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A DOR DO IDOSO
CONCEITO
“ ...EXPERIÊNCIA SENSORIAL E EMOCIONAL
DESAGRADÁVEL, DEVIDA À LESÃO
EFETIVA OU POTENCIAL DOS TECIDOS... “
( MERSKEY, 1986. )
“... É UM SINTOMA COMPLEXO, INDIVIDUAL E SUBJETIVO,
CUJA INTERPRETAÇÃO ENVOLVE ASPECTOSSENSITIVOS,
EMOCIONAIS E CULTURAIS QUE SÓ PODE SER
COMPARTILHADA A PARTIR DO RELATO DE QUEM O
SENTE.”
( PIMENTA, 1994.)
PREVALÊNCIA DA DOR EM PESSOAS IDOSAS
Distúrbios do aparelho de locomoção: 50% referem dor
devido à artrite
Outros: doenças reumatóides, fibromialgia, dor cervical e
lombar devido a processos degenerativos ou à
fraturas osteoporóticas, síndromes musculares
dolorosas.
SNC ou Periférico: dor neurogênica
dor por desaferentação
dor talâmica
PREVALÊNCIA DA DOR EM PESSOAS IDOSAS
Origem Vascular: arterite temporal
angina de peito
claudicação intermitente
enxaqueca
Dor oncológica: a maioria dos pacientes de câncer
sofre dores antes de morrer
DOR CRÔNICA
Idosos da Comunidade: 30 à 40%
Idosos Institucionalizados: 45% à 85%
10 PRINCIPAIS CONDIÇÕES CRÔNICAS DO IDOSO:
1- ARTRITE
2- HIPERTENSÃO
3- COMPROMETIMENTO AUDITIVO
4- CONDIÇÕES CARDÍACAS
5- COMPROMETIMENTO ORTOPÉDICO
6- SINUSITE
7- CATARATA
8- DIABETES MELITTUS
9- COMPROMETIMENTO VISUAL
10- ZUMBIDO
NOÇÕES GERAIS
FATORES EMOCIONAIS
FATORES COGNITIVOS
FATORES SÓCIO-CULTURAIS
FATORES COMPORTAMENTAIS
+
=
+
+
PERCEPÇÃO INDIVIDUALIZADA DA DORPERCEPÇÃO INDIVIDUALIZADA DA DOR
CARACTERÍSTICAS DA DOR
DOR LOCALIZADA: se limita à sua sede de origem –
tendinite, bursite, artrite.
DOR RADICULAR: projeta-se ao longo do trajeto de um nervo
no respectivo dermátomo - ciatalgia
DOR IRRADIADA: tem origem em estruturas somáticas e
viscerais e se projeta para outra região
dentro do mesmo segmento - infarto
DOR SIMPÁTICA REFLEXA: não acompanha os dermátomos,
hiperalgesia ou hiperestesia
acompanha alterações tróficas e
vasomotoras.
DOR PSICOGÊNICA: na ausência de fatores somáticos
ou viscerais.
BASES PSICOFISIOLÓGICAS DA DOR
TEORIA DO CONTROLE DA BARREIRA
( WALL E MELZACK, 1984.)
MEDO, ANSIEDADE E MOTIVAÇÃO PARA
FUGIR DA FONTE CAUSADORA DA DOR.
LUTA OU FUGA - SN SIMPÁTICO
Liberação de noradrenalina junto ás
terminações nervosas do SNS,
sensibiliza os nociceptores,
intensificando a transmissão e a
percepção da dor.
ALTERAÇÕES DOS SISTEMAS SENSORIAIS E DE
CONTROLE DA DOR QUE ACOMPANHAM A
SENESCÊNCIA
O declínio sensorial progressivo é aceito como parte
Inevitável do processo envelhecimento.
Mudanças na morfologia, número, densidade e localização dos
receptores (corpúsculos de Meissner, Merkel, Ruffini e de Pacini).
