Podem ser: - facultativos (aqueles que têm consciência do seu poder) - involuntários (aqueles cuja influência se exerce com o seu desconhecimento) MÉDIUNS DE EFEITOS INTELECTUAIS: os que são mais especialmente propensos a receberem e a transmitirem as comunicações inteligentes. Todas as outras variedades se prendem mais ou menos diretamente a uma ou a outra dessas duas categorias; algumas se ligam às duas. Se se analisam os diferentes fenômenos produzidos sob a influência mediúnica, ver-se-á que, em todos, há um efeito físico, e que aos efeitos físicos se junta, o mais frequentemente, um efeito inteligente. (O Livro dos Médiuns, Allan Kardec – cap. XVI it. 187) Médium Peixotinho. Ectoplasmia Efeito físico Médium Chico Xavier. Psicografia Efeito intelectual
  • 10. TIPTÓLOGOS - aqueles que por cuja influência se produzem os ruídos e as pancadas, com ou sem a participação da vontade. MOTORES - os que produzem movimentos dos corpos inertes. TRANSPORTES - os que podem servir aos Espíritos para o transporte de objetos materiais. Variedade de médiuns motores e de translações. CURADORES - os que têm poder de curar ou de aliviar os males pela imposição das mãos ou pela prece. Esta faculdade não é essencialmente mediúnica, pois todos os verdadeiros crentes a possuem. EXCITADORES - os que têm a faculdade de desenvolver nos outros por sua influência, a faculdade de escrever. É antes um efeito magnético do que um fato de mediunidade, porque nada prova a intervenção de um Espírito. EFEITOS MUSICAIS - provocam a execução de música em certos instrumentos, sem contato. PNEUMATOFÔNICOS - produzem a voz direta. PNEUMATÓGRAFOS - os que obtêm a escrita direta. Provavelmente se desenvolve por exercício. Só a experiência pode revelar se o médium a possui. APARIÇÕES (materialização) - podem provocar aparições fluídicas ou tangíveis, visíveis para os assistentes. TRANSLAÇÕES E SUSPENSÕES - produzem a translação de objetos através do espaço ou a sua suspensão, ou seja, podem elevar-se a si próprios. Erasto e Sócrates = principais Espíritos que catalogaram as variedades de médiuns. (it.186) MEDIUNIDADE DE EFEITOS FÍSICOS: (O Livro dos Médiuns, cap. XVI – Item 189)
  • 11. Levitação de cadeira, 1940 Médium polonesa Stanislawa Tomczyk 23 junho 1913 Imagens: http://www.dieselpunks.org
  • 12. O Espírito produz servindo-se dos elementos existentes no cérebro do médium. MÚSICOS – executam, compõem ou escrevem musicas. Há médiuns musicais mecânicos, semimecânicos, intuitivos e inspirados. AUDIENTES – os que ouvem os Espíritos. Algumas vezes uma voz interna que se faz ouvir. Outras vezes é uma voz externa. FALANTES – falam sob influência dos Espíritos. Há os que têm intuição (consciência) do que estão dizendo, no momento em que pronunciam as palavras. VIDENTES – os que veem os Espíritos em estado de vigília. EXTÁTICOS – os que em estado de êxtase, recebem revelações dos Espíritos. INSPIRADOS – os que recebem os pensamentos sugeridos pelos Espíritos. Variedade da mediunidade intuitiva onde torna-se difícil distinguir-se o pensamento do médium com relação ao do Espírito comunicante. PROFÉTICOS – variedades dos médiuns inspirados ou de pressentimento. Recebem, com a permissão de Deus, a revelação de ocorrências futuras para fins instrutivos. SONÂMBULOS – o sonâmbulo exprime seu próprio pensamento, e o médium exprime o pensamento de um outro. DE PRESSENTIMENTO – os que, em certas circunstâncias, têm uma vaga intuição de ocorrências vulgares do futuro. PINTORES E DESENHISTAS – pintam ou desenham coisas sérias sob influência dos Espíritos. PSICÓGRAFOS - têm a faculdade de escrever pela influência dos espíritos; MEDIUNIDADE DE EFEITOS INTELECTUAIS: (O Livro dos Médiuns, cap. XVI – item 190)