(THORNBURY e MISTRETTA, 1981)
Ocorre uma perda de 5 a 8% das fibras nervosas por década, após os
40 anos de idade.
(POTIVIN et al., 1980)
O número de fibras mielinizadas que inervam a pele glabra da mão diminui
em torno de 5% por década, de 17.000 nos adultos jovens à 13.000 na 8a
década.
(THORNBURY e MISTRETTA, 1981)
Encurtamento gradual da distância internodal, como resultado de
uma desmielinização segmentar.
(PATTEN e CRAIK, 2002)
A percepção do toque leve e pressão passa por uma redução de
um quarto do normal em homens acima dos 40 anos de idade.
(PATTEN e CRAIK, 2002)
O limiar cutâneo para a dor também aumenta com a idade.
(PATTEN e CRAIK, 2002)
A degeneração dos dendritos, no SNC, provoca uma diminuição da
velocidade de condução, alterando assim, a plasticidade neuronal.
(UMPHRED e LEWIS, 2001)
A formação de placas senis e de emaranhados neurofibrilares, são
observados com o avançar da idade.
( LUSTRI e MORELLI, 2004)
A incidência do infarto cardíaco indolor aumenta com os anos.
(Bayer e cols.,1986)
PERSONALIDADE,
INTERPRETAÇÃO DA DOR,
PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO.
(Harkins e cols.,1990)
Em um estudo realizado por Vandervoot e cols., (1992),
demonstrou que mulheres idosas apresentaram um desconforto
menor do que mulheres jovens durante a aplicação de gelo no
ante-braço.
Manifestações encontradas na cutis de pessoas idosas: diminuição
da dor provocada por estímulos térmicos, da sensibilidade
vibratória e da capacidade de discriminação de dois pontos.
Padrões semelhantes de degeneração foram encontrados após a
falta prolongada de atividade.
(Herman e Roger,2002)
De acordo com a teoria da barreira, a dor não seria resultado
apenas do maior número de estímulos que incidem sobre as fibras
nociceptivas, ela resultaria também da falta de impulsos recebidos
por meio das fibras de grande diâmetro.
Desequilíbrio relativo de estímulos sensoriais recebidos por
fibras de pequeno e grande diâmetro
Modulação menos eficiente dos sinais nociceptivos
FATORES PSICOLÓGICOS E EMOCIONAIS
As respostas individuais diante da dor variam consideravelmente.
Depressão ( primária ou secundária) e Dor Crônica.
Mesmo na ausência de doenças, 10% das pessoas acima de 65
anos sofrem de depressão.
Para os idosos que apresentam patologias associadas estes
valores sobem para 30 a 50%.
Até 83% dos idosos que apresentam a dor crônica, têm
depressão.
(Herman e Roger, 2002)
ASPECTOS COGNITIVOS, COMPORTAMENTAIS E
FATORES LIGADOS Á PERSONALIDADE
A interpretação da dor afeta profundamente sua intensidade bem
como, o resultado das intervenções terapêuticas.
O significado atribuído a dor é capaz de aumentar ou diminuir a
intensidade do sofrimento.
O comportamento adotado durante o período de dor influencia
significativamente os pensamentos e sentimentos de uma
pessoa.
A dor provoca distúrbios emocionais e de personalidade.
(Herman e Roger, 2002)
FATORES PSICOSSOCIAIS
O idoso que dispõem de fortes laços sociais com familiares e com
amigos encontra menos dificuldade para interpretar sua
experiência de dor de forma mais positiva.
A falta de apoio social implica em solidão e isolamento,
sentimento de inutilidade, abandono e indignidade
(Chapman e Turner, 1990)
A dor seria um
companheiro inevitável
da velhice?
AVALIAÇÃO DA DOR
A dor como principal responsável pela restrição da
capacidade funcional.
A DOR NÃO É FUNÇÃO DA IDADE........
Identificar fatores etiológicos, sempre que possível.