  • 13. VARIEDADES DE MÉDIUNS ESCREVENTES (PSICÓGRAFOS): (O L. dos Médiuns, cap. XVI-191) MECÂNICOS – aqueles cuja mão recebe um impulso involuntário e que não têm nenhuma consciência daquilo que escrevem. SEMIMECÂNICOS – aqueles cuja mão avança involuntariamente, mas que têm a consciência instantânea das palavras ou das frases à medida que escrevem. INTUITIVOS - aqueles com os quais os Espíritos se comunicam pelo pensamento e cuja mão é guiada pela vontade. Diferem dos médiuns inspirados porque estes últimos não têm necessidade de escrever, ao passo que o médium intuitivo escreve o pensamento que lhe é sugerido instantaneamente sobre assunto determinado e provocado. Muito sujeitos ao erro porque, frequentemente, não podem discernir o que provém dos Espíritos ou de si mesmos. POLÍGRAFOS - aqueles cuja escrita muda com o Espírito que se comunica, ou que estão aptos a reproduzirem a escrita que o Espírito tinha em vida. POLIGLOTAS - falam ou escrevem em línguas que lhes são estranhas. ILETRADOS - os que escrevem como médiuns, sem saberem nem ler, nem escrever em estado normal. 1. Segundo o modo de execução:
  • 14. NOVIÇOS - aqueles cujas faculdades não estão ainda desenvolvidas. FLEXÍVEIS - aqueles cujas faculdades se prestam mais facilmente aos diversos gêneros de comunicações, e pela qual quase todos os Espíritos podem se manifestar. IMPRODUTIVOS - obtém coisas insignificantes, traços ou letras sem continuidade. FORMADOS - suas faculdades medianímicas estão completamente desenvolvidas, que transmitem as comunicações que recebem com facilidade, sem hesitação. LACÔNICOS - aqueles cujas comunicações, embora fáceis, são breves, sem desenvolvimento. Lacônico = Conciso, sintético, objetivo EXPLÍCITOS - as comunicações que obtém têm toda amplitude e toda extensão que se pode esperar de um escritor. Os Espíritos os procuram para tratarem de assuntos que comportem grandes desenvolvimentos. EXCLUSIVOS - aqueles pelos quais um Espírito se manifesta de preferência, e mesmo com a exclusão de todos os outros. É antes um defeito do que uma qualidade e muito vizinho da obsessão. DE EVOCAÇÕES - os médiuns flexíveis são os mais próprios a este gênero de comunicações e às perguntas de detalhes que se podem dirigir aos Espíritos. EXPERIMENTADOS - a experiência dá ao médium o tato necessário para apreciar a natureza dos Espíritos que se manifestam, julgar suas qualidades boas ou más pelos mais minuciosos sinais. Muitos médiuns confundem a experiência, fruto do estudo, com a aptidão, produto do organismo. DE DITADOS ESPONTÂNEOS - recebem comunicações espontâneas da parte de Espíritos não chamados. 2. Segundo o desenvolvimento da faculdade: (O Livro dos Médiuns cap. XVI – item 192)
  • 15. 3. Segundo o gênero e a especialidade das comunicações: (O L. Médiuns cap. XVI – item 193) POÉTICOS - sem obterem versos, as comunicações que recebem têm alguma coisa de sentimental; nada neles denota rudeza. POSITIVOS - suas comunicações têm, em geral, um caráter de clareza e de precisão que se presta voluntariamente aos detalhes circunstanciais, às notícias exatas. LITERÁRIOS - seu estilo é correto, elegante e, frequentemente, de uma notável eloquência. RECEITISTAS - servem mais facilmente de intérprete dos Espíritos para as prescrições médicas. Não confundi-los com os médiuns curadores. RELIGIOSOS - recebem, mais especialmente, comunicações de um caráter religioso. CIENTÍFICOS - podendo serem muito ignorantes, são mais especialmente próprios para as comunicações relativas às ciências. INCORRETOS - podem obter coisas muito boas, pensamentos de uma moralidade irrepreensível, mas seu estilo é difuso, incorreto. VERSIFICADORES - obtém, mais facilmente do que os outros, comunicações versificadas. HISTORIADORES - aqueles que têm uma aptidão especial para os desenvolvimentos históricos. Esta faculdade é independente dos conhecimentos do médium. FILÓSOFOS e MORALISTAS - suas comunicações têm, geralmente, por objetivo as questões de moral e de alta filosofia. “Todos esses matizes são variedades de aptidões de bons médiuns. Quanto aos que têm uma aptidão especial para certas comunicações científicas, históricas, médicas ou outras, acima de sua capacidade intelectual, estejais persuadidos de que possuíram esses conhecimentos em uma outra existência, e que permaneceram neles em estado latente”. (ERASTO) DE COMUNICAÇÕES TRIVIAIS e OBSCENAS - indicam o gênero de comunicações que certos médiuns recebem habitualmente, e a natureza dos Espíritos que as dão.