Descoberta de eventuais fatores que contribuem para a dor.
Avaliar o impacto que a dor exerce sobre as funções físicas
do idoso.
Entender como o idoso resolve seus problemas.
Planejamento do tratamento.
IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA
Duração
Localização
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Papel da dor nas AVDs e AIVDs
História de câncer
CLASSIFICAÇÃO DA INTENSIDADE DA DOR
Desenhos mostrando a dor,
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Questionário de dor McGill (MPQ)
ESCALA VISUAL ANALÓGICAESCALA VISUAL ANALÓGICA
ESCALA NUMÉRICAESCALA NUMÉRICA
A escala numérica consiste numa régua dividida em onze partes
iguais, numeradas sucessivamente de 0 a 10.
Esta régua pode apresentar-se ao doente na horizontal ou na vertical.
Pretende-se que o doente faça a equivalência entre a intensidade da
sua dor e uma classificação numérica, sendo que o “0” corresponde
a classificação “Sem Dor” e a 10 a classificação “Dor Máxima” (Dor
de intensidade máxima imaginável)
A classificação numérica indicada pelo doente será assinalada na
folha de registro.
ESCALA QUALITATIVAESCALA QUALITATIVA
Na escala qualitativa solicita-se ao doente queNa escala qualitativa solicita-se ao doente que
classifique a intensidade da sua Dor de acordoclassifique a intensidade da sua Dor de acordo
com os seguintes adjetivos: “Sem Dor”, “Dorcom os seguintes adjetivos: “Sem Dor”, “Dor
Ligeira”, “Dor Moderada”, “Dor Intensa” ouLigeira”, “Dor Moderada”, “Dor Intensa” ou
“Dor Máxima”.“Dor Máxima”.
Estes adjetivos devem ser registrados na folhaEstes adjetivos devem ser registrados na folha
de registro.de registro.
ESCALA DE FACES
Na escala de faces é solicitado ao doente que classifique a intensidadeNa escala de faces é solicitado ao doente que classifique a intensidade
de sua dor de acordo com a mímica representada em cada facede sua dor de acordo com a mímica representada em cada face
desenhada, sendo a expressão de felicidade corresponde adesenhada, sendo a expressão de felicidade corresponde a
classificação “Sem Dor” e a expressão de máxima tristeza correspondeclassificação “Sem Dor” e a expressão de máxima tristeza corresponde
a classificação “Dor Máxima”.a classificação “Dor Máxima”.
Registra-se o número equivalente à face selecionada pelo doenteRegistra-se o número equivalente à face selecionada pelo doente
O questionário de dor McGill (MPQ) foi elaborado em
1975 por Melzack, na Universidade McGill, em
Montreal, Canadá, com o objetivo de fornecer
medidas qualitativas de dor que possam ser
analisadas estatisticamente. Esse é um dos
questionários mais referenciados mundialmente e
usados na prática clínica.
O MPQ avalia as qualidades sensoriais, afetivas,
temporais e miscelânea da dor. Além disso, apresenta
em seu escopo uma avaliação da distribuição espacial
e da intensidade da dor (“sem dor” a “cruciante”).
Há grande evidência da validade, confiabilidade e
habilidade discriminativa do MPQ quando usado com
adultos jovens.
• Todos os profissionais da saúde têm a
responsabilidade moral de promover um
acompanhamento adequado da dor em
pacientes. Os pacientes têm direito primário ao
tratamento, para não sentir uma dor
desnecessária. Sentir dor é desumano, destrói a
autonomia e é humilhante. Em seu extremo, a
dor destrói o espírito e impede o indivíduo de
viver.
(ALEXANDER, 2004)
• Utilizado para avaliação dos aspectos
sensoriais, afetivos e avaliativos da dor,
inclui um diagrama corporal para
localização da experiência dolorosa, uma
escala de intensidade e 78 descritores de
dor agrupados em 4 grandes grupos e 20
subgrupos.
Sensorial: 1-10 Avaliativa: 16
Afetiva: 11-15 Mista: 17-20
TRATAMENTO
MEDICAMENTOSO
X
FISIOTERAPIA
Equilíbrio das vias de
transmissão da dor
RECURSOS ELETROTERMOTERÁPICOS
TENSTENS
Impulsos elétricos sobre a pele, de baixa frequência,
sobre os nervos ou raízes espinhais que inervam a
sede da dor.
Teoria da barreira para a dor: a ativação seletiva de fibras
nervosas é capaz de modular a transmissão e a percepção
dos impulsos dolorosos.
Alguns estudos demonstram que a Tens é menos eficaz
nas pessoas idosas.
O período de eletroestimulação precisa ser muito mais
longo – horas.
Diminuição da produção de opiáceos endógenos pela
Tens – atrofia dos sistemas endofinérgicos.
Tens e exercícios físicos possuem bases neurofisiológicas
comuns.
È mais eficaz na dor aguda do que na dor crônica.
Contra-indicação: uso de marca-passo, demencia ou
confusão mental.
AVE, AIT e Epilepsia – monitorização rigorosa.
CALORCALOR
Efeitos analgésicos, antiespasmódicos e sedativos.
Associado à massagem e/ou à hidroterapia.
Contra-indicação: diminuição da sensibilidade térmica,
áreas de alt. da perfusão vascular –
edema ou isquemia,
uso de vasodilatadores.
EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
Prevenir ou compensar os efeitos nocivo da falta do uso
O fato de se evitar atividade física tem mais a ver com medo
e ansiedade do que com deficiência propriamente dita.
Cuidado com os traumatismos e prevenir fadiga muscular.
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Dor no idoso

  • 1. A DOR DO IDOSO
  • 2. CONCEITO “ ...EXPERIÊNCIA SENSORIAL E EMOCIONAL DESAGRADÁVEL, DEVIDA À LESÃO EFETIVA OU POTENCIAL DOS TECIDOS... “ ( MERSKEY, 1986. ) “... É UM SINTOMA COMPLEXO, INDIVIDUAL E SUBJETIVO, CUJA INTERPRETAÇÃO ENVOLVE ASPECTOSSENSITIVOS, EMOCIONAIS E CULTURAIS QUE SÓ PODE SER COMPARTILHADA A PARTIR DO RELATO DE QUEM O SENTE.” ( PIMENTA, 1994.)
  • 3. PREVALÊNCIA DA DOR EM PESSOAS IDOSAS Distúrbios do aparelho de locomoção: 50% referem dor devido à artrite Outros: doenças reumatóides, fibromialgia, dor cervical e lombar devido a processos degenerativos ou à fraturas osteoporóticas, síndromes musculares dolorosas. SNC ou Periférico: dor neurogênica dor por desaferentação dor talâmica
  • 4. PREVALÊNCIA DA DOR EM PESSOAS IDOSAS Origem Vascular: arterite temporal angina de peito claudicação intermitente enxaqueca Dor oncológica: a maioria dos pacientes de câncer sofre dores antes de morrer
  • 5. DOR CRÔNICA Idosos da Comunidade: 30 à 40% Idosos Institucionalizados: 45% à 85% 10 PRINCIPAIS CONDIÇÕES CRÔNICAS DO IDOSO: 1- ARTRITE 2- HIPERTENSÃO 3- COMPROMETIMENTO AUDITIVO 4- CONDIÇÕES CARDÍACAS 5- COMPROMETIMENTO ORTOPÉDICO 6- SINUSITE 7- CATARATA 8- DIABETES MELITTUS 9- COMPROMETIMENTO VISUAL 10- ZUMBIDO
  • 6. NOÇÕES GERAIS FATORES EMOCIONAIS FATORES COGNITIVOS FATORES SÓCIO-CULTURAIS FATORES COMPORTAMENTAIS + = + + PERCEPÇÃO INDIVIDUALIZADA DA DORPERCEPÇÃO INDIVIDUALIZADA DA DOR
  • 7. CARACTERÍSTICAS DA DOR DOR LOCALIZADA: se limita à sua sede de origem – tendinite, bursite, artrite. DOR RADICULAR: projeta-se ao longo do trajeto de um nervo no respectivo dermátomo - ciatalgia DOR IRRADIADA: tem origem em estruturas somáticas e viscerais e se projeta para outra região dentro do mesmo segmento - infarto DOR SIMPÁTICA REFLEXA: não acompanha os dermátomos, hiperalgesia ou hiperestesia acompanha alterações tróficas e vasomotoras. DOR PSICOGÊNICA: na ausência de fatores somáticos ou viscerais.