  • 16. 4. Segundo as qualidades físicas do médium: (O L. Médiuns cap. XVI – item 194) CALMOS - escrevem sempre com certa lentidão, e sem experimentar a menor agitação. VELOZES - escrevem com uma rapidez maior do que poderiam fazê-lo no estado normal. É muito cansativa, porque desprende muito fluido inutilmente. CONVULSIVOS - são de um estado de excitação quase febril; sua mão, e algumas vezes toda a sua pessoa, é agitada por um tremor que não podem dominar. É preciso que esses médiuns não se sirvam, senão raramente, de sua faculdade medianímica, cujo uso muito frequente poderia afetar o sistema nervoso.
  • 17. Médiuns imperfeitos: (O Livro dos Médiuns, cap. XVI – item 196) DE MÁ-FÉ - os que, tendo faculdades reais, simulam as que não têm para se darem importância. EGOÍSTAS - servem-se de suas faculdades para seu uso pessoal, e guardam para eles as comunicações que recebem. LEVIANOS - não tomam sua faculdade a sério, e dela não se servem senão por passatempo ou para coisas fúteis. INVEJOSOS - os que veem com despeito os outros médiuns, melhor apreciados e que lhes são superiores. SUSCETÍVEIS - são orgulhosos; melindram-se com as críticas das quais suas comunicações podem ser objeto; se irritam com a menor contrariedade. AMBICIOSOS - os que, sem pôr a preço sua faculdade, esperam dela tirar quaisquer vantagens. OBSIDIADOS - não podem se desembaraçar dos Espíritos importunos e mentirosos, mas não se iludem. FASCINADOS - são enganados pelos Espíritos mentirosos, e se iludem sobre a natureza das comunicações que recebem. SUBJUGADOS - sofrem uma dominação moral e, frequentemente, material da parte dos maus Espíritos. INDIFERENTES - não tiram proveito moral das instruções que recebem, e não modificam em nada sua conduta e seus hábitos. PRESUNÇOSOS - têm a pretensão de serem os únicos em relação com os Espíritos superiores. Creem na sua infalibilidade considerando como inferior tudo o que não procede deles. ORGULHOSOS - os que se envaidecem das comunicações que recebem. MERCENÁRIOS - os que exploram sua faculdade.
  • 18. Bons médiuns: (O Livro dos Médiuns, cap. XVI – item 197) SÉRIOS - servem de sua faculdade para o bem e para as coisas verdadeiramente úteis. MODESTOS - não se atribuem nenhum mérito pelas comunicações que recebem. DEVOTADOS - os que compreendem que o verdadeiro médium tem uma missão a cumprir e deve, quando isto seja necessário, sacrificar seus gostos, seus hábitos, seus prazeres, e mesmo seus interesses materiais, para o bem dos outros. SEGUROS - os que, além da facilidade de execução, merecem plena confiança, por seu próprio caráter, a natureza elevada dos Espíritos que os assistem, e que são os menos expostos a serem enganados. “Quando existe o princípio, o gérmen de uma faculdade, esta se manifesta sempre por sinais inequívocos. Limitando-se à sua especialidade, pode o médium tornar-se excelente e obter grandes e belas coisas; ocupando-se de todo, nada de bom obterá. Notai, de passagem, que o desejo de ampliar indefinidamente o âmbito de suas faculdades é uma pretensão orgulhosa, que os Espíritos nunca deixam impune. Os bons abandonam o presunçoso, que se torna então joguete dos mentirosos. Infelizmente, não é raro verem-se médiuns que, não contentes com os dons que receberam, aspiram, por amor-próprio, ou ambição, a possuir faculdades excepcionais, capazes de os tornarem notados. Essa pretensão lhes tira a qualidade mais preciosa: a de médiuns seguros.” (SÓCRATES.) (O Livro dos Médiuns, cap. XVI – item 198)
  • 19. “My dear and generous friends of the fraternity's doctrine. Good health and peace in God, our Father! Let us learn the life in the love's law, from the instructions of Jesus Christ; except this work almost always in the earthly world represent the struggle and studies of the vanity and from the darkness of the little men's science”. Your brother Emmanuel PSICOGRAFIA ESPECULAR: recebida de trás para frente. Ler em frente a um espelho. Mensagem psicografada, recebida em dois minutos pelo médium Francisco C. Xavier, no idioma inglês, na sede da União Espírita Mineira, em 4 de abril de 1937. (Do Livro: Chico Xavier Mandato de Amor, Geraldo Lemos Neto)