  • 8. BASES PSICOFISIOLÓGICAS DA DOR TEORIA DO CONTROLE DA BARREIRA ( WALL E MELZACK, 1984.) MEDO, ANSIEDADE E MOTIVAÇÃO PARA FUGIR DA FONTE CAUSADORA DA DOR. LUTA OU FUGA - SN SIMPÁTICO Liberação de noradrenalina junto ás terminações nervosas do SNS, sensibiliza os nociceptores, intensificando a transmissão e a percepção da dor.
  • 9. ALTERAÇÕES DOS SISTEMAS SENSORIAIS E DE CONTROLE DA DOR QUE ACOMPANHAM A SENESCÊNCIA O declínio sensorial progressivo é aceito como parte Inevitável do processo envelhecimento. Mudanças na morfologia, número, densidade e localização dos receptores (corpúsculos de Meissner, Merkel, Ruffini e de Pacini). (THORNBURY e MISTRETTA, 1981) Ocorre uma perda de 5 a 8% das fibras nervosas por década, após os 40 anos de idade. (POTIVIN et al., 1980) O número de fibras mielinizadas que inervam a pele glabra da mão diminui em torno de 5% por década, de 17.000 nos adultos jovens à 13.000 na 8a década. (THORNBURY e MISTRETTA, 1981)
  • 10. Encurtamento gradual da distância internodal, como resultado de uma desmielinização segmentar. (PATTEN e CRAIK, 2002) A percepção do toque leve e pressão passa por uma redução de um quarto do normal em homens acima dos 40 anos de idade. (PATTEN e CRAIK, 2002) O limiar cutâneo para a dor também aumenta com a idade. (PATTEN e CRAIK, 2002) A degeneração dos dendritos, no SNC, provoca uma diminuição da velocidade de condução, alterando assim, a plasticidade neuronal. (UMPHRED e LEWIS, 2001) A formação de placas senis e de emaranhados neurofibrilares, são observados com o avançar da idade. ( LUSTRI e MORELLI, 2004)
  • 11. A incidência do infarto cardíaco indolor aumenta com os anos. (Bayer e cols.,1986) PERSONALIDADE, INTERPRETAÇÃO DA DOR, PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO. (Harkins e cols.,1990) Em um estudo realizado por Vandervoot e cols., (1992), demonstrou que mulheres idosas apresentaram um desconforto menor do que mulheres jovens durante a aplicação de gelo no ante-braço. Manifestações encontradas na cutis de pessoas idosas: diminuição da dor provocada por estímulos térmicos, da sensibilidade vibratória e da capacidade de discriminação de dois pontos.