  • 20. “O Livro dos Médiuns é um divisor de águas (...) porque de O Livro dos Médiuns em diante, a mediunidade passa a ser com Jesus.” (Haroldo Dutra Dias – Palestra Mediunidade com Jesus)
  • 21. – “Este irmão não é um simples aparelho. É um Espírito que deve ser tão livre quanto o nosso e que, a fim de se prestar ao intercâmbio desejado, precisa renunciar a si mesmo, com abnegação e humildade, primeiros fatores na obtenção de acesso à permuta com as regiões mais elevadas. Necessita calar, para que outros falem; dar de si próprio, para que outros recebam. Em suma, deve servir de ponte, onde se encontrem interesses diferentes. Sem essa compreensão consciente do espírito de serviço, não poderia atender aos propósitos edificantes. Naturalmente, ele é responsável pela manutenção dos recursos interiores, tais como a tolerância, a humildade, a disposição fraterna, a paciência e o amor cristão”. (Missionários da Luz, André Luiz – cap. 1) Qual a importância do estudo do Evangelho de Jesus na prática da mediunidade? “O Evangelho de Jesus, por representar o Código Primordial dos valores morais, que devem ser buscados pela pessoa, torna-se imprescindível a todos os que pretendem seguir a trilha da mediunidade sob a óptica cristã, sob a interpretação da Doutrina Espírita”. “O fenômeno pelo fenômeno é algo bastante ligeiro e mesmo rudimentar, diante do estuário de ensinamentos que os desencarnados podem oferecer. Para o Espiritismo, mais importante do que a manifestação mediúnica em si mesma, está o aprimoramento do médium, a sua entrega ao bem e ao bom, o seu renascimento moral, e aí, a mensagem do Cristo é de valiosíssima grandeza”. (Desafios da Mediunidade, Camilo por J. Raul Teixeira – perg. 54) MEDIUNIDADE COM JESUS:
  • 22. “O médium que se propôs a educar-se, nos moldes disciplinares do Cristo, de vez em quando se sente aturdido pela sua própria natureza inferior, pois toda mudança criteriosa requer tempo, firmeza e fé, para que a esperança nos envolva, de maneira a nos convencer que a sabedoria e o amor são caminhos insubstituíveis.” (Médiuns, Miramez por João N. Maia - Educação do Médium) “Ser médium em Cristo é uma coisa excelente. No entanto, para que isso ocorra, imprescindível é saber o que fazer da mediunidade. Esse é o maior problema no seio da humanidade e dos espiritualistas, em geral. Temos atrações irresistíveis para coisas misteriosas, (...) principalmente comunicar com os que já partiram para o além, conhecer suas novas ideias, o que eles encontraram na viagem para o outro mundo, suas experiências e o que eles pensam dos que ficaram. Aí é que entra o ministério da doutrina. O médium, na sua lucidez cristã, é um ministro que deve orientar todos os sofredores, todos os que queiram se instruir acerca da outra vida e da vida que deve ser levada. E se ele não levar a sério a sua missão, o Evangelho interroga a sua consciência, na palavra de Lucas, capítulo 6, versículo 39: “Pode porventura um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?” (Médiuns, Miramez por João N. Maia – O Alcance Mediúnico)
  • 23. O bom médium: - o que percebe o “invisível” sem alardes; - o que doa-se em auxílio; - o que não deseja estar em primeiro plano para que a boa mensagem sobressaia.
  • 24. PESQUISA: - O Livro dos Médiuns, Allan Kardec - O Que é o Espiritismo, Allan Kardec - Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz por Chico Xavier - Missionários da Luz, André Luiz por Chico Xavier - O Consolador, Emmanuel por Chico Xavier - Médiuns, Miramez por João Nunes Maia - Mediunidade – coleção: estudos e cursos, Therezinha Oliveira - Desafios da Mediunidade, Camilo por J. Raul Teixeira - Diretrizes de Segurança, Divaldo P. Franco e J. Raul Teixeira - Chico Xavier Mandato de Amor, Geraldo Lemos Neto Responsável pela elaboração: Júlio César Evadro