  • 12. Padrões semelhantes de degeneração foram encontrados após a falta prolongada de atividade. (Herman e Roger,2002) De acordo com a teoria da barreira, a dor não seria resultado apenas do maior número de estímulos que incidem sobre as fibras nociceptivas, ela resultaria também da falta de impulsos recebidos por meio das fibras de grande diâmetro. Desequilíbrio relativo de estímulos sensoriais recebidos por fibras de pequeno e grande diâmetro Modulação menos eficiente dos sinais nociceptivos
  • 13. FATORES PSICOLÓGICOS E EMOCIONAIS As respostas individuais diante da dor variam consideravelmente. Depressão ( primária ou secundária) e Dor Crônica. Mesmo na ausência de doenças, 10% das pessoas acima de 65 anos sofrem de depressão. Para os idosos que apresentam patologias associadas estes valores sobem para 30 a 50%. Até 83% dos idosos que apresentam a dor crônica, têm depressão. (Herman e Roger, 2002)
  • 14. ASPECTOS COGNITIVOS, COMPORTAMENTAIS E FATORES LIGADOS Á PERSONALIDADE A interpretação da dor afeta profundamente sua intensidade bem como, o resultado das intervenções terapêuticas. O significado atribuído a dor é capaz de aumentar ou diminuir a intensidade do sofrimento. O comportamento adotado durante o período de dor influencia significativamente os pensamentos e sentimentos de uma pessoa. A dor provoca distúrbios emocionais e de personalidade. (Herman e Roger, 2002)
  • 15. FATORES PSICOSSOCIAIS O idoso que dispõem de fortes laços sociais com familiares e com amigos encontra menos dificuldade para interpretar sua experiência de dor de forma mais positiva. A falta de apoio social implica em solidão e isolamento, sentimento de inutilidade, abandono e indignidade (Chapman e Turner, 1990)
  • 16. A dor seria um companheiro inevitável da velhice?
  • 17. AVALIAÇÃO DA DOR A dor como principal responsável pela restrição da capacidade funcional. A DOR NÃO É FUNÇÃO DA IDADE........ Identificar fatores etiológicos, sempre que possível. Descoberta de eventuais fatores que contribuem para a dor. Avaliar o impacto que a dor exerce sobre as funções físicas do idoso. Entender como o idoso resolve seus problemas. Planejamento do tratamento.
  • 18. IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA Duração Localização Fator desencadeante Caráter (queimação, pontada) Intensidade/ gravidade Evolução Efeito sobre as atividades funcionais Impacto sobre a personalidade Fatores que agravam ou que aliviam Relações com o horário Efeitos sobre o sono Uso de Medicamentos
  • 19. EXAME FÍSICO Aspecto Geral Postura Motricidade Força Muscular Sinais neurológicos Relação da dor com os dermátomos Sistema sômato-sensorial Reflexos Equilíbrio Marcha Cognitivo Papel da dor nas AVDs e AIVDs História de câncer
  • 20. CLASSIFICAÇÃO DA INTENSIDADE DA DOR Desenhos mostrando a dor, Escalas visuais, Escalas numéricas, Escalas faciais e Questionário de dor McGill (MPQ)
  • 21. ESCALA VISUAL ANALÓGICAESCALA VISUAL ANALÓGICA
  • 22. ESCALA NUMÉRICAESCALA NUMÉRICA A escala numérica consiste numa régua dividida em onze partes iguais, numeradas sucessivamente de 0 a 10. Esta régua pode apresentar-se ao doente na horizontal ou na vertical. Pretende-se que o doente faça a equivalência entre a intensidade da sua dor e uma classificação numérica, sendo que o “0” corresponde a classificação “Sem Dor” e a 10 a classificação “Dor Máxima” (Dor de intensidade máxima imaginável) A classificação numérica indicada pelo doente será assinalada na folha de registro.
  • 23. ESCALA QUALITATIVAESCALA QUALITATIVA Na escala qualitativa solicita-se ao doente queNa escala qualitativa solicita-se ao doente que classifique a intensidade da sua Dor de acordoclassifique a intensidade da sua Dor de acordo com os seguintes adjetivos: “Sem Dor”, “Dorcom os seguintes adjetivos: “Sem Dor”, “Dor Ligeira”, “Dor Moderada”, “Dor Intensa” ouLigeira”, “Dor Moderada”, “Dor Intensa” ou “Dor Máxima”.“Dor Máxima”. Estes adjetivos devem ser registrados na folhaEstes adjetivos devem ser registrados na folha de registro.de registro.
  • 24. ESCALA DE FACES Na escala de faces é solicitado ao doente que classifique a intensidadeNa escala de faces é solicitado ao doente que classifique a intensidade de sua dor de acordo com a mímica representada em cada facede sua dor de acordo com a mímica representada em cada face desenhada, sendo a expressão de felicidade corresponde adesenhada, sendo a expressão de felicidade corresponde a classificação “Sem Dor” e a expressão de máxima tristeza correspondeclassificação “Sem Dor” e a expressão de máxima tristeza corresponde a classificação “Dor Máxima”.a classificação “Dor Máxima”. Registra-se o número equivalente à face selecionada pelo doenteRegistra-se o número equivalente à face selecionada pelo doente
  • 25. O questionário de dor McGill (MPQ) foi elaborado em 1975 por Melzack, na Universidade McGill, em Montreal, Canadá, com o objetivo de fornecer medidas qualitativas de dor que possam ser analisadas estatisticamente. Esse é um dos questionários mais referenciados mundialmente e usados na prática clínica. O MPQ avalia as qualidades sensoriais, afetivas, temporais e miscelânea da dor. Além disso, apresenta em seu escopo uma avaliação da distribuição espacial e da intensidade da dor (“sem dor” a “cruciante”). Há grande evidência da validade, confiabilidade e habilidade discriminativa do MPQ quando usado com adultos jovens.
  • 26. • Todos os profissionais da saúde têm a responsabilidade moral de promover um acompanhamento adequado da dor em pacientes. Os pacientes têm direito primário ao tratamento, para não sentir uma dor desnecessária. Sentir dor é desumano, destrói a autonomia e é humilhante. Em seu extremo, a dor destrói o espírito e impede o indivíduo de viver. (ALEXANDER, 2004)
  • 27. • Utilizado para avaliação dos aspectos sensoriais, afetivos e avaliativos da dor, inclui um diagrama corporal para localização da experiência dolorosa, uma escala de intensidade e 78 descritores de dor agrupados em 4 grandes grupos e 20 subgrupos.
  • 28. Sensorial: 1-10 Avaliativa: 16 Afetiva: 11-15 Mista: 17-20
  • 30. RECURSOS ELETROTERMOTERÁPICOS TENSTENS Impulsos elétricos sobre a pele, de baixa frequência, sobre os nervos ou raízes espinhais que inervam a sede da dor. Teoria da barreira para a dor: a ativação seletiva de fibras nervosas é capaz de modular a transmissão e a percepção dos impulsos dolorosos. Alguns estudos demonstram que a Tens é menos eficaz nas pessoas idosas.
  • 31. O período de eletroestimulação precisa ser muito mais longo – horas. Diminuição da produção de opiáceos endógenos pela Tens – atrofia dos sistemas endofinérgicos.
  • 32. Tens e exercícios físicos possuem bases neurofisiológicas comuns. È mais eficaz na dor aguda do que na dor crônica. Contra-indicação: uso de marca-passo, demencia ou confusão mental. AVE, AIT e Epilepsia – monitorização rigorosa.
  • 33. CALORCALOR Efeitos analgésicos, antiespasmódicos e sedativos. Associado à massagem e/ou à hidroterapia. Contra-indicação: diminuição da sensibilidade térmica, áreas de alt. da perfusão vascular – edema ou isquemia, uso de vasodilatadores.
  • 34. EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS Prevenir ou compensar os efeitos nocivo da falta do uso O fato de se evitar atividade física tem mais a ver com medo e ansiedade do que com deficiência propriamente dita. Cuidado com os traumatismos e prevenir fadiga muscular. Nível de exigência de acordo com o paciente para evitar o fracasso. O fracasso é capaz de aumentar a percepção da dor. Técnicas de relaxamento.
  • 35. ADA UM SABE A DOR E A DELÍC DE SER O QUE É